Sistema digestório em sala de aula com massa de modelar

Saudações, Pensadores de Ciências!

Dando continuidade ao conteúdo de Ciências de nossas turmas dos quartos anos do ensino fundamental, resolvemos propor o estudo sobre o sistema digestório com mais uma atividade que explorasse a dimensão lúdica e ainda permitisse que os alunos demonstrassem todo o conhecimento adquirido. Propusemos a montagem de um sistema digestório com massa de modelar. Pedimos para as crianças sentarem em grupos e, com ajuda de papel cartão e massa de modelar, convidamos a turma a construírem o sistema em 3D (objetos com três dimensões). 

E aí, começamos os trabalhos:

sistema digestório com massa de modelar
Foi só falar em “trabalho em grupo” que a turma inteira se mobilizou

Lógico que podia usar o livro didático para dar aquela espiadinha:

sistema digestório com massa de modelar
Todos queriam olhar o livro e fazer o seu própria sistema com todo cuidado

Depois de planejar como o trabalho seria feito, cada grupo colocou a “mão na massa”…literalmente! 😀

sistema digestório com massa de modelar
Aí foi só trabalho (e diversão, claro!) 😉

Para nossa alegria as montagens ficaram incríveis! Vem conferir:

sistema digestório com massa de modelar
Esse grupo não esqueceu a importância da mastigação. Olha aí os dentes nesta boca! =0
sistema digestório com massa de modelar
O resultado final de outro grupo!
Já esse outro grupo lembrou do movimento peristáltico e fez o bolo alimentar, descendo pelo esôfago! Não tá lindo!? <3

Esses são os sistemas digestórios mais bonitos que a gente respeita! 😀

O que nos levou a propor um trabalho em grupo e com massa de modelar? 

Procuramos aqui trabalhar com o princípio de Educação Sensível, um compartilhar recíproco de experiências e vivências, que possibilita o conhecer e o repensar do viver humano pela educação sensível, em que o aluno percebe as sensações, os sentidos, aprende a ouvir, ver, falar, degustar para melhor se compreender, e compreender o outro, em suas peculiaridades e diferenças. Pesquisando mais sobre o tema, encontramos essa interessante explicação:

“Duarte Junior (2010) faz referência à crise dos sentidos na contemporaneidade. Conforme o autor, em meio a tantas mudanças que vêm ocorrendo, os sentidos ficam anestesiados, pois, em razão dessa rotina corriqueira e agitada, dificilmente o ser humano se posiciona frente ao outro, a fim de ouvir, para, então, poder ajudar ou compartilhar momentos recíprocos de conversações. Nesse sentido, as práticas de solidariedade estão se fragilizando, perdendo-se, e as poucas que ainda acontecem são motivos de notícias, pois são um diferencial em meio a uma sociedade que não “para”, para ouvir, nem ver, nem sentir, muito menos degustar.

Com essa experimentação as crianças puderam trabalhar com seus pares e praticar e perceber algumas sensações. Exercitaram e manipularam sentimentos e texturas. Além do saber escolar e científico, provocamos aqui o saber da vida em sociedade e da tolerância.  

E você já fez algum trabalho em 3D? 

E sobre a Educação Sensível, tem algo a nos contar? 

Deixe seus comentários e sugestões sobre o tema!

Até a próxima!

Férias, retrospectiva e planos para o futuro

Salve, Pensadores de Ciências!

Não adianta nem fazer rodeios. O título do post de hoje já diz tudo. As férias chegaram. É hora de ver tudo o que fizemos e lançar nossos planos para 2017.

Nosso blog entrou no ar no fim de junho deste ano. De lá pra cá, foram 45 posts publicados, mais de 300 imagens e fotos. Indicações de sites, aplicativos, livros…

UFA!

Claro que, nesse momento, estamos um pouco cansadas, o ano letivo tem lá seus percalços. Mas, estamos, sobretudo, motivadas, por tudo que fizemos. Quando olhamos estes números, mal podemos acreditar que aquela conversa de um ano atrás, sobre o que faríamos para 2016, tomou forma e se tornou esse nosso “filhote”, cada dia mais amado.

Graças ao blog, conhecemos pessoas, participamos de congressos e palestras, lemos livros, artigos, revistas…compramos plantas, minhocas, insetos, vimos fungos, adubo, empolgação nos olhos de nossos alunos…

Mas, o bom mesmo, de verdade, foi a aproximação que tivemos com eles, os alunos, e também com as famílias, com os colegas professores que nos deram dicas, sugestões e muito incentivo! <3

Ensinamos? Bastante! Aprendemos? Muito Mais! 😀

E você pensa que essa aventura vai parar por aqui? C-L-A-R-O que não! 2017 já tá aí, bem à nossa espera, e queremos seguir em frente, criando mais, experimentando mais com os alunos, sensibilizando-os para estudo de Ciências, mas, sobretudo, para a VIDA! \o/

E, para criar novas ideias, é preciso fazer uma pausa. Por isso, anunciamos que o blog sairá de férias, agora no período das festas de fim de ano! 🙁

Mas é só um pouquinho pessoal! Em janeiro voltaremos com uma programação de férias. Sugestões de passeios e viagens que, claro, têm a ver com Ciências.

Porque, sabe como é, né? A gente passeia por aí, mas fica com a cabeça fervilhando de ideias, pra dividir com vocês, aqui no nosso cantinho.

E se você quer deixar alguma sugestão de visita a museus, parques ou algum lugar que possa ser interessante, divida conosco sua experiência aí nos comentários. Vamos adorar!

Deixamos a todos que nos acompanharam esse ano, um voto e um convite.

