Meio Ambiente e Aquecimento Global

Saudações, Pensadores de Ciências!

Como estão? Por aqui estamos naquele agito típico de fim de ano. E por isso mesmo, preparando nossas turmas do quinto ano para os novos desafios que vêm pela frente. 2018 tá batendo na porta e o conteúdo por aqui não vai parar! O post de hoje fala novamente sobre meio ambiente. Você pode estar se perguntando: de novo? Sim, é um assunto inesgotável e que merece uma atenção especial. Por isso, hoje falamos de meio ambiente e aquecimento global. Fizemos esse plano de aula para nossas turmas do quinto ano do ensino fundamental, mas, como sempre, as atividades podem ser reformuladas de acordo com a faixa etária dos alunos.

Falamos mais sobre meio ambiente neste post.

Nessa aula falamos dos 3 Rs, que são conhecidos de todos nós.

Meio ambiente e aquecimento global. Plano de aula de Ciências. Educação ambiental. Ensino de Ciências, Ensino fundamental, anos iniciais.
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Outra pergunta deve ter surgido agora: Mas não são 5 Rs?? Esse conceito dos 5 é mais recente, foram acrescentadas mais duas ações, repensar e recusar. Essas duas ações envolvem bem a questão do consumismo e de outros fatores importantes para o nosso meio.

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Apresentamos os conceitos para nossas turminhas e vocês devem ter visto um pedacinho da nossa aula nas lives na nossa página do Facebook. Ahhh, você não viu?!?!?! Corre lá e espia, aproveita e dá um curtidinha na nossa página.

Meio ambiente e aquecimento global. Plano de aula de Ciências. Educação ambiental. Ensino de Ciências, Ensino fundamental, anos iniciais.
Já entendeu, né? Estamos fazendo campanha pesada! Bora curtir essa página linda, Brasil!  Imagem
Hora de aprofundar o conhecimento sobre Meio Ambiente e Aquecimento Global

Alguns conceitos foram passados.

  • Reduzir, são ações que devem diminuir a geração de resíduos. Exemplos de atitudes que diminuem o desperdício são: uso racional da água e a economia de energia elétrica.
  • Reutilizar é quando um produto é reaproveitado na mesma função ou em diversas outras possibilidades de uso. Exemplo, o papel, que já foi usado, pode ser utilizados em blocos de rascunho.
  • A reciclagem é o processo de transformação de um material para sua reutilização. Exemplo, pneus velhos podem se tornar parte do asfalto.

A criançada fez as anotações no caderno.

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A meninada caprichou!
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Os relatórios foram chegando. Todo mundo queria mostrar o seu 🙂
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Parabéns, turminha!

Os alunos descobriram que nem tudo pode ser reciclado, algumas coisas devem ser reaproveitadas mesmo, e que é por isso que devemos REPENSAR nosso consumo e RECUSAR embalagens ou materiais desnecessários e etc..

Então, vamos te deixar com um desafio: que tal evitar pegar muitas sacolas na sua próxima visita ao shopping ou ao supermercado? 😉

Podemos começar com mudanças simples de hábitos. Importante mesmo é começar! É preciso entender o impacto de nossas ações para o meio ambiente e o aquecimento global. Frear o consumismo é tarefa de todos nós!

Finalizamos a aula com a construção de cartazes, claro que trabalhando em grupo para dar aquela fortalecida no processo de aprendizagem e autonomia, como sugere o Luiz Carlos Menezes, físico e educador da Universidade de São Paulo (USP), na reportagem da Revista Nova Escola de 01/05/2009. Transcrevemos a reportagem logo abaixo porque as palavras do professor Luiz Carlos são realmente muito importantes, mas você pode ver a publicação original nesse link aqui.

Pausa para leitura:

O professor pode ensinar a turma a cooperar, escolher e decidir ao mesmo tempo em que dá conta dos conteúdos das disciplinas “Para promover a autonomia, é preciso propor à classe atividades coletivas mais estruturadas do que as aulas expositivas.”

Na família e na vida profissional e social, é preciso saber se expressar, consultar, questionar, fazer planos, tomar decisões, estabelecer compromissos e partilhar tarefas. Essas ações, envolvendo aspectos práticos, éticos e estéticos, podem ser relativamente simples, como é o caso de escolher o que preparar para uma refeição ou um trajeto. Outras vezes, são complexas, como estabelecer prioridades num orçamento e atribuir responsabilidades na realização de um projeto. Na escola, atividades em grupo qualificariam para desafios como esses, tão necessários na vida social. Mas isso frequentemente esbarra em obstáculos.

Quem acha que o papel do professor é só “passar” conhecimentos talvez veja a aprendizagem ativa e interativa como um devaneio teórico ou como ilusões de certas propostas pedagógicas. Isso, na prática, reduz o ensino à instrução individual em massa, quando as classes não são coletivos de trabalho cooperativo. Essa visão leva a uma prática em que só o professor tem a palavra e a interação dos estudantes é desprezada. Por isso, as turmas são simplesmente reunidas – não se pensa em construí-las. Atitudes dessa natureza, aliás, têm o respaldo de famílias que veem um convite à diversão quando se abre espaço à participação dos filhos.

Já quem reconhece a importância dessa participação ativa e interativa e se dispõe a promovê-la em situações reais enfrenta bem o desafio de colocá-la em prática mesmo em classes numerosas – como mostrou a reportagem Como Agrupo Meus Alunos?, capa da edição de março de NOVA ESCOLA. Para promover a autonomia, não bastam materiais didáticos e um professor protagonista. É preciso propor à classe atividades coletivas mais estruturadas do que as aulas expositivas, pois todos devem estar motivados e conscientes do sentido delas.

Para isso, cabe ao professor atuar com seus colegas e com a coordenação pedagógica, aliás, com a mesma dinâmica que pretende propor em sala de aula. Além de se perguntar “de que forma a atividade em grupo melhora o ensino da minha disciplina?”, é necessário formular outra: “De que forma minha disciplina pode promover nos grupos a aprendizagem cooperativa?” Sim, é possível também ter a disciplina a serviço dessa formação coletiva e não apenas o inverso. Com isso, tem-se o foco na aprendizagem e no desenvolvimento da turma, não somente no ensino de conteúdos.

É claro que nem tudo deve ser feito de forma coletiva, pois são igualmente essenciais a exposição do professor e tarefas individuais de crianças e jovens, mas é preciso compor esses momentos articulando com coerência as ações pessoais e coletivas. Essa construção conceitual e afetiva depende do trabalho em grupo, em que se desenvolvem afinidade e confiança, identificam-se potencialidades e aprende-se com os demais. Com a diversificação do planejamento, são contempladas as diferentes necessidades e propensões dos alunos. Não só na rede pública, mas especialmente nela, os mais beneficiados por essa construção são os que vêm de contexto cultural limitado, sem outras oportunidades que não as da escola para a sua emancipação.

As boas escolas desenvolvem práticas apropriadas a cada faixa etária. Isso porque é bem diferente desenvolver conteúdos de instrução em atividades cooperativas se for uma classe de alfabetização com professora única ou se for uma sala de adolescentes com vários professores de disciplinas. Mas a prática faz sentido desde a Educação Infantil até a pós-graduação. Aliás, logo mais estarei com quase 40 mestrandos, que não esperam minha chegada para começar a aula. Já estarão discutindo as leituras da semana em seus grupos de referência. Atitudes semelhantes podem ser encontradas em diferentes cursos, famílias e empresas, mas sempre em coletivos que valorizem a autonomia e a cooperação.

Atividades Práticas sobre Meio Ambiente e Aquecimento Global

Esse tipo de leitura nos inspira. Estamos sempre estudando, buscando novas informações e subsídios para nossas práticas. Mas não somos só nós, as autoras, que estudamos por aqui, não… Tem turminha trabalhando sim!

Olha aí….

