Meio Ambiente e Aquecimento Global

Saudações, Pensadores de Ciências!

Como estão? Por aqui estamos naquele agito típico de fim de ano. E por isso mesmo, preparando nossas turmas do quinto ano para os novos desafios que vêm pela frente. 2018 tá batendo na porta e o conteúdo por aqui não vai parar! O post de hoje fala novamente sobre meio ambiente. Você pode estar se perguntando: de novo? Sim, é um assunto inesgotável e que merece uma atenção especial. Por isso, hoje falamos de meio ambiente e aquecimento global. Fizemos esse plano de aula para nossas turmas do quinto ano do ensino fundamental, mas, como sempre, as atividades podem ser reformuladas de acordo com a faixa etária dos alunos.

Falamos mais sobre meio ambiente neste post.

Nessa aula falamos dos 3 Rs, que são conhecidos de todos nós.

Meio ambiente e aquecimento global. Plano de aula de Ciências. Educação ambiental. Ensino de Ciências, Ensino fundamental, anos iniciais.
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Outra pergunta deve ter surgido agora: Mas não são 5 Rs?? Esse conceito dos 5 é mais recente, foram acrescentadas mais duas ações, repensar e recusar. Essas duas ações envolvem bem a questão do consumismo e de outros fatores importantes para o nosso meio.

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Apresentamos os conceitos para nossas turminhas e vocês devem ter visto um pedacinho da nossa aula nas lives na nossa página do Facebook. Ahhh, você não viu?!?!?! Corre lá e espia, aproveita e dá um curtidinha na nossa página.

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Já entendeu, né? Estamos fazendo campanha pesada! Bora curtir essa página linda, Brasil!  Imagem
Hora de aprofundar o conhecimento sobre Meio Ambiente e Aquecimento Global

Alguns conceitos foram passados.

  • Reduzir, são ações que devem diminuir a geração de resíduos. Exemplos de atitudes que diminuem o desperdício são: uso racional da água e a economia de energia elétrica.
  • Reutilizar é quando um produto é reaproveitado na mesma função ou em diversas outras possibilidades de uso. Exemplo, o papel, que já foi usado, pode ser utilizados em blocos de rascunho.
  • A reciclagem é o processo de transformação de um material para sua reutilização. Exemplo, pneus velhos podem se tornar parte do asfalto.

A criançada fez as anotações no caderno.

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A meninada caprichou!
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Os relatórios foram chegando. Todo mundo queria mostrar o seu 🙂
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Parabéns, turminha!

Os alunos descobriram que nem tudo pode ser reciclado, algumas coisas devem ser reaproveitadas mesmo, e que é por isso que devemos REPENSAR nosso consumo e RECUSAR embalagens ou materiais desnecessários e etc..

Então, vamos te deixar com um desafio: que tal evitar pegar muitas sacolas na sua próxima visita ao shopping ou ao supermercado? 😉

Podemos começar com mudanças simples de hábitos. Importante mesmo é começar! É preciso entender o impacto de nossas ações para o meio ambiente e o aquecimento global. Frear o consumismo é tarefa de todos nós!

Finalizamos a aula com a construção de cartazes, claro que trabalhando em grupo para dar aquela fortalecida no processo de aprendizagem e autonomia, como sugere o Luiz Carlos Menezes, físico e educador da Universidade de São Paulo (USP), na reportagem da Revista Nova Escola de 01/05/2009. Transcrevemos a reportagem logo abaixo porque as palavras do professor Luiz Carlos são realmente muito importantes, mas você pode ver a publicação original nesse link aqui.

Pausa para leitura:

O professor pode ensinar a turma a cooperar, escolher e decidir ao mesmo tempo em que dá conta dos conteúdos das disciplinas “Para promover a autonomia, é preciso propor à classe atividades coletivas mais estruturadas do que as aulas expositivas.”

Na família e na vida profissional e social, é preciso saber se expressar, consultar, questionar, fazer planos, tomar decisões, estabelecer compromissos e partilhar tarefas. Essas ações, envolvendo aspectos práticos, éticos e estéticos, podem ser relativamente simples, como é o caso de escolher o que preparar para uma refeição ou um trajeto. Outras vezes, são complexas, como estabelecer prioridades num orçamento e atribuir responsabilidades na realização de um projeto. Na escola, atividades em grupo qualificariam para desafios como esses, tão necessários na vida social. Mas isso frequentemente esbarra em obstáculos.

Quem acha que o papel do professor é só “passar” conhecimentos talvez veja a aprendizagem ativa e interativa como um devaneio teórico ou como ilusões de certas propostas pedagógicas. Isso, na prática, reduz o ensino à instrução individual em massa, quando as classes não são coletivos de trabalho cooperativo. Essa visão leva a uma prática em que só o professor tem a palavra e a interação dos estudantes é desprezada. Por isso, as turmas são simplesmente reunidas – não se pensa em construí-las. Atitudes dessa natureza, aliás, têm o respaldo de famílias que veem um convite à diversão quando se abre espaço à participação dos filhos.

Já quem reconhece a importância dessa participação ativa e interativa e se dispõe a promovê-la em situações reais enfrenta bem o desafio de colocá-la em prática mesmo em classes numerosas – como mostrou a reportagem Como Agrupo Meus Alunos?, capa da edição de março de NOVA ESCOLA. Para promover a autonomia, não bastam materiais didáticos e um professor protagonista. É preciso propor à classe atividades coletivas mais estruturadas do que as aulas expositivas, pois todos devem estar motivados e conscientes do sentido delas.

Para isso, cabe ao professor atuar com seus colegas e com a coordenação pedagógica, aliás, com a mesma dinâmica que pretende propor em sala de aula. Além de se perguntar “de que forma a atividade em grupo melhora o ensino da minha disciplina?”, é necessário formular outra: “De que forma minha disciplina pode promover nos grupos a aprendizagem cooperativa?” Sim, é possível também ter a disciplina a serviço dessa formação coletiva e não apenas o inverso. Com isso, tem-se o foco na aprendizagem e no desenvolvimento da turma, não somente no ensino de conteúdos.

É claro que nem tudo deve ser feito de forma coletiva, pois são igualmente essenciais a exposição do professor e tarefas individuais de crianças e jovens, mas é preciso compor esses momentos articulando com coerência as ações pessoais e coletivas. Essa construção conceitual e afetiva depende do trabalho em grupo, em que se desenvolvem afinidade e confiança, identificam-se potencialidades e aprende-se com os demais. Com a diversificação do planejamento, são contempladas as diferentes necessidades e propensões dos alunos. Não só na rede pública, mas especialmente nela, os mais beneficiados por essa construção são os que vêm de contexto cultural limitado, sem outras oportunidades que não as da escola para a sua emancipação.

As boas escolas desenvolvem práticas apropriadas a cada faixa etária. Isso porque é bem diferente desenvolver conteúdos de instrução em atividades cooperativas se for uma classe de alfabetização com professora única ou se for uma sala de adolescentes com vários professores de disciplinas. Mas a prática faz sentido desde a Educação Infantil até a pós-graduação. Aliás, logo mais estarei com quase 40 mestrandos, que não esperam minha chegada para começar a aula. Já estarão discutindo as leituras da semana em seus grupos de referência. Atitudes semelhantes podem ser encontradas em diferentes cursos, famílias e empresas, mas sempre em coletivos que valorizem a autonomia e a cooperação.

Atividades Práticas sobre Meio Ambiente e Aquecimento Global

Esse tipo de leitura nos inspira. Estamos sempre estudando, buscando novas informações e subsídios para nossas práticas. Mas não somos só nós, as autoras, que estudamos por aqui, não… Tem turminha trabalhando sim!

