De Volta ao Sistema Circulatório!

Saudações, Pensadores de Ciências!!

Num dos nossos últimos posts fizemos uma viagem ao passado e voltamos para falar novamente de um dos primeiros órgãos do Sistema Digestório, agora entramos novamente em nosso Delorean… 😀

Nosso coração fica acelerado, só de imaginar uma viagem com essa máquina!

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… e voltamos para os dias atuais, vocês já sabem do que estamos falando nas nossas salas do quarto ano: o Sistema Circulatório.

Quando você pensa em coração qual figura vem a sua mente? Tenho certeza que lembra do coração vermelhinho, aquele dos apaixonados…

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Nossos alunos logo viram que essa simpática representação é bem diferente do coração de verdade

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Quase ninguém lembra, de imediato, do órgão super importante que temos dentro do peito. Esse órgão responsável pela circulação sanguínea, que carrega os nutrientes retirados do intestino delgado através das vilosidades, e o leva a todas as partes do nosso corpo. Também responsável pela circulação do oxigênio, levando o ar da ponta da cabeça até o dedão do pé e trazendo o gás carbônico para ser lançado de volta a atmosfera pelos pulmões.

Quanto trabalho né?

O coração é responsável por bombear o sangue por todo nosso corpo, ele faz isso através de contrações musculares. Sim, esse órgão é um grande músculo muito importante para nossas vidas.

Para que nossos alunos pudessem compreender melhor esse órgão tão complexo, levamos para a sala um coração de boi, que é um grande mamífero e nos ajudaria nas observações.

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Nosso “pequeno” coração bovino

Comparado ao coração humano, esse aí é bem grande já que o nosso tem mais ou menos o tamanho de nosso punho fechado.

Nosso órgão é coberto de uma camadinha de gordura que serve para protegê-lo. É o que você vê, na transversal, parecendo um cordão de gordura, que na verdade é, mas esconde de baixo uma Artéria Coronária.

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No detalhe da imagem, é possível ver o caminho da coronária

Infelizmente, nosso coração  o coração do boi foi aberto no açougue e não pudemos observar como queríamos e sonhávamos as artérias, algumas veias e vasos capilares. Ahhh!! E a Aorta e o Tronco Pulmonar… que tristeza. O açougueiro partiu nosso coração e o do boi também… (ok, o trocadilho pode ser infame, mas o sentimento é sincero)

Mas, como a gente é brasileiro e não desiste nunca…

… Conseguimos observar várias coisas, dá uma olhada nessa aventura.

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Os alunos adoraram ver uma veia “ao vivo”
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Aqui, podemos ver mais uma veia
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Algumas veias e vasos capilares, nessa imagem podemos ver que o órgão também tem a proteção do muco seroso, que, assim como a camadinha de gordura que vimos antes, tem a função de proteger o coração

E tem mais! Sabemos que nosso coração tem quatro cavidades, a esquerda e a direita (chamadas de ventrículos), que não têm comunicação. Já as partes superior e inferior estão interligadas.

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Mesmo com o coração já aberto, conseguimos ver a ligação da cavidade superior com a inferior

A cavidade direita é onde ocorre a circulação pulmonar, ou seja, o sangue caminha do coração aos pulmões, e dos pulmões ao coração.  Esse sangue é chamado de sangue venoso, rico em gás carbônico, já na cavidade esquerda recebemos o sangue arterial (oxigenado) que é levado dos pulmões ao coração, através das veias.

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É ló-gi-co que todo mundo queria por a mão, sentir a textura, o cheiro. A gente deixa porque adora trabalhar com Educação Sensível

Após tudo isso, fomos observar nossos próprios vasos capilares.

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Nada como uma mão limpinha para realizar a exploração….rsrsrs

E também observamos as veias.

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Todos ficaram observando as veias dos braços e das mãos! ❤

Nas fotos vocês podem notar a presença discreta do livro didático, ele é apoio nas horas das referências e dúvidas.

Nossas turmas adoram experimentos como esse. E vocês? Já fizeram algo assim?