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Cada grupo recebeu uma cartolina com a cor das lixeiras da reciclagem: vermelho, azul, amarelo e verde
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Tinha grupo muito sério…
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E aqueles mais descontraídos
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Aqui, os alunos colocaram amostras de embalagens recicláveis
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O metal estava presente neste cartaz
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A turma, já no clima do fim de ano, é só alegria
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O pessoal da descontração! Resolveram fazer um trabalho mais textual

E foi assim que terminamos o conteúdo dos quintos anos. Com animação, trabalho em grupo e multiplicando o conhecimento adquirido, pois os cartazes foram colocados na escola para informa os outros alunos do que a turma descobriu.

As cores das lixeiras e suas funções.

Meio ambiente e aquecimento global. Plano de aula de Ciências. Educação ambiental. Ensino de Ciências, Ensino fundamental, anos iniciais.
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Claro que a gente já sabe que hoje em dia foram criadas mais lixeiras para o descarte de materiais recicláveis ou reutilizáveis. Mas resolvemos trabalhar com as quatro acima, pois é o que temos mais em comum por aí.

E logo abaixo o padrão universal de cores de cada resíduo.

Meio ambiente e aquecimento global. Plano de aula de Ciências. Educação ambiental. Ensino de Ciências, Ensino fundamental, anos iniciais.
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E vocês, conheciam todas essas cores e suas funções?

Sabem o que pode e o que não pode ser reciclado?

Expandindo projetos sobre Meio Ambiente e Aquecimento Global

Quer saber mais e produzir um projeto bacana sobre meio ambiente e aquecimento global? Aqui você faz o download de um material muito bom da Impressa Oficial, com informações e atividades para você explorar.

Meio ambiente e aquecimento global. Plano de aula de Ciências. Educação ambiental. Ensino de Ciências, Ensino fundamental, anos iniciais.
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Nós adoramos fazer esse trabalho! A criançada se envolveu muito e, quando eles se divertem, a gente se diverte junto! Mas devemos confessar que está começando a bater aquele cansaço do fim do ano. Nessa época, já estamos fazendo planos…

Meio ambiente e aquecimento global. Plano de aula de Ciências. Educação ambiental. Ensino de Ciências, Ensino fundamental, anos iniciais.
Logo, logo, queremos estar assim! 😀 Imagem

Mas, ainda tem um tempinho pras férias, né? Aguenta coração! =)

Esperamos que vocês tenham gostado e que passem esse conhecimento adiante! Você é criança? Que tal ensinar aos seus pais e amigos? É adulto? Que tal dividir tudo que viu por aqui com a molecada? O importante é continuarmos juntos, Pensando Ciências!

Boas reciclagens para vocês!!!

Até a próxima!

Sequência Didática sobre Plantas Parte II

Saudações, Pensadores de Ciências!

Como você já viu aqui e aqui, no mês dos professores resolvemos homenagear alguns colegas, publicando suas aulas e exemplos de sequência didática, como a que você hoje sobre plantas. Claro que foi em nome de todos os profissionais que trabalham na educação da criançada por aí, e nossa última homenagem é o post que iremos agora apresentar o relato da professora em relação ao trabalho realizado e algumas imagens.

Acredito que muita gente ficou curioso para saber o fim dessa história, então… vamos lá!

A Professora Flávia nos contou que, as primeiras aulas, eram mais sobre levantamento de conhecimentos prévios.  Falavam sobre alimentos de origem vegetal e animal, zona urbana e rural, de onde vem os alimentos, alimentos naturais e alimentos industrializados. A conversa foi disparada a partir do desenho do Chico Bento: Na roça é diferente”. Ela nos conta que, no geral, a garotada sabia de onde vinham os alimentos, embora as crianças pensassem que o alimento vem da terra, não levando em consideração a planta, como se a terra produzisse o alimento por si só. A professora viu que era hora de avançar um pouco mais.

A criançada foi conhecer a horta da escola.
Sequencia Didática sobre plantas. Anos iniciais, ensino fundamental. Aulas de ciências. Plano de aula
Claro que os aromas foram explorados

Aproveitaram para visitar a cozinha e verificar o armazenamento dos alimentos.

Sequencia Didática sobre plantas. Anos iniciais, ensino fundamental. Aulas de ciências. Plano de aula
E olha a mão levantada bem ali, eram muitas perguntas

Logo depois, a professora entregou alguns vegetais para as crianças que foram organizadas em grupos. E cada grupo deveria criar suas hipóteses de onde nascem os alimentos e depois conferirem na sala de informática. Flávia diz que foi uma etapa muito interessante pois houve muitas descobertas, como saber que a batata, a cenoura e a beterraba são caules e não raízes, como imaginavam. Para fechamento dessa etapa, fizeram um cartaz classificando os alimentos segundo as partes das plantas. Você pode ver mais sobre a classificação aqui

Sequencia Didática sobre plantas. Anos iniciais, ensino fundamental. Aulas de ciências. Plano de aula

Na próxima etapa houve a leitura do texto “A boa sopa”, as crianças fizeram a reescrita da história e resolveram fazer uma sopa, cada aluno trouxe de casa uma receita, todo material foi tabelado e foi aberta uma votação para saber qual seria a sopa que as crianças iriam fazer. Ouve o levantamento dos ingredientes necessários e, com a ajuda das famílias, no dia combinado, a sopa foi feita. hmmmmmmmm!!! \o/

Sequencia didática sobre plantas. Anos iniciais, ensino fundamental. Aulas de ciências. Plano de aula

Hora do Rango
Sequencia didática sobre plantas. Anos iniciais, ensino fundamental. Aulas de ciências. Plano de aula
Olha a criançada com a mão na massa, quer dizer, na sopa! 😀
Sequencia didática sobre plantas. Anos iniciais, ensino fundamental. Aulas de ciências. Plano de aula
A professora Flávia aproveitou o momento e trabalhou unidades de medidas com os alunos

E o mais legal é que, além de ajudar na manipulação dos alimentos os alunos cozinharam a sopa, todo o processo foi calculado e tabelado, quanto tempo levava cada passo da receita até a sopa ficar pronta.

Sequencia didática sobre plantas. Anos iniciais, ensino fundamental. Aulas de ciências. Plano de aula
Olha a sopa saindo!

E não teve manha nem cara feira, não: todo mundo experimentou “A Boa Sopa”! =)

Sequencia didática sobre plantas. Anos iniciais, ensino fundamental. Aulas de ciências. Plano de aula

Sequencia didática sobre plantas. Anos iniciais, ensino fundamental. Aulas de ciências. Plano de aula
Valeu, criançada!

Nós achávamos que esse trabalho maravilhoso da Professora Flávia terminaria aqui, porém acho que vocês verão mais um post passar pela sua telinha. É tanta coisa legal que não dá para contar tudo aqui.

Então vamos esperar mais um capítulo dessa sequência deliciosa?

E você já cozinhou na escola? Já usou receitas para o aprendizado? Como foi? Estamos aqui, esperando suas histórias!

Até a próxima!

 

Sequência Didática: Vida das Lagartas II

Saudações, Pensadores de Ciências!

É com muita alegria que a gente traz mais uma sequência didática sobre a vida das lagartas. Lembram que falamos aqui que íamos contar com a colaboração de vários colegas neste mês dos professores? Como sempre, o trabalho é voltado para o ensino de Ciências nos anos iniciais do ensino fundamental, mas nada impede uma adaptação aos alunos mais velhos.  Temos mais um fruto da parceria das professoras da nossa escola. Ficamos encantadas com a possibilidade de uma ideia que chama outra e mais outra…  Vem ver a continuidade desse trabalho.

A Professora Egmar, pedagoga de uma das turmas do terceiro ano da nossa escola, aproveitou a curiosidade das crianças, sempre questionadoras, e avançou com a turminha em alguns conteúdos de Língua Portuguesa, dando continuidade a interdisciplinaridade, já iniciada com as outras professoras.