Olha aí….

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Cada grupo recebeu uma cartolina com a cor das lixeiras da reciclagem: vermelho, azul, amarelo e verde
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Tinha grupo muito sério…
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E aqueles mais descontraídos
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Aqui, os alunos colocaram amostras de embalagens recicláveis
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O metal estava presente neste cartaz
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A turma, já no clima do fim de ano, é só alegria
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O pessoal da descontração! Resolveram fazer um trabalho mais textual

E foi assim que terminamos o conteúdo dos quintos anos. Com animação, trabalho em grupo e multiplicando o conhecimento adquirido, pois os cartazes foram colocados na escola para informa os outros alunos do que a turma descobriu.

As cores das lixeiras e suas funções.

Meio ambiente e aquecimento global. Plano de aula de Ciências. Educação ambiental. Ensino de Ciências, Ensino fundamental, anos iniciais.
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Claro que a gente já sabe que hoje em dia foram criadas mais lixeiras para o descarte de materiais recicláveis ou reutilizáveis. Mas resolvemos trabalhar com as quatro acima, pois é o que temos mais em comum por aí.

E logo abaixo o padrão universal de cores de cada resíduo.

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E vocês, conheciam todas essas cores e suas funções?

Sabem o que pode e o que não pode ser reciclado?

Expandindo projetos sobre Meio Ambiente e Aquecimento Global

Quer saber mais e produzir um projeto bacana sobre meio ambiente e aquecimento global? Aqui você faz o download de um material muito bom da Impressa Oficial, com informações e atividades para você explorar.

Meio ambiente e aquecimento global. Plano de aula de Ciências. Educação ambiental. Ensino de Ciências, Ensino fundamental, anos iniciais.
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Nós adoramos fazer esse trabalho! A criançada se envolveu muito e, quando eles se divertem, a gente se diverte junto! Mas devemos confessar que está começando a bater aquele cansaço do fim do ano. Nessa época, já estamos fazendo planos…

Meio ambiente e aquecimento global. Plano de aula de Ciências. Educação ambiental. Ensino de Ciências, Ensino fundamental, anos iniciais.
Logo, logo, queremos estar assim! 😀 Imagem

Mas, ainda tem um tempinho pras férias, né? Aguenta coração! =)

Esperamos que vocês tenham gostado e que passem esse conhecimento adiante! Você é criança? Que tal ensinar aos seus pais e amigos? É adulto? Que tal dividir tudo que viu por aqui com a molecada? O importante é continuarmos juntos, Pensando Ciências!

Boas reciclagens para vocês!!!

Até a próxima!

Sequência Didática sobre Plantas Parte II

Saudações, Pensadores de Ciências!

Como você já viu aqui e aqui, no mês dos professores resolvemos homenagear alguns colegas, publicando suas aulas e exemplos de sequência didática, como a que você hoje sobre plantas. Claro que foi em nome de todos os profissionais que trabalham na educação da criançada por aí, e nossa última homenagem é o post que iremos agora apresentar o relato da professora em relação ao trabalho realizado e algumas imagens.

Acredito que muita gente ficou curioso para saber o fim dessa história, então… vamos lá!

A Professora Flávia nos contou que, as primeiras aulas, eram mais sobre levantamento de conhecimentos prévios.  Falavam sobre alimentos de origem vegetal e animal, zona urbana e rural, de onde vem os alimentos, alimentos naturais e alimentos industrializados. A conversa foi disparada a partir do desenho do Chico Bento: Na roça é diferente”. Ela nos conta que, no geral, a garotada sabia de onde vinham os alimentos, embora as crianças pensassem que o alimento vem da terra, não levando em consideração a planta, como se a terra produzisse o alimento por si só. A professora viu que era hora de avançar um pouco mais.

A criançada foi conhecer a horta da escola.
Sequencia Didática sobre plantas. Anos iniciais, ensino fundamental. Aulas de ciências. Plano de aula
Claro que os aromas foram explorados

Aproveitaram para visitar a cozinha e verificar o armazenamento dos alimentos.

Sequencia Didática sobre plantas. Anos iniciais, ensino fundamental. Aulas de ciências. Plano de aula
E olha a mão levantada bem ali, eram muitas perguntas

Logo depois, a professora entregou alguns vegetais para as crianças que foram organizadas em grupos. E cada grupo deveria criar suas hipóteses de onde nascem os alimentos e depois conferirem na sala de informática. Flávia diz que foi uma etapa muito interessante pois houve muitas descobertas, como saber que a batata, a cenoura e a beterraba são caules e não raízes, como imaginavam. Para fechamento dessa etapa, fizeram um cartaz classificando os alimentos segundo as partes das plantas. Você pode ver mais sobre a classificação aqui

Sequencia Didática sobre plantas. Anos iniciais, ensino fundamental. Aulas de ciências. Plano de aula

Na próxima etapa houve a leitura do texto “A boa sopa”, as crianças fizeram a reescrita da história e resolveram fazer uma sopa, cada aluno trouxe de casa uma receita, todo material foi tabelado e foi aberta uma votação para saber qual seria a sopa que as crianças iriam fazer. Ouve o levantamento dos ingredientes necessários e, com a ajuda das famílias, no dia combinado, a sopa foi feita. hmmmmmmmm!!! o/

Sequencia didática sobre plantas. Anos iniciais, ensino fundamental. Aulas de ciências. Plano de aula

Hora do Rango
Sequencia didática sobre plantas. Anos iniciais, ensino fundamental. Aulas de ciências. Plano de aula
Olha a criançada com a mão na massa, quer dizer, na sopa! 😀
Sequencia didática sobre plantas. Anos iniciais, ensino fundamental. Aulas de ciências. Plano de aula
A professora Flávia aproveitou o momento e trabalhou unidades de medidas com os alunos

E o mais legal é que, além de ajudar na manipulação dos alimentos os alunos cozinharam a sopa, todo o processo foi calculado e tabelado, quanto tempo levava cada passo da receita até a sopa ficar pronta.

Sequencia didática sobre plantas. Anos iniciais, ensino fundamental. Aulas de ciências. Plano de aula
Olha a sopa saindo!

E não teve manha nem cara feira, não: todo mundo experimentou “A Boa Sopa”! =)

Sequencia didática sobre plantas. Anos iniciais, ensino fundamental. Aulas de ciências. Plano de aula

Sequencia didática sobre plantas. Anos iniciais, ensino fundamental. Aulas de ciências. Plano de aula
Valeu, criançada!

Nós achávamos que esse trabalho maravilhoso da Professora Flávia terminaria aqui, porém acho que vocês verão mais um post passar pela sua telinha. É tanta coisa legal que não dá para contar tudo aqui.

Então vamos esperar mais um capítulo dessa sequência deliciosa?

E você já cozinhou na escola? Já usou receitas para o aprendizado? Como foi? Estamos aqui, esperando suas histórias!

Até a próxima!

 

Sequência Didática sobre plantas

Saudações, Pensadores de Ciências!A sequência didática deste post segue homenageando os professores que fazem parte de nossas vidas. Hoje vamos apresentar uma sequência didática sobre plantas, da Professora Flávia Wulf, que, atualmente, leciona no 3º ano do Ciclo I do Ensino fundamental e montou uma super atividade com algumas ideias aqui do nosso blog e outras que ela criou. É disso que a gente gosta. Ela viu um trabalho nosso, olhou para a realidade dos alunos dela e criou algo novo! ❤ Ahh, a Professora Flávia já passou por aqui no ano passado, dá uma olhadinha aqui.

