Bactéria e fungos parte III: a gente não desiste nunca!

Saudações, Pensadores de Ciências!

Nós continuamos nossas pesquisas com a experiência que realizamos com nossas turmas do quarto ano do ensino fundamental, no Laboratório de Ciências. Agora, nossa tentativa é de acabar com as colônias de bactérias e fungos do nosso último experimento.

Você não viu? Clica aqui e aqui.

No último post contamos para vocês que tínhamos colocados alguns produtos encontrados na escola para provarmos a existência de bactérias na cultura que criamos, esperamos por um sinal, um halo de inibição, porém… nada aconteceu. 😦

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Aqui podemos ver que a cultura está mais escura e as colônias de fungo aumentaram

Só que nossos alunos são persistentes e Pensadores de Ciências muito criativos e surgiu a ideia de usarmos produtos bem mais poderosos, pois acreditamos que os que são comprados para uso da escola sofrem diluição para não causar alergias ou intoxicações.

Decidimos investigar o armário de produtos químicos do Laboratório de Ciências da escola, lá encontramos:

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Sim, é verdade, alguns produtos estavam vencidos mas resolvemos usar assim mesmo. Até porque, não deixava de ser interessante descobrir se os produtos ainda tinham alguma ação sobre os microrganismos

Aproveitamos para anotar todos os produtos vencidos e encaminhar o pedido de reposição à direção. Agora é só aguardar.

Enquanto isso, por se tratarem de produtos fortes e, como dissemos, alguns deles fora do prazo de validade, não permitimos que os alunos manuseassem nenhum componente dessa experiência. Prevenção é tudo!

O Ácido Clorídrico é uma solução ácida e que pode causar queimaduras, devendo ser manuseado apenas por adultos e sempre com uso de luvas. É o mesmo ácido que o corpo humano fabrica no processo digestório, o P.A. que você viu no rótulo, aí na foto, vem de pureza analítica.

Já o Hipoclorito de Sódio é usado como desinfetante, sendo também distribuído em postos de saúde para purificar a água para nosso consumo. O hipoclorito de sódio é conhecido popularmente como água sanitária, que é vendida em solução de 2,0 a 2,5%. A solução que estava em nosso laboratório tem 5% de concentração. Vamos ver o que ela é capaz de fazer.

O Hidróxido de Amônio (Amoníaco Líquido) é encontrado em produtos de limpeza nos quais é utilizado o amoníaco. Ele é um ótimo complemento na limpeza doméstica e além de tudo não é poluente.

O Detergente Neutro é um grande auxiliar na remoção de impurezas, possibilita um melhor contato entre as partículas de sujeira e de água. A sujeira, na maioria das vezes, está rodeada por uma película gordurosa. Com o uso do detergente, as suas moléculas acabam eliminando essa camada de gordura, depositando-a na água, onde ela irá flutuar, podendo assim então retirar com mais facilidade a sujeira.

O álcool benzílico ou fenilmetanol, é o álcool mais simples da série aromática. Este encontra-se livre na natureza, por exemplo, na essência de jasmim e na essência de cravo. É um líquido incolor e aromático, usado principalmente como solvente.

Lugol Forte, conhecido por suas propriedades de desinfetante e antisséptico.

Sugerimos aos professores que queiram fazer esse tipo de experiência com os alunos que incluam no seu trabalho uma etapa de pesquisa sobre essas substâncias e seus usos mais comuns. Assim, a turminha aprende ainda mais.

Preparamos tudo o que íamos usar: papel filtro, conta-gotas, luvas e uma distância segura para a turminha.

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Usamos também uma bandeja plástica para evitar muita sujeira e controlar o uso das substancias
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O pessoal não ficou muito contente em não poder mexer nos materiais, mas segurança é nosso lema

Começamos, então, nosso “novo-velho” experimento.

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A manipulação dessas substâncias tem que ser feita com cuidado
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Ficou combinado que, durante a manipulação das substâncias, os alunos ficariam bem longe da bancada. Isso porque…

Ao colocarmos o primeiro produto, o ácido clorídrico, digamos que foi assim… uma loucura!!!!!

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…olha aí, a fumaça liberada pelo ácido clorídrico

Uma nuvem de fumaça branca subiu e sentimos o cheiro da reação química no mesmo momento. Ainda bem que a turminha estava a uma distância segura e nosso laboratório é bem ventilado. Também avisamos que, se necessário, algum aluno que se sentisse incomodado com algum cheiro,  poderia deixar o laboratório e retornar alguns minutos depois. Nós já prevíamos algum acontecimento inusitado.

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Aos poucos, fomos aplicando cada um dos produtos

A fumaça durou apenas alguns instantes. Continuamos o experimento, utilizando as demais substâncias. Chegamos ao último produto e já podíamos ver as primeiras reações.

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Olha só…não é que começamos a ver os efeitos? Conseguem ver a espuma em volta da solução 56?

A solução 47, é o Hipoclorito de Sódio 5%. Notamos um clareamento na cultura na região onde foi colocado o papel filtro.

Também houve alteração na região onde foi colocado o detergente neutro, solução 56. A espuma surgiu no mesmo momento e o meio de cultura começou a clarear.

