Férias! Visita ao Jardim Botânico de Nova Odessa

Nosso post fala hoje sobre um lugar muito bonito que eu (Janaína) fui conhecer, o Jardim Botânico da cidade de Nova Odessa, muito pertinho de Campinas.

Mas antes de mostrar pra vocês o que eu vi lá vamos saber mais desse lugar maravilhoso com as informações do site deles.

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Entrada do Jardim

“Situado na área urbana de Nova Odessa (Região Metropolitana de Campinas, a cerca de 120 km da Cidade de São Paulo – SP), o JARDIM BOTÂNICO PLANTARUM é um centro de referência em pesquisa e conservação da flora brasileira. Foi idealizado a partir de 1990, por iniciativa do engenheiro agrônomo e botânico brasileiro Harri Lorenzi.

Com objetivo de contribuir para a conservação da flora brasileira, o pesquisador percorreu, por mais de 35 anos, a maior parte dos ecossistemas do Brasil, em expedições científicas patrocinadas por sua Empresa, o Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda e parceiros, destinadas ao levantamento, catalogação e coleta de plantas nativas, principalmente com potencial econômico e ameaçadas de extinção.
Como resultado de seu trabalho, publicou a quase totalidade dos livros sobre identificação de plantas em estilo popular no Brasil nos últimos 30 anos e sentiu-se motivado a apresentar ao público o acervo botânico vivo, fruto de suas pesquisas.
Em 12 de agosto de 1998, o Instituto Plantarum adquiriu para sua futura sede e para abrigar sua coleção viva de plantas, uma área de cerca de 9 hectares na cidade de Nova Odessa – SP, anteriormente ocupada por uma fábrica de lançadeiras (peças feitas em madeira para uso na indústria têxtil). O terreno passou então a receber tratamento paisagístico e ambiental, sendo estruturado para o desenvolvimento das pesquisas científicas e para o cultivo sistemático das coleções botânicas em formação.
Em 2007, com um grupo inicial de 16 associados de diversas formações, fundou o ‘Jardim Botânico Plantarum’ (JBP), inicialmente como uma organização não governamental, de caráter privado e sem fins econômicos. Em setembro de 2011 foi reconhecido pela Comissão Nacional de Jardins Botânicos do Ministério do Meio Ambiente como ‘Jardim Botânico’ através da Resolução 339 do CONAMA. Em 06 de julho de 2015 o Jardim Botânico Plantarum foi qualificado pelo Ministério da Justiça como ‘Organização da Sociedade Civil de Interesse Público’ (OSCIP), com os objetivos principais de estudo e conservação da biodiversidade vegetal brasileira e do meio ambiente, através de ações educacionais e de pesquisa.
Desde então o número de associados e apoiadores vem aumentando e, atualmente, o JBP conta com cerca de 100 associados, o que colabora para o desenvolvimento de diversos projetos, dentre os quais destacamos: conservação de espécies de plantas ameaçadas, intercâmbio científico com outros jardins botânicos e Instituições nacionais e internacionais, publicação de artigos científicos, apoio técnico a entidades congêneres e educação ambiental para crianças, jovens e adultos.
Atualmente o acervo botânico vivo é constituído por quase 4000 espécies vegetais, representando os principais grupos botânicos da flora nativa do Brasil.
Reconhecido pela Comissão Nacional de Jardins Botânicos, nossa atuação colabora com os objetivos da Estratégia Global para Conservação de Plantas.
Aberto ao público em 2011, o Jardim Botânico Plantarum está apto a estabelecer diversas parcerias com pessoas físicas, empresas, poder público e outras instituições.”

É um lugar muito bonito, organizado e limpo. Conta com 2 restaurantes para você aproveitar bem o passeio.

 Logo na entrada já dá pra ter uma ideia do tamanho do Jardim Botânico e das surpresas que veremos.

Que paisagem!
Que paisagem!

As flores estão por todos os lados, de todas as cores e tamanhos.

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Flor do Maracujá

Há também uma grande coleção de cactos e suculentas, em um jardim lindo especialmente para elas.

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foto10-novaodessa Nesta foto podemos ver a horta que serve os restaurantes.

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Olha aí um pedacinho da Mata Atlântica.

Jardim Botânico Nova Odessa-SP
Jardim Botânico Nova Odessa-SP

E uma coleção imensa de coqueiros.

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Olha o tamanho da folha do coqueiro ai de cima.

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Pra ser sincera, nem eu sabia q existia tantas espécies de coqueiro assim!

Ainda vimos plantas bem exóticas.

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E esses lagos, gente?! Com vitória régia

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E tivemos a surpresa de conhecer algo bem popular, mas com algumas características específicas. Ficamos bem encantados com esse lugarzinho do Jardim, logo, logo vocês iram ouvir falar mais deste assunto.

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Gostou? Que tal marcar uma visita ou participar de alguma oficina? O parque tem muitas atividades reservadas pra você! É só clicar!

Até a próxima!

 

 

 

 

Estamos de volta! Férias!

Saudações, Pensadores de Ciências!

Estavam com saudades?! Nós sim! E muita! Como foram de festas?

Nós pudemos descansar bastante (era preciso!!), mas já estamos de volta e cheias de energia para o ano que começa. E janeirão tá aí né, gente? Que tal falar de viagem, passeios?! É férias, Brasil! 😀

O negócio é o seguinte: TODA cidade (inclusive a sua) tem algo a conhecer, explorar, um cantinho especial pra observar a natureza. Acontece que, nas nossas andanças por aí, a gente fica de olhos bem abertos, procurando informações e dicas que a gente possa dividir com os alunos em sala e também com nossos leitores aqui no blog.