O nosso voto é de que você tenha um excelente fim de ano junto às pessoas que você ame e que inicie o ano cheio de esperança e de planos de fazer cada dia algo novo e melhor do que já fez até aqui.

E o convite é para que continue nos acompanhando. Já conhece nosso canal no YouTube? E nossa página no Facebook? Que tal aproveitar os dias de folga das festas e ver tudo o que compartilhamos ao longo do ano? Já pensou, que legal? 😉

Queremos que você siga conosco, dividindo a alegria de estudar, de criar, e de Pensar Ciências!

Boas Férias!

Sequência Didática: estudando os peixes

Salve, Pensadores de Ciências!

O post de hoje é sobre mais uma sequência didática! \o/ Vocês gostam desse tipo de post? Nós adoramos trocar ideias com vocês e toda vez que pensamos em uma atividade, já bate aquela ansiedade de contar aqui! 😀

Então, vem com a gente!

Sequência Didática: Peixes e Problemas Ambientais
Publico Alvo: Alunos do ciclo I – 2º e 3º anos do Fundamental.
Conteúdos trabalhados: Língua Portuguesa, Ciências e Artes.
Texto disparador: Pepita, a piaba – Gontijo, Solange A. Fonseca, Belo Horizonte, Editora Miguilim, 2002.
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Capa do livro

1ª Etapa

Atividade introdutória à recepção do texto

O professor inicia um dialogo com os alunos, centrado na identificação de animais que vivem na terra e animais que vivem na água, Para chegar ao nome do peixe, o professor poderá fazer analogias com os alunos como, por exemplo: “vive tanto no rio, quanto no mar, quanto no aquário, quanto em tanques”.

Nomeado esse animal (peixe), o professor pergunta os alunos a respeito do conhecimento que eles têm dele, com a intenção de prepará-los para o problema ambiental enfrentado por esses animais.

A seguir, o professor mostra a capa do livro e lê o título para os alunos. O professor desafia os alunos com as seguintes perguntas:

  • O que é uma piaba?
  • Com qual letra começa as palavras PIABA, PEPITA e PEIXE?
  • Onde está Pepita na capa do livro?

2ª Etapa

Leitura compreensiva e interpretativa do texto

O professor lê a narrativa para os alunos e, simultaneamente, mostra as ilustrações. Em seguida, o professor relê a narrativa, questionando os alunos a respeito do texto. Por exemplo:

  • Para você, por que Pepita não gostava de ser pequena?
  • O que Pepita faria se ela fosse bem grandona?
  • Por que você acha que Pepita, após tomar pílulas e fazer ginástica não conseguiu engordar?
  • O que fazem os pescadores?
  • Por que essa ação dos pescadores prejudica o ambiente?
  • Que tipo de peixe ficou preso na rede?
  • Por que os pescadores pescam com rede?
  • Por que Pepita escapuliu?
  • Por que Pepita não queria nem pensar em ser grandona no final do livro?

3ª Etapa

Classificação do animal presente no livro

O professor questiona as crianças sobre as características dos peixes:

  • São animais vertebrados ou invertebrados?
  • Como é coberto seu corpo?
  • Como nascem?
  • O que usam para se locomover na água?
  • Como respiram?

4ª Etapa

Explorando as imagens

Página 01 

  • O que há no fundo do rio além de Pepita?
  • Por que há uma lata no fundo do rio?
  • Onde deveria estar a lata?

Página 02 

  • Por que há uma chupeta no fundo do rio?
  • Pepita esta no mesmo lugar? Por quê?
  • Quantas casas há na margem do rio?

Página 03

  • Quais as vantagens de um peixe grande sobre um peixe pequeno?
  • O que há além das pedras no fundo do rio?
  • Por que há um anzol no fundo do rio? E uma engrenagem?

Página 04

  • O que acontece de perigoso neste momento?
  • O que faz uma rede?

Página 05

  • Como estão os peixes nesta imagem?

Página 06 

  • Para que serve um parafuso e uma porca?
  • Por que esses objetos estão no fundo do rio?

Página 07

  • O que acontece com Pepita nessa imagem?

Página 08

  • Que animais aparecem nesta imagem?
  • Por que a tartaruga esta sozinha?
  • Qual a diferença da cor da água neste trecho do rio? Por que a água é mais azulada?

Página 09

  • Por que Pepita se sentiu sortuda?

Página 10

  • Quem aparece na imagem?
  • Como se chama um conjunto de peixes?
  • Para você, onde está indo este cardume de piabas?

Confeccionamos este material para ilustrar a narrativa.

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Retiramos de um outro blog esse material para fazermos com os alunos em sala de aula para lembrança da atividade:

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E foi assim que imaginamos um trabalho que envolva o estudo dos peixes e que permita a discussão sobre problemas ambientais e a ação do homem de modo desordenado sobre o meio ambiente. Você já desenvolveu atividades parecidas? Compartilhe conosco nos comentários, suas ideias e impressões valem muito para nós!

Até a próxima!

Experiência: Calculando o desperdício de água

Salve, Pensadores  de Ciências!

O assunto do post de hoje é muito sério e merece atenção: vamos falar sobre o desperdício de água em ações cotidianas e de uma experiência cujo resultado nos deixou assustados. Convidamos duas turmas para mostrar os cálculos que eles fizeram para sabermos o quanto gastamos de água em um único uso do bebedouro. O desperdício que eles encontraram nos fez (re)pensar nossos hábitos.

Mas, vem com a gente, vamos contar tudo, desde o início. O post tá enorme, mas vai valer a pena!

 

A experiência que mostraremos hoje foi realizada na EMEF Maria Pavanatti Fávaro, batizado de Projeto: Minha Garrafinha ? (será que preciso?), para fazer com que os alunos entendam o quanto somos responsáveis pelo meio ambiente no nosso dia a dia. A atividade foi desenvolvida pelo professor Daniel Lourenço, com alunos do 6º ano do ensino fundamental.

