Meio Ambiente e Assoreamento

Saudações, Pensadores de Ciências!

É com um misto de tristeza e alegria que anunciamos o fim do bimestre, e com ele nossas turmas de 5º anos estão partindo para Hogwarts.

Meio Ambiente. Assoreamento. Ensino de Ciências. Educação Ambiental. Anos Iniciais, Ensino Fundamental
Quem não queria, não é mesmo? Imagem

Não pera, para o 6º ano mesmo… rsrsrs. E como de costume terminamos nosso ano letivo com assuntos que afligem nosso meio ambiente, lembrando que meio ambiente, segundo a Wikipédia:

É o conjunto das substâncias, circunstâncias ou condições em que existe determinado objeto ou em que ocorre determinada ação, envolve todas as coisas vivas e não-vivas que existem na Terra, que afetam os ecossistemas e a vida dos seres que vivem nela. É o conjunto de condições, leis, influências e infraestrutura de ordem física, química e biológica, que permite, abrigar e reger a vida em todas as suas formas.

E um dos assuntos que andamos conversando foi assoreamento, lemos um pequeno texto, que você pode encontrar aqui.

Considerado um dos principais problemas que afetam os rios, o assoreamento preocupa ambientalistas que acreditam que, apesar de ser um processo natural, pode ser intensificado pela ação humana, provocando danos ao meio ambiente.

O processo é resultado do acúmulo de sedimentos do solo, que gera excesso de material sobre o seu leito e dificulta a navegabilidade e o seu aproveitamento. Geralmente, ele acontece quando as chuvas lavam o solo e removem a camada superficial fazendo com que as partículas ali presentes sejam transportadas por escoamento em direção aos rios, onde são depositados. Quando não há obstáculos para esses sedimentos, uma grande quantidade é depositada no fundo das redes de drenagem.

Quando esses resíduos encontram locais mais planos, eles são depositados, acumulando-se e, eventualmente, formando bancos de areia ao longo do curso d’água. No entanto, quando a quantidade de sedimentos é muito grande e pesada, eles se acumulam no leito normal, trazendo prejuízos ao escoamento fluvial.

A ação humana vem prejudicando o curso dos rios e colaborando para o assoreamento porque quando a vegetação local é removida, todo esse processo intensifica-se, aumentando o número de acontecimentos desse tipo e, ainda, gerando o surgimento de erosões nas proximidades do próprio rio. Com isso, o rio passa a suportar cada vez menos água, provocando enchentes e outros problemas ambientais e sociais. 

Usamos algumas imagens para ilustrar a conteúdo.

Meio Ambiente. Assoreamento. Ensino de Ciências. Educação Ambiental. Anos Iniciais, Ensino Fundamental
Você pode pegar essa imagem aqui

Com isso, foi necessário entrar na questão da Mata Ciliar. Esse texto você acha aqui.

Mata Ciliar é a vegetação que acompanha o curso d’água, ou seja, é a cobertura nativa que fica às margens dos rios, lagos, igarapés, represas e olhos d’água. O nome refere-se ao fato dela funcionar como um cílio, que protege os olhos contra a poeira, mas nesse caso defende os rios contra o assoreamento. Assim, evita que ocorra o alargamento desses locais e, consequentemente, a diminuição da profundidade da água.

A importância da mata ciliar é enorme para a flora e para a fauna. Ela funciona como uma espécie de filtro e impede a contaminação das águas por produtos poluentes, como os usados na agricultura, e possibilita a absorção de nutrientes como nitrogênio, fósforo, cálcio e magnésio.

Além disso, permite que os animais silvestres se desloquem de uma região a outra para buscar alimentos e acasalar. Em algumas localidades, em que a biodiversidade é grande, é possível encontrar plantas e animais raros.

Apesar de seus benefícios para o meio ambiente, a mata ciliar corre sério perigo por conta do desmatamento ilegal e da construção de pastagens. A diminuição da área verde, principalmente nos igarapés, favorece o rebaixamento do nível do lençol freático.

Outro fato danoso à mata ciliar é a queimada. Alguns produtores colocam fogo na vegetação com o objetivo de renovar as pastagens ou limpar a terra. Entretanto, tal prática leva ao empobrecimento do solo.

Meio Ambiente. Assoreamento. Ensino de Ciências. Educação Ambiental. Anos Iniciais, Ensino Fundamental
Foto

E como a gente adora experimentar, fizemos um pequeno experimento sobre assoreamento, uma coisa muito simples, mas com um grande resultado.

Material utilizado:

1 Copo grande (de preferência com graduação de medidas)

Água

Borrachas, coisas pequenas que caibam no copo.

Meio Ambiente. Assoreamento. Ensino de Ciências. Educação Ambiental. Anos Iniciais, Ensino Fundamental
Nosso material

Iniciamos colocando todas as borrachas da sala no copo junto com a água.

Meio Ambiente. Assoreamento. Ensino de Ciências. Educação Ambiental. Anos Iniciais, Ensino Fundamental
Olha o nosso assoreamento aí

Não tivemos a resposta esperada, e o que fizemos? Emprestamos borracha da sala ao lado, nosso espírito investigador também é esperto.

Meio Ambiente. Assoreamento. Ensino de Ciências. Educação Ambiental. Anos Iniciais, Ensino Fundamental
Com o assoreamento, a inundação começa

Mas queríamos uma enchente, para isso acrescentamos mais um pouquinho de água e…

Meio Ambiente. Assoreamento. Ensino de Ciências. Educação Ambiental. Anos Iniciais, Ensino Fundamental
Nesse cenário, o chuvisqueiro seria o fim

Tínhamos nosso rio, poluído, sem mata ciliar, com grande quantidade de assoreamento. E agora? Queríamos ver enchentes, é mais “lixo” foi jogado no rio.

Meio Ambiente. Assoreamento. Ensino de Ciências. Educação Ambiental. Anos Iniciais, Ensino Fundamental
É, parece que temos uma enchente

É minha gente, agora foram os potinhos da minha lancheira, quem não tem cão caça com gato. Mas não é que funcionou!!! Tivemos nossa enchente devido a quantidade de material depositado no leito do rio.

A criançada compreendeu a importância da Mata Ciliar, e que o Assoreamento é uma etapa natural da natureza, mas se nós como cidadãos conscientes não tomarmos conta de nossas ações a coisa pode ficar preta.

Lixo é no lixo!

E por hoje é só pessoal, uma ideia simples, mas de grande impacto.

E você, já teve uma ideia relâmpago que deu certo?

Conta pra gente, nós vamos adorar saber.

Até a próxima!

 

Sequência Didática sobre plantas

Saudações, Pensadores de Ciências!A sequência didática deste post segue homenageando os professores que fazem parte de nossas vidas. Hoje vamos apresentar uma sequência didática sobre plantas, da Professora Flávia Wulf, que, atualmente, leciona no 3º ano do Ciclo I do Ensino fundamental e montou uma super atividade com algumas ideias aqui do nosso blog e outras que ela criou. É disso que a gente gosta. Ela viu um trabalho nosso, olhou para a realidade dos alunos dela e criou algo novo! <3 Ahh, a Professora Flávia já passou por aqui no ano passado, dá uma olhadinha aqui.

Sequencia didática sobre plantas para o terceiro ano. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de Ciências.
A professora Flávia Wulf e seu sorrisão inconfundível

A Sequência Didática sobre plantas é bem detalhada e a professora dedicou várias aulas e possibilidades de vivências com os alunos. Aprender assim é mais fácil e divertido. A experiência com o ensino e aprendizagem de Ciências vai ganhar cor e, principalmente, sabor para a professora e sua turma. Ficou curioso? A gente mostra tudo que a professora Flávia criou.

Aula 1

1) O professor apresentará à classe, o vídeo: Chico Bento: na roça é diferente.

2) Ao término do vídeo o professor realizará um debate com a classe sobre as questões levantadas pela animação, de interesse do grupo. Pode propor algumas questões como:

– O que acharam? Já conheciam o Chico Bento? Ele é da turma da Mônica, mas mora em um lugar diferente, né? Vocês sabem alguma coisa sobre esse lugar?

– Que tipo de história é essa? (espera-se que eles falem sobre humor – o professor poderá falar sobre isso caso eles não percebam). Qual a graça dessa história?

– O primo do Chico fala sobre o supermercado e ele diz que costuma pegar tudo ali mesmo no sítio. Vocês já foram no supermercado com a família? Onde costumam buscar alimentos? Alguém tem alimentos em casa mesmo, que não foram comprados?

– E de onde vêm os alimentos?

Perguntas mais diretas, caso sejam necessárias:

– Onde o Chico Bento obtém as laranjas para o suco?

– O primo do Chico pensa que os ovos vêm de onde?

– E o leite? Vem de caixinhas e saquinhos?

– Por que o primo do Chico pensa que os ovos vêm de caixinhas compradas no supermercado e o leite de caixinhas e de saquinhos?

– Como o primo do Chico pensa que se deve tirar o leite da vaca?

– Vocês já viram como se tira o leite da vaca?

– Onde o Chico Bento colhe as cenouras?

– Como são as moradias no campo? São próximas umas das outras, como na cidade?

– Quais animais apareceram na história?

– Que alimentos estes animais comem?

– Quais os locais construídos pelas pessoas que vivem no campo para abrigar esses animais? (curral, galinheiro, chiqueiro, estábulo etc.).

– Qual a utilidade destes animais para o ser humano?

– Que outros produtos vocês conhecem que são produzidos no campo?