Sim, somos daquelas loucas esforçadas que procuram monitores, pedem panfletos, explicações, endereço do site…rsrsrsrs! Isso que dá ficar, o tempo todo, Pensando Ciências! 😀

O passeio que eu trago hoje vem carregado de boas lembranças. Afinal, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro foi o lugar onde eu, Marla, carioca da gema, aprendi a admirar flores, aves, árvores…

Neste post aqui, falamos que voltaríamos com sugestões de passeios e atividades para as férias, né? Pois é, este mês, vamos dividir com vocês alguns passeios e visitas que fizemos e nos quais podemos levar os pequenos (filhos, sobrinhos, netos) e estimulá-los a observar a natureza e os seus encantos. Pode ser uma viagem de férias, aquele feriado prolongado…tem até sugestão de passeios de um dia.  Aguardem os próximos posts! \o/

Visitei o Jardim Botânico em setembro de 2016 e reencontrei esse lugar mágico!

Um dos muitos caminhos (aleias) do Jardim Botânico
Um dos muitos caminhos (aleias) do Jardim Botânico

Fundado em 13 de junho em 1808, por um decreto do futuro rei D. João VI, o Jardim Botânico tinha uma função muito específica: servir de” jardim de aclimação” para especiarias trazidas do oriente. Resumindo, o Botânico seria uma estufa a serviço do governo e para tornar o Brasil independente na produção de especiarias, livrando-se da submissão do comércio com o oriente. Pois é… o princípio era mesmo o dinheiro, mas… isso não invalida a criação desse lugar incrível!

A história do Jardim Botânico e dos personagens que dela participaram é interessantíssima e você pode pesquisar um pouco mais bem aqui.

Acontece que o tempo passou, e o Jardim Botânico é hoje, muito mais que aquele “supermercado” do império português. O espaço abriga, além do horto, um complexo cultural bem diversificado, com o Museu do Meio Ambiente, Museu Casa dos Pilões e o Espaço Tom Jobim este último tem teatro e área para exposições variadas, além de contar com exposição permanente de objetos pessoais do maestro, um apaixonado pelo Jardim Botânico.

A área do Jardim conta com milhares de espécies de plantas em seus mais de 54 hectares, além de ter o maior herbário do Brasil, com acervo à disposição de pesquisadores.

Mas tá na hora de ver o que meu olhar captou por lá, né? Que tal um pouco mais de imagens?

As palmeiras imperiais são um dos elementos mais marcantes do Jardim Botânico
As palmeiras imperiais são um dos elementos mais marcantes do Jardim Botânico
Minhas experiências fotográficas... tirando foto da palmeira com a câmera na base! \o/
Minhas experiências fotográficas… tirando foto da palmeira com a câmera na base senti ainda mais o poder dessa árvore magnífica! ❤
Mais uma experiência! :)
Mais uma experiência! 🙂

Encontrei por lá alguns bustos de biólogos e pesquisadores que se dedicaram a catalogar e estudar plantas, inclusive no Brasil. Esses viajantes europeus ajudaram muito no conhecimento de nossas plantas nativas.

Busto de Saint Hilaire, na área dedicada aos botânicos do século XIX
Busto de Auguste Saint Hilaire, na área dedicada aos botânicos do século XIX

Vi também o Jardim Sensorial, uma área maravilhosa, dedicada aos cactos. Essas plantas de beleza tão rústica quanto delicada encantam os visitantes. Há uma parte coberta (estufa) e a área aberta. É uma espécie mais linda que a outra!

Nesta área pude visitar um espaço dedicado aos cactos. Sensacional!!!
Nesta área pude visitar um espaço dedicado aos cactos. Sensacional!!!

E falando em jardins…já viu esse post aqui?

Um dos cantinhos especiais do Jardim Sensorial
Um dos cantinhos especiais do Jardim Sensorial
Mais uma espécie do Jardim Sensorial
Mais uma espécie e olha essa flor, no alto da planta!
Mais flores! <3
Mais flores! ❤
E no meio das pedras, a vida
E no meio das pedras, a vida
Estufa dos cactos
Estufa dos cactos
Esse cacto em flor me comoveu! Quanta beleza pode haver por aí, esperando o nosso olhar!
Esse cacto em flor me comoveu! Quanta beleza pode haver por aí, esperando o nosso olhar!
Olha o que eu achei: uma planta carnívora!
Olha o que eu achei: uma planta carnívora!

Lembram-se dela?

O Jardim Botânico conta ainda com área de alimentação e parquinho para as crianças menores.

Área de alimentação para aquele suco "ixperrto", em bom carioquês! ;)
Nos quiosques, você pode aliviar o calor tomando aquele suquinho “ixperrto”, em bom carioquês! 😉
E um pouco mais de diversão para a criançada! :D
E um pouco mais de diversão para a criançada! 😀

A minha sugestão é que você faça sua visita entre os meses de abril a outubro, pois o calor do Rio de Janeiro não é moleza, não. Leve (e beba) muita água durante sua caminhada. Leve também sua vontade de se deixar arrebatar pela beleza estonteante desse pequeno pedaço de paraíso em meio ao caos de uma das maiores cidades brasileiras.

Serviço:

Horários

– Segundas-feiras: das 12h às 17h
– De terça a domingo: das 8h às 17h
Obs: Durante a vigência do Horário de Verão, as bilheterias ficam abertas até as 18h.
Preços:

R$ 10,00 (Somente em dinheiro)

Para informações sobre telefones, estacionamento e também as regras de meia entrada e gratuidade, além de qualquer outra curiosidade sobre o local, não deixe de acessar a página oficial do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Gostou do nosso primeiro post de férias? Tem mais sugestões? Divida conosco suas experiências enquanto anda por aí, Pensando Ciências!

Até a próxima!

 

Férias, retrospectiva e planos para o futuro

Salve, Pensadores de Ciências!

Não adianta nem fazer rodeios. O título do post de hoje já diz tudo. As férias chegaram. É hora de ver tudo o que fizemos e lançar nossos planos para 2017.

Nosso blog entrou no ar no fim de junho deste ano. De lá pra cá, foram 45 posts publicados, mais de 300 imagens e fotos. Indicações de sites, aplicativos, livros…

UFA!

