Ensino fundamental: o uso de tecnologias e os desafios do ensino

Saudações, Pensadores de Ciências!

Como a gente disse aqui, o segundo semestre já chegou “chegando” e a gente anda “cheia de assunto” para dividir com vocês! rsrsrs

Como vocês bem sabem, nosso blog divulga práticas pedagógicas voltadas para o ensino de ciências nos anos iniciais do ensino fundamental. E como também já dissemos aqui, nosso trabalho é totalmente vinculado às diretrizes educacionais de nosso município e, obviamente às leis federais.

O que nós buscamos é inovação na sala de aula. Entendemos que esse é o papel do professor pesquisador, analisar sua prática e buscar outras possibilidades de atuação. Nossa meta é despertar novos olhares, percepções que se alinhem com os interesses deles. O tempo dos nossos alunos é agora. Não adiantaria tentarmos ensinar do jeito que aprendemos. Nossa luta diária é nos reinventarmos como professores.

E põe luta nisso viu, minha gente! Mas…FELIZMENTE, essa luta não é só nossa, não. Muitos profissionais já perceberam que a internet e o uso de tecnologias em sala de aula é um caminho sem volta. E que as práticas de dez anos atrás, não despertam mais o mesmo interesse nas crianças.

celular na sala de aula. Blog ciências ensino fundamental anos iniciais
A presença dos dispositivos móveis mudou a relação do aluno com a lousa e o giz. Está na hora de nós, professores, mudarmos também.

Imagem: Pixabay

E, muito felizmente também, essa preocupação já está na pauta das universidades e centro de pesquisas brasileiros. Aí, com essa busca por aprender mais para ensinar melhor, fizemos uma parceria incrível com outra escola de educação integral aqui do município de Campinas, a E.E.I. Dr. João Alves dos Santos, para apresentarmos nossas práticas no VIII Congresso Fala Outra Escola, que está em andamento esta semana, na Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas.

Blog ciências ensino fundamental anos iniciais. Fala outra escola 2017
O Fala Outra Escola é oportunidade que os professores têm para dividir suas experiências e de conhecer novos projetos.

Este evento conta com um formato de Roda de Conversa, em que os professores têm a oportunidade de compartilhar com os colegas o que têm feito para transformar o espaço da escola e da sala de aula. Ampliando as possibilidades do processo de ensino e aprendizagem.

Vem que a gente te conta um pouco do que estamos vendo e aprendendo por lá.

Para começar, as professoras Elaine Messa e Juliana Baiocchi apresentaram as atividades que vêm desenvolvendo na escola João Alves. As práticas consideram o aluno em sua totalidade, como ser humano que encontrará, na escola, potencialidades de desenvolvimento para além dos conteúdos. Conteúdos esses que, muitas vezes, são ainda mais massificados numa escola de educação integral que, por ter a permanência do aluno estendida, esquece que é necessário trabalhar a integração, o trabalho em equipe, enfim, aspectos de convívio dos alunos no ambiente escolar.

Com essas necessidades em mente, as professoras puseram a “mão na massa”. Foram elaborados conjuntos de atividades permanentes, que trabalham diferentes habilidades e competências. Os alunos, divididos em grupos de 05 ou 06 pessoas, passam por essas atividades ao longo da semana, no modo “circuito” e executam as propostas em cada uma das estações em cada um dos dias da semana.

tabela de atividades pedagógicas. Educação. Ensino. Ensino Fundamental, anos iniciais.
Organização das atividades
tabela de atividades pedagógicas. Educação. Ensino. Ensino Fundamental, anos iniciais.
E a distribuição das tarefas entre as equipes

E alguns dos resultados:

Atividades pedagógicas. Educação. Ensino. Ensino Fundamental, anos iniciais.
Os alunos soltaram a imaginação e criaram imagens com as formas do Tangram
Atividades pedagógicas. Educação. Ensino. Ensino Fundamental, anos iniciais.
O trabalho com releituras de textos diversos também estimula dos pequenos
Atividades pedagógicas. Educação. Ensino. Ensino Fundamental, anos iniciais.
E os quadrinhos exigem dos alunos a capacidade de sintetizar as ideias para contar uma história

Congressos como o FALA OUTRA ESCOLA são grandes oportunidades para (re)encontrar colegas e conhecer a realidade de outras escolas, além de falar da nossa própria realidade, ouvir sugestões, conselhos e dicas preciosas. Pensar na nossa prática é muito importante, pensar na nossa prática em um coletivo de professores é ainda melhor.