Ciclo de vida das lagartas. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de ciências
Professora Egmar Almeida

Olha só que citação interessante a professora Egmar deixou para nós:

“Um projeto se define como uma situação em que as crianças realizam uma investigação em profundidade acerca de eventos ou fenômenos interessantes que encontram em seu ambiente.”

Helm e Beneke, 2005, p.28

Vamos acompanhar o relato da professora Egmar sobre essa investigação em profundidade feita com as crianças.

Estudando a vida das lagartas

“Onde tudo começou…

A agitação tomou conta da tranquila assembleia realizada semanalmente, após o lanche do 3º ano D. Ecoava por todo ambiente as vozes e o alvoroço provocado pelas crianças por conta da “matança” das lagartas nos ambientes da escola.

-Pode ou não pode matar as lagartas Prô?

Ciclo de vida das lagartas. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de ciências
Alunos observando algumas borboletas e um casulo

Procuramos através da dúvida sobre o desconhecido, estimular meios para investigação, inquietação e observação.

Segundo Dewey  “Aprender o significado de uma coisa, de um acontecimento ou de uma situação em suas relações com outras coisas, notar como opera ou  que consequências traz, qual é a sua causa de possíveis explicações”.

Com essas leituras em mente, partimos para a etapa de gerar situações de aprendizagens que foram problematizadas entre os alunos, criando condições investigativas sobre o ciclo de vida das lagartas e, consequentemente, das borboletas.

O princípio de desenvolvimento do projeto define-se na coleta de informações direcionado ao assunto de interesse. Deste modo, colhemos as expectativas dos alunos sobre o que realmente vamos investigar, ocasionando o gerenciamento da experiência elaborada. E a turminha foi falando….

-Lagarta não vira borboleta não, eca.

-Borboleta põe ovos?

-Pode matar sim as lagartas, não servem pra nada!

Entre muitas e muitas questões que foram surgindo, antes, durante e depois do projeto…

Desde o início, coloquei-me como mediadora e facilitadora das descobertas e observações, nada de desconsiderar o olhar da turma, caminhamos juntos durante todo o decorrer do processo de descobertas…

Ciclo de vida das lagartas. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de ciências
O aquário que foi preparado para abrigar as lagartas até a completa metamorfose, falamos dele no post passado
HORA DA LEITURA

A partir da contação de histórias e, dentre elas, citamos “A Primavera da Lagarta”, de Ruth Rocha, iniciaram-se várias experiências concretas das crianças com o objeto de estudo, sendo que as principais foram as narrativas, recontos (feitos pelas crianças), releituras e textos coletivos. Um exemplar da edição atual do livro circulou entre as crianças para leitura em casa, com a família, além de outros materiais enviados.

Ciclo de vida das lagartas. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de ciências
O livro foi levado para casa pelas crianças

Nesse sentido, as propostas tiveram o intuito de que as crianças vivenciassem funcionalmente as linguagens em situações de expressão e comunicação. Segundo Cunha (2002, p.11):

(…) as crianças pequenas iniciam o conhecimento sobre o mundo através dos cinco sentidos (visão, tato, olfato, audição, gustação), do movimento, da curiosidade em relação ao que está em sua volta, da repetição, da imitação, da brincadeira e do jogo simbólico (…) esses são os fatores fundamentais para que ela se desenvolva plenamente.

Consideramos que estes momentos são importantes para que as crianças possam estruturar suas ideias e, ao mesmo tempo, transformar o projeto trabalhado, no caso o objeto de estudo, o ciclo de vida das lagartas e borboletas.

“Pensando em uma escola para crianças pequenas como um organismo vivo integral, como um local de vidas e relacionamentos compartilhados entre muitos adultos e muitas crianças.”

Loris Malaguzzi

MATERIAL EXTRA

E a professora Egmar ainda nos mandou um “bônus”. Vejam logo aí, na sequência, mais algumas indicações bibliográficas que ela usou como apoio para o projeto do terceiro ano.

BAPTISTA, Mônica Correia. A linguagem escrita e o direito à educação na primeira infância. Consulta Pública sobre Orientações Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, MEC, 2010. Disponível nesse link aqui.

 

BARBOSA, Maria Carmen Silveira; HORN, Maria da Graça Souza. Projetos pedagógicos na educação infantil. Porto Alegre: Artmed, 2008.

 

Ah! Claro que q gente viu essa belezura de trabalho da professora Egmar e quis dar um pitaco aqui outro ali. Aí, separamos mais um livro que se pode trabalhar com as crianças sobre o tema:

Ciclo de vida das lagartas. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de ciências
Que tal usar esse outro livro para criar novas atividades?

E deixamos um exemplo, entre muitas outras atividades que encontramos no blog da “Alê Fazendo Arte“. Passa por lá e dá uma conferida, porque esse é o trabalho de mais uma Pedagoga e tem coisa boa demais!

Ciclo de vida das lagartas. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de ciências
Esta e muitas outras atividades foram reunidas pela professora Alê nesse link aqui.

E é isso, pessoal. Gostaram de saber mais um pouco sobre as lagartas e borboletas? Aguardem, pois teremos mais atividades propostas por outros professores. O mês tá acabando, mas a nossa vontade de pensar Ciências não acaba nunca! E lembre-se de que você também pode participar com dicas e sugestões aí nos comentários. Estamos te esperando.

Até a próxima!

 

 

 

 

Sequência Didática sobre a respiração dos insetos

Saudações, Pensadores de Ciências!

Feliz dia dos vou cobrar toda a matéria na prova Professores! 😀

Hoje trazemos para vocês, mais uma sequência didática. O assunto? A respiração dos insetos. Como sempre, nossas atividades são pensadas para os anos iniciais do ensino fundamental, massssss… achamos que essa atividade pode ser aplicada aos alunos do ciclo III (os sextos e sétimos anos) sem problemas. Vamos chamar professores de outras áreas e mandar essa transdisciplinaridade pra jogo, Brasil!

Vem conferir!

Público Alvo: Alunos do Fundamental I e II

Conteúdos trabalhados: Ciências, Língua Portuguesa e História (quem trabalha com turmas de 6º e 7º ano, não vai encontrar dificuldades de associar esse conteúdo com as aulas de História Antiga).

Texto disparador: A Cigarra e a Formiga

Algumas considerações: Essa história pode ser encontrada reescrita por diversos autores. A versão mais antiga de que se tem notícia é de Esopo que foi contador de fábulas grego, nascido na Trácia (Ásia), do século VI a.C.. Personagem quase mítico, sabe-se que foi um escravo libertado pelo seu último senhor, o filósofo (Xanto). É interessante neste trabalho trazer algumas versões da fábula e também algumas lendas sobre a Cigarra.

Sequência didática. respiração dos insetos. Conteúdo de Ciências. Anos Iniciais. Ensino Fundamental
Uma das imagens que tentam nos dar uma ideia de quem foi Esopo

Textos que podem ser usados:

            A Cigarra e a Formiga – Fábula de ESOPO

Num belo dia inverno as formigas estavam tendo o maior trabalho para secar suas reservas de comidas. Depois de uma chuvarada, os grãos tinham ficado molhados. De repente aparece uma cigarra:

-Por favor, formiguinhas, me deem um pouco de comida!

As formigas pararam de trabalhar, coisas que era contra seus princípios, e perguntaram:

-Mas por quê? O que você fez durante o verão? Por acaso não se lembrou de guardar comida para o inverno?

Falou a cigarra:

-Para falar a verdade, não tive tempo. Passei o verão todo cantando!

Falaram as formigas:

-Bom, se você passou o verão todo cantando, que tal passar o inverno dançando? E voltaram para o trabalho dando risadas.

Moral da história: Os preguiçosos colhem o que merecem.