Alguém já viu um coração de verdade?

Vai continuar acreditando que coração é só amor? Claro que é né, gente, só com muito amor envolvido para fazer nosso corpo funcionar direitinho. Por aqui, estamos no ritmo daquela música: “Só love, só love, só love” 😀

E, agora, que tal compartilhar um pouco do seu amor pelas Ciências conosco? Deixe seus comentários sobre estas e outras atividades pedagógicas que já divulgamos por aqui!

Até a próxima!

 

 

Sequência Didática: S.O.S Amazônia!

Saudações, Pensadores de Ciências!

O motivo deste post é, por um lado, muito bom: trazemos mais uma sequência didática envolvendo o ensino e aprendizagem de Ciências para o público do nosso blog: alunos e professores dos anos iniciais do ensino fundamental. Por outro lado, porém, não vamos negar que o post de hoje apresenta uma certa urgência. E nós não pudemos deixar de nos manifestar quanto a isso.

Devido aos últimos acontecimentos e a posição do governo federal em extinguir uma grande parte da Amazônia, que fica entre o Pará e Amapá, liberando uma área de preservação ambiental e ocupação indígena para extração de minérios, vimos a necessidade de mostrar às crianças o impacto ambiental que ocorrerá em nossas terras, sim, porque a Amazônia é nossa! E vocês já viram o quanto a gente ama esse lugar, aqui mesmo, no blog. Então, bora lá, pensar juntos sobre a nossa maior riqueza, junto com as nossas crianças, as herdeiras dessa terra.

Nossa sequência pode ser usada no Fundamental I nos dois ciclos, com adaptação da linguagem para cada faixa etária.

Tema: Meio Ambiente

Conteúdos participantes: Ciências, Geografia, Português, Matemática e Artes.

Texto Norteador: O Macaco Vermelho, Mário Vale, Belo Horizonte, Editora Dimensão, 1992.

Sequência didática, preservação da Floresta Amazônica. Ensino de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Partindo do livro de Mario Vale, podemos articular diferentes conhecimentos

1ª Etapa

                        Atividade introdutória à recepção do texto.

O professor inicia uma roda de conversa com os alunos, centrado na identificação de animais de circo (sabemos que o uso de animais em apresentações circenses não é uma prática legal que pode, inclusive, ser debatido com os alunos mais velhos). Para chegar ao nome do macaco, o professor poderá propor alusões referentes a ele, por exemplo, alimentação (bananas), jeito de pular de árvore em árvore, rabo comprido.

Nomeando esse animal (macaco), o professor pergunta aos alunos a respeito do conhecimento que têm dele, com a intenção de prepará-los para o trágico (a prisão e a posterior exploração do macaco pelo dono do circo).

A seguir, deve-se mostrar a capa do livro e ler o título para as crianças.

O professor desafia os alunos com as seguintes perguntas:

  • Vocês já viram um macaco vermelho?
  • Por que será que este macaco é vermelho?
  • Para vocês onde está o macaco vermelho?

2ª Etapa

                        Leitura compreensiva e interpretativa do texto.

O professor lê a narrativa para os alunos e, simultaneamente, mostra as ilustrações. Em seguida, o professor relê a narrativa, questionando as crianças a respeito do texto.

Por exemplo:

  • Qual era o maior desejo do macaco?
  • Ele realiza esse desejo? Como?
  • Por que o macaco arrumava confusão?
  • Por que o macaco ficou vermelho?
  • Quem capturou o macaco?
  • Para que o macaco foi capturado?
  • Qual foi a reação do dono do circo ao ver o macaco em sua cor natural?
  • O macaco conseguiu ficar livre novamente?
  • Para você onde foi o macaco quando saiu da jaula?

Em seguida o professor vai aprofundando as perguntas, sempre lembrando dos conhecimentos prévios dos alunos. Nessa etapa, podemos usar mapas para mostrar aos alunos as regiões de florestas do Brasil.