E o último local a apresentar modificação foi a do Lugol. Também notamos o início do clareamento na cultura.

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Alguns minutos após o termino do experimento

E a criançada foi tirar suas conclusões:

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Finalmente, depois de uns minutos, a turminha podia se aproximar. Só não valia tocar em nada!
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Algumas análises
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Hipóteses sendo levantadas

E qual foi a conclusão a que nossa turma chegou? Que o melhor sempre é o bom e famoso sabão.

A reação do detergente neutro foi a que mais impressionou, pois fez espuma e começou a clarear, sugerindo uma ação mais eficiente no combate aos fungos e bactérias da cultura. E os alunos imediatamente já lembraram do que dizemos a eles quando acontece algum ferimento: água e sabão. Lembraram também do que discutimos inúmeras vezes em sala de aula e até já mostramos aqui. Isto quer dizer que se lembraram da importância dos bons hábitos de higiene. Entre eles, lavar sempre as mãos. Falando nisso…

…como diria a música de Arnaldo Antunes,

“Uma

Lava outra, lava uma

Lava outra, lava uma mão

Lava outra mão, lava uma mão

Lava outra mão

Lava uma

 

Depois de brincar no chão de areia a tarde inteira

Antes de comer, beber, lamber, pegar na mamadeira

Lava uma (mão), lava outra (mão)

Lava uma, lava outra (mão)

Lava uma

 A doença vai embora junto com a sujeira

Verme, bactéria, mando embora embaixo da torneira

Água uma, água outra

Água uma (mão), água outra

Água uma…”

É Arnaldo, só faltou o sabão. rsrsrs

Foi um dia bem divertido no Laboratório de Ciências. Esperamos que você tenha gostado desta experiência e que esteja bem animado para fazer a sua própria cultura de fungos e bactérias! Se fizer algo parecido, que tal mandar fotos ou vídeos na nossa página no Facebook? Estamos te esperando!

Até a próxima!

Continuando a experiência com microrganismos: vírus, bactérias e fungos

Saudações, Pensadores de Ciências!

Lembram aqui no nosso penúltimo post? Aquele que falava de microrganismos? Os 3 dias se passaram e fomos verificar nossa experiência e vejam só o que encontramos.

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Além de bactérias também tínhamos várias colônias de fungos

Olha a cara do pessoal com a novidade…

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A criançada anda se sentindo muito importante! Brincando e Pensando Ciências ❤
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Podemos dizer que nosso amigo aí está tentando disfarçar, porque o cheiro é terrível… =0

Além das bactérias, presentes pela quantidade de material orgânico e dos fungos que apareceram, pois estão em um meio propício com umidade e pouca luz, também sentimos um forte cheiro, resultante de um fungo chamado Candida albicans, que está entre os muitos organismos que vivem na boca e no sistema digestório do nosso corpo. Em circunstâncias normais, a Candida albicans pode ser encontrada em 80% da população sem que cause problemas a saúde.

E agora, o que fazer com esse material tão interessante?

Vamos tentar provar a existência das bactérias com ajuda de alguns produtos que podem ser bactericidas. Separamos, água sanitária, enxaguante bucal, desinfetante, álcool, vinagre e desengordurante.

Para evitarmos problemas de contaminação e ajudar na manipulação dos produtos, usamos uma pinça e papel filtro, que é muito parecido com o filtro de café que você usa em casa.

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O filtro foi cortado em pequenos círculos para que todas as substâncias coubessem na placa. Logo acima, é possível ver os copinhos que usamos para separar e identificar as substâncias utilizadas.
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Aí foi só chamar a criançada para ver a colocação das substâncias no meio de cultura
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E ninguém queria perder nenhum detalhe! Dá pra ver a Marina, nossa “fotógrafa oficial” arrumando o celular para fazer os registros dela

As iniciais dos produtos foram anotadas nos círculos de papel para a identificação.

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Uma boa organização vale muito 😉

Agora, vamos aguardar para ver a reação dos materiais que colocamos em nossa cultura…

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Vejam só como ficou… Agora é só esperar!

Nossa observação se dará para ver se surgirá em volta de cada papel um halo de inibição, que vai nos mostrar a atividade antimicrobiana (halo de inibição é um círculo que se formará em torno do papel mostrando que não há mais crescimento microbiano), no nosso caso, atividade bacteriana.

O que será que vamos encontrar quando retornarmos às amostras? Estão curiosos? Nós também! Continue ligadinho aqui no blog e acompanhe as cenas dos próximos capítulos próximas etapas desta investigação. E se você já fez algo parecido, que tal compartilhar conosco as suas descobertas?

Até a próxima!

Experiência com micro-organismos: vírus, bactérias e fungos

Saudações, Pensadores de Ciências!

Hoje vamos falar de um assunto que “quase ninguém vê”, os micro-organismos, ou, microrganismos. A experiência que trazemos hoje é sobre vírus, bactérias e fungos.

Nossos quartos anos do ensino fundamental avançaram com os conteúdos e estamos agora estudando os microrganismos e suas relações com os seres humanos.

Iniciamos contando para as turmas que os microrganismos são seres unicelulares, isto é, de uma única célula, e que, portanto, não podem ser vistos a olho nu, sendo visíveis apenas com uso de microscópios.