3) Lembrá-los sobre a experimentação de alimentos que fizemos na sala* (ou do passeio do Ceasa, caso não tenha feito essa anterior) e lhes perguntar de onde vem esses alimentos. Propor que preencham em duplas a tabela de hipóteses sobre a origem dos alimentos. Discutir com todos, no coletivo, sobre a origem de cada alimento a partir das hipóteses apresentadas. Mostrar a eles que alguns vem de animais e outros vem de vegetais. Pedir-lhes que façam uma nova tabela, classificando os alimentos de origem animal ou vegetal.

* A professora vendou os olhos dos alunos e propôs que eles provassem alguns alimentos e dissessem o nome de cada um.

E se você quer saber mais sobre o Ceasa, clica aqui e aqui para ver a nossa visita por lá.

Aula 2

Ler com a turma o texto “A boa sopa” do livro Contos de Grimm, Editora Companhia das Letrinhas, e todos devem continuar a história e depois ler para os colegas. Em seguida, perguntar aos alunos:

Vocês gostam de sopa? De que tipo? Quem já fez ou ajudou alguém a fazer uma sopa? O que vai numa sopa?

Sequencia didática sobre plantas para o terceiro ano. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de Ciências.
Você pode encontrar essa edição do livro aqui

Lição de casa: trazer uma receita de sopa.

Aula 3
  • Iniciar a aula com a leitura das receitas de sopa e escolher uma para ser feita na sala.

Se necessário discutir com o grupo se algum dos alimentos que experimentamos pode ser acrescentado na sopa.

Aula 4
  • Projetar a receita da sopa e fazer com a turma.
  • Enquanto a sopa cozinha, o professor disporá os produtos utilizados em uma mesa e questionará à classe:

– De onde vêm os produtos que utilizamos nessa receita?

– Onde são produzidos?

– A partir do que são fabricados?

– Quais produtos são naturais, ou seja, consumimos da mesma forma como encontramos na natureza?

– Quais são derivados de outros produtos, ou seja, que foram modificados pelo homem?

– Dos produtos derivados, quais são de origem animal ou de origem vegetal?

3) Comer a sopa. Perguntar-lhes se o alimento tem o mesmo gosto quando estão sozinhos ou crus. Por que o gosto se modifica?

Pensando nos alimentos de origem vegetal, como eles são retirados da natureza, onde exatamente ficam esses alimentos?

Aula 5
  • Ler com a turma a história: A princesa e o grão de ervilha. Pintar cada parágrafo de uma cor. Conversar sobre início e fim de parágrafo.
  • Perguntar-lhes o que é um “grão de ervilha”. O que é grão? Levar ervilhas cruas e uma lata em conserva para que conheçam e lhes perguntar qual a diferença entre elas, de onde elas vieram? Do mesmo lugar? Como nasce a ervilha?

Pedir aos alunos que desenhem hipóteses de como nasce a ervilha.

Sequencia didática sobre plantas para o terceiro ano. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de Ciências.
A história original é de Hans Christian Andersen, mas é encontrada em inúmeras versões
Sequencia didática sobre plantas para o terceiro ano. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de Ciências.
A versão utilizada pela professora é a do Ler e Escrever. está disponível aqui.
  • Mostrar a apresentação sobre a ervilha, com as fotos. A cada foto reiterar a pergunta: Como nasce a ervilha?
  • Escrever coletivamente a conclusão do grupo sobre a origem da ervilha.
Lição de casa: cada aluno deverá trazer um vegetal para a próxima aula. Enviar bilhete especificando o vegetal para que nem todos tragam o mesmo.
Aula 6

Em grupos os alunos deverão criar hipóteses, de como nasce aquele alimento, de que parte da planta ele é retirado. Depois lhes serão entregues computadores para que façam a pesquisa e comprovem ou não suas hipóteses.

Discussão no grupo sobre o que foi descoberto.

Montar com a sala um cartaz classificando os alimentos, segundo as partes das plantas (folhas, raízes, frutos, sementes, caule).

Para casa: trazer várias frutas. Enviar bilhete garantindo a variedade.

Aula 7
  • Perguntar ao grupo “o que é agricultura”? Levantar as diversas hipóteses.
 Aula 8
  • Trabalhar com a turma os conceitos de mapa e legenda.
Aula 9
  • O professor iniciará a aula, apresentando a música: Semente, de Armandinho.

Semente, semente, semente

Semente, semente

Se não mente fale a verdade

De que árvore você nasceu? (refrão 2x)

  De onde veio

De onde apareceu

Porque que o meu destino

É tão parecido com o seu?

 Eu sou a terra

Você minha Semente

Na chuva a gente se entende

É na chuva que a gente se entende

Oh Semente!

 Refrão (2x)

 Semente eu sei

Tem gente que ainda acredita

E aposta na força da vida

E busca um novo amanhecer

Lá vem o sol

Agora diga que sim

Semente eu sou sua terra

Semente pode entrar em mim…

 Refrão (2x)

 Se conseguir

Aquilo que você quer

E conseguir manter

A nobreza de ser quem tu é

Tenha certeza

Que vai nascer uma planta

Que a flor vai ser de esperança

De amor pro que der e vier

Oh Mulher!

 Refrão (2x)

 Se conseguir

Aquilo que você quer

E conseguir manter

A nobreza de ser quem tu é

Tenha certeza

Que vai nascer uma planta

Que a flor vai ser de esperança

De amor pro que der e vier

Oh Mulher!

 Refrão (3x)

Semente, Semente, Semente

Semente, Semente

Não mente!

Também foi apresentado o clip da música, que você encontra aqui.

2)  Após ouvirem e cantarem a música, o professor realizará com a turma uma discussão sobre a música, questionando-lhes:

– Sobre o que fala a música?

– O que é uma semente? (é parte da planta que dá início a uma nova geração).

– Onde encontramos sementes? (árvores, plantas, frutas etc.).

– Quais são mesmo as partes das plantas?

– Onde as sementes são encontradas?

– Por que será que algumas sementes ficam guardadas dentro dos frutos? (O fruto é uma espécie de proteção para as sementes).

– Quem gostaria de dizer o nome de um fruto (a) que conhece?

– Ela possui muitas ou poucas sementes?

– Onde ficam as sementes no fruto?

– Vocês conhecem alguma semente que não fica dentro do fruto? (castanha de caju)

– Para que servem as sementes?

– O que a semente dá origem?

– Todas as plantas nascem de sementes?

– Utilizamos sementes em nossa alimentação?

– Todas as sementes são comestíveis?

– Quais sementes são utilizadas em nossa alimentação? (amendoim, castanhas, feijão, semente de girassol, noz etc.).

  • Ao final da discussão, cada grupo deverá fazer um desenho de uma ou mais frutas fechadas e depois cortadas de modo a mostrar as sementes. Eles deverão fazer um pequeno relatório de observações sobre as sementes (tamanho, cor, onde fica, quantidade encontrada na fruta, etc).
  • Em seguida as sementes serão retiradas das frutas e colocadas para secar. No dia seguinte serão coladas no desenho/relatório de estudo.
  • Fazer uma salada de frutas e comer com a turma.
 Aula 10
Sequencia didática sobre plantas para o terceiro ano. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de Ciências.
A imagem está disponível aqui

O professor pergunta as crianças se conhecem a música em questão, e coloca para ouvirem uma primeira vez. Na segunda vez, convida as crianças a cantarem junto.

A seguir o professor faz algumas perguntas investigativas na roda de conversa:

  • O que é um alecrim? Quem já viu? Quem tem em casa?
  • Para que serve?
  • Você já sentiu o cheiro do alecrim?

Logo em seguida, o professor pergunta se todos sabem o significado das palavras que são apresentadas na música e sana qualquer dúvida que possa haver.

  • Em seguida faz mais alguns questionamentos:
  • Por que o alecrim nasceu sem ser semeado?
  • Todas as plantas precisam ser semeadas para nascerem?
  • Como pode nascer uma planta sem ser semeada?

O professor apresenta uma muda de alecrim e deixa que as crianças explorem a planta, cheirar, tocar, sentir texturas e etc.

  • Esclarecer a questão do “alecrim nascer sem ser semeado”, através da ação dos pássaros e do vento.

O professor explica para as crianças que o alecrim é uma planta medicinal e que suas propriedades são ensinadas desde muito antes do nascimento dos pequenos.

O professor pode oferecer o chá do alecrim para as crianças, e explicar sua ação medicinal.

Que tal plantarmos ervas medicinais? Quem pode trazer mudas de casa?

(Hum… aqui percebemos um pouquinho de nossa sequência, adaptada pela professora)

Lição de casa: uma pesquisa junto à família sobre o uso de plantas medicinais em casa.

Lição de casa 2: enviar bilhete solicitando as mudas ou sementes.

Aula 11

Compartilhar as pesquisas sobre plantas medicinais.

Fazer uma floreira com plantas medicinais e deixar na sala. Todos devem acompanhar e fazer o registro em um relatório coletivo. Aguar e cuidar deve ser tarefa de todos.

Conclusão: Apresentação da floreira e oferecimento de chá na mostra de trabalhos da escola.

Agora um pouquinho da história de Campinas…

Tente investigar sobre a lenda do “Boi Falô”. Escreva e desenhe tudo o que descobriu. (Esse é um bom momento para a visita ao Laboratório de Informática da Escola. Aproveite!)

Sequencia didática sobre plantas para o terceiro ano. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de Ciências.
Conheça essa importante lenda da cidade de Campinas Imagem do Portal CBN

A lenda do Boi Falô nasceu em 1888, na fazenda Santa Genebra, de propriedade do Barão Geraldo de Rezende. Um dos escravos que trabalhava nas plantações de cana-de-açúcar e café foi obrigado pelo capataz a ir ao pasto e atrelar um boi para arar a terra, em uma sexta-feira santa.