 

Ainda não tínhamos convidado ninguém dos anos finais, mas quando o professor falou da experiência que ia desenvolver, não tivemos dúvida. Esse assunto é tão sério que fizemos questão de trazer aqui. Afinal, essa experiência é simples e também pode ser executada com nossas turmas de anos iniciais, para nos conscientizarmos sobre a impacto de pequenos gestos no cuidado com o meio ambiente.

 

Proposta de experimento: os alunos foram provocados pelo professor com as seguintes perguntas: Quanto nós gastamos toda vez que bebemos água? Quanto de água realmente bebemos e quanto desperdiçamos?

A princípio, os alunos não tinham se dado conta de que o professor falava do momento em que bebemos água naqueles bebedouros em que temos que colher água com as mãos. Depois, conversando, lembraram que, de fato, sempre “escapa” um pouco da água enquanto bebemos. E era esse “pouco de água” que deveria ser calculado pelos alunos. Será que era “pouco” mesmo?

As turmas estabeleceram, então, algumas regras e escolheram as ferramentas que usariam para a experiência. Ficou assim:

  • Um balde para coletar a água que caía enquanto os alunos bebessem;
  • Uma proveta para realizar a medição
  • um cronômetro, do próprio celular, para medir o tempo que cada pessoa gastou bebendo água
  • cadernos e lápis para anotar o tempo e a medida de água desperdiçada
Material para experiência
Material para experiência
Material utilizado para experiência
Proveta utilizada no trabalho

Com o material em mãos, o professor traçou a estratégia do trabalho: os alunos iriam, um a um, beber água, pelo tempo que quisessem. Esse tempo seria anotado na tabela e a água que caísse das mãos dos alunos seria colhida no balde e medida na proveta. A quantidade de água também seria anotada na tabela que os alunos fizeram no caderno, segundo o que foi pedido pelo professor.

O professor apresentou a tabela que os alunos teriam que preencher
O professor apresentou a tabela que os alunos teriam que preencher
Alunos começaram a beber água e coletar o excedente no balde
Alunos começaram a beber água e coletar o excedente no balde
A água excedente de cada aluno era coletada...
A água excedente de cada aluno era coletada…
... e medida com a ajuda da proveta
… e medida com a ajuda da proveta

 

Como vimos nas imagens acima, os alunos colheram os dados da turma toda. Na aula seguinte, fizeram as contas para descobrir o quanto de água consumida não foi, de fato, bebida pelos alunos.

E o professor foi coordenando os trabalhos
E o professor foi coordenando os trabalhos
Com os primeiros dados, era hora de começar a preencher a tabela
Com os primeiros dados, era hora de começar a preencher a tabela

 

Tabela preenchida
Tabela preenchida
E o resultado de uma das turmas. Mais de 6 litros de água foram perdidos :(
E o resultado de uma das turmas. Mais de 6 litros de água foram perdidos 🙁

Em seguida os alunos tinham que produzir um relatório que sintetizasse todos os dados descobertos no experimento.

Na sala de aula, a segunda etapa: produzir relatório
De volta à sala de aula, a segunda etapa: produzir relatório

Com a tabela em mãos, a turminha se organizou em duplas para apresentar a versão inicial do relatório.

Itens do relatório
Alguns itens do relatório

 

Para a etapa seguinte, o professor propôs que os alunos revisassem os relatórios, corrigissem os erros de ortografia e apresentem a versão final dentro de alguns dias. Nós já trouxemos para vocês para podermos refletir sobre esses dados obtidos.

E os resultados vieram
E os resultados vieram. Nesta sala, os resultados mostram mais de 7 litros de água foram descartados

Como dissemos, os números nos surpreenderam. Já sabíamos que há o desperdício, mas quando calculamos e visualizamos com mais precisão é que descobrimos o quanto uma mudança de hábitos como levar garrafas ou canecas para beber água podem fazer a diferença. Afinal, os valores medidos referem-se a uma ÚNICA visita ao bebedouro, com apenas UMA turma por vez. Vocês podem imaginar o quanto isso representa em um dia em nossa escola ou mesmo nas empresas, e até nos shoppings?

Mais relatórios
Mais relatórios

Pois é…o professor Daniel sugeriu ainda que, se quiséssemos, poderíamos aprofundar essa pesquisa, com cálculos que medissem, em reais, o custo do desperdício. Para isso, mediríamos a água em metros cúbicos e usaríamos o valor do metro cúbico que consta em nossa conta de água. Tudo isso é agua tratada, custa para os nossos bolsos e, principalmente para o meio ambiente!! E, para estudar mais sobre a complexidade do tratamento de água, essa mesma turminha vai visitar uma estação de tratamento nos próximos dias. Claro, que vamos contar sobre essa visita aqui em um novo post muito em breve.

Estamos certos de que, após essa experiência e a visita à estação de tratamento, os alunos darão muito mais valor à água que chega em nossas torneiras e farão de tudo para evitar o desperdício.

 

E você? Imaginava que uma experiência como essa fosse revelar dados tão significativos? Deixe nos comentários as suas impressões sobre esta e outras experiências que mostramos. E se tiverem perguntas para o professor Daniel, mande pra nós que ele terá prazer em responder.

Até a próxima!

 

 

 

Trabalho com reportagem de TV e produção de textos

Saudações,  Pensadores de Ciências!

O post de hoje é pra falar de uma experiência que tivemos em sala e que achamos que corresponde ao que queremos para nossas aulas. Sempre falamos por aqui que nosso maior objetivo é levar conhecimento aos alunos para que eles aprendam a observar e cuidar do meio ambiente.