Logo depois falamos dos vírus, que são, praticamente, parasitas celulares, pois necessitam de outra célula viva para sobreviver, podem atacar animais, vegetais e bactérias. Esse assunto não era novidade para os alunos, pois conversamos sobre os vírus quando falamos de vacinas, alimentação e vitaminas.

Você também já viu microrganismos no blog aqui e aqui.

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Nessa imagem temos o vírus influenza, causador da gripe

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Na sequência, falamos das bactérias, estes  seres microscópicos estão presentes em toda a parte, até mesmo no nosso corpo ajudando o sistema excretor, presentes também em alguns alimentos e remédios. Essa variedade de formas em que podemos encontrar as bactérias chamou a atenção dos nossos alunos. Resolvemos, então, fazer um pequeno experimento, um cultivo de bactérias.

O objetivo dessa experiência é mostrar a existência de bactérias e como elas contaminam o meio de cultura.

Para isso usamos:

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Com material separado é só começar a estudar os microrganismos
  • Gelatina sem sabor
  • Caldo de carne
  • Cotonetes
  • Água para dissolver o caldo e a gelatina
  • 2 placas de petri, esse material transparente que você vê na foto. Se você não tiver, pode usar duas tampas de maionese.

Os alunos devem passar o cotonete no chão ou entre os dentes, ou ainda entre os dedos dos pés (de preferência depois de eles ficarem por um bom tempo fechados dentro dos tênis e meias). Existem outras opções, como usar as mãos sujas ou uma nota de dinheiro. O cotonete é esfregado levemente sobre o meio de cultura para contaminá-lo. Tampe as placas de petri ou envolva as tampas de maionese com filme plástico. Depois de três dias, observe as alterações.

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Uma de nossas turmas, esperando a “mágica” acontecer! ❤

Após prepararmos os meios de cultura, era hora de colher as bactérias para a reprodução.

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As bactérias também estão presentes em nossa boca, principalmente se, após as refeições, não fizermos a higiene apropriada! Bora escovar muito bem esses dentinhos, pessoal! 😀
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E lá estávamos nós, colhendo bactérias! =o

As bactérias coletadas foram colocadas no meio de cultura através dos cotonetes.

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A cor da cultura é referente ao caldo de carne, que fornecerá as condições para o desenvolvimento dos microrganismos

Agora estamos aguardando nosso “milagre particular da multiplicação”. São 3 dias de espera para o próximo capítulo. Estamos na expectativa. E você? Já fez experiências semelhantes na sua escola? Se ainda não fez, queremos saber o que você acha dessas atividades em sala de aula.

Por enquanto, acompanhe o desenrolar desta aventura com a nossa turminha.

Até a próxima!

Projeto Alameda: Classificação e Coleção de Amostras de Solo

Saudações, Pensadores de Ciências!

Vocês estão lembrados do Projeto Alameda? Falamos dessa história aqui, aqui e aqui também e avisamos pra todo mundo que íamos dar seguimento em outro momento. E não é que esse momento chegou? Yeah! \o/

Como prometido, voltamos hoje para contar mais uma das etapas do nosso projeto.

Nossas crianças ficaram de trazer amostras variadas de solo, e elas chegaram.

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Separamos os materiais e demos início aos trabalhos

Aproveitamos para nos aprofundar nos tipos de solo, sua composição química e classificação segundos esses aspectos.

Fomos atrás de descobrir o processo formativo de cada solo, e suas classificações, para isso usamos de início o material de apoio deste site aqui

Conversamos com a Geógrafa de nossa escola, a Professora Doutora Viviane Cracel.

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Olha a professora Viviane aí, gente! ❤

Ela nos apresentou um material muito legal, bem mais didático e de fácil compreensão.

Primeiro usamos um texto de Manoel Fernandes de Souza Neto do livro Aula de Geografia e algumas crônicas. Campina Grande: Bagagem, 2008.

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O uso de material extra foi decisivo para essa atividade com nossos alunos

Transcrevemos aqui um trecho do livro para que vocês possam conhecer um pouco mais da obra. Quem sabe, você não começa, aí, na sua escola, um novo trabalho? Vem ver!

Os solos são

            Os solos são uns filhos da rocha mãe. Até parecem ser bem quietos, mas essa aparente calmaria esconde o quanto os solos são vivos, vivíssimos para dizer a verdade. Enquanto os outros pensam que eles estão mortos há uma série de processos ocorrendo no seu interior, como se houvesse uma festa com os seres mais estranhos que alguém possa imaginar.

            E não pense que é só minhoca que passeia no solo. Lá passeia todo tipo de bactéria, de fungo, de bichinho que se vê a olho nu e de outros tantos que só mesmo com um microscópio. Aí meu amigo, com tantos seres assim, o solo fica parecendo uma espécie de mercado Persa, um tipo de feira livre, só que sem dinheiro. E é um troca-troca fantástico de elementos químicos, materiais orgânicos, sais minerais, que o solo vai se transformando permanentemente.