Vale a pena dar uma olhadinha nesse site, explicando a lenda sobre as cigarras cantarem até estourar.

este link aqui traz várias lendas e para esta atividade, é interessante a leitura apenas do trecho “A música, a Poesia, a Dança e o Drama”, que fala das cigarras. É interessante notarmos as diversas possibilidades que os textos sugerem.

Com estas atividades introdutórias, já é hora de por a mão na massa. Vamos lá!

1ª Etapa:

Atividade introdutória à recepção do texto

O professor pergunta as crianças se conhecem os textos em questão, e lê os diversos tipos de texto. Na segunda vez convida as crianças a contarem a história na versão que conheciam já na terceira vez pede um reconto dos textos lidos .

A seguir o professor faz algumas perguntas investigativas na roda de conversa:

  • O que é uma cigarra e uma formiga?
  • Para que servem?
  • Você já ouviu o canto da cigarra, as formigas cantam também?
  • Você conhece um formigueiro? Sabe como ele é por dentro?

Sequência didática. respiração dos insetos. Conteúdo de Ciências. Anos Iniciais. Ensino Fundamental
Escolhi aqui a formiga Saúva pois é a que tem uma sociedade muito interessante e com detalhes muito particulares

2ª Etapa

Leitura compreensiva e interpretativa do texto

            O professor propõe a reescrita da história, oferecendo a eles diversas atividades para auxiliar na fruição da escrita, aqui aproveite a atividade para sua turma de acordo com a faixa etária.

Sequência didática. respiração dos insetos. Conteúdo de Ciências. Anos Iniciais. Ensino Fundamental
Ordenar os acontecimentos da história é um bom treino e pode ser feito em duplas

Atividade

Sequência didática. respiração dos insetos. Conteúdo de Ciências. Anos Iniciais. Ensino Fundamental

Atividade

Você ainda pode trabalhar com mais atividades que envolvam escrita. Nós encontramos aqui e aqui atividades bastante criativas.

Na continuação das atividades, o professor pode ser o escriba e toda a turma participar da criação de um texto coletivo, esta ação ajuda na parte da compreensão das crianças em relação a pontuação, estruturação de texto e coerência.

Para ajudar a turminha, o professor pode fazer alguns questionamentos:

  • Por que a cigarra não trabalhava?
  • Qual era a preocupação das formigas?
  • A cigarra tinha companheiras?

Ou, se preferir, o professor pode usar algumas atividades de interpretação prontas que também encontramos nas nossas pesquisas  e deixamos aqui os links para você conhecer outros trabalhos sobre o tema.

Sequência didática. respiração dos insetos. Conteúdo de Ciências. Anos Iniciais. Ensino Fundamental
Para os alunos menores, completar frases é uma boa atividade

Atividade

Sequência didática. respiração dos insetos. Conteúdo de Ciências. Anos Iniciais. Ensino Fundamental
Consulte o site abaixo e veja como imprimir essa atividade para suas turmas

Atividade

3ª Etapa

Transferência e aplicação da leitura

            O professor pode apresentar uma cigarra ou até a casca de cigarra. Também é interessante apresentar aqui a estrutura de um formigueiro.

Sequência didática. respiração dos insetos. Conteúdo de Ciências. Anos Iniciais. Ensino Fundamental

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Sequência didática. respiração dos insetos. Conteúdo de Ciências. Anos Iniciais. Ensino Fundamental
As formigas e sua incrível organização! o=

Destacamos o blog fonte desta imagem que você aqui em cima. Se o professor quiser elaborar atividades específicas sobre formigas, vai encontrar ótimas ideias e informações.

A partir deste ponto, entramos com o questionamento sobre a respiração. Como os insetos respiram se não tem nariz?

Sempre ouvimos que quem canta bem tem bons pulmões, mas e agora? Se o inseto não tem nariz provavelmente também não tem pulmão.

Os nossos pequenos amiguinhos usam o abdome (corpo) pois ele possui uma série de furinhos chamados de sistema traqueal, para realizar a troca gases. O ar entra por esses tubinhos, que ficam na lateral do corpo. Essas estruturas são chamadas de espiráculos e o ar é levado pelo corpo pelo sistema traqueal. Cada tubo traqueal termina em uma célula responsável pela troca de gases com outras células do corpo.

Sequência didática. respiração dos insetos. Conteúdo de Ciências. Anos Iniciais. Ensino Fundamental
As setas mostram onde estão os espiráculos

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4º Etapa

Ficha de observação

Se for possível conseguir algum inseto de porte médio ou grande, por favor que já se encontre morto. Não queremos promover a matança só para nosso conhecimento!! Lembramos que, nessa época, é muito fácil encontrarmos cigarras, para criar uma ficha de observação. Também achamos esse site aqui, do qual você pode imprimir a ficha abaixo.

Sequência didática. respiração dos insetos. Conteúdo de Ciências. Anos Iniciais. Ensino Fundamental
Você também pode criar uma ficha técnica, junto com seus alunos

É interessante ter lupas para que as crianças possam olhar mais de perto o inseto. Ou, se não tiver lupas em número suficiente, apenas um celular com uma boa resolução também ajuda e muito.

Sequência didática. respiração dos insetos. Conteúdo de Ciências. Anos Iniciais. Ensino Fundamental
Esse exemplar já está comigo há algum tempo, pode-se notar a presença de fungos em alguns lugares, são nossos decompositores fazendo a festa
Sequência didática. respiração dos insetos. Conteúdo de Ciências. Anos Iniciais. Ensino Fundamental
Diga X 😀
Sequência didática. respiração dos insetos. Conteúdo de Ciências. Anos Iniciais. Ensino Fundamental
Mais uma pose 😉
Sequência didática. respiração dos insetos. Conteúdo de Ciências. Anos Iniciais. Ensino Fundamental
Quase não conseguimos notar a presença dos espiráculos, pois os fungos estão tomando conta

5º Etapa

Conclusão

É interessante fazer um comparativo da estrutura do corpo dos dois insetos. A turma pode produzir um pequeno relato, uma espécie de diário de bordo, com tudo o que foi aprendido ao longo das aulas. Além disso, ainda é possível realizar a montagem de um livro ilustrado com as reescritas dos alunos. E os alunos podem ser “professores” de outros alunos, encenando a história para outras salas. Tudo depende da nossa imaginação. E, dependendo do tempo disponível e da organização da sua escola, você pode montar uma exposição com a apresentação de como os insetos respiram e a construção de uma pequena fazenda de formigas. Para ajudar, deixamos este site como ponto de partida das suas pesquisas.

É isso aí! Gostaram? Deixe seus comentários e sugestões sobre esta e outras atividades que você viu por aqui. Vamos continuar juntos, Pensando Ciências!

Até a próxima!

 

 

Sequência Didática: Vamos Salvar o Planeta!!!

Saudações, Pensadores de Ciências!

Parece que o post de hoje tá meio “ousadia e alegria” né? rsrsrs…. Mas, calma lá que vamos explicar para você mais uma sequência didática para os anos iniciais do ensino fundamental. A sequência de hoje diz respeito a um pequeno ser, a abelha, discriminada por muitos, mas de valor inestimável para outros e para o planeta, de modo geral. Daí, o título “atrevido” do post. 😀

Veja o que encontramos aqui sobre os bichinhos:

Esses insetos pequenos no tamanho, mas de uma importância gigante para toda a vida na Terra. Sem as abelhas, não perderíamos só o mel e os produtos agrícolas. A produção de animais para consumo sofreria grandes perdas, já que estes animais são herbívoros. A vida selvagem de uma forma geral também sofreria sem elas: a vegetação seria drasticamente reduzida e, assim, a vida em geral.

Mas, o que um ser tãããão pequeno pode fazer pelo planeta?