Esse escravo, chamado Toninho, um rapaz franzino e muito obediente, foi então colocar a canga no animal, que estava deitado sob uma frondosa árvore. Por mais que o escravo insistisse, o boi não saia do lugar. Neste momento o animal olhou para o escravo, deu um mugido alto e disse: “hoje é dia santo, é dia do Senhor, não é dia de trabalho”. O escravo saiu correndo para sede da fazenda, gritando: “o boi falô, o boi falô!”

Segundo a lenda, o capataz ainda teria tentado castigar Toninho pela insubordinação, mas ele correu para a Casa Grande à procura do Barão Rezende que, ao ouvir seu relato, teria lhe dado razão e ordenado que ninguém trabalhasse naquele dia.

O escravo passou a trabalhar dentro da casa por muitos anos, até sua morte, e, em consideração aos seus bons serviços, acabou sendo enterrado junto ao túmulo do Barão, no Cemitério da Saudade, em Campinas.

A lenda faz parte do folclore do Distrito de Barão Geraldo. O túmulo do escravo Toninho é um dos mais visitados no dia de Finados, principalmente por aquelas pessoas que querem alcançar uma graça.

Você encontra a lenda nesse link aqui.

Demais essa sequência, né? Vocês viram a parceria que a professora criou com a família? Eles foram parte significativa de toda a aprendizagem da criança!

Nossa querida Flávia usa aqui a Transdisciplinaridade, que segundo Hélio Teixeira é uma abordagem científica que visa a unidade do conhecimento. Desta forma, procura estimular uma nova compreensão da realidade articulando elementos que passam entre, além e através das disciplinas, numa busca de compreensão da complexidade. Além disso, do ponto de vista humano a transdisciplinaridade é uma atitude empática de abertura ao outro e seu conhecimento.

A gente viu de tudo um pouco aqui, e tem muito mais… aguardem as cenas do próximo capítulo. Ainda tem relato, fotos e atividades dos alunos. Gostou? Não sai daí, não! Fique ligadinho aqui no blog, junto conosco, Pensando Ciências.

Até a próxima!

 

 

 

Sequência Didática: Vida das Lagartas II

Saudações, Pensadores de Ciências!

É com muita alegria que a gente traz mais uma sequência didática sobre a vida das lagartas. Lembram que falamos aqui que íamos contar com a colaboração de vários colegas neste mês dos professores? Como sempre, o trabalho é voltado para o ensino de Ciências nos anos iniciais do ensino fundamental, mas nada impede uma adaptação aos alunos mais velhos.  Temos mais um fruto da parceria das professoras da nossa escola. Ficamos encantadas com a possibilidade de uma ideia que chama outra e mais outra…  Vem ver a continuidade desse trabalho.

A Professora Egmar, pedagoga de uma das turmas do terceiro ano da nossa escola, aproveitou a curiosidade das crianças, sempre questionadoras, e avançou com a turminha em alguns conteúdos de Língua Portuguesa, dando continuidade a interdisciplinaridade, já iniciada com as outras professoras.

Ciclo de vida das lagartas. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de ciências
Professora Egmar Almeida

Olha só que citação interessante a professora Egmar deixou para nós:

“Um projeto se define como uma situação em que as crianças realizam uma investigação em profundidade acerca de eventos ou fenômenos interessantes que encontram em seu ambiente.”

Helm e Beneke, 2005, p.28

Vamos acompanhar o relato da professora Egmar sobre essa investigação em profundidade feita com as crianças.

Estudando a vida das lagartas

“Onde tudo começou…

A agitação tomou conta da tranquila assembleia realizada semanalmente, após o lanche do 3º ano D. Ecoava por todo ambiente as vozes e o alvoroço provocado pelas crianças por conta da “matança” das lagartas nos ambientes da escola.

-Pode ou não pode matar as lagartas Prô?

Ciclo de vida das lagartas. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de ciências
Alunos observando algumas borboletas e um casulo

Procuramos através da dúvida sobre o desconhecido, estimular meios para investigação, inquietação e observação.

Segundo Dewey  “Aprender o significado de uma coisa, de um acontecimento ou de uma situação em suas relações com outras coisas, notar como opera ou  que consequências traz, qual é a sua causa de possíveis explicações”.

Com essas leituras em mente, partimos para a etapa de gerar situações de aprendizagens que foram problematizadas entre os alunos, criando condições investigativas sobre o ciclo de vida das lagartas e, consequentemente, das borboletas.

O princípio de desenvolvimento do projeto define-se na coleta de informações direcionado ao assunto de interesse. Deste modo, colhemos as expectativas dos alunos sobre o que realmente vamos investigar, ocasionando o gerenciamento da experiência elaborada. E a turminha foi falando….

-Lagarta não vira borboleta não, eca.

-Borboleta põe ovos?

-Pode matar sim as lagartas, não servem pra nada!

Entre muitas e muitas questões que foram surgindo, antes, durante e depois do projeto…

Desde o início, coloquei-me como mediadora e facilitadora das descobertas e observações, nada de desconsiderar o olhar da turma, caminhamos juntos durante todo o decorrer do processo de descobertas…

Ciclo de vida das lagartas. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de ciências
O aquário que foi preparado para abrigar as lagartas até a completa metamorfose, falamos dele no post passado
HORA DA LEITURA

A partir da contação de histórias e, dentre elas, citamos “A Primavera da Lagarta”, de Ruth Rocha, iniciaram-se várias experiências concretas das crianças com o objeto de estudo, sendo que as principais foram as narrativas, recontos (feitos pelas crianças), releituras e textos coletivos. Um exemplar da edição atual do livro circulou entre as crianças para leitura em casa, com a família, além de outros materiais enviados.

Ciclo de vida das lagartas. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de ciências
O livro foi levado para casa pelas crianças

Nesse sentido, as propostas tiveram o intuito de que as crianças vivenciassem funcionalmente as linguagens em situações de expressão e comunicação. Segundo Cunha (2002, p.11):

(…) as crianças pequenas iniciam o conhecimento sobre o mundo através dos cinco sentidos (visão, tato, olfato, audição, gustação), do movimento, da curiosidade em relação ao que está em sua volta, da repetição, da imitação, da brincadeira e do jogo simbólico (…) esses são os fatores fundamentais para que ela se desenvolva plenamente.

Consideramos que estes momentos são importantes para que as crianças possam estruturar suas ideias e, ao mesmo tempo, transformar o projeto trabalhado, no caso o objeto de estudo, o ciclo de vida das lagartas e borboletas.

“Pensando em uma escola para crianças pequenas como um organismo vivo integral, como um local de vidas e relacionamentos compartilhados entre muitos adultos e muitas crianças.”

Loris Malaguzzi

MATERIAL EXTRA

E a professora Egmar ainda nos mandou um “bônus”. Vejam logo aí, na sequência, mais algumas indicações bibliográficas que ela usou como apoio para o projeto do terceiro ano.

BAPTISTA, Mônica Correia. A linguagem escrita e o direito à educação na primeira infância. Consulta Pública sobre Orientações Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, MEC, 2010. Disponível nesse link aqui.

 

BARBOSA, Maria Carmen Silveira; HORN, Maria da Graça Souza. Projetos pedagógicos na educação infantil. Porto Alegre: Artmed, 2008.

 

Ah! Claro que q gente viu essa belezura de trabalho da professora Egmar e quis dar um pitaco aqui outro ali. Aí, separamos mais um livro que se pode trabalhar com as crianças sobre o tema:

Ciclo de vida das lagartas. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de ciências
Que tal usar esse outro livro para criar novas atividades?

E deixamos um exemplo, entre muitas outras atividades que encontramos no blog da “Alê Fazendo Arte“. Passa por lá e dá uma conferida, porque esse é o trabalho de mais uma Pedagoga e tem coisa boa demais!

Ciclo de vida das lagartas. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de ciências
Esta e muitas outras atividades foram reunidas pela professora Alê nesse link aqui.

E é isso, pessoal. Gostaram de saber mais um pouco sobre as lagartas e borboletas? Aguardem, pois teremos mais atividades propostas por outros professores. O mês tá acabando, mas a nossa vontade de pensar Ciências não acaba nunca! E lembre-se de que você também pode participar com dicas e sugestões aí nos comentários. Estamos te esperando.

Até a próxima!

 

 

 

 

Sequência Didática: ciclo de vida das lagartas

Saudações, Pensadores de Ciências!

Já nos recuperamos das fortes emoções do post passado e estamos prontas para os próximos!

O post de hoje é mais um daqueles que a gente ama fazer! É uma parceria com outras professoras da nossa escola. E como a gente é chegada num agito, neste mês dos professores, convidamos algumas colegas para contribuírem aqui no blog com aulas, atividades, sequências didáticas e tudo o mais que a imaginação permitir. Para nós é uma alegria imensa dividir todo esse aprendizado com os nossos leitores. E vamos começar falando dos trabalhos que nossas colegas têm desenvolvido em outras turmas dos anos iniciais do ensino fundamental. Como vocês viram no título, as atividades de hoje são sobre as lagartas. Vamos entender como é o ciclo de vida de uma lagarta, seus hábitos e alimentação. E também vamos ver o que as professoras fizeram comparações com os hábitos alimentares do seres humanos. A gente tá muito curiosa e vocês? Vamos aprender um pouco mais juntos? Vem!

O plano descrito abaixo é de nossa colega de escola Viviane Aparecida Petenussi Carmona, que também é pedagoga e leciona o conteúdo de Ciências Biológicas para os alunos do 2º e 3º ano, do ciclo I. A sequência descrita foi realizada com as crianças dos 3º ano do ensino fundamental.