Sequencia didática sobre plantas para o terceiro ano. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de Ciências.
A professora Flávia Wulf e seu sorrisão inconfundível

A Sequência Didática sobre plantas é bem detalhada e a professora dedicou várias aulas e possibilidades de vivências com os alunos. Aprender assim é mais fácil e divertido. A experiência com o ensino e aprendizagem de Ciências vai ganhar cor e, principalmente, sabor para a professora e sua turma. Ficou curioso? A gente mostra tudo que a professora Flávia criou.

Aula 1

1) O professor apresentará à classe, o vídeo: Chico Bento: na roça é diferente.

2) Ao término do vídeo o professor realizará um debate com a classe sobre as questões levantadas pela animação, de interesse do grupo. Pode propor algumas questões como:

– O que acharam? Já conheciam o Chico Bento? Ele é da turma da Mônica, mas mora em um lugar diferente, né? Vocês sabem alguma coisa sobre esse lugar?

– Que tipo de história é essa? (espera-se que eles falem sobre humor – o professor poderá falar sobre isso caso eles não percebam). Qual a graça dessa história?

– O primo do Chico fala sobre o supermercado e ele diz que costuma pegar tudo ali mesmo no sítio. Vocês já foram no supermercado com a família? Onde costumam buscar alimentos? Alguém tem alimentos em casa mesmo, que não foram comprados?

– E de onde vêm os alimentos?

Perguntas mais diretas, caso sejam necessárias:

– Onde o Chico Bento obtém as laranjas para o suco?

– O primo do Chico pensa que os ovos vêm de onde?

– E o leite? Vem de caixinhas e saquinhos?

– Por que o primo do Chico pensa que os ovos vêm de caixinhas compradas no supermercado e o leite de caixinhas e de saquinhos?

– Como o primo do Chico pensa que se deve tirar o leite da vaca?

– Vocês já viram como se tira o leite da vaca?

– Onde o Chico Bento colhe as cenouras?

– Como são as moradias no campo? São próximas umas das outras, como na cidade?

– Quais animais apareceram na história?

– Que alimentos estes animais comem?

– Quais os locais construídos pelas pessoas que vivem no campo para abrigar esses animais? (curral, galinheiro, chiqueiro, estábulo etc.).

– Qual a utilidade destes animais para o ser humano?

– Que outros produtos vocês conhecem que são produzidos no campo?

3) Lembrá-los sobre a experimentação de alimentos que fizemos na sala* (ou do passeio do Ceasa, caso não tenha feito essa anterior) e lhes perguntar de onde vem esses alimentos. Propor que preencham em duplas a tabela de hipóteses sobre a origem dos alimentos. Discutir com todos, no coletivo, sobre a origem de cada alimento a partir das hipóteses apresentadas. Mostrar a eles que alguns vem de animais e outros vem de vegetais. Pedir-lhes que façam uma nova tabela, classificando os alimentos de origem animal ou vegetal.

* A professora vendou os olhos dos alunos e propôs que eles provassem alguns alimentos e dissessem o nome de cada um.

E se você quer saber mais sobre o Ceasa, clica aqui e aqui para ver a nossa visita por lá.

Aula 2

Ler com a turma o texto “A boa sopa” do livro Contos de Grimm, Editora Companhia das Letrinhas, e todos devem continuar a história e depois ler para os colegas. Em seguida, perguntar aos alunos:

Vocês gostam de sopa? De que tipo? Quem já fez ou ajudou alguém a fazer uma sopa? O que vai numa sopa?

Sequencia didática sobre plantas para o terceiro ano. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de Ciências.
Você pode encontrar essa edição do livro aqui

Lição de casa: trazer uma receita de sopa.

Aula 3
  • Iniciar a aula com a leitura das receitas de sopa e escolher uma para ser feita na sala.

Se necessário discutir com o grupo se algum dos alimentos que experimentamos pode ser acrescentado na sopa.

Aula 4
  • Projetar a receita da sopa e fazer com a turma.
  • Enquanto a sopa cozinha, o professor disporá os produtos utilizados em uma mesa e questionará à classe:

– De onde vêm os produtos que utilizamos nessa receita?

– Onde são produzidos?

– A partir do que são fabricados?

– Quais produtos são naturais, ou seja, consumimos da mesma forma como encontramos na natureza?

– Quais são derivados de outros produtos, ou seja, que foram modificados pelo homem?

– Dos produtos derivados, quais são de origem animal ou de origem vegetal?

3) Comer a sopa. Perguntar-lhes se o alimento tem o mesmo gosto quando estão sozinhos ou crus. Por que o gosto se modifica?

Pensando nos alimentos de origem vegetal, como eles são retirados da natureza, onde exatamente ficam esses alimentos?

Aula 5
  • Ler com a turma a história: A princesa e o grão de ervilha. Pintar cada parágrafo de uma cor. Conversar sobre início e fim de parágrafo.
  • Perguntar-lhes o que é um “grão de ervilha”. O que é grão? Levar ervilhas cruas e uma lata em conserva para que conheçam e lhes perguntar qual a diferença entre elas, de onde elas vieram? Do mesmo lugar? Como nasce a ervilha?

Pedir aos alunos que desenhem hipóteses de como nasce a ervilha.

Sequencia didática sobre plantas para o terceiro ano. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de Ciências.
A história original é de Hans Christian Andersen, mas é encontrada em inúmeras versões
Sequencia didática sobre plantas para o terceiro ano. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de Ciências.
A versão utilizada pela professora é a do Ler e Escrever. está disponível aqui.
  • Mostrar a apresentação sobre a ervilha, com as fotos. A cada foto reiterar a pergunta: Como nasce a ervilha?
  • Escrever coletivamente a conclusão do grupo sobre a origem da ervilha.
Lição de casa: cada aluno deverá trazer um vegetal para a próxima aula. Enviar bilhete especificando o vegetal para que nem todos tragam o mesmo.
Aula 6

Em grupos os alunos deverão criar hipóteses, de como nasce aquele alimento, de que parte da planta ele é retirado. Depois lhes serão entregues computadores para que façam a pesquisa e comprovem ou não suas hipóteses.

Discussão no grupo sobre o que foi descoberto.

Montar com a sala um cartaz classificando os alimentos, segundo as partes das plantas (folhas, raízes, frutos, sementes, caule).

Para casa: trazer várias frutas. Enviar bilhete garantindo a variedade.

Aula 7
  • Perguntar ao grupo “o que é agricultura”? Levantar as diversas hipóteses.
 Aula 8
  • Trabalhar com a turma os conceitos de mapa e legenda.
Aula 9
  • O professor iniciará a aula, apresentando a música: Semente, de Armandinho.

Semente, semente, semente

Semente, semente

Se não mente fale a verdade

De que árvore você nasceu? (refrão 2x)

  De onde veio

De onde apareceu

Porque que o meu destino

É tão parecido com o seu?

 Eu sou a terra

Você minha Semente

Na chuva a gente se entende

É na chuva que a gente se entende

Oh Semente!

 Refrão (2x)

 Semente eu sei

Tem gente que ainda acredita

E aposta na força da vida

E busca um novo amanhecer

Lá vem o sol

Agora diga que sim

Semente eu sou sua terra

Semente pode entrar em mim…

 Refrão (2x)

 Se conseguir

Aquilo que você quer

E conseguir manter

A nobreza de ser quem tu é

Tenha certeza

Que vai nascer uma planta

Que a flor vai ser de esperança

De amor pro que der e vier

Oh Mulher!

 Refrão (2x)

 Se conseguir

Aquilo que você quer

E conseguir manter

A nobreza de ser quem tu é

Tenha certeza

Que vai nascer uma planta

Que a flor vai ser de esperança

De amor pro que der e vier

Oh Mulher!