E foi assim que, discutindo entre nós, uma reportagem do Programa Globo Rural, veiculada pela Rede Globo de Televisão, vimos que tínhamos uma boa oportunidade de praticar essa observação consciente com nossas turmas  dos 5° anos e que você também pode fazer aí na sua escola, com qualquer turma e sobre qualquer conteúdo.  Desenvolvemos um plano de aula que foi dividido nas etapas que você verá a seguir.  Vem com a gente! 😉

 

1ª Etapa: Pra começar, roda de conversa

Conversando com as turmas dos 5º anos sobre os Ecossistemas Brasileiros, chegamos a um ponto que muito nos incomodou: o desmatamento para a criação de gado. Debatemos sobre as áreas que mais sofrem com essa ambição: região do Pantanal e Floresta Amazônica e os estragos para o meio ambiente que a super população de bovinos faz ao nosso planeta. Falamos um pouco sobre as leis de desmatamento e como elas acabam favorecendo “sem querer”, ainda que sem intenção, a extração de nossa flora.
Você pode consultar dados sobre o desmatamento no Brasil nestes artigos aqui e aqui.
2ª Etapa: Trazer mais elementos para o debate
Após a discussão inicial, mostramos o vídeo da reportagem do Globo Rural sobre o Biogás e as vantagens que ele tem levado para a população que o utiliza e como pode amenizar os problemas ambientais envolvidos, contribuindo, inclusive para geração de renda em comunidades rurais.
Assista a reportagem neste link aqui.
3ª Etapa: Produção de Textos
Após assistirem a reportagem e conversarmos sobre o que já sabíamos e o que vimos na matéria, os alunos tinham que escrever pequenas conclusões sobre o que viram. Vejam as primeiras produções da turminha:
Eu achei uma idéia criativa e muito boa, pois ajuda muita gente, a camada de ozônio e as plantas.
Ajudou também várias famílias e o procedimento é simples e prático. Bianca Lopes
E olha o Pedro!
Se reparar, parece nojento, mas na verdade há um processo de pureza que resultou em um gás
limpo, puro, menos poluente e que não fede, ou seja, muito melhor. Pedro Jaqueta
Aqui colocamos também algumas fotos dos textos dos pequenos:
Alguns dos relatórios produzidos em sala
Alguns dos relatórios produzidos em sala
Muito bom, né gente? Nossa proposta era envolver os alunos com uma produção de texto contextualizada e significativa, dando a eles a oportunidade de dizer o que pensam de um tema apresentado.
Os alunos foram estimulados a observar e dar sua opinião sobre o que vimos na reportagem
Os alunos foram estimulados a observar e dar sua opinião sobre o que vimos na reportagem
Todos tiveram a chance de falar e, principalmente, de ouvir o outro, de ver uma produção sobre o tema, de analisar, comparar os dados que levamos para a sala e tirar suas conclusões. E, no momento seguinte, compartilhar suas conclusões com a turma. Toda a contribuição é válida e é isso que queremos mostrar.
Mais relatórios
Mais relatórios

Por isso, no primeiro momento, deixamos a escrita livre. Somente no segundo momento, faremos as correções ortográficas e gramaticais para que eles passem a limpo, no caderno, a versão final dos seus textos.

Os alunos conseguiram perceber que os problemas do meio ambiente são complexos e que devemos buscar soluções criativas
Os alunos conseguiram perceber que os problemas do meio ambiente são complexos e que devemos buscar soluções criativas
Compartilhar conhecimento é sempre bom. Por isso, deixe você também suas impressões e experiências aí nos comentários. Queremos saber como você anda Pensando Ciências! 😉
Que venham as próximas atividades! Até lá

Como funciona um rim?

Saudações, Pensadores de Ciências!
Para fecharmos com chave de ouro os estudos sobre os sistemas do corpo humano estudados nos 4º anos, resolvemos mostrar para as crianças a estrutura interna dos rins, pois além de fazer um papel muito importante no Sistema Circulatório,  ele filtra o sangue do nosso corpo e também tem sua participação no Sistema Urinário, liberando as impurezas do sangue para a bexiga e, consequentemente, eliminando-as na urina.
Descobrimos que o rim de porco tem uma semelhança genética com o rim humano e…adivinha? Começamos a pesquisar material que pudéssemos apresentar aos alunos.
Começamos com este aqui e trouxemos a figura abaixo:
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E era mais ou menos isso que esperávamos encontrar em nossa experiência
Além da foto, trouxemos uma ilustração:
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Esse esquema também foi usado para explicar o funcionamento do rim.
Era hora de começar nossa tarefa do dia. 😀 Fomos ao mercado municipal e compramos um rim de porco para mostrar aos alunos as estruturas internas. Vem ver!
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E como a gente gosta de trabalhar “de verdade”, passamos as mãos para sentir a textura e também usamos o olfato para sabermos qual cheiro poderia ter um órgão que além de filtrar o sangue elimina impurezas. 
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Olha a turminha aí, cheia de curiosidade
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Usamos também nosso livro didático, para auxiliar com o trabalho de abertura do rim.
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E não é que encontramos exatamente as estruturas que tínhamos estudado? Ponto pra nós! 😉
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E ainda identificamos o canal do uréter.
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Observem, mais de perto:
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Claro que a farra não parou por aí, tive que abrir mais alguns rins para comprovar o que tinha dentro.
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E as mãos não paravam de tocar, como você pode ver aí em cima. Todo mundo queria sentir a textura do rim.  Ao final pedi que cada aluno fizesse suas observações no caderno.