Sequência didática ciclo de vida da lagarta. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de Ciências.
Professora Viviane em dia de festa!! =0

A Professora usou o livro, “The very hungry caterpillar”, escrito e ilustrado por Eric Carle. O livro é todo escrito em língua inglesa e o trabalho ocorreu a partir de uma iniciativa da Professora de Inglês Ana Lúcia Oliveira Pinheiro e rendeu uma grande parceria. Demais, né? Pra gente entender melhor todas as atividades e não perder nenhum detalhe, pedimos às colegas que escrevessem um relato para nós.

Sequência didática ciclo de vida da lagarta. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de Ciências.
Esse é o livro, da Editora Puffin Uk, utilizado pela professora Ana Lúcia

Relato da professora Ana Lúcia Oliveira Pinheiro:

O projeto envolveu a leitura do livro: The Very Hungry Caterpillar de Eric Carle, originalmente em Inglês. Como trata-se de uma leitura lúdica, ao contar a história, usei ilustrações para que não houvesse a necessidade de traduzir o livro todo e também para que os alunos se envolvessem mais.

Sequência didática ciclo de vida da lagarta. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de Ciências.
Falando nela… olha a professora Ana Lúcia aí! Ela dá as aulas de inglês para as turmas dos terceiros anos

Com esse projeto foi possível explorar bem o eixo norteador da disciplina de Inglês: a oralidade. Além da oralidade foi possível desenvolver trabalhos individuais e coletivos dentro e fora da sala de aula.

O livro traz a história de um ovo que se transforma numa pequena lagarta. Ela, ao longo da semana alimenta-se de frutas e no final de semana de junk food ou seja, comida não saudável. Ao crescer, ela constrói um casulo (cocoon) e permanece nele por um pouco mais de duas semanas (weeks). Após esse período, ela cavouca um buraco bem pequeno e vai aos poucos empurrando-se para fora dele e ao sair já não era mais uma lagarta, mas sim, uma bela borboleta (beautiful butterfly).

A partir dessa leitura foi possível trabalhar a metamorfose, a importância da alimentação saudável (healthy food) para o crescimento, alimentação não saudável, alimentos que contém muito sódio ou muita gordura ou até mesmo muito açúcar (sugar) e que podem ser consumidos com moderação. O livro aborda também períodos do dia (night, moon, day, warm, sun), adjetivos (big, little, fat, beautiful, hungry) numerais (numbers from 1 to 5) e dias da semana (Sunday, Monday, Tuesday, Wednesday, Thursday, Friday, Saturday).

Após a leitura, foi passado o vídeo narrado e ilustrado do livro, também foram feitas diversas atividades referentes ao tema; entre elas: fotocópias para serem trabalhadas a pintura (colors), os nomes dos alimentos, os dias da semana, atividades para ligar, cartazes coletivos.

A matéria contou com a interdisciplinaridade de outras Professoras que desenvolveram HQs, além de revisarem o conteúdo. Os alunos recolheram diversas Caterpillars que foram alocadas em aquários onde puderam dar continuidade ao seu desenvolvimento e aprenderam que as borboletas só botam seus ovos no mesmo tipo de árvore em que “nasceram”.

Sequência didática ciclo de vida da lagarta. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de Ciências.
Essa imagem está aqui
Sequência didática ciclo de vida da lagarta. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de Ciências.
Aquário montado para abrigar as lagartas

Os alunos receberam a proposta da construção de um livro dessa história a partir da recontagem e de ilustrações. A capa do livro foi feita a partir da reutilização de tampinhas de garrafa Pet para compor a Caterpillar.

Sequência didática ciclo de vida da lagarta. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de Ciências.
Construção das HQs
Sequência didática ciclo de vida da lagarta. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de Ciências.
Uso de material reciclável para as capas dos HQs

Foi uma experiência única perceber o envolvimento de todos: Professores e Alunos nesse projeto e vê-lo acontecendo em tempo real.

Muito bom esse relato da Ana Lúcia, gente! <3 <3

Agora vamos ver o passo a passo.

1-Identificação da Sequência Didática

1.1-Tema: O ciclo de vida de uma lagarta, seus hábitos e alimentação e a comparação com os hábitos alimentares dos seres humanos.

1.2-Público alvo: A sequência didática foi realizada em quatro terceiros anos, com uma média de 28 alunos em cada turma, sendo que em três salas há alunos especiais. A idade dos alunos varia entre 8 e 9 anos, e em geral, demonstraram bastante interesse pelas atividades propostas.

1.3-Duração: 15 aulas

1.4- Gênero textual abordado: Narrativa

2-Justificativa

A partir da leitura do livro pela professora de inglês, surgiu nas crianças o interesse pela vida da lagarta. Dessa forma, decidi adaptar a história e elaborar essa sequência didática para trabalhar com as crianças conteúdos de ciências e também desenvolver habilidades em língua portuguesa e matemática.  

3-Objetivos

3.1-Geral: Além de compreender o modo de vida da lagarta, que as crianças avancem em seus conhecimentos sobre leitura, interpretação e produção de textos.

3.2-Específicos:

  1. a) Compreender e interpretar a história oralmente;
  2. b) Estimular a curiosidade e a criatividade nas crianças;
  3. c) Incentivar o hábito da leitura;
  4. d) Desenvolver a linguagem oral, através do reconto da história (teatralização);
  5. e) Produzir textos escritos a partir da história contada;

4-Área(s) do Conhecimento envolvida(s)

Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Ciências e Matemática.

5- Direitos de aprendizagem envolvidos

  • Compreender textos lidos por outras pessoas, de diferentes gêneros e com diferentes propósitos;
  • Produzir textos de diferentes gêneros com autonomia, atendendo a diferentes finalidades;
  • Relacionar fala e escrita, tendo em vista a apropriação do sistema de escrita, as variantes linguísticas e os diferentes gêneros textuais.

6 – Habilidade(s) da ANA abrangida(s)

EIXO HABILIDADE
·         Leitura H 6 – Realizar inferências a partir da leitura de textos verbais;

H 8 – Identificar o assunto de um texto;

·         Escrita H 12 – Produzir um texto a partir de uma situação dada;

 

7-Momentos planejados

1º momento – Leitura da versão em português do livro “The very hungry caterpillar” (A lagarta faminta);

2º momento – Roda de conversa sobre a leitura, as impressões que tiveram e os hábitos da lagarta;

3º momento – Construção coletiva de um quadro com os alimentos saudáveis e não saudáveis consumidos pela lagarta;

4º momento – Produção de cartazes com recortes de folhetos de mercado com alimentos que devem ser consumidos em maior quantidade, e aqueles que devem ser consumidos com menor frequência;

5º momento – Teatralização da história através do reconto, utilizando a imagem da lagarta e a figura dos alimentos consumidos por ela;

6º momento – Vídeo sobre o ciclo de vida da lagarta e registro em desenho;

7º momento – Pesquisa sobre os hábitos da lagarta e confecção de um painel com as informações encontradas.

Sequência didática ciclo de vida da lagarta. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de Ciências.
Aqui temos um aluno desenhando o ciclo de vida do inseto, e na folha ao lado um gráfico com a quantidade de alimentos consumidos pela lagarta

8º momento – Atividades envolvendo os dias da semana e a quantidade de alimentos consumidos pela lagarta em cada dia;

9º momento – Confecção dos livros reescrevendo a história individualmente, a partir de imagens;

Sequência didática ciclo de vida da lagarta. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de Ciências.
Uma página do livro sendo criada. Note a ilustração!

10º momento – Correção e reescrita coletiva da história;

8 – Avaliação

A avaliação foi contínua, e ocorreu durante todo o processo de desenvolvimento da SD, mediante o acompanhamento da participação nas atividades realizadas, bem como das produções individuais, percebendo os avanços na aquisição da leitura e da escrita, e a compreensão do tema trabalhado.

Algumas das atividades usadas pelas professoras nessa sequência didática encontram-se nos sites abaixo:

http://www.teachingheart.net/veryhungrycaterpillar.html

http://e8pingtai.net/hungry-caterpillar-clipart.html

É isso aí, pessoal! Nosso agradecimento às professoras por apresentarem esse lindo trabalho. Colegas, vocês são incríveis! \o/

E você? tem alguma atividade que quer compartilhar conosco? O blog está aberto esperando a sua, aula, dica de leitura, sequência didática…

Até a próxima!

 

 

Chegamos ao post número 100!

Blog ciências ensino fundamental. Anos iniciais. Ensino de ciências.

Saudações, Pensadores de Ciências!!

É com um misto de alegria, expectativa, medo, honra, gratidão e otras cositas más que escrevo este post, de número 100. Quando resolvemos criar um blog dedicado ao ensino e aprendizagem de Ciências nas séries iniciais do ensino fundamental, jamais imaginamos que seríamos capazes de produzir tanto! 😀

Blog ciências ensino fundamental. Anos iniciais. Ensino de ciências.
É 100! É 100! É 100!

Não sei há quanto tempo você nos acompanha por aqui, mas nem eu, nem a professora Janaína somos biólogas… Ela é Pedagoga, eu professora de Português. Em comum? A gente tem amizade, prazer em ensinar e uma imensa, gigantesca… cara de pau…. hahaha! Só assim, pra gente se meter nessa aventura…hahaha! por isso, vamos falar um pouco desses sentimentos todos que nos invadem hoje.