 Refrão (3x)

Semente, Semente, Semente

Semente, Semente

Não mente!

Também foi apresentado o clip da música, que você encontra aqui.

2)  Após ouvirem e cantarem a música, o professor realizará com a turma uma discussão sobre a música, questionando-lhes:

– Sobre o que fala a música?

– O que é uma semente? (é parte da planta que dá início a uma nova geração).

– Onde encontramos sementes? (árvores, plantas, frutas etc.).

– Quais são mesmo as partes das plantas?

– Onde as sementes são encontradas?

– Por que será que algumas sementes ficam guardadas dentro dos frutos? (O fruto é uma espécie de proteção para as sementes).

– Quem gostaria de dizer o nome de um fruto (a) que conhece?

– Ela possui muitas ou poucas sementes?

– Onde ficam as sementes no fruto?

– Vocês conhecem alguma semente que não fica dentro do fruto? (castanha de caju)

– Para que servem as sementes?

– O que a semente dá origem?

– Todas as plantas nascem de sementes?

– Utilizamos sementes em nossa alimentação?

– Todas as sementes são comestíveis?

– Quais sementes são utilizadas em nossa alimentação? (amendoim, castanhas, feijão, semente de girassol, noz etc.).

  • Ao final da discussão, cada grupo deverá fazer um desenho de uma ou mais frutas fechadas e depois cortadas de modo a mostrar as sementes. Eles deverão fazer um pequeno relatório de observações sobre as sementes (tamanho, cor, onde fica, quantidade encontrada na fruta, etc).
  • Em seguida as sementes serão retiradas das frutas e colocadas para secar. No dia seguinte serão coladas no desenho/relatório de estudo.
  • Fazer uma salada de frutas e comer com a turma.
 Aula 10
Sequencia didática sobre plantas para o terceiro ano. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de Ciências.
A imagem está disponível aqui

O professor pergunta as crianças se conhecem a música em questão, e coloca para ouvirem uma primeira vez. Na segunda vez, convida as crianças a cantarem junto.

A seguir o professor faz algumas perguntas investigativas na roda de conversa:

  • O que é um alecrim? Quem já viu? Quem tem em casa?
  • Para que serve?
  • Você já sentiu o cheiro do alecrim?

Logo em seguida, o professor pergunta se todos sabem o significado das palavras que são apresentadas na música e sana qualquer dúvida que possa haver.

  • Em seguida faz mais alguns questionamentos:
  • Por que o alecrim nasceu sem ser semeado?
  • Todas as plantas precisam ser semeadas para nascerem?
  • Como pode nascer uma planta sem ser semeada?

O professor apresenta uma muda de alecrim e deixa que as crianças explorem a planta, cheirar, tocar, sentir texturas e etc.

  • Esclarecer a questão do “alecrim nascer sem ser semeado”, através da ação dos pássaros e do vento.

O professor explica para as crianças que o alecrim é uma planta medicinal e que suas propriedades são ensinadas desde muito antes do nascimento dos pequenos.

O professor pode oferecer o chá do alecrim para as crianças, e explicar sua ação medicinal.

Que tal plantarmos ervas medicinais? Quem pode trazer mudas de casa?

(Hum… aqui percebemos um pouquinho de nossa sequência, adaptada pela professora)

Lição de casa: uma pesquisa junto à família sobre o uso de plantas medicinais em casa.

Lição de casa 2: enviar bilhete solicitando as mudas ou sementes.

Aula 11

Compartilhar as pesquisas sobre plantas medicinais.

Fazer uma floreira com plantas medicinais e deixar na sala. Todos devem acompanhar e fazer o registro em um relatório coletivo. Aguar e cuidar deve ser tarefa de todos.

Conclusão: Apresentação da floreira e oferecimento de chá na mostra de trabalhos da escola.

Agora um pouquinho da história de Campinas…

Tente investigar sobre a lenda do “Boi Falô”. Escreva e desenhe tudo o que descobriu. (Esse é um bom momento para a visita ao Laboratório de Informática da Escola. Aproveite!)

Sequencia didática sobre plantas para o terceiro ano. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de Ciências.
Conheça essa importante lenda da cidade de Campinas Imagem do Portal CBN

A lenda do Boi Falô nasceu em 1888, na fazenda Santa Genebra, de propriedade do Barão Geraldo de Rezende. Um dos escravos que trabalhava nas plantações de cana-de-açúcar e café foi obrigado pelo capataz a ir ao pasto e atrelar um boi para arar a terra, em uma sexta-feira santa.

Esse escravo, chamado Toninho, um rapaz franzino e muito obediente, foi então colocar a canga no animal, que estava deitado sob uma frondosa árvore. Por mais que o escravo insistisse, o boi não saia do lugar. Neste momento o animal olhou para o escravo, deu um mugido alto e disse: “hoje é dia santo, é dia do Senhor, não é dia de trabalho”. O escravo saiu correndo para sede da fazenda, gritando: “o boi falô, o boi falô!”

Segundo a lenda, o capataz ainda teria tentado castigar Toninho pela insubordinação, mas ele correu para a Casa Grande à procura do Barão Rezende que, ao ouvir seu relato, teria lhe dado razão e ordenado que ninguém trabalhasse naquele dia.

O escravo passou a trabalhar dentro da casa por muitos anos, até sua morte, e, em consideração aos seus bons serviços, acabou sendo enterrado junto ao túmulo do Barão, no Cemitério da Saudade, em Campinas.

A lenda faz parte do folclore do Distrito de Barão Geraldo. O túmulo do escravo Toninho é um dos mais visitados no dia de Finados, principalmente por aquelas pessoas que querem alcançar uma graça.

Você encontra a lenda nesse link aqui.

Demais essa sequência, né? Vocês viram a parceria que a professora criou com a família? Eles foram parte significativa de toda a aprendizagem da criança!

Nossa querida Flávia usa aqui a Transdisciplinaridade, que segundo Hélio Teixeira é uma abordagem científica que visa a unidade do conhecimento. Desta forma, procura estimular uma nova compreensão da realidade articulando elementos que passam entre, além e através das disciplinas, numa busca de compreensão da complexidade. Além disso, do ponto de vista humano a transdisciplinaridade é uma atitude empática de abertura ao outro e seu conhecimento.

A gente viu de tudo um pouco aqui, e tem muito mais… aguardem as cenas do próximo capítulo. Ainda tem relato, fotos e atividades dos alunos. Gostou? Não sai daí, não! Fique ligadinho aqui no blog, junto conosco, Pensando Ciências.

Até a próxima!

 

 

 

Sequência Didática: Saneamento Básico, Higiene e Animais Invasores

Saudações, Pensadores de Ciências!

O post de hoje é sobre saneamento básico e higiene e é mais uma Sequência Didática! Coisa que a gente gosta muito de publicar e que sabemos que vocês também gostam de ler. Afinal, quem não gosta de trocar ideias, experiências e pensar novos jeitos de ensinar e aprender? A gente ama! \o/

Falando nisso, o tema da higiene já apareceu nessa sequência didática aqui, lembra?

É.. até agora, tá tudo muito bom, tá tudo muito bem… mas nem tudo no post de hoje é tão fácil assim de “gostar”… quer ver?

Diz aí: quem é que gosta de encontrar uma baratinha andando pela casa? E quando um ratinho passa correndo e se esconde embaixo do sofá… #comofazBrasil?

PAUSA DRAMÁTICA

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Pois é… Esses seres aterrorizantes da natureza são conhecidos como animais invasores. Isso porque eles “invadem” nossas casas em busca de alimentos. Mas… por que isso acontece??? Bom, antes que você ache que as baratas são um tipo de “castigo dos deuses”, vem conferir essa sequência, que pode ser usada no ciclo I do Ensino Fundamental.