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Ficou bom, né? Adoramos! \o/

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E demos por encerrado nosso conteúdo sobre o corpo humano, com mais uma experiência marcante. E agora, o que será que vamos inventar????

Se você tem um palpite, deixe aí nos comentários. Quem sabe você acerta? rsrsrs!

 

Até a próxima!!

Sequência Didática: trabalhando a classificação de animais

Saudações, queridos Pensadores de Ciências!
Hoje é dia de dividirmos com vocês mais uma sequência didática. Já mostramos uma parecida nesse post aqui, com destaque para os répteis. Mas falando de estudo e classificação de animais, um tema que sempre atrai os pequenos, pensamos em criar mais uma, envolvendo pássaros, que também têm lugar cativo na curiosidade dos alunos.
Quer ver como ficou? Já sabe o esquema, né? A gente gosta de explicar tudo bem direitinho! Então… segura na nossa mão e vem!
Tema: Classificação dos animais.
Turmas: 3º ano do ciclo I
Conteúdos participantes: Língua Portuguesa, Ciências e Artes
Texto Norteador: Mil pássaros pelos céus, Ruth Rocha, São Paulo: Ática, 2004
Capa do livro de Ruth Rocha
Capa do livro de Ruth Rocha
Você pode pesquisar a compra deste livro nesse link.
 1ª Etapa:
Leitura Visual
* Quais os animais que aparecem na capa?
* O que já sabemos sobre eles?
2ª Etapa:
Leitura Interpretativa
* Por que a cidade chama-se Passaredo?
* O que significa a palavra arvoredo?
* O que significa gorjeiam, chiam, e etc? (palavras da segunda estrofe)
* Conhecem mais algum pássaro que não esta descrito no texto?
* Por que os pássaros foram embora?
* Por que tudo ficou uma grande tristeza?
* Para que serve uma luneta?
* O que significa a palavra peremptório?
* Por que o sábio pediu para as pessoas tocarem músicas?
* Por que as aves voltaram?
* As pessoas ficaram felizes com a volta das aves?
3ª Etapa:
Leituras Complementares
* O Galo Aluado, no Livro Boi da Cara Preta, Sérgio Caparelli, Porto Alegre, L&PM, 2004
Mais uma obra de Sérgio Caparelli
Você encontra esse livro aqui

Sugerimos trabalhar com os alunos, uma atividade de contação de histórias, para envolver ainda mais a turma com o conteúdo estudado. Além dos livros acima, é muito bom ter alguns materiais lúdicos, que nos apoiem durante a contação. Aqui, tem uma sugestão nossa, mas você pode confeccionar outros itens, com outros materiais. Tudo depende da nossa imaginação! 😉

 Material para ajudar na contação das histórias.
Pássaro de papel, como um recurso da contação de histórias
Pássaro de papel, como um recurso da contação de histórias. Nossa escolha foi o E.V.A
O pássaro também pode ser feito com pano
O pássaro também pode ser feito com tecido e enchimento também com retalhos.
Após trabalharmos de modo bem lúdico, podemos explorar com os alunos os conteúdos que envolvem o estudo das aves. podemos partir de uma roda de conversa e verificar o que eles sabem sobre o tema.
4ª Etapa:
Conhecimentos Específicos
* O que são aves?
* Como nascem as aves? Como são classificadas quanto a reprodução?
* Existem aves que não voam?
* Do que é coberto o corpo das aves?
* Como são classificadas quanto sua alimentação?
 Após essas perguntas e de conversar com os alunos sobre suas hipóteses, pode-se usar uma sequência lógica para mostrar o desenvolvimento do embrião dentro do ovo.
Com essa sequência, é fácil entender o desenvolvimento das aves
Com as imagens, é mais fácil entender o desenvolvimento das aves
5ª Etapa:
Construção de ficha técnica
* “Ficha do bicho” é uma atividade que pode fazer levando vários textos de pássaros e suas características e pedir que as crianças construam ou completem a ficha abaixo ou outra que você elabore, de acordo com o trabalho a ser desenvolvido. Dessa forma, podemos estimular a escrita de nossos alunos. Deixamos aqui alguns exemplos de ficha e de textos que podem ser levados para sala:
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Existe um aplicativo Aves do Brasil–Amazônia, do Planeta Sustentável, (disponível para Android) que pode ser muito útil na classificação de pássaros se houver uma proposta de estudo do meio ou visita a um museu de ciências.

6ª Etapa
Construção de material lúdico:
* Usando figuras de pássaros pode-se construir quebra cabeças. É possível oferecer uma base para que a imagem seja colada ou as próprias crianças com o uso de régua podem riscar e recortar seus quebra cabeças.
E se você quiser criar novos desafios para sua turma. Você pode acessar esse link aqui, que achamos no Pinterest
E se quiser mais informações sobre pássaros, veja esse outro aqui.
Aqui estão algumas atividades bem simples, para montarmos em sala.
É possível montarmos quebra - cabeça em sala
É possível montarmos quebra – cabeça em sala
Mais um exemplo de quebra - cabeças
Mais um exemplo de quebra – cabeças
7ª Etapa:
Avaliação
* Pode-se desenvolver uma avaliação escrita, roda de conversa e avaliação do material produzido. Se você desenvolver com os alunos outros tipos de recursos visuais, que tal uma exposição em sua escola? Ou quem sabe, montar uma pequena apresentação dos seus alunos para outras turmas ou para os pais? Mais uma vez, o que vai mandar aqui é a sua criatividade!
E assim, fizemos mais um plano de aula que você pode modificar, (re)planejar de acordo com o perfil de suas turmas e os materiais que você tiver. O mais importante é acreditar que um trabalho como esse pode ser feito em sua escola, em parceria com outras turmas e, no fim, a meninada vai saber muito mais e de modo significativo sobre as aves. Você pode ainda pensar em sequências semelhantes para outros animais. Que tal?
Ah! Você pode, durante as atividades, colocar CD com sons de pássaro para tornar mais ilustrada e real a atividade.
Olha aí um exemplo de CD!

