Meio Ambiente e Assoreamento

Saudações, Pensadores de Ciências!

É com um misto de tristeza e alegria que anunciamos o fim do bimestre, e com ele nossas turmas de 5º anos estão partindo para Hogwarts.

Meio Ambiente. Assoreamento. Ensino de Ciências. Educação Ambiental. Anos Iniciais, Ensino Fundamental
Quem não queria, não é mesmo? Imagem

Não pera, para o 6º ano mesmo… rsrsrs. E como de costume terminamos nosso ano letivo com assuntos que afligem nosso meio ambiente, lembrando que meio ambiente, segundo a Wikipédia:

É o conjunto das substâncias, circunstâncias ou condições em que existe determinado objeto ou em que ocorre determinada ação, envolve todas as coisas vivas e não-vivas que existem na Terra, que afetam os ecossistemas e a vida dos seres que vivem nela. É o conjunto de condições, leis, influências e infraestrutura de ordem física, química e biológica, que permite, abrigar e reger a vida em todas as suas formas.

E um dos assuntos que andamos conversando foi assoreamento, lemos um pequeno texto, que você pode encontrar aqui.

Considerado um dos principais problemas que afetam os rios, o assoreamento preocupa ambientalistas que acreditam que, apesar de ser um processo natural, pode ser intensificado pela ação humana, provocando danos ao meio ambiente.

O processo é resultado do acúmulo de sedimentos do solo, que gera excesso de material sobre o seu leito e dificulta a navegabilidade e o seu aproveitamento. Geralmente, ele acontece quando as chuvas lavam o solo e removem a camada superficial fazendo com que as partículas ali presentes sejam transportadas por escoamento em direção aos rios, onde são depositados. Quando não há obstáculos para esses sedimentos, uma grande quantidade é depositada no fundo das redes de drenagem.

Quando esses resíduos encontram locais mais planos, eles são depositados, acumulando-se e, eventualmente, formando bancos de areia ao longo do curso d’água. No entanto, quando a quantidade de sedimentos é muito grande e pesada, eles se acumulam no leito normal, trazendo prejuízos ao escoamento fluvial.

A ação humana vem prejudicando o curso dos rios e colaborando para o assoreamento porque quando a vegetação local é removida, todo esse processo intensifica-se, aumentando o número de acontecimentos desse tipo e, ainda, gerando o surgimento de erosões nas proximidades do próprio rio. Com isso, o rio passa a suportar cada vez menos água, provocando enchentes e outros problemas ambientais e sociais. 

Usamos algumas imagens para ilustrar a conteúdo.

Meio Ambiente. Assoreamento. Ensino de Ciências. Educação Ambiental. Anos Iniciais, Ensino Fundamental
Você pode pegar essa imagem aqui

Com isso, foi necessário entrar na questão da Mata Ciliar. Esse texto você acha aqui.

Mata Ciliar é a vegetação que acompanha o curso d’água, ou seja, é a cobertura nativa que fica às margens dos rios, lagos, igarapés, represas e olhos d’água. O nome refere-se ao fato dela funcionar como um cílio, que protege os olhos contra a poeira, mas nesse caso defende os rios contra o assoreamento. Assim, evita que ocorra o alargamento desses locais e, consequentemente, a diminuição da profundidade da água.

A importância da mata ciliar é enorme para a flora e para a fauna. Ela funciona como uma espécie de filtro e impede a contaminação das águas por produtos poluentes, como os usados na agricultura, e possibilita a absorção de nutrientes como nitrogênio, fósforo, cálcio e magnésio.

Além disso, permite que os animais silvestres se desloquem de uma região a outra para buscar alimentos e acasalar. Em algumas localidades, em que a biodiversidade é grande, é possível encontrar plantas e animais raros.

Apesar de seus benefícios para o meio ambiente, a mata ciliar corre sério perigo por conta do desmatamento ilegal e da construção de pastagens. A diminuição da área verde, principalmente nos igarapés, favorece o rebaixamento do nível do lençol freático.

Outro fato danoso à mata ciliar é a queimada. Alguns produtores colocam fogo na vegetação com o objetivo de renovar as pastagens ou limpar a terra. Entretanto, tal prática leva ao empobrecimento do solo.

Meio Ambiente. Assoreamento. Ensino de Ciências. Educação Ambiental. Anos Iniciais, Ensino Fundamental
Foto

E como a gente adora experimentar, fizemos um pequeno experimento sobre assoreamento, uma coisa muito simples, mas com um grande resultado.