Claro que, nesse momento, estamos um pouco cansadas, o ano letivo tem lá seus percalços. Mas, estamos, sobretudo, motivadas, por tudo que fizemos. Quando olhamos estes números, mal podemos acreditar que aquela conversa de um ano atrás, sobre o que faríamos para 2016, tomou forma e se tornou esse nosso “filhote”, cada dia mais amado.

Graças ao blog, conhecemos pessoas, participamos de congressos e palestras, lemos livros, artigos, revistas…compramos plantas, minhocas, insetos, vimos fungos, adubo, empolgação nos olhos de nossos alunos…

Mas, o bom mesmo, de verdade, foi a aproximação que tivemos com eles, os alunos, e também com as famílias, com os colegas professores que nos deram dicas, sugestões e muito incentivo! ❤

Ensinamos? Bastante! Aprendemos? Muito Mais! 😀

E você pensa que essa aventura vai parar por aqui? C-L-A-R-O que não! 2017 já tá aí, bem à nossa espera, e queremos seguir em frente, criando mais, experimentando mais com os alunos, sensibilizando-os para estudo de Ciências, mas, sobretudo, para a VIDA! \o/

E, para criar novas ideias, é preciso fazer uma pausa. Por isso, anunciamos que o blog sairá de férias, agora no período das festas de fim de ano! 😦

Mas é só um pouquinho pessoal! Em janeiro voltaremos com uma programação de férias. Sugestões de passeios e viagens que, claro, têm a ver com Ciências.

Porque, sabe como é, né? A gente passeia por aí, mas fica com a cabeça fervilhando de ideias, pra dividir com vocês, aqui no nosso cantinho.

E se você quer deixar alguma sugestão de visita a museus, parques ou algum lugar que possa ser interessante, divida conosco sua experiência aí nos comentários. Vamos adorar!

Deixamos a todos que nos acompanharam esse ano, um voto e um convite.

O nosso voto é de que você tenha um excelente fim de ano junto às pessoas que você ame e que inicie o ano cheio de esperança e de planos de fazer cada dia algo novo e melhor do que já fez até aqui.

E o convite é para que continue nos acompanhando. Já conhece nosso canal no YouTube? E nossa página no Facebook? Que tal aproveitar os dias de folga das festas e ver tudo o que compartilhamos ao longo do ano? Já pensou, que legal? 😉

Queremos que você siga conosco, dividindo a alegria de estudar, de criar, e de Pensar Ciências!

Boas Férias!

Sequência Didática: estudando os peixes

Salve, Pensadores de Ciências!

O post de hoje é sobre mais uma sequência didática! \o/ Vocês gostam desse tipo de post? Nós adoramos trocar ideias com vocês e toda vez que pensamos em uma atividade, já bate aquela ansiedade de contar aqui! 😀

Então, vem com a gente!

Sequência Didática: Peixes e Problemas Ambientais
Publico Alvo: Alunos do ciclo I – 2º e 3º anos do Fundamental.
Conteúdos trabalhados: Língua Portuguesa, Ciências e Artes.
Texto disparador: Pepita, a piaba – Gontijo, Solange A. Fonseca, Belo Horizonte, Editora Miguilim, 2002.
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Capa do livro

1ª Etapa

Atividade introdutória à recepção do texto

O professor inicia um dialogo com os alunos, centrado na identificação de animais que vivem na terra e animais que vivem na água, Para chegar ao nome do peixe, o professor poderá fazer analogias com os alunos como, por exemplo: “vive tanto no rio, quanto no mar, quanto no aquário, quanto em tanques”.

Nomeado esse animal (peixe), o professor pergunta os alunos a respeito do conhecimento que eles têm dele, com a intenção de prepará-los para o problema ambiental enfrentado por esses animais.

A seguir, o professor mostra a capa do livro e lê o título para os alunos. O professor desafia os alunos com as seguintes perguntas:

  • O que é uma piaba?
  • Com qual letra começa as palavras PIABA, PEPITA e PEIXE?
  • Onde está Pepita na capa do livro?

2ª Etapa

Leitura compreensiva e interpretativa do texto

O professor lê a narrativa para os alunos e, simultaneamente, mostra as ilustrações. Em seguida, o professor relê a narrativa, questionando os alunos a respeito do texto. Por exemplo:

  • Para você, por que Pepita não gostava de ser pequena?
  • O que Pepita faria se ela fosse bem grandona?
  • Por que você acha que Pepita, após tomar pílulas e fazer ginástica não conseguiu engordar?
  • O que fazem os pescadores?
  • Por que essa ação dos pescadores prejudica o ambiente?
  • Que tipo de peixe ficou preso na rede?
  • Por que os pescadores pescam com rede?
  • Por que Pepita escapuliu?
  • Por que Pepita não queria nem pensar em ser grandona no final do livro?

3ª Etapa

Classificação do animal presente no livro

O professor questiona as crianças sobre as características dos peixes:

  • São animais vertebrados ou invertebrados?
  • Como é coberto seu corpo?
  • Como nascem?
  • O que usam para se locomover na água?
  • Como respiram?

4ª Etapa

Explorando as imagens

Página 01 

  • O que há no fundo do rio além de Pepita?
  • Por que há uma lata no fundo do rio?
  • Onde deveria estar a lata?

Página 02 

  • Por que há uma chupeta no fundo do rio?
  • Pepita esta no mesmo lugar? Por quê?
  • Quantas casas há na margem do rio?

Página 03

  • Quais as vantagens de um peixe grande sobre um peixe pequeno?
  • O que há além das pedras no fundo do rio?
  • Por que há um anzol no fundo do rio? E uma engrenagem?

Página 04

  • O que acontece de perigoso neste momento?
  • O que faz uma rede?

Página 05

  • Como estão os peixes nesta imagem?

Página 06 

  • Para que serve um parafuso e uma porca?
  • Por que esses objetos estão no fundo do rio?

Página 07

  • O que acontece com Pepita nessa imagem?