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Deixe no comentários as suas experiências. Já fez algo parecido? Colabore com outros professores. A ideia deste espaço é ser uma grande troca de ideias e reflexões sobre o nosso trabalho cotidiano. Não deixe de Pensar Ciências!
Até a próxima!

Sistema Solar: As turmas do 5° ano e o desafio do seminário

Salve, Pensadores de Ciências!

O post de hoje é pra falar duas coisas ao mesmo tempo: o conteúdo previsto para nossas turmas do 5° ano dos anos iniciais do ensino fundamental e a dificuldade de trabalhar com o modelo de seminário com os alunos menores. As apresentações orais nos dão oportunidade de desenvolver muitas competências dos alunos, então, por que será que não exploramos tanto essa modalidade? Você tem alguma hipótese? Então, vai pensando daí, que vamos pensando daqui…

Vem com a gente que mostraremos como trabalhamos o conteúdo com as turmas e depois falamos mais um pouco sobre isso.

Estabelecemos algumas etapas para o trabalho e ficou assim:

A proposta:
As duas salas dos 5º anos foram divididas em 4 grupos cada e cada grupo ficou de fazer uma pesquisa sobre um planeta que foi sorteado em sala.
Mas, como a gente gosta mesmo é de um bom desafio, colocamos um “algo mais” no trabalho. A ideia era que cada grupo trouxesse o que está além dos livros didáticos, uma curiosidade ou algo inusitado de cada planeta. Queríamos, com isso, que as crianças se mantivessem atentas aos detalhes. Não podíamos correr o risco de cair o famigerado “copiar e colar”. A exigência de trazer uma curiosidade, faria com que lessem de maneira mais atenta, que relacionassem com o conteúdo estudado sobre os outros planetas e que, ao comparar os dados, concluíssem o que havia de diferente entre um astro e outro.
Além das rodas de conversa e imagens do livro que usamos em sala de aula, fizemos várias visitas ao laboratório de informática e pudemos ver o site do Planetário do Rio de Janeiro. Lembra que nós falamos dele aqui neste post? A pesquisa inicial foi fundamental para revisar o que os alunos já sabiam e para dar ideias para a apresentação dos trabalhos.
E lá fomos nós! \o/
Chegou o grande dia! Além do trabalho as crianças deveriam trazer um cartaz com as ideias mais relevantes e também uma representação plana do planeta em escala. E saiu cada trabalho lindo! Desse jeito, nossos pequenos cientistas, vão acabar virando pequenos astronautas! 😀

Aí as apresentações começaram e foi aquele “desfile” de planetas! rsrsrs

Com o cartaz repleto de informações, não foi difícil saber um pouco mais sobre o planeta Mercúrio
Com o cartaz repleto de informações, não foi difícil saber um pouco mais sobre o planeta Mercúrio

A turminha de Urano também preparou um cartaz especial, cheio de informações:

Um close de Urano! 😉
Um close de Urano! 😉
Também vimos curiosidades sobre Vênus
Também vimos curiosidades sobre Vênus
Saturno e seus anéis sempre despertam a atenção de todo mundo
Saturno e seus anéis sempre despertam a atenção de todo mundo
A pesquisa de imagens serviu de apoio às explicações dos seminários
A pesquisa de imagens serviu de apoio às explicações dos seminários
Além da representação do planeta, das imagens e do cartaz, cada grupo tinha que entregar um registro escrito. Dá uma olhada nas capas! <3
Os corações provam a alegria da turma! 😊
Os corações provam a alegria da turma! 😊
Olha essa capa!! 😍
Todos os grupos se dedicaram e o resultado não poderia ter sido melhor! 😍
 Legal, né?!

Para finalizar nosso plano de aula, pedimos que fosse apresentado um seminário, prática que não é muito constante no 5º ano, muito menos um trabalho deste nível. O nosso propósito é desafiar os alunos não só com novas maneiras de tratar o conteúdo mas também nas práticas em sala de aula. O desafio é para nós, mas também para eles.

 

E foi um desafio daqueles, pois, mesmo explicando algumas vezes, alguns grupos tiveram dificuldades em realizar a atividades. Isso nos faz ter certeza de que queremos continuar estimulando essa prática, que por vezes, é negligenciada no ensino fundamental, mas é extremamente cobrada nos níveis médio e superior.
Acreditamos que a dificuldade dos professores em trabalhar com o seminário pode ser um pouco de receio da resposta por parte dos alunos que, quando muito jovens, têm mais medo de se expor no grupo. Muitos são extremamente tímidos na infância e, por isso mesmo, achamos que essa atividade deve sempre ser considerada. Como dissemos lá em cima, ela pode desenvolver várias habilidades dos alunos que, a nosso ver, justificam “correr o risco” de montar um seminário com os alunos.
A exposição oral trabalha, desde o início, a organização dos alunos, a divisão de tarefas e o estímulo ao desenvolvimento da liderança. Alternando os líderes nos grupos, os alunos têm a chance de aprender a planejar e delegar tarefas, ouvir e respeitar as opiniões de todos e também de propor soluções para a execução do trabalho. Temos também as vantagens mais “óbvias” de se trabalhar com seminários: aprender a falar em público, aprender a ouvir uma apresentação e fazer perguntas, refletir sobre o que acabou de ouvir, comparar com o que já se sabe e pensar sobre a própria maneira de falar e apresentar.
Tá vendo? O trabalho com seminários só traz vantagens para a sala de aula. Não há motivos para não fazer! E você? O que acha? Como aluno, qual sua maior dificuldade com apresentações orais? E você, professor? O que vê de positivo no trabalho com seminários? Compartilhe conosco as suas opiniões. Será um prazer trocarmos ideias sobre este e outros temas que aparecem na sala de aula.
Até a próxima!

