Pensando Ciências Visita: Museu Exploratório de Ciências da UNICAMP

Saudações, Pensadores de Ciências!

No post de hoje, vamos falar de uma coisa que amamos: estudo do meio! \o/ Para nós, uma visita é sempre uma grande oportunidade de vivermos o aprendizado com nossos alunos. Quando a sala de aula está “na rua”, tudo parece ser mais fácil, e as atividades pedagógicas propostas ganham mais sentido. Com os anos iniciais do ensino fundamental, então…tudo fica ainda mais divertido.  E você é nosso convidado para mais um Pensando Ciências Visita. Vem!

Nossas turmas dos 5º anos foram realizar uma aula diferente, um estudo do meio. Aproveitamos que está acontecendo a 11ª Primavera dos Museus e agendamos uma visita mediada no Museu Exploratório de Ciências que fica dentro UNICAMP. Olha o site do museu aqui.

Lá pudemos observar duas exposições diferentes:

Cor da Luz: O código das cores, onde os alunos aprenderam como as imagens são formadas através das cores, possibilitando que nós a vejamos como elas realmente são. Vimos também algumas ilusões de ótica que enganam o sistema visual humano fazendo com que vejamos coisas que não existem, de fato.

Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Os monitores já tinham tudo na ponta da língua para responder nossas questões
Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Olha só que interessante!

Os dois cubos tem cores iguais?

Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Intrigante, não?!

Vemos variações de tons nos cubos, mas continuamos dando o mesmo nome para as pastilhas. O especial é que os quadrados azuis na parte superior do cubo da esquerda e os amarelos na direita, são da mesma cor: cinza.

Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Esse grande olho simula a formação de cores na retina
Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
A turma brincando com as cores e sombras

Entramos na sala da Alice, uma sala mágica, onde as cores desaparecem e as figuras mudam com a luz.

Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
O mundo de Alice…
Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Cada figura mais incrível que a outra

Já na exposição permanente, Praça Tempo e Espaço, as crianças verificaram alguns conhecimentos adquiridos em sala e também conheceram e aprenderam coisas novas.

A primeira coisa que notamos foi um grande Globo Terrestre que é utilizado para leituras solares, estações do ano, dia e noite etc.

Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
O globo terrestre

Os antigos egípcios fizeram os primeiros relógios de sol por volta de 3500 a.C.

Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Relógio de sol

Aqui, verificamos que o campo da bússola magnética responde ao um campo magnético externo, ou seja, ao campo magnético da terra.

Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Mesa de Bússola

Até aí a gente já conhecia, mas apareceram umas coisas diferentes…

Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Praxinoscópio

O praxinoscópio, é um mecanismo que cria efeito de movimento a partir de imagens paradas e pode ser considerado um dos precursores do cinema. Com ele os pesquisadores conseguem observar o movimento do sol ao longo do ano e do dia e tantas outras coisas relacionadas.

Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Ritmo dos pêndulos

Os alunos puderam brincar e constatar alguns conceitos de física, como o período de oscilação do pêndulo simples.

E você já conhecia esse museu?

Foi a primeira vez que estivemos lá e adoramos, pois pudemos interagir com as exposições. É sempre bom também, além de Pensar poder brincar com a Ciências. 😉

Conta pra gente sobre alguma exposição ou museu que você gostou de conhecer. Tem algum museu que você gostaria de recomendar? Deixe aí nos comentários!

Até a próxima!

 

 

 

 

 

 

 

Pensando Ciências visita: Instituto Agronômico de Campinas

Saudações Pensadores de Ciências!

O post de hoje é muito especial. Vocês bem sabem que a gente adora sair com nossos alunos dos anos iniciais do ensino fundamental para fazer visitas técnicas e estudos do meio, não é? Pois bem, falaremos hoje de um lugar muito importante de nossa cidade: o Instituto Agronômico de Campinas, o famoso IAC.

Fundado em 1887, portanto há 130 anos atrás, por Dom Pedro II, e transferido para a responsabilidade do governo estadual já no Brasil República em 1892, o Instituto trabalha em pesquisas sobre os alimentos e competitividade dos produtos agrícolas para o abastecimento do mercado interno e externo. É um lugar com muita, mas muita história para contar e um verdadeiro orgulho na produção de conhecimento científico no Brasil, abrigando mais de 150 pesquisadores, das mais diversas áreas.

E como a gente foi parar lá, hein????

Um lugar tão bacana como o IAC, voltado para a pesquisa, também tem a vontade de despertar a paixão de novos pesquisadores. Assim, há uma programação para o atendimento de estudantes do ensino fundamental e médio, mediante agendamento. E podemos dizer que foi uma experiência incrível. O atendimento dos profissionais foi excelente, desde o pessoal de Relações Públicas até os pesquisadores. Quanta gente boa nós pudemos conhecer!! <3

Nossa visita foi dividida em dois roteiros distintos: um sobre os tipos de solo, sua degradação e consequências e outro sobre o cultivo de hortaliças, e é sobre este que vamos falar neste post.