Página 08

  • Que animais aparecem nesta imagem?
  • Por que a tartaruga esta sozinha?
  • Qual a diferença da cor da água neste trecho do rio? Por que a água é mais azulada?

Página 09

  • Por que Pepita se sentiu sortuda?

Página 10

  • Quem aparece na imagem?
  • Como se chama um conjunto de peixes?
  • Para você, onde está indo este cardume de piabas?

Confeccionamos este material para ilustrar a narrativa.

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Retiramos de um outro blog esse material para fazermos com os alunos em sala de aula para lembrança da atividade:

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E foi assim que imaginamos um trabalho que envolva o estudo dos peixes e que permita a discussão sobre problemas ambientais e a ação do homem de modo desordenado sobre o meio ambiente. Você já desenvolveu atividades parecidas? Compartilhe conosco nos comentários, suas ideias e impressões valem muito para nós!

Até a próxima!

Experiência: Calculando o desperdício de água

Salve, Pensadores  de Ciências!

O assunto do post de hoje é muito sério e merece atenção: vamos falar sobre o desperdício de água em ações cotidianas e de uma experiência cujo resultado nos deixou assustados. Convidamos duas turmas para mostrar os cálculos que eles fizeram para sabermos o quanto gastamos de água em um único uso do bebedouro. O desperdício que eles encontraram nos fez (re)pensar nossos hábitos.

Mas, vem com a gente, vamos contar tudo, desde o início. O post tá enorme, mas vai valer a pena!

 

A experiência que mostraremos hoje foi realizada na EMEF Maria Pavanatti Fávaro, batizado de Projeto: Minha Garrafinha ? (será que preciso?), para fazer com que os alunos entendam o quanto somos responsáveis pelo meio ambiente no nosso dia a dia. A atividade foi desenvolvida pelo professor Daniel Lourenço, com alunos do 6º ano do ensino fundamental.

 

Ainda não tínhamos convidado ninguém dos anos finais, mas quando o professor falou da experiência que ia desenvolver, não tivemos dúvida. Esse assunto é tão sério que fizemos questão de trazer aqui. Afinal, essa experiência é simples e também pode ser executada com nossas turmas de anos iniciais, para nos conscientizarmos sobre a impacto de pequenos gestos no cuidado com o meio ambiente.

 

Proposta de experimento: os alunos foram provocados pelo professor com as seguintes perguntas: Quanto nós gastamos toda vez que bebemos água? Quanto de água realmente bebemos e quanto desperdiçamos?

A princípio, os alunos não tinham se dado conta de que o professor falava do momento em que bebemos água naqueles bebedouros em que temos que colher água com as mãos. Depois, conversando, lembraram que, de fato, sempre “escapa” um pouco da água enquanto bebemos. E era esse “pouco de água” que deveria ser calculado pelos alunos. Será que era “pouco” mesmo?

As turmas estabeleceram, então, algumas regras e escolheram as ferramentas que usariam para a experiência. Ficou assim:

  • Um balde para coletar a água que caía enquanto os alunos bebessem;
  • Uma proveta para realizar a medição
  • um cronômetro, do próprio celular, para medir o tempo que cada pessoa gastou bebendo água
  • cadernos e lápis para anotar o tempo e a medida de água desperdiçada
Material para experiência
Material para experiência
Material utilizado para experiência
Proveta utilizada no trabalho

Com o material em mãos, o professor traçou a estratégia do trabalho: os alunos iriam, um a um, beber água, pelo tempo que quisessem. Esse tempo seria anotado na tabela e a água que caísse das mãos dos alunos seria colhida no balde e medida na proveta. A quantidade de água também seria anotada na tabela que os alunos fizeram no caderno, segundo o que foi pedido pelo professor.

O professor apresentou a tabela que os alunos teriam que preencher
O professor apresentou a tabela que os alunos teriam que preencher
Alunos começaram a beber água e coletar o excedente no balde
Alunos começaram a beber água e coletar o excedente no balde
A água excedente de cada aluno era coletada...
A água excedente de cada aluno era coletada…
... e medida com a ajuda da proveta
… e medida com a ajuda da proveta

 

Como vimos nas imagens acima, os alunos colheram os dados da turma toda. Na aula seguinte, fizeram as contas para descobrir o quanto de água consumida não foi, de fato, bebida pelos alunos.

E o professor foi coordenando os trabalhos
E o professor foi coordenando os trabalhos
Com os primeiros dados, era hora de começar a preencher a tabela
Com os primeiros dados, era hora de começar a preencher a tabela

 

Tabela preenchida
Tabela preenchida
E o resultado de uma das turmas. Mais de 6 litros de água foram perdidos :(
E o resultado de uma das turmas. Mais de 6 litros de água foram perdidos 😦

Em seguida os alunos tinham que produzir um relatório que sintetizasse todos os dados descobertos no experimento.

Na sala de aula, a segunda etapa: produzir relatório
De volta à sala de aula, a segunda etapa: produzir relatório

Com a tabela em mãos, a turminha se organizou em duplas para apresentar a versão inicial do relatório.

Itens do relatório
Alguns itens do relatório

 

Para a etapa seguinte, o professor propôs que os alunos revisassem os relatórios, corrigissem os erros de ortografia e apresentem a versão final dentro de alguns dias. Nós já trouxemos para vocês para podermos refletir sobre esses dados obtidos.

E os resultados vieram
E os resultados vieram. Nesta sala, os resultados mostram mais de 7 litros de água foram descartados

Como dissemos, os números nos surpreenderam. Já sabíamos que há o desperdício, mas quando calculamos e visualizamos com mais precisão é que descobrimos o quanto uma mudança de hábitos como levar garrafas ou canecas para beber água podem fazer a diferença. Afinal, os valores medidos referem-se a uma ÚNICA visita ao bebedouro, com apenas UMA turma por vez. Vocês podem imaginar o quanto isso representa em um dia em nossa escola ou mesmo nas empresas, e até nos shoppings?

