Projeto Mascotes: a planta carnívora do 5º ano

Oi, gente! Advinha o que viemos fazer hoje? Pensar Ciências, é claro! \o/

Já sabem do Projeto Mascotes, né? Já falamos dele aqui e aqui. E chegou a hora de falar do 5º ano e de sua planta carnívora.

Tudo começou durante as aulas sobre fotossíntese, havia em um livro uma curiosidade sobre as plantas carnívoras que explicava o motivo desses pequenos seres capturarem insetos e até pequenos animais para sobreviverem.

As plantas carnívoras são fotossintetizantes, absorve água do solo, dióxido de carbono da atmosfera e utilizam a luz solar para a produção de carboidratos energéticos (glicose), ou seja, realizam fotossíntese. Mas por que as plantas carnívoras têm como estratégia de sobrevivência a captura de animais? 

Estas plantas são típicas de ambientes pobres em nutrientes nitrogenados, fonte de matéria prima para a produção proteica. A captura de animais e sua posterior digestão e absorção de nutrientes é um suplemento à escassez de nutrientes nitrogenados no solo em que vivem.

 Os alunos ficaram muito interessados no assunto e propus uma pesquisa no laboratório de informática para conhecermos mais sobre as plantas, pois no livro só aparecia o exemplo da Dionéia (Dionaea muscipula).

planta carnívora dioneia
Olha aí, a nossa mascote do 5º ano

As turmas adoraram as descobertas e, como muitos nunca haviam visto uma planta dessas de perto, tive a ideia de trazer uma para cada sala e fazer delas nossos mascotes. 😉

Como fazemos com as plantas? Essa é a segunda parte do projeto e também a mais divertida!!!

Cada dia um aluno leva para casa a pequena plantinha e conta para sua família tudo o que aprendeu sobre as “temíveis plantas carnívoras”.

Planta carnívora Dioneia
Uma das visitas de nossa mascote. Todos que levam a planta para casa produzem um relatório dos dias que passaram com a planta.
Planta carnívora Dioneia, alimentando-se de uma mosca
Podemos ver o momento da alimentação. Uma pausa para o lanche! 🙂

Falando em lanchinho, olha aí o vídeo que fizemos de um destes momentos. Você pode ver mais vídeos também no nosso canal.

Junto com as plantas, vai um caderno para um relato das famílias. Todas receberam orientações antes de começarmos as “visitas”.

bilhete sobre a planta carnívora Dioneia
Bilhete que apresentou o projeto às famílias
Planta carnívora Dioneia
Esse é o roteiro que as famílias receberam com dicas para cuidar da Dioneia

A turma tem adorado a experiência e os relatos voltam cheio de carinho e descobertas. Vejam alguns relatos que nos fazem acreditar cada vez mais nesse projeto <3

Relatório produzido pelas famílias após a visita da planta carnívora
As famílias produziram seus relatórios após a visita da Dioneia

 

Relatório produzido pelas famílias após a visita da planta carnívora
Mais uma família que se envolveu com nossa mascote! <3
Relatório produzido pelas famílias após a visita da planta carnívora
Continuação do relatório de visita da planta carnívora
Relatório produzido pelas famílias após a visita da planta carnívora
Relatório para provar que pensar Ciências é mesmo pensar novas maneiras de se relacionar com o mundo!

O que mais nos motiva nesse projeto é a integração que estamos vendo entre os alunos e suas famílias! Queremos que pais e filhos possam viver o processo de construção do conhecimento científico.

E vocês? Estão gostando tanto quanto nós? Deixe nos comentários suas dúvidas e sugestões. E continuem divulgando nosso blog e nos ajudando a Pensar Ciências!

Projeto Mascotes: o quarto ano e seu minhocário

Olá! Estão gostando de conhecer nossos mascotes?

Hoje, vamos falar dos mascotes das turmas do 4o. ano e da criação do minhocário.

Não sabe o que é o Projeto Mascotes? Você pode ler mais aqui e aqui.

E como começou o trabalho com a turma? A escola inteira já sabia das plantas carnívoras e começaram as cobranças das outras salas. Por que não tinha um mascote para cada turma? Ia ter planta para os 4º anos também? Todos perguntavam ao mesmo tempo!!