Aliás, eu to meio Zeca Baleiro hoje, sabe? “Com uma vontade de bater na porta do vizinho e desejar bom dia, de beijar o português da padaria

Vai trabalhando essa emoção, Braseeeel!

Blog ciências ensino fundamental. Anos iniciais. Ensino de ciências. Pensando Ciencias
Por aqui, somos só felicidade!

E senta, porque lá vem história!

Acontece que temos a gratidão. Somos gratas a todos que nos apoiam diariamente. Aos nossos alunos, claro, sempre em primeiro lugar! Aos gestores das escolas onde já trabalhamos. Aos professores de outras áreas, com quem tanto aprendemos. Aos outros pedagogos das escolas por onde já passamos e de quem já recebemos colaborações aqui no blog.

Quer saber mais sobre posts em que a colaboração de nossos colegas foi decisiva? Você pode olhar aqui, aqui e aqui também!

E sempre tem aquela conversa animada no café da sala dos professores. Sabe aquele “olho no olho”, que acolhe dúvidas, alegrias e apreensões do dia a do professor? Pois é…só quem está no chão da escola sabe o valor de um café e de um sorriso. Ambos aquecem e nos dão coragem pra seguir! <3

Blog ciências ensino fundamental. Anos iniciais. Ensino de ciências. Pensando Ciencias
Qualquer conversa fica melhor com café!

E vejam vocês que semana linda para falar disso, já que no dia 15 comemoramos o nosso dia. Obrigada, colegas!

A honra de fazer esse trabalho vem da convicção que temos de que estamos aproximando jovens alunos da aprendizagem de Ciências de um jeito mais dinâmico, motivador e que pode despertar curiosidade. Aquela vontade de contar pro pessoal em casa tudo que tem feito na escola. Aquela cobrança da molecada pra saber sobre a próxima experiência… Trazer a família pra perto da experiência do conhecimento construído pela criança dá sentido a nossa prática. Adoramos quando os pais comentam o que aprenderam com os pequenos.

Blog ciências ensino fundamental. Anos iniciais. Ensino de ciências. Pensando Ciencias
A família pode ser pequena…
Blog ciências ensino fundamental. Anos iniciais. Ensino de ciências. Pensando Ciencias
…ou numerosa…
Blog ciências ensino fundamental. Anos iniciais. Ensino de ciências. Pensando Ciencias
… importante mesmo é todo mundo aprender e ensinar. Juntos!

E o medo? Ah…esse sentimento é danado de importante… Sabe por quê? É ele que nos dá aquele friozinho na barriga…. Eu morria de medo de criar o blog…. Será que vou saber usar? Publicar? Escolher um design? E as atividades? Será que fazemos essa atividade? Será que dá certo? Será que as crianças vão gostar? Será que as fotos vão ficar boas para publicar? Será que os alunos vão aprender com facilidade? Será que a diretora deixa? A gente já propôs umas atividades bem ~exóticas…hahaha! Tão lembrados dessa? E dessa? Ah! Tem também uma pergunta que a gente se faz de vez em quando…. Será que vai explodir? hahahaha!

Blog ciências ensino fundamental. Anos iniciais. Ensino de ciências. Pensando Ciencias
A gente sempre achou que os colegas da escola iam dizer mais ou menos isso das atividades que inventamos! hahaha

Mas, quando trocamos o “será?” por “vamos lá!”, descobrimos cada coisa! Que as crianças aprendem muito mais que imaginamos. Que nosso público aqui no blog tem aumentado sempre. Que a gente ainda não explodiu nada! \o/

O medo é aquilo que mais alimenta a nossa coragem! E reconhecê-lo é o primeiro passo para aprender a conviver e superar os limites. É algo transformador!

Blog ciências ensino fundamental. Anos iniciais. Ensino de ciências. Pensando Ciencias
A serenidade no olhar de quem não sente mais (tanto) medo 😀

A expectativa, quando lançamos o blog, há mais de um ano era… quase nenhuma! hahaha!  Já contamos essa história antes, mas se você é novo, saiba que foi em volta de uma mesa entre conversas de temas tão distintos quanto:

  • “que esmalte é esse?”
  • “que delícia de bolo, só não pego mais porque vou engordar!” e
  • “tô achando que meu filho vai repetir o ano”

Sim! Éramos muitas mulheres nesse dia e todos sabemos da nossa capacidade quase infinita de navegar, simultaneamente, sobre os mais diversos assuntos, sem perder nenhum deles, claro! 😀

Até que a gente resolveu criar o blog. Depois o canal no YouTube, a página no Facebook….

E agora é só alegria! \o/ Nosso trabalho está aí, no mundão, pra quem quiser ver, comentar, trocar ideias conosco. Nossos alunos também estão mais confiantes e adoram se ver no blog! Querem participar das aulas e também produzirem as imagens. Sim, gente, muito do que vocês veem aqui são fruto do olhar dos nossos alunos que usam nosso equipamento para as fotos. Isso nos enche de orgulho. <3

E o que falta agora? Faltam as “otras cositas más” …. acharam que eu ia esquecer? 😉

Falta agradecer a você, leitor!!!

Obrigada a cada um que lê. A quem manda perguntas, sugestões. A quem compartilha o nosso conteúdo. A quem comenta com as crianças em casa, quando é um interessado em Ciências. E a quem usa as atividades que propomos na sua sala de aula, quando é professor. Por isso, deixamos pra você um convite: continue nos acompanhando por aqui e passe lá na nossa página do Facebook para mandar fotos das suas aulas, das atividades que você usou, recriou e conte pra gente como foi que você dividiu com os seus alunos a sua (e a nossa) curiosidade e felicidade em ensinar e aprender.

Blog ciências ensino fundamental. Anos iniciais. Ensino de ciências. Pensando Ciencias
Essa vai pra você, leitor! CEM MIL vezes obrigada!

Imagens: Pixabay

A gente fica por aqui, deixando com você o nosso abraço e a vontade de seguir Pensando Ciências!

Até a próxima!

 

 

 

Sequência Didática sobre a respiração dos insetos

Saudações, Pensadores de Ciências!

Feliz dia dos vou cobrar toda a matéria na prova Professores! 😀

Hoje trazemos para vocês, mais uma sequência didática. O assunto? A respiração dos insetos. Como sempre, nossas atividades são pensadas para os anos iniciais do ensino fundamental, massssss… achamos que essa atividade pode ser aplicada aos alunos do ciclo III (os sextos e sétimos anos) sem problemas. Vamos chamar professores de outras áreas e mandar essa transdisciplinaridade pra jogo, Brasil!

Vem conferir!

Público Alvo: Alunos do Fundamental I e II

Conteúdos trabalhados: Ciências, Língua Portuguesa e História (quem trabalha com turmas de 6º e 7º ano, não vai encontrar dificuldades de associar esse conteúdo com as aulas de História Antiga).

Texto disparador: A Cigarra e a Formiga

Algumas considerações: Essa história pode ser encontrada reescrita por diversos autores. A versão mais antiga de que se tem notícia é de Esopo que foi contador de fábulas grego, nascido na Trácia (Ásia), do século VI a.C.. Personagem quase mítico, sabe-se que foi um escravo libertado pelo seu último senhor, o filósofo (Xanto). É interessante neste trabalho trazer algumas versões da fábula e também algumas lendas sobre a Cigarra.

Sequência didática. respiração dos insetos. Conteúdo de Ciências. Anos Iniciais. Ensino Fundamental
Uma das imagens que tentam nos dar uma ideia de quem foi Esopo

Textos que podem ser usados:

            A Cigarra e a Formiga – Fábula de ESOPO

Num belo dia inverno as formigas estavam tendo o maior trabalho para secar suas reservas de comidas. Depois de uma chuvarada, os grãos tinham ficado molhados. De repente aparece uma cigarra:

-Por favor, formiguinhas, me deem um pouco de comida!

As formigas pararam de trabalhar, coisas que era contra seus princípios, e perguntaram:

-Mas por quê? O que você fez durante o verão? Por acaso não se lembrou de guardar comida para o inverno?

Falou a cigarra:

-Para falar a verdade, não tive tempo. Passei o verão todo cantando!

Falaram as formigas:

-Bom, se você passou o verão todo cantando, que tal passar o inverno dançando? E voltaram para o trabalho dando risadas.

Moral da história: Os preguiçosos colhem o que merecem.

Vale a pena dar uma olhadinha nesse site, explicando a lenda sobre as cigarras cantarem até estourar.

este link aqui traz várias lendas e para esta atividade, é interessante a leitura apenas do trecho “A música, a Poesia, a Dança e o Drama”, que fala das cigarras. É interessante notarmos as diversas possibilidades que os textos sugerem.

Com estas atividades introdutórias, já é hora de por a mão na massa. Vamos lá!

1ª Etapa:

Atividade introdutória à recepção do texto

O professor pergunta as crianças se conhecem os textos em questão, e lê os diversos tipos de texto. Na segunda vez convida as crianças a contarem a história na versão que conheciam já na terceira vez pede um reconto dos textos lidos .

A seguir o professor faz algumas perguntas investigativas na roda de conversa:

  • O que é uma cigarra e uma formiga?
  • Para que servem?
  • Você já ouviu o canto da cigarra, as formigas cantam também?
  • Você conhece um formigueiro? Sabe como ele é por dentro?

Sequência didática. respiração dos insetos. Conteúdo de Ciências. Anos Iniciais. Ensino Fundamental
Escolhi aqui a formiga Saúva pois é a que tem uma sociedade muito interessante e com detalhes muito particulares

2ª Etapa

Leitura compreensiva e interpretativa do texto

            O professor propõe a reescrita da história, oferecendo a eles diversas atividades para auxiliar na fruição da escrita, aqui aproveite a atividade para sua turma de acordo com a faixa etária.