Após as divisões dos grupos entre os pesquisadores responsáveis por cada um dos roteiros já fomos logo para uma área onde os pesquisadores nos mostraram algumas características das hortaliças. A gente aproveita para reforçar com as crianças a importância de uma alimentação saudável e variada. Mas, confesso que não imaginava o quanto de informação essas plantas guardavam. Vou tentar resumir ao máximo para o post não ficar muito grande. Vamos lá.

As hortaliças podem ser de:

  • Flor : alcachofra, brócolis e couve-flor;
  • Fruto : abóbora, berinjela, chuchu, ervilha em grão, jiló, maxixe, moranga, pimentão, pepino, quiabo e tomate;
  • Legume : ervilha e feijão-vagem;
  • Raiz : batata-doce, beterraba, cenoura, mandioquinha, mandioca, nabo e rabanete;
  • Tubérculo : batata, cará e inhame;
  • Bulbo : cebola

Conhecendo melhor os tipos de hortaliças que temos, fomos anotando as informações:

Visita ao IAC Campinas
Estávamos todos curiosos para descobrir as características das hortaliças

E ninguém queria perder os detalhes, todas as explicações eram muito interessantes.

Visita ao IAC Campinas
Concentração máxima

Descobrimos cada vez mais…

Visita ao IAC Campinas
As hortaliças podem ser cultivas em vasos
Visita ao IAC Campinas
Além dos vasos, as hortaliças podem ser cultivadas nessas pequenas áreas e, tão logo suas raízes se desenvolvam minimamente, elas podem ser levadas à terra

Fomos convidados também a conhecer alguns aromas

Visita ao IAC Campinas
Os alunos também queriam sentir o cheiro, a textura…
Visita ao IAC Campinas
pimentão e cenoura: um, hortaliça de fruto e a outra, de raiz

Até que chegou a hora de vermos, no microscópio, as sementes dos diferentes tipos de alface. Todo mundo correu pra fazer fila

Visita ao IAC Campinas
A espera para ver as sementes no microscópio valeu a pena

E eu, que não sou boba, nem nada, também tentei tirar uma foto, do microscópio para mostrar para vocês! Pensa numa aventura? Focar essa imagem não foi bolinho não, Brasil! Tudo em nome do bloguismo-investigativo-científico. 😀

Visita ao IAC Campinas
Até eu consegui dar “aquela espiadinha”! 😉

E chegou o momento mais divertido da nossa aula: Com adubos e sementes, pudemos fazer o plantio de hortaliças.

Visita ao IAC Campinas
Adubo

 

Visita ao IAC Campinas
Após a adubação, lançamos as sementes na terra

E houve quem quisesse plantar uma legítima representante das hortaliças de fruto. Olha o tomate aí, gente!

Visita ao IAC Campinas
Mais uma das hortaliças que plantamos

Muito bom, né? É uma experiência tão especial acompanhar crianças nesses momentos de contato com a natureza e com a vida! Gratidão define esse dia.

Visita ao IAC Campinas
Meus agradecimentos também à professora Paula Ferreira, que esteve comigo e a turminha do quinto ano

E você? Já cultivou hortaliças? Sabia da existência de todos esses tipos? Deixe suas dúvidas e sugestões nos comentários.

Até a próxima!

 

 

Pensando Ciências visita: Ceasa Campinas parte II

Salve, Pensadores de Ciências!

Lembram-se da nossa última aventura? Visitamos a Ceasa Campinas e contamos a primeira parte dessa experiência bem aqui.

Hoje chegou o dia de contarmos o desfecho dessa saborosa visita. Vem ver como foi.

Como ninguém queria perder tempo, assim que seu Chiquinho terminou de explicar as atividades, fomos logo ver a área de frutas. Podemos dizer que vivemos momentos de arrepiar! 😀

Começamos nossa visita pela câmara fria que guarda as maçãs, frutas delicadas que exigem refrigeração até o momento da venda.

Ceasa Campinas
Produzidas, majoritariamente, na região sul do país, as maçãs são conservadas em baixas temperaturas
Ceasa Campinas
Olha a temperatura no interior da câmara fria: 02ºC

Viram que sufoco? O que não fazemos em nome do bloguismo científico-investigativo-educacional, não é mesmo? Ainda bem que ficamos muito pouco tempo por aqui! rsrsrs

Depois das maçãs, foi a vez de aprender sobre a banana. Essa, que é a fruta mais consumida no Brasil, também precisa de uma câmara climatizadora, com a adição do licopeno, um composto natural, responsável por dar pigmentação vermelha e amarela às frutas. O processo é aplicado à banana para que atinja o ponto certo de comercialização. A câmara tem um painel de controle que permite saber quando se pode interromper o processo.

Ceasa Campinas
Os funcionários controlam o amadurecimento da banana

E tudo isso, vem explicado num quadro para os comerciantes.

Ceasa Campinas
Com essa tabela, é possível acompanhar as etapas de amadurecimento das bananas

A partir daí, foi só diversão e conhecimento. A cada banca, uma surpresa. Uma nova cor e um novo aroma encantavam nossos sentidos.