  • Onde é comum encontrar macacos?
  • Quais regiões do Brasil pode-se encontrar uma maior concentração de animais selvagens?
Sequência didática, preservação da Floresta Amazônica. Ensino de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
O IBGE tem uma página com mapas que vai te ajudar muito

Trazendo a turma para a realidade, o professor pode se utilizar de reportagens onde aparecem animais selvagens na cidade e questiona os alunos:

  • Onde vivem os macacos?
  • Por que os macacos viriam das florestas para as cidades?
  • É comum encontrar animais selvagens (originário de matas) nas cidades?
  • Por que vocês acham que isso vem acontecendo cada vez mais?

Separamos algumas reportagens que podem ajudar nesse momento:

Essa aqui, do Portal Terra.

E essa outra do Jornal Correio Popular, da cidade de Campinas.

Você pode ver, também, o material que deixamos em nosso canal, no YouTube.

Também é importante falar da exploração dos animais.

  • Por que o macaco preto não valia nada?
  • Para você, onde a vida de um animal vale mis: na floresta ou no circo? Por que?
  • O que você achou da atitude do dono do circo?
  • O que você acha da atitude das pessoas que capturam animais silvestres para explorá-los comercialmente?

3ª Etapa

                        Transferência e aplicação da leitura.

Uma nova roda de conversa deverá ser realizada falando dos animais silvestres e as ocupações das terras em que habitam.

O professor pode pedir que as crianças criem uma nova história a partir dos conhecimentos apresentados na sequência (reportagens, mapas etc.).

Pode-se fazer uma representação teatral com a história apresentada, ou com alguma outra, feita pelas crianças.

Usando as formas geométricas e explorando os conteúdos de matemática é possível, desenhar um macaco com auxílio dos círculos sobrepostos. Você pode imprimir essa atividade clicando aqui.

Sequência didática, preservação da Floresta Amazônica. Ensino de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Vamos estimular a criançada a criar as imagens com o uso de formas geométricas

Uma proposta de jogos com TANGRAN também pode ser muito interessante. Você pode imprimir aqui.

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Para o professor que preferir construir o próprio material com as crianças de maneira mais elaborada usando régua para uso de medidas, trabalho com centímetros e etc pode usar esse molde, disponível aqui.

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Dependendo da idade dos seus alunos, você pode desafiá-los com esse esquema mais elaborado

E como vocês podem ver, na imagem abaixo, ideia para criar animais com o TANGRAM é o que não vai faltar.

Sequência didática, preservação da Floresta Amazônica. Ensino de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Solte a imaginação!

Então é isso aí!

Já conversaram com seus alunos a respeito de nossas matas e de tudo o que vem acontecendo com elas? Levem jornais, revistas para as salas. Vamos envolver nossos jovens nesse debate.

Não podemos deixar de lembrar dos casos de Febre Amarela urbana, do começo do ano, causados pelo desequilíbrio ambiental, uma das consequências do desmatamento. Cuidar da Floresta Amazônica é dever de todos os brasileiros. Nós também somos povos da floresta!

E o que você achou do TANGRAM como recurso em sala de aula? Você costuma usar esse material? Deixe nos comentários as suas sugestões com este e outros jogos. Vamos adorar conhecer as suas sugestões.

Veja outras de nossas sequências didáticas aqui, aqui e ali também.

Vamos lá pessoal, a Amazônia é nossa!

Até a próxima!

 

 

 

Sistema Digestório: conhecendo a língua

Saudações, Pensadores de Ciências!

Hoje vamos voltar um pouco no tempo, pois, algumas dúvidas sobre o Sistema Digestório ficaram no ar e não podemos deixar passar… precisamos falar da Língua.

O início de nossa digestão é na boca, é lá que as glândulas salivares ajudam na quebra do carboidrato e com a ajuda dos dentes e língua, transformam o alimento em bolo alimentar. Até aí tudo bem, a saliva molha os alimentos, os dentes cortam, rasgam e trituram, mas e a língua, o que faz mesmo? Já falamos dela aqui mas…. o tempo passou…. a turma mudou e as perguntas são as mesmas e isso é muito interessante.

