Laboratório de Ciências: conhecendo o esqueleto

A atividade que mostramos hoje foi realizada com  a turma do 3° ano, durante o mês de março, entre os dias 16 e 30. Falar sobre corpo humano em aulas de Ciências nos anos iniciais sempre desperta muita curiosidade e interesse dos alunos e com essa atividade não foi diferente.  Ainda mais, quando os alunos souberam que iriam ao laboratório de Ciências.Depois de uma informação dessas, é só preparar os ouvidos pra gritaria geral. 🙉😆

O conteúdo tratava da relação entre esqueleto, articulações e músculoscorpo e movimento. Já no livro, a atenção de todos era grande. Eles queriam saber como somos “por dentro”. Avisamos a eles que havia uma playlist com alguns vídeos em nosso canal. Tivemos aulas com rodas de conversa e, com o apoio das leituras feitas, a  turma concluiu que somos como “geleia sem forma”, na ausência do esqueleto. Marcamos, então, a visita ao laboratório.

Felizmente, nossa escola conta com um espaço razoável, com peças e equipamentos que têm permitido um bom trabalho para todos da área de Ciências.  E a visita ao laboratório é um acontecimento para os alunos. Costumamos brincar dizendo que é nosso “dia de cientista”.

Para os professores, o laboratório representa um espaço para consolidar o aprendizado em sala e para despertar novas perguntas que voltem para a sala de aula, gerando novas atividades no futuro. Esse é o nosso ideal de “ciclo virtuoso”.

No dia da visita, pedi aos alunos que observassem com atenção as estruturas ósseas e articulações e vissem como dependemos do esqueleto para viver.  As turmas começaram a perguntar sobre a alimentação e seu impacto para a saúde dos ossos. “O que faz bem?” “O que pode prejudicar os ossos?” Talvez, retomemos o assunto em outra oportunidade. Essa discussão pode render… (olha o efeito do laboratório aí)

Na chegada ao laboratório, pausa para foto!! 🙂

Aula de Ciências, alunos observam sistema esquelético humano
A visita ao laboratório de Ciências para a observação dos ossos e articulações.

Durante a visita ao laboratório, o que mais chamou a atenção dos alunos foi a aparência geral do esqueleto. Logo começaram a reconhecer os ossos vistos no livro e lembraram todos os nomes. Foi uma euforia!

E todos quiseram ver como somos, comparando o próprio corpo com as estruturas ósseas.

Aula de Ciências, alunos observam sistema esquelético humano
Alunos observam esqueleto no laboratório de ciências

As comparações não paravam. Todos se divertiram.

Aula de Ciências, alunos observam sistema esquelético humano
Alunos observam cada detalhe do corpo humano

 

Aula de Ciências, alunos observam sistema esquelético humano
Alunos verificam as estruturas ósseas
Aula de Ciências, alunos observam sistema esquelético humano
Alunos analisam as estruturas ósseas e articulações

Voltando para a sala de aula, fizemos nova roda de conversa com tudo que foi observado e os alunos registraram no caderno algumas questões sobre medidas para a saúde dos ossos e articulações. Fizemos também a leitura de textos complementares e partimos para prática. Fizemos a montagem de esqueletos. Primeiro de papel, depois de argila.

 

Esqueleto de papel já montado
Esqueleto montado por um dos alunos

E, com a argila, a empolgação dos alunos só aumentou.

Argila usada para representar o esqueleto humano
Aluna trabalhando com argila
Argila usada para representar o esqueleto humano
Aluno usa argila para representar o esqueleto e suas articulações
Argila usada para representar o esqueleto humano
Um exemplo de representação de esqueleto.
Argila usada para representar o esqueleto humano
Mais um exemplo de representação do esqueleto humano e suas articulações
Argila usada para representar o esqueleto humano
Esqueleto produzido por um dos alunos.