A abelha é responsável pela polinização e o transporte de pólen. É com a polinização que temos a fecundação das flores e, consequentemente, os frutos e sementes que garantem a sobrevivência das espécies vegetais. A polinização também ocorre com a água, o vento e mesmo com outros animais, como borboletas e beija-flores. No entanto, é por meio das abelhas que esse trabalho da natureza se dá “por excelência”. Isso porque nossas amigas são velozes e donas de um voo em ziguezague. Além da especificidade do seu voo, as abelhas são animais sociais e com a consolidação da colônia, são capazes, depois de certo tempo de observar, com precisão, as melhores horas do dia para a coleta de pólen das flores próximas à colmeia.

Confira a nossa sequência e observe que ela pode ser adaptada para diferentes faixas etárias.

Tema: Meio Ambiente

Conteúdos participantes: Ciências, Português e Artes.

Usaremos como tema disparador o filme “BEE MOVE A História de uma Abelha”

O filme trata do incômodo de uma abelha com a perspectiva de passar a vida fabricando mel, ela decide viajar para fora da colmeia, com outras abelhas que colhem o néctar. Ao descobrir que a raça humana coleta o mel e o vende, o personagem principal decide processar toda a humanidade. O filme não só ensina todo o processo de polinização e as relações entre fauna e flora, mas também a importância que as flores têm para o andamento da colmeia, e mostra também a complexa estrutura social dentro da mesma.

Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Começar com um filme, vai fazer com que as crianças de divirtam enquanto aprendem

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1ª Etapa

         Atividade introdutória à recepção do texto (filme)

Iniciamos com uma roda de conversa após o a apresentação do filme e assim verificarmos os conhecimentos prévios dos alunos, apresentamos as informações sobre a colmeia, e a importância das abelhas para nossa casa, o Planeta Terra.

É importante destacar as cenas que mostram a polinização, a produção de mel, da estrutura social das colmeias e como cada abelha tem a sua função dentro do processo.

Se necessário exiba novamente os trechos do filme onde aparecem os assuntos em destaque no parágrafo acima pode-se também apresentar outros materiais de consulta, como livros e revistas para que pesquisem sobre o assunto e discutam coletivamente. Pergunte que tipo de recursos as flores têm para atrair os polinizadores, lembrando que além das abelhas existem outros animais que também podem realizar o processo, de que forma esses polinizadores realizam a reprodução nas plantas e o que as abelhas procuram nas flores.

2ª Etapa

         Leitura compreensiva e interpretativa do texto

Algumas perguntas são disparadas:

  • O filme conta a história de que personagem?
  • Como ele vive?
  • Onde mora?
  • Como é o trabalho dele?
  • Ele ganha alguma coisa para realizar o trabalho?
  • O que as abelhas fazem com as flores?
  • Qual o nome do pó que fica preso ao corpo da abelha?

Nesta etapa, o professor pode identificar e realizar as perguntas que achar pertinente para a idade dos alunos. É interessante também um pequeno estudo do meio na escola para identificar possíveis colmeias.

O destaque para a anatomia do corpo do inseto pode ser feito nessa etapa. Também o ciclo de vida pode ser demonstrado. Recomendamos que o professor traga diversas ilustrações para que os alunos possam compreender melhor os pequenos insetos.

Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Abuse das imagens, para explorar o conhecimento sobre as abelhas

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Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Imagens como essa mostram as fases do desenvolvimento das abelhas

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O professor pode aproveitar esse momento e explorar o laboratório de informática da escola. Pesquisas em sites para desmistificação do perigo das abelhas, mostrar para aos alunos que existem abelhas sem ferrão e que podem ser cultivadas em casa ajuda a “tirar o medo” das nossas amigas do “corpinho listrado”. É possível encontrar bons materiais aqui e aqui.

No nosso canal do YouTube, reunimos vários conteúdos que podem ser aproveitados para complementar o que falamos nessa sequência. Clica lá!

Trazemos aqui algumas atividades que pesquisamos em sites diversos. Você pode clicar nos links que deixamos abaixo das imagens e também descobrir muitos outros!

Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Depois de acompanhar o desenvolvimento das abelhas, essa atividade ajuda a compreender a divisão de tarefas na colmeia

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Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Explore também as partes do corpo do inseto

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Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
E, logo em seguida, se estiver com turmas dos anos iniciais, pratique a escrita

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Texto para o trabalho de reescrita.

 

Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Exercitar a reescrita também pode ser divertido

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E, você sabia que, amanhã, dia 03 de outubro, comemoramos o Dia Nacional da Abelha? Haverá diversas atividades espalhadas pelo nosso país, aproveite!

Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Cartaz da programação do CATI, em Campinas

3ª Etapa

                   Transferência e aplicação da leitura

  • Nova roda de conversa para avaliação da aprendizagem e verificação de novos pontos de vista.
  • Confecção de um Meliponário, coleção de colmeias de abelhas sem ferrão (Meliponíneos) de vários tipos. Nesse site você encontra o passo a passo.
Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Que tal criar abelhas?

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  • Mobilização de uma campanha de proteção para as abelhas, com confecção de faixas e cartazes. As crianças podem dar uma volta no bairro explicando a comunidade sobre o que aprenderam e como as abelhas são importantes para nossas vidas.

Resolvemos montar essa sequência, pois tivemos uma surpresa: nossos alunos também desconheciam a importância desses insetos fantásticos e acabaram por destruir uma colmeia.

Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Olha o resultado do estrago aí

Levaram um tremendo susto! Ainda bem que era abelha sem ferrão, e só levaram umas beliscadinhas, já pensou o estrago???

E vocês? Estão prontos para uma criação de abelhas? Já pensaram que delícia colher o próprio mel e ainda ajudar a natureza? E vamos encerrar o post de hoje com os versos desta música, sucesso nos anos 80, do personagem Fofão, criação do saudoso artista Orival Pessini.

         “…Pra que cada criança não tenha só lembrança

Da imagem de uma flor…”

Guerra Nas Estrelas

Compositor: Orival Pessini/ Neil Bernardes/ Terry Winter

 

Experiência com micro-organismos: vírus, bactérias e fungos

Saudações, Pensadores de Ciências!

Hoje vamos falar de um assunto que “quase ninguém vê”, os micro-organismos, ou, microrganismos. A experiência que trazemos hoje é sobre vírus, bactérias e fungos.

Nossos quartos anos do ensino fundamental avançaram com os conteúdos e estamos agora estudando os microrganismos e suas relações com os seres humanos.

Iniciamos contando para as turmas que os microrganismos são seres unicelulares, isto é, de uma única célula, e que, portanto, não podem ser vistos a olho nu, sendo visíveis apenas com uso de microscópios.

Logo depois falamos dos vírus, que são, praticamente, parasitas celulares, pois necessitam de outra célula viva para sobreviver, podem atacar animais, vegetais e bactérias. Esse assunto não era novidade para os alunos, pois conversamos sobre os vírus quando falamos de vacinas, alimentação e vitaminas.

Você também já viu microrganismos no blog aqui e aqui.

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Nessa imagem temos o vírus influenza, causador da gripe

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Na sequência, falamos das bactérias, estes  seres microscópicos estão presentes em toda a parte, até mesmo no nosso corpo ajudando o sistema excretor, presentes também em alguns alimentos e remédios. Essa variedade de formas em que podemos encontrar as bactérias chamou a atenção dos nossos alunos. Resolvemos, então, fazer um pequeno experimento, um cultivo de bactérias.

O objetivo dessa experiência é mostrar a existência de bactérias e como elas contaminam o meio de cultura.

Para isso usamos:

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Com material separado é só começar a estudar os microrganismos
  • Gelatina sem sabor
  • Caldo de carne
  • Cotonetes
  • Água para dissolver o caldo e a gelatina
  • 2 placas de petri, esse material transparente que você vê na foto. Se você não tiver, pode usar duas tampas de maionese.