Ceasa Campinas
A variedade de frutas é encantadora!
Ceasa Campinas
E a quantidade também impressiona!
Ceasa Campinas
Tá vendo aí, do lado do mamão? Saiba que este é o cupuaçu, uma fruta muito apreciada em sucos, sorvetes…
Ceasa Campinas
Muitas crianças ainda não conheciam a pitaya, presente na América Central. Também cultivada na Ásia, recebe o apelido de fruta do dragão

E para terminar a visita, seu Chiquinho organizou, juntamente com um grupo de comerciantes, uma mesa com frutas e suco de uva para a degustação! <3

Precisamos dizer que foi sucesso total com a criançada? Acreditamos que não! rsrsrsrs

Ceasa Campinas
Um dos muitos boxes do Ceasa Campinas. E, depois da banca….

… a mesa! Bom apetite!

Ceasa Campinas
Depois de tanto falarmos sobre a importância de uma alimentação equilibrada, era hora de ver como isso funciona, na prática! \o/

Voltando para a escola, a criançada fez questão de registrar a memória e as experiências marcantes desse dia. Veja só o que a nossa turminha disse

“Ceasa é um lugar que eles separam as frutas que podem ser consumidas das estragadas. Aí, eles mandam pro ISA e eles entregam para famílias que precisam”

“Foi muito legal estar com seu Chiquinho, ele nos levou para fazer degustação (…) ele nos levou na câmara fria e depois voltamos para escola”

“Bem, nem sei por onde começar, porque achei tudo muito legal. O Chiquinho nos mostrou muitas frutas, algumas eu nem sabia que existia e eu não parava de pensar em uma coisa que o Chiquinho tinha falado, a “degustação”, todo mundo estava falando sobre isso. Comemos algumas frutas, tomamos um suco muito bom e fomos embora”

É… a degustação foi sucesso mesmo! rsrsrsrs

E assim foi nosso dia de aprendizado, de diversão, de cores, sabores, aromas. Amizade, trabalho e cooperação. Essa é a verdadeira receita da felicidade.

Ceasa Campinas
Hora da foto!
Ceasa Campinas
O sorrisão da professora Janaína e do professor Ricardo Zambelli já dizem tudo: essa visita foi um sucesso!

Quer saber mais sobre a Ceasa? Agendar uma visita para sua escola? Ou só experimentar todas essas frutas deliciosas? Você vai gostar, com certeza. Para mais informações, acesse o site.

Deixe suas dúvidas nos comentários. Teremos prazer em responder!

Até a próxima!

Pensando Ciências visita: Ceasa Campinas

Saudações, Pensadores de Ciências!

Já estavam com saudade da nossa tag Pensando Ciências Visita? Nós também.  \o/

Se você ainda não acompanhava o blog no ano passado, passa aqui, aqui e aqui pra ver um pouco do que já aprontamos fizemos por aí.

Se você já nos seguia, sabe que, para nós, o Estudo do Meio é coisa séria. É “a aula fora da sala de aula”, como sempre dizemos aos alunos, e desta vez não foi diferente.  Nossa visita à Ceasa Campinas teve como objetivo mostrar aos alunos dos anos iniciais as verduras, os legumes e frutas (algumas pouco conhecidas) e incentivar a alimentação saudável. A atividade está diretamente ligada ao conteúdo previsto.

Para o quarto ano, programamos iniciar o ano letivo com os seguintes conteúdos:

  • Relação entre alimentação e defesas naturais do corpo.
  • Importância da correta manipulação, preparação e conservação de alimentos.

E para alcançar nossos objetivos, que são a compreensão do valor dos alimentos como fonte de energia e nutrição para o desenvolvimento e manutenção de um corpo saudável, discutindo a alimentação como um dos direitos humanos, é que resolvemos fazer essa aula diferente.

Ceasa Campinas
O Ceasa conta com programação de visita escolar para Campinas e região

Acontece que essa visita foi tão bacana que tivemos que dividir o post em duas partes. Nos próximos dias, você verá a segunda etapa dessa grande experiência.

Por enquanto, vem saborear o post com a gente!

Assim que chegamos, fomos recebidos pelo Sr. Francisco. O nosso amigo “Chiquinho” é só atenção e cuidado com as crianças.

Ceasa Campinas
O Chiquinho está há 38 anos na Ceasa! Sabe tudo e mais um pouco. 😉

Visitamos a área dos legumes e as surpresas não paravam.

Ceasa Campinas
Os mini legumes causaram “comoção” nos alunos. Você conhecia a mini abóbora?
Ceasa Campinas
O mini chuchu também fez sucesso

E foi aí que a nossa visita “esquentou”, Conhecemos a pimenta mais ardida do mundo. Com direito a recorde mundial no Guiness Book!

Ceasa Campinas
Eis que vimos a pimenta Scorpio, de Trinidad e Tobago. Dizem que queima com um simples contato com a pele…Medo!

Ainda no tema “ardência”, mas beeeem mais leve, vimos o gengibre:

Ceasa Campinas
O gengibre, conhecido por suas propriedades no combate a resfriados é também amplamente utilizado na culinária oriental.

E mais uma especiaria que, normalmente, só vemos em pó: o açafrão.

Ceasa Campinas
O açafrão é conhecido por sua ação antioxidante e também pelo controle do apetite e perda de peso.

