Sistema Circulatório: experiência em sala de aula

Saudações, Pensadores de Ciências!

Nossos estudos e experimentos não param. São tantas ideias que a cabeça chega até a ferver e o coração bate acelerado… falando em coração, este é o assunto que estamos tratando nos 4º anos do ensino fundamental, porque o corpo humano e o sistema circulatório não param, não é mesmo?

Aliás, se você não viu outros experimentos e estudos sobre o corpo humano, pode ver o que fizemos em sala de aula aqui e aqui

Iniciamos nossa conversa sobre Sistema Circulatório com uma pequena roda a fim de saber o que nossos alunos já conheciam a respeito. O conhecimento prévio é sempre aliado em nossas mediações.

Encerrada a roda de conversa, entramos com o livro didático, recurso que complementa nossa jornada.

sistema respiratório ensino de ciências ensino fundamental anos iniciais
Este é o livro que usamos com nossos alunos

Falamos sobre o coração, os vasos sanguíneos e pulsação, a partir desses conceitos fizemos o experimento para verificar os batimentos cardíacos.

Mostramos para as crianças onde poderiam sentir uma artéria, pois são vasos do sistema cardiovascular por onde passa o sangue que sai do coração. A musculatura das artérias é espessa, formando um tecido muscular bastante elástico, permitindo dessa maneira, que as paredes se contraiam e relaxem a cada batimento cardíaco. Assim ficaria mais fácil sentir a pulsação.

sistema circulatório experiência em sala de aula anos iniciais ensino fundamental
Olha só o momento de concentração

Depois de verificarem os batimentos em repouso (uma frequência cardíaca de 60-100 por minuto é considerada normal) e fazerem uma pequena anotação, passamos para o conceito de Pressão Arterial. Nesse momento, turminha soube de uma forma bem simples que a Pressão Arterial é a força que o próprio sangue exerce sobre as paredes dos vasos sanguíneos, após ser bombeado pelo músculo cardíaco. É, minha gente, o coração é um músculo.

sistema circulatório experiência em sala de aula anos iniciais ensino fundamental
Mostramos também essa imagem de um coração humano

Vimos também que a pressão é medida em dois tipos, a sistólica (máxima) e a diastólica (mínima), os dois valores são importantes para definir a pressão pois ela sofre oscilações ao longo do caminho pelo corpo humano. Uma pressão considerada normal para um adulto tem a máxima de 120 mmHg e a mínima de 80 mmHg.

sistema circulatório experiência em sala de aula anos iniciais ensino fundamental
Cada aluno teve sua pressão aferida e anotada

E agora, qual era nossa proposta?

Fomos brincar, correr e, na volta à sala, uma nova anotação seria feita, agora, depois do corpo exercer algum tipo de atividade física.

sistema circulatório experiência em sala de aula anos iniciais ensino fundamental
Teve gente que exagerou só um pouquinho nos exercícios…:D

Passamos para a segunda rodada de medições e anotações sobre os batimentos cardíacos que agora, certamente, apresentavam diferenças. Também aferimos, novamente, a pressão de alguns alunos.

sistema circulatório experiência em sala de aula anos iniciais ensino fundamental
A gente gosta de relatório assim: detalhado e colorido!
sistema circulatório experiência em sala de aula anos iniciais ensino fundamental
Mais um experimento concluído com sucesso! \o/

Por enquanto é isso ai pessoal!

E você já verificou seus batimentos cardíacos?

E sua pressão arterial, como anda? Não se esqueça de fazer seus exames periódicos, praticar exercícios físicos e cuidar da alimentação. Proteja seu sistema circulatório! Ame o seu coração! ❤

Até a próxima!

Sistema digestório em sala de aula com massa de modelar

Saudações, Pensadores de Ciências!

Dando continuidade ao conteúdo de Ciências de nossas turmas dos quartos anos do ensino fundamental, resolvemos propor o estudo sobre o sistema digestório com mais uma atividade que explorasse a dimensão lúdica e ainda permitisse que os alunos demonstrassem todo o conhecimento adquirido. Propusemos a montagem de um sistema digestório com massa de modelar. Pedimos para as crianças sentarem em grupos e, com ajuda de papel cartão e massa de modelar, convidamos a turma a construírem o sistema em 3D (objetos com três dimensões). 

