Pensando Ciências visita: Mata de Santa Genebra

Saudações, Pensadores de Ciências!

Tão bom vê-los por aqui mais uma vez! <3

O assunto de hoje é TÃO especial que vamos dividi-lo em duas partes, para poder trazer para vocês um pouco da riqueza da nossa visita. A essa altura do campeonato do ano letivo, já estamos nos preparando para dizer adeus aos nossos alunos de 5º ano. Pausa. DRAMÁTICA. (rsrsrs). Por isso, para terminar o ano “com chave de ouro”, visitamos a A.R. I. E. Mata de Santa Genebra, Fundação José Pedro de Oliveira, que fica localizada na rua Mata Atlântica, 447. Bairro Bosque de Barão. Barão Geraldo – Campinas – SP. Um pedaço de Mata Atlântica preservado dentro de Campinas.

Pudemos observar mais um pouco do que vimos nas aulas. Estudamos os Biomas Brasileiros, e vimos, de perto, alguns animais e insetos.

A Mata conta também com um borboletário, que pode ser visitado mediante agendamento.

Descobrimos também um pouquinho da história desse lugar maravilhoso:

Ainda pertencente ao que restou da propriedade originalmente conhecida como Fazenda Santa Genebra, a Mata de Santa Genebra teve seu nome derivado do nome da propriedade. A fazenda, cujo proprietário original foi o Barão Geraldo de Resende, era muito extensa, abrangendo o Distrito de Barão Geraldo e algumas áreas da Cidade de Campinas, atualmente do outro lado da Rodovia Dom Pedro I. 

O Barão era um homem visionário, e sua fazenda era considerada modelo em tecnologia na plantação de café. Porém, ao investir em novas tecnologias, o Barão foi à falência, e suas terras foram a leilão. Uma das famílias compradoras, a família Oliveira, manteve intacta a área de mata. O proprietário, Sr. José Pedro de Oliveira, sofria de tuberculose e acreditava que dentro da mata conseguia respirar melhor. Após a sua morte, a fazenda foi dividida entre os herdeiros, e a viúva, Sra. Jandyra Pamplona de Oliveira, concretizou a doação da mata ao Município em 1981, enfatizando seu desejo de que fosse conservada. Uma vez criada, a ARIE manteve o nome de Mata de Santa Genebra. 

A Fundação conta com uma equipe de biólogos que estão sempre dispostos a responder nossas questões. Ao chegarmos assistimos a uma pequena palestra, na qual aprendemos um pouco sobre os animais que vivem lá e recebemos algumas instruções para a visita.

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A gente não perdeu nenhum detalhe! \o/

E no meio da recepção olha quem aparece para dar um alô…

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E não é que o pequeno lagarto percebeu que a gente era de paz, subiu no pé de um dos meninos e lá ficou até acabar as explicações. Acho que ele também tava Pensando Ciências! rsrsrsrs

Além do invertebrado aí da foto, a ARIE é um refúgio para diversas espécies de vertebrados, entre eles o macaco-prego Cebus nigritus e o bugio Alouatta clamitans. Estas são duas das espécies de mamíferos que têm muita importância para a fundação na dispersão de sementes e hábitos de vida.

Estudos indicam que mais de 150 espécies de aves utilizam a mata para alimentação, reprodução e sobrevivência.

Há também um número grande de serpentes, com 21 espécies já registradas.

E, só de borboletas, já são mais de 700 espécies identificadas.

E depois de todas essas informações e números incríveis fomos nos preparar para nossa trilha.  Sim, entramos na mata fechada! Muita emoção, Brasil! Quem aí tá curioso?! o/

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Primeiro procedimento obrigatório: todo mundo colocando a perneira, afinal estamos invadindo um espaço que não é nosso e podemos dar de cara com alguns moradores menos simpáticos que o lagarto, como cobras e aranhas.

E lá fomos nós, acompanhar a bióloga “fitness” Carol, ô mulher pra andar rápido, a garotada foi tranquila atrás dela. Enquanto eu quase tive que gritar: “Socorro, tô perdida!” rsrsrrs

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Deixei essa foto desfocada como prova de que, logo de início, eu já estava cansada de andar atrás das crianças e da Carol! Não foi mole, não, gente!

Daí pra frente, foi aquela loucura boa que a gente conhece, a turminha não se aguentava de curiosidade! Toda hora alguém me chamava para mostrar algo de interessante, os profissionais ficaram impressionados com a concepção ambiental da garotada e o conhecimento prévio deles também, não havia inseto que eles não soubessem classificar. (E eu morrendo de orgulho da turminha). <3 <3 <3

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Acreditamos que a nossa amiguinha aí em cima é uma fêmea do Besouro do Esterco

Esse bichinho tem uma história….

Quando os sábios do antigo Egito viam o besouro-do-esterco fazendo rolar uma grande bola de lama ou esterco, imaginavam-se admirando a criação simbólica da Terra. A cabeça do besouro, com sua coroa franjada, significa o Sol e seus raios; a bola de esterco era a Terra girando no espaço. Assim, essa espécie de besouro tornou-se um símbolo sagrado, usado em arquitetura e joalheria.

Outras espécies de escaravelho ou besouro-do-esterco são encontradas praticamente em todos os lugares. A bola que eles fazem rolar, de excremento de animais, principalmente de cavalos, pode ter até 4 cm de diâmetro. Quando terminam de preparar a bola, enterram-na em uma toca subterrânea, a fim de alimentar-se em paz.

Na época de reprodução, macho e fêmea juntos fazem uma bola em forma de pêra. Nela, a fêmea deposita os ovos e, assim, as larvas ao nascer encontram o alimento esperando por elas.

Incrível, né? mas a gente não parou por aí, claro. E fomos fazendo novos “amigos” besouros.

