Conhecendo árvores: Açacu e Baobá

Saudações, Pensadores de Ciências!

Nossa conversa de hoje vai da Amazônia até o continente Africano. Já devem estar pensando em que nos metemos desta vez, mas, fiquem tranquilos. Demos uma “escapadinha marota” do conteúdo, porém com uma super valorização do meio ambiente, que é nossa pegada, como vocês bem sabem.

Durante uma das aulas sobre o Bioma Amazônico, apareceram em nosso livro didático as moradias do povos ribeirinhos: Palafitas e Casas Flutuantes. Usamos as fotos da viagem Professora Marla, que esteve na Amazônia, lembram? Corre dar uma espiada. Para ilustrar bem como esses povos vivem e socializam em um ambiente na maioria do ano inundado.

Floating houses in the banks of the Negro River near the Port of Cacau Pirêra in Amazon LOCAL: Iranduba, Amazonas, Brasil DATE: 03/2009 ©Palê Zuppani
Casas flutuantes às margens do Rio Negro, próximo ao Porto de Cacau Pirêra na Amazônia
palafita
Exemplos de palafitas

Pois bem, nossas cabeças não param, a Profª Marla nos contou que as casas flutuantes são construídas em cima de uma árvore chamada Assacu ou Açacu, pois sua estrutura lembram isopores boiando por longos anos sem que apodreçam nas águas dos rios. Depois de ouvir essa informação já me veio à cabeça o oposto, o Baobá, árvore nativa do continente Africano e abundante na ilha de Madagascar, que consegue guardar uma quantidade absurda de água em seu interior.

assacu amazônia
Açacu ou assacu: tão útil e tão venenosa. Os seus espinhos são usados como um tipo de remédio pelos povos ribeirinhos
baobá
O baobá e suas dimensões impressionantes

Resolvemos apresentar para a turma os vídeos do programa “Um pé de Quê?”, quer ver também? Deixamos lá no nosso canal no YouTube, você já deu uma passadinha por lá?

Programa sobre o açacu.

Programa sobre o baobá.

Antes de vermos os vídeos, pedi aos alunos que anotassem as informações mais relevantes.

Todos concentrados assistindo aos vídeos

Taí o resultado:

Análise mais sintetizada por uma das alunas do quinto ano
Mais relatório chegando!
Mais um!
Olha o cuidado em reproduzir o gigantesco baobá! <3

Como duas árvores tão diferentes e de pontos tão distantes têm tanto em comum?

A relação com o ser humano! Total dependência do meio ambiente para viver e sobreviver em ambientes de situações quase extremas. Tanto a população ribeirinha da Amazônia quanto os nativos de Madagascar devem muito às árvores. A natureza é dotada de imensa sabedoria e deu, a cada um desses lugares, as árvores com as características exatas de que esses povos precisavam. Incrível, né? Por isso que a gente aqui no Pensando Ciências não se cansa de estudar, conhecer e reverenciar nosso meio ambiente. E, por isso, entendemos que a preservação da natureza é a nossa própria preservação.

E você? Já viu de perto um açacu ou um baobá? Conta pra gente um pouco mais sobre seu conhecimento de árvores. Vamos adorar conhecer sua história.

Até a próxima!

 

 

Visita à Floresta Amazônica Parte II

Salve, Pensadores de Ciências!

Hoje, vim mostrar para vocês um pouquinho mais da minha viagem à Amazônia no ano passado.

Se você perdeu a primeira parte, é só ver aqui!

Como eu disse antes, fiz essa viagem em julho do ano passado. Coincidentemente, era o comecinho do nosso blog. E eu cheguei a escrever um post, no hotel, ainda em Manaus, falando das minhas expectativas para esse cantinho que amo tanto. Tudo isso, antes de partir rumo à Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, “minha casa” em plena rio Japurá, próximo ao famoso Solimões, próximo ao município de Tefé.