E aí, começamos os trabalhos:

sistema digestório com massa de modelar
Foi só falar em “trabalho em grupo” que a turma inteira se mobilizou

Lógico que podia usar o livro didático para dar aquela espiadinha:

sistema digestório com massa de modelar
Todos queriam olhar o livro e fazer o seu própria sistema com todo cuidado

Depois de planejar como o trabalho seria feito, cada grupo colocou a “mão na massa”…literalmente! 😀

sistema digestório com massa de modelar
Aí foi só trabalho (e diversão, claro!) 😉

Para nossa alegria as montagens ficaram incríveis! Vem conferir:

sistema digestório com massa de modelar
Esse grupo não esqueceu a importância da mastigação. Olha aí os dentes nesta boca! =0
sistema digestório com massa de modelar
O resultado final de outro grupo!
Já esse outro grupo lembrou do movimento peristáltico e fez o bolo alimentar, descendo pelo esôfago! Não tá lindo!? ❤

Esses são os sistemas digestórios mais bonitos que a gente respeita! 😀

O que nos levou a propor um trabalho em grupo e com massa de modelar? 

Procuramos aqui trabalhar com o princípio de Educação Sensível, um compartilhar recíproco de experiências e vivências, que possibilita o conhecer e o repensar do viver humano pela educação sensível, em que o aluno percebe as sensações, os sentidos, aprende a ouvir, ver, falar, degustar para melhor se compreender, e compreender o outro, em suas peculiaridades e diferenças. Pesquisando mais sobre o tema, encontramos essa interessante explicação:

“Duarte Junior (2010) faz referência à crise dos sentidos na contemporaneidade. Conforme o autor, em meio a tantas mudanças que vêm ocorrendo, os sentidos ficam anestesiados, pois, em razão dessa rotina corriqueira e agitada, dificilmente o ser humano se posiciona frente ao outro, a fim de ouvir, para, então, poder ajudar ou compartilhar momentos recíprocos de conversações. Nesse sentido, as práticas de solidariedade estão se fragilizando, perdendo-se, e as poucas que ainda acontecem são motivos de notícias, pois são um diferencial em meio a uma sociedade que não “para”, para ouvir, nem ver, nem sentir, muito menos degustar.

Com essa experimentação as crianças puderam trabalhar com seus pares e praticar e perceber algumas sensações. Exercitaram e manipularam sentimentos e texturas. Além do saber escolar e científico, provocamos aqui o saber da vida em sociedade e da tolerância.  

E você já fez algum trabalho em 3D? 

E sobre a Educação Sensível, tem algo a nos contar? 

Deixe seus comentários e sugestões sobre o tema!

Até a próxima!

Sistema Digestório: movimento peristáltico

Saudações, Pensadores de Ciências!

Nosso experimento de hoje segue o conteúdo previsto no currículo da rede municipal de educação de Campinas. Apresentamos o Sistema Digestório do corpo humano, para as turmas do 4º ano do ensino fundamental. Tenho certeza que você já deu uma espiadinha em alguns experimentos que mostramos aqui. Ainda não? Então aproveita. Alguns deles estão aqui e aqui.

Depois de aprendermos mais sobre o primeiro órgão do Aparelho Digestório, a boca, começamos a empurrar nosso bolo alimentar para os outros órgãos, afinal precisamos aproveitar a energia contida nele.

Mas o que é bolo alimentar? O alimento, ao chegar à boca, já inicia o processo de digestão. Primeiramente, ele é quebrado pelos dentes e começa a ser misturado, com a ajuda da língua, à saliva, que provoca sua umidificação. A saliva possui uma enzima chamada de amilase salivar, muco, sais e outras substâncias. Em virtude da presença da amilase, que é capaz de quebrar o amido, a digestão dos carboidratos inicia-se na boca.

Com a ação da saliva, da língua e dos dentes, o alimento torna-se uma pasta mole, que recebe o nome de bolo alimentar. O bolo alimentar é o nome dado, portanto, ao alimento mastigado e misturado à saliva.

E aí chegamos onde queríamos, o bolo alimentar formado na boca é impulsionado pela língua até a faringe e depois para o esôfago que através dos movimentos peristálticos chegam até o estômago.