Material utilizado:

1 Copo grande (de preferência com graduação de medidas)

Água

Borrachas, coisas pequenas que caibam no copo.

Meio Ambiente. Assoreamento. Ensino de Ciências. Educação Ambiental. Anos Iniciais, Ensino Fundamental
Nosso material

Iniciamos colocando todas as borrachas da sala no copo junto com a água.

Meio Ambiente. Assoreamento. Ensino de Ciências. Educação Ambiental. Anos Iniciais, Ensino Fundamental
Olha o nosso assoreamento aí

Não tivemos a resposta esperada, e o que fizemos? Emprestamos borracha da sala ao lado, nosso espírito investigador também é esperto.

Meio Ambiente. Assoreamento. Ensino de Ciências. Educação Ambiental. Anos Iniciais, Ensino Fundamental
Com o assoreamento, a inundação começa

Mas queríamos uma enchente, para isso acrescentamos mais um pouquinho de água e…

Meio Ambiente. Assoreamento. Ensino de Ciências. Educação Ambiental. Anos Iniciais, Ensino Fundamental
Nesse cenário, o chuvisqueiro seria o fim

Tínhamos nosso rio, poluído, sem mata ciliar, com grande quantidade de assoreamento. E agora? Queríamos ver enchentes, é mais “lixo” foi jogado no rio.

Meio Ambiente. Assoreamento. Ensino de Ciências. Educação Ambiental. Anos Iniciais, Ensino Fundamental
É, parece que temos uma enchente

É minha gente, agora foram os potinhos da minha lancheira, quem não tem cão caça com gato. Mas não é que funcionou!!! Tivemos nossa enchente devido a quantidade de material depositado no leito do rio.

A criançada compreendeu a importância da Mata Ciliar, e que o Assoreamento é uma etapa natural da natureza, mas se nós como cidadãos conscientes não tomarmos conta de nossas ações a coisa pode ficar preta.

Lixo é no lixo!

E por hoje é só pessoal, uma ideia simples, mas de grande impacto.

E você, já teve uma ideia relâmpago que deu certo?

Conta pra gente, nós vamos adorar saber.

Até a próxima!

 

Sequência Didática: S.O.S Amazônia!

Saudações, Pensadores de Ciências!

O motivo deste post é, por um lado, muito bom: trazemos mais uma sequência didática envolvendo o ensino e aprendizagem de Ciências para o público do nosso blog: alunos e professores dos anos iniciais do ensino fundamental. Por outro lado, porém, não vamos negar que o post de hoje apresenta uma certa urgência. E nós não pudemos deixar de nos manifestar quanto a isso.

Devido aos últimos acontecimentos e a posição do governo federal em extinguir uma grande parte da Amazônia, que fica entre o Pará e Amapá, liberando uma área de preservação ambiental e ocupação indígena para extração de minérios, vimos a necessidade de mostrar às crianças o impacto ambiental que ocorrerá em nossas terras, sim, porque a Amazônia é nossa! E vocês já viram o quanto a gente ama esse lugar, aqui mesmo, no blog. Então, bora lá, pensar juntos sobre a nossa maior riqueza, junto com as nossas crianças, as herdeiras dessa terra.

Nossa sequência pode ser usada no Fundamental I nos dois ciclos, com adaptação da linguagem para cada faixa etária.

Tema: Meio Ambiente

Conteúdos participantes: Ciências, Geografia, Português, Matemática e Artes.

Texto Norteador: O Macaco Vermelho, Mário Vale, Belo Horizonte, Editora Dimensão, 1992.

Sequência didática, preservação da Floresta Amazônica. Ensino de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Partindo do livro de Mario Vale, podemos articular diferentes conhecimentos

1ª Etapa

                        Atividade introdutória à recepção do texto.

O professor inicia uma roda de conversa com os alunos, centrado na identificação de animais de circo (sabemos que o uso de animais em apresentações circenses não é uma prática legal que pode, inclusive, ser debatido com os alunos mais velhos). Para chegar ao nome do macaco, o professor poderá propor alusões referentes a ele, por exemplo, alimentação (bananas), jeito de pular de árvore em árvore, rabo comprido.

Nomeando esse animal (macaco), o professor pergunta aos alunos a respeito do conhecimento que têm dele, com a intenção de prepará-los para o trágico (a prisão e a posterior exploração do macaco pelo dono do circo).

A seguir, deve-se mostrar a capa do livro e ler o título para as crianças.