Olhando material antigo, e comparando com o conteúdo que devo trabalhar com os 4º anos resolvi montar um minhocário. Achei que os alunos teriam nojo de mexer com as minhoquinhas e que teria que montar tudo sozinha. Minha surpresa foi que não consegui nem chegar perto. A turma mesmo fez tudo sozinha, colocaram terra, substrato (adubo) e foram buscar folhas para deixar a terra mais úmida e nutritiva.

Alunos do quarto ano do ensino fundamental preparam solo para minhocário
Preparando o solo para as minhocas

 

turma do quarto ano preparando o minhocário
Preparação do minhocário
Imagem mostra alunos do quarto ano do ensino fundamental observando o minhocário
A professora não teve mesmo chance 🙂

 

Após a euforia da novidade passar iniciamos as pesquisas e observações para que as crianças possam entender a importância do pequeno animal invertebrado na natureza.

Primeiras observações.

Aproveitando que estávamos estudando o Sistema Digestório, trouxe para a sala um esquema do sistema digestório da minhoca. Nossa surpresa foi descobrir que é um sistema completo e que conta com um órgão diferente que é a moela, presente também nos pássaros. Eu ainda não sabia!! \o/

Vejam o esquema que mostrei em sala:

http://2.bp.blogspot.com/__H3hsEyAGm8/TT6VYIbvrUI/AAAAAAAAADU/-z6OF_ycZmc/s1600/sistema+digestivo+da+minhoca.jpg

E agora? Os alunos logo perguntaram: Pra que serve a moela?

Fomos atrás das informações e descobrimos também o papo, a coisa se complicou, por que tudo isso?

Pesquisamos e descobrimos que as aves também possuem papo e moela. A coisa piorou e buscamos mais informações… e aí que as descobertas foram tomando forma. Começamos a achar respostas!

Galinhas não tem dentes, muitas crianças ficaram surpresas com essa informação e em nossas pesquisas foi apontado que ela necessita de ingerir pedras e areia para ajudar no processo de digestão.

A galinha alimenta-se de grãos pois é uma ave granívora. Como consegue parti-los sem dentes?

Juntamente com os grãos, ela engole pequenas pedras.

No papo (bolsa no esôfago), o alimento é amolecido. A seguir vai para o proventrículo (1ª parte do estômago) que produz um suco digestivo e daí para a moela (2ªa parte do estômago). Quem já não comeu ou viu moelas? A moela é um órgão com uma forte parede musculosa que se vai contraindo. As pedras que a galinha engoliu ajudam a triturar os grãos de milho e outras sementes. Gostou? Pesquisamos neste site aqui.

Assim, com as dúvidas esclarecidas, era hora de curtir nossos mascotes! 😉

Nem nojo, nem medo. Nossos jovens pensadores de Ciências, gostam mesmo é de mão na massa! <3

Alunos do quarto ano do ensino fundamental preparam solo para minhocário
Aluno mexem na terra sem medo!
Alunos do quarto ano do ensino fundamental cuidando das minhocas
Alunos não tem nojo e cuidam tranquilamente de seus mascotes
Alunos do quarto ano do ensino fundamental cuidando das minhocas
Os alunos cuidaram pessoalmente das minhocas

E não é que elas estão se sentindo em casa?! 😀

Alunos do quarto ano do ensino fundamental terminam a preparação do minhocário
Minhocário pronto! Nossos mascotes em seu novo lar

E você? Que tal começar um minhocário em sua escola? Você pode sugerir ao seu professor! E você, professor? Que tal levar essa ideia para seus alunos. Deixe nos comentários suas dúvidas e sugestões!

Até a próxima!

Projeto Mascotes: os tenébrios gigantes

Olá pessoal! Vamos pensar Ciências?

O post de hoje é o primeiro sobre cada um dos mascotes que nossas turmas dos anos inciais estão criando em sala de aula. Demos os detalhes do projeto aqui e falaremos agora do 3o. ano e seus tenébrios gigantes. Na verdade, a turma do 3o. ano foi a última a ganhar mascotes, mas vendo o quanto as turmas do 4o. e 5o. ano estavam felizes, vimos que essa situação não podia ficar assim e então pesquisamos um pouco até encontrar o mascote “ideal”

Olhando os conteúdos pareceu interessante a ideia de criar os tenébrios gigantes, pois além de sofrerem metamorfose como as borboletas poderia explicar o ciclo da vida e a questão alimentar dos animais. Para nós, o projeto ultrapassa os conteúdos e tem a ver com o cuidado com a vida. Assim, trabalhar com a turma mais jovem, com a criação de animais que exigem esses cuidados se encaixava perfeitamente no que planejamos.