Equipe apresentação do FALA OUTRA ESCOLA 2017
Da esquerda para a direita, a equipe que se apresentou no “Fala Outra Escola 2017”: as professoras Elaine Messa, Vanessa Petruz (nossa colega na E.E.I. Zeferino Vaz), Janaína Beltram e Juliana Baiocchi

Como diz um conhecido provérbio africano: “Se quer ir rápido, vá sozinho. Se quer ir longe, vá em grupo”

A gente quer ir muito, muito longe. Vamos juntos?

Até a próxima!

 

 

 

 

As horas pela Alameda

As Horas pela Alameda

As horas pela alameda
Arrastam vestes de seda,
Vestes de seda sonhada
Pela alameda alongada
Sob o azular do luar…
E ouve-se no ar a expirar –
A expirar mas nunca expira –
Uma flauta que delira,
Que é mais a ideia de ouvi-la
Que ouvi-la quase tranquila
Pelo ar a ondear e a ir…
Silêncio a tremeluzir…
Fernando Pessoa, in ‘Cancioneiro’

Saudações, Pensadores de Ciências!

Começamos nosso post de um jeito bem diferente, né? Mas, por um motivo especial.

Acho que já deu para vocês perceberem que, hoje, falaremos mais um pouco sobre nosso projeto Alameda. O que é mais bacana em nosso trabalho é que o dia a dia e as perguntas dos nossos alunos, em plenos anos iniciais do ensino fundamental trazem curiosidades que mudam ligeiramente a direção dos projetos. Mas, ao contrário de parecer um problema, isso é o que temos de mais rico em tudo que fazemos.

Vem ver o que propusemos essa semana!

Não acompanhou o Projeto Alameda desde o início? Pesquise aqui e aqui.

Continuamos trabalhando, a todo o vapor, vários estudos sobre os tipos de solo, suas características, classificação, conservação degradação e solos férteis. Para saber mais dá uma olhadinha aqui:

E, com as turmas do 5º ano aprendendo e descobrindo muitas coisas novas, surgiu uma “ideia dentro da ideia”, fazer um acervo de solos.

E lá fomos nós pesquisar com um dos professores de geografia da nossa escola,  Domenico Di Giuseppe Neto, sobre como faríamos a coleta. Optamos, então, pela coleta simples, que não é recomendada para avaliação da fertilidade do solo, podendo, porém, ser utilizada para fins de classificação de solo, que é nosso objetivo.

projeto alameda amostra de solos
Professor Domênico Di Giuseppe Neto

Aprendemos que a profundidade a ser cavada para a amostragem teria que ficar entre 0-10 cm e 10-20 cm de profundidade, evitando, assim, que materiais em decomposição (orgânicos) contaminassem a amostra.

projeto alameda amostra de solos
Preparação para a coleta da primeira amostra
projeto alameda amostra de solos
Esta amostra estava muito dura, então, tivemos que colocar um pouco de água para retirar a primeira camada de materiais orgânicos. Após a coleta, tivemos que deixar a amostra secar para, depois, armazená-la.

E qual é a tarefa dos alunos?

A proposta é que cada aluno recolha uma amostra de sua casa, de algum lugar visitado e etc. O solo deve vir identificado. Em outras palavras, os alunos terão que informar a rua e o bairro onde foram coletadas as amostras e até mesmo cidade, afinal, as férias estão chegando e não vamos perder essa oportunidade, né. 😉

Mas, como vocês sabem, as crianças são ansiosas… e aí…

…não é que já apareceu material para o nosso acervo? Olhem só:

projeto alameda amostra de solos
Coleta de dois alunos do 5º ano A

Claro que ficamos felizes porque os meninos do 5º ano A já trouxeram amostras coletadas em áreas próximas de nós. Uma delas, como a foto mostra, colhida no Jardim Santa Lúcia, bairro vizinho ao de nossa escola.

E foi uma festa, vocês acreditam? As crianças queriam pegar a amostra coletada de qualquer jeito. Depois de um pequeno alvoroço e os nossos pedidos de “calma”, a turma entendeu que também não manipularemos as amostras de qualquer forma. É que, para um estudo ser bem executado, por mais simples que seja, há regras, como, aliás, para quase tudo na vida.