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Olha o tamanho da pinça desse besouro aí em embaixo, deve fazer um estrago.  M-E-D-O.

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Aí, que no meio do caminho tinha uma pedra um lagarto. 😀

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Tomar sol faz um bem né?!

A mata tem um programa de monitoramento da Fauna do local. O objetivo é efetuar o levantamento das espécies da fauna existentes na Mata, buscando identificar possíveis mudanças na composição local. Essas informações são fundamentais para o registro das diferentes espécies e a posterior elaboração de um guia de campo. Também faz parte deste programa a identificação das espécies e/ou populações isoladas ameaçadas de extinção, visando o fornecimento de subsídios para a tomada de medidas racionais na preservação destes indivíduos.

O Borboletário foi implantado no final de 2000, objetivando estudo científico de espécies de borboletas de Mata Atlântica e também educação ambiental, mostrando que os insetos são partes relevantes da fauna da Mata e são fundamentais para o equilíbrio deste ecossistema.

Ocupando atualmente uma área total de 3.027,88 m², o Complexo do Borboletário é constituído por uma casa de criação de borboletas, casa das borboletas, um jardim e um pequeno viveiro de plantas para alimentação das lagartas.

A criação das espécies estudadas inicia-se com a coleta de ovos dentro do Viveiro de Borboletas, uma estrutura de 380 m2 revestida de tela de sombreamento para acondicionar as espécies estudadas em ambiente natural e controlado. Seu interior é composto por plantas que florescem durante grande parte do ano. As borboletas se alimentam do néctar produzido por estas plantas, que servem também para que as fêmeas depositem seus ovos. Posteriormente os ovos são transferidos para a Casa de Criação.

Todos os trabalhos realizados no Borboletário são utilizados como base para a Educação Ambiental, através deles passamos informações sobre as espécies de borboletas, plantas atrativas e sua importância para o ambiente. Com palestras e demonstrações práticas, as pessoas têm contato direto com a fauna de borboletas da Mata de Santa Genebra, sensibilizando-se com a importância das borboletas para a preservação e conservação da Mata em si e de outros fragmentos da região.

Chegando no borboletário, os biólogos fazem a coleta de pupas e levam até a casa de criação para que elas possam chegar a fase de eclosão sem que pássaros e alguns hospedeiros, como moscas possam matá-las. Ficamos sabendo que de 100% de pupas de borboletas, 70 % não chegam a eclodir pelo ataque de hospedeiros. Sem ressentimentos, pessoal, é a ordem natural das coisas.

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Algumas pupas do “berçário”

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E a gente foi entrando!

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Algumas pupas, como essas aí em cima, ficam expostas, na entrada, para a criançada ver. A parte de conhecimento da fauna nos deixou encantados!

Mas além de insetos e borboletas vimos algumas plantas nativas. Afinal, quem vai à Mata quer ver… Mata, oras!

Vamos deixar aqui um spoiler, pra vocês terem um gostinho do que estava à espera na sequência dessa aventura!

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Tá curios@?! Calma, a gente vai falar sobre as plantas maravilhosas que vimos! Mas só no próximo post. Combinado?

Enquanto você espera as cenas do próximo capítulo a continuação de nossa visita, diz pra gente aí nos comentários o que achou desse estudo do meio e se já teve chance de visitar alguma reserva como essa.

Até a próxima!

 

 

 

Classificando os animais

Saudações, Pensadores de Ciências!

O post de hoje é pra falar da nossa incrível sorte da classificação de animais.
Vocês viram aqui, como foi a nossa visita ao ZUEC–Museu de Zoologia da Unicamp? Pois é, acontece que fomos lá novamente para levar uma segunda turma e aí… conversa vai, conversa vem…. descobrimos que há um acervo de animais taxidermizados para empréstimos! É ou não é sorte demais, Brasil?!

 

E, com isso, não é que pintou uma nova ideia?!

 

Nossas turmas já tinham visto o conteúdo de classificação dos animais, mas nada melhor do que poder ver e tocar para fixar ainda mais o que aprendemos. Aí, sabe como é, a equipe do museu ofereceu e nós…
…pegamos quase todos os grupos de animais! 😀

 

Ao chegar na escola e encontrar todo esse acervo, você pode imaginar a euforia das turmas né? Mostramos mesmo para as turmas que não tinham visitado o museu. Então, nossos tímpanos ficaram seriamente abalados! rsrsrs

 

Aqui, nós decidimos apresentar os animais em grupos, pois foi assim que apresentamos também. Montamos nossa pequena exposição no laboratório de Ciências da escola.

 

Vem ver o tanto que essa garotada curtiu:

 

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Um macaco, uma preguiça e um morcego

Os mamíferos são animais vertebrados, que nascem do ventre materno e se alimentam de leite materno na 1ª fase da vida. Os morcegos são mamíferos voadores que possuem os membros anteriores transformados em asas. Podem ser encontrados em quase todas as regiões do planeta Terra, com exceção das regiões mais frias, como os polos. No Brasil, há 138 espécies de morcegos. Como todos os mamíferos, esses animais possuem o corpo coberto por pelos e alimentam seus filhotes com leite produzido nas glândulas mamárias das fêmeas.

O morcego é um animal que sai à caça no período do amanhecer, anoitecer ou da noite. Por viver em total escuridão, ele utiliza a ecolocalização para se orientar, conseguindo localizar obstáculos e também suas presas. Na ecolocalização, esse animal emite sons com frequências muito altas (impossíveis de serem ouvidas pelo ser humano). Essas frequências, quando batem em algum obstáculo, voltam ao animal em forma de eco, e assim ele consegue se orientar e saber a que distância se encontra o obstáculo à sua frente.