A Língua empurra o bolo alimentar contra os dentes, movimenta o alimento, além disso mistura a saliva com a comida e ajuda a empurrar o alimento parar a faringe iniciando o processo de deglutição. Mas espere, não é só isso! Além do que você leu, a língua tem glândulas que ajudam a sentir os sabores e também ajudam na fala. É um músculo preso a mandíbula.

Você deve estar se perguntando: O que esse povo do Pensando Ciências aprontou desta vez?

Levamos a língua para a sala de aula!

O que? Como assim?

A Língua dos bovinos também conta com papilas gustativas e foi essa aí que acabou na sala.

Experiência língua sistema digestório
Língua bovina
Experiência língua sistema digestório
Olha aí nosso querido aluno Lucas sentindo suas papilas.

Lembramos às crianças dos órgãos do sentido e como funciona a percepção de sabores na Língua.

Experiência língua sistema digestório
Mapa de sabores da língua

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E é claro que fomos comprovar o esquema aí de cima, usamos um pouquinho de sal para a experimentação.

Experiência língua sistema digestório
Primeiro, colocamos o sal bem na pontinha da língua. A sensação foi de ardor, queimação, não foi salgado
Experiência língua sistema digestório
Depois colocamos o sal no fundo da língua e, mais uma vez, a surpresa foi que o gosto era mais amargo que salgado

E partimos para a manipulação, ninguém aguentava mais, queriam sentir as papilas e o órgão tão musculoso que temos na boca.

Experiência língua sistema digestório
Sentido as papilas
Experiência língua sistema digestório
E virada para baixo também!

E é obvio que tiramos a pele e mostramos as fibras musculares, o serviço tinha que ser completo.

Experiência língua sistema digestório

Experiência língua sistema digestório
Vocês podem imaginar a euforia das crianças à medida que fomos partindo a língua?

Experiência língua sistema digestório

Experiência língua sistema digestório
Mais uma missão cumprida!

Essa nossa experimentação foi tão boa que vários alunos fizeram as famílias conhecerem o mapa dos sabores, muita gente comeu sal por aí… rsrsrs! Desculpa aí, família. É tudo pelo bem da Ciência! 😀

Ah! Teve até família que, para fortalecer o aprendizado, fez a língua para o jantar. Não é muito legal quando todo mundo se envolve?

E quando decide experimentar (literalmente) novos sabores? E você? Já tinha prestado atenção na sua língua? O que sabia sobre este importante componente do sistema digestório? Divida conosco suas experiências aí nos comentários. Vale compartilhar receitas de preparo de língua também, tá? 😉

Até a próxima!

 

 

 

Sequência didática multidisciplinar nos anos iniciais

Saudações, Pensadores de Ciências!

Hoje teremos mais um post com sequência didática, com proposta de multidisciplinaridade (multidisciplinar significa reunir várias disciplinas em busca de um objetivo final), na qual iremos explorar os animais que se apropriam do corpo humano como moradia, nossos “hóspedes”.

A atividade proposta aqui é melhor aplicada em alunos do Ciclo I do Ensino Fundamental e contamos com a união entre as disciplinas de Ciências, Língua Portuguesa, Geografia e Matemática

E se você ainda não viu as sequências didáticas que já publicamos, pode clicar aqui, aqui e aqui também.

O livro paradidático usado será “O hóspede de Barnabé”, de Robson Rocha, da Editora Fapi.

Esta coleção explora aspectos da natureza da região do Pantanal e desperta o gosto pela leitura

Vem ver como desenvolvemos essa sequência didática. Você pode adaptá-la par seus alunos, encaixando outros elementos, textos parecidos, enfim, solte sua imaginação!

1ªEtapa:

                        Atividade Introdutória à recepção do texto

O professor inicia o diálogo com os alunos, centrado na identificação de animais que se apropriam do corpo humano como pulga, carrapato, piolho e bicho-de-pé. Para chegar no nome do bicho-de-pé, o professor pode explicar para as crianças que ele é muito encontrado em áreas rurais (curral ou chiqueiro) e que penetra pela pele do pé.