Depois disso, visitamos uma outra área da Ceasa. O ISA, que é a entidade responsável por fazer a distribuição de área de alimentos que seriam descartados por não apresentarem condições de comercialização (tamanho ou cor inapropriados). Os alimentos são higienizados e entregues a creches, asilos e entidades assistenciais diversas. Um exemplo de combate ao desperdício de alimentos, que atinge níveis alarmantes no Brasil e no mundo.

Ceasa Campinas
O ISA faz um importante trabalho em Campinas
Ceasa Campinas
Os alimentos na esteira de higienização, antes de serem encaminhados para doação

Aí, que entre um aprendizado e outro, a gente se pega pensando que…

Ceasa Campinas
…bem que podia pedir uma porção de fritas… Batata é o que não falta! 😀

Gostaram da nossa visita? Conhecem lugares em sua cidade que também doam alimentos para entidades assistenciais? Dividam sua experiência conosco nos comentários.

No próximo post, confiram tudo que aprontamos no setor das frutas e vejam que saímos de lá alimentados de saberes (e de sabores). Ficaram curiosos? Aguardem!

Até a próxima!

 

Estamos de volta! Férias!

Saudações, Pensadores de Ciências!

Estavam com saudades?! Nós sim! E muita! Como foram de festas?

Nós pudemos descansar bastante (era preciso!!), mas já estamos de volta e cheias de energia para o ano que começa. E janeirão tá aí né, gente? Que tal falar de viagem, passeios?! É férias, Brasil! 😀

O negócio é o seguinte: TODA cidade (inclusive a sua) tem algo a conhecer, explorar, um cantinho especial pra observar a natureza. Acontece que, nas nossas andanças por aí, a gente fica de olhos bem abertos, procurando informações e dicas que a gente possa dividir com os alunos em sala e também com nossos leitores aqui no blog.

Sim, somos daquelas loucas esforçadas que procuram monitores, pedem panfletos, explicações, endereço do site…rsrsrsrs! Isso que dá ficar, o tempo todo, Pensando Ciências! 😀

O passeio que eu trago hoje vem carregado de boas lembranças. Afinal, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro foi o lugar onde eu, Marla, carioca da gema, aprendi a admirar flores, aves, árvores…

Neste post aqui, falamos que voltaríamos com sugestões de passeios e atividades para as férias, né? Pois é, este mês, vamos dividir com vocês alguns passeios e visitas que fizemos e nos quais podemos levar os pequenos (filhos, sobrinhos, netos) e estimulá-los a observar a natureza e os seus encantos. Pode ser uma viagem de férias, aquele feriado prolongado…tem até sugestão de passeios de um dia.  Aguardem os próximos posts! \o/

Visitei o Jardim Botânico em setembro de 2016 e reencontrei esse lugar mágico!

Um dos muitos caminhos (aleias) do Jardim Botânico
Um dos muitos caminhos (aleias) do Jardim Botânico

Fundado em 13 de junho em 1808, por um decreto do futuro rei D. João VI, o Jardim Botânico tinha uma função muito específica: servir de” jardim de aclimação” para especiarias trazidas do oriente. Resumindo, o Botânico seria uma estufa a serviço do governo e para tornar o Brasil independente na produção de especiarias, livrando-se da submissão do comércio com o oriente. Pois é… o princípio era mesmo o dinheiro, mas… isso não invalida a criação desse lugar incrível!

A história do Jardim Botânico e dos personagens que dela participaram é interessantíssima e você pode pesquisar um pouco mais bem aqui.

Acontece que o tempo passou, e o Jardim Botânico é hoje, muito mais que aquele “supermercado” do império português. O espaço abriga, além do horto, um complexo cultural bem diversificado, com o Museu do Meio Ambiente, Museu Casa dos Pilões e o Espaço Tom Jobim este último tem teatro e área para exposições variadas, além de contar com exposição permanente de objetos pessoais do maestro, um apaixonado pelo Jardim Botânico.

A área do Jardim conta com milhares de espécies de plantas em seus mais de 54 hectares, além de ter o maior herbário do Brasil, com acervo à disposição de pesquisadores.

Mas tá na hora de ver o que meu olhar captou por lá, né? Que tal um pouco mais de imagens?

As palmeiras imperiais são um dos elementos mais marcantes do Jardim Botânico
As palmeiras imperiais são um dos elementos mais marcantes do Jardim Botânico
Minhas experiências fotográficas... tirando foto da palmeira com a câmera na base! \o/
Minhas experiências fotográficas… tirando foto da palmeira com a câmera na base senti ainda mais o poder dessa árvore magnífica! <3
Mais uma experiência! :)
Mais uma experiência! 🙂

Encontrei por lá alguns bustos de biólogos e pesquisadores que se dedicaram a catalogar e estudar plantas, inclusive no Brasil. Esses viajantes europeus ajudaram muito no conhecimento de nossas plantas nativas.

Busto de Saint Hilaire, na área dedicada aos botânicos do século XIX
Busto de Auguste Saint Hilaire, na área dedicada aos botânicos do século XIX

Vi também o Jardim Sensorial, uma área maravilhosa, dedicada aos cactos. Essas plantas de beleza tão rústica quanto delicada encantam os visitantes. Há uma parte coberta (estufa) e a área aberta. É uma espécie mais linda que a outra!