Ao final, podemos dizer, com certeza, que todas as expectativas foram superadas. As produções ficaram lindas, as crianças terminaram as aulas respondendo aos exercícios propostos com segurança e nomeando perfeitamente os ossos. Vejam o que a mãe de uma aluna postou no Facebook:

Ensinamentos de Ana Luiza…
“Mãe, vc sabe pra que serve os ossos???
EU – não, e VC? sabe???
AL – pra sustentar nosso corpo, proteger nossos órgãos (pulmão, tripas, coração…) , e se a gente não tivesse ossos, a gente seria como marionete, toda mole… , e o maior osso do corpo e o fêmur…
EU – aham… 😱
Aprendeu direitinho, Janaina Beltram Duarte

Sabemos que o post ficou enooorme, mas….Isso é o que se pode chamar de “missão cumprida”. Foi demais!

Deixe nos comentários sua impressão sobre esta e as demais atividades que já postamos no blog. Sua opinião é muito importante para nós!

Até a próxima!!

Volta às aulas

Olá, pessoal! Tudo bom?

Estamos passando pra dizer que as férias de julho já se encerraram. Nossos alunos voltaram hoje e as ideias para o ensino de Ciências aqui no blog não param. Esta semana ainda publicaremos mais um post com nossas experiências!! Aliás, viram que atualizamos o post com a experiência da fotossíntese?

E não é só isso! 🙂

Queremos dividir com você um pouquinho do que teremos agora no segundo semestre. Conteúdos como classificação dos animais vão aparecer na sequência do que já expusemos aos alunos no 3º ano sobre os vegetaiscadeia alimentar e a interdependência dos seres vivos. Nossas turmas ainda verão os conceitos de mistura homogênea e heterogênea além de estudar sobre a separação das misturas. Até o fim do ano falaremos também de materiais e energia e também do sistema solar. Vocês podem imaginar quantas discussões boas vão surgir? Estamos ansiosas por aqui. \o/

Além disso, as turmas de 4º ano seguirão estudando funcionamento do corpo humano, seus sistemas e a inter-relação entre eles. Veremos ainda a ação de micro-organismos benéficos e maléficos ao ser humano e a importância de bons hábitos alimentares para a promoção da saúde e bem-estar.

Já o 5º ano vai aprofundar o conhecimento sobre sistema solar, abrangendo os movimentos terrestres de rotação e translação. Falaremos também sobre um tema tão importante em nossas vidas: os danos ao meio ambiente, causados pela poluição do ar, água e solo. Discutiremos com os alunos as consequências do efeito estufa e do aquecimento global.

E você pensa que acabou? 😉

Ainda vamos abrir espaço para que outras professoras falem de suas experiências no ensino de Ciências no anos iniciais. Tem até uma conversa com uma professora que trabalha na floresta amazônica!!

Só um gostinho do que vi na Amazônia

Árvore Apuí, Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá
Apuí: famosa árvore da floresta amazônica. Na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá

Aguardem! Estamos apenas começando e queremos deixar o blog do jeitinho que sonhamos.  <3

Contamos com a sua participação. Deixe suas sugestões nos comentários e nos ajude a ter mais ideias e multiplicar conhecimento.

Bom semestre a tod@s!

Professora de Português nas aulas de Ciências

Como uma professora de português foi parar em um blog voltado para o ensino de Ciências nos anos iniciais do ensino fundamental? Essa história começou de um jeito um tanto incomum. Mas achei justo contar, pra quem está começando a nos acompanhar aqui no blog, quem é a outra professora que aparece no menu Quem Escreve?

A professora Janaína me falou do projeto o ano passado, quase por acaso. Sua ideia inicial era propor novas práticas para o ensino de Ciências. Ela queria abordar os assuntos de maneira nova e mais dinâmica.  No fundo, ela sentia mesmo que faltava aquele “algo mais”, que pudesse tornar o ensino de Ciências uma experiência positiva para ela e para os alunos.

Nessa conversa, eu propus, de modo um tanto displicente, a criação de um blog, que reunisse os assuntos abordados em sala, as experiências realizadas e as impressões dela e dos alunos a respeito do desenvolvimento das aulas. Pronto! Estava lançada a ideia.

Depois essa conversa, porém, tive que ir para uma outra escola para trabalhar durante o ano de 2016. Como faríamos o blog acontecer? Com a tecnologia, oras! Não estamos falando de trazer a tecnologia para a sala de aula? Nada mais justo do que considerar o trabalho à distância como uma possibilidade real para 2016.