E como funciona o movimento peristáltico? Também conhecidos como peristaltismo, consistem em movimentos involuntários realizados pelos órgãos do tubo digestivo (intestinos e esôfago). Esses movimentos são responsáveis por fazer com que o bolo alimentar caminhe ao longo destes, para que a digestão ocorra no devido local. Trocando em miúdos, é o ato de contrair e relaxar das paredes do nosso esôfago para empurrar o bolo alimentar até o estômago.

E olha o que fizemos…

sistema digestório movimento peristáltico
Esse pequeno esquema gráfico nos ajudou a entender o caminho percorrido
sistema digestório movimento peristáltico
Quem não tem esôfago, usa meia e arroz mesmo, foi assim que simulamos o órgão e seus movimentos
sistema digestório movimento peristáltico
E olha o interesse no nosso “esôfago”. Todos os alunos manipularam o experimento e simularam os movimentos peristálticos
sistema digestório movimento peristáltico
Com ajuda tudo fica mais fácil. Enquanto um contraía, outro relaxava. E viva o trabalho em equipe! ❤

E foi isso, gente!

Na verdade, amigos pensadores, essa foi uma das experimentações mais difíceis que fizemos. Não encontrávamos material que nos possibilitasse simular com precisão o movimento que queríamos. Usamos bexiga mais farinha, bexiga mais água, bexiga fina, larga… o pessoal do quinto ano tentando ajudar, foi uma correria, mas no fim tudo deu certo. Tudo acaba bem quando termina bem, não é mesmo? 😉

E você tem alguma sugestão de material? Como você, professor, demonstraria para seus alunos essa parte do corpo humano? Conte pra gente!

Até a próxima!

 

Processo Digestório: o início

Bem, amigos da Rede Glo… rsrsrs

Saudações, Pensadores de Ciências!

Ahá! Agora que voltamos a nossa “programação normal”… bora ver o que nossos alunos aprenderam hoje?

Voltamos ao nosso conteúdo do Sistema Digestório, parte do conteúdo programático do quarto ano do ensino fundamental, e muitas dúvidas ficaram no ar;

  • Repetir o que foi feito o ano passado?

OU….

  • Fazer algo inovador? Mas o quê?

Resolvemos complementar o que foi dito o ano passado com o que não foi dito. E lá vamos nós.

Se você quer saber o que fizemos ano passado clique aqui e aqui.

Iniciamos com o primeiro órgão do Sistema Digestório, a Boca. Além de falar da saliva, língua, mucosa, dentes e suas funções, palato, gengiva também foram apresentados aos alunos e conversamos muito sobre o maxilar e a mandíbula.

sistema digestório maxilar boca aula de ciências
Representação gráfica da boca
sistema digestório boca dentes
Função dos dentes

E pra tudo ficar mais fácil fomos ao nosso laboratório de Ciências encontrar com o “Sr. Zeferino”, ver o que ele podia fazer por nós. Afinal, queríamos ver de perto do que estávamos falando.

sistema digestório boca dentes
“Zeferino”, apelido carinhoso dado pelas crianças, parece ter gostado de receber visitas. Olha o sorriso! 😉
sistema digestório boca dentes
É isso aí, gente, não perde nenhum detalhe, não!

Os alunos puderam observar a mandíbula e o maxilar e o movimento que fazemos para mastigar, puderam perceber porque nossa arcada dentária  não é fixa totalmente e também notaram as doenças causadas por traumas, como a disfunção de ATM (A Disfunção da ATM é o funcionamento anormal da articulação temporo-mandibular, ligamentos, músculos da mastigação, ossos maxilar-mandíbula, dentes e estruturas de suporte dentário) e outras mais. Quer saber mais sobre esses traumas? Dá uma olhadinha aqui. 

sistema digestório boca dentes
Pausa para foto dos dentes do “Zeferino”. Será que estão bem escovados? 😀
sistema digestório boca dentes
Com a arcada móvel fica mais fácil entender o processo de mastigação
sistema digestório boca dentes
Encontro da mandíbula com o maxilar
sistema digestório boca dentes
Representação gráfica da mandíbula

E para terminar fizemos alguns movimentos para percepção da nossa mandíbula e ATM.

sistema digestório boca dentes
Abrindo e fechando a boca para sentir a articulação que acabamos de ver
sistema digestório boca dentes
Só empolgação!
sistema digestório boca dentes
Todo mundo tentando sentir, direitinho, a junção do maxilar com a mandíbula

E aí? Gostaram? Nós adoramos mais essa visita ao laboratório da nossa escola e a chance de dividir mais conhecimento com essa turminha. Ficou com alguma dúvida? Deixe seu recadinho aí nos comentários e nos ajude a continuar Pensando Ciências!