Os alunos devem passar o cotonete no chão ou entre os dentes, ou ainda entre os dedos dos pés (de preferência depois de eles ficarem por um bom tempo fechados dentro dos tênis e meias). Existem outras opções, como usar as mãos sujas ou uma nota de dinheiro. O cotonete é esfregado levemente sobre o meio de cultura para contaminá-lo. Tampe as placas de petri ou envolva as tampas de maionese com filme plástico. Depois de três dias, observe as alterações.

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Uma de nossas turmas, esperando a “mágica” acontecer! <3

Após prepararmos os meios de cultura, era hora de colher as bactérias para a reprodução.

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As bactérias também estão presentes em nossa boca, principalmente se, após as refeições, não fizermos a higiene apropriada! Bora escovar muito bem esses dentinhos, pessoal! 😀
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E lá estávamos nós, colhendo bactérias! =o

As bactérias coletadas foram colocadas no meio de cultura através dos cotonetes.

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A cor da cultura é referente ao caldo de carne, que fornecerá as condições para o desenvolvimento dos microrganismos

Agora estamos aguardando nosso “milagre particular da multiplicação”. São 3 dias de espera para o próximo capítulo. Estamos na expectativa. E você? Já fez experiências semelhantes na sua escola? Se ainda não fez, queremos saber o que você acha dessas atividades em sala de aula.

Por enquanto, acompanhe o desenrolar desta aventura com a nossa turminha.

Até a próxima!

Projeto Alameda: Classificação e Coleção de Amostras de Solo

Saudações, Pensadores de Ciências!

Vocês estão lembrados do Projeto Alameda? Falamos dessa história aqui, aqui e aqui também e avisamos pra todo mundo que íamos dar seguimento em outro momento. E não é que esse momento chegou? Yeah! \o/

Como prometido, voltamos hoje para contar mais uma das etapas do nosso projeto.

Nossas crianças ficaram de trazer amostras variadas de solo, e elas chegaram.

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Separamos os materiais e demos início aos trabalhos

Aproveitamos para nos aprofundar nos tipos de solo, sua composição química e classificação segundos esses aspectos.

Fomos atrás de descobrir o processo formativo de cada solo, e suas classificações, para isso usamos de início o material de apoio deste site aqui

Conversamos com a Geógrafa de nossa escola, a Professora Doutora Viviane Cracel.

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Olha a professora Viviane aí, gente! <3

Ela nos apresentou um material muito legal, bem mais didático e de fácil compreensão.

Primeiro usamos um texto de Manoel Fernandes de Souza Neto do livro Aula de Geografia e algumas crônicas. Campina Grande: Bagagem, 2008.

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O uso de material extra foi decisivo para essa atividade com nossos alunos

Transcrevemos aqui um trecho do livro para que vocês possam conhecer um pouco mais da obra. Quem sabe, você não começa, aí, na sua escola, um novo trabalho? Vem ver!

Os solos são

            Os solos são uns filhos da rocha mãe. Até parecem ser bem quietos, mas essa aparente calmaria esconde o quanto os solos são vivos, vivíssimos para dizer a verdade. Enquanto os outros pensam que eles estão mortos há uma série de processos ocorrendo no seu interior, como se houvesse uma festa com os seres mais estranhos que alguém possa imaginar.

            E não pense que é só minhoca que passeia no solo. Lá passeia todo tipo de bactéria, de fungo, de bichinho que se vê a olho nu e de outros tantos que só mesmo com um microscópio. Aí meu amigo, com tantos seres assim, o solo fica parecendo uma espécie de mercado Persa, um tipo de feira livre, só que sem dinheiro. E é um troca-troca fantástico de elementos químicos, materiais orgânicos, sais minerais, que o solo vai se transformando permanentemente.

            E ciclo vai, ciclo vem e o solo é uma festa: é bactéria decompondo nitrogênio e trocando por outras coisas do gênero; é minhoca construindo caminhos e produzindo húmus; é água que vai deixando os sais quando evapora; é o ar que vai circulando pelos pequenos canais feitos de diminutos grãos de diferentes formas, tamanhos, cores e origem.

            E essa coisa de origem é fundamental, porque sempre disse minha avó, que os filhos parecem com os pais. Ora, se a rocha mãe for muito ferro, pode esperar que o solo vai ser meio vermelho; já se a rocha que é mãe for muito cálcio, o solo vai tender fortemente ao branco. E não pense que só a rocha mãe é que dá origem a tudo, pois o clima aparece nessa história meio como uma espécie de pai. Vai me dizer que nunca ouviu falar no tal intemperismo?! Pois o clima, amigo velho, decompõe a rocha mãe e o processo inicial a gente chama de intemperismo.

            Ora, ora, se o clima for meio árido, a tendência vai ser do clima quebrar muito a rocha; mas de mudá-la muito pouco, pois ela vai continuar, por mais quebrada que esteja com a mesma composição mineral e os solos tenderão a ser rasinhos, raquíticos, superficiais. Já se o clima for úmido, aí vai ser outra história, porque ele vai amaciar a rocha mãe, mudar suas características iniciais, torná-la menos rocha, menos dura e é claro, mais macia, mais profunda.

            Por isso o solo é como se fosse uma espécie da relação entre um clima, assim meio pai e uma rocha, meio mãe. É dessa relação que os filhos solos tendem a ser a cara encarnada e esculpida dos pais.

            E mais uma coisa meu amigo, o solo também cresce, também muda de horizonte com o tempo, também tem lá seu perfil, suas características, digamos assim, mais pessoais. Todo solo tem seus traços íntimos, sua identidade química, uma certa estrutura física. Uns são rasos, outros profundos; uns velhos, outros bem recentes; uns vermelhos, outros amarelos, alguns brancos, outros negros, além daqueles que possuem variadas cores.

            Os solos são vida e suas raízes, ainda que não nos demos conta disso, estão vivas dentro de nós.

Com essa leitura, nosso trabalho foi ficando mais fácil. Logo depois, usamos um outro material que a Professora Viviane nos forneceu e que nos ajudou a classificar os solos de uma maneira mais rápida e didática. O livro ” O solo sob nossos pés”, da autora Deborah de Oliveira, publicado pela Editora Atual.

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Mais um livro fundamental para nossos estudos

Recebemos também da Professora a dica de alguns sites que nos ajudariam, como o Pedagogia Fácil e o site dos professores da UFPR.  Os dois sites são fantásticos, mas foi no Programa Solo na Escola da Universidade Federal do Paraná que descobrimos uma coleção de experimentações que virou nosso baú de riquezas. Encontramos uma EXPERIMENTOTECA DE SOLOS e uma COLEÇÃO DE CORES DE SOLOS (COLORTECA). Bingo! Era o que queríamos fazer, nosso acervo de solos, mas agora tínhamos um norteador para ajuda. Deixamos aqui o nosso sincero agradecimento à equipe que, muito gentilmente, autorizou o uso do material produzido por eles e também já deu dicas, sugestões de intervenção no solo…Foi incrível!

Chegou a hora de mostrarmos tudo que fizemos. Segura na nossa mão e vem!!

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Organizamos as amostras trazidas pelos alunos

Colocamos as amostrar para secagem, e aproveitamos para brincar um pouco com a amostra 07, que é um solo argiloso.

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Nesse dia, todo mundo estava liberado para mexer na terra! 😀
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E teve produção de relatório também! 😉
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Tudo explicado: cada um registrou as diferenças entre as amostras
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É muito interessante ver como cada um organiza o relatório do seu jeitinho!
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A conclusão também era fundamental. E todos se saíram bem. A gente <3

Organizamos nossas amostras.

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Era hora de recolher as amostras nos potes
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Deixamos em uma das estantes da sala para que os alunos pudessem rever e até explicar para os demais professores da turma

E voltamos a Alameda para conferir, se tudo estava correto.