No primeiro momento ficou combinado com as crianças que montaríamos o viveiro para as diferentes fases do tenébrio e e faríamos observações ao longo do tempo para observar as mudanças que os tenébrios sofrerão. Vejam algumas das tarefas realizadas pela turma:

Nos primeiros dias, todos foram se aproximando e conhecendo os tenébrios em seu “lar”

Crianças manuseiam os tenébrios
As crianças fizeram questão de manusear os tenébrios
Tenébrios gigantes e os viveiros que fizemos para eles
Tenébrios gigantes e os viveiros que fizemos para eles. Havia também um tenébrio branco

As crianças também representaram as observações com desenhos e textos

observação de tenébrios gigantes
Um dos relatórios apresentados após a terceira etapa de observação

 

Relatório feito em sala, com as etapas de observação dos tenébrios
Relatório feito em sala, com as etapas de observação

E na segunda etapa de observação, fotografamos a alimentação dos tenébrios:

 

Alimentação dos tenébrios
Alimentação dos tenébrios

 

Já na terceira fase de observação os alunos acharam que havia diferenças no aspecto geral dos tenébrios. Disseram que acharam os insetos mais escuros e um dos alunos disse que se lembrou das frutas, porque elas também escurecem quando estão amadurecendo para eles, as mudanças não vão demorar a acontecer. Fizemos também mais uma rodada de relatórios dessa observação

 

observação de tenébrios gigantes
Os alunos observam as primeiras transformações

E esse é só o começo. Acompanharemos as transformações dos tenébrios e atualizaremos em novos posts. Logo, logo, falaremos dos mascotes das outras salas. E você? Ficou curioso? Quer pesquisar um pouco mais sobre os tenébrios gigantes? Você pode conferir aqui e aqui, mais informações sobre esse curioso inseto.

Não se esqueça de deixar suas sugestões e dúvidas nos comentários. Divida conosco sua experiência ensinando, aprendendo e Pensando Ciências! 😉

Até a próxima.

 

 

Projeto Mascotes: uma nova vida em sala de aula

Tudo bom, pessoal? Pensando muito em Ciências por aí? Nós não pensamos em outra coisa! 🙂

E, por isso mesmo, vamos falar hoje (e nos próximos posts) sobre um projeto que estamos desenvolvendo na Escola de Educação Integral Professor Zeferino Vaz. Como parte da proposta de trabalho para 2016 nas turmas dos anos iniciais do ensino fundamental, além de experiências como as que mostramos aqui e aqui, queríamos também que os alunos desenvolvessem o sentimento de responsabilidade pela natureza e o meio ambiente. Com isso e, dentro do plano norteador do trabalho pedagógico da escola, que visa o trabalho com as relações humanas e com a valorização da gentileza, criamos o projeto que chamamos de Gentileza Gera… Natureza.

E como é isso, exatamente? Quer Saber? Vem com a gente! 😉

Podemos nos perguntar: qual a ligação que a Educação Ambiental pode ter com um projeto que se baseia na proposição da gentileza e suas vertentes como elemento base das relações escolares?  O problema é que estamos habituados a retirar a Educação Ambiental do âmbito humano, no sentido de construção de relações e afetos, e a tratamos como questão unicamente científica.

Aqui, trabalhamos bastante:

Alunos no laboratório de informática
Hora da pesquisa no laboratório de informática

Mas, NÃO precisa ser só isso né, gente!

Também sabemos curtir a natureza como ninguém:

Alunos no pátio
Alunos do quinto ano, depois de observarem o entorno na escola

Queremos de nossos alunos a preocupação com o coletivo e a vontade de garantir condições dignas para todos. E tudo isso está ligado à questão ambiental, essencial para a conservação da existência humana.

Compreenderam como funciona? Como é legal saber que a gente pertence à natureza e se preocupar com ela?

E foi assim que criamos o trabalho com os mascotes: para trabalhar a relação das crianças com os seres vivos. Queremos os alunos cada vez mais observadores, curiosos e conscientes do meio ambiente que os cerca. Por isso, cada turma terá seu mascote. Veja como vai funcionar:

O terceiro ano cuidará dos tenébrios gigantes. Este inseto apresenta 4 fases durante sua vida e com elas, vamos observar as transformações e discutir com os alunos a importância e o fascínio da vida, em qualquer uma de suas formas, mesmo nos pequenos seres.