Sequência didática. respiração dos insetos. Conteúdo de Ciências. Anos Iniciais. Ensino Fundamental
Ordenar os acontecimentos da história é um bom treino e pode ser feito em duplas

Atividade

Sequência didática. respiração dos insetos. Conteúdo de Ciências. Anos Iniciais. Ensino Fundamental

Atividade

Você ainda pode trabalhar com mais atividades que envolvam escrita. Nós encontramos aqui e aqui atividades bastante criativas.

Na continuação das atividades, o professor pode ser o escriba e toda a turma participar da criação de um texto coletivo, esta ação ajuda na parte da compreensão das crianças em relação a pontuação, estruturação de texto e coerência.

Para ajudar a turminha, o professor pode fazer alguns questionamentos:

  • Por que a cigarra não trabalhava?
  • Qual era a preocupação das formigas?
  • A cigarra tinha companheiras?

Ou, se preferir, o professor pode usar algumas atividades de interpretação prontas que também encontramos nas nossas pesquisas  e deixamos aqui os links para você conhecer outros trabalhos sobre o tema.

Sequência didática. respiração dos insetos. Conteúdo de Ciências. Anos Iniciais. Ensino Fundamental
Para os alunos menores, completar frases é uma boa atividade

Atividade

Sequência didática. respiração dos insetos. Conteúdo de Ciências. Anos Iniciais. Ensino Fundamental
Consulte o site abaixo e veja como imprimir essa atividade para suas turmas

Atividade

3ª Etapa

Transferência e aplicação da leitura

            O professor pode apresentar uma cigarra ou até a casca de cigarra. Também é interessante apresentar aqui a estrutura de um formigueiro.

Sequência didática. respiração dos insetos. Conteúdo de Ciências. Anos Iniciais. Ensino Fundamental

Imagem

Sequência didática. respiração dos insetos. Conteúdo de Ciências. Anos Iniciais. Ensino Fundamental
As formigas e sua incrível organização! o=

Destacamos o blog fonte desta imagem que você aqui em cima. Se o professor quiser elaborar atividades específicas sobre formigas, vai encontrar ótimas ideias e informações.

A partir deste ponto, entramos com o questionamento sobre a respiração. Como os insetos respiram se não tem nariz?

Sempre ouvimos que quem canta bem tem bons pulmões, mas e agora? Se o inseto não tem nariz provavelmente também não tem pulmão.

Os nossos pequenos amiguinhos usam o abdome (corpo) pois ele possui uma série de furinhos chamados de sistema traqueal, para realizar a troca gases. O ar entra por esses tubinhos, que ficam na lateral do corpo. Essas estruturas são chamadas de espiráculos e o ar é levado pelo corpo pelo sistema traqueal. Cada tubo traqueal termina em uma célula responsável pela troca de gases com outras células do corpo.

Sequência didática. respiração dos insetos. Conteúdo de Ciências. Anos Iniciais. Ensino Fundamental
As setas mostram onde estão os espiráculos

Imagem

4º Etapa

Ficha de observação

Se for possível conseguir algum inseto de porte médio ou grande, por favor que já se encontre morto. Não queremos promover a matança só para nosso conhecimento!! Lembramos que, nessa época, é muito fácil encontrarmos cigarras, para criar uma ficha de observação. Também achamos esse site aqui, do qual você pode imprimir a ficha abaixo.

Sequência didática. respiração dos insetos. Conteúdo de Ciências. Anos Iniciais. Ensino Fundamental
Você também pode criar uma ficha técnica, junto com seus alunos

É interessante ter lupas para que as crianças possam olhar mais de perto o inseto. Ou, se não tiver lupas em número suficiente, apenas um celular com uma boa resolução também ajuda e muito.

Sequência didática. respiração dos insetos. Conteúdo de Ciências. Anos Iniciais. Ensino Fundamental
Esse exemplar já está comigo há algum tempo, pode-se notar a presença de fungos em alguns lugares, são nossos decompositores fazendo a festa
Sequência didática. respiração dos insetos. Conteúdo de Ciências. Anos Iniciais. Ensino Fundamental
Diga X 😀
Sequência didática. respiração dos insetos. Conteúdo de Ciências. Anos Iniciais. Ensino Fundamental
Mais uma pose 😉
Sequência didática. respiração dos insetos. Conteúdo de Ciências. Anos Iniciais. Ensino Fundamental
Quase não conseguimos notar a presença dos espiráculos, pois os fungos estão tomando conta

5º Etapa

Conclusão

É interessante fazer um comparativo da estrutura do corpo dos dois insetos. A turma pode produzir um pequeno relato, uma espécie de diário de bordo, com tudo o que foi aprendido ao longo das aulas. Além disso, ainda é possível realizar a montagem de um livro ilustrado com as reescritas dos alunos. E os alunos podem ser “professores” de outros alunos, encenando a história para outras salas. Tudo depende da nossa imaginação. E, dependendo do tempo disponível e da organização da sua escola, você pode montar uma exposição com a apresentação de como os insetos respiram e a construção de uma pequena fazenda de formigas. Para ajudar, deixamos este site como ponto de partida das suas pesquisas.

É isso aí! Gostaram? Deixe seus comentários e sugestões sobre esta e outras atividades que você viu por aqui. Vamos continuar juntos, Pensando Ciências!

Até a próxima!

 

 

Bactéria e fungos parte III: a gente não desiste nunca!

Saudações, Pensadores de Ciências!

Nós continuamos nossas pesquisas com a experiência que realizamos com nossas turmas do quarto ano do ensino fundamental, no Laboratório de Ciências. Agora, nossa tentativa é de acabar com as colônias de bactérias e fungos do nosso último experimento.

Você não viu? Clica aqui e aqui.

No último post contamos para vocês que tínhamos colocados alguns produtos encontrados na escola para provarmos a existência de bactérias na cultura que criamos, esperamos por um sinal, um halo de inibição, porém… nada aconteceu. 🙁

Experiência em sala de aula microrganismos vírus fungos bactérias meio de cultura anos iniciais ensino fundamental ensino de ciências
Aqui podemos ver que a cultura está mais escura e as colônias de fungo aumentaram

Só que nossos alunos são persistentes e Pensadores de Ciências muito criativos e surgiu a ideia de usarmos produtos bem mais poderosos, pois acreditamos que os que são comprados para uso da escola sofrem diluição para não causar alergias ou intoxicações.

Decidimos investigar o armário de produtos químicos do Laboratório de Ciências da escola, lá encontramos:

Experiência em sala de aula microrganismos vírus fungos bactérias meio de cultura anos iniciais ensino fundamental ensino de ciências
Sim, é verdade, alguns produtos estavam vencidos mas resolvemos usar assim mesmo. Até porque, não deixava de ser interessante descobrir se os produtos ainda tinham alguma ação sobre os microrganismos

Aproveitamos para anotar todos os produtos vencidos e encaminhar o pedido de reposição à direção. Agora é só aguardar.

Enquanto isso, por se tratarem de produtos fortes e, como dissemos, alguns deles fora do prazo de validade, não permitimos que os alunos manuseassem nenhum componente dessa experiência. Prevenção é tudo!

O Ácido Clorídrico é uma solução ácida e que pode causar queimaduras, devendo ser manuseado apenas por adultos e sempre com uso de luvas. É o mesmo ácido que o corpo humano fabrica no processo digestório, o P.A. que você viu no rótulo, aí na foto, vem de pureza analítica.

Já o Hipoclorito de Sódio é usado como desinfetante, sendo também distribuído em postos de saúde para purificar a água para nosso consumo. O hipoclorito de sódio é conhecido popularmente como água sanitária, que é vendida em solução de 2,0 a 2,5%. A solução que estava em nosso laboratório tem 5% de concentração. Vamos ver o que ela é capaz de fazer.

O Hidróxido de Amônio (Amoníaco Líquido) é encontrado em produtos de limpeza nos quais é utilizado o amoníaco. Ele é um ótimo complemento na limpeza doméstica e além de tudo não é poluente.

O Detergente Neutro é um grande auxiliar na remoção de impurezas, possibilita um melhor contato entre as partículas de sujeira e de água. A sujeira, na maioria das vezes, está rodeada por uma película gordurosa. Com o uso do detergente, as suas moléculas acabam eliminando essa camada de gordura, depositando-a na água, onde ela irá flutuar, podendo assim então retirar com mais facilidade a sujeira.

O álcool benzílico ou fenilmetanol, é o álcool mais simples da série aromática. Este encontra-se livre na natureza, por exemplo, na essência de jasmim e na essência de cravo. É um líquido incolor e aromático, usado principalmente como solvente.

Lugol Forte, conhecido por suas propriedades de desinfetante e antisséptico.

Sugerimos aos professores que queiram fazer esse tipo de experiência com os alunos que incluam no seu trabalho uma etapa de pesquisa sobre essas substâncias e seus usos mais comuns. Assim, a turminha aprende ainda mais.

Preparamos tudo o que íamos usar: papel filtro, conta-gotas, luvas e uma distância segura para a turminha.

Experiência em sala de aula microrganismos vírus fungos bactérias meio de cultura anos iniciais ensino fundamental ensino de ciências
Usamos também uma bandeja plástica para evitar muita sujeira e controlar o uso das substancias
Experiência em sala de aula microrganismos vírus fungos bactérias meio de cultura anos iniciais ensino fundamental ensino de ciências
O pessoal não ficou muito contente em não poder mexer nos materiais, mas segurança é nosso lema

Começamos, então, nosso “novo-velho” experimento.