O professor desafia os alunos com as seguintes perguntas:

  • Vocês já viram um macaco vermelho?
  • Por que será que este macaco é vermelho?
  • Para vocês onde está o macaco vermelho?

2ª Etapa

                        Leitura compreensiva e interpretativa do texto.

O professor lê a narrativa para os alunos e, simultaneamente, mostra as ilustrações. Em seguida, o professor relê a narrativa, questionando as crianças a respeito do texto.

Por exemplo:

  • Qual era o maior desejo do macaco?
  • Ele realiza esse desejo? Como?
  • Por que o macaco arrumava confusão?
  • Por que o macaco ficou vermelho?
  • Quem capturou o macaco?
  • Para que o macaco foi capturado?
  • Qual foi a reação do dono do circo ao ver o macaco em sua cor natural?
  • O macaco conseguiu ficar livre novamente?
  • Para você onde foi o macaco quando saiu da jaula?

Em seguida o professor vai aprofundando as perguntas, sempre lembrando dos conhecimentos prévios dos alunos. Nessa etapa, podemos usar mapas para mostrar aos alunos as regiões de florestas do Brasil.

  • Onde é comum encontrar macacos?
  • Quais regiões do Brasil pode-se encontrar uma maior concentração de animais selvagens?
Sequência didática, preservação da Floresta Amazônica. Ensino de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
O IBGE tem uma página com mapas que vai te ajudar muito

Trazendo a turma para a realidade, o professor pode se utilizar de reportagens onde aparecem animais selvagens na cidade e questiona os alunos:

  • Onde vivem os macacos?
  • Por que os macacos viriam das florestas para as cidades?
  • É comum encontrar animais selvagens (originário de matas) nas cidades?
  • Por que vocês acham que isso vem acontecendo cada vez mais?

Separamos algumas reportagens que podem ajudar nesse momento:

Essa aqui, do Portal Terra.

E essa outra do Jornal Correio Popular, da cidade de Campinas.

Você pode ver, também, o material que deixamos em nosso canal, no YouTube.

Também é importante falar da exploração dos animais.

  • Por que o macaco preto não valia nada?
  • Para você, onde a vida de um animal vale mis: na floresta ou no circo? Por que?
  • O que você achou da atitude do dono do circo?
  • O que você acha da atitude das pessoas que capturam animais silvestres para explorá-los comercialmente?

3ª Etapa

                        Transferência e aplicação da leitura.

Uma nova roda de conversa deverá ser realizada falando dos animais silvestres e as ocupações das terras em que habitam.

O professor pode pedir que as crianças criem uma nova história a partir dos conhecimentos apresentados na sequência (reportagens, mapas etc.).

Pode-se fazer uma representação teatral com a história apresentada, ou com alguma outra, feita pelas crianças.

Usando as formas geométricas e explorando os conteúdos de matemática é possível, desenhar um macaco com auxílio dos círculos sobrepostos. Você pode imprimir essa atividade clicando aqui.

Sequência didática, preservação da Floresta Amazônica. Ensino de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Vamos estimular a criançada a criar as imagens com o uso de formas geométricas

Uma proposta de jogos com TANGRAN também pode ser muito interessante. Você pode imprimir aqui.

Sequência didática, preservação da Floresta Amazônica. Ensino de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.

Para o professor que preferir construir o próprio material com as crianças de maneira mais elaborada usando régua para uso de medidas, trabalho com centímetros e etc pode usar esse molde, disponível aqui.

Sequência didática, preservação da Floresta Amazônica. Ensino de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Dependendo da idade dos seus alunos, você pode desafiá-los com esse esquema mais elaborado

E como vocês podem ver, na imagem abaixo, ideia para criar animais com o TANGRAM é o que não vai faltar.

Sequência didática, preservação da Floresta Amazônica. Ensino de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Solte a imaginação!

Então é isso aí!

Já conversaram com seus alunos a respeito de nossas matas e de tudo o que vem acontecendo com elas? Levem jornais, revistas para as salas. Vamos envolver nossos jovens nesse debate.

Não podemos deixar de lembrar dos casos de Febre Amarela urbana, do começo do ano, causados pelo desequilíbrio ambiental, uma das consequências do desmatamento. Cuidar da Floresta Amazônica é dever de todos os brasileiros. Nós também somos povos da floresta!

E o que você achou do TANGRAM como recurso em sala de aula? Você costuma usar esse material? Deixe nos comentários as suas sugestões com este e outros jogos. Vamos adorar conhecer as suas sugestões.