Experiência: Misturas e Separação de Misturas

Saudações, queridos Pensadores de Ciências!

A experiência que trazemos hoje foi feita com nossa turminha de 3° ano. O conteúdo prevê o estudo de misturas homogêneas e heterogêneas, além do estudo dos processos de filtragem e separação das misturas.

Vem ver como ficou!!

Começamos a aula com uma boa roda de conversa, perguntando o que eles sabiam sobre “misturar coisas” e como eles achavam que  algumas substâncias se comportariam se fossem misturadas com água. Depois dessa conversa inicial, fizemos a leitura de um texto, que foi, posteriormente colado no caderno dos alunos para as consultas futuras.

Leitura feita em sala para introduzir o tema
Leitura feita em sala para introduzir o tema
À medida que eu ia fazendo as misturas eles observavam e diziam se era homogênea e heterogênea. Aí, para facilitar as explicações, fomos construindo, na lousa, cada uma das misturas e sua definição como homogênea ou heterogênea.
Início da explicação
Início da explicação e primeira mistura
A primeira mistura foi com água e sal
A primeira mistura foi com água e sal
Resolvemos acrescentar terra à mistura
Resolvemos acrescentar areia à água
Resultado
Resultado
Depois da areia, já desenhamos a mistura com álcool
Depois da areia, já desenhamos a mistura com álcool
E já fizemos a mistura com álcool
E já fizemos a mistura com álcool
Mais uma mistura pra fazer
Mais uma mistura pra fazer: areia e sal
Mais uma mistura na lousa
Mais uma mistura na lousa
Água e óleo
Água e óleo
Resultado de mistura heterogênea
Resultado de mistura heterogênea
Resultado de nossas experiências representado na lousa
Resultado de nossas experiências representado na lousa

Agora, estava na hora de falar da separação das misturas

Processos de separação de misturas
Processos de separação de misturas
Fazendo a filtragem, foi possível fixar o conceito de mistura
Fazendo a filtragem, foi possível fixar o conceito de mistura
Os alunos puderam ver o resultado final da separação da mistura
Os alunos puderam ver o resultado final da separação da mistura
O que despertou mais curiosidade foi o processo de filtração. Eles queriam saber se podia ser consumida a água, ai cai na besteira de dizer que
existem mais processos de filtração e um bastante comum que temos em casa é o de filtro de carvão. Disse que se passássemos a água do filtro no carvão e depois colocássemos o Hipoclorito de sódio acreditava que estaria ok para o consumo. Daí lembraram da série “Largados e Pelados”, no Canal Discovery e me disseram que se a água fosse fervida também estaria ok.
Perguntei porquê a água deveria ser fervida?
-Pq tem vermes e bactérias que não dá pra ver e dão dor de barriga, Professora!
Depois dessa resposta de-fi-ni-ti-va, só me restava declarar:
Caso encerrado!  😀
Como sempre dizemos por aqui. Atividades simples, quando apresentadas de maneira que envolva os alunos, rendem bons resultados. Já tinha aluno dizendo que ia fazer em casa. Só esperamos que as mães não fiquem zangadas com toda essa “mistureba”! rsrsrsrs
Como você ensinou sobre misturas e separações em sua turma? Conte pra gente aí nos comentários!
Até a próxima!

 