Para o post de hoje, separei algumas fotos do animais que observei na floresta. Saíamos diariamente, de canoa, para visitar as muitas trilhas na mata. Em tempos de cheia, as embarcações são a única possibilidade de ver a natureza mais de perto.

Vem comigo, que eu tô ~benloka~ pra mostrar essas fotos pra você! \o/

Logo no primeiro dia nas trilhas, encontrei essa lindinha!

Olha a preguiça aí, gente!

E a emoção de estar no meio da mata fechada? Não sei o que dizer, apenas sentir! <3

Tava calor? Sim! Queria um banho gelado? Muito! Queria parar o passeio? Claro que não! Olha o meu sorrisão aí, junto da nossa guia!

E bem no meio da trilha, um velho conhecido dos desenhos animados:

Senhoras e Senhores: o pica-pau!

E lá no meio da trilha, eu recebi uma visita inesperada e bem “próxima”! rsrsrs

Imagina esse sapinho, no meu chapéu! \o/

Ainda bem que esse aí estava na árvore! Era um dos grandes! Ufa!

Foi um dia de sorte! <3

Depois de superar o susto da visita no chapéu, encontrei um trio de amigas:

Fiquei encantada com essas lagartas. Quantas surpresas a floresta nos reserva?
A cigana ou jacu-cigano, tem o nome científico de Opisthocomus hoazin. Opisthocomus é a junção de duas palavras gregas e quer dizer “cabelo para trás”. Acho que dá pra entender o porquê, né? 😀
E não é que demos sorte? Nesse dia, além do bando de Ciganas adultas, conseguimos avistar um ninho! <3

Quer saber mais sobre essa ave que, segundo os biólogos da Reserva Mamirauá, é uma das espécies mais antigas do planeta, “primas” muito, muito próximas dos dinossauros? Olha esse site.

Da delicadeza do ninho da Cigana para a imponência do gavião. A floresta é a terra dos contrastes!

E, claro, quando a gente pensa em floresta, a gente lembra de quem mesmo?

Não é tarefa fácil tirar fotos de macacos, mas não é que o prego resolveu colaborar?! 😀

Meus agradecimentos por ele ter parado por 5 segundos! rsrsrsrs

E para encerrar esse post, um daqueles bichos que fazem a gente sentir a força da floresta, de verdade!

Essa cobra estava no chão, bem pertinho, mas quando nos viu, resolveu ir para uma árvore. A bióloga que nos acompanhava não conseguiu identificar a espécie, mas garantiu que não era venenosa.

Repararam que a cobra tem uma formiga em cima dela? Excesso de valentia da formiga? Que nada! É a natureza, em paz, do jeito que a gente quer que ela fique, pra sempre!

Tem mais fotos? Claro que tem, Brasil! Mas vamos parar por aqui. Esse post já ficou enorme. E é bom mesmo que você não veja tudo e fique com gostinho de quero mais. Que tal começar a sonhar com a sua própria viagem à Amazônia?

Eu ainda volto pra falar mais da Reserva Mamirauá e de todo trabalho que é feito por lá, pra gente proteger um dos maiores tesouros do nosso país e do mundo.

Obrigada por ler mais uma parte dessa viagem maravilhosa. Espero que vocês tenham gostado e que deixem aí pra gente suas dúvidas e comentários!

Até a próxima!

 

 

 

Férias! Visita à Floresta Amazônica!

Salve, Pensadores de Ciências!

Viram que as férias já estão acabando? Nós aqui estamos estudando e preparando os planos para este ano e, assim, o blog está com esse ritmo “diferentão”. Até nossas turminhas voltarem com tudo! Enquanto isso, vamos dividindo com vocês o que aprontamos fizemos no ano passado. Mas, antes de ficar triste com o fim das férias, que tal começar a planejar as próximas?