Veja outras de nossas sequências didáticas aqui, aqui e ali também.

Vamos lá pessoal, a Amazônia é nossa!

Até a próxima!

 

 

 

Sistema Digestório: conhecendo a língua

Saudações, Pensadores de Ciências!

Hoje vamos voltar um pouco no tempo, pois, algumas dúvidas sobre o Sistema Digestório ficaram no ar e não podemos deixar passar… precisamos falar da Língua.

O início de nossa digestão é na boca, é lá que as glândulas salivares ajudam na quebra do carboidrato e com a ajuda dos dentes e língua, transformam o alimento em bolo alimentar. Até aí tudo bem, a saliva molha os alimentos, os dentes cortam, rasgam e trituram, mas e a língua, o que faz mesmo? Já falamos dela aqui mas…. o tempo passou…. a turma mudou e as perguntas são as mesmas e isso é muito interessante.

A Língua empurra o bolo alimentar contra os dentes, movimenta o alimento, além disso mistura a saliva com a comida e ajuda a empurrar o alimento parar a faringe iniciando o processo de deglutição. Mas espere, não é só isso! Além do que você leu, a língua tem glândulas que ajudam a sentir os sabores e também ajudam na fala. É um músculo preso a mandíbula.

Você deve estar se perguntando: O que esse povo do Pensando Ciências aprontou desta vez?

Levamos a língua para a sala de aula!

O que? Como assim?

A Língua dos bovinos também conta com papilas gustativas e foi essa aí que acabou na sala.

Experiência língua sistema digestório
Língua bovina
Experiência língua sistema digestório
Olha aí nosso querido aluno Lucas sentindo suas papilas.

Lembramos às crianças dos órgãos do sentido e como funciona a percepção de sabores na Língua.

Experiência língua sistema digestório
Mapa de sabores da língua

Imagem

E é claro que fomos comprovar o esquema aí de cima, usamos um pouquinho de sal para a experimentação.

Experiência língua sistema digestório
Primeiro, colocamos o sal bem na pontinha da língua. A sensação foi de ardor, queimação, não foi salgado
Experiência língua sistema digestório
Depois colocamos o sal no fundo da língua e, mais uma vez, a surpresa foi que o gosto era mais amargo que salgado

E partimos para a manipulação, ninguém aguentava mais, queriam sentir as papilas e o órgão tão musculoso que temos na boca.

Experiência língua sistema digestório
Sentido as papilas
Experiência língua sistema digestório
E virada para baixo também!

E é obvio que tiramos a pele e mostramos as fibras musculares, o serviço tinha que ser completo.

Experiência língua sistema digestório

Experiência língua sistema digestório
Vocês podem imaginar a euforia das crianças à medida que fomos partindo a língua?

Experiência língua sistema digestório

Experiência língua sistema digestório
Mais uma missão cumprida!

Essa nossa experimentação foi tão boa que vários alunos fizeram as famílias conhecerem o mapa dos sabores, muita gente comeu sal por aí… rsrsrs! Desculpa aí, família. É tudo pelo bem da Ciência! 😀

Ah! Teve até família que, para fortalecer o aprendizado, fez a língua para o jantar. Não é muito legal quando todo mundo se envolve?

E quando decide experimentar (literalmente) novos sabores? E você? Já tinha prestado atenção na sua língua? O que sabia sobre este importante componente do sistema digestório? Divida conosco suas experiências aí nos comentários. Vale compartilhar receitas de preparo de língua também, tá? 😉

Até a próxima!

 

 

 

Estudo da temperatura: atrito e calor

Saudações, Pensadores de Ciências!

Estão lembrados dos nossos estudos de temperatura com as turmas do quarto ano do ensino fundamental? Já falamos deste projeto aqui e aqui. Passa lá!

Voltamos hoje com mais um capítulo do nosso projeto sobre Temperatura. E desta vez apresentamos para as turminhas a relação do Atrito com o Calor.

Nossa primeira conversa foi sobre o que era atrito.  É lógico que a turma quis saber mais. Da forma mais resumida possível, explicamos que o atrito é a fricção entre duas superfícies. Isso ocasiona uma certa resistência ao movimento. Um pouco complicado ainda? Dê uma olhadinha nesse site e descubra mais sobre o fenômeno.

E alguém perguntoou: qual a relação do atrito com o calor?

O atrito pode gerar calor!

Mas… como?

Porque ocorre fricção entre duas superfícies, e isto ocorrendo,  temos a liberação de energia na forma de calor. A turma quis ver tudo mais de perto.