            E ciclo vai, ciclo vem e o solo é uma festa: é bactéria decompondo nitrogênio e trocando por outras coisas do gênero; é minhoca construindo caminhos e produzindo húmus; é água que vai deixando os sais quando evapora; é o ar que vai circulando pelos pequenos canais feitos de diminutos grãos de diferentes formas, tamanhos, cores e origem.

            E essa coisa de origem é fundamental, porque sempre disse minha avó, que os filhos parecem com os pais. Ora, se a rocha mãe for muito ferro, pode esperar que o solo vai ser meio vermelho; já se a rocha que é mãe for muito cálcio, o solo vai tender fortemente ao branco. E não pense que só a rocha mãe é que dá origem a tudo, pois o clima aparece nessa história meio como uma espécie de pai. Vai me dizer que nunca ouviu falar no tal intemperismo?! Pois o clima, amigo velho, decompõe a rocha mãe e o processo inicial a gente chama de intemperismo.

            Ora, ora, se o clima for meio árido, a tendência vai ser do clima quebrar muito a rocha; mas de mudá-la muito pouco, pois ela vai continuar, por mais quebrada que esteja com a mesma composição mineral e os solos tenderão a ser rasinhos, raquíticos, superficiais. Já se o clima for úmido, aí vai ser outra história, porque ele vai amaciar a rocha mãe, mudar suas características iniciais, torná-la menos rocha, menos dura e é claro, mais macia, mais profunda.

            Por isso o solo é como se fosse uma espécie da relação entre um clima, assim meio pai e uma rocha, meio mãe. É dessa relação que os filhos solos tendem a ser a cara encarnada e esculpida dos pais.

            E mais uma coisa meu amigo, o solo também cresce, também muda de horizonte com o tempo, também tem lá seu perfil, suas características, digamos assim, mais pessoais. Todo solo tem seus traços íntimos, sua identidade química, uma certa estrutura física. Uns são rasos, outros profundos; uns velhos, outros bem recentes; uns vermelhos, outros amarelos, alguns brancos, outros negros, além daqueles que possuem variadas cores.

            Os solos são vida e suas raízes, ainda que não nos demos conta disso, estão vivas dentro de nós.

Com essa leitura, nosso trabalho foi ficando mais fácil. Logo depois, usamos um outro material que a Professora Viviane nos forneceu e que nos ajudou a classificar os solos de uma maneira mais rápida e didática. O livro ” O solo sob nossos pés”, da autora Deborah de Oliveira, publicado pela Editora Atual.

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Mais um livro fundamental para nossos estudos

Recebemos também da Professora a dica de alguns sites que nos ajudariam, como o Pedagogia Fácil e o site dos professores da UFPR.  Os dois sites são fantásticos, mas foi no Programa Solo na Escola da Universidade Federal do Paraná que descobrimos uma coleção de experimentações que virou nosso baú de riquezas. Encontramos uma EXPERIMENTOTECA DE SOLOS e uma COLEÇÃO DE CORES DE SOLOS (COLORTECA). Bingo! Era o que queríamos fazer, nosso acervo de solos, mas agora tínhamos um norteador para ajuda. Deixamos aqui o nosso sincero agradecimento à equipe que, muito gentilmente, autorizou o uso do material produzido por eles e também já deu dicas, sugestões de intervenção no solo…Foi incrível!

Chegou a hora de mostrarmos tudo que fizemos. Segura na nossa mão e vem!!

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Organizamos as amostras trazidas pelos alunos

Colocamos as amostrar para secagem, e aproveitamos para brincar um pouco com a amostra 07, que é um solo argiloso.

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Nesse dia, todo mundo estava liberado para mexer na terra! 😀
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E teve produção de relatório também! 😉
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Tudo explicado: cada um registrou as diferenças entre as amostras
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É muito interessante ver como cada um organiza o relatório do seu jeitinho!
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A conclusão também era fundamental. E todos se saíram bem. A gente ❤

Organizamos nossas amostras.

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Era hora de recolher as amostras nos potes
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Deixamos em uma das estantes da sala para que os alunos pudessem rever e até explicar para os demais professores da turma

E voltamos a Alameda para conferir, se tudo estava correto.

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Uma das turmas do quinto ano, durante a verificação do solo onde criaremos a Alameda

Já conversamos com nosso Orientador Pedagógico e apresentamos nossas novas análises, acreditamos que agora precisamos remexer o solo e complementar com adubação, que pode vir de uma compostagem, pensamos também em uma cobertura vegetal, como grama, tudo isso está sendo analisado e logo, logo, vocês saberão mais do que estamos aprontando.

Já fizeram alguma coisa parecida?

Eu confesso que tudo isso é novo para mim e para nossos alunos também, mas todas as descobertas têm sido tão legais que a cada aula pensamos em outras possibilidades e nossas cabeças piram e mudam a todo instante. Esse trabalho também é fruto de uma “corrente do bem”. Começou com a nossa colega Viviane, ali mesmo, na nossa escola e nos levou até o Paraná! Não é incrível saber tudo que o conhecimento pode proporcionar?

O escritor Lewis Carrol, em Alice nos país das maravilhas diz a seguinte frase:

“Eu… eu… nem eu mesmo sei, nesse momento… eu… enfim, sei quem eu era, quando me levantei hoje de manhã, mas acho que já me transformei várias vezes desde então. ”

E assim seguimos nossas aulas, nessa metamorfose ambulante.