Nesta área pude visitar um espaço dedicado aos cactos. Sensacional!!!
Nesta área pude visitar um espaço dedicado aos cactos. Sensacional!!!

E falando em jardins…já viu esse post aqui?

Um dos cantinhos especiais do Jardim Sensorial
Um dos cantinhos especiais do Jardim Sensorial
Mais uma espécie do Jardim Sensorial
Mais uma espécie e olha essa flor, no alto da planta!
Mais flores! <3
Mais flores! <3
E no meio das pedras, a vida
E no meio das pedras, a vida
Estufa dos cactos
Estufa dos cactos
Esse cacto em flor me comoveu! Quanta beleza pode haver por aí, esperando o nosso olhar!
Esse cacto em flor me comoveu! Quanta beleza pode haver por aí, esperando o nosso olhar!
Olha o que eu achei: uma planta carnívora!
Olha o que eu achei: uma planta carnívora!

Lembram-se dela?

O Jardim Botânico conta ainda com área de alimentação e parquinho para as crianças menores.

Área de alimentação para aquele suco "ixperrto", em bom carioquês! ;)
Nos quiosques, você pode aliviar o calor tomando aquele suquinho “ixperrto”, em bom carioquês! 😉
E um pouco mais de diversão para a criançada! :D
E um pouco mais de diversão para a criançada! 😀

A minha sugestão é que você faça sua visita entre os meses de abril a outubro, pois o calor do Rio de Janeiro não é moleza, não. Leve (e beba) muita água durante sua caminhada. Leve também sua vontade de se deixar arrebatar pela beleza estonteante desse pequeno pedaço de paraíso em meio ao caos de uma das maiores cidades brasileiras.

Serviço:

Horários

– Segundas-feiras: das 12h às 17h
– De terça a domingo: das 8h às 17h
Obs: Durante a vigência do Horário de Verão, as bilheterias ficam abertas até as 18h.
Preços:

R$ 10,00 (Somente em dinheiro)

Para informações sobre telefones, estacionamento e também as regras de meia entrada e gratuidade, além de qualquer outra curiosidade sobre o local, não deixe de acessar a página oficial do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Gostou do nosso primeiro post de férias? Tem mais sugestões? Divida conosco suas experiências enquanto anda por aí, Pensando Ciências!

Até a próxima!

 

Pensando Ciências visita: Mata de Santa Genebra II

Salve, Pensadores de Ciências!

Hoje vamos falar sobre a parte final da nossa visita à Mata de Santa Genebra. A primeira parte está bem aqui.

No segundo momento nossa turminha pôde ver um pouco mais das espécies vegetais dessa área incrível em Campinas. Claro que ainda vimos uns “bichinhos” por lá, mas vimos cada espécie de planta… <3 Vem ver como foi!

Depois do borboletário, pudemos ver algumas plantas nativas de nossa região, como essa bromélia

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Esta bromélia fica dentro do Borboletário, dá pra perceber que as lagartas de borboletas gostam de Bromélia.  

A família das Bromeliáceas abriga mais de 3000 espécies e milhares de híbridos. Com uma única exceção, todas são nativas das Américas, sendo que o abacaxi é a mais popular delas. Só no Brasil, existem mais de 1500 espécies. 

As bromélias não são parasitas como muitas pessoas pensam. Na natureza, aparecem como epífitas (simplesmente apoiando-se em outro vegetal para obter mais luz e mais ventilação), terrestres ou rupícolas (espécies que crescem sobre as pedras) e compõem uma das mais adaptáveis famílias de plantas do mundo, pois apresentam uma impressionante resistência para sobreviver e apresentar infinitas e curiosas variedades de formas e combinações de cores. 

As bromélias estão divididas em grupos chamados gêneros – que hoje são mais de 50. A maioria das espécies de um mesmo gênero tem características e exigências iguais.

As bromélias crescem em quase todos os solos, levemente ácidos, bem drenados, não compactados e que propiciem condições de bom desenvolvimento para o sistema radicular. O substrato deve ter partes iguais de areia grossa ou pedriscos, musgo seco (esfagno) ou xaxim e turfa, ou mesmo húmus de minhoca. O importante é que a mistura possibilite uma rápida drenagem. Cryptanthus e Dyckias crescem bem no mesmo tipo de mistura, acrescentando-se, ainda, uma parte de terra ou folhas secas moídas.

Quer saber como a gente aprendeu tudo isso sobre bromélias? Clica aqui.

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E essa lindeza aí em cima?!

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Essa flor bem aqui em cima é o Camarão-amarelo.  É uma planta perene (vive mais de um ano), muito atrativa para beija-flores. Em países de clima temperado a planta é comumente usada na decoração de interiores, plantada em vasos. Mas no Brasil é mais utilizada nos jardins.

Sua inflorescência amarela é muito chamativa, e suas folhas também possuem um bom valor ornamental. O camarão-amarelo é cultivado em vasos, em grupos, ou em renques acompanhando muros, muretas e paredes, a meia-sombra ou em pleno-sol.

Prefere temperaturas mais altas, não suportando bem temperaturas baixas demais. Umidade do ar alta também é apreciada (acima de 60%).