Para melhorar, eu já tinha decidido retomar um sonho de infância: o de fazer a faculdade de jornalismo. Não tinha mais jeito! Sabe quando o universo conspira a nosso favor? Então…  tudo que um jornalista quer, é uma boa história pra contar. E se esse (ou essa) jornalista for professora, nada mais saboroso que contar uma boa história sobre educação.

Mas havia mais uma questão. Como fazer o blog se sabíamos tão pouco sobre criação de sites? Adivinhem? Estudamos on line! 🙂

Muitas horas e muitos tutoriais sobre criação de blogs depois… o que chega até vocês é o espaço que criamos para falar de boas práticas para o ensino e aprendizagem de ciências.

Acreditamos e queremos construir, junto com os alunos, e com outros professores, atividades que nos levem a olhar o mundo com olhar curioso, investigativo, com aquela vontade de saber mais e de tirar nossas próprias conclusões. As boas respostas não nos servem mais, agora queremos também as melhores perguntas.

E aguardem, pois estamos cheias de ideias para este cantinho que criamos. Queremos disponibilizar materiais para colaborar com outros professores, queremos que os alunos vejam o blog e o canal como apoio aos estudos, queremos que as famílias acessem e vejam o que seus filhos estão aprendendo e (nos) ensinando.

Difícil mesmo vai ser parar de ter ideias! 🙂

E contamos com vocês, leitores. Divulguem, comentem e usem esse blog para divulgar suas ideias, trocar experiências,  enfim… estamos juntos nessa!
Continuar lendo Professora de Português nas aulas de Ciências

Experiência com fotossíntese

A experiência que mostramos hoje foi desenvolvida no período de 15 de março a 05 de abril deste ano, nas turmas do 5º. ano. Nosso objetivo era mostrar aos alunos o papel da luz solar e da clorofila no desenvolvimento dos vegetais. Já tínhamos apresentado a função tanto dos decompositores quanto dos produtores na cadeia alimentar. Não demorou para que a fotossíntese e o crescimento das plantas despertassem a curiosidade dos alunos e, como consequência, surgisse a necessidade de continuar explorando os assuntos expostos.

Desenvolvemos as atividades na seguinte ordem:

Os alunos tiveram aulas teóricas com a exposição das características do desenvolvimento das plantas.  Em seguida, apresentamos a proposta de experiência.

Eles tinham que observar 03 caixas com plantas em situações de exposição solar distintas.

As caixas estavam em cima do armário da sala de aula e a luz solar que incidia sobre as caixas vinha de uma claraboia bem acima do armário. As caixas ficaram expostas por 20 dias.

Para realizar a experiência, seguimos o roteiro abaixo:

Materiais utilizados:

03 caixas de sapato.

01 com tampa

01 sem tampa

01 com tampa, mas com uma abertura pequena para a entrada de luz.

Outros: Feijões, Copos plásticos, Algodão.

Como fazer:

Em cada caixa acomodar um copo com feijões e algodão e regá-los sempre que se fizer necessário, não se esquecendo de obedecer à regra de deixar as caixas assim:

CAIXA 01: Com um quadrado bem pequeno na tampa, para entrada de luz.

CAIXA 02: Fechada

CAIXA 03: Sem tampa

Depois de 20 dias, todos estavam curiosos!! <3

Aula de Ciências, observação dos alunos
Alunos observam uma das caixas

Após observarem os resultados e elaborarem suas primeiras hipóteses, os alunos discutiram os resultados com os colegas e com a professora. Veja o que eles encontraram em cada caixa:

Caixa 01: a planta recebeu pouca luz

planta com pouca luz e desenvolvimento acelerado para buscar mais luz
A planta com pouca exposição à luz solar acelerou seu desenvolvimento para buscar mais luz.

Caixa 02: a planta não recebeu luz solar

planta com ausência total de luz, sem desenvolvimento
A planta que não recebeu nenhuma luz solar não se desenvolveu

Caixa 03: a planta recebeu luz constante

A planta com luz constante se desenvolveu normalmente
A planta que recebeu luz constante apresentou crescimento normal

Logo em seguida, construímos, coletivamente, o relatório descrevendo o estágio de desenvolvimento de cada planta. Pedimos também que representassem com desenhos o que tinha sido observado. Veja alguns dos trabalhos produzidos nas fotos abaixo.

observação fotossíntese
Relato da observação da experiência com fotossíntese
Relatório de observação com experiência de fotossíntese
Relatório de observação na experiência com fotossíntese

Assim, concluímos a experiência e vimos que os alunos queriam mais atividades como essas. Percebemos o quanto as atividades de observação, ligadas aos conteúdos programados, têm envolvido os alunos e como tem sido mais rápida a retenção de conhecimento por parte de todos na sala.