Conte para gente o que você tem feito de diferente e que te provoca mudanças na sua escola.

Até a próxima!

 

De Volta ao Sistema Circulatório!

Saudações, Pensadores de Ciências!!

Num dos nossos últimos posts fizemos uma viagem ao passado e voltamos para falar novamente de um dos primeiros órgãos do Sistema Digestório, agora entramos novamente em nosso Delorean… 😀

Nosso coração fica acelerado, só de imaginar uma viagem com essa máquina!

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… e voltamos para os dias atuais, vocês já sabem do que estamos falando nas nossas salas do quarto ano: o Sistema Circulatório.

Quando você pensa em coração qual figura vem a sua mente? Tenho certeza que lembra do coração vermelhinho, aquele dos apaixonados…

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Nossos alunos logo viram que essa simpática representação é bem diferente do coração de verdade

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Quase ninguém lembra, de imediato, do órgão super importante que temos dentro do peito. Esse órgão responsável pela circulação sanguínea, que carrega os nutrientes retirados do intestino delgado através das vilosidades, e o leva a todas as partes do nosso corpo. Também responsável pela circulação do oxigênio, levando o ar da ponta da cabeça até o dedão do pé e trazendo o gás carbônico para ser lançado de volta a atmosfera pelos pulmões.

Quanto trabalho né?

O coração é responsável por bombear o sangue por todo nosso corpo, ele faz isso através de contrações musculares. Sim, esse órgão é um grande músculo muito importante para nossas vidas.

Para que nossos alunos pudessem compreender melhor esse órgão tão complexo, levamos para a sala um coração de boi, que é um grande mamífero e nos ajudaria nas observações.

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Nosso “pequeno” coração bovino

Comparado ao coração humano, esse aí é bem grande já que o nosso tem mais ou menos o tamanho de nosso punho fechado.

Nosso órgão é coberto de uma camadinha de gordura que serve para protegê-lo. É o que você vê, na transversal, parecendo um cordão de gordura, que na verdade é, mas esconde de baixo uma Artéria Coronária.

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No detalhe da imagem, é possível ver o caminho da coronária

Infelizmente, nosso coração  o coração do boi foi aberto no açougue e não pudemos observar como queríamos e sonhávamos as artérias, algumas veias e vasos capilares. Ahhh!! E a Aorta e o Tronco Pulmonar… que tristeza. O açougueiro partiu nosso coração e o do boi também… (ok, o trocadilho pode ser infame, mas o sentimento é sincero)

Mas, como a gente é brasileiro e não desiste nunca…

… Conseguimos observar várias coisas, dá uma olhada nessa aventura.

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Os alunos adoraram ver uma veia “ao vivo”
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Aqui, podemos ver mais uma veia
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Algumas veias e vasos capilares, nessa imagem podemos ver que o órgão também tem a proteção do muco seroso, que, assim como a camadinha de gordura que vimos antes, tem a função de proteger o coração

E tem mais! Sabemos que nosso coração tem quatro cavidades, a esquerda e a direita (chamadas de ventrículos), que não têm comunicação. Já as partes superior e inferior estão interligadas.

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Mesmo com o coração já aberto, conseguimos ver a ligação da cavidade superior com a inferior

A cavidade direita é onde ocorre a circulação pulmonar, ou seja, o sangue caminha do coração aos pulmões, e dos pulmões ao coração.  Esse sangue é chamado de sangue venoso, rico em gás carbônico, já na cavidade esquerda recebemos o sangue arterial (oxigenado) que é levado dos pulmões ao coração, através das veias.

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É ló-gi-co que todo mundo queria por a mão, sentir a textura, o cheiro. A gente deixa porque adora trabalhar com Educação Sensível

Após tudo isso, fomos observar nossos próprios vasos capilares.

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Nada como uma mão limpinha para realizar a exploração….rsrsrs

E também observamos as veias.

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Todos ficaram observando as veias dos braços e das mãos! ❤

Nas fotos vocês podem notar a presença discreta do livro didático, ele é apoio nas horas das referências e dúvidas.

Nossas turmas adoram experimentos como esse. E vocês? Já fizeram algo assim?

Alguém já viu um coração de verdade?

Vai continuar acreditando que coração é só amor? Claro que é né, gente, só com muito amor envolvido para fazer nosso corpo funcionar direitinho. Por aqui, estamos no ritmo daquela música: “Só love, só love, só love” 😀

E, agora, que tal compartilhar um pouco do seu amor pelas Ciências conosco? Deixe seus comentários sobre estas e outras atividades pedagógicas que já divulgamos por aqui!

Até a próxima!

 

 

Sistema Circulatório: experiência em sala de aula

Saudações, Pensadores de Ciências!

Nossos estudos e experimentos não param. São tantas ideias que a cabeça chega até a ferver e o coração bate acelerado… falando em coração, este é o assunto que estamos tratando nos 4º anos do ensino fundamental, porque o corpo humano e o sistema circulatório não param, não é mesmo?

