Pensando Ciências visita: Mata de Santa Genebra

Saudações, Pensadores de Ciências!

Tão bom vê-los por aqui mais uma vez! ❤

O assunto de hoje é TÃO especial que vamos dividi-lo em duas partes, para poder trazer para vocês um pouco da riqueza da nossa visita. A essa altura do campeonato do ano letivo, já estamos nos preparando para dizer adeus aos nossos alunos de 5º ano. Pausa. DRAMÁTICA. (rsrsrs). Por isso, para terminar o ano “com chave de ouro”, visitamos a A.R. I. E. Mata de Santa Genebra, Fundação José Pedro de Oliveira, que fica localizada na rua Mata Atlântica, 447. Bairro Bosque de Barão. Barão Geraldo – Campinas – SP. Um pedaço de Mata Atlântica preservado dentro de Campinas.

Pudemos observar mais um pouco do que vimos nas aulas. Estudamos os Biomas Brasileiros, e vimos, de perto, alguns animais e insetos.

A Mata conta também com um borboletário, que pode ser visitado mediante agendamento.

Descobrimos também um pouquinho da história desse lugar maravilhoso:

Ainda pertencente ao que restou da propriedade originalmente conhecida como Fazenda Santa Genebra, a Mata de Santa Genebra teve seu nome derivado do nome da propriedade. A fazenda, cujo proprietário original foi o Barão Geraldo de Resende, era muito extensa, abrangendo o Distrito de Barão Geraldo e algumas áreas da Cidade de Campinas, atualmente do outro lado da Rodovia Dom Pedro I. 

O Barão era um homem visionário, e sua fazenda era considerada modelo em tecnologia na plantação de café. Porém, ao investir em novas tecnologias, o Barão foi à falência, e suas terras foram a leilão. Uma das famílias compradoras, a família Oliveira, manteve intacta a área de mata. O proprietário, Sr. José Pedro de Oliveira, sofria de tuberculose e acreditava que dentro da mata conseguia respirar melhor. Após a sua morte, a fazenda foi dividida entre os herdeiros, e a viúva, Sra. Jandyra Pamplona de Oliveira, concretizou a doação da mata ao Município em 1981, enfatizando seu desejo de que fosse conservada. Uma vez criada, a ARIE manteve o nome de Mata de Santa Genebra. 

A Fundação conta com uma equipe de biólogos que estão sempre dispostos a responder nossas questões. Ao chegarmos assistimos a uma pequena palestra, na qual aprendemos um pouco sobre os animais que vivem lá e recebemos algumas instruções para a visita.

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A gente não perdeu nenhum detalhe! \o/

E no meio da recepção olha quem aparece para dar um alô…

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E não é que o pequeno lagarto percebeu que a gente era de paz, subiu no pé de um dos meninos e lá ficou até acabar as explicações. Acho que ele também tava Pensando Ciências! rsrsrsrs

Além do invertebrado aí da foto, a ARIE é um refúgio para diversas espécies de vertebrados, entre eles o macaco-prego Cebus nigritus e o bugio Alouatta clamitans. Estas são duas das espécies de mamíferos que têm muita importância para a fundação na dispersão de sementes e hábitos de vida.

Estudos indicam que mais de 150 espécies de aves utilizam a mata para alimentação, reprodução e sobrevivência.

Há também um número grande de serpentes, com 21 espécies já registradas.

E, só de borboletas, já são mais de 700 espécies identificadas.

E depois de todas essas informações e números incríveis fomos nos preparar para nossa trilha.  Sim, entramos na mata fechada! Muita emoção, Brasil! Quem aí tá curioso?! o/

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Primeiro procedimento obrigatório: todo mundo colocando a perneira, afinal estamos invadindo um espaço que não é nosso e podemos dar de cara com alguns moradores menos simpáticos que o lagarto, como cobras e aranhas.

E lá fomos nós, acompanhar a bióloga “fitness” Carol, ô mulher pra andar rápido, a garotada foi tranquila atrás dela. Enquanto eu quase tive que gritar: “Socorro, tô perdida!” rsrsrrs

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Deixei essa foto desfocada como prova de que, logo de início, eu já estava cansada de andar atrás das crianças e da Carol! Não foi mole, não, gente!

Daí pra frente, foi aquela loucura boa que a gente conhece, a turminha não se aguentava de curiosidade! Toda hora alguém me chamava para mostrar algo de interessante, os profissionais ficaram impressionados com a concepção ambiental da garotada e o conhecimento prévio deles também, não havia inseto que eles não soubessem classificar. (E eu morrendo de orgulho da turminha). ❤ ❤ ❤

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Acreditamos que a nossa amiguinha aí em cima é uma fêmea do Besouro do Esterco

Esse bichinho tem uma história….