Tema: Saúde, saneamento básico e higiene.

Conteúdos Participantes: Ciências, Português, Matemática e Artes.

Texto Norteador: O Rato Roque; Livro Boi da Cara Preta, Sérgio Caparelli, Editora L&PM. 2004. Porto Alegre.

Você pode adquirir o livro no site da editora

1ª Etapa

                        Atividade introdutória à recepção do texto

Coloca-se a palavra roque no quadro e perguntamos aos alunos sobre seu significado. A seguir, pedimos que repitam a palavra várias vezes, rapidamente, perguntando o que lhes sugere o som produzido pela repetição. O professor deixa que as crianças verbalizem suas impressões, procurando enfatizar a representação icônica do som: algo que está sendo roído. Se essa situação não for citada, é conveniente que o professor a mencione.

2ª Etapa

                        Leitura compreensiva e interpretativa do texto

O professor lê, com os alunos, expressivamente o poema, acentuando o ritmo dos versos. Em seguida, pode marcar o ritmo com palmas, batidas de mãos ou do lápis na mesa. Para marcar o ritmo do poema, o professor pode dividir a turma em dois grupos A e B, solicitando que o primeiro leia os versos ímpares, acentuando as sílabas mais fortes, e o segundo marque apenas o ritmo dos versos pares (roque roque). Conforme o interesse da turma e a disponibilidade de materiais, as crianças podem utilizar objetos confeccionados por elas, como latinhas com pedrinhas, pandeiros com tampinhas de garrafas e etc.

A seguir, o professor apresenta as atividades abaixo:

1-) Por que a palavra “Roque” aparece escrita com a letra inicial maiúscula e minúscula no poema?

2-) O que sugere a expressão “roque roque”?

3-) Desenhe três coisas que são roídas pelo rato e que podem ser vistas e tocadas pelas pessoas.

4-) Pinte, no poema, três nomes de coisas que o rato rói e que não podem ser tocadas pelas pessoas, mas que podem ser vistas (escreva o poema numa cartolina).

5-) Entregue para as crianças uma folha com 3 queijinhos desenhados, ou peça que elas desenhem e escrevam, dentro do queijo desenhado, as palavras da pergunta 3.

6-) Peça para os alunos ilustrarem o poema com os queijinhos.

Sequência didática saneamento básico e higiene, animais invasores. Ensino de Ciências, anos iniciais, ensino fundamental. Blog de ensino de Ciências. Blog de Ciências
Essa atividade pode ser muito divertida!

Imagem disponível aqui

7-) Verifique o conhecimento prévio dos alunos sobre o assunto Saneamento Básico.

8 -) Apresente textos e exercícios sobre Saneamento Básico e Higiene.

Você pode localizar textos de apoio aqui e aqui.

Veja, a seguir, algumas atividades que achamos e que podem também ajudar no aprendizado de noções de higiene.

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As cruzadinhas sempre fazem sucesso. Divertem e ajudam a fixar o conteúdo.
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O caça-palavras também não pode faltar
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Aqui, uma outra cruzada
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Mais um caça-palavras. E ainda treinamos a escrita das palavras encontradas.

9-) Continuando a atividade, é possível conversar com as crianças sobre hábitos de higiene e de prevenção aos “invasores” que podem trazer doenças. Olha mais um texto de apoio aqui.

10-) Para explorar o universo lúdico com as crianças, podemos fazer uma dobradura de rato.

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Que tal criar uma exposição, com as dobraduras feitas pelos alunos?

Imagem disponível aqui

3ª Etapa

                        Transferência e aplicação da leitura

  • O professor, com o auxílio dos alunos, lista no quadro o nome de outros “invasores”.
  • O professor propõe a criação de um poema semelhante ao que foi lido, que tenha como “inspiração” um dos animais mencionados.
  • Elaboração de uma história com o Rato Roque e alguns dos animais mencionados.
  • Criação de um diálogo entre o Rato Roque e Maria, personagem referida no poema, no qual ela conscientize o rato sobre os problemas da falta de Saneamento Básico.

A partir desta atividade, o professor pode pedir uma pesquisa de como é o bairro das crianças em relação ao Saneamento. Pode-se também dar continuidade aos conteúdos, falando das verminoses e etc.

E o quê mais se pode fazer, gente? Tudo que sua imaginação quiser, oras! 😎

Deixe seu comentário ou sugestão sobre esta sequência didática? Que outra ideia você teve? O que faria diferente? Conhece outros materiais sobre o tema? Que tal discutir essa atividade pedagógica sobre saneamento básico e higiene com outros professores aí, na sua escola? Vamos adorar saber como vocês andam Pensando Ciências!

Até a próxima!

Sequência Didática com plantas medicinais: o alecrim

Saudações, Pensadores de Ciências!

Hoje, vamos falar de algo que não aparece por aqui faz tempo, mas que nossos leitores gostam muito. A sequência didática. Nossas atividades são voltadas para os anos iniciais do ensino fundamental, como vocês sabem. Mas, isso não impede que algum professor adapte as sequências para aulas nos anos finais. A sequência que apresentamos hoje (dirigida a alunos em processo de alfabetização), talvez possa até ser mostrada, de outra forma, com outros recursos, a alunos do ensino médio. Por quê não? Tudo é questão de preparar a aula e soltar a imaginação com a molecada.

Quer ver outras sequências didáticas? Tem aqui, aqui e aqui

Agora, segura na nossa mão e vem!

Sequência Didática: Plantas Medicinais – Alecrim

Público Alvo: Alunos do Fundamental I – Ciclo I – 1º e 2º anos

Conteúdos trabalhados: Ciências, Língua Portuguesa e História

Texto disparador: Música “Alecrim Dourado”

1ª Etapa: 

Atividade introdutória à recepção do texto

O professor pergunta as crianças se conhecem a música em questão, e coloca para ouvirem uma primeira vez. Na segunda vez, convida as crianças a cantarem junto. Já na terceira vez, faz uma brincadeira omitindo a palavra “alecrim” da canção.

A seguir o professor faz algumas perguntas investigativas na roda de conversa:

  • O que é um alecrim?
  • Para que serve?
  • Você já sentiu o cheiro do alecrim?
sequência didática com alecrim
A estrela de nossa aula: o alecrim. Imagem

2ª Etapa

Leitura compreensiva e interpretativa do texto

            O professor propõe a reescrita da música em duplas, oferecendo a eles a música fatiada em frases e depois em palavras.

sequência didática com alecrim
Atividade para trocar os versos da música

Logo em seguida, o professor pergunta se todos sabem o significado das palavras que são apresentadas na música e sana qualquer dúvida que possa haver.

Em seguida faz mais alguns questionamentos?

  • Por que o alecrim nasceu sem ser semeado?
  • Todas as plantas precisam ser semeadas para nascerem?
  • Como pode nascer uma planta sem ser semeada?

 3ª Etapa

Transferência e aplicação da leitura.

            O professor apresenta uma muda de alecrim e deixa que as crianças explorem a planta, cheirar, tocar, sentir texturas e etc.