Mais relatórios
Mais relatórios

Pois é…o professor Daniel sugeriu ainda que, se quiséssemos, poderíamos aprofundar essa pesquisa, com cálculos que medissem, em reais, o custo do desperdício. Para isso, mediríamos a água em metros cúbicos e usaríamos o valor do metro cúbico que consta em nossa conta de água. Tudo isso é agua tratada, custa para os nossos bolsos e, principalmente para o meio ambiente!! E, para estudar mais sobre a complexidade do tratamento de água, essa mesma turminha vai visitar uma estação de tratamento nos próximos dias. Claro, que vamos contar sobre essa visita aqui em um novo post muito em breve.

Estamos certos de que, após essa experiência e a visita à estação de tratamento, os alunos darão muito mais valor à água que chega em nossas torneiras e farão de tudo para evitar o desperdício.

 

E você? Imaginava que uma experiência como essa fosse revelar dados tão significativos? Deixe nos comentários as suas impressões sobre esta e outras experiências que mostramos. E se tiverem perguntas para o professor Daniel, mande pra nós que ele terá prazer em responder.

Até a próxima!

 

 

 

Trabalho com reportagem de TV e produção de textos

Saudações,  Pensadores de Ciências!

O post de hoje é pra falar de uma experiência que tivemos em sala e que achamos que corresponde ao que queremos para nossas aulas. Sempre falamos por aqui que nosso maior objetivo é levar conhecimento aos alunos para que eles aprendam a observar e cuidar do meio ambiente.

E foi assim que, discutindo entre nós, uma reportagem do Programa Globo Rural, veiculada pela Rede Globo de Televisão, vimos que tínhamos uma boa oportunidade de praticar essa observação consciente com nossas turmas  dos 5° anos e que você também pode fazer aí na sua escola, com qualquer turma e sobre qualquer conteúdo.  Desenvolvemos um plano de aula que foi dividido nas etapas que você verá a seguir.  Vem com a gente! 😉

 

1ª Etapa: Pra começar, roda de conversa

Conversando com as turmas dos 5º anos sobre os Ecossistemas Brasileiros, chegamos a um ponto que muito nos incomodou: o desmatamento para a criação de gado. Debatemos sobre as áreas que mais sofrem com essa ambição: região do Pantanal e Floresta Amazônica e os estragos para o meio ambiente que a super população de bovinos faz ao nosso planeta. Falamos um pouco sobre as leis de desmatamento e como elas acabam favorecendo “sem querer”, ainda que sem intenção, a extração de nossa flora.
Você pode consultar dados sobre o desmatamento no Brasil nestes artigos aqui e aqui.
2ª Etapa: Trazer mais elementos para o debate
Após a discussão inicial, mostramos o vídeo da reportagem do Globo Rural sobre o Biogás e as vantagens que ele tem levado para a população que o utiliza e como pode amenizar os problemas ambientais envolvidos, contribuindo, inclusive para geração de renda em comunidades rurais.
Assista a reportagem neste link aqui.
3ª Etapa: Produção de Textos
Após assistirem a reportagem e conversarmos sobre o que já sabíamos e o que vimos na matéria, os alunos tinham que escrever pequenas conclusões sobre o que viram. Vejam as primeiras produções da turminha:
Eu achei uma idéia criativa e muito boa, pois ajuda muita gente, a camada de ozônio e as plantas.
Ajudou também várias famílias e o procedimento é simples e prático. Bianca Lopes
E olha o Pedro!
Se reparar, parece nojento, mas na verdade há um processo de pureza que resultou em um gás
limpo, puro, menos poluente e que não fede, ou seja, muito melhor. Pedro Jaqueta
Aqui colocamos também algumas fotos dos textos dos pequenos:
Alguns dos relatórios produzidos em sala
Alguns dos relatórios produzidos em sala
Muito bom, né gente? Nossa proposta era envolver os alunos com uma produção de texto contextualizada e significativa, dando a eles a oportunidade de dizer o que pensam de um tema apresentado.
Os alunos foram estimulados a observar e dar sua opinião sobre o que vimos na reportagem
Os alunos foram estimulados a observar e dar sua opinião sobre o que vimos na reportagem
Todos tiveram a chance de falar e, principalmente, de ouvir o outro, de ver uma produção sobre o tema, de analisar, comparar os dados que levamos para a sala e tirar suas conclusões. E, no momento seguinte, compartilhar suas conclusões com a turma. Toda a contribuição é válida e é isso que queremos mostrar.
Mais relatórios
Mais relatórios

Por isso, no primeiro momento, deixamos a escrita livre. Somente no segundo momento, faremos as correções ortográficas e gramaticais para que eles passem a limpo, no caderno, a versão final dos seus textos.

Os alunos conseguiram perceber que os problemas do meio ambiente são complexos e que devemos buscar soluções criativas
Os alunos conseguiram perceber que os problemas do meio ambiente são complexos e que devemos buscar soluções criativas
Compartilhar conhecimento é sempre bom. Por isso, deixe você também suas impressões e experiências aí nos comentários. Queremos saber como você anda Pensando Ciências! 😉
Que venham as próximas atividades! Até lá