Até a próxima!

Experiência sobre alimentação: estudando o amido

Salve, Pensadores de Ciências!

O post de hoje é sobre uma experiência que fizemos com nossas turmas dos quarto ano do ensino fundamental. Como o conteúdo prevê o estudo da relação da alimentação com as defesas naturais do corpo, tenho mostrado algumas coisas “erradas” que ingerimos por aí e também o que pode estar contido em alguns alimentos do nosso dia a dia.

Fizemos uma experiência com o amido e pudemos observar a presença de açúcares em alguns alimentos. O amido é um açúcar Polissacarídeo.

Para a experiência utilizamos alguns produtos e os organizamos na mesa para que os alunos acompanhassem

experiência amido nos alimentos
Tudo pronto e a criançada em volta da mesa. Era só começar!

Como você pode ver na foto aí em cima, nós usamos:

1 pedaço de pão;

1 torrada;

1 pedaço de batata;

1 punhado de sal;

1 sequilho:   

1 punhado de farinha de trigo;

1 colher de creme de ricota;

1 pedaço de manga ;

1 biscoito;

1 pouco de iogurte

iodo

Começamos nosso experimento pingando um pouco de iodo em todos os nossos produtos… vem ver o que aconteceu:

experiência amido nos alimentos
A batata, com alta concentração de amido, logo apresentou a coloração escura ao entrar em contato com o iodo

A batata apresentou reação com iodo. Os carboidratos são alimentos energéticos, que dão energia para o nosso corpo, essa energia vem dos açúcares que são encontrados nesses alimentos.

experiência amido nos alimentos
Torrada, assim como o pão, também contém amido
experiência amido nos alimentos
O biscoito reagiu rapidamente, na presença do iodo

A torrada e o biscoito também apresentaram reação ao iodo, pois em sua composição, apresentam a farinha de trigo e a aveia que também são carboidratos.

Na sequência tínhamos o sal, o sequilho (biscoito feito de amido de milho) e a farinha de trigo. O único alimento que não apresentou reação foi o sal. O sal é um alimento de origem mineral livre totalmente de açucares.

experiência amido nos alimentos
À esquerda, vemos o sal, o único que não apresentou a coloração escura visto que se trata de um composto mineral

Após colocarmos o iodo no pedaço de manga… A criançada ficou espantada! Houve reação!!! E foram logo perguntando: “se a manga é fruta, onde entra o amido aí?”

experiência amido nos alimentos
Todo mundo de cara séria… ninguém aqui tá pra brincadeira, não! 🙂

O jeito foi explicar…

A fruta tem todo aquele sabor doce devido ao conteúdo de carboidratos. Existem muitas variedades de manga, a maioria delas tem um alto valor de carboidratos. Para cada 100 gramas de manga, existem em média 14 gramas de carboidratos. Não existe quase nenhum conteúdo de gordura ou proteína nas mangas. Ela fornece mais do que suas necessidades diárias de Vitamina A e Vitamina C. Ela também contém fibra, magnésio, ferro e antioxidantes. Portanto, você pode ver que a manga é uma fruta nutritiva no geral, como a maioria das frutas ela tem baixo conteúdo de gordura e é livre de colesterol. Quer saber mais? Experimente esse link.

experiência amido nos alimentos
Mistério da manga? Resolvido! 😉

Deixamos os dois derivados de leite para o final, o creme de ricota não apresentou reação, mas, o iogurte, deixou todo mundo de cabelo em pé… \o/

experiência amido nos alimentos
A ricota, como um produto do leite, não reagiu ao iodo

Uma dica, pessoal: usem conta-gotas para essa experiência. nós esquecemos de levar e foi uma lambança… 😀

experiência amido nos alimentos
Mas, o iogurte… quanta diferença…

Teve aluno fechando os olhos, não queria acreditar no que estava vendo. Nem nós…

experiência amido nos alimentos
E os alunos seguiam concentrados! A gente ❤

Mas o que aconteceu com o iogurte, que ficou com uma coloração escura tão intensa? Por que ele apresentou reação ao iodo e o creme de ricota não?