Aliás, se você não viu outros experimentos e estudos sobre o corpo humano, pode ver o que fizemos em sala de aula aqui e aqui

Iniciamos nossa conversa sobre Sistema Circulatório com uma pequena roda a fim de saber o que nossos alunos já conheciam a respeito. O conhecimento prévio é sempre aliado em nossas mediações.

Encerrada a roda de conversa, entramos com o livro didático, recurso que complementa nossa jornada.

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Este é o livro que usamos com nossos alunos

Falamos sobre o coração, os vasos sanguíneos e pulsação, a partir desses conceitos fizemos o experimento para verificar os batimentos cardíacos.

Mostramos para as crianças onde poderiam sentir uma artéria, pois são vasos do sistema cardiovascular por onde passa o sangue que sai do coração. A musculatura das artérias é espessa, formando um tecido muscular bastante elástico, permitindo dessa maneira, que as paredes se contraiam e relaxem a cada batimento cardíaco. Assim ficaria mais fácil sentir a pulsação.

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Olha só o momento de concentração

Depois de verificarem os batimentos em repouso (uma frequência cardíaca de 60-100 por minuto é considerada normal) e fazerem uma pequena anotação, passamos para o conceito de Pressão Arterial. Nesse momento, turminha soube de uma forma bem simples que a Pressão Arterial é a força que o próprio sangue exerce sobre as paredes dos vasos sanguíneos, após ser bombeado pelo músculo cardíaco. É, minha gente, o coração é um músculo.

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Mostramos também essa imagem de um coração humano

Vimos também que a pressão é medida em dois tipos, a sistólica (máxima) e a diastólica (mínima), os dois valores são importantes para definir a pressão pois ela sofre oscilações ao longo do caminho pelo corpo humano. Uma pressão considerada normal para um adulto tem a máxima de 120 mmHg e a mínima de 80 mmHg.

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Cada aluno teve sua pressão aferida e anotada

E agora, qual era nossa proposta?

Fomos brincar, correr e, na volta à sala, uma nova anotação seria feita, agora, depois do corpo exercer algum tipo de atividade física.

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Teve gente que exagerou só um pouquinho nos exercícios…:D

Passamos para a segunda rodada de medições e anotações sobre os batimentos cardíacos que agora, certamente, apresentavam diferenças. Também aferimos, novamente, a pressão de alguns alunos.

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A gente gosta de relatório assim: detalhado e colorido!
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Mais um experimento concluído com sucesso! \o/

Por enquanto é isso ai pessoal!

E você já verificou seus batimentos cardíacos?

E sua pressão arterial, como anda? Não se esqueça de fazer seus exames periódicos, praticar exercícios físicos e cuidar da alimentação. Proteja seu sistema circulatório! Ame o seu coração! ❤

Até a próxima!

Sistema digestório em sala de aula com massa de modelar

Saudações, Pensadores de Ciências!

Dando continuidade ao conteúdo de Ciências de nossas turmas dos quartos anos do ensino fundamental, resolvemos propor o estudo sobre o sistema digestório com mais uma atividade que explorasse a dimensão lúdica e ainda permitisse que os alunos demonstrassem todo o conhecimento adquirido. Propusemos a montagem de um sistema digestório com massa de modelar. Pedimos para as crianças sentarem em grupos e, com ajuda de papel cartão e massa de modelar, convidamos a turma a construírem o sistema em 3D (objetos com três dimensões). 

E aí, começamos os trabalhos:

sistema digestório com massa de modelar
Foi só falar em “trabalho em grupo” que a turma inteira se mobilizou

Lógico que podia usar o livro didático para dar aquela espiadinha:

sistema digestório com massa de modelar
Todos queriam olhar o livro e fazer o seu própria sistema com todo cuidado

Depois de planejar como o trabalho seria feito, cada grupo colocou a “mão na massa”…literalmente! 😀

sistema digestório com massa de modelar
Aí foi só trabalho (e diversão, claro!) 😉

Para nossa alegria as montagens ficaram incríveis! Vem conferir:

sistema digestório com massa de modelar
Esse grupo não esqueceu a importância da mastigação. Olha aí os dentes nesta boca! =0
sistema digestório com massa de modelar
O resultado final de outro grupo!
Já esse outro grupo lembrou do movimento peristáltico e fez o bolo alimentar, descendo pelo esôfago! Não tá lindo!? ❤

Esses são os sistemas digestórios mais bonitos que a gente respeita! 😀

O que nos levou a propor um trabalho em grupo e com massa de modelar? 

Procuramos aqui trabalhar com o princípio de Educação Sensível, um compartilhar recíproco de experiências e vivências, que possibilita o conhecer e o repensar do viver humano pela educação sensível, em que o aluno percebe as sensações, os sentidos, aprende a ouvir, ver, falar, degustar para melhor se compreender, e compreender o outro, em suas peculiaridades e diferenças. Pesquisando mais sobre o tema, encontramos essa interessante explicação:

“Duarte Junior (2010) faz referência à crise dos sentidos na contemporaneidade. Conforme o autor, em meio a tantas mudanças que vêm ocorrendo, os sentidos ficam anestesiados, pois, em razão dessa rotina corriqueira e agitada, dificilmente o ser humano se posiciona frente ao outro, a fim de ouvir, para, então, poder ajudar ou compartilhar momentos recíprocos de conversações. Nesse sentido, as práticas de solidariedade estão se fragilizando, perdendo-se, e as poucas que ainda acontecem são motivos de notícias, pois são um diferencial em meio a uma sociedade que não “para”, para ouvir, nem ver, nem sentir, muito menos degustar.