Nomeando esse inseto, o professor pede aos alunos que digam quem conhecia algo a respeito do parasita e explica que a presença dele em nosso corpo é resultado de um problema: a falta de cuidados com higiene pessoal e nosso corpo.

A seguir, o professor mostra a capa do livro e lê o título para os alunos. O professor desafia as crianças com as seguintes perguntas:

  • O que vocês veem na capa?
  • O que é um hóspede?
  • Para você, quem é Barnabé?
  • Para você, quem é o hóspede de Barnabé?

2ª Etapa:

            Leitura compreensiva e interpretativa do texto

O professor lê a narrativa para os alunos e, simultaneamente, mostra as ilustrações. Em seguida, o educador relê a narrativa, questionando os alunos a respeito do texto. Por exemplo:

  • Para você, por que Basé morava no pé de Barnabé?
  • Por que Basé ia para debaixo da unha de Barnabé?
  • Por que Basé desistiu de de viver no pé de Barnabé?

As próximas perguntas podem ser exploradas usando um planisfério do Brasil, as explorações podem ser relacionadas as regiões do Brasil, Rosa dos Ventos e muitas outras que o professor pode escolher, como os estados e suas capitais.

  • O que é o Pantanal? Onde ele fica?
  • Que bichos vivem no Pantanal?
  • Qual é o nome do rio que passa pelo Pantanal?

A seguinte questão pode ser explorada, com pesquisa via internet, os alunos podem procurar os diversos meios de transportes aquáticos.

  • Qual é o meio de transporte que navega no rio?
  • Foi nesse meio de transporte que navegou Basé?

Aqui pode-se explorar os movimentos corporais, através de um pequeno teatro sobre o circo, ou um jogo de mímica com os movimentos dos personagens circenses.

  • Quais foram os divertimentos de Basé no circo?
  • Por que será que Basé gostou do Palhaço Picolé?
  • Quem avisa as crianças sobre os perigos dos bichos-de-pé?

Essa questão dá oportunidade de construirmos uma lista de palavras, divisão silábica e construção de frases.

  • Que palavras terminam com o mesmo som de Barnabé?

3ª Etapa:

            Transferência e aplicação da leitura

Nessa etapa o professor pode mostrar textos, ilustrações e imagens reais do inseto. Pode seguir a roda de conversa apresentando detalhes como:

O fato de o bicho-de-pé ser um problema para a saúde de muitas pessoas no Brasil. É interessante mostrar a foto do parasita para que as crianças vejam que o bicho-de-pé é como uma pulga de cor marrom-avermelhada que, quando adulta, mede em torno de 1 mm de comprimento. Devemos explicar e também mostrar imagens da fêmea adulta, pois somente ela tem a capacidade de perfurar a pele do homem, porco e outros animais, para se alimentar de sangue e pôr seus ovos. Enfim, essa é a hora de explicar aos alunos que, para o bicho-de-pé, nosso corpo é como um ninho, que permitirá a reprodução de novos parasitas.

A ilustração mostra um ponto muito comum da presença desses parasitas: os dedos dos pés.

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É importante ressaltar que a infecção com o inseto é bem comum no verão pois há o cruzamento de dois fatores de risco, o solo úmido que favorece o aparecimento de larvas e o mau hábito de andar descalço justamente por causa do calor

Além dos pés, que dão o nome popular ao inseto, não podemos esquecer que esses animais podem afetar também as mãos e o calcanhar. Todo cuidado é pouco!

Os pés descalços, em contato com o solo, favorecem a infestação

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Um dos primeiros indícios de que o indivíduo sofreu infecção é uma coceira leve sentida na região onde a fêmea depositou os ovos. Em seguida pode aparecer um inchaço no local afetado. Mesmo sabendo que a fêmea morre logo após cumprir sua “missão de mãe” (É, meus amigos, no fim das contas, tudo é luta pela sobrevivência das espécies…), devemos retirar o inseto assim que percebemos sua presença no local para que não ocorram complicações como úlceras e inflamações na área atingida. Há relatos de casos mais graves que levaram até mesmo à amputação de partes dos pés.