E foi assim que terminamos a aula. Ouvimos inúmeras promessas de que logo, logo, receberemos muitas amostras. Tomara!

Podemos confessar uma coisa? Mal podemos esperar para ver como vai ficar nosso acervo de solos! ❤

E você? Sabia da possibilidade de construir um acervo de solos? Já fez algo parecido? Mande suas dúvidas e sugestões nos comentários.

Até a próxima!

Entendendo os Críptidios

Saudações, Pensadores de Ciências!

Vamos falar um pouquinho sobre o nosso projeto de Criptozoologia? Nossas turmas do quarto e quinto ano têm estudado essas misteriosas criaturas. Acontece que, quando lançamos esses desafios para os pequenos, nós mesmas nos fazemos uma série de perguntas. Será que eles entenderam? Será que a classificação faz algum sentido para os alunos? Veja aqui o post sobre a atividade de classificação.

Foi aí que veio a ideia das próprias crianças criarem seus criptos, assim conseguiríamos ver o que compreenderam e o que ainda falta decifrar. E não é que a turminha se saiu muito bem?

A proposta era a seguinte: cada aluno tinha que criar seu cripto, identificar as referências a animais já conhecidos e acrescentar os elementos que desejassem ao ser que ele criou. Bom, aí teve de um tudo né, Brasil? Infelizmente, não podemos mostrar todos os trabalhos! N-I-N-G-U-É-M quis ficar de fora da atividade. Quem faltou no dia, simplesmente, exigiu fazer na aula seguinte.

Teve gente que ficou procurando no mapa múndi algum lugar que lhe agradasse para fazer a “certidão de nascimento” do seu bichinho. Foi uma atividade muito especial e pudemos verificar que os alunos assimilaram muito bem as leituras e explicações que fizemos na aula anterior. A experiência tem sido significativa com o conhecimento que trouxemos para a aula e, para nós, nada pode ser mais especial que isso.

Agora chega de conversa! Com certa dor no coração por não poder mostrar tudo, separamos algumas ilustrações. A criatividade foi longe… Vem ver!

Alunos dos anos iniciais criam criptideos
Muitas cabeças e um nome bem legal, vocês não acham?
Alunos dos anos iniciais criam criptideos
Esse aqui foi tão bem elaborado que a turma do 5º ano B o transformou em “mascote”! 😀

Até aqui, já estava bem divertido, mas não é que molecada inventou ainda mais? teve gente que resolveu dar “superpoderes” aos criptideos. E, não é por nada, não… mas acho melhor o pessoal da X-Men ficar de olho… Nossos alunos botaram muitos mutantes no chinelo. Te cuida, Wolverine! rsrsrs

Alunos dos anos iniciais criam criptideos
Tinha que ter dragão também, né? A gente amou!
Alunos dos anos iniciais criam criptideos
Esse é o “justiceiro” da turma. Corrige as coisas erradas da escola e tem até “assinatura”…

Uma pausa, por favor. No meio da seleção de pilhas de desenhos, nosso coração parou por um instante. Demos de cara com o criptideo mais fofo do planeta. Um porquinho da Índia! Não sabemos o que dizer, Brasil. Só sentir! ❤

Senhoras e Senhores, com vocês, o Bolomba:

Alunos dos anos iniciais criam criptideos
Pensa numa paixão à primeira vista? Foi essa a nossa reação diante do Bolomba! ❤

Recuperadas do forte impacto emocional causado pelo Bolomba, seguimos buscando criptos com superpoderes!

Alunos dos anos iniciais criam criptideos
Esse já sabemos de onde vem: das regiões vulcânicas! \o/
Alunos dos anos iniciais criam criptideos
Parece simples, né? Agora, olha o detalhe da cauda! Não tá demais?!

Pois é, gente, trouxemos para vocês uma pequena amostra em mais de 200 desenhos produzidos. Como dissemos, os alunos se envolveram demais e não temos mais dúvidas de que a criptozoologia, que nos causou um pouco de insegurança no começo, está sendo muito bem aproveitado pelos alunos. Essa história ainda vai longe!! E a gente espera que vocês continuem acompanhando cada passo da turminha!

Até a próxima!

Ação Ecológica

Saudações, Pensadores de Ciências!

Nosso post de hoje vai falar de duas coisas muito especiais que aconteceram com a gente nos últimos dias: o aniversário da nossa escola e uma ação ecológica que ocorreu lá na Escola de Educação Integral Professor Zeferino Vaz.