O post de hoje é muito especial!! Eu, Marla, realizei o sonho de ir para a Amazônia em julho de 2016. Foi uma viagem planejada com muita antecedência e expectativa. Sabe aquela impressão de que o lugar não existe? Que é algo da sua imaginação? Pois bem, foi sempre assim que me senti em relação à Floresta Amazônica. Parecia que tudo não passava de um sonho e que eu nunca poderia estar num lugar tão fantástico.

Amazon rain forest, Brazil.
Sobrevoando o estado do Amazonas. Já estava impressionada com tanta beleza!

Daí, que para realizar este sonho, pesquisei bem até encontrar um lugar muito especial, que mistura ecoturismo, preservação ambiental e desenvolvimento econômico sustentável para a população da floresta. O lugar é a Pousada Uacari (Uakari Lodge), premiada nacional e internacionalmente, por apresentar essa proposta de trabalho tão diferenciada. A pousada faz parte da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (RDSM) administrada pelo Instituto Mamirauá, sediado na cidade de Tefé (AM). E esse lugar é tão incrível que eu não serei capaz de descrevê-lo em um único post. Aguardem porque vai ter “chuva de Amazônia” nesse blog, Brasil! rsrsrs

Eu escolhi o pacote de 07 dias na pousada, o maior que eles oferecem. Mas há pacotes de 03 e 05 dias que também permitem sentir a emoção de estar na floresta. E o melhor de tudo: a pousada é FLU-TU-AN-TE! Isso mesmo! Passei 07 dias flutuando nas águas do Rio Japurá, próximo ao Solimões!

Pousada Uacari, Amazônia Brasil.
Essa estrutura gigante é a sede da Pousada, onde ficam a administração, a sala para palestras e o refeitório

Mas como isso é possível?! A pousada está apoiada em uma árvore que pode ficar sem absorver água durante muitos anos. Essa árvore é o Assacu e, graças a ela, tantas e tantas vilas espalhadas pela Amazônia podem proteger os moradores no tempo das cheias.

Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Amazônia, Brasil. Pousada Uacari.
Árvore que sustenta toda a estrutura da Pousada e das casas perto dos rios da Amazônia

E para conhecer mais dessa árvore incrível, clica aqui, no link do programa Um Pé de Quê? No qual a apresentadora Regina Casé conta sobre as propriedades da planta.

E o que eu fiz, durante uma semana, no coração da floresta? A programação da pousada prevê atividades no período da manhã (bem cedo) e depois do almoço (mais para o meio da tarde), fugindo do pico do sol. Há também passeios para contemplar o pôr do sol e um ao amanhecer, no santuário dos golfinhos! <3

Mas, chega de conversa! Vem ver as fotos! Você vai se apaixonar!

Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Amazônia, Brasil. Pousada Uacari.
Chegamos à noite e já nos instalamos em um dos quartos da pousada
Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Amazônia, Brasil. Pousada Uacari.
Nessas canoas, saímos, diariamente, com nossos guias para avistar animais e espécies de árvores
Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Amazônia, Brasil. Pousada Uacari.
Nossa saída para um dos muitos pontos de observação da vida na floresta
Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Amazônia, Brasil. Pousada Uacari.
E todos nós só olhávamos para cima, em busca de aves e outros animais
Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Amazônia, Brasil. Pousada Uacari.
Às vezes, a beleza da floresta está na abundância…
Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Amazônia, Brasil. Pousada Uacari.
…outras, na grandeza…
Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Amazônia, Brasil. Pousada Uacari.
…e outras, na delicadeza, no simples, no singular…
Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Amazônia, Brasil. Pousada Uacari.
Em um dos dias, nossa programação era contemplar um fim de tarde! Em uma palavra? PERFEIÇÃO! <3

Pessoal esse post já está enorme!! Como eu disse, não dá pra descrever tudo de uma vez! Muitas emoções, muita beleza e muito aprendizado sobre a natureza. Vou dividindo com vocês aos poucos, intercalando com nossos outros temas. Temos muito o que compartilhar e Pensar Ciências por aqui!

Até a próxima!