Ao localizar um parasita, o melhor é retirá-lo imediatamente

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Aqui estão algumas imagens que você pode levar para sua aula sobre o bicho-de-pé

Taí o hóspede que ninguém quer receber

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Nessa ilustração podemos ver a fêmea com o abdome repleto de ovos

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Esse é dos grandes! M-E-D-O!! =0

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Nesse ponto da aula é importante conduzir o questionamento para os recursos que temos para evitar o bicho-de-pé, ou seja os cuidados com  a nossa saúde. O professor pode perguntar:

  • Quais as consequências de um bicho-de-pé no corpo humano?
  • Por que os bichos-de-pé entram na pele?
  • Quais são os cuidados que devemos ter com o nosso corpo?
  • Que hábitos de limpeza são recomendados para a manutenção da saúde?

A gente quer que as turminhas entendam a importância da higiene pessoal e isso pode ser feito de forma lúdica, com atividades que misturem também brincadeiras, que possam ser feitas em duplas e também com a ajuda da família, em casa. Gostamos quando nossos alunos levam o conhecimento adiante, envolvendo toda a família no processo do aprendizado. Selecionamos algumas atividades que você pode encontrar nesse site aqui e aplicar nas suas aulas:

Explore com os pequenos a importância da higiene pessoal, usando esse conjunto de atividades

Cruzadinhas são uma ótima maneira de fixar o conteúdo e trabalhar a escrita
Você também pode extrapolar essa atividade com um pouco de matemática, pesquisando o preço de produtos de higiene pessoal

E se você não é professor, mas descobriu tudo que esse bichinho pode aprontar no corpo humano, pode explorar esse assunto com as crianças em casa. Comece perguntando coisas como: você lava as mãos depois de ir ao banheiro? Tem lavado bem as frutas e verduras? Anda descalço por aí?

Não esqueça o quanto sua saúde é importante! Gostaria de ver uma sequência de didática sobre outro parasita ou tema ligado à saúde? Escreva sua sugestão nos comentários. Estamos esperando!

Até a próxima!!!

 

Sistema Circulatório: experiência em sala de aula

Saudações, Pensadores de Ciências!

Nossos estudos e experimentos não param. São tantas ideias que a cabeça chega até a ferver e o coração bate acelerado… falando em coração, este é o assunto que estamos tratando nos 4º anos do ensino fundamental, porque o corpo humano e o sistema circulatório não param, não é mesmo?

Aliás, se você não viu outros experimentos e estudos sobre o corpo humano, pode ver o que fizemos em sala de aula aqui e aqui

Iniciamos nossa conversa sobre Sistema Circulatório com uma pequena roda a fim de saber o que nossos alunos já conheciam a respeito. O conhecimento prévio é sempre aliado em nossas mediações.

Encerrada a roda de conversa, entramos com o livro didático, recurso que complementa nossa jornada.

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Este é o livro que usamos com nossos alunos

Falamos sobre o coração, os vasos sanguíneos e pulsação, a partir desses conceitos fizemos o experimento para verificar os batimentos cardíacos.

Mostramos para as crianças onde poderiam sentir uma artéria, pois são vasos do sistema cardiovascular por onde passa o sangue que sai do coração. A musculatura das artérias é espessa, formando um tecido muscular bastante elástico, permitindo dessa maneira, que as paredes se contraiam e relaxem a cada batimento cardíaco. Assim ficaria mais fácil sentir a pulsação.

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Olha só o momento de concentração

Depois de verificarem os batimentos em repouso (uma frequência cardíaca de 60-100 por minuto é considerada normal) e fazerem uma pequena anotação, passamos para o conceito de Pressão Arterial. Nesse momento, turminha soube de uma forma bem simples que a Pressão Arterial é a força que o próprio sangue exerce sobre as paredes dos vasos sanguíneos, após ser bombeado pelo músculo cardíaco. É, minha gente, o coração é um músculo.