Aí, foi a hora de colocar a mão na massa, trabalhamos para produzir atrito e sentir essa energia que é gerada e chamada de calor.

A primeira proposta foi esfregar a borracha na mesa várias vezes e encostar em alguma parte do corpo, os alunos preferiram sentir na bochecha o calor produzido.

experiência com atrito e calor
Olha a turma do atrito aí, gente!
experiência com atrito e calor
É muito legal ver a reação da turminha sentindo a energia que foi produzida

A tarefa seguinte era esfregar uma mão na outra produzindo o atrito e gerando o calor.

experiência com atrito e calor
Teve aluno que gerou atrito com tanta velocidade que nem podemos ver as mãos em foco! Não é demais?

Era necessário, também, sentir a energia produzida e rapidamente, após causar o atrito com as mãos… imagina onde elas foram parar, de novo…

experiência com atrito e calor
Essa aula foi pura diversão. Isso é o que podemos chamar de “calor humano”! 😀

A brincadeira do dia foi batata quente? Não, fomos de “bochecha quente” mesmo… rsrsrs….É isso aí, pessoal!

O que mais vocês sabem sobre atrito e calor? Já fizeram essas experiências por aí? Se você é aluno, faça na sua escola. E se você é adulto, que tal mostrar para os pequenos como é possível viver, Pensando Ciências, todo dia?

Até a próxima!!

 

 

Projeto Novo! Vamos falar de Criptozoologia?

Saudações, Pensadores de Ciências!

E não é que esse tal de 2017 tá começando com tudo? Abalando as nossas estruturas aqui no blog, trazendo desafios que não esperávamos para o ensino de Ciências com nossas turmas de anos iniciais. Viu  o título do post de hoje? Não entendeu nada? Garanto que você não está sozinho nessa. Larga tudo, vem com a gente saber mais sobre a Criptozoologia e os Criptídeos.

Ah! Se quiser saber mais sobre projetos para este ano, dá uma olhada nesse post aqui.

Já queríamos algo diferente para este ano e, no planejamento escolar para 2017, conversando com os Biólogos da nossa escola, recebemos um convite. Participar de um trabalho integrando ciclos II, III e IV do ensino fundamental! Isso é incrível! \o/

Senhoras e Senhores, esses são os nossos parceiros:

criptozoologia
Professor Frederico T. Magalhães
criptozoologia
Professora Lúcia Caldas

E o convite? Bom, foi assim:

“Vamos trabalhar com Criptozoologia?” E nossa primeira reação foi: “Trabalhar com cripto o quê?” Nossos super parceiros explicaram direitinho do que se tratava. Olha só:

Criptozoologia, é o ramo da zoologia que se ocupa do estudo dos chamados criptídeos, seres ocultos cuja existência não foi comprovada de forma irrefutável, existindo apenas relatos de testemunhas e evidências duvidosas. Os biólogos esperavam que a gente dissesse “Ah! Beleza! Entendi!” Mas não foi bem assim:

“Ahhh… não entendi ainda…” 😀

Mas eles ainda não tinham desistido de nós…rsrsrs! E repetiram:

“São seres cuja existência não se pode provar, mas também não podemos provar que não existem.” O Saci, a Iara, o Pé grande e o Monstro do Lago Ness são alguns criptídeos para os quais os pesquisadores tentam obter respostas.

Agora sim, né? Aposto que você também já entendeu tudo. Eis aqui os exemplos de criptídeos.

criptozoologia
O Saci faz parte dessa curiosa coleção de seres
criptozoologia
São inúmeras as histórias sobre a Iara no folclore brasileiro. Até na Turma da Mônica ela está presente!
criptozoologia
Avistar o dono dessa pegada não está nos nossos planos! 😀
criptozoologia
Esse é o suposto registro da misteriosa criatura, no lago mais famoso do mundo

Para que todo esse projeto ocorra, traçamos alguns objetivos e metodologia

Objetivos Gerais

  • Realização de pesquisa
  • Produção de artigos de cunho científico

Objetivos Específicos

  • Compreensão do método científico, seu funcionamento e aplicações
  • Contato com a zoologia e a sistemática
  • Iniciação à pesquisa e seus procedimentos
  • Aprendizado das particularidades do texto científico e sua produção
  • Estimular o pensamento crítico e ceticismo educado
  • Contato com culturas estrangeiras e sua tradição oral

Desenvolvimento

Os alunos aprenderão sobre o método científico, seus passos e o quê o diferencia de metodologias e pensamentos não científicos, os procedimentos e normas zoológicas para descrição e classificação de espécies. Serão apresentados às peculiaridades da produção de textos e ilustrações científicas, fazendo seus próprios materiais para inclusão no produto final. Em grupos, pesquisarão criptídeos com presença relatada na região para qual foram designados. Cada criptídeo terá seu artigo, com um texto descritivo, relatos de caso, distribuição geográfica, modo de vida e ilustração. Os textos serão produzidos seguindo as normas adequadas para uma obra zoológica científica, assim como a ilustração principal. Outras ilustrações de tom artístico poderão ser incluídas também.