Sugerimos que o professor siga os procedimentos abaixo:

  • Esclarecer a questão do alecrim nascer sem ser semeado, através da ação dos pássaros e do vento.
  • O professor explica para as crianças que o alecrim é uma planta medicinal e que suas propriedades são ensinadas desde muito antes do nascimento dos pequenos.
  • Pedir uma pesquisa junto à família sobre o uso de plantas medicinais em casa.
  • Nesse momento é necessário contar aos alunos a origem do conhecimento das plantas medicinais e fazer o resgate da cultura dos povos que trouxeram até nós essa medicina natural.
  • O professor pode oferecer o chá do alecrim para as crianças, e explicar sua ação medicinal.
sequência didática com alecrim
Na etapa de alfabetização, o questionário é respondido com os pais. Nas etapas mais avançadas de ensino, os próprios alunos respondem ou, até mesmo, fazem uma pesquisa na escola, com outros professores, funcionários… como dissemos, as possibilidades de criação com as atividades só dependem da nossa imaginação.
sequência didática com alecrim
O alecrim pode ser cultivado em vasos. Imagem

4º Etapa

Conclusão

Para o término da atividade, as crianças são convidadas a plantarem um canteiro com mudas de alecrim, ou pode-se levar a semente e mostrar que o alecrim pode nascer sendo semeado também. 😉

sequência didática com alecrim
Podemos preparar “vasos” junto com os alunos
sequência didática com alecrim
As sementes de alecrim podem ser adquiridas em casas especializadas, ou mesmo, em supermercados. Imagem

Deixamos aqui mais alguns links que pesquisamos e que podem servir de apoio para que você, professor, adapte a atividade às necessidades de sua turma.

Aqui você encontra informações sobre Plantas medicinais e fitoterapia

Um artigo sobre plantas medicinais de origem afro

Quer explorar um pouco mais? Que tal um artigo da wikipedia sobre medicina indígena?

Gostou? Divulgue esta e as outras sequências didáticas que você já viu aqui no nosso site entre os seus amigos professores. Tem alguma sugestão de sequência didática que poderíamos desenvolver? Deixe pra nós o seu comentário. Vamos adorar ter você conosco, Pensando Ciências!

Até a próxima!

 

Processo Digestório: o início

Bem, amigos da Rede Glo… rsrsrs

Saudações, Pensadores de Ciências!

Ahá! Agora que voltamos a nossa “programação normal”… bora ver o que nossos alunos aprenderam hoje?

Voltamos ao nosso conteúdo do Sistema Digestório, parte do conteúdo programático do quarto ano do ensino fundamental, e muitas dúvidas ficaram no ar;

  • Repetir o que foi feito o ano passado?

OU….

  • Fazer algo inovador? Mas o quê?

Resolvemos complementar o que foi dito o ano passado com o que não foi dito. E lá vamos nós.

Se você quer saber o que fizemos ano passado clique aqui e aqui.

Iniciamos com o primeiro órgão do Sistema Digestório, a Boca. Além de falar da saliva, língua, mucosa, dentes e suas funções, palato, gengiva também foram apresentados aos alunos e conversamos muito sobre o maxilar e a mandíbula.

sistema digestório maxilar boca aula de ciências
Representação gráfica da boca
sistema digestório boca dentes
Função dos dentes

E pra tudo ficar mais fácil fomos ao nosso laboratório de Ciências encontrar com o “Sr. Zeferino”, ver o que ele podia fazer por nós. Afinal, queríamos ver de perto do que estávamos falando.

sistema digestório boca dentes
“Zeferino”, apelido carinhoso dado pelas crianças, parece ter gostado de receber visitas. Olha o sorriso! 😉
sistema digestório boca dentes
É isso aí, gente, não perde nenhum detalhe, não!

Os alunos puderam observar a mandíbula e o maxilar e o movimento que fazemos para mastigar, puderam perceber porque nossa arcada dentária  não é fixa totalmente e também notaram as doenças causadas por traumas, como a disfunção de ATM (A Disfunção da ATM é o funcionamento anormal da articulação temporo-mandibular, ligamentos, músculos da mastigação, ossos maxilar-mandíbula, dentes e estruturas de suporte dentário) e outras mais. Quer saber mais sobre esses traumas? Dá uma olhadinha aqui. 

sistema digestório boca dentes
Pausa para foto dos dentes do “Zeferino”. Será que estão bem escovados? 😀
sistema digestório boca dentes
Com a arcada móvel fica mais fácil entender o processo de mastigação
sistema digestório boca dentes
Encontro da mandíbula com o maxilar
sistema digestório boca dentes
Representação gráfica da mandíbula

E para terminar fizemos alguns movimentos para percepção da nossa mandíbula e ATM.

sistema digestório boca dentes
Abrindo e fechando a boca para sentir a articulação que acabamos de ver
sistema digestório boca dentes
Só empolgação!
sistema digestório boca dentes
Todo mundo tentando sentir, direitinho, a junção do maxilar com a mandíbula

E aí? Gostaram? Nós adoramos mais essa visita ao laboratório da nossa escola e a chance de dividir mais conhecimento com essa turminha. Ficou com alguma dúvida? Deixe seu recadinho aí nos comentários e nos ajude a continuar Pensando Ciências!

Até a próxima!

Qualidade da água: Processos de filtragem

Salve, Pensadores de Ciências!

O mês de maio acabando e com eles muitos projetos e conteúdos chegando ao fim, mas tem muita novidade para junho, grandes ideias pipocando em nossas cabeças. E nosso trabalho com as turmas de quarto e quinto ano do ensino fundamental segue nos inspirando cada dia mais.

E para encerrar o mês de maio fizemos um experimento muito legal que foi simular alguns dos processos de filtragem da água de acordo com o que ocorre nas ETA (Estação de Tratamento de Água).

Aliás, já falamos um pouco sobre captação e tratamento de água nesse post aqui. Quem lembra?

Hoje, iniciamos falando do caminho da água até nossas casas de uma forma bem simples e lúdica, aproveitei para falar sobre Mata Ciliar e sua importância. Também falamos da questão de assoreamento dos rios em função da falta da mata e do montante de lixo que acaba em nossas águas. Esse tema ainda vai aparecer por aqui, mas se você é daqueles que não aguenta esperar, pode começar suas pesquisas por aqui.

Após as turmas dos 4º anos aprenderem o caminho da água, tudo bem explicadinho, pedimos que fizessem algumas ilustrações do que entenderam. E, olha, não é porque são nossos alunos, não, mas tem cada coisa bonita… vem ver!

filtração
Os meninos capricharam nos conceitos que envolvem a filtração

filtração

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E não tem só texto, não! A meninada demonstrou tudo que aprendeu com desenhos lindos como esse
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Cada um mais lindo que o outro!
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Cada etapa do tratamento foi representada nos desenhos

Depois de ver que a turma havia absorvido o conteúdo com clareza embarcamos na experimentação. Afinal, nada como vivenciar tudo o que foi só falado.

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Materiais organizados para a experiência

Partimos então para nossa aventura, a primeira delas o Processo de Floculação.

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Material para o Processo de Floculação: bacia, água e papel picado
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Misturamos tudo e começamos o processo de movimentar a água
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As partículas de sujeira (papel) começam a se agrupar.
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Olha aí o pessoal, maravilhado

Partimos para nossa segunda aventura, a Decantação.

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Os materiais usados foram somente água e terra
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Água com terra
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Tudo bem misturadinho

Agora, era só esperar….mas….

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Esperar? E quem tem paciência?! \o/

O próximo e último experimento que simulamos foi o da Filtração.

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Nossos experimentos foram simples, mas feitos com muito empenho! ❤
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Areia diluída em água e um filtro de papel, daqueles usados para coar o café
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Já dava pra ver as primeiras gotas: estavam bem mais limpas!
filtração
E vocês acham que dava tempo de esperar toda a filtragem? Era muita ansiedade, Brasil! rsrsrs

E para terminar, claro que a professora pediu um pequeno relatório… rsrsrsr

filtração

filtração

Pensa em uma aula inesquecível? Adoramos todo o processo e estamos maravilhadas com o conhecimento adquirido, muito além dos livros e cadernos. É assim que levamos a vida por aqui, vivendo e Pensando Ciências! ❤

E você? O que achou? Escreva para gente se tiver dúvidas sobre os processos de tratamento da água.