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Essa daqui de cima é conhecida por Helicônia, Bananeira-do-brejo, Bananeira-ornamental, Caetê ou Papagaio é uma plantatropical por excelência, esta espécie de helicônia, é a que produz as inflorescências mais espetaculares e ornamentais. Estas inflorescências sãosemprependentes, com o comprimento que varia de acordo com o número de flores. As brácteas são de coloração vermelho vivo com bordas de cor amarelo e verde. As flores são pequenas e brancas e surgem do interior das brácteas.

Esta helicônia, se bem adubada e irrigada, produz flores durante o ano todo, mas principalmente nos meses mais quentes. Presta-se para formação de renques junto a muros, maciços ou como planta isolada. É muito utilizada como flor-de-corte também.

Deve ser cultivada a pleno sol ou à meia-sombra, em solo fértil e rico em matéria orgânica, irrigado com freqüência. Não é tolerante ao frio. Multiplica-se pela divisão da touceira.

Olha aqui onde você pode pesquisar mais sobre a Helicônia.

Nessa hora, já estávamos encantados com tudo que vimos, mas a Mata têm ainda mais tesouros!

Conhecemos a Sangra d água, também conhecida como Sangue de Dragão é o sangue cicatrizante da floresta. Tem poderes cicatrizantes, antiinflamatório e antiviral.

Quando suas folhas caem ficam com uma cor laranja incrível.

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A folha, em destaque, ainda mais linda:

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E se você ainda não se convenceu de que o nome de Sangue de Dragão foi uma boa escolha…veja você mesmo!

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Não é impressionante?!

Pudemos observar também muitos fungos.

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Deu até pra turma se lembrar da nossa experiência com os Decompositores e ver a diferença das formas para estas espécies aqui.

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O fungo que você nesta foto é o orelha-de-pau (Polyporus sanguineus),também conhecido como urupê, costuma crescer sobre troncos de árvores. Ganhou este nome por ser muito parecido com uma orelha e com uma madeira (lembrando que se trata de fungo e não uma planta). Este fungo se trata de um decompositor da cadeia alimentar, se alimentando de matéria morta, podendo ser um grande indicador do estado físico da árvore.

Normalmente quando encontrado em um troco, indica, na maioria das vezes, que a árvore está comprometida (este processo é muito importante, pois realiza a reciclagem dos elementos químicos encontrados na natureza). A parte externa deste fungo, é denominada corpo de frutificação, o fungo fica localizado no interior do tronco. É possível localizar este fungo em várias regiões do país, apesar da maioria dos fungos não gostarem de luz solar, este se adapta muito bem a regiões tropicais.

Foi muito interessante ver várias espécies de fungos na natureza e observar o processo de decomposição in loco.

Aí você pensa que as emoções acabaram? Sabe de nada, inocente! rsrsrs

Quando nosso estudo ia chegando ao fim…

…demos de cara com uma aranha armadeira. \o/

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Também conhecida como aranha-macaco, a armadeira é uma das aranhas mais venenosas do mundo. Seu nome faz referência a uma ação desta aranha que, quando está em situação de ataque, ergue as pernas dianteiras. 

Mais algumas curiosidades dessa nossa “amiga”

  • São agressivas e seu veneno potente e tóxico, age rapidamente no sistema neurológico da vítima. O veneno também pode afetar o sistema cardíaco. A picada desta aranha pode levar uma pessoa a óbito, caso não haja socorro médico rápido e eficiente.
  • A aranha armadeira possui um corpo de 4 a 5 cm e suas pernas podem chegar a 17 cm.
  • Estas aranhas possuem o corpo com coloração que vai do cinza ao marrom. Nas pernas existem pequenas faixas na cor branca.
  • É uma espécie de aranha originária da América do Sul, sendo encontrada no Brasil. Em nosso país é uma das aranhas que mais provocam acidentes.
  • Costumam entrar em residências em busca de alimentos ou de parceiro para acasalar, mas são encontradas também em terrenos abandonados e nas touceiras de bananeiras.
  • Em função da agressividade e de seu veneno potente, não é recomendado criar esta espécie de aranha em cativeiro.
  • A alimentação é baseada em insetos de pequeno porte (mocas, mosquitos, grilos) e artrópodes.
  • A reprodução das armadeiras ocorre de forma sexuada.

E se quiser saber mais, clica aqui.

A gente ainda encontrou o famoso macaco-prego. O macaco-prego é também chamado de “capuchinho”, pela semelhança de sua pelagem com o capuz dos monges. É um animal muito hábil, que consegue abrir frutas de casca dura. Para essa atividade, ele usa pedras e pedaços de pau. São ferramentas rústicas, mas de rara utilização entre animais.

Inteligente e de mãos habilidosas, o macaco-prego é facilmente ensinado. adapta-se ao cativeiro, mas como é muito ativo, frequentemente cria problemas. Nas matas e florestas da América do Sul, vive em bandos, cujo território pode invadir o de outros macacos. ele identifica os companheiros pelo cheiro, mas também usa outros sentidos. Passa a maior parte do tempo nas árvores, onde dorme e consegue alimento. Só desce para beber água ou atacar plantações na orla da floresta. O bando desloca-se continuamente, pulando de galho em galho. A cauda deste macaco não é preênsil. Quando ele se movimenta, mantém a cauda para cima, enrolada como um ponto de interrogação.