As turmas do quarto ano, que estudaram bastante sobre o sistema digestório, construíram um minhocário, para observar esse animal que apresenta sistema completo, reforçando tudo que aprendemos em sala.

Essa garotada promete! 😍
Aluna do quarto ano que não vê a hora de começar! 😍

Por último, as turmas do quinto ano não precisaram de uma proposta nossa. Na verdade, a curiosidade surgiu na leitura do livro didático, que explicava a alimentação das plantas carnívoras. Com toda a agitação da sala, não foi difícil pensar: e se a gente tivesse uma planta carnívora na sala?

Todos estão curiosos e participando ativamente do projeto. Essa turma promete

E vocês? Gostaram? Querem criar mascotes nas turmas de vocês também? Deixem suas dúvidas e sugestões nos comentários!

Até a próxima!

 

Sistema digestório: Como funciona a bile?

Oi, gente!!

Como prometido nesse post aqui, falaremos hoje sobre nossa terceira experiência com o sistema digestório nas turmas do 4o ano, dos anos iniciais. A proposta desta atividade era mostrar a importância do fígado como produtor da bile e o papel desta substância para a digestão dos alimentos. Como estratégia inicial, houve uma conversa com os alunos para continuar explorando o que eles estava pensando sobre a digestão após a experiência com a quebra de proteína e com a mastigação feita com a língua parada.

Os alunos já tinham compreendido que a digestão não se dá só no estômago, e já estavam cientes do trabalho do organismo para quebrar amido, proteínas e carboidratos, mas ainda precisávamos falar do processamento da gordura que entra em nosso corpo, através dos alimentos. No livro didático, já havia imagens mostrando o fígado e explicando a função da bile (quebra de gorduras, para facilitar a digestão). Com as imagens, a conversa inicial e as experiências anteriores, ficou fácil propor mais uma observação sobre como nosso corpo funciona.

A proposta da experiência era simular o trabalho da bile na quebra de gorduras com o uso de DETERGENTE! Quer fazer também? Então dá uma olhada!

Você vai precisar de:

  • 02 copos com água
  • Detergente de cozinha
  • Óleo de soja

Veja o ANTES:

Copos com água e óleo, antes de acrescentar o detergente
Copos com água e óleo, antes de acrescentar o detergente

Modo de fazer:

Coloque o óleo nos dois copos com água. Em um dos copos, coloque o detergente, agite e aguarde alguns minutos.

E o DEPOIS:

No copo à esquerda, sem detergente, a gordura permanece intacta. No copo à direita, com a ação do detergente, as moléculas foram quebradas.
No copo à esquerda, sem detergente, a gordura permanece intacta. No copo à direita, com a ação do detergente, as moléculas foram quebradas.

Após observarem os resultados, fizemos mais uma roda de conversa e os alunos disseram que acham a bile muito importante, pois com sua função de quebrar as moléculas de gordura, ela facilita o processo da digestão. Muitos lembraram também que, às vezes, ingerem alimentos com muita gordura, principalmente em lanches na rua como salgados e pizzas.

Pedimos também que eles registrassem a preparação para experiência e suas considerações sobre o fenômeno observado.

Relatório sobre a experiência com simulação de ação da bile
Relatório sobre a experiência

E…aproveitando a visita ao Laboratório de Ciências, por que não dar uma espiadinha, não é mesmo? 🙂

Alunos investigando o laboratório antes da experiência com digestão
Alunos investigando o laboratório antes da experiência com digestão

E assim, terminamos esse ciclo de experiências com o sistema digestório. O mais positivo de realizar essas experiências foi ver o quanto todos da turma se envolveram com o conteúdo  das aulas de Ciências e conseguiram compreender. Compreender e passar conhecimento adiante!! Um dos alunos repetiu a experiência em casa e explicou para a família sobre o que aprendeu! É muito <3 né?

E você o que achou? Conta pra gente, já fez alguma experiência parecida? Deixe nos comentários suas sugestões, críticas e ideias.

Sistema Digestório: experiência com quebra de proteínas

No começo da semana, postamos aqui o resultado da experiência sobre a importância da língua para a mastigação. Na sequência das aulas, falamos sobre as outras partes integrantes do sistema digestório. As aulas sobre estômago e fígado também despertaram a atenção do 4°ano e então, decidimos fazer uma experiência que mostrasse a atividade das enzimas no processo de digestão.  Antes, perguntei aos alunos como eles achavam que a digestão acontecia. Eles disseram que toda a absorção de nutrientes era realizada no estômago e que o mesmo produzia um ácido que fazia a dissolução dos alimentos.