Dentre as várias espécies de morcegos que existem, muitas são benéficas e aliadas dos seres humanos. Dentre essas espécies aliadas, podemos citar a do morcego frugívoro. Esse animal se alimenta somente de frutas; e com esses hábitos alimentares ele consegue espalhar as sementes das árvores, que, quando caem no chão, germinam e se tornam uma árvore. Dessa forma, esse morcego ajuda no reflorestamento, recuperando matas e florestas destruídas pelo homem. Há inúmeras espécies de plantas que dependem exclusivamente do morcego para espalhar suas sementes.

Quer saber mais sobre morcegos e não sabe onde procurar? Ahá! A gente já deixa um link pra você começar suas pesquisas.

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Um lagarto e um jabuti

Depois dos mamíferos, era hora de lembrar as principais características dos répteis. Falamos um pouco desses animais que têm o corpo coberto por escamas ou carapaça, nascem de ovos e nadam ou andam.

E tem anfíbio também.

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Um sapo

Os anfíbios tem a pele úmida e nua, respiram por pulmões e pela pele e também nascem de ovos.

Vai um peixinho aí?

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Cação, piranha e um peixe (esquecemos de anotar o nome :\) )

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O que esse cavalo marinho tá fazendo aqui?

Cavalo marinho é peixe? É sim é um peixe ósseo. Vivem em águas temperadas e tropicais e são conhecidos facilmente por possuírem uma cabeça alongada com filamentos que lembram a crina de um cavalo. Os cavalos marinhos têm uma peculiaridade na reprodução, pois a os machos é que realiza a incubação dos ovos e gera os filhotes. Os filhotes são muito sensíveis, medem cerca de 1 cm e são muito transparentes. Apesar disso, já se tornam completamente independentes assim que nascem. Aqui no Brasil temos duas espécies de cavalo marinho: Hippocampus erectuseHippocampus reidi.

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Hippocampus erectus

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Hippocampus reidi

Já sei, você tá aí morrendo de vontade de saber mais sobre esses peixinhos? Olha aqui.

E como todo mundo sabe, os peixes tem o corpo coberto de escamas, algumas espécies podem ter o corpo coberto por couro, barbatana para nadar, respiram por guelras (asbrânquiasouguelrasessencialmente podem ser encontradas em diversos tipos de organismos).

Por exemplo, no caso dos peixes, ajuda nas trocas gasosas (respiração), mas também é um órgão que pode ajudar naclassificação taxonômicade espécies, ou seja, na identificação de espécies de peixes) e nascem de ovos.

Adivinha? Aqui tem mais um link sobre peixes.

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Um pingüim e um gavião

As aves tem o corpo coberto de penas, têm asas, a boca com bico e nascem de ovos. O Pinguim é uma ave marinha típica do polo sul, principalmente da região da Antártida. São encontrados também nas regiões da Terra do Fogo, Ilhas Malvinas e Galápagos. Estão adaptados para viverem em temperatura baixíssimas (até – 50° C). Possuem uma coloração preta e branca, sendo que algumas espécies possuem detalhes em amarelo.  Estas aves vivem, em média, de 25 a 32 anos.

Apesar de serem aves, os Pinguins não possuem a capacidade do voar. Suas asas são atrofiadas, possuindo a função de barbatanas.  São ótimos nadadores, podem atingir até 40 quilômetros por hora de velocidade. Passam grande parte do tempo dentro da água. A maior parte das espécies possuem hábitos diurnos.  As pernas destas aves secretam uma espécie de óleo, que serve como impermeabilizante contra o frio.

A alimentação dos Pinguins baseia-se em peixes de pequeno porte e algumas espécies de crustáceos como, por exemplo, o krill.  Os principais predadores dos Pinguins são as orcas, tubarões e as focas-leopardo.  A reprodução destas aves varia de acordo com a espécie. Algumas possuem uma época definida para reprodução, enquanto outras se reproduzem durante o ano todo. Na grande parte das espécies, o macho colabora guardando (chocando) os ovos e oferecendo cuidados aos filhotes. Fazem ninhos nas pedras ou em buracos cavados por eles.  O tamanho varia de acordo com a espécie, podendo chegar até 1, 2 metro de altura (caso do Pinguim-imperador). No caso desta espécie, podem pesar até 30 quilos.

E o link sobre pinguins hein, cadê?

Calma, pessoal. Já providenciamos bem aqui. 😉

A vantagem desta atividade foi a oportunidade de oferecer aos alunos a experiência de tocar e sentir a textura da pele dos animais, observar mais de perto e notar detalhes que em fotografias e livro didático ficariam difíceis de serem explicados. E TODOS ficaram muito interessados! <3

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Alguém avisa que eles podem piscar? 😀

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E assim, encerramos mais uma atividade que também serviu de revisão e não deixou de ser uma experiência incrível para os alunos. A visita ao museu foi programada somente para as turmas de 5º ano. Então, se nem todas as turmas puderam ir ao museu… o museu foi até todas as turmas! \o/

Conta pra gente nos comentários o que você achou desta atividade? Tem mais algum site sobre animais ou sobre museus de história natural na sua cidade? Compartilha também. Vem Pensar Ciências!

Até a próxima!

 

 

 

Pensando Ciências visita: ETE Capivari

Salve Pensadores de Ciências!

Vocês se lembram desse post aqui? Nós mostramos uma experiência muito especial criada pelo professor Daniel Lourenço da EMEF Maria Pavanatti Fávaro. A experiência, na verdade, era parte da preparação para uma visita técnica a qual tivemos a honra de acompanhar! \o/

Também mostramos uma outra visita nesse post aqui.