Com essa experimentação as crianças puderam trabalhar com seus pares e praticar e perceber algumas sensações. Exercitaram e manipularam sentimentos e texturas. Além do saber escolar e científico, provocamos aqui o saber da vida em sociedade e da tolerância.  

E você já fez algum trabalho em 3D? 

E sobre a Educação Sensível, tem algo a nos contar? 

Deixe seus comentários e sugestões sobre o tema!

Até a próxima!

Sistema Digestório: experiência com ácido clorídrico

Saudações, Pensadores de Ciências!

E não é que as aulas voltaram e a gente já entrou no ritmo do “não para, não para, não para, não”?

Você já viu aqui que estamos trabalhando com as turmas dos 4º anos com o Sistema Digestório, e como o tempo urge e a curiosidade sempre bate a nossa porta, fizemos mais uma experiência em sala de aula.

Resolvemos trabalhar a digestão química. Sim nosso organismo tem 2 processos digestivos, o mecânico, que ocorre através da deglutição, mastigação, movimento peristáltico, e contrações musculares e o processo químico, que ocorre através dos os sucos digestivos que ajudam no processo de quebra das moléculas dos alimentos para serem absorvidas pelo nosso organismo.

Anota aí como fizemos essa experiência. Quem sabe você, aluno, mostra para o seu professor. E se você é professor, que tal fazer algo parecido com os pequenos aí, da sua turma?

Material:

01 Copo de leite

Vinagre

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A experiência é muito simples e conta somente com esses dois itens: o leite e o vinagre

Aqui vamos simular a etapa que ocorre dentro do estômago onde as células da parede do órgão secretam o suco gástrico, esse suco contém o ácido clorídrico, que auxilia no controle da acidez estomacal e na absorção do Ferro.

Temos a proteína, que é o leite, e usamos o vinagre como o meio ácido.

experimento aula de ciências, sistema digestório, ácido clorídrico, digestão química. Ensino fundamental, anos iniciais. Ensino de Ciências.
Já começamos a ver a reação química

Misturamos o leite e o vinagre, no mesmo momento vemos o leite coalhar.

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O ácido seguiu com seu processo de quebra de moléculas da proteína

Resolvemos esperar algumas horas para comprovar o processo no estômago, e olha o que aconteceu:

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Com o passar do tempo, vimos a separação da água contida no leite
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Os alunos pediram para tirar a água e ver como ficaria o leite

Vemos aqui a separação do líquido do sólido. No organismo, a parte mais sólida continua seu caminho para o duodeno, primeira parte do intestino delgado, lá recebe outros sucos e começa a absorção dos nutrientes pelo corpo humano. A água passa para o intestino grosso onde serão absorvidos os sais minerais e o restante será descartado, junto com as fezes.

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Mas, antes, vimos, na imagem, as partes do intestino para observar os locais de absorção dos diferentes nutrientes
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Agora sim, o resultado final da nossa experiência

 

E foi assim o nosso dia! É muito bom quando temos a oportunidade de mostrar tudo o que foi explicado e visto, na teoria do livro didático, de forma que as crianças entendam e se interessem em descobrir mais sobre os incríveis processos que se dão no interior do corpo humano. Com esse experimento, ficou muito claro para os alunos toda a exposição feita anteriormente. Os nomes que, a princípio, pareciam complicados, não assustavam mais as crianças. O conteúdo, dessa forma, ficou significativo, facilitando o entendimento e a aprendizagem. E não parou por aqui! \o/

A criançada até repetiu em casa o experimento. Foi muito gratificante ver o envolvimento de cada um em todos as etapas da atividade e saber que dividiram com a família o conhecimento adquirido.

E você? Já está animado a repetir essa experiência em casa ou na sua escola? Quando fizer, volte aqui e deixe seu comentário sobre tudo que viu. Estaremos esperando!

Até a próxima!

 

Sistema Digestório: movimento peristáltico

Saudações, Pensadores de Ciências!

Nosso experimento de hoje segue o conteúdo previsto no currículo da rede municipal de educação de Campinas. Apresentamos o Sistema Digestório do corpo humano, para as turmas do 4º ano do ensino fundamental. Tenho certeza que você já deu uma espiadinha em alguns experimentos que mostramos aqui. Ainda não? Então aproveita. Alguns deles estão aqui e aqui.

Depois de aprendermos mais sobre o primeiro órgão do Aparelho Digestório, a boca, começamos a empurrar nosso bolo alimentar para os outros órgãos, afinal precisamos aproveitar a energia contida nele.

Mas o que é bolo alimentar? O alimento, ao chegar à boca, já inicia o processo de digestão. Primeiramente, ele é quebrado pelos dentes e começa a ser misturado, com a ajuda da língua, à saliva, que provoca sua umidificação. A saliva possui uma enzima chamada de amilase salivar, muco, sais e outras substâncias. Em virtude da presença da amilase, que é capaz de quebrar o amido, a digestão dos carboidratos inicia-se na boca.