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Uma das turmas do quinto ano, durante a verificação do solo onde criaremos a Alameda

Já conversamos com nosso Orientador Pedagógico e apresentamos nossas novas análises, acreditamos que agora precisamos remexer o solo e complementar com adubação, que pode vir de uma compostagem, pensamos também em uma cobertura vegetal, como grama, tudo isso está sendo analisado e logo, logo, vocês saberão mais do que estamos aprontando.

Já fizeram alguma coisa parecida?

Eu confesso que tudo isso é novo para mim e para nossos alunos também, mas todas as descobertas têm sido tão legais que a cada aula pensamos em outras possibilidades e nossas cabeças piram e mudam a todo instante. Esse trabalho também é fruto de uma “corrente do bem”. Começou com a nossa colega Viviane, ali mesmo, na nossa escola e nos levou até o Paraná! Não é incrível saber tudo que o conhecimento pode proporcionar?

O escritor Lewis Carrol, em Alice nos país das maravilhas diz a seguinte frase:

“Eu… eu… nem eu mesmo sei, nesse momento… eu… enfim, sei quem eu era, quando me levantei hoje de manhã, mas acho que já me transformei várias vezes desde então. ”

E assim seguimos nossas aulas, nessa metamorfose ambulante.

Conte para gente o que você tem feito de diferente e que te provoca mudanças na sua escola.

Até a próxima!

 

Sistema Digestório: conhecendo a língua

Saudações, Pensadores de Ciências!

Hoje vamos voltar um pouco no tempo, pois, algumas dúvidas sobre o Sistema Digestório ficaram no ar e não podemos deixar passar… precisamos falar da Língua.

O início de nossa digestão é na boca, é lá que as glândulas salivares ajudam na quebra do carboidrato e com a ajuda dos dentes e língua, transformam o alimento em bolo alimentar. Até aí tudo bem, a saliva molha os alimentos, os dentes cortam, rasgam e trituram, mas e a língua, o que faz mesmo? Já falamos dela aqui mas…. o tempo passou…. a turma mudou e as perguntas são as mesmas e isso é muito interessante.

A Língua empurra o bolo alimentar contra os dentes, movimenta o alimento, além disso mistura a saliva com a comida e ajuda a empurrar o alimento parar a faringe iniciando o processo de deglutição. Mas espere, não é só isso! Além do que você leu, a língua tem glândulas que ajudam a sentir os sabores e também ajudam na fala. É um músculo preso a mandíbula.

Você deve estar se perguntando: O que esse povo do Pensando Ciências aprontou desta vez?

Levamos a língua para a sala de aula!

O que? Como assim?

A Língua dos bovinos também conta com papilas gustativas e foi essa aí que acabou na sala.

Experiência língua sistema digestório
Língua bovina
Experiência língua sistema digestório
Olha aí nosso querido aluno Lucas sentindo suas papilas.

Lembramos às crianças dos órgãos do sentido e como funciona a percepção de sabores na Língua.

Experiência língua sistema digestório
Mapa de sabores da língua

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E é claro que fomos comprovar o esquema aí de cima, usamos um pouquinho de sal para a experimentação.

Experiência língua sistema digestório
Primeiro, colocamos o sal bem na pontinha da língua. A sensação foi de ardor, queimação, não foi salgado
Experiência língua sistema digestório
Depois colocamos o sal no fundo da língua e, mais uma vez, a surpresa foi que o gosto era mais amargo que salgado

E partimos para a manipulação, ninguém aguentava mais, queriam sentir as papilas e o órgão tão musculoso que temos na boca.

Experiência língua sistema digestório
Sentido as papilas
Experiência língua sistema digestório
E virada para baixo também!

E é obvio que tiramos a pele e mostramos as fibras musculares, o serviço tinha que ser completo.

Experiência língua sistema digestório

Experiência língua sistema digestório
Vocês podem imaginar a euforia das crianças à medida que fomos partindo a língua?

Experiência língua sistema digestório

Experiência língua sistema digestório
Mais uma missão cumprida!

Essa nossa experimentação foi tão boa que vários alunos fizeram as famílias conhecerem o mapa dos sabores, muita gente comeu sal por aí… rsrsrs! Desculpa aí, família. É tudo pelo bem da Ciência! 😀

Ah! Teve até família que, para fortalecer o aprendizado, fez a língua para o jantar. Não é muito legal quando todo mundo se envolve?

E quando decide experimentar (literalmente) novos sabores? E você? Já tinha prestado atenção na sua língua? O que sabia sobre este importante componente do sistema digestório? Divida conosco suas experiências aí nos comentários. Vale compartilhar receitas de preparo de língua também, tá? 😉

Até a próxima!

 

 

 

Sequência didática multidisciplinar nos anos iniciais

Saudações, Pensadores de Ciências!

Hoje teremos mais um post com sequência didática, com proposta de multidisciplinaridade (multidisciplinar significa reunir várias disciplinas em busca de um objetivo final), na qual iremos explorar os animais que se apropriam do corpo humano como moradia, nossos “hóspedes”.

A atividade proposta aqui é melhor aplicada em alunos do Ciclo I do Ensino Fundamental e contamos com a união entre as disciplinas de Ciências, Língua Portuguesa, Geografia e Matemática

E se você ainda não viu as sequências didáticas que já publicamos, pode clicar aqui, aqui e aqui também.

O livro paradidático usado será “O hóspede de Barnabé”, de Robson Rocha, da Editora Fapi.

Esta coleção explora aspectos da natureza da região do Pantanal e desperta o gosto pela leitura

Vem ver como desenvolvemos essa sequência didática. Você pode adaptá-la par seus alunos, encaixando outros elementos, textos parecidos, enfim, solte sua imaginação!

1ªEtapa:

                        Atividade Introdutória à recepção do texto

O professor inicia o diálogo com os alunos, centrado na identificação de animais que se apropriam do corpo humano como pulga, carrapato, piolho e bicho-de-pé. Para chegar no nome do bicho-de-pé, o professor pode explicar para as crianças que ele é muito encontrado em áreas rurais (curral ou chiqueiro) e que penetra pela pele do pé.

Nomeando esse inseto, o professor pede aos alunos que digam quem conhecia algo a respeito do parasita e explica que a presença dele em nosso corpo é resultado de um problema: a falta de cuidados com higiene pessoal e nosso corpo.

A seguir, o professor mostra a capa do livro e lê o título para os alunos. O professor desafia as crianças com as seguintes perguntas:

  • O que vocês veem na capa?
  • O que é um hóspede?
  • Para você, quem é Barnabé?
  • Para você, quem é o hóspede de Barnabé?

2ª Etapa:

            Leitura compreensiva e interpretativa do texto

O professor lê a narrativa para os alunos e, simultaneamente, mostra as ilustrações. Em seguida, o educador relê a narrativa, questionando os alunos a respeito do texto. Por exemplo:

  • Para você, por que Basé morava no pé de Barnabé?
  • Por que Basé ia para debaixo da unha de Barnabé?
  • Por que Basé desistiu de de viver no pé de Barnabé?

As próximas perguntas podem ser exploradas usando um planisfério do Brasil, as explorações podem ser relacionadas as regiões do Brasil, Rosa dos Ventos e muitas outras que o professor pode escolher, como os estados e suas capitais.

  • O que é o Pantanal? Onde ele fica?
  • Que bichos vivem no Pantanal?
  • Qual é o nome do rio que passa pelo Pantanal?

A seguinte questão pode ser explorada, com pesquisa via internet, os alunos podem procurar os diversos meios de transportes aquáticos.

  • Qual é o meio de transporte que navega no rio?
  • Foi nesse meio de transporte que navegou Basé?

Aqui pode-se explorar os movimentos corporais, através de um pequeno teatro sobre o circo, ou um jogo de mímica com os movimentos dos personagens circenses.

  • Quais foram os divertimentos de Basé no circo?
  • Por que será que Basé gostou do Palhaço Picolé?
  • Quem avisa as crianças sobre os perigos dos bichos-de-pé?