A turma do Pavanatti visitou a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Capivari. Esse estudo do meio foi pensado para que os alunos pudessem observar todas as etapas da captação e do tratamento de água. E você? Sabe qual o caminho percorrido pela água, do rio à torneira? Continue por aqui que a gente conta T-U-D-O que descobriu!

A SANASA, empresa responsável pelo abastecimento de água do município de Campinas, tem o programa Minha Escola na Sanasa, com o qual monitores treinados (funcionários da própria empresa) buscam os alunos na própria escola e levam até à Estação de Tratamento mais próxima da escola. No caso da EMEF Maria Pavanatti Fávaro, a Estação mais próxima é a Capivari, que recebe esse nome por coletar a água do rio Capivari e, com essa água, abastecer os bairros da região do Aeroporto Internacional de Viracopos.

ETE Capivari Campinas
Fomos até a Estação de Tratamento na companhia dos monitores do programa Minha Escola na Sanasa

Logo na chegada, nossos monitores nos informaram  que a ETE Capivari tem a capacidade de captar 365 litros de água por segundo. É M-U-I-T-A coisa!!! Mas….para chegar à nossa casa, a água passa por algumas etapas de tratamento e foram essas etapas que pudemos acompanhar com a ajuda dos monitores.

ETE Capivari Campinas
Logo no início, os monitores explicaram tudo que veríamos na ETE

Nosso primeiro ponto de observação foi a captação em si. Nesta etapa não há qualquer tratamento. A água ainda apresenta os sinais da contaminação 🙁 e podemos até mesmo ver a presença de algas que só proliferam em águas poluídas.

ETE Capivari Campinas
Visão geral das bombas que captam 365 litros de água, por segundo!
ETE Capivari Campinas
Aqui vemos o rio Capivari no trecho de captação da Estação de Tratamento
ETE Capivari Campinas
A presença dessa espécie de alga indica que a água captada no rio está poluída e exige muito tratamento

E as bombas, que funcionam em sistema de revezamento, para realizar a captação.

ETE Capivari Campinas
Parte interna das bombas de captação

Na sequência, os monitores falaram sobre os estágios do tratamento: filtragem, floculação e decantação. Para a filtragem, temos os seguintes elementos que compõem os filtros: areia (fina e grossa), 03 tipos de cascalho e ainda policloreto de alumínio e carvão vegetal.

ETE Capivari Campinas
As camadas que compõem o filtro

Para que um processo tão complexo e importante se dê, a água passa por vários tanques, nas etapas de tratamento. Já nos primeiros tanques, a água recebe cal hidratada, para equilibrar o Ph, que deve fica entre 7 e 7,5. Além da cal, a água recebe a primeira adição de cloro, para iniciar a purificação.

Momento curiosidade: Você sabia que, justamente por ser um ambiente com a manipulação de grandes quantidades do gás cloro (altamente tóxico), está proibido o consumo de alimentos na área da estação de tratamento de água? Agora, você já sabe: se for com sua escola a uma ETE, não poderá levar nem um lanchinho para “se distrair” durante a visita. Fique atent@

Voltando ao nosso roteiro…

ETE Capivari Campinas
Visão geral dos diversos tanques de tratamento

No segundo conjunto de tanques, ocorrem as etapas seguintes. Primeiramente, a etapa de floculação. O policloreto que foi adicionado vai formando um material suspenso (em forma de flocos) e é responsável por recolher mais impurezas da água. Esses flocos são, no primeiro momento, agitados por canaletas nos tanques de água. Na etapa seguinte, com a decantação, o material vai para o fundo, formando o que os técnicos chamam de lodo de fundo de estação de tratamento.

ETE Capivari Campinas
Formação do lodo de fundo, após a ação do policloreto de alumínio
ETE Capivari Campinas
Na decantação, o lodo se deposita nas canaletas que impedem o retorno das impurezas para a água

Neste ponto, a água já está bastante limpa, mas ainda não é potável, e é aí que o tratamento vai para a etapa final. Nos últimos tanques há um novo acréscimo de cloro. Mas desta vez, ele ganha a companhia de outros dois elementos: a amônia, usada para fixar o gás cloro na água e o flúor, que colabora com a nossa saúde bucal.

ETE Capivari Campinas
Painel que controla as adições de cloro, amônia e flúor na etapa final do tratamento de água

Para encerrar a visita, nossos monitores alertaram sobre a importância do uso racional da água. Como pudemos observar, a captação e o tratamento não são processos simples, tampouco baratos. Sendo assim, o combate ao desperdício e também o reuso se tornam indispensáveis para o nosso futuro.

Descobrimos também, no final de nossa visita, que tudo que vimos sobre os procedimentos de tratamento estão regulamentados pelo Ministério da Saúde, que por meio da Portaria 2914, determina os critérios de potabilidade da água e de tudo que é adequado à saúde humana.

Nossa! Quanta coisa aprendemos nessa visita!

E depois de tanto aprendizado…

ETE Capivari Campinas
…que tal um copo de água geladinho. Essa conversa deu uma sede! 😀

É isso aí né, pessoal?! Vamos cuidar direitinho da água que temos? Essa é a nossa obrigação e garantia de sobrevivência 😉

Agradecemos à equipe da EMEF Maria Pavanatti Fávaro que nos convidou para acompanhar essa visita e aos monitores da SANASA que responderam a todas as perguntas que fizemos para escrever esse post.

Gostaria de sugerir alguma visita técnica para nós? Deixe suas impressões e dicas aí nos comentários. Vem Pensar Ciências com a gente!

Até a próxima!

 

Decompositores: Conclusão da experiência com pães e fungos

Salve, Pensadores de Ciências!