Apresentadas as hipóteses dos alunos, procurei lembrá-los de que a digestão começa com a mastigação e com a ação da saliva, que quebra o carboidrato e o amido. Exemplifiquei dizendo que, ao mastigarmos bem uma massa seca, sentimos um gosto doce no final. Essa sensação vem como resultado da quebra do amido, feita pela saliva.

Depois dessa conversa inicial, separamos o material para a experiência:

Você vai precisar de:

  • 02 Claras de ovos já cozidas
  • Água
  • Suco de abacaxi

Como fazer?

Coloque água em um copo e suco de abacaxi em outro, pique a clara de ovo e distribua de maneira igual entre os copos. Tampe com algodão e deixe em repouso por três dias.

Você iniciará a experiência assim:

Foto mostra experimento que simula função do suco gástrico na digestão.
Antes: copos com as claras ainda inteiras. um com água e outro com suco de abacaxi

No final, tivemos uma roda de conversa e vimos que apenas no copo 2 será possível perceber a diminuição da clara de ovo, já que a bromelina, enzima presente no abacaxi, provocou a quebra da proteína albumina. Expliquei para eles que, no estômago e no intestino delgado, as proteínas também são quebradas pelas enzimas.

Veja como ficaram as claras, após o período de 03 dias:

A comparação entre a clara que foi imersa na água e a que estava no suco de abacaxi
A comparação entre a clara que foi imersa na água e a que estava no suco de abacaxi
Clara mergulhada em água. Sem ação da bromelina, não houve quebra da proteína.
Clara mergulhada em água. Sem ação da bromelina, não houve quebra da proteína.
Clara de ovo que sofreu a ação da bromelina
Na clara de ovo que sofreu a ação da bromelina, podemos observar a ação da enzima

Após a nossa observação, fizemos relatórios escritos:

Imagem mostra relatório produzido por aluna após observar experiência de digestão e ação do suco gástrico no organismo.
Relatório da aluna após a observação da experiência

E também com imagens! 🙂

Relatório feito com imagem para ilustrar experiência com digestão
Um relatório também pode ser produzido com imagens

Demais né? Estamos cada vez mais orgulhosas destes pequenos pensadores de Ciências! 💕

Deixe aí nos comentários suas opiniões, críticas e sugestões sobre esse experimento.

E você pensa que acabou? Aguarde, porque ainda postaremos mais uma experiência sobre o sistema digestório!

Até a próxima vez!

Sistema digestório: experiência com mastigação

A experiência que mostramos hoje foi realizada no fim de julho e tinha por objetivo introduzir os estudos de sistema digestório com as turmas dos 4°anos. A ideia central era perceber a importância da língua como parte integrante do sistema e sua função para a mastigação e percepção do sabor dos alimentos. Essa experiência foi tão positiva que fizemos outras e postaremos aqui em breve!

Iniciei a aula perguntando aos alunos o que sabiam sobre o sistema digestório e sua importância no corpo humano.  Perguntei também se sabiam quais são as partes que compõem o aparelho digestório. A maioria dos alunos mencionou boca, estômago, fígado. Poucos se lembraram da língua e alguns se surpreenderam quando falamos dela e relembramos que ela integra os cinco sentidos, sendo responsável pelo paladar.

Mostrei, então, algumas fotos no livro e propus o “desafio” de perceber a importância da língua para nossa mastigação.

Combinamos o dia para comer biscoitos doces (bolachas) sem usar a língua e o resultado seria anotado no caderno, juntamente com as avaliações de cada um sobre a experiência.

Filmamos o momento posterior à mastigação, com a avaliação dos alunos sobre a experiência. Confiram o vídeo:

Confira mais vídeos sobre sistema digestório em nosso canal!

Ao final, os alunos responderam as questões:

Aula de Ciências, alunos respondem ao questionário sobre mastigação
Alunos relataram suas impressões sobre a experiência

Como disse acima, meu plano de aula contemplava ainda outras experiências que realizamos uns dias depois e que postaremos aqui logo mais.

E você? O que achou? já tinha feito uma experiência parecida com essa? Deixe seus comentários e sugestões, assim podemos continuar trocando ideias.