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Não conseguimos nenhum “close”. Digamos que nossos modelos eram um tanto temperamentais! 😀

E já na saída, na hora da despedida… não é que a Carol aparece com um “belo” sapo nas mãos?!

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Pode até não ser tão belo, mas, convenhamos, era bem simpático! Será que era um príncipe perdido? rsrsrsrsrs

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O sapo-cururu ou sapo comum considerado um gigante entre os anfíbios, pode atingir até 25 centímetros de comprimento. Os mais comuns medem entre 10 a 15 cm. As diferenças entre macho e fêmea são determinadas pela coloração, os machos possuem cor amarela-pardacenta uniforme e as fêmeas cor sépia e pelo comprimento (os machos são menores que as fêmeas).

O sapo comum ou sapo cururu tem uma pele dura e ressecada, coberta de pequenas escamas. Algumas moscas maiores costumam depositar os ovos na pele dos sapos velhos. As larvas, quando nascem , penetram no corpo do sapo através das suas narinas. O sapo, dessa forma, impossibilitado de respirar e morre.

Com as patas traseiras, os sapos cavam buracos, nos quais hibernam durante o inverno. A época do acasalamento é o início da primavera. Ocorre nos pântanos e dura várias semanas. Os ovos são postos em fileiras que podem alcançar até 5 m de comprimento. Os girinos nascem após dez dias. Depois de uma série de metamorfoses, transformam – se em sapinhos.

O sapo captura suas presas com a língua ágil. Ele fecha os olhos para engolir o alimento. Isso não é um truque, mas uma necessidade: os grandes olhos são forçados para cavidade bucal a fim de empurrar os alimentos para a garganta. Os sapos são úteis ao homem porque com seu grande apetite comem muitos vermes, lagartas e insetos nocivos de várias espécies. Valeu, príncipe sapo!

E olha quem quase fica de fora desse post, minha gente! A Carol!! nossa monitora-corredeira! 😀

Ô menina corajosa!

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Olha ela aí, rindo da minha desgraça canseira!

No momento a preocupação dos biólogos com a mata é o grande números de cipós crescendo entre as árvores. 

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Por exibirem suas folhas acima das folhas das árvores que lhes oferece suporte mecânico, as trepadeiras competem por luz de maneira eficaz. Além disso, em virtude do baixo investimento para engrossarem seus caules e ramos, as trepadeiras podem utilizar uma grande proporção de seus recursos para produzir folhas adicionais, bem como para reprodução. De modo contrário, as árvores carregadas com trepadeiras crescem mais lentamente e produzem menos sementes e frutos do que as árvores desprovidas dessa planta (Stevens, 1987). Em virtude dos efeitos deletérios gerais sobre as árvores, os gestores florestais geralmente recomendam a remoção das trepadeiras, pelo menos as que crescem em futuras árvores de produção.

O hábito de crescimento das trepadeiras também permite que sejam eficazes competidoras abaixo do solo por água e nutrientes. Em estudos experimentais onde as trepadeiras e árvores competiam em quatro situações (acima do solo, embaixo do solo, acima e embaixo do solo, não competiam), Dillenberg et al. (1993) constatou fortes efeitos das trepadeiras sobre as árvores em ambos os domínios. 

Aproveita e clica aqui para saber sobre essas plantas.

Nossos estudos só foram possíveis, pois a Fundação conta com Visita monitorada de escolas e entidades, fazendo parte de um projeto de Educação Ambiental.

Agora em janeiro de 2017 haverá a 20ª edição do Ecoférias na Mata de Santa Genebra.

Dá uma olhadinha no site e não perde essa não. 

Ao pessoal da Mata, aquele abraço e nossa sincera gratidão. <3

Aos companheiros de trabalho Lúcia Caldas e Guilherme de Melo, nosso muito obrigada por ajudar com a identificação da bananeira –ornamental e as informações sobre o sapo cururu.

Aos meus queridos amigos/alunos obrigada por participarem comigo desse ano de aventuras, uma nova jornada se inicia pra vocês.

Deixe sua opinião sobre este e outros posts aí nos comentários! Ajude-nos a Pensar Ciências!

Até a próxima!

 

Pensando Ciências visita: ETE Capivari

Salve Pensadores de Ciências!

Vocês se lembram desse post aqui? Nós mostramos uma experiência muito especial criada pelo professor Daniel Lourenço da EMEF Maria Pavanatti Fávaro. A experiência, na verdade, era parte da preparação para uma visita técnica a qual tivemos a honra de acompanhar! \o/

Também mostramos uma outra visita nesse post aqui.

A turma do Pavanatti visitou a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Capivari. Esse estudo do meio foi pensado para que os alunos pudessem observar todas as etapas da captação e do tratamento de água. E você? Sabe qual o caminho percorrido pela água, do rio à torneira? Continue por aqui que a gente conta T-U-D-O que descobriu!