E você, professor, como tem trabalhado estes temas em suas aulas de Ciências? E você, aluno, já fez alguma experiência parecida?

Que tal fazer essas e outras atividades e contar aqui nos comentários quais resultados foram observados por você e sua turma?

Primeira experiência: Os Decompositores e a Cadeia Alimentar

A primeira experiência foi proposta cerca de 2 semanas após o início das aulas. A matéria de Ciências do 5º ano começou com o estudo da cadeia alimentar e seus componentes, então, ao falar dos decompositores, decidi demonstrar a ação dos fungos e bactérias no meio ambiente usando o pão como o alimento a ser observado. Tive a ideia de usar o pão industrializado para falar também da participação dos conservantes, mas optei por não comentar com os alunos essa escolha. Trabalhando com o ensino fundamental, acho muito importante deixar os alunos livres para que aprendam a observar e elaborar hipóteses. Era uma forma de conhecer a turma e também de estimular a postura investigativa que eu queria para o ano letivo inteiro.

Não foi uma tarefa fácil, pois ainda estava tentando me adaptar, como disse nesse post aqui. Mas, mesmo assim, posso afirmar que foi muito positivo e ainda está sendo, pois a experiência está em andamento e as crianças, totalmente envolvidas. Quer saber como tudo começou? Vamos à retrospectiva:

Marcamos o dia 01/13/16 como a data de início da experiência. Fechamos os pães em sacos plásticos e guardamos no armário da sala de aula.

As crianças observaram 10 dias depois e o resultado foi…NADA! Não havia sinais aparentes de micro organismos. Todos os alunos estavam com um misto de surpresa e decepção, pois já queriam ver o que poderia acontecer. Tive que me conter para não dar respostas. Em seguida, lancei a pergunta: “É só do pão que precisamos? Será que não falta mais nada para iniciar o processo?”

Alguns dias depois, um aluno falou que faltava a umidade. Com a resposta partindo deles, como eu queria, umedecemos somente o pão industrializado e, em 03 dias, o processo de decomposição teve início.

Mas… e o pão caseiro? A turma ainda precisava avançar um pouco mais!

O pão caseiro veio da casa de um aluno, doado pela mãe dele. A turma, vendo que o pão caseiro já apresentava bolor, perguntou como isso era possível, se ele não tinha sido umedecido, junto com o industrializado.

Mais uma vez, deixei que as questões e hipóteses ~andassem soltas~ pela sala… 🙂 Esse é o melhor “ruído” que uma sala de aula pode produzir, o da curiosidade despertada por uma possibilidade de conhecimento.

Os alunos foram se questionando até que alguém lembrou que há diferença entre alimentos caseiros e industrializados! EUREKA! 🙂

Nesse momento pude intervir e expliquei que os conservantes alimentícios são adicionados para retardar o processo de decomposição. E combinamos que iremos retomar esse tema futuramente para discutirmos os pontos positivos e negativos dos alimentos industrializados.

Tiramos também algumas fotos dos pães, para comparar com a aparência dos pães frescos, que temos em casa.

Ação dos decompositores no pão industrializado
Experiência com decompositores – pão industrializado
Ação dos fungos na decomposição de pão caseiro
Experiência com decompositores no pão caseiro

A aparência não ajuda, não é? 😉

E como estamos agora?

A experiência conta hoje com mais de 90 dias de duração. Os alunos monitoram, quase diariamente, nossa cultura. Ainda não decidimos quando abriremos as embalagens, mas assim que fizermos isso, voltarei aqui para atualizar o post, combinado?

E você professor? Já trabalhou com esse conteúdo? Como tem ensinado sobre fungos, bactérias e agentes decompositores no meio ambiente? Postei também no nosso canal do YouTube um material sobre cadeia alimentar. Se você tiver sugestões ou mais dicas de links e materiais, compartilhe nos comentários suas experiências!

Janaína B. Duarte