Segura a nossa mão e vem ver tudo que rolou!

Nossa escola completou no ultimo dia 30 de abril 23 anos de fundação.

ação ecológica na E.E.I. Zeferino Vaz, Campinas, São Paulo
Os detalhes da inauguração do CAIC

Nosso tão querido CAIC tem o nome de uma pessoa muito importante de Campinas, o Professor Zeferino Vaz, é isso mesmo, temos o mesmo nome da UNICAMP, chique né?!?!?! ❤

ação ecológica na E.E.I. Zeferino Vaz, Campinas, São Paulo
Professor Zeferino Vaz

Não deixe de saber mais sobre esse importante intelectual brasileiro. Que tal dar uma olhada nesse site aqui.

Para comemorar essa data tão especial, resolvemos realizar uma ação ecológica em nossa escola. Isso porque, com o tempo, os prédios ganharam reformas e as áreas verdes foram ficando escassas… 😦

E todos nós aqui do Pensando Ciências sabemos que sem natureza não dá pra viver, não é mesmo?!

Nossa ideia principal é que do Fundamental I até o Fundamental II, 15 salas exatamente, pudessem fazer o plantio de uma pequena muda.

Para começar fomos buscar as mudas, como já contamos no post sobre alameda, a prefeitura de Campinas tem um viveiro que fornece mudas para a população gratuitamente.

ação ecológica na E.E.I. Zeferino Vaz, Campinas, São Paulo
Nesse meio tem até duas mudas de pau-brasil! Não é demais? \o/

 

ação ecológica na E.E.I. Zeferino Vaz, Campinas, São Paulo
Uma das turmas do 5º ano, verificando se as mudas estavam saudáveis para o plantio. Lembrando que eles já têm experiência com o Projeto Alameda.

E partimos para nossas comemorações ecológicas. Acompanhei uma das turmas dos 4º anos, plantamos um Ypê Amarelo no parque da escola, carinhosamente chamado de “Parque da Coruja”.

ação ecológica na E.E.I. Zeferino Vaz, Campinas, São Paulo
Todo mundo em volta da muda de Ypê

 

ação ecológica na E.E.I. Zeferino Vaz, Campinas, São Paulo
No momento do plantio: era mão pra todo lado! Loucura, loucura, loucura! 😀
ação ecológica na E.E.I. Zeferino Vaz, Campinas, São Paulo
Olha aí a carinha de alegria da turma! Mais uma missão cumprida
ação ecológica na E.E.I. Zeferino Vaz, Campinas, São Paulo
E nosso Ypê está aí, esperando água, sol e cuidados para crescer forte e colorir nossa escola

Uma bela comemoração, vocês não acham?

Nós adoramos fazer parte da história do CAIC.E agradecemos aos alunos pelo interesse e seriedade com que participaram deste dia.

E vocês? Já organizaram algo parecido? Pode ser no seu bairro, na sua escola… Deixe sua experiência nos comentários!

Você já plantou uma árvore na sua vida? Corra, pois ainda dá tempo!

Até a próxima!

Projeto Alameda: por onde anda?

Saudações, Pensadores de Ciências!

contamos pra vocês sobre a proposta de projeto que recebemos este ano e tudo que já começou a rolar. Hoje vamos mostrar como estão nossas pesquisas com nossos alunos do quinto ano.

Começamos com o estudo do nosso “pedacinho de chão”, a etapa seguinte foi fazer uma pesquisa na internet de árvores que poderíamos usar na nossa Alameda. Para escolhermos as espécies a ser plantadas, estabelecemos alguns itens importantes para a pesquisa

Pedimos que verificassem a altura, consequentemente as raízes e se necessitarão de muito sol.

plantio de alameda de arvores na escola
Levamos os alunos ao laboratório de informática da escola
plantio de alameda de arvores na escola
Que beleza! Todo mundo trabalhando!