Sequência Didática: trabalhando a classificação de animais

Saudações, queridos Pensadores de Ciências!
Hoje é dia de dividirmos com vocês mais uma sequência didática. Já mostramos uma parecida nesse post aqui, com destaque para os répteis. Mas falando de estudo e classificação de animais, um tema que sempre atrai os pequenos, pensamos em criar mais uma, envolvendo pássaros, que também têm lugar cativo na curiosidade dos alunos.
Quer ver como ficou? Já sabe o esquema, né? A gente gosta de explicar tudo bem direitinho! Então… segura na nossa mão e vem!
Tema: Classificação dos animais.
Turmas: 3º ano do ciclo I
Conteúdos participantes: Língua Portuguesa, Ciências e Artes
Texto Norteador: Mil pássaros pelos céus, Ruth Rocha, São Paulo: Ática, 2004
Capa do livro de Ruth Rocha
Capa do livro de Ruth Rocha
Você pode pesquisar a compra deste livro nesse link.
 1ª Etapa:
Leitura Visual
* Quais os animais que aparecem na capa?
* O que já sabemos sobre eles?
2ª Etapa:
Leitura Interpretativa
* Por que a cidade chama-se Passaredo?
* O que significa a palavra arvoredo?
* O que significa gorjeiam, chiam, e etc? (palavras da segunda estrofe)
* Conhecem mais algum pássaro que não esta descrito no texto?
* Por que os pássaros foram embora?
* Por que tudo ficou uma grande tristeza?
* Para que serve uma luneta?
* O que significa a palavra peremptório?
* Por que o sábio pediu para as pessoas tocarem músicas?
* Por que as aves voltaram?
* As pessoas ficaram felizes com a volta das aves?
3ª Etapa:
Leituras Complementares
* O Galo Aluado, no Livro Boi da Cara Preta, Sérgio Caparelli, Porto Alegre, L&PM, 2004
Mais uma obra de Sérgio Caparelli
Você encontra esse livro aqui

Sugerimos trabalhar com os alunos, uma atividade de contação de histórias, para envolver ainda mais a turma com o conteúdo estudado. Além dos livros acima, é muito bom ter alguns materiais lúdicos, que nos apoiem durante a contação. Aqui, tem uma sugestão nossa, mas você pode confeccionar outros itens, com outros materiais. Tudo depende da nossa imaginação! 😉

 Material para ajudar na contação das histórias.
Pássaro de papel, como um recurso da contação de histórias
Pássaro de papel, como um recurso da contação de histórias. Nossa escolha foi o E.V.A
O pássaro também pode ser feito com pano
O pássaro também pode ser feito com tecido e enchimento também com retalhos.
Após trabalharmos de modo bem lúdico, podemos explorar com os alunos os conteúdos que envolvem o estudo das aves. podemos partir de uma roda de conversa e verificar o que eles sabem sobre o tema.
4ª Etapa:
Conhecimentos Específicos
* O que são aves?
* Como nascem as aves? Como são classificadas quanto a reprodução?
* Existem aves que não voam?
* Do que é coberto o corpo das aves?
* Como são classificadas quanto sua alimentação?
 Após essas perguntas e de conversar com os alunos sobre suas hipóteses, pode-se usar uma sequência lógica para mostrar o desenvolvimento do embrião dentro do ovo.
Com essa sequência, é fácil entender o desenvolvimento das aves
Com as imagens, é mais fácil entender o desenvolvimento das aves
5ª Etapa:
Construção de ficha técnica
* “Ficha do bicho” é uma atividade que pode fazer levando vários textos de pássaros e suas características e pedir que as crianças construam ou completem a ficha abaixo ou outra que você elabore, de acordo com o trabalho a ser desenvolvido. Dessa forma, podemos estimular a escrita de nossos alunos. Deixamos aqui alguns exemplos de ficha e de textos que podem ser levados para sala:
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Existe um aplicativo Aves do Brasil–Amazônia, do Planeta Sustentável, (disponível para Android) que pode ser muito útil na classificação de pássaros se houver uma proposta de estudo do meio ou visita a um museu de ciências.

6ª Etapa
Construção de material lúdico:
* Usando figuras de pássaros pode-se construir quebra cabeças. É possível oferecer uma base para que a imagem seja colada ou as próprias crianças com o uso de régua podem riscar e recortar seus quebra cabeças.
E se você quiser criar novos desafios para sua turma. Você pode acessar esse link aqui, que achamos no Pinterest
E se quiser mais informações sobre pássaros, veja esse outro aqui.
Aqui estão algumas atividades bem simples, para montarmos em sala.
É possível montarmos quebra - cabeça em sala
É possível montarmos quebra – cabeça em sala
Mais um exemplo de quebra - cabeças
Mais um exemplo de quebra – cabeças
7ª Etapa:
Avaliação
* Pode-se desenvolver uma avaliação escrita, roda de conversa e avaliação do material produzido. Se você desenvolver com os alunos outros tipos de recursos visuais, que tal uma exposição em sua escola? Ou quem sabe, montar uma pequena apresentação dos seus alunos para outras turmas ou para os pais? Mais uma vez, o que vai mandar aqui é a sua criatividade!
E assim, fizemos mais um plano de aula que você pode modificar, (re)planejar de acordo com o perfil de suas turmas e os materiais que você tiver. O mais importante é acreditar que um trabalho como esse pode ser feito em sua escola, em parceria com outras turmas e, no fim, a meninada vai saber muito mais e de modo significativo sobre as aves. Você pode ainda pensar em sequências semelhantes para outros animais. Que tal?
Ah! Você pode, durante as atividades, colocar CD com sons de pássaro para tornar mais ilustrada e real a atividade.
Olha aí um exemplo de CD!

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Deixe no comentários as suas experiências. Já fez algo parecido? Colabore com outros professores. A ideia deste espaço é ser uma grande troca de ideias e reflexões sobre o nosso trabalho cotidiano. Não deixe de Pensar Ciências!
Até a próxima!