Até a próxima! 🙂
Continuar lendo Sistema digestório: experiência com mastigação

Um jardim na escola e a criação de composteira

Uma ideia que leva à outra, que leva à outra, que leva à outra… bem que poderia ser esse o título do post. Lembram que falamos nesse post aqui que abriríamos espaço para a experiência de outros professores com o ensino de Ciências nos anos iniciais do ensino fundamental? Pois bem, a primeira convidada para esta missão foi a professora Flávia Wulf, da EMEF Maria Pavanatti Fávaro, que também pertence à rede municipal de ensino de Campinas-SP. A Flávia aceitou contar pra gente o que ela tem feito com sua turma do 5° ano e como eles têm buscado mais conhecimento simplesmente observando o mundo ao seu redor.

A turma estava estudando o desmatamento e o processo de desertificação. Usando tirinhas da Turma da Mônica como texto de apoio, a professora discutiu com os alunos sobre o processo de degradação do solo, decorrente da desertificação. Nesse momento, os meninos tiveram a ideia de criar um jardim em uma área da escola que se encontrava sem uso. Todos perceberam como aquele pedacinho de solo do pátio, com características semelhantes ao que eles tinham acabado de estudar,  estava sem vida  e o quanto um pequeno jardim poderia fazer a diferença.  A terra, porém, estava seca, endurecida pelo tempo que ficou sem nenhum cultivo.

Estimulados pelo que tinham acabado de aprender, viram que o solo precisava de água e sol para poder voltar a ser produtivo. Mas faltava ainda alguma coisa. Foi então que os alunos lembraram que seria necessário adubar a área antes do plantio. Todos começaram a perguntar sobre o adubo: o que seria melhor? Quais os tipos que existem? Como fazer? Foi aí que eles apresentaram a grande ideia. 💡

Por que não fazer todo o trabalho? Criar o adubo, preparar o solo, realizar o plantio e, logo, logo, curtir um belo jardim bem em frente às salas de aula? Nada mal, hein?

A área, atualmente, está assim. 😟

pátio da emef Maria Pavanatti Fávaro
Jardim do pátio atualmente

Toda a discussão e as ideias que surgiram foram anotadas no caderno de cada um dos alunos. Nada é feito em sala que não seja devidamente registrado pelos nossos pequenos cientistas. Da ideia, a turminha partiu pra ação! Foram feitas pesquisas em sala sobre como criar a composteira. O modelo escolhido foi de pequeno porte, com capacidade para 15 litros. A sua montagem é feita com três partes. Uma destinada ao depósito do material, outra ao “trabalho” da decomposição propriamente dito e a terceira,  onde fica depositado o chorume que será colhido por uma pequena torneira na parte mais baixa da caixa. Com a ajuda da professora, os alunos também aprenderam sobre os tipos de produtos que podem ir à composteira e a proporção destes itens na formação do material a ser decomposto.

Alunos colhendo informações para o projeto
Alunos colhendo informações para o projeto
Alunos realizam pesquisa sobre composteira
Alunos realizam pesquisa sobre composteira

O agente decompositor escolhido foi a minhoca californiana (Eisenia foetida). Sua atuação é mais rápida pois já inicia a degradação do material assim que ele é depositado na composteira. Quem quiser saber mais sobre esta espécie e seu uso em composteiras, pode consultar este site.

Com tudo pesquisado e o material selecionado, foi fácil montar a composteira e deixar que as minhocas seguissem com seus “afazeres”. 😊

 

Alunos separam as sobras de alimentos que irão para a composteira
Alunos separam as sobras de alimentos que irão para a composteira
Composteira sendo finalizada pelos alunos
Composteira sendo finalizada pelos alunos

Segundo a professora Flávia, a composteira deve oferecer sua primeira produção de adubo orgânico dentro de 02 meses.

A turma também preparou cartazes pra deixar na escola, explicando como fizeram a composteira e qual a sua importância.

Alunos prepararam cartaz sobre a composteira
Alunos prepararam cartaz sobre a composteira

A julgar pela dedicação dos alunos e da professora temos certeza que dentro em breve, teremos um belo jardim lá nas bandas da escola Pavanatti. A Flávia prometeu nos mandar atualizações sobre seus trabalhos com a turma.  Quem mais está ansioso? ☝

E você?  O que achou da criação de uma composteira? Já pensou em fazer uma dessas e criar uma pequena horta ou jardim na sua escola ou na sua casa? Conte pra gente aí nos comentários. E se tiver dúvidas ou sugestões para a professora Flávia, teremos o maior prazer em encaminhar.

Até a próxima!