Sequência Didática: Classificação dos Animais

Salve, Pensadores de Ciências!
Vocês já sabem que, por aqui, a gente não para de ler, de pensar propostas para nossos alunos. Uma das coisas que a gente mais gosta é revirar os arquivos do que já lemos, de cursos e palestras e, com novo olhar, reformular atividades de acordo com o perfil das salas com que trabalhamos no momento. 😉
Daí, que revirando um desses arquivos, e aproveitando o momento de aulas multidisciplinares e até transdisciplinares, resolvemos montar um plano de aula para o ciclo I, no qual  utilizaremos várias linguagens para que os alunos possam absorver de maneira lúdica e transparente todo o conteúdo que desejamos transmitir.
Existem cinco níveis de leitura e como trabalhamos com crianças do 3º ano, o nível aqui indicado é o interpretativo, onde o aluno evolui da simples compreensão imediata à interpretação das ideias do texto, adquirindo fluência no ato de ler. A aquisição de conceitos de espaço, tempo e causa, bem como o desenvolvimento das capacidades de classificar, ordenar e enumerar dados permitem que o estudante adentrem mais no texto e exija leituras mais complexas. Porém pode-se aplicar a sequência em alunos do 2º ano sem maiores problemas.
Quer ver como ficou? Então, segura na nossa mão porque esse post ficou longo. Mas a gente promete que vai valer a pena <3
Sequência Didática
Conteúdo trabalhado: Classificação dos Animais
Livro Paradidático utilizado: Lelé, o jacaré maluco. Gontijo, Solange Avelar Fonseca,
Companhia Editora Nacional / Miguilim 2004.
Capa do livro
Capa do livro que nos deu a ideia desta sequência
 1ª Etapa
Atividade Introdutória à recepção do texto:
O professor inicia um dialogo com os alunos, centrado na identificação de animais selvagens/domésticos. Para chegar ao nome do jacaré, o professor poderá propor alusões referentes a ele, por exemplo; jeito de andar, boca com dentes afiados, ora fica na água, ora fica naterra,tipo de cobertura de seu corpo, alimentação (Estamos aqui classificando os animais de acordo com seu habitat, alimentação e classificação).
Nomeando esse animal selvagem, o professor interroga seus alunos a respeito do conhecimento prévio, com o intuito de prepará-los para o cômico da figura representada no texto (a maluquice do jacaré). A seguir o professor mostra a capa do livro e lê o título para os alunos.
O professor desafia os alunos com a seguinte pergunta:
Quais as palavras do título que têm o mesmo significado (sentido)?
Quais as palavras do título rimam (terminam com o mesmo som)?
2ª Etapa
Leitura compreensiva e interpretativa do texto
O professor lê a narrativa para os alunos e, simultaneamente, mostra as ilustrações. Em seguida. O professor relê a narrativa, questionando os alunos a respeito do texto. Por exemplo:
Qual é o modo de andar de Lelé?
O que acontece quando Lelé passa?
Por que Lelé usa óculos?
Para que Lelé lê jornal?
Pode-se ir aprofundando nas questões dependendo do nível das crianças:
 Como é o jacaré?
Seu corpo é coberto de que?
Como nascem os jacarés?
Qual sua alimentação?
Existe predador para ele na cadeia alimentar?
O que faz o jacaré Lelé?
Por que Lelé ficou mesmo biruta?
Por que a bicharada se diverte com Lelé?
Para você, Lelé é mesmo lelé?
Quais as palavras do texto têm o mesmo sentido de maluco?
3ª Etapa
Transferência e aplicação da leitura
Nomeando esse animal selvagem, o professor interroga seus alunos a respeito do
conhecimento prévio, com o intuito de prepará-los para o cômico da figura representada no texto (
a maluquice do jacaré).
A seguir o professor mostra a capa do livro e lê o título para os alunos.
O professor desafia os alunos com a seguinte pergunta:
Quais as palavras do título que têm o mesmo significado (sentido)?
Quais as palavras do título rimam (terminam com o mesmo som)?
Leitura compreensiva e interpretativa do texto
O professor lê a narrativa para os alunos e, simultaneamente, mostra as ilustrações.
Em seguida. O professor relê a narrativa, questionando os alunos a respeito do texto.
Por exemplo:
Qual é o modo de andar de Lelé?
O que acontece quando Lelé passa?
Por que Lelé usa óculos?
Para que Lelé lê jornal?
Pode-se ir aprofundando nas questões dependendo do nível das crianças:
Como é o jacaré?
Seu corpo é coberto de que?
Como nascem os jacarés?
Qual sua alimentação?
Existe predador para ele na cadeia alimentar?
O que faz o jacaré Lelé?
Por que Lelé ficou mesmo biruta?
Por que a bicharada se diverte com Lelé?
Para você, Lelé é mesmo lelé?
Quais as palavras do texto tem o mesmo sentido de maluco?
Transferência e aplicação da leitura
Após a exploração do texto, o professor estimula os alunos a apresentarem outras invenções de Lelé. Pode-se apresentar o poema “Jacaré Letrado” de Sérgio Capparelli e, em seguida, questionar se eles acham que Lelé é letrado e por quê. Pode-se apresentar também os poemas:
Outra obra que pode ser utilizada com os alunos
Outra obra que pode ser utilizada com os alunos
Jacaré de papo amarelo de Lalau e Laurabeatriz, encontrado no livro, Brasileirinhos poesia para os bichos mais especiais da nossa fauna. Editora COSAC & NAIFY
Esta obra também oferece uma boa oportunidade de trabalho em sala
Esta obra também oferece uma boa oportunidade de trabalho em sala
Os dentes do jacaré de Sergio Caparelli, encontrado no livro Boi da Cara preta, editora L&PM
Mais uma obra de Sérgio Caparelli
Mais uma obra de Sérgio Caparelli
Pode-se usar o livro-imagem: “Vitor e o Jacaré”, de Mariana Massarani, editora Studio Nobel.
Mais uma sugestão, da editora Studio Nobel
Mais uma sugestão, com o livro imagem da editora Studio Nobel
4ª Etapa
Proposta de trabalho visual
O professor pode pedir que os alunos desenhem um jacaré em seu habitat natural. Pode-se fazer uma colagem de jornal, ou outro material que possa simular a cobertura do animal.
Rascunho, para montarmos os jacarés com os pequenos
Rascunho, para montarmos os jacarés com os pequenos
5ª Etapa
Conscientização
Nesta última parte, podemos falar do risco que corre esse animal, pelo seu couro usado em roupas e acessórios e pela caça por diversão e a ocupação do seu habitat.
Pode-se trazer artigos sobre animais em extinção. Para isso, separamos alguns links
Apoio visual para os trabalhos:

O site do Boticário oferece material de apoioO site da Fundação Grupo Boticário oferece material de apoio

 

 E depois de tanta pesquisa, que tal ter o nosso próprio jacaré?
Com nosso jacaré montado, é só diversão!
Jacaré construído com arame e tecido, para que as crianças possam manipular o “animal”
As crianças conseguem aprender e se divertir com criatividade
As crianças conseguem aprender e se divertir com criatividade
6ª Etapa
Avaliação:
Achamos que o meio mais adequado para avaliação nessa etapa do desenvolvimento (2° ou 3° ano dos anos iniciais) é a roda de conversa. Com esse procedimento, entendemos que é possível oferecer às crianças a oportunidade de socializar todo o conhecimento adquirido e a opinião a respeito de tudo que viram durante a execução da sequência didática.
E aí? Gostaram das dicas? Você, aluno, já fez algo parecido em sua escola? E você, professor? Gostaria de tentar? Deixe suas sugestões aí nos comentários. Divulgue esta e outras de nossas atividades em suas redes sociais!
Até a próxima!