Acreditamos que muita gente tem se perguntado o que aconteceu com o pão que estava em processo de decomposição… pois é o que será que aconteceu?
Você se lembra como começou essa história? Falamos da primeira etapa dessa experiência aqui e depois fizemos mais algumas observações que dividimos com vocês aqui.
Pois é… hoje é dia de finalizar esta que, aliás, foi a nossa primeira experiência. É muito amor envolvido, Brasil!<3
Mas… não vivemos só de amor, né? O que será que nossa turma descobriu com esse longo processo? Vem ver!
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Foi preciso uma certa dose de coragem pra pegar essas embalagens no armário! 😀

Resolvemos abrir as embalagens e ver como seria o fim do processo na natureza.  Montamos uma caixa com terra e um pouco de umidade. Queríamos simular o destino final de nossa matéria orgânica, após a ação dos fungos.

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Caixa de terra

Demos inicio a abertura dos pacotes, pensa numa coisa fedida com odor muito forte? Multiplica por 100, você terá uma pequena ideia do sufoco que passamos de como era o cheiro das matérias em decomposição.

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Olha a cara da Beatriz, aí em cima, comprovando o relato.

Pegamos também duas folhas no pátio da escola, uma ainda presa à árvore e outra já seca que estava no chão, afinal agora iríamos ver o processo por completo, toda a matéria morta transformando-se em nutrientes para a terra.

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E nossa montagem da caixa de decomposição começou.

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Um “close” nos nossos pães!

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Aguardamos mais três dias e fomos verificar a quantas andava nossa caixa.

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Olha aí, nossos pães terminando seu ciclo na natureza e os agentes decompositores cumprindo sua missão. 😉

Os alunos estão impressionados como o processo acelerou depois que retiramos os pães da embalagem. Agora, conseguimos compreender melhor todo o processo de decomposição e da absorção pela terra dos nutrientes que serão incorporados ao solo.

E você? O que achou? Lembrando que essa experiência teve início ainda no primeiro semestre e, com ela, pudemos mostrar aos alunos a importância de se respeitar o tempo da natureza, observar essa máquina maravilhosa em seu trabalho diário e como ela nos mantém vivos.

De tudo que fizemos esse ano, essa atividade tem lugar especial em nossa memória. Afinal, foi a primeira que compartilhamos com vocês aqui no blog e, vendo que ela foi finalizada, já vai dando aquele gostinho de saudade, e também de alegria por tudo que nossos alunos aprenderam e que também nos ensinaram em 2016. Ao mesmo tempo, a cabeça fervilha de planos pra 2017.

Péra, acho que caiu uma lagriminha aqui no teclado!

Aproveite os comentários para deixar suas impressões sobre esta e as outras experiências que você já viu aqui. Ajude-nos. Queremos, cada dia mais, seguir, Pensando Ciências!

Até a próxima!

 

 

Sequência Didática: estudando os peixes

Salve, Pensadores de Ciências!

O post de hoje é sobre mais uma sequência didática! \o/ Vocês gostam desse tipo de post? Nós adoramos trocar ideias com vocês e toda vez que pensamos em uma atividade, já bate aquela ansiedade de contar aqui! 😀

Então, vem com a gente!

Sequência Didática: Peixes e Problemas Ambientais
Publico Alvo: Alunos do ciclo I – 2º e 3º anos do Fundamental.
Conteúdos trabalhados: Língua Portuguesa, Ciências e Artes.
Texto disparador: Pepita, a piaba – Gontijo, Solange A. Fonseca, Belo Horizonte, Editora Miguilim, 2002.
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Capa do livro

1ª Etapa

Atividade introdutória à recepção do texto

O professor inicia um dialogo com os alunos, centrado na identificação de animais que vivem na terra e animais que vivem na água, Para chegar ao nome do peixe, o professor poderá fazer analogias com os alunos como, por exemplo: “vive tanto no rio, quanto no mar, quanto no aquário, quanto em tanques”.

Nomeado esse animal (peixe), o professor pergunta os alunos a respeito do conhecimento que eles têm dele, com a intenção de prepará-los para o problema ambiental enfrentado por esses animais.

A seguir, o professor mostra a capa do livro e lê o título para os alunos. O professor desafia os alunos com as seguintes perguntas:

  • O que é uma piaba?
  • Com qual letra começa as palavras PIABA, PEPITA e PEIXE?
  • Onde está Pepita na capa do livro?

2ª Etapa

Leitura compreensiva e interpretativa do texto

O professor lê a narrativa para os alunos e, simultaneamente, mostra as ilustrações. Em seguida, o professor relê a narrativa, questionando os alunos a respeito do texto. Por exemplo:

  • Para você, por que Pepita não gostava de ser pequena?
  • O que Pepita faria se ela fosse bem grandona?
  • Por que você acha que Pepita, após tomar pílulas e fazer ginástica não conseguiu engordar?
  • O que fazem os pescadores?
  • Por que essa ação dos pescadores prejudica o ambiente?
  • Que tipo de peixe ficou preso na rede?
  • Por que os pescadores pescam com rede?
  • Por que Pepita escapuliu?
  • Por que Pepita não queria nem pensar em ser grandona no final do livro?

3ª Etapa

Classificação do animal presente no livro

O professor questiona as crianças sobre as características dos peixes:

  • São animais vertebrados ou invertebrados?
  • Como é coberto seu corpo?
  • Como nascem?
  • O que usam para se locomover na água?
  • Como respiram?

4ª Etapa

Explorando as imagens

Página 01 

  • O que há no fundo do rio além de Pepita?
  • Por que há uma lata no fundo do rio?
  • Onde deveria estar a lata?

Página 02 

  • Por que há uma chupeta no fundo do rio?
  • Pepita esta no mesmo lugar? Por quê?
  • Quantas casas há na margem do rio?

Página 03

  • Quais as vantagens de um peixe grande sobre um peixe pequeno?
  • O que há além das pedras no fundo do rio?
  • Por que há um anzol no fundo do rio? E uma engrenagem?