Experiência em sala de aula microrganismos vírus fungos bactérias meio de cultura anos iniciais ensino fundamental ensino de ciências
A manipulação dessas substâncias tem que ser feita com cuidado
Experiência em sala de aula microrganismos vírus fungos bactérias meio de cultura anos iniciais ensino fundamental ensino de ciências
Ficou combinado que, durante a manipulação das substâncias, os alunos ficariam bem longe da bancada. Isso porque…

Ao colocarmos o primeiro produto, o ácido clorídrico, digamos que foi assim… uma loucura!!!!!

Experiência em sala de aula microrganismos vírus fungos bactérias meio de cultura anos iniciais ensino fundamental ensino de ciências
…olha aí, a fumaça liberada pelo ácido clorídrico

Uma nuvem de fumaça branca subiu e sentimos o cheiro da reação química no mesmo momento. Ainda bem que a turminha estava a uma distância segura e nosso laboratório é bem ventilado. Também avisamos que, se necessário, algum aluno que se sentisse incomodado com algum cheiro,  poderia deixar o laboratório e retornar alguns minutos depois. Nós já prevíamos algum acontecimento inusitado.

Experiência em sala de aula microrganismos vírus fungos bactérias meio de cultura anos iniciais ensino fundamental ensino de ciências
Aos poucos, fomos aplicando cada um dos produtos

A fumaça durou apenas alguns instantes. Continuamos o experimento, utilizando as demais substâncias. Chegamos ao último produto e já podíamos ver as primeiras reações.

Experiência em sala de aula microrganismos vírus fungos bactérias meio de cultura anos iniciais ensino fundamental ensino de ciências
Olha só…não é que começamos a ver os efeitos? Conseguem ver a espuma em volta da solução 56?

A solução 47, é o Hipoclorito de Sódio 5%. Notamos um clareamento na cultura na região onde foi colocado o papel filtro.

Também houve alteração na região onde foi colocado o detergente neutro, solução 56. A espuma surgiu no mesmo momento e o meio de cultura começou a clarear.

E o último local a apresentar modificação foi a do Lugol. Também notamos o início do clareamento na cultura.

Experiência em sala de aula microrganismos vírus fungos bactérias meio de cultura anos iniciais ensino fundamental ensino de ciências
Alguns minutos após o termino do experimento

E a criançada foi tirar suas conclusões:

Experiência em sala de aula microrganismos vírus fungos bactérias meio de cultura anos iniciais ensino fundamental ensino de ciências
Finalmente, depois de uns minutos, a turminha podia se aproximar. Só não valia tocar em nada!
Experiência em sala de aula microrganismos vírus fungos bactérias meio de cultura anos iniciais ensino fundamental ensino de ciências
Algumas análises
Experiência em sala de aula microrganismos vírus fungos bactérias meio de cultura anos iniciais ensino fundamental ensino de ciências
Hipóteses sendo levantadas

E qual foi a conclusão a que nossa turma chegou? Que o melhor sempre é o bom e famoso sabão.

A reação do detergente neutro foi a que mais impressionou, pois fez espuma e começou a clarear, sugerindo uma ação mais eficiente no combate aos fungos e bactérias da cultura. E os alunos imediatamente já lembraram do que dizemos a eles quando acontece algum ferimento: água e sabão. Lembraram também do que discutimos inúmeras vezes em sala de aula e até já mostramos aqui. Isto quer dizer que se lembraram da importância dos bons hábitos de higiene. Entre eles, lavar sempre as mãos. Falando nisso…

…como diria a música de Arnaldo Antunes,

“Uma

Lava outra, lava uma

Lava outra, lava uma mão

Lava outra mão, lava uma mão

Lava outra mão

Lava uma

 

Depois de brincar no chão de areia a tarde inteira

Antes de comer, beber, lamber, pegar na mamadeira

Lava uma (mão), lava outra (mão)

Lava uma, lava outra (mão)

Lava uma

 A doença vai embora junto com a sujeira

Verme, bactéria, mando embora embaixo da torneira

Água uma, água outra

Água uma (mão), água outra

Água uma…”

É Arnaldo, só faltou o sabão. rsrsrs

Foi um dia bem divertido no Laboratório de Ciências. Esperamos que você tenha gostado desta experiência e que esteja bem animado para fazer a sua própria cultura de fungos e bactérias! Se fizer algo parecido, que tal mandar fotos ou vídeos na nossa página no Facebook? Estamos te esperando!

Até a próxima!

Continuando a experiência com microrganismos: vírus, bactérias e fungos

Saudações, Pensadores de Ciências!

Lembram aqui no nosso penúltimo post? Aquele que falava de microrganismos? Os 3 dias se passaram e fomos verificar nossa experiência e vejam só o que encontramos.

Experiência em sala de aula microrganismos vírus fungos bactérias meio de cultura anos iniciais ensino fundamental ensino de ciências
Além de bactérias também tínhamos várias colônias de fungos

Olha a cara do pessoal com a novidade…

Experiência em sala de aula microrganismos vírus fungos bactérias meio de cultura anos iniciais ensino fundamental ensino de ciências
A criançada anda se sentindo muito importante! Brincando e Pensando Ciências <3
Experiência em sala de aula microrganismos vírus fungos bactérias meio de cultura anos iniciais ensino fundamental ensino de ciências
Podemos dizer que nosso amigo aí está tentando disfarçar, porque o cheiro é terrível… =0

Além das bactérias, presentes pela quantidade de material orgânico e dos fungos que apareceram, pois estão em um meio propício com umidade e pouca luz, também sentimos um forte cheiro, resultante de um fungo chamado Candida albicans, que está entre os muitos organismos que vivem na boca e no sistema digestório do nosso corpo. Em circunstâncias normais, a Candida albicans pode ser encontrada em 80% da população sem que cause problemas a saúde.

E agora, o que fazer com esse material tão interessante?

Vamos tentar provar a existência das bactérias com ajuda de alguns produtos que podem ser bactericidas. Separamos, água sanitária, enxaguante bucal, desinfetante, álcool, vinagre e desengordurante.

Para evitarmos problemas de contaminação e ajudar na manipulação dos produtos, usamos uma pinça e papel filtro, que é muito parecido com o filtro de café que você usa em casa.

Experiência em sala de aula microrganismos vírus fungos bactérias meio de cultura anos iniciais ensino fundamental ensino de ciências
O filtro foi cortado em pequenos círculos para que todas as substâncias coubessem na placa. Logo acima, é possível ver os copinhos que usamos para separar e identificar as substâncias utilizadas.
Experiência em sala de aula microrganismos vírus fungos bactérias meio de cultura anos iniciais ensino fundamental ensino de ciências
Aí foi só chamar a criançada para ver a colocação das substâncias no meio de cultura
Experiência em sala de aula microrganismos vírus fungos bactérias meio de cultura anos iniciais ensino fundamental ensino de ciências
E ninguém queria perder nenhum detalhe! Dá pra ver a Marina, nossa “fotógrafa oficial” arrumando o celular para fazer os registros dela

As iniciais dos produtos foram anotadas nos círculos de papel para a identificação.

Experiência em sala de aula microrganismos vírus fungos bactérias meio de cultura anos iniciais ensino fundamental ensino de ciências
Uma boa organização vale muito 😉

Agora, vamos aguardar para ver a reação dos materiais que colocamos em nossa cultura…

Experiência em sala de aula microrganismos vírus fungos bactérias meio de cultura anos iniciais ensino fundamental ensino de ciências
Vejam só como ficou… Agora é só esperar!

Nossa observação se dará para ver se surgirá em volta de cada papel um halo de inibição, que vai nos mostrar a atividade antimicrobiana (halo de inibição é um círculo que se formará em torno do papel mostrando que não há mais crescimento microbiano), no nosso caso, atividade bacteriana.

O que será que vamos encontrar quando retornarmos às amostras? Estão curiosos? Nós também! Continue ligadinho aqui no blog e acompanhe as cenas dos próximos capítulos próximas etapas desta investigação. E se você já fez algo parecido, que tal compartilhar conosco as suas descobertas?

Até a próxima!

Sequência Didática: Vamos Salvar o Planeta!!!

Saudações, Pensadores de Ciências!

Parece que o post de hoje tá meio “ousadia e alegria” né? rsrsrs…. Mas, calma lá que vamos explicar para você mais uma sequência didática para os anos iniciais do ensino fundamental. A sequência de hoje diz respeito a um pequeno ser, a abelha, discriminada por muitos, mas de valor inestimável para outros e para o planeta, de modo geral. Daí, o título “atrevido” do post. 😀

Veja o que encontramos aqui sobre os bichinhos:

Esses insetos pequenos no tamanho, mas de uma importância gigante para toda a vida na Terra. Sem as abelhas, não perderíamos só o mel e os produtos agrícolas. A produção de animais para consumo sofreria grandes perdas, já que estes animais são herbívoros. A vida selvagem de uma forma geral também sofreria sem elas: a vegetação seria drasticamente reduzida e, assim, a vida em geral.

Mas, o que um ser tãããão pequeno pode fazer pelo planeta?

A abelha é responsável pela polinização e o transporte de pólen. É com a polinização que temos a fecundação das flores e, consequentemente, os frutos e sementes que garantem a sobrevivência das espécies vegetais. A polinização também ocorre com a água, o vento e mesmo com outros animais, como borboletas e beija-flores. No entanto, é por meio das abelhas que esse trabalho da natureza se dá “por excelência”. Isso porque nossas amigas são velozes e donas de um voo em ziguezague. Além da especificidade do seu voo, as abelhas são animais sociais e com a consolidação da colônia, são capazes, depois de certo tempo de observar, com precisão, as melhores horas do dia para a coleta de pólen das flores próximas à colmeia.