Sequência Didática: Classificação dos Animais

Salve, Pensadores de Ciências!
Vocês já sabem que, por aqui, a gente não para de ler, de pensar propostas para nossos alunos. Uma das coisas que a gente mais gosta é revirar os arquivos do que já lemos, de cursos e palestras e, com novo olhar, reformular atividades de acordo com o perfil das salas com que trabalhamos no momento. 😉
Daí, que revirando um desses arquivos, e aproveitando o momento de aulas multidisciplinares e até transdisciplinares, resolvemos montar um plano de aula para o ciclo I, no qual  utilizaremos várias linguagens para que os alunos possam absorver de maneira lúdica e transparente todo o conteúdo que desejamos transmitir.
Existem cinco níveis de leitura e como trabalhamos com crianças do 3º ano, o nível aqui indicado é o interpretativo, onde o aluno evolui da simples compreensão imediata à interpretação das ideias do texto, adquirindo fluência no ato de ler. A aquisição de conceitos de espaço, tempo e causa, bem como o desenvolvimento das capacidades de classificar, ordenar e enumerar dados permitem que o estudante adentrem mais no texto e exija leituras mais complexas. Porém pode-se aplicar a sequência em alunos do 2º ano sem maiores problemas.
Quer ver como ficou? Então, segura na nossa mão porque esse post ficou longo. Mas a gente promete que vai valer a pena ❤
Sequência Didática
Conteúdo trabalhado: Classificação dos Animais
Livro Paradidático utilizado: Lelé, o jacaré maluco. Gontijo, Solange Avelar Fonseca,
Companhia Editora Nacional / Miguilim 2004.
Capa do livro
Capa do livro que nos deu a ideia desta sequência
 1ª Etapa
Atividade Introdutória à recepção do texto:
O professor inicia um dialogo com os alunos, centrado na identificação de animais selvagens/domésticos. Para chegar ao nome do jacaré, o professor poderá propor alusões referentes a ele, por exemplo; jeito de andar, boca com dentes afiados, ora fica na água, ora fica naterra,tipo de cobertura de seu corpo, alimentação (Estamos aqui classificando os animais de acordo com seu habitat, alimentação e classificação).
Nomeando esse animal selvagem, o professor interroga seus alunos a respeito do conhecimento prévio, com o intuito de prepará-los para o cômico da figura representada no texto (a maluquice do jacaré). A seguir o professor mostra a capa do livro e lê o título para os alunos.
O professor desafia os alunos com a seguinte pergunta:
Quais as palavras do título que têm o mesmo significado (sentido)?
Quais as palavras do título rimam (terminam com o mesmo som)?
2ª Etapa
Leitura compreensiva e interpretativa do texto
O professor lê a narrativa para os alunos e, simultaneamente, mostra as ilustrações. Em seguida. O professor relê a narrativa, questionando os alunos a respeito do texto. Por exemplo:
Qual é o modo de andar de Lelé?
O que acontece quando Lelé passa?
Por que Lelé usa óculos?
Para que Lelé lê jornal?
Pode-se ir aprofundando nas questões dependendo do nível das crianças:
 Como é o jacaré?
Seu corpo é coberto de que?
Como nascem os jacarés?
Qual sua alimentação?
Existe predador para ele na cadeia alimentar?
O que faz o jacaré Lelé?
Por que Lelé ficou mesmo biruta?
Por que a bicharada se diverte com Lelé?
Para você, Lelé é mesmo lelé?
Quais as palavras do texto têm o mesmo sentido de maluco?
3ª Etapa
Transferência e aplicação da leitura
Nomeando esse animal selvagem, o professor interroga seus alunos a respeito do
conhecimento prévio, com o intuito de prepará-los para o cômico da figura representada no texto (
a maluquice do jacaré).
A seguir o professor mostra a capa do livro e lê o título para os alunos.
O professor desafia os alunos com a seguinte pergunta:
Quais as palavras do título que têm o mesmo significado (sentido)?
Quais as palavras do título rimam (terminam com o mesmo som)?
Leitura compreensiva e interpretativa do texto
O professor lê a narrativa para os alunos e, simultaneamente, mostra as ilustrações.
Em seguida. O professor relê a narrativa, questionando os alunos a respeito do texto.
Por exemplo:
Qual é o modo de andar de Lelé?
O que acontece quando Lelé passa?
Por que Lelé usa óculos?
Para que Lelé lê jornal?
Pode-se ir aprofundando nas questões dependendo do nível das crianças:
Como é o jacaré?
Seu corpo é coberto de que?
Como nascem os jacarés?
Qual sua alimentação?
Existe predador para ele na cadeia alimentar?
O que faz o jacaré Lelé?
Por que Lelé ficou mesmo biruta?
Por que a bicharada se diverte com Lelé?
Para você, Lelé é mesmo lelé?
Quais as palavras do texto tem o mesmo sentido de maluco?
Transferência e aplicação da leitura
Após a exploração do texto, o professor estimula os alunos a apresentarem outras invenções de Lelé. Pode-se apresentar o poema “Jacaré Letrado” de Sérgio Capparelli e, em seguida, questionar se eles acham que Lelé é letrado e por quê. Pode-se apresentar também os poemas:
Outra obra que pode ser utilizada com os alunos
Outra obra que pode ser utilizada com os alunos
Jacaré de papo amarelo de Lalau e Laurabeatriz, encontrado no livro, Brasileirinhos poesia para os bichos mais especiais da nossa fauna. Editora COSAC & NAIFY
Esta obra também oferece uma boa oportunidade de trabalho em sala
Esta obra também oferece uma boa oportunidade de trabalho em sala
Os dentes do jacaré de Sergio Caparelli, encontrado no livro Boi da Cara preta, editora L&PM
Mais uma obra de Sérgio Caparelli
Mais uma obra de Sérgio Caparelli
Pode-se usar o livro-imagem: “Vitor e o Jacaré”, de Mariana Massarani, editora Studio Nobel.
Mais uma sugestão, da editora Studio Nobel
Mais uma sugestão, com o livro imagem da editora Studio Nobel
4ª Etapa
Proposta de trabalho visual
O professor pode pedir que os alunos desenhem um jacaré em seu habitat natural. Pode-se fazer uma colagem de jornal, ou outro material que possa simular a cobertura do animal.
Rascunho, para montarmos os jacarés com os pequenos
Rascunho, para montarmos os jacarés com os pequenos
5ª Etapa
Conscientização
Nesta última parte, podemos falar do risco que corre esse animal, pelo seu couro usado em roupas e acessórios e pela caça por diversão e a ocupação do seu habitat.
Pode-se trazer artigos sobre animais em extinção. Para isso, separamos alguns links
Apoio visual para os trabalhos:

O site do Boticário oferece material de apoioO site da Fundação Grupo Boticário oferece material de apoio

 

 E depois de tanta pesquisa, que tal ter o nosso próprio jacaré?
Com nosso jacaré montado, é só diversão!
Jacaré construído com arame e tecido, para que as crianças possam manipular o “animal”
As crianças conseguem aprender e se divertir com criatividade
As crianças conseguem aprender e se divertir com criatividade
6ª Etapa
Avaliação:
Achamos que o meio mais adequado para avaliação nessa etapa do desenvolvimento (2° ou 3° ano dos anos iniciais) é a roda de conversa. Com esse procedimento, entendemos que é possível oferecer às crianças a oportunidade de socializar todo o conhecimento adquirido e a opinião a respeito de tudo que viram durante a execução da sequência didática.
E aí? Gostaram das dicas? Você, aluno, já fez algo parecido em sua escola? E você, professor? Gostaria de tentar? Deixe suas sugestões aí nos comentários. Divulgue esta e outras de nossas atividades em suas redes sociais!
Até a próxima!

Dicas: sites para o ensino de Ciências

Olá, pensadores de Ciências!

Hoje estamos fazendo um post diferente. Não teremos novidades dos nossos projetos com os alunos, mas vamos falar de fontes que usamos para estudar e apoiar nosso preparo de aulas. Além disso, também recomendamos alguns desses sites para que os alunos pesquisem, em casa, com os familiares, os tópicos que tratamos em sala. Assim,  cumprimos com alguns de nossos objetivos,  ver todo mundo pensando Ciências , trocando ideias e informações por aí.  😍

Quer saber mais? Olha a lista na que separamos pra vocês.

FUNDAÇÃO PLANETÁRIO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO

Além da possibilidade de uma visita virtual ao planetário, nesse site, a Fundação Planetário da cidade do Rio de Janeiro, traz uma série de informações importantes sobre o Universo e uma diversidade de experimentos. O site é ótimo e vamos utilizá-lo para trabalhar com os alunos sobre o sistema solar! ❤

Mão na Massa: ABC na Educação Científica

O programa “ABC na Educação Científica – Mão na Massa”, da Academia Brasileira de Ciências, tem como principal finalidade o ensino de Ciências baseado na articulação entre pesquisa científica e desenvolvimento da expressão oral e escrita. A Academia, que completa 100 anos em 2016, disponibiliza na página do programa materiais de apoio ao professor, incluindo livros, sugestões de atividades, entre outros.

PhET Interactive Simulations

Esse site da Universidade do Colorado (EUA) traz uma grande quantidade de experimentos traduzidos para o português, inclusive para os anos iniciais.

Escola Ciência Viva

Este é o o site do projeto educativo da Ciência Viva, da Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica. O site disponibiliza materiais nos quais destaca que a casa e a cozinha são dois excelentes laboratórios para alfabetização científica. Há vários materiais de apoio disponibilizados gratuitamente.

Ideias na Caixa

No site Ideias na Caixa, podemos encontrar um laboratório virtual em que é possível simular uma grande variedade de experimentos.

IBGE 7 a 12 anos

Neste site, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística disponibilizou atividades para o público dos primeiros anos do ensino fundamental

IBGE Teen

Já neste outro, o foco é para os adolescentes

Gostaram? Conhecem outros? Deixe suas dicas nos comentários pra gente saber quais sites,  páginas e blogs que vocês mais gostam.  Podemos fazer outros posts só com as sugestões de vocês. O que acham?

Nossa participação no Programa Município VerdeAzul: mais um desafio

Oi, pessoal! Hoje queremos dividir com vocês uma novidade especial!

Lembra que falamos aqui sobre o Programa Município VerdeAzul, da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo? Pois é, chegou a hora de explicar um pouquinho como esse programa funciona e como vamos fazer parte dele.

Criado em 2007, o PMVA tem por objetivo estimular e auxiliar as prefeituras paulistas na elaboração e execução de suas políticas públicas estratégicas para o desenvolvimento sustentável do estado de São Paulo.

As ações do PMVA são todas orientadas pelas Dez Diretrizes norteadoras a partir dos seguintes temas estratégicos: Esgoto Tratado, Resíduos Sólidos, Biodiversidade, Arborização Urbana, Cidade Sustentável, Gestão das Águas, Qualidade do Ar, Estrutura Ambiental, Conselho Ambiental e Educação Ambiental. E é aí que o nosso projeto para o ensino de Ciências entra, receberemos o apoio e divulgação do PMVA! \o/

As ações que desenvolvemos com os alunos e que vocês acompanham aqui no blog partiram de um projeto que teve início lá em 2014, quando eu (Janaína) fui participar de uma formação de professores nos cursos de extensão da Unicamp. Nesse curso, tive a oportunidade de aprofundar muitos conhecimentos da graduação, conciliar com vivências minhas em sala de aula, rever e questionar práticas. Foi um momento muito rico, fiz novas amizades, comecei a ter ideias e cá estamos hoje, colocando essas ideias em prática. Vejam algumas das informações do curso Educação Ambiental, Escola e Sociedade.

 

A ementa do curso de formação
A ementa do curso de formação

 

Os procedimento que foram adotados no curso
Os procedimentos que foram adotados no curso

 

Após o primeiro módulo,  formamos grupos e fomos desafiados a elaborar um trabalho de Educação Ambiental, que fosse pensado para demonstrar  todo o conhecimento que adquirimos e, além disso, também fomos convidados a participar do ENFOCO.

Participando do evento, resolvi inscrever o projeto no PMVA e ele foi aprovado. Agora, aguardamos as etapas seguintes. Logo, logo, nosso trabalho, assim como o blog, será divulgado pelo PMVA e teremos mais chance de fazermos o que queríamos desde o início: levar mais gente a pensar Ciências. E manteremos o blog atualizado assim que tivermos mais novidades e ações do programa.

Deixe suas dúvidas e comentários. Estamos aguardando!

Até a próxima!