Depois de muito barulho, hipótese e questionamentos, alguém grita:

– Meu Deus, tem farinha no iogurte!!!!

Aí, minha gente, foi aquele desespero:

– Estão enganando a gente, Prô!

Foi preciso intervir mais uma vez:

– Calma aí, pessoal! Pode sim ser uma mistura para deixar o produto mais “grossinho” (espesso), mas vamos pesquisar…

Segundo o guia  Amidos: fontes, estruturas e propriedades funcionais:

“Na indústria de iogurtes, o amido é utilizado com o objetivo de substituir a gelatina para obtenção de um produto final cremoso.”

Agora ficamos com uma dúvida no ar, não seria a gelatina mais saudável que o amido na mistura do iogurte?

Deixamos a pergunta no ar e vamos ter que continuar investigando.

Agora queremos saber o que achou dessa experiência. Já sabia como investigar a presença do amido nos alimentos? O que você acha do uso do amido na indústria alimentícia para alterar a nossa percepção dos produtos? Divida suas impressões conosco e continue, Pensando Ciências.

Até a próxima!

 

Estudo de temperatura e a tentativa de fazer um ar condicionado

Saudações,  Pensadores de Ciências! Tudo beleza?

Por aqui as coisas apertaram um pouco… vem ver o porquê.

Estamos estudando a temperatura e todas as outras concepções que ela abrange no projeto Gentileza gera Conhecimento Científico e surgiu a ideia de construir um ar condicionado de garrafas pet, igual esse que vimos no site Mundo Conectado.

O ventilador era a parte mais fácil, temos 2 em sala de aula, as garrafas, pedi para os alunos e o gelo comprei na padaria. E lá fomos nós.

A temperatura medida por volta das 8:00 h, com a professora Natali, estava marcada na lousa assim:

Temperatura: 24ºC

Sensação Térmica: 24ºC

Umidade do ar: 76%

Fiz uma nova marcação, para verificar a situação no meio da tarde.

Temperatura dentro da sala: 37ºC, às 15h26.

E com ajuda de alguns alunos começamos a montar o nosso ar.

Cortamos a garrafa na base, para colocar o gelo
O gelo foi colocado em cada uma das quatro garrafas
Afixamos as garrafas na parte de trás dos ventiladores

Fechamos as janelas e… Quase cozinhamos.

Fechamos as janelas para verificar se o experimento ia funcionar. O calor estava intenso!

Combinamos de verificar a temperatura de 10 em 10 min., a criançada ficou toda na expectativa.

E a curiosidade da turminha? Só aumentava

Temperatura às 15h36…. 37ºC!!!!

\o/

O que aconteceu?

Para nossa surpresa, o tempo foi passando e N-A-D-A acontecia, a temperatura da sala não baixava, mas sentíamos uma brisa mais fresca.

COMO ASSIM?

pratica de ensino de ciencias medindo temperatura
O termômetro não cedeu um grau sequer… 😦

Até que alguém soltou um “ahhhh…”

Nós todos, atentos aos acontecimentos, logo “atacamos” o colega com várias perguntas, foi aí que veio nossa resposta para o que estava acontecendo. E não é que o aluno explicou direitinho?

A temperatura real da sala não mudava, o que estava mudando era a umidade relativa do ar, com o vapor d’água aumentando através das garrafas cheias de gelo e com o ventilador fazendo o papel de vento natural, nossa umidade aumentou resfriando a sala sem baixar a temperatura.

E foi assim que um experimento virou outro, sem querer. Nossos alunos compreenderam a ideia de sensação térmica e a importância da umidade do ar para o nosso bem estar.

É, pensadores de Ciências… Errar muitas vezes ajuda!

E você? Já viu alguma experiência em sala de aula não dar o resultado esperado? Que tal contar sua experiência aí nos comentários?

Até a próxima!

Alimentação e Produtos Industrializados

Saudações, Pensadores de Ciências!

Hoje é dia de falarmos sobre uma pequena experiência que fizemos com nossos alunos dos anos iniciais. E o tema da aula não poderia ser melhor: alimentação!

Nossas turminhas do quarto ano já aprenderam sobre vitaminas e sais minerais, alimentos reguladores, construtores e energéticos e você também pode estudar um pouco mais deste assunto, clicando aqui. Mas tudo isso foi visto in natura, faltava uma grande descoberta: os alimentos industrializados.