A SANASA, empresa responsável pelo abastecimento de água do município de Campinas, tem o programa Minha Escola na Sanasa, com o qual monitores treinados (funcionários da própria empresa) buscam os alunos na própria escola e levam até à Estação de Tratamento mais próxima da escola. No caso da EMEF Maria Pavanatti Fávaro, a Estação mais próxima é a Capivari, que recebe esse nome por coletar a água do rio Capivari e, com essa água, abastecer os bairros da região do Aeroporto Internacional de Viracopos.

ETE Capivari Campinas
Fomos até a Estação de Tratamento na companhia dos monitores do programa Minha Escola na Sanasa

Logo na chegada, nossos monitores nos informaram  que a ETE Capivari tem a capacidade de captar 365 litros de água por segundo. É M-U-I-T-A coisa!!! Mas….para chegar à nossa casa, a água passa por algumas etapas de tratamento e foram essas etapas que pudemos acompanhar com a ajuda dos monitores.

ETE Capivari Campinas
Logo no início, os monitores explicaram tudo que veríamos na ETE

Nosso primeiro ponto de observação foi a captação em si. Nesta etapa não há qualquer tratamento. A água ainda apresenta os sinais da contaminação 🙁 e podemos até mesmo ver a presença de algas que só proliferam em águas poluídas.

ETE Capivari Campinas
Visão geral das bombas que captam 365 litros de água, por segundo!
ETE Capivari Campinas
Aqui vemos o rio Capivari no trecho de captação da Estação de Tratamento
ETE Capivari Campinas
A presença dessa espécie de alga indica que a água captada no rio está poluída e exige muito tratamento

E as bombas, que funcionam em sistema de revezamento, para realizar a captação.

ETE Capivari Campinas
Parte interna das bombas de captação

Na sequência, os monitores falaram sobre os estágios do tratamento: filtragem, floculação e decantação. Para a filtragem, temos os seguintes elementos que compõem os filtros: areia (fina e grossa), 03 tipos de cascalho e ainda policloreto de alumínio e carvão vegetal.

ETE Capivari Campinas
As camadas que compõem o filtro

Para que um processo tão complexo e importante se dê, a água passa por vários tanques, nas etapas de tratamento. Já nos primeiros tanques, a água recebe cal hidratada, para equilibrar o Ph, que deve fica entre 7 e 7,5. Além da cal, a água recebe a primeira adição de cloro, para iniciar a purificação.

Momento curiosidade: Você sabia que, justamente por ser um ambiente com a manipulação de grandes quantidades do gás cloro (altamente tóxico), está proibido o consumo de alimentos na área da estação de tratamento de água? Agora, você já sabe: se for com sua escola a uma ETE, não poderá levar nem um lanchinho para “se distrair” durante a visita. Fique atent@

Voltando ao nosso roteiro…

ETE Capivari Campinas
Visão geral dos diversos tanques de tratamento

No segundo conjunto de tanques, ocorrem as etapas seguintes. Primeiramente, a etapa de floculação. O policloreto que foi adicionado vai formando um material suspenso (em forma de flocos) e é responsável por recolher mais impurezas da água. Esses flocos são, no primeiro momento, agitados por canaletas nos tanques de água. Na etapa seguinte, com a decantação, o material vai para o fundo, formando o que os técnicos chamam de lodo de fundo de estação de tratamento.

ETE Capivari Campinas
Formação do lodo de fundo, após a ação do policloreto de alumínio
ETE Capivari Campinas
Na decantação, o lodo se deposita nas canaletas que impedem o retorno das impurezas para a água

Neste ponto, a água já está bastante limpa, mas ainda não é potável, e é aí que o tratamento vai para a etapa final. Nos últimos tanques há um novo acréscimo de cloro. Mas desta vez, ele ganha a companhia de outros dois elementos: a amônia, usada para fixar o gás cloro na água e o flúor, que colabora com a nossa saúde bucal.

ETE Capivari Campinas
Painel que controla as adições de cloro, amônia e flúor na etapa final do tratamento de água

Para encerrar a visita, nossos monitores alertaram sobre a importância do uso racional da água. Como pudemos observar, a captação e o tratamento não são processos simples, tampouco baratos. Sendo assim, o combate ao desperdício e também o reuso se tornam indispensáveis para o nosso futuro.

Descobrimos também, no final de nossa visita, que tudo que vimos sobre os procedimentos de tratamento estão regulamentados pelo Ministério da Saúde, que por meio da Portaria 2914, determina os critérios de potabilidade da água e de tudo que é adequado à saúde humana.

Nossa! Quanta coisa aprendemos nessa visita!

E depois de tanto aprendizado…

ETE Capivari Campinas
…que tal um copo de água geladinho. Essa conversa deu uma sede! 😀

É isso aí né, pessoal?! Vamos cuidar direitinho da água que temos? Essa é a nossa obrigação e garantia de sobrevivência 😉

Agradecemos à equipe da EMEF Maria Pavanatti Fávaro que nos convidou para acompanhar essa visita e aos monitores da SANASA que responderam a todas as perguntas que fizemos para escrever esse post.

Gostaria de sugerir alguma visita técnica para nós? Deixe suas impressões e dicas aí nos comentários. Vem Pensar Ciências com a gente!

Até a próxima!