Confira a nossa sequência e observe que ela pode ser adaptada para diferentes faixas etárias.

Tema: Meio Ambiente

Conteúdos participantes: Ciências, Português e Artes.

Usaremos como tema disparador o filme “BEE MOVE A História de uma Abelha”

O filme trata do incômodo de uma abelha com a perspectiva de passar a vida fabricando mel, ela decide viajar para fora da colmeia, com outras abelhas que colhem o néctar. Ao descobrir que a raça humana coleta o mel e o vende, o personagem principal decide processar toda a humanidade. O filme não só ensina todo o processo de polinização e as relações entre fauna e flora, mas também a importância que as flores têm para o andamento da colmeia, e mostra também a complexa estrutura social dentro da mesma.

Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Começar com um filme, vai fazer com que as crianças de divirtam enquanto aprendem

Imagem

1ª Etapa

         Atividade introdutória à recepção do texto (filme)

Iniciamos com uma roda de conversa após o a apresentação do filme e assim verificarmos os conhecimentos prévios dos alunos, apresentamos as informações sobre a colmeia, e a importância das abelhas para nossa casa, o Planeta Terra.

É importante destacar as cenas que mostram a polinização, a produção de mel, da estrutura social das colmeias e como cada abelha tem a sua função dentro do processo.

Se necessário exiba novamente os trechos do filme onde aparecem os assuntos em destaque no parágrafo acima pode-se também apresentar outros materiais de consulta, como livros e revistas para que pesquisem sobre o assunto e discutam coletivamente. Pergunte que tipo de recursos as flores têm para atrair os polinizadores, lembrando que além das abelhas existem outros animais que também podem realizar o processo, de que forma esses polinizadores realizam a reprodução nas plantas e o que as abelhas procuram nas flores.

2ª Etapa

         Leitura compreensiva e interpretativa do texto

Algumas perguntas são disparadas:

  • O filme conta a história de que personagem?
  • Como ele vive?
  • Onde mora?
  • Como é o trabalho dele?
  • Ele ganha alguma coisa para realizar o trabalho?
  • O que as abelhas fazem com as flores?
  • Qual o nome do pó que fica preso ao corpo da abelha?

Nesta etapa, o professor pode identificar e realizar as perguntas que achar pertinente para a idade dos alunos. É interessante também um pequeno estudo do meio na escola para identificar possíveis colmeias.

O destaque para a anatomia do corpo do inseto pode ser feito nessa etapa. Também o ciclo de vida pode ser demonstrado. Recomendamos que o professor traga diversas ilustrações para que os alunos possam compreender melhor os pequenos insetos.

Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Abuse das imagens, para explorar o conhecimento sobre as abelhas

Imagem

Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Imagens como essa mostram as fases do desenvolvimento das abelhas

Imagem

O professor pode aproveitar esse momento e explorar o laboratório de informática da escola. Pesquisas em sites para desmistificação do perigo das abelhas, mostrar para aos alunos que existem abelhas sem ferrão e que podem ser cultivadas em casa ajuda a “tirar o medo” das nossas amigas do “corpinho listrado”. É possível encontrar bons materiais aqui e aqui.

No nosso canal do YouTube, reunimos vários conteúdos que podem ser aproveitados para complementar o que falamos nessa sequência. Clica lá!

Trazemos aqui algumas atividades que pesquisamos em sites diversos. Você pode clicar nos links que deixamos abaixo das imagens e também descobrir muitos outros!

Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Depois de acompanhar o desenvolvimento das abelhas, essa atividade ajuda a compreender a divisão de tarefas na colmeia

Imagem

 

Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Explore também as partes do corpo do inseto

Imagem

Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
E, logo em seguida, se estiver com turmas dos anos iniciais, pratique a escrita

Imagem

Texto para o trabalho de reescrita.

 

Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Exercitar a reescrita também pode ser divertido

Imagem

E, você sabia que, amanhã, dia 03 de outubro, comemoramos o Dia Nacional da Abelha? Haverá diversas atividades espalhadas pelo nosso país, aproveite!

Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Cartaz da programação do CATI, em Campinas

3ª Etapa

                   Transferência e aplicação da leitura

  • Nova roda de conversa para avaliação da aprendizagem e verificação de novos pontos de vista.
  • Confecção de um Meliponário, coleção de colmeias de abelhas sem ferrão (Meliponíneos) de vários tipos. Nesse site você encontra o passo a passo.
Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Que tal criar abelhas?

Imagem

  • Mobilização de uma campanha de proteção para as abelhas, com confecção de faixas e cartazes. As crianças podem dar uma volta no bairro explicando a comunidade sobre o que aprenderam e como as abelhas são importantes para nossas vidas.

Resolvemos montar essa sequência, pois tivemos uma surpresa: nossos alunos também desconheciam a importância desses insetos fantásticos e acabaram por destruir uma colmeia.

Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Olha o resultado do estrago aí

Levaram um tremendo susto! Ainda bem que era abelha sem ferrão, e só levaram umas beliscadinhas, já pensou o estrago???

E vocês? Estão prontos para uma criação de abelhas? Já pensaram que delícia colher o próprio mel e ainda ajudar a natureza? E vamos encerrar o post de hoje com os versos desta música, sucesso nos anos 80, do personagem Fofão, criação do saudoso artista Orival Pessini.

         “…Pra que cada criança não tenha só lembrança

Da imagem de uma flor…”

Guerra Nas Estrelas

Compositor: Orival Pessini/ Neil Bernardes/ Terry Winter

 

Experiência com micro-organismos: vírus, bactérias e fungos

Saudações, Pensadores de Ciências!

Hoje vamos falar de um assunto que “quase ninguém vê”, os micro-organismos, ou, microrganismos. A experiência que trazemos hoje é sobre vírus, bactérias e fungos.

Nossos quartos anos do ensino fundamental avançaram com os conteúdos e estamos agora estudando os microrganismos e suas relações com os seres humanos.

Iniciamos contando para as turmas que os microrganismos são seres unicelulares, isto é, de uma única célula, e que, portanto, não podem ser vistos a olho nu, sendo visíveis apenas com uso de microscópios.

Logo depois falamos dos vírus, que são, praticamente, parasitas celulares, pois necessitam de outra célula viva para sobreviver, podem atacar animais, vegetais e bactérias. Esse assunto não era novidade para os alunos, pois conversamos sobre os vírus quando falamos de vacinas, alimentação e vitaminas.

Você também já viu microrganismos no blog aqui e aqui.

Experiência em sala de aula microrganismos vírus fungos bactérias meio de cultura anos iniciais ensino fundamental ensino de ciências
Nessa imagem temos o vírus influenza, causador da gripe

Imagem

Na sequência, falamos das bactérias, estes  seres microscópicos estão presentes em toda a parte, até mesmo no nosso corpo ajudando o sistema excretor, presentes também em alguns alimentos e remédios. Essa variedade de formas em que podemos encontrar as bactérias chamou a atenção dos nossos alunos. Resolvemos, então, fazer um pequeno experimento, um cultivo de bactérias.

O objetivo dessa experiência é mostrar a existência de bactérias e como elas contaminam o meio de cultura.

Para isso usamos:

Experiência em sala de aula microrganismos vírus fungos bactérias meio de cultura anos iniciais ensino fundamental ensino de ciências
Com material separado é só começar a estudar os microrganismos
  • Gelatina sem sabor
  • Caldo de carne
  • Cotonetes
  • Água para dissolver o caldo e a gelatina
  • 2 placas de petri, esse material transparente que você vê na foto. Se você não tiver, pode usar duas tampas de maionese.

Os alunos devem passar o cotonete no chão ou entre os dentes, ou ainda entre os dedos dos pés (de preferência depois de eles ficarem por um bom tempo fechados dentro dos tênis e meias). Existem outras opções, como usar as mãos sujas ou uma nota de dinheiro. O cotonete é esfregado levemente sobre o meio de cultura para contaminá-lo. Tampe as placas de petri ou envolva as tampas de maionese com filme plástico. Depois de três dias, observe as alterações.

Experiência em sala de aula microrganismos vírus fungos bactérias meio de cultura anos iniciais ensino fundamental ensino de ciências
Uma de nossas turmas, esperando a “mágica” acontecer! <3

Após prepararmos os meios de cultura, era hora de colher as bactérias para a reprodução.

Experiência em sala de aula microrganismos vírus fungos bactérias meio de cultura anos iniciais ensino fundamental ensino de ciências
As bactérias também estão presentes em nossa boca, principalmente se, após as refeições, não fizermos a higiene apropriada! Bora escovar muito bem esses dentinhos, pessoal! 😀
Experiência em sala de aula microrganismos vírus fungos bactérias meio de cultura anos iniciais ensino fundamental ensino de ciências
E lá estávamos nós, colhendo bactérias! =o

As bactérias coletadas foram colocadas no meio de cultura através dos cotonetes.

Experiência em sala de aula microrganismos vírus fungos bactérias meio de cultura anos iniciais ensino fundamental ensino de ciências
A cor da cultura é referente ao caldo de carne, que fornecerá as condições para o desenvolvimento dos microrganismos

Agora estamos aguardando nosso “milagre particular da multiplicação”. São 3 dias de espera para o próximo capítulo. Estamos na expectativa. E você? Já fez experiências semelhantes na sua escola? Se ainda não fez, queremos saber o que você acha dessas atividades em sala de aula.

Por enquanto, acompanhe o desenrolar desta aventura com a nossa turminha.

Até a próxima!