Quando os sábios do antigo Egito viam o besouro-do-esterco fazendo rolar uma grande bola de lama ou esterco, imaginavam-se admirando a criação simbólica da Terra. A cabeça do besouro, com sua coroa franjada, significa o Sol e seus raios; a bola de esterco era a Terra girando no espaço. Assim, essa espécie de besouro tornou-se um símbolo sagrado, usado em arquitetura e joalheria.

Outras espécies de escaravelho ou besouro-do-esterco são encontradas praticamente em todos os lugares. A bola que eles fazem rolar, de excremento de animais, principalmente de cavalos, pode ter até 4 cm de diâmetro. Quando terminam de preparar a bola, enterram-na em uma toca subterrânea, a fim de alimentar-se em paz.

Na época de reprodução, macho e fêmea juntos fazem uma bola em forma de pêra. Nela, a fêmea deposita os ovos e, assim, as larvas ao nascer encontram o alimento esperando por elas.

Incrível, né? mas a gente não parou por aí, claro. E fomos fazendo novos “amigos” besouros.

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Olha o tamanho da pinça desse besouro aí em embaixo, deve fazer um estrago.  M-E-D-O.

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Aí, que no meio do caminho tinha uma pedra um lagarto. 😀

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Tomar sol faz um bem né?!

A mata tem um programa de monitoramento da Fauna do local. O objetivo é efetuar o levantamento das espécies da fauna existentes na Mata, buscando identificar possíveis mudanças na composição local. Essas informações são fundamentais para o registro das diferentes espécies e a posterior elaboração de um guia de campo. Também faz parte deste programa a identificação das espécies e/ou populações isoladas ameaçadas de extinção, visando o fornecimento de subsídios para a tomada de medidas racionais na preservação destes indivíduos.

O Borboletário foi implantado no final de 2000, objetivando estudo científico de espécies de borboletas de Mata Atlântica e também educação ambiental, mostrando que os insetos são partes relevantes da fauna da Mata e são fundamentais para o equilíbrio deste ecossistema.

Ocupando atualmente uma área total de 3.027,88 m², o Complexo do Borboletário é constituído por uma casa de criação de borboletas, casa das borboletas, um jardim e um pequeno viveiro de plantas para alimentação das lagartas.

A criação das espécies estudadas inicia-se com a coleta de ovos dentro do Viveiro de Borboletas, uma estrutura de 380 m2 revestida de tela de sombreamento para acondicionar as espécies estudadas em ambiente natural e controlado. Seu interior é composto por plantas que florescem durante grande parte do ano. As borboletas se alimentam do néctar produzido por estas plantas, que servem também para que as fêmeas depositem seus ovos. Posteriormente os ovos são transferidos para a Casa de Criação.

Todos os trabalhos realizados no Borboletário são utilizados como base para a Educação Ambiental, através deles passamos informações sobre as espécies de borboletas, plantas atrativas e sua importância para o ambiente. Com palestras e demonstrações práticas, as pessoas têm contato direto com a fauna de borboletas da Mata de Santa Genebra, sensibilizando-se com a importância das borboletas para a preservação e conservação da Mata em si e de outros fragmentos da região.

Chegando no borboletário, os biólogos fazem a coleta de pupas e levam até a casa de criação para que elas possam chegar a fase de eclosão sem que pássaros e alguns hospedeiros, como moscas possam matá-las. Ficamos sabendo que de 100% de pupas de borboletas, 70 % não chegam a eclodir pelo ataque de hospedeiros. Sem ressentimentos, pessoal, é a ordem natural das coisas.

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Algumas pupas do “berçário”

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E a gente foi entrando!

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Algumas pupas, como essas aí em cima, ficam expostas, na entrada, para a criançada ver. A parte de conhecimento da fauna nos deixou encantados!

Mas além de insetos e borboletas vimos algumas plantas nativas. Afinal, quem vai à Mata quer ver… Mata, oras!

Vamos deixar aqui um spoiler, pra vocês terem um gostinho do que estava à espera na sequência dessa aventura!

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Tá curios@?! Calma, a gente vai falar sobre as plantas maravilhosas que vimos! Mas só no próximo post. Combinado?

Enquanto você espera as cenas do próximo capítulo a continuação de nossa visita, diz pra gente aí nos comentários o que achou desse estudo do meio e se já teve chance de visitar alguma reserva como essa.

Até a próxima!

 

 

 

3 comentários sobre “Pensando Ciências visita: Mata de Santa Genebra

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