Página 04

  • O que acontece de perigoso neste momento?
  • O que faz uma rede?

Página 05

  • Como estão os peixes nesta imagem?

Página 06 

  • Para que serve um parafuso e uma porca?
  • Por que esses objetos estão no fundo do rio?

Página 07

  • O que acontece com Pepita nessa imagem?

Página 08

  • Que animais aparecem nesta imagem?
  • Por que a tartaruga esta sozinha?
  • Qual a diferença da cor da água neste trecho do rio? Por que a água é mais azulada?

Página 09

  • Por que Pepita se sentiu sortuda?

Página 10

  • Quem aparece na imagem?
  • Como se chama um conjunto de peixes?
  • Para você, onde está indo este cardume de piabas?

Confeccionamos este material para ilustrar a narrativa.

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Retiramos de um outro blog esse material para fazermos com os alunos em sala de aula para lembrança da atividade:

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E foi assim que imaginamos um trabalho que envolva o estudo dos peixes e que permita a discussão sobre problemas ambientais e a ação do homem de modo desordenado sobre o meio ambiente. Você já desenvolveu atividades parecidas? Compartilhe conosco nos comentários, suas ideias e impressões valem muito para nós!

Até a próxima!

Pensando Ciências visita: Museu de Biologia da Unicamp

Salve, Pensadores de Ciências!
O assunto de hoje é um Estudo do Meio!!!! \o/ Coisa que a gente A-M-A e a meninada também. Totalmente alinhado com o trabalho que propomos aqui, visitas técnicas e estudos do meio são um recurso muito positivo no ensino de Ciências. Nossos alunos podem ver, sentir, experimentar tudo o que mostramos em sala. Dessa forma, a compreensão aumenta e o aprendizado é, finalmente, significativo! <3
Nossas turmas de quintos anos foram ao ZUEC , o Museu de Zoologia anexo da faculdade de Biologia da UNICAMP. Lá, fomos recebidos por uma equipe de vários Biólogos prontos a responderem todas nossas perguntas. Vem ver como foi essa experiência incrível!
Olha o link da exposição Biodiversidade Animal: Estilos de Vida
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A exposição “Biodiversidade Animal: estilos de vida” é resultado de um projeto de extensão voltado à divulgação e popularização do conhecimento científico da biodiversidade zoológica e conta com o apoio do CNPq (Proc. N. 551388/2008-0), órgão vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI).

São 4 ambientes que tratam de assuntos relacionados a biodiversidade, muitas curiosidades apareceram…

A primeira sala trata do tema Biodiversidade Invertebrados e vertebrados: formas e cores, é composta por quatro módulos, exibe uma variedade de animais taxidermizados e vivos, que vão desde os organismos unicelulares até os grandes mamíferos.

Nesta sala, conhecemos animais de diversas espécies, formas e tamanhos, e tivemos uma pequena, mas incrível dimensão da diversidade do mundo animal e como ela se distribui nos ambientes brasileiros. Já ouviu falar sobre os mangues? Sobre os costões rochosos? Uma gostosa viagem do fundo do mar até as florestas mais úmidas.

Alguns animais até podemos ver por aí, como o bem-te-vi ou o tucano, mas outros, como a onça parda ou o guará, provavelmente  só na TV. Vale lembrar que os animais desta sala estão todos taxidermizados (“empalhados”) ou conservados em álcool.

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A turma já chegou querendo ver “tudo e mais um pouco” 😃

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A equipe de monitores do museu é muito atenciosa.

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A gente sempre quer olhar mais de perto! 😉

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As cobras também chamaram muita atenção

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Achou o sapo na foto? Então, olha de novo.👀  Ele tá bem ali! 🐸 😀

Já no segundo ambiente o tema é Biodiversidade Aquática Vida na Água, onde os alunos puderam observar peixes de água doce e salgada e também outros seres microscópicos como os plânctons. Conhecemos algumas técnicas de estudo da vida marinha e adquirimos conhecimento sobre a importância do uso consciente da água. 

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A água é seus mistérios!

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A gente não precisou nem procurar! Olha o Nemo aí!  😄

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Nesta parte da exposição também contamos com a excelente equipe dos monitores.

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No terceiro ambiente, o FormigueiroCidade das formigas saúvas , pudemos observar uma colônia de Saúvas e aprender muito sobre elas. Vocês sabiam que a saúva se alimenta de um fungo que só existe em sua colônia? Nós também não.

Essa sala nos deixou fascinado, era muita informação interessante.

Quem são as formigas cortadeiras? O que elas comem? Como um formigueiro está organizado? Qual é o papel da rainha? E das outras formigas? Nesta sala, os alunos aprenderam sobre o incrível mundo das formigas saúvas e outros insetos sociais. Tiveram uma visão mais clara sobre a organização das colônias, alimentação, reprodução e puderam ver de perto a casa bem organizada desses pequenos animais que estão tão presente em nosso dia a dia. 

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Nossa turminha não tira os olhos da monitora!

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As formigas reunidas para o lanche! 😉

No ultimo ambiente “Hóspedes e Penetras”, fizemos uma reflexão sobre os animais que convivem conosco, como lagartixas, baratas, ratos, cachorros e etc..

E a surpresa dos alunos ao perceberem que fomos NÓS que invadimos os lugares destes animais. 😲

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Ficou com medo? Nossos alunos não!  Era de “mentirinha” 😃 😂 Na verdade, eram empalhados.

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Mas alguns dos hóspedes  (ou seriam penetras?) que estão sempre perto de nós

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Mas, certas criaturas serão sempre indesejadas…vejam quem apareceu na foto aí em cima 👆

E nosso estudo chegou ao fim com um assunto muito preocupante: o mosquito Aedes Aegypti e suas complicações. Você já está se prevenindo contra essa ameaça?