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Mostramos também essa imagem de um coração humano

Vimos também que a pressão é medida em dois tipos, a sistólica (máxima) e a diastólica (mínima), os dois valores são importantes para definir a pressão pois ela sofre oscilações ao longo do caminho pelo corpo humano. Uma pressão considerada normal para um adulto tem a máxima de 120 mmHg e a mínima de 80 mmHg.

sistema circulatório experiência em sala de aula anos iniciais ensino fundamental
Cada aluno teve sua pressão aferida e anotada

E agora, qual era nossa proposta?

Fomos brincar, correr e, na volta à sala, uma nova anotação seria feita, agora, depois do corpo exercer algum tipo de atividade física.

sistema circulatório experiência em sala de aula anos iniciais ensino fundamental
Teve gente que exagerou só um pouquinho nos exercícios…:D

Passamos para a segunda rodada de medições e anotações sobre os batimentos cardíacos que agora, certamente, apresentavam diferenças. Também aferimos, novamente, a pressão de alguns alunos.

sistema circulatório experiência em sala de aula anos iniciais ensino fundamental
A gente gosta de relatório assim: detalhado e colorido!
sistema circulatório experiência em sala de aula anos iniciais ensino fundamental
Mais um experimento concluído com sucesso! \o/

Por enquanto é isso ai pessoal!

E você já verificou seus batimentos cardíacos?

E sua pressão arterial, como anda? Não se esqueça de fazer seus exames periódicos, praticar exercícios físicos e cuidar da alimentação. Proteja seu sistema circulatório! Ame o seu coração! ❤

Até a próxima!

Sistema digestório em sala de aula com massa de modelar

Saudações, Pensadores de Ciências!

Dando continuidade ao conteúdo de Ciências de nossas turmas dos quartos anos do ensino fundamental, resolvemos propor o estudo sobre o sistema digestório com mais uma atividade que explorasse a dimensão lúdica e ainda permitisse que os alunos demonstrassem todo o conhecimento adquirido. Propusemos a montagem de um sistema digestório com massa de modelar. Pedimos para as crianças sentarem em grupos e, com ajuda de papel cartão e massa de modelar, convidamos a turma a construírem o sistema em 3D (objetos com três dimensões). 

E aí, começamos os trabalhos:

sistema digestório com massa de modelar
Foi só falar em “trabalho em grupo” que a turma inteira se mobilizou

Lógico que podia usar o livro didático para dar aquela espiadinha:

sistema digestório com massa de modelar
Todos queriam olhar o livro e fazer o seu própria sistema com todo cuidado

Depois de planejar como o trabalho seria feito, cada grupo colocou a “mão na massa”…literalmente! 😀

sistema digestório com massa de modelar
Aí foi só trabalho (e diversão, claro!) 😉

Para nossa alegria as montagens ficaram incríveis! Vem conferir:

sistema digestório com massa de modelar
Esse grupo não esqueceu a importância da mastigação. Olha aí os dentes nesta boca! =0
sistema digestório com massa de modelar
O resultado final de outro grupo!
Já esse outro grupo lembrou do movimento peristáltico e fez o bolo alimentar, descendo pelo esôfago! Não tá lindo!? ❤

Esses são os sistemas digestórios mais bonitos que a gente respeita! 😀

O que nos levou a propor um trabalho em grupo e com massa de modelar? 

Procuramos aqui trabalhar com o princípio de Educação Sensível, um compartilhar recíproco de experiências e vivências, que possibilita o conhecer e o repensar do viver humano pela educação sensível, em que o aluno percebe as sensações, os sentidos, aprende a ouvir, ver, falar, degustar para melhor se compreender, e compreender o outro, em suas peculiaridades e diferenças. Pesquisando mais sobre o tema, encontramos essa interessante explicação:

“Duarte Junior (2010) faz referência à crise dos sentidos na contemporaneidade. Conforme o autor, em meio a tantas mudanças que vêm ocorrendo, os sentidos ficam anestesiados, pois, em razão dessa rotina corriqueira e agitada, dificilmente o ser humano se posiciona frente ao outro, a fim de ouvir, para, então, poder ajudar ou compartilhar momentos recíprocos de conversações. Nesse sentido, as práticas de solidariedade estão se fragilizando, perdendo-se, e as poucas que ainda acontecem são motivos de notícias, pois são um diferencial em meio a uma sociedade que não “para”, para ouvir, nem ver, nem sentir, muito menos degustar.