Com a ação da saliva, da língua e dos dentes, o alimento torna-se uma pasta mole, que recebe o nome de bolo alimentar. O bolo alimentar é o nome dado, portanto, ao alimento mastigado e misturado à saliva.

E aí chegamos onde queríamos, o bolo alimentar formado na boca é impulsionado pela língua até a faringe e depois para o esôfago que através dos movimentos peristálticos chegam até o estômago.

E como funciona o movimento peristáltico? Também conhecidos como peristaltismo, consistem em movimentos involuntários realizados pelos órgãos do tubo digestivo (intestinos e esôfago). Esses movimentos são responsáveis por fazer com que o bolo alimentar caminhe ao longo destes, para que a digestão ocorra no devido local. Trocando em miúdos, é o ato de contrair e relaxar das paredes do nosso esôfago para empurrar o bolo alimentar até o estômago.

E olha o que fizemos…

sistema digestório movimento peristáltico
Esse pequeno esquema gráfico nos ajudou a entender o caminho percorrido
sistema digestório movimento peristáltico
Quem não tem esôfago, usa meia e arroz mesmo, foi assim que simulamos o órgão e seus movimentos
sistema digestório movimento peristáltico
E olha o interesse no nosso “esôfago”. Todos os alunos manipularam o experimento e simularam os movimentos peristálticos
sistema digestório movimento peristáltico
Com ajuda tudo fica mais fácil. Enquanto um contraía, outro relaxava. E viva o trabalho em equipe! ❤

E foi isso, gente!

Na verdade, amigos pensadores, essa foi uma das experimentações mais difíceis que fizemos. Não encontrávamos material que nos possibilitasse simular com precisão o movimento que queríamos. Usamos bexiga mais farinha, bexiga mais água, bexiga fina, larga… o pessoal do quinto ano tentando ajudar, foi uma correria, mas no fim tudo deu certo. Tudo acaba bem quando termina bem, não é mesmo? 😉

E você tem alguma sugestão de material? Como você, professor, demonstraria para seus alunos essa parte do corpo humano? Conte pra gente!

Até a próxima!

 

Processo Digestório: o início

Bem, amigos da Rede Glo… rsrsrs

Saudações, Pensadores de Ciências!

Ahá! Agora que voltamos a nossa “programação normal”… bora ver o que nossos alunos aprenderam hoje?

Voltamos ao nosso conteúdo do Sistema Digestório, parte do conteúdo programático do quarto ano do ensino fundamental, e muitas dúvidas ficaram no ar;

  • Repetir o que foi feito o ano passado?

OU….

  • Fazer algo inovador? Mas o quê?

Resolvemos complementar o que foi dito o ano passado com o que não foi dito. E lá vamos nós.

Se você quer saber o que fizemos ano passado clique aqui e aqui.

Iniciamos com o primeiro órgão do Sistema Digestório, a Boca. Além de falar da saliva, língua, mucosa, dentes e suas funções, palato, gengiva também foram apresentados aos alunos e conversamos muito sobre o maxilar e a mandíbula.

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Representação gráfica da boca
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Função dos dentes

E pra tudo ficar mais fácil fomos ao nosso laboratório de Ciências encontrar com o “Sr. Zeferino”, ver o que ele podia fazer por nós. Afinal, queríamos ver de perto do que estávamos falando.

sistema digestório boca dentes
“Zeferino”, apelido carinhoso dado pelas crianças, parece ter gostado de receber visitas. Olha o sorriso! 😉
sistema digestório boca dentes
É isso aí, gente, não perde nenhum detalhe, não!

Os alunos puderam observar a mandíbula e o maxilar e o movimento que fazemos para mastigar, puderam perceber porque nossa arcada dentária  não é fixa totalmente e também notaram as doenças causadas por traumas, como a disfunção de ATM (A Disfunção da ATM é o funcionamento anormal da articulação temporo-mandibular, ligamentos, músculos da mastigação, ossos maxilar-mandíbula, dentes e estruturas de suporte dentário) e outras mais. Quer saber mais sobre esses traumas? Dá uma olhadinha aqui. 

sistema digestório boca dentes
Pausa para foto dos dentes do “Zeferino”. Será que estão bem escovados? 😀
sistema digestório boca dentes
Com a arcada móvel fica mais fácil entender o processo de mastigação
sistema digestório boca dentes
Encontro da mandíbula com o maxilar
sistema digestório boca dentes
Representação gráfica da mandíbula

E para terminar fizemos alguns movimentos para percepção da nossa mandíbula e ATM.

sistema digestório boca dentes
Abrindo e fechando a boca para sentir a articulação que acabamos de ver
sistema digestório boca dentes
Só empolgação!
sistema digestório boca dentes
Todo mundo tentando sentir, direitinho, a junção do maxilar com a mandíbula

E aí? Gostaram? Nós adoramos mais essa visita ao laboratório da nossa escola e a chance de dividir mais conhecimento com essa turminha. Ficou com alguma dúvida? Deixe seu recadinho aí nos comentários e nos ajude a continuar Pensando Ciências!

Até a próxima!