Expliquei a eles sobre alguns alimentos que estão presentes em nosso dia a dia, como o açúcar e levei o açúcar mascavo para que experimentassem e percebessem o gosto mais forte, parecido com o caldo de cana.

leitura de rotulo alimentos industrializados
A turminha estava super concentrada para aula
leitura de rotulo alimentos industrializados
Olha a carinha das meninas, sentido o doce do açúcar mascavo!

Mas precisávamos saber das embalagens, conservantes e tudo mais que os rótulos pudessem nos mostrar.

E partimos para uma atividade de LEITURA DE RÓTULO, onde os alunos precisariam observar…

  • Nome do produto;
  • Lista de ingredientes que compõem o produto;
  • Quantidade que o produto apresenta de cada um dos ingredientes;
  • Prazo de validade e data de fabricação;
  • Identificação de origem;
  • Tabela nutricional.
leitura de rotulo alimentos industrializados
A leitura da tabela nutricional despertou muita curiosidade

E foram muitas descobertas, desde quantidades excessivas de açúcares e sódio, até o uso de conservantes e falta de informações nas embalagens. Para vocês terem uma ideia, nenhuma embalagem analisada apresentava data de fabricação. Vamos melhorar isso aí, indústria de alimentos? Vamos ficar de olho!

Havia uma embalagem que nos deixou muitíssimos preocupados, nos ingredientes aparecia uma frase que dizia que o produto recebia radiação. Imagina a tensão na sala de aula, afinal quem não come um macarrão instantâneo… Radioativo?! E agora?!?!?!

leitura de rotulo alimentos industrializados
Nossos pequenos cientistas não deixaram escapar nenhum detalhe das embalagens! ❤

Outros termos apareceram, como uso de produtos transgênicos. E aí, foi aquela confusão! Todo mundo querendo perguntar ao mesmo tempo. Depois do caos instalado da sessão de perguntas …. Decidimos os próximos dois itens sobre os quais teremos que pesquisar:

* O que é produto transgênico?

* Por que usar radiação no macarrão?

Nossas cabeças estão fervendo e a de vocês?

Sabe mais alguma coisa sobre alimentos industrializados? Tem dúvida sobre algo que dissemos aqui? Deixe suas impressões nos comentários. Venha nos ajudar nas próximas etapas dessa pesquisa!

Até a próxima!

 

Pensando Ciências indica: Bússola Educacional

Saudações, Pensadores de Ciências!

Será que você tira o melhor proveito dos seus estudos? Será que está assistindo suas aulas com qualidade? Já pensou como poderia fazer para aprender mais e melhor? É sobre questões como perfomance educacional, estratégias de aprendizagem e dicas para promover o autoconhecimento que queremos falar com você.

Hoje trouxemos um post especial! Uma indicação de um site que descobrimos recentemente e queremos indicar para vocês: o blog Bússola Educacional faz parte de um projeto muito interessante sobre educação. As professoras Marialba Maretti e Tatiane Artioli contam com larga experiência em ensino e pesquisa, atuando há anos no ensino médio e superior aqui da região de Campinas, nas áreas de Língua Portuguesa, Sociologia e Filosofia.

E eu (Marla) devo dizer que o trabalho da equipe do Bússola Educacional me encanta e me orgulha. Isto porque eu e a professora Tatiane Artioli nos formamos juntas na universidade. \o/ E por conhecê-la tão bem e saber da profissional séria e competente que ela é, compartilho com todos vocês algumas informações sobre este excelente trabalho.

As profissionais oferecem serviços de palestras e workshops na área de consultoria educacional, bem como na área de coaching. Desse modo, pretendem capacitar gestores educacionais, professores, alunos e interessados de forma geral em como melhorar sua performance educacional e como tirar o máximo de proveito dos estudos e também com a ajuda do coaching, buscar ferramentas de autoconhecimento e descobertas na área vocacional.

Além do blog, a equipe do Bússola Educacional criou recentemente um Canal no YouTube, onde oferecem ótimas dicas sobre memória e técnicas de estudo, estratégias de aproveitamento de aulas, entrevistas, coaching vocacional, entre outros assuntos. Vale muito a pena se inscrever e conferir!