Com essa experimentação as crianças puderam trabalhar com seus pares e praticar e perceber algumas sensações. Exercitaram e manipularam sentimentos e texturas. Além do saber escolar e científico, provocamos aqui o saber da vida em sociedade e da tolerância.  

E você já fez algum trabalho em 3D? 

E sobre a Educação Sensível, tem algo a nos contar? 

Deixe seus comentários e sugestões sobre o tema!

Até a próxima!

Sistema Digestório: experiência com ácido clorídrico

Saudações, Pensadores de Ciências!

E não é que as aulas voltaram e a gente já entrou no ritmo do “não para, não para, não para, não”?

Você já viu aqui que estamos trabalhando com as turmas dos 4º anos com o Sistema Digestório, e como o tempo urge e a curiosidade sempre bate a nossa porta, fizemos mais uma experiência em sala de aula.

Resolvemos trabalhar a digestão química. Sim nosso organismo tem 2 processos digestivos, o mecânico, que ocorre através da deglutição, mastigação, movimento peristáltico, e contrações musculares e o processo químico, que ocorre através dos os sucos digestivos que ajudam no processo de quebra das moléculas dos alimentos para serem absorvidas pelo nosso organismo.

Anota aí como fizemos essa experiência. Quem sabe você, aluno, mostra para o seu professor. E se você é professor, que tal fazer algo parecido com os pequenos aí, da sua turma?

Material:

01 Copo de leite

Vinagre

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A experiência é muito simples e conta somente com esses dois itens: o leite e o vinagre

Aqui vamos simular a etapa que ocorre dentro do estômago onde as células da parede do órgão secretam o suco gástrico, esse suco contém o ácido clorídrico, que auxilia no controle da acidez estomacal e na absorção do Ferro.

Temos a proteína, que é o leite, e usamos o vinagre como o meio ácido.

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Já começamos a ver a reação química

Misturamos o leite e o vinagre, no mesmo momento vemos o leite coalhar.

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O ácido seguiu com seu processo de quebra de moléculas da proteína

Resolvemos esperar algumas horas para comprovar o processo no estômago, e olha o que aconteceu:

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Com o passar do tempo, vimos a separação da água contida no leite
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Os alunos pediram para tirar a água e ver como ficaria o leite

Vemos aqui a separação do líquido do sólido. No organismo, a parte mais sólida continua seu caminho para o duodeno, primeira parte do intestino delgado, lá recebe outros sucos e começa a absorção dos nutrientes pelo corpo humano. A água passa para o intestino grosso onde serão absorvidos os sais minerais e o restante será descartado, junto com as fezes.

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Mas, antes, vimos, na imagem, as partes do intestino para observar os locais de absorção dos diferentes nutrientes
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Agora sim, o resultado final da nossa experiência

 

E foi assim o nosso dia! É muito bom quando temos a oportunidade de mostrar tudo o que foi explicado e visto, na teoria do livro didático, de forma que as crianças entendam e se interessem em descobrir mais sobre os incríveis processos que se dão no interior do corpo humano. Com esse experimento, ficou muito claro para os alunos toda a exposição feita anteriormente. Os nomes que, a princípio, pareciam complicados, não assustavam mais as crianças. O conteúdo, dessa forma, ficou significativo, facilitando o entendimento e a aprendizagem. E não parou por aqui! \o/

A criançada até repetiu em casa o experimento. Foi muito gratificante ver o envolvimento de cada um em todos as etapas da atividade e saber que dividiram com a família o conhecimento adquirido.

E você? Já está animado a repetir essa experiência em casa ou na sua escola? Quando fizer, volte aqui e deixe seu comentário sobre tudo que viu. Estaremos esperando!

Até a próxima!