Essa questão dá oportunidade de construirmos uma lista de palavras, divisão silábica e construção de frases.

  • Que palavras terminam com o mesmo som de Barnabé?

3ª Etapa:

            Transferência e aplicação da leitura

Nessa etapa o professor pode mostrar textos, ilustrações e imagens reais do inseto. Pode seguir a roda de conversa apresentando detalhes como:

O fato de o bicho-de-pé ser um problema para a saúde de muitas pessoas no Brasil. É interessante mostrar a foto do parasita para que as crianças vejam que o bicho-de-pé é como uma pulga de cor marrom-avermelhada que, quando adulta, mede em torno de 1 mm de comprimento. Devemos explicar e também mostrar imagens da fêmea adulta, pois somente ela tem a capacidade de perfurar a pele do homem, porco e outros animais, para se alimentar de sangue e pôr seus ovos. Enfim, essa é a hora de explicar aos alunos que, para o bicho-de-pé, nosso corpo é como um ninho, que permitirá a reprodução de novos parasitas.

A ilustração mostra um ponto muito comum da presença desses parasitas: os dedos dos pés.

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É importante ressaltar que a infecção com o inseto é bem comum no verão pois há o cruzamento de dois fatores de risco, o solo úmido que favorece o aparecimento de larvas e o mau hábito de andar descalço justamente por causa do calor

Além dos pés, que dão o nome popular ao inseto, não podemos esquecer que esses animais podem afetar também as mãos e o calcanhar. Todo cuidado é pouco!

Os pés descalços, em contato com o solo, favorecem a infestação

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Um dos primeiros indícios de que o indivíduo sofreu infecção é uma coceira leve sentida na região onde a fêmea depositou os ovos. Em seguida pode aparecer um inchaço no local afetado. Mesmo sabendo que a fêmea morre logo após cumprir sua “missão de mãe” (É, meus amigos, no fim das contas, tudo é luta pela sobrevivência das espécies…), devemos retirar o inseto assim que percebemos sua presença no local para que não ocorram complicações como úlceras e inflamações na área atingida. Há relatos de casos mais graves que levaram até mesmo à amputação de partes dos pés.

Ao localizar um parasita, o melhor é retirá-lo imediatamente

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Aqui estão algumas imagens que você pode levar para sua aula sobre o bicho-de-pé

Taí o hóspede que ninguém quer receber

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Nessa ilustração podemos ver a fêmea com o abdome repleto de ovos

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Esse é dos grandes! M-E-D-O!! =0

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Nesse ponto da aula é importante conduzir o questionamento para os recursos que temos para evitar o bicho-de-pé, ou seja os cuidados com  a nossa saúde. O professor pode perguntar:

  • Quais as consequências de um bicho-de-pé no corpo humano?
  • Por que os bichos-de-pé entram na pele?
  • Quais são os cuidados que devemos ter com o nosso corpo?
  • Que hábitos de limpeza são recomendados para a manutenção da saúde?

A gente quer que as turminhas entendam a importância da higiene pessoal e isso pode ser feito de forma lúdica, com atividades que misturem também brincadeiras, que possam ser feitas em duplas e também com a ajuda da família, em casa. Gostamos quando nossos alunos levam o conhecimento adiante, envolvendo toda a família no processo do aprendizado. Selecionamos algumas atividades que você pode encontrar nesse site aqui e aplicar nas suas aulas:

Explore com os pequenos a importância da higiene pessoal, usando esse conjunto de atividades

Cruzadinhas são uma ótima maneira de fixar o conteúdo e trabalhar a escrita
Você também pode extrapolar essa atividade com um pouco de matemática, pesquisando o preço de produtos de higiene pessoal

E se você não é professor, mas descobriu tudo que esse bichinho pode aprontar no corpo humano, pode explorar esse assunto com as crianças em casa. Comece perguntando coisas como: você lava as mãos depois de ir ao banheiro? Tem lavado bem as frutas e verduras? Anda descalço por aí?

Não esqueça o quanto sua saúde é importante! Gostaria de ver uma sequência de didática sobre outro parasita ou tema ligado à saúde? Escreva sua sugestão nos comentários. Estamos esperando!

Até a próxima!!!

 

Sistema Circulatório: experiência em sala de aula

Saudações, Pensadores de Ciências!

Nossos estudos e experimentos não param. São tantas ideias que a cabeça chega até a ferver e o coração bate acelerado… falando em coração, este é o assunto que estamos tratando nos 4º anos do ensino fundamental, porque o corpo humano e o sistema circulatório não param, não é mesmo?

Aliás, se você não viu outros experimentos e estudos sobre o corpo humano, pode ver o que fizemos em sala de aula aqui e aqui

Iniciamos nossa conversa sobre Sistema Circulatório com uma pequena roda a fim de saber o que nossos alunos já conheciam a respeito. O conhecimento prévio é sempre aliado em nossas mediações.

Encerrada a roda de conversa, entramos com o livro didático, recurso que complementa nossa jornada.

sistema respiratório ensino de ciências ensino fundamental anos iniciais
Este é o livro que usamos com nossos alunos

Falamos sobre o coração, os vasos sanguíneos e pulsação, a partir desses conceitos fizemos o experimento para verificar os batimentos cardíacos.

Mostramos para as crianças onde poderiam sentir uma artéria, pois são vasos do sistema cardiovascular por onde passa o sangue que sai do coração. A musculatura das artérias é espessa, formando um tecido muscular bastante elástico, permitindo dessa maneira, que as paredes se contraiam e relaxem a cada batimento cardíaco. Assim ficaria mais fácil sentir a pulsação.

sistema circulatório experiência em sala de aula anos iniciais ensino fundamental
Olha só o momento de concentração

Depois de verificarem os batimentos em repouso (uma frequência cardíaca de 60-100 por minuto é considerada normal) e fazerem uma pequena anotação, passamos para o conceito de Pressão Arterial. Nesse momento, turminha soube de uma forma bem simples que a Pressão Arterial é a força que o próprio sangue exerce sobre as paredes dos vasos sanguíneos, após ser bombeado pelo músculo cardíaco. É, minha gente, o coração é um músculo.

sistema circulatório experiência em sala de aula anos iniciais ensino fundamental
Mostramos também essa imagem de um coração humano

Vimos também que a pressão é medida em dois tipos, a sistólica (máxima) e a diastólica (mínima), os dois valores são importantes para definir a pressão pois ela sofre oscilações ao longo do caminho pelo corpo humano. Uma pressão considerada normal para um adulto tem a máxima de 120 mmHg e a mínima de 80 mmHg.

sistema circulatório experiência em sala de aula anos iniciais ensino fundamental
Cada aluno teve sua pressão aferida e anotada

E agora, qual era nossa proposta?

Fomos brincar, correr e, na volta à sala, uma nova anotação seria feita, agora, depois do corpo exercer algum tipo de atividade física.

sistema circulatório experiência em sala de aula anos iniciais ensino fundamental
Teve gente que exagerou só um pouquinho nos exercícios…:D

Passamos para a segunda rodada de medições e anotações sobre os batimentos cardíacos que agora, certamente, apresentavam diferenças. Também aferimos, novamente, a pressão de alguns alunos.

sistema circulatório experiência em sala de aula anos iniciais ensino fundamental
A gente gosta de relatório assim: detalhado e colorido!
sistema circulatório experiência em sala de aula anos iniciais ensino fundamental
Mais um experimento concluído com sucesso! \o/

Por enquanto é isso ai pessoal!

E você já verificou seus batimentos cardíacos?

E sua pressão arterial, como anda? Não se esqueça de fazer seus exames periódicos, praticar exercícios físicos e cuidar da alimentação. Proteja seu sistema circulatório! Ame o seu coração! <3

Até a próxima!