Até a próxima!!!

 

 

Estudo de temperatura e a tentativa de fazer um ar condicionado

Saudações,  Pensadores de Ciências! Tudo beleza?

Por aqui as coisas apertaram um pouco… vem ver o porquê.

Estamos estudando a temperatura e todas as outras concepções que ela abrange no projeto Gentileza gera Conhecimento Científico e surgiu a ideia de construir um ar condicionado de garrafas pet, igual esse que vimos no site Mundo Conectado.

O ventilador era a parte mais fácil, temos 2 em sala de aula, as garrafas, pedi para os alunos e o gelo comprei na padaria. E lá fomos nós.

A temperatura medida por volta das 8:00 h, com a professora Natali, estava marcada na lousa assim:

Temperatura: 24ºC

Sensação Térmica: 24ºC

Umidade do ar: 76%

Fiz uma nova marcação, para verificar a situação no meio da tarde.

Temperatura dentro da sala: 37ºC, às 15h26.

E com ajuda de alguns alunos começamos a montar o nosso ar.

Cortamos a garrafa na base, para colocar o gelo
O gelo foi colocado em cada uma das quatro garrafas
Afixamos as garrafas na parte de trás dos ventiladores

Fechamos as janelas e… Quase cozinhamos.

Fechamos as janelas para verificar se o experimento ia funcionar. O calor estava intenso!

Combinamos de verificar a temperatura de 10 em 10 min., a criançada ficou toda na expectativa.

E a curiosidade da turminha? Só aumentava

Temperatura às 15h36…. 37ºC!!!!

\o/

O que aconteceu?

Para nossa surpresa, o tempo foi passando e N-A-D-A acontecia, a temperatura da sala não baixava, mas sentíamos uma brisa mais fresca.

COMO ASSIM?

pratica de ensino de ciencias medindo temperatura
O termômetro não cedeu um grau sequer… 😦

Até que alguém soltou um “ahhhh…”

Nós todos, atentos aos acontecimentos, logo “atacamos” o colega com várias perguntas, foi aí que veio nossa resposta para o que estava acontecendo. E não é que o aluno explicou direitinho?

A temperatura real da sala não mudava, o que estava mudando era a umidade relativa do ar, com o vapor d’água aumentando através das garrafas cheias de gelo e com o ventilador fazendo o papel de vento natural, nossa umidade aumentou resfriando a sala sem baixar a temperatura.

E foi assim que um experimento virou outro, sem querer. Nossos alunos compreenderam a ideia de sensação térmica e a importância da umidade do ar para o nosso bem estar.

É, pensadores de Ciências… Errar muitas vezes ajuda!

E você? Já viu alguma experiência em sala de aula não dar o resultado esperado? Que tal contar sua experiência aí nos comentários?

Até a próxima!

Pensando Ciências visita: Mata de Santa Genebra II

Salve, Pensadores de Ciências!

Hoje vamos falar sobre a parte final da nossa visita à Mata de Santa Genebra. A primeira parte está bem aqui.

No segundo momento nossa turminha pôde ver um pouco mais das espécies vegetais dessa área incrível em Campinas. Claro que ainda vimos uns “bichinhos” por lá, mas vimos cada espécie de planta… ❤ Vem ver como foi!

Depois do borboletário, pudemos ver algumas plantas nativas de nossa região, como essa bromélia

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Esta bromélia fica dentro do Borboletário, dá pra perceber que as lagartas de borboletas gostam de Bromélia.  

A família das Bromeliáceas abriga mais de 3000 espécies e milhares de híbridos. Com uma única exceção, todas são nativas das Américas, sendo que o abacaxi é a mais popular delas. Só no Brasil, existem mais de 1500 espécies. 

As bromélias não são parasitas como muitas pessoas pensam. Na natureza, aparecem como epífitas (simplesmente apoiando-se em outro vegetal para obter mais luz e mais ventilação), terrestres ou rupícolas (espécies que crescem sobre as pedras) e compõem uma das mais adaptáveis famílias de plantas do mundo, pois apresentam uma impressionante resistência para sobreviver e apresentar infinitas e curiosas variedades de formas e combinações de cores. 

As bromélias estão divididas em grupos chamados gêneros – que hoje são mais de 50. A maioria das espécies de um mesmo gênero tem características e exigências iguais.

As bromélias crescem em quase todos os solos, levemente ácidos, bem drenados, não compactados e que propiciem condições de bom desenvolvimento para o sistema radicular. O substrato deve ter partes iguais de areia grossa ou pedriscos, musgo seco (esfagno) ou xaxim e turfa, ou mesmo húmus de minhoca. O importante é que a mistura possibilite uma rápida drenagem. Cryptanthus e Dyckias crescem bem no mesmo tipo de mistura, acrescentando-se, ainda, uma parte de terra ou folhas secas moídas.

Quer saber como a gente aprendeu tudo isso sobre bromélias? Clica aqui.

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E essa lindeza aí em cima?!

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Essa flor bem aqui em cima é o Camarão-amarelo.  É uma planta perene (vive mais de um ano), muito atrativa para beija-flores. Em países de clima temperado a planta é comumente usada na decoração de interiores, plantada em vasos. Mas no Brasil é mais utilizada nos jardins.

Sua inflorescência amarela é muito chamativa, e suas folhas também possuem um bom valor ornamental. O camarão-amarelo é cultivado em vasos, em grupos, ou em renques acompanhando muros, muretas e paredes, a meia-sombra ou em pleno-sol.

Prefere temperaturas mais altas, não suportando bem temperaturas baixas demais. Umidade do ar alta também é apreciada (acima de 60%).

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Essa daqui de cima é conhecida por Helicônia, Bananeira-do-brejo, Bananeira-ornamental, Caetê ou Papagaio é uma plantatropical por excelência, esta espécie de helicônia, é a que produz as inflorescências mais espetaculares e ornamentais. Estas inflorescências sãosemprependentes, com o comprimento que varia de acordo com o número de flores. As brácteas são de coloração vermelho vivo com bordas de cor amarelo e verde. As flores são pequenas e brancas e surgem do interior das brácteas.

Esta helicônia, se bem adubada e irrigada, produz flores durante o ano todo, mas principalmente nos meses mais quentes. Presta-se para formação de renques junto a muros, maciços ou como planta isolada. É muito utilizada como flor-de-corte também.

Deve ser cultivada a pleno sol ou à meia-sombra, em solo fértil e rico em matéria orgânica, irrigado com freqüência. Não é tolerante ao frio. Multiplica-se pela divisão da touceira.

Olha aqui onde você pode pesquisar mais sobre a Helicônia.

Nessa hora, já estávamos encantados com tudo que vimos, mas a Mata têm ainda mais tesouros!

Conhecemos a Sangra d água, também conhecida como Sangue de Dragão é o sangue cicatrizante da floresta. Tem poderes cicatrizantes, antiinflamatório e antiviral.

Quando suas folhas caem ficam com uma cor laranja incrível.

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A folha, em destaque, ainda mais linda:

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E se você ainda não se convenceu de que o nome de Sangue de Dragão foi uma boa escolha…veja você mesmo!

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Não é impressionante?!

Pudemos observar também muitos fungos.

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Deu até pra turma se lembrar da nossa experiência com os Decompositores e ver a diferença das formas para estas espécies aqui.