Nosso tempo no museu acabou. 😢 Ficamos com gostinho de quero mais, aprendemos muito, e claro, fomos muito bem recepcionados. Agradecemos aqui à equipe do Museu.

Já na escola pedi que os alunos fizessem um relatório sobre o que aprenderam. Vocês sabem, a gente não pode parar de Pensar Ciências! Vejam os relatórios que os pequenos produziram:

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Olha aí, a meninada não esqueceu nenhum detalhe! Estamos orgulhosas!!

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Eles podiam representar com desenhos o que achassem mais interessante. Olha aí 👆 Vai dizer que você não ADOROU esse besouro rinoceronte?

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A cobra, a borboleta e a estrela do mar também fazem sucesso! 🙂

 

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Nós estamos muito felizes com essa atividade. Os alunos adoraram e tudo que falamos ao longo do ano sobre animais, ecossistemas, parece fazer mais sentido para eles. “Caiu a ficha”, sabe?

Conhece algum lugar especial para visitar e Pensar Ciências? Mande para nós! Divida conosco as suas experiências com estudos do meio. Adoramos compartilhar essas informações neste espaço!

Até a próxima!

 

Experiência: Calculando o desperdício de água

Salve, Pensadores  de Ciências!

O assunto do post de hoje é muito sério e merece atenção: vamos falar sobre o desperdício de água em ações cotidianas e de uma experiência cujo resultado nos deixou assustados. Convidamos duas turmas para mostrar os cálculos que eles fizeram para sabermos o quanto gastamos de água em um único uso do bebedouro. O desperdício que eles encontraram nos fez (re)pensar nossos hábitos.

Mas, vem com a gente, vamos contar tudo, desde o início. O post tá enorme, mas vai valer a pena!

 

A experiência que mostraremos hoje foi realizada na EMEF Maria Pavanatti Fávaro, batizado de Projeto: Minha Garrafinha ? (será que preciso?), para fazer com que os alunos entendam o quanto somos responsáveis pelo meio ambiente no nosso dia a dia. A atividade foi desenvolvida pelo professor Daniel Lourenço, com alunos do 6º ano do ensino fundamental.

 

Ainda não tínhamos convidado ninguém dos anos finais, mas quando o professor falou da experiência que ia desenvolver, não tivemos dúvida. Esse assunto é tão sério que fizemos questão de trazer aqui. Afinal, essa experiência é simples e também pode ser executada com nossas turmas de anos iniciais, para nos conscientizarmos sobre a impacto de pequenos gestos no cuidado com o meio ambiente.

 

Proposta de experimento: os alunos foram provocados pelo professor com as seguintes perguntas: Quanto nós gastamos toda vez que bebemos água? Quanto de água realmente bebemos e quanto desperdiçamos?

A princípio, os alunos não tinham se dado conta de que o professor falava do momento em que bebemos água naqueles bebedouros em que temos que colher água com as mãos. Depois, conversando, lembraram que, de fato, sempre “escapa” um pouco da água enquanto bebemos. E era esse “pouco de água” que deveria ser calculado pelos alunos. Será que era “pouco” mesmo?

As turmas estabeleceram, então, algumas regras e escolheram as ferramentas que usariam para a experiência. Ficou assim:

  • Um balde para coletar a água que caía enquanto os alunos bebessem;
  • Uma proveta para realizar a medição
  • um cronômetro, do próprio celular, para medir o tempo que cada pessoa gastou bebendo água
  • cadernos e lápis para anotar o tempo e a medida de água desperdiçada
Material para experiência
Material para experiência
Material utilizado para experiência
Proveta utilizada no trabalho

Com o material em mãos, o professor traçou a estratégia do trabalho: os alunos iriam, um a um, beber água, pelo tempo que quisessem. Esse tempo seria anotado na tabela e a água que caísse das mãos dos alunos seria colhida no balde e medida na proveta. A quantidade de água também seria anotada na tabela que os alunos fizeram no caderno, segundo o que foi pedido pelo professor.

O professor apresentou a tabela que os alunos teriam que preencher
O professor apresentou a tabela que os alunos teriam que preencher
Alunos começaram a beber água e coletar o excedente no balde
Alunos começaram a beber água e coletar o excedente no balde
A água excedente de cada aluno era coletada...
A água excedente de cada aluno era coletada…
... e medida com a ajuda da proveta
… e medida com a ajuda da proveta

 

Como vimos nas imagens acima, os alunos colheram os dados da turma toda. Na aula seguinte, fizeram as contas para descobrir o quanto de água consumida não foi, de fato, bebida pelos alunos.

E o professor foi coordenando os trabalhos
E o professor foi coordenando os trabalhos
Com os primeiros dados, era hora de começar a preencher a tabela
Com os primeiros dados, era hora de começar a preencher a tabela

 

Tabela preenchida
Tabela preenchida
E o resultado de uma das turmas. Mais de 6 litros de água foram perdidos :(
E o resultado de uma das turmas. Mais de 6 litros de água foram perdidos 🙁

Em seguida os alunos tinham que produzir um relatório que sintetizasse todos os dados descobertos no experimento.

Na sala de aula, a segunda etapa: produzir relatório
De volta à sala de aula, a segunda etapa: produzir relatório

Com a tabela em mãos, a turminha se organizou em duplas para apresentar a versão inicial do relatório.

Itens do relatório
Alguns itens do relatório

 

Para a etapa seguinte, o professor propôs que os alunos revisassem os relatórios, corrigissem os erros de ortografia e apresentem a versão final dentro de alguns dias. Nós já trouxemos para vocês para podermos refletir sobre esses dados obtidos.