As professoras ainda disponibilizam, diariamente, uma boa seleção de conteúdo educacional em sua página no Facebook

A página conta com seleção de artigos de outras páginas, vídeos, dicas de leitura e pesquisa sobre temas diversos no campo da educação e do conhecimento de forma geral. Muito Bom!!

Espero que todos tenham a oportunidade de acessar o site, o canal e página do Bússola Educacional. E também que possam divulgar entre os amigos e discutir em casa, com os filhos, sobre o desenvolvimento de estratégias que permitam conhecer um pouco mais sobre desempenho educacional, estratégias de estudo e de como podemos nos posicionar para nos adaptarmos da melhor maneira possível à sociedade do conhecimento.

Gostaram da dica? Têm outros sites, páginas ou canais de vídeos na área da educação para indicar? Deixe nos comentários outras dicas de trabalhos na área educacional. Quem sabe não publicamos aqui o site que você indicar? Lembre-se também de deixar seu nome para que possamos dar o crédito a você por nos apresentar mais fontes de conhecimento.

Até a próxima

 

 

Projeto Novo! Vamos falar de Criptozoologia?

Saudações, Pensadores de Ciências!

E não é que esse tal de 2017 tá começando com tudo? Abalando as nossas estruturas aqui no blog, trazendo desafios que não esperávamos para o ensino de Ciências com nossas turmas de anos iniciais. Viu  o título do post de hoje? Não entendeu nada? Garanto que você não está sozinho nessa. Larga tudo, vem com a gente saber mais sobre a Criptozoologia e os Criptídeos.

Ah! Se quiser saber mais sobre projetos para este ano, dá uma olhada nesse post aqui.

Já queríamos algo diferente para este ano e, no planejamento escolar para 2017, conversando com os Biólogos da nossa escola, recebemos um convite. Participar de um trabalho integrando ciclos II, III e IV do ensino fundamental! Isso é incrível! \o/

Senhoras e Senhores, esses são os nossos parceiros:

criptozoologia
Professor Frederico T. Magalhães
criptozoologia
Professora Lúcia Caldas

E o convite? Bom, foi assim:

“Vamos trabalhar com Criptozoologia?” E nossa primeira reação foi: “Trabalhar com cripto o quê?” Nossos super parceiros explicaram direitinho do que se tratava. Olha só:

Criptozoologia, é o ramo da zoologia que se ocupa do estudo dos chamados criptídeos, seres ocultos cuja existência não foi comprovada de forma irrefutável, existindo apenas relatos de testemunhas e evidências duvidosas. Os biólogos esperavam que a gente dissesse “Ah! Beleza! Entendi!” Mas não foi bem assim:

“Ahhh… não entendi ainda…” 😀

Mas eles ainda não tinham desistido de nós…rsrsrs! E repetiram:

“São seres cuja existência não se pode provar, mas também não podemos provar que não existem.” O Saci, a Iara, o Pé grande e o Monstro do Lago Ness são alguns criptídeos para os quais os pesquisadores tentam obter respostas.

Agora sim, né? Aposto que você também já entendeu tudo. Eis aqui os exemplos de criptídeos.

criptozoologia
O Saci faz parte dessa curiosa coleção de seres
criptozoologia
São inúmeras as histórias sobre a Iara no folclore brasileiro. Até na Turma da Mônica ela está presente!
criptozoologia
Avistar o dono dessa pegada não está nos nossos planos! 😀
criptozoologia
Esse é o suposto registro da misteriosa criatura, no lago mais famoso do mundo

Para que todo esse projeto ocorra, traçamos alguns objetivos e metodologia

Objetivos Gerais

  • Realização de pesquisa
  • Produção de artigos de cunho científico

Objetivos Específicos

  • Compreensão do método científico, seu funcionamento e aplicações
  • Contato com a zoologia e a sistemática
  • Iniciação à pesquisa e seus procedimentos
  • Aprendizado das particularidades do texto científico e sua produção
  • Estimular o pensamento crítico e ceticismo educado
  • Contato com culturas estrangeiras e sua tradição oral

Desenvolvimento

Os alunos aprenderão sobre o método científico, seus passos e o quê o diferencia de metodologias e pensamentos não científicos, os procedimentos e normas zoológicas para descrição e classificação de espécies. Serão apresentados às peculiaridades da produção de textos e ilustrações científicas, fazendo seus próprios materiais para inclusão no produto final. Em grupos, pesquisarão criptídeos com presença relatada na região para qual foram designados. Cada criptídeo terá seu artigo, com um texto descritivo, relatos de caso, distribuição geográfica, modo de vida e ilustração. Os textos serão produzidos seguindo as normas adequadas para uma obra zoológica científica, assim como a ilustração principal. Outras ilustrações de tom artístico poderão ser incluídas também.