E não é que rendeu boas idéias: Uma das árvores que os alunos apresentaram foi a Noivinha – Euphorbia leucocephala, olha que coisa mais linda.

plantio de alameda de arvores na escola
Essa é a noivinha
plantio de alameda de arvores na escola
E olha essa flor, que delicada!
plantio de alameda de arvores na escola
Na capa do relatório, os itens que pedimos que fossem pesquisados
plantio de alameda de arvores na escola
E os primeiros dados foram chegando…

A segunda árvore que apareceu nas pesquisas foi a Alfeneiro – Ligustrum lucidum, confesso que teremos que pesquisar mais sobre essa árvore.

plantio de alameda de arvores na escola
O alfeneiro também pode ser uma boa opção para nossa alameda
plantio de alameda de arvores na escola
Outra flor delicada.. quem sabe plantamos um alfeneiro? O que acham?

plantio de alameda de arvores na escola

Os meninos trouxeram também uma pesquisa sobre a Murta de Cheiro – Murraya Exotica.

plantio de alameda de arvores na escola
A murta de cheiro…
plantio de alameda de arvores na escola
…e sua flor! Imagina todo esse perfume na nossa escola! \o/
plantio de alameda de arvores na escola
E as informações sobre a murta, Brasil? Aqui ó! Tudo bem explicadinho!

Teve de tudo um pouco nas pesquisas, e se vocês quiserem saber onde a turminha achou essas e outras informações, clica lá no site do pessoal da Ubajara Notícias. Aproveite para deixar nos comentários suas dicas e sugestões sobre o plantio de árvores.

Agora, para nossa alameda florescer, só falta o engenheiro agrônomo do Cati nos visitar e ajudar com os itens que ainda precisamos arrumar.

Continue acompanhando nosso blog, pois vamos atualizando por aqui como andam os nossos projetos. Fique coladinho com a gente, Pensando Ciências! 😉

Como andam nossos estudos sobre criptozoologia?

Saudações, Pensadores de Ciências!

É feriadão! Mas a gente tá aqui firme e forte, viu?

Vocês já leram aqui como vai funcionar o nosso projeto sobre os críptos e os nossos objetivos em relação à pesquisa, né? Agora vamos mostrar como tudo está caminhando.

Depois de explicar o que eram os críptos optamos por realizar uma atividade onde os alunos idealizariam suas próprias criaturas.  Mas esta atividade vocês verão num próximo post.

Ai, quanto suspense, Braseeelll!

criptozoologia
Esse aí é só uma mostra do que os meninos fizeram. Aguardem!

Depois das criações fantásticas, como esta aqui em cima, levamos algumas fichas para os 5º anos para uma rápida classificação e aprofundamento do conteúdo exposto.

E, como no post anterior, tivemos perguntas sobre o tema de um dos nossos leitores, resolvemos fazer o post de hoje para disponibilizar o material que conseguimos para outras pessoas que se interessam e gostariam de estudar mais sobre o assunto.

Conhecimento pra gente é assim, quanto mais dividimos, mais multiplicamos por aí! ❤

Vem ver:

criptozoologia
Como já dissemos aqui, os criptos são investigados por muitos cientistas em várias partes do mundo

 

criptozoologia
A ilha de Java também é alvo de investigações. Você acha que o Ahool existe?
criptozoologia
Os registros de avistamento do Abominável Homem da Neves são numerosos, mas as provas definitivas ainda não foram obtidas
criptozoologia
Esse cripto, de acordo com a lenda, não nasce diferente, mas torna-se diferente. É um gatinho com “superpoderes”!

Lógico que os textos despertaram curiosidade e geraram aquela “baguncinha do bem” que a gente tanto gosta. Todo mundo perguntando ao mesmo tempo, levantando da carteira, perguntando pro colega do lado….

Depois do auê Em seguida, criamos um roteiro bem simples de pesquisa, só para verificar o que a criançada traz de bagagem e o que eles conseguiram absorver até o momento. E não é que esses pequenos vivem nos surpreendendo? Eles foram conversando entre eles, anotando, discutindo. Olha aí o resultado:

criptozoologia
Os alunos adoraram os textos e se empenharam no relatório
criptozoologia
E eles entregaram o relatório completo! ❤

Esperamos que o material de hoje possa ajudar um pouquinho quem se interessa pelo assunto.

E nossas pesquisas continuam, viu? Logo, logo tem mais criptídios por aqui. E você? Conhece livros, revistas, sites sobre o tema? Que tal compartilhar com nossos leitores alguma dica sobre a Criptozoologia?

Até a próxima!

 

Projeto: Estudo de temperatura

Saudações, Pensadores de Ciências!