E os resultados vieram
E os resultados vieram. Nesta sala, os resultados mostram mais de 7 litros de água foram descartados

Como dissemos, os números nos surpreenderam. Já sabíamos que há o desperdício, mas quando calculamos e visualizamos com mais precisão é que descobrimos o quanto uma mudança de hábitos como levar garrafas ou canecas para beber água podem fazer a diferença. Afinal, os valores medidos referem-se a uma ÚNICA visita ao bebedouro, com apenas UMA turma por vez. Vocês podem imaginar o quanto isso representa em um dia em nossa escola ou mesmo nas empresas, e até nos shoppings?

Mais relatórios
Mais relatórios

Pois é…o professor Daniel sugeriu ainda que, se quiséssemos, poderíamos aprofundar essa pesquisa, com cálculos que medissem, em reais, o custo do desperdício. Para isso, mediríamos a água em metros cúbicos e usaríamos o valor do metro cúbico que consta em nossa conta de água. Tudo isso é agua tratada, custa para os nossos bolsos e, principalmente para o meio ambiente!! E, para estudar mais sobre a complexidade do tratamento de água, essa mesma turminha vai visitar uma estação de tratamento nos próximos dias. Claro, que vamos contar sobre essa visita aqui em um novo post muito em breve.

Estamos certos de que, após essa experiência e a visita à estação de tratamento, os alunos darão muito mais valor à água que chega em nossas torneiras e farão de tudo para evitar o desperdício.

 

E você? Imaginava que uma experiência como essa fosse revelar dados tão significativos? Deixe nos comentários as suas impressões sobre esta e outras experiências que mostramos. E se tiverem perguntas para o professor Daniel, mande pra nós que ele terá prazer em responder.

Até a próxima!

 

 

 

Trabalho com reportagem de TV e produção de textos

Saudações,  Pensadores de Ciências!

O post de hoje é pra falar de uma experiência que tivemos em sala e que achamos que corresponde ao que queremos para nossas aulas. Sempre falamos por aqui que nosso maior objetivo é levar conhecimento aos alunos para que eles aprendam a observar e cuidar do meio ambiente.

E foi assim que, discutindo entre nós, uma reportagem do Programa Globo Rural, veiculada pela Rede Globo de Televisão, vimos que tínhamos uma boa oportunidade de praticar essa observação consciente com nossas turmas  dos 5° anos e que você também pode fazer aí na sua escola, com qualquer turma e sobre qualquer conteúdo.  Desenvolvemos um plano de aula que foi dividido nas etapas que você verá a seguir.  Vem com a gente! 😉

 

1ª Etapa: Pra começar, roda de conversa

Conversando com as turmas dos 5º anos sobre os Ecossistemas Brasileiros, chegamos a um ponto que muito nos incomodou: o desmatamento para a criação de gado. Debatemos sobre as áreas que mais sofrem com essa ambição: região do Pantanal e Floresta Amazônica e os estragos para o meio ambiente que a super população de bovinos faz ao nosso planeta. Falamos um pouco sobre as leis de desmatamento e como elas acabam favorecendo “sem querer”, ainda que sem intenção, a extração de nossa flora.
Você pode consultar dados sobre o desmatamento no Brasil nestes artigos aqui e aqui.
2ª Etapa: Trazer mais elementos para o debate
Após a discussão inicial, mostramos o vídeo da reportagem do Globo Rural sobre o Biogás e as vantagens que ele tem levado para a população que o utiliza e como pode amenizar os problemas ambientais envolvidos, contribuindo, inclusive para geração de renda em comunidades rurais.
Assista a reportagem neste link aqui.
3ª Etapa: Produção de Textos
Após assistirem a reportagem e conversarmos sobre o que já sabíamos e o que vimos na matéria, os alunos tinham que escrever pequenas conclusões sobre o que viram. Vejam as primeiras produções da turminha:
Eu achei uma idéia criativa e muito boa, pois ajuda muita gente, a camada de ozônio e as plantas.
Ajudou também várias famílias e o procedimento é simples e prático. Bianca Lopes
E olha o Pedro!
Se reparar, parece nojento, mas na verdade há um processo de pureza que resultou em um gás
limpo, puro, menos poluente e que não fede, ou seja, muito melhor. Pedro Jaqueta
Aqui colocamos também algumas fotos dos textos dos pequenos:
Alguns dos relatórios produzidos em sala
Alguns dos relatórios produzidos em sala
Muito bom, né gente? Nossa proposta era envolver os alunos com uma produção de texto contextualizada e significativa, dando a eles a oportunidade de dizer o que pensam de um tema apresentado.
Os alunos foram estimulados a observar e dar sua opinião sobre o que vimos na reportagem
Os alunos foram estimulados a observar e dar sua opinião sobre o que vimos na reportagem
Todos tiveram a chance de falar e, principalmente, de ouvir o outro, de ver uma produção sobre o tema, de analisar, comparar os dados que levamos para a sala e tirar suas conclusões. E, no momento seguinte, compartilhar suas conclusões com a turma. Toda a contribuição é válida e é isso que queremos mostrar.
Mais relatórios
Mais relatórios

Por isso, no primeiro momento, deixamos a escrita livre. Somente no segundo momento, faremos as correções ortográficas e gramaticais para que eles passem a limpo, no caderno, a versão final dos seus textos.

Os alunos conseguiram perceber que os problemas do meio ambiente são complexos e que devemos buscar soluções criativas
Os alunos conseguiram perceber que os problemas do meio ambiente são complexos e que devemos buscar soluções criativas
Compartilhar conhecimento é sempre bom. Por isso, deixe você também suas impressões e experiências aí nos comentários. Queremos saber como você anda Pensando Ciências! 😉
Que venham as próximas atividades! Até lá