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O fungo que você nesta foto é o orelha-de-pau (Polyporus sanguineus),também conhecido como urupê, costuma crescer sobre troncos de árvores. Ganhou este nome por ser muito parecido com uma orelha e com uma madeira (lembrando que se trata de fungo e não uma planta). Este fungo se trata de um decompositor da cadeia alimentar, se alimentando de matéria morta, podendo ser um grande indicador do estado físico da árvore.

Normalmente quando encontrado em um troco, indica, na maioria das vezes, que a árvore está comprometida (este processo é muito importante, pois realiza a reciclagem dos elementos químicos encontrados na natureza). A parte externa deste fungo, é denominada corpo de frutificação, o fungo fica localizado no interior do tronco. É possível localizar este fungo em várias regiões do país, apesar da maioria dos fungos não gostarem de luz solar, este se adapta muito bem a regiões tropicais.

Foi muito interessante ver várias espécies de fungos na natureza e observar o processo de decomposição in loco.

Aí você pensa que as emoções acabaram? Sabe de nada, inocente! rsrsrs

Quando nosso estudo ia chegando ao fim…

…demos de cara com uma aranha armadeira. \o/

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Também conhecida como aranha-macaco, a armadeira é uma das aranhas mais venenosas do mundo. Seu nome faz referência a uma ação desta aranha que, quando está em situação de ataque, ergue as pernas dianteiras. 

Mais algumas curiosidades dessa nossa “amiga”

  • São agressivas e seu veneno potente e tóxico, age rapidamente no sistema neurológico da vítima. O veneno também pode afetar o sistema cardíaco. A picada desta aranha pode levar uma pessoa a óbito, caso não haja socorro médico rápido e eficiente.
  • A aranha armadeira possui um corpo de 4 a 5 cm e suas pernas podem chegar a 17 cm.
  • Estas aranhas possuem o corpo com coloração que vai do cinza ao marrom. Nas pernas existem pequenas faixas na cor branca.
  • É uma espécie de aranha originária da América do Sul, sendo encontrada no Brasil. Em nosso país é uma das aranhas que mais provocam acidentes.
  • Costumam entrar em residências em busca de alimentos ou de parceiro para acasalar, mas são encontradas também em terrenos abandonados e nas touceiras de bananeiras.
  • Em função da agressividade e de seu veneno potente, não é recomendado criar esta espécie de aranha em cativeiro.
  • A alimentação é baseada em insetos de pequeno porte (mocas, mosquitos, grilos) e artrópodes.
  • A reprodução das armadeiras ocorre de forma sexuada.

E se quiser saber mais, clica aqui.

A gente ainda encontrou o famoso macaco-prego. O macaco-prego é também chamado de “capuchinho”, pela semelhança de sua pelagem com o capuz dos monges. É um animal muito hábil, que consegue abrir frutas de casca dura. Para essa atividade, ele usa pedras e pedaços de pau. São ferramentas rústicas, mas de rara utilização entre animais.

Inteligente e de mãos habilidosas, o macaco-prego é facilmente ensinado. adapta-se ao cativeiro, mas como é muito ativo, frequentemente cria problemas. Nas matas e florestas da América do Sul, vive em bandos, cujo território pode invadir o de outros macacos. ele identifica os companheiros pelo cheiro, mas também usa outros sentidos. Passa a maior parte do tempo nas árvores, onde dorme e consegue alimento. Só desce para beber água ou atacar plantações na orla da floresta. O bando desloca-se continuamente, pulando de galho em galho. A cauda deste macaco não é preênsil. Quando ele se movimenta, mantém a cauda para cima, enrolada como um ponto de interrogação.

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Não conseguimos nenhum “close”. Digamos que nossos modelos eram um tanto temperamentais! 😀

E já na saída, na hora da despedida… não é que a Carol aparece com um “belo” sapo nas mãos?!

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Pode até não ser tão belo, mas, convenhamos, era bem simpático! Será que era um príncipe perdido? rsrsrsrsrs

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O sapo-cururu ou sapo comum considerado um gigante entre os anfíbios, pode atingir até 25 centímetros de comprimento. Os mais comuns medem entre 10 a 15 cm. As diferenças entre macho e fêmea são determinadas pela coloração, os machos possuem cor amarela-pardacenta uniforme e as fêmeas cor sépia e pelo comprimento (os machos são menores que as fêmeas).

O sapo comum ou sapo cururu tem uma pele dura e ressecada, coberta de pequenas escamas. Algumas moscas maiores costumam depositar os ovos na pele dos sapos velhos. As larvas, quando nascem , penetram no corpo do sapo através das suas narinas. O sapo, dessa forma, impossibilitado de respirar e morre.

Com as patas traseiras, os sapos cavam buracos, nos quais hibernam durante o inverno. A época do acasalamento é o início da primavera. Ocorre nos pântanos e dura várias semanas. Os ovos são postos em fileiras que podem alcançar até 5 m de comprimento. Os girinos nascem após dez dias. Depois de uma série de metamorfoses, transformam – se em sapinhos.

O sapo captura suas presas com a língua ágil. Ele fecha os olhos para engolir o alimento. Isso não é um truque, mas uma necessidade: os grandes olhos são forçados para cavidade bucal a fim de empurrar os alimentos para a garganta. Os sapos são úteis ao homem porque com seu grande apetite comem muitos vermes, lagartas e insetos nocivos de várias espécies. Valeu, príncipe sapo!

E olha quem quase fica de fora desse post, minha gente! A Carol!! nossa monitora-corredeira! 😀

Ô menina corajosa!

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Olha ela aí, rindo da minha desgraça canseira!

No momento a preocupação dos biólogos com a mata é o grande números de cipós crescendo entre as árvores. 

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Por exibirem suas folhas acima das folhas das árvores que lhes oferece suporte mecânico, as trepadeiras competem por luz de maneira eficaz. Além disso, em virtude do baixo investimento para engrossarem seus caules e ramos, as trepadeiras podem utilizar uma grande proporção de seus recursos para produzir folhas adicionais, bem como para reprodução. De modo contrário, as árvores carregadas com trepadeiras crescem mais lentamente e produzem menos sementes e frutos do que as árvores desprovidas dessa planta (Stevens, 1987). Em virtude dos efeitos deletérios gerais sobre as árvores, os gestores florestais geralmente recomendam a remoção das trepadeiras, pelo menos as que crescem em futuras árvores de produção.

O hábito de crescimento das trepadeiras também permite que sejam eficazes competidoras abaixo do solo por água e nutrientes. Em estudos experimentais onde as trepadeiras e árvores competiam em quatro situações (acima do solo, embaixo do solo, acima e embaixo do solo, não competiam), Dillenberg et al. (1993) constatou fortes efeitos das trepadeiras sobre as árvores em ambos os domínios. 

Aproveita e clica aqui para saber sobre essas plantas.

Nossos estudos só foram possíveis, pois a Fundação conta com Visita monitorada de escolas e entidades, fazendo parte de um projeto de Educação Ambiental.

Agora em janeiro de 2017 haverá a 20ª edição do Ecoférias na Mata de Santa Genebra.

Dá uma olhadinha no site e não perde essa não. 

Ao pessoal da Mata, aquele abraço e nossa sincera gratidão. ❤

Aos companheiros de trabalho Lúcia Caldas e Guilherme de Melo, nosso muito obrigada por ajudar com a identificação da bananeira –ornamental e as informações sobre o sapo cururu.

Aos meus queridos amigos/alunos obrigada por participarem comigo desse ano de aventuras, uma nova jornada se inicia pra vocês.

Deixe sua opinião sobre este e outros posts aí nos comentários! Ajude-nos a Pensar Ciências!

Até a próxima!