              Já mostramos aqui um de nossos projetos sobre Temperatura, desenvolvido com as turmas do quarto ano do ensino fundamental e tudo o que pensamos pra ele em termos de interdiciplinariedade. Mas o que será que significa esse palavrão??

Interdisciplinariedade é um adjetivo que qualifica o que é comum a duas ou mais disciplinas ou outros ramos do conhecimento. É o processo de ligação entre as disciplinas.

Um planejamento interdisciplinar, na área pedagógica, é quando duas ou mais disciplinas relacionam seus conteúdos para aprofundar o conhecimento e tornar o ensino dinâmico. A relação entre os conteúdos disciplinares é a base para um ensino mais interessante, em que uma matéria auxilia a outra. Quer saber mais? É só conferir!

Palavrão explicado? Vamos lá.  Nosso conteúdo de Ciências, nesse projeto, trabalha principalmente com Matemática. E para que isso aconteça temos uma nova parceira nessa jornada a Professora Natali Seleguim, também da rede de ensino municipal de Campinas. olha ela aí:

Natali Seleguim
Professora Natali Seleguim

A professora Natali e eu temos anotado a temperatura do dia usando uma legenda criada por ela.

pratica de ensino de ciencias medindo temperatura
A legenda ajuda a visualizar as variações de temperatura ao longo do dia

Após realizar as anotações no caderno as crianças marcam em seus calendários individuais e também é anotado no calendário de uso comum.

pratica de ensino de ciencias medindo temperatura
O primeiro calendário feito pelos alunos ainda não continha todas as informações

Para fevereiro o calendário ainda não estava dividido e as informações da temperatura do período contrário ao da professora Natali só ficavam anotadas no caderno.

pratica de ensino de ciencias medindo temperatura
No mês de março, já usávamos mais dados

Na próxima foto, já vemos a anotação dos alunos, dividindo o dia em 2 partes.

pratica de ensino de ciencias medindo temperatura
Os alunos também adotaram a medição em dois períodos

E agora o que fazemos com essas informações? Transformamos em gráficos, tabelas, e situações problema, enriquecendo o aprendizado com informações vindas de todos os lados.

pratica de ensino de ciencias medindo temperatura
Todos os alunos estão entendendo a importância do uso dos gráficos pra sintetizar as informações

Para ajudar no andamento do trabalho, colocamos um termômetro na sala.

pratica de ensino de ciencias medindo temperatura
O termômetro também tem sido constantemente observado pelos nossos alunos

As turminhas também puderam conhecer a Estação de Avaliação da Qualidade do Ar, que fica dentro de nossa escola e pertence a CETESB.

pratica de ensino de ciencias medindo temperatura
Uma estação metereológica em nossa escola? Quanta honra! ❤

Descobrimos que dentro daquele espaço apertado existem máquinas para medir itens como:  qualidade do ar, quantidade de chuva, umidade do ar, temperatura e muitas outras informações que despertaram muita curiosidade, como os índices UVA e UVB da luz solar… mas… isso já é uma outra história para outro dia.

Gostaram de conhecer um pouco mais deste projeto? Em breve, voltaremos com mais informações. Não se esqueça de deixar suas dúvidas e sugestões nos comentários.

Até a próxima!

 

Projeto Novo: Alameda!

Salve, Pensadores de Ciências!

Já deu pra perceber que não estamos pra brincadeira neste 2017, né? Nossas turmas dos anos iniciais do ensino fundamental nos instigam e motivam a procurar, a cada dia, um desafio para tornar o ensino de Ciências mais interessante e dinâmico. Voltado, também, para a Educação Ambiental e a consciência de si e do mundo a nossa volta.

Você já viu aqui e aqui o lançamento de outros projetos que nortearão nosso trabalho nos próximos meses. E, hoje, vamos falar de um projeto que começou pequenininho e, de repente foi crescendo… como uma árvore… e parece que vai nos trazer grandes alegrias! ❤ Vem ver como foi:

Em 2016, queríamos encerrar o ano letivo plantando uma árvore para cada turma de 5º ano, para que eles acompanhassem o crescimento da “árvore da turma” até chegarem ao 9º ano quando o Ensino Fundamental se encerra. Queríamos que levassem com eles essa lembrança no coração.

Mas quem conhece escola sabe que é um espaço cheio de contratempos, contradições… enfim… as coisas não saíram como esperávamos… e nossa ideia? Bem, ela ficou guardadinha.