As regiões do mundo serão divididas da seguinte forma:

  • 9° anos – Europa
  • 8° anos – Américas
  • 7° anos – África
  • 6° anos – Ásia Oriental
  • 4° e 5° anos – Ásia Ocidental e Oceania

A gente deve dizer que ficamos um pouco assustadas. Afinal, nossas turminhas são dos 4º e 5º anos. Mas quer saber? Estamos curtindo essa aventura e vamos ter prazer em contar tudinho pra vocês!

Aproveite e deixe seu comentário para nós. Já conhecia a Criptozoologia? Tem alguma sugestão para o projeto? Conta pra gente!

Até a próxima!

 

Sistema Solar: a despedida do 3º ano

Salve, Pensadores de Ciências!

Não sabemos se você já reparou, mas o clima dos últimos posts tem sido esse, de despedida, encerramento…não tem jeito pessoal, dezembrão tá aí, férias chegando… vamos ver, então, como foi a conclusão do conteúdo da turma do terceiro ano, lembrando, claro, de abrir novas perspectivas já pensando no trabalho do próximo ano.

Já conhece o esquema, né? Segura a nossa a mão e vem!

Para terminarmos o ano com tudo certo na nossa turminha, ainda faltava o conteúdo de Sistema Solar.

Após nossas conversas sobre o que as crianças já sabiam e algumas leituras… era hora de por a mão na massa!

Esses foram os livros que escolhemos:

O livro é Estrelas e Planetas, de Pierre Winters, publicado pela Editora Brinque Book e você pode comprá-lo aqui.

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O livro aí em cima é O Mais Sensacional Guia Intergaláctico do Espaço – Por Ideias Brilhantes,de Carlos Stott com ilustrações de Lisa Swerling e Ralph Lazar, Companhia das Letrinhas e você pode encontrá-lo aqui.

Com esse material em mãos, a turminha pôde ampliar seus conhecimentos e, no segundo momento, trabalhamos os seguintes pontos:

  • Identificar os planetas que compõem o Sistema Solar;
  •  Evidenciar a amplitude e complexidade do universo;
  • Desenvolver as capacidades de observação, comparação e classificação;
  • Aguçar os sentidos e expressões por meio das observações em relação ao Sistema Solar.

E claro que, depois disso tudo, vieram algumas questões sobre a movimentação da Terra e lá fomos nós aproveitar, mais uma vez, o Laboratório de Ciências da escola.

Usei um material chamado Planetário Escolar. Olha que legal:

Esse aparelho, além de mostrar o sistema de Rotação e Translação da Terra, também mostra como funcionam a estações do ano.

Precisa dizer que a turma ficou empolgada? Acho que não, né? 😀

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E começaram os comentários, até que alguém gritou quando acendemos a lâmpada:

Olha que legal, é o sol no meio!

E muitos “UAUS” tomaram conta do pedaço, quando a Terra começou a se mexer.

Os alunos puderam entender melhor questões bem simples como a alternância entre o dia e a noite, além de verificar o que havíamos visto em sala, com as leituras, e ainda aprender sobre as estações do ano. ❤

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Pelas carinhas acredito que a aula foi muito interessante.

E é com esses sorrisos e o “positivo” que você está vendo aí, que a gente deixa essa turminha. Já estamos morrendo de saudade!

Mas, se eles pensam que se livraram de nós… estão muito enganados! Descansem bastante nas férias, pessoal. O quarto ano vem aí e estaremos esperando por todos vocês!!

Estaremos esperando por eles e por vocês né, queridos leitores? Não deixem de acompanhar nossas turminhas. E se você é novo por aqui e quer saber o que mais o nosso terceiro ano fez, é só dar uma olhada em posts como esse, esse aqui ou esse

Deixe suas dúvidas e sugestões aí nos comentários. Divida conosco sua experiência com o estudo do sistema solar e continue nos ajudando a Pensar Ciências!

Até a próxima!