O ano de 2017 chegou e a ideia da árvore continuava lá. Descobrimos como conseguir as mudas sem custo! \o/

Sim! A Prefeitura de Campinas fornece a cada cidadão campineiro até 6 mudas gratuitamente. Quer saber mais? Olha a reportagem com mais dados sobre o viveiro municipal.

Com uma ideia na cabeça e uma árvore na mão… rsrsrs…. lá fomos nós pedir autorização para o plantio, e não é que recebemos uma proposta muito maior do que esperávamos? Ganhamos um pedaço de terra e tratamos de pensar em estratégias para envolver as crianças.

Bom, “ganhamos” a área na escola, mas esse presente estava mais pra desafio. Olha a área:

plantio de alameda de arvores na escola
Empolgante?! SQN! rsrs! Vimos que precisaríamos de uma recuperação séria dessa área

Notamos que era preciso fazer um estudo do solo antes de arriscar qualquer plantio. E o que a gente fez? Partiu pra ação!

plantio de alameda de arvores na escola
A turma observou o espaço e fez as primeiras anotações
plantio de alameda de arvores na escola
Tínhamos duas situações para observar: uma área com cobertura de vegetação e outra, sem
plantio de alameda de arvores na escola
Tínhamos duas situações para observa: uma área com cobertura de vegetação e outra, sem
plantio de alameda de arvores na escola
Todo mundo quis olhar “com as próprias mãos”! 😀
plantio de alameda de arvores na escola
Claro que deixamos, né? Tem coisa melhor que ver uma criança sentindo a terra?

Recebemos uma visita inesperada, acho que ele foi fiscalizar o projeto… rsrsrsrs!

plantio de alameda de arvores na escola
Perdão pela foto desfocada, mas era muita emoção envolvida! Um gambá! \o/

O gambá é um mamífero marsupial que habita desde o sul dos Estados Unidos até a América do Sul. É um dos maiores marsupiais da família dos didelfídeos. Pertence ao gênero Didelphis. É onívoro. Seu principal predador é o gato-do-mato.

E se você quer saber mais detalhes, é só pesquisar aqui.

Voltando ao nosso foco….  foi necessário fazer uma pequena experimentação. Os alunos acharam a terra muito seca e dura, resolveram cavar para observar se em uma maior profundidade o solo estaria mais úmido.

plantio de alameda de arvores na escola
É… não deu muito certo, não. Essa investigação já tava com cara de missão impossível!

E os alunos tomaram uma decisão: jogar um pouco d’água pra ver se ficava mais fácil cavar.

plantio de alameda de arvores na escola
A ciência é feita de muitas tentativas e alguns insucessos e nossos pequenos já sabem disso

Foi ai que o desespero começou, era aluno gritando de um lado:

Meu Deus, a água não penetra!!!!

E outros:

Joga mais água!

Antes que virasse uma piscina de lama… convidamos a turma para sentar e escrever sua observações.

plantio de alameda de arvores na escola
E tem gente preocupada com a situação, sabia? Como resolver? Precisaremos de ajuda? De quem?

Batizamos nosso projeto de Alameda, pois a definição no dicionário informal dizia que é uma rua densamente povoada por árvores, especialmente de trânsito de pessoas, espaço de convivência, espécie de parque linear. É exatamente o que temos lá, sem as árvores ainda… estamos trabalhando.

Resolvemos apresentar as dificuldades encontradas e algumas sugestões para o nosso orientador pedagógico.

plantio de alameda de arvores na escola
Olha a organização para apresentar o que foi visto! Tem dedinho levantado, esperando a vez de falar! ❤
plantio de alameda de arvores na escola
Lá no fundo, nosso orientador Daniel trocava ideias com os alunos. Conhecimento compartilhado é Conhecimento multiplicado!

Depois de tudo isso, registramos, nos cadernos, as primeiras ideias e informações.

 

plantio de alameda de arvores na escola
Relatório de um dos alunos
plantio de alameda de arvores na escola
A sala sintetizou as observações em um resumo com tópicos para organizar as ações futuras

E agora, qual é nosso próximo passo? Acredito que precisaremos chamar os universitários. 😀

Tem muita coisa ainda para acontecer…

Gostou desse projeto? Deixe suas sugestões nos comentários? O que você sabe sobre plantio de árvores? Queremos compartilhar e espalhar conhecimento por aí! Gentileza gera Meio Ambiente!

Até a próxima!