As regiões do mundo serão divididas da seguinte forma:

  • 9° anos – Europa
  • 8° anos – Américas
  • 7° anos – África
  • 6° anos – Ásia Oriental
  • 4° e 5° anos – Ásia Ocidental e Oceania

A gente deve dizer que ficamos um pouco assustadas. Afinal, nossas turminhas são dos 4º e 5º anos. Mas quer saber? Estamos curtindo essa aventura e vamos ter prazer em contar tudinho pra vocês!

Aproveite e deixe seu comentário para nós. Já conhecia a Criptozoologia? Tem alguma sugestão para o projeto? Conta pra gente!

Até a próxima!

 

Aplicativos para o ensino de Ciências

Salve, Pensadores de Ciências!

Aproveitando que já estamos quase em férias, vamos indicar nesse post bem curtinho alguns aplicativos voltados para a área de Ciências, para que a gente continue estudando em casa, unindo os pais e os pequenos ou, se você é professor, que continue tendo ideias que podem virar plano de aula no ano que vem. Quer saber quais aplicativos selecionamos? Olha aí:

Stellarium

Ícone do aplicativo Stellarium
Compatível com todos os sistemas operacionais, é só baixar e começar a estudar as estrelas

Software gratuito compatível com todos os sistemas operacionais. Possibilita uma simulação do céu (planetas, constelações…) em tempo real a partir de qualquer ponto do planeta.

Sistema Sola

É um aplicativo desenvolvido como um jogo de montar palavras, no qual a criança aprende o nome dos planetas que compõem o sistema solar.

Google Maps 

Ícone do aplicativo Google Maps
Que tal explorar as possibilidades pedagógicas desse aplicativo que usamos tanto?

O Google Maps é um velho conhecido de todo mundo né? Trata-se de um aplicativo gratuito de visualização de mapas e imagens de satélites, que pode ser usado em computadores ou dispositivos móveis com navegador web e acesso a internet. Esse aplicativo é interativo e a sua utilização possibilita criar sequências didáticas interessantes de maneira interdisciplinar. Pode-se trabalhar, por exemplo, com localização, direções, noções de espaço e de tempo.

Google Earth 

Ícone do aplicativo Google Earth
É só baixar e deixar a criançada explorar o mundo

O Google Earth é um aplicativo que possibilita que o usuário viaje pelo mundo em um globo terrestre virtual, visualizando imagens, mapas, terrenos, construções e muito mais, via satélite. Os alunos podem viajar pelo planeta, fazer inferências, comparar relevos, tipos de vegetação, além de criarem e exibirem seus próprios dados.

E aí? Gostou?

Esses aplicativos permitem trabalhos interdisciplinares entre Ciências, Geografia, Artes, Língua Portuguesa… nós já estamos pensando aqui em uma “viagem” que podemos criar com nossas turmas e que façam os pequenos criarem cartas, ilustrações, diários de bordo, além, é claro de lerem mapas e pesquisarem sobre fauna e flora dos lugares…aí,gente, já sabe né? Se deixar a gente não quer parar de criar e de Pensar Ciências! 😀

E você? conhece outros aplicativos? Pode deixar suas sugestões nos comentários que a gente pode atualizar aqui nesse post futuramente.

Até a próxima!

Os mascotes mudaram de casa

Salve, Pensadores de Ciências!

O post de hoje é para falar de mais uma etapa do Projeto Mascotes. Ficamos nos perguntando como poderíamos fazer um encerramento com as crianças que tornasse essa atividade ainda mais especial.

Mas calma, o encerramento de que falamos é para o ano letivo de 2016. Os mascotes voltarão, gente! Estamos cheias de planos!

Voltando ao Projeto…. essa atividade nos deu muita satisfação. Tivemos um retorno incrível das famílias e dos alunos e, por isso, achamos justo que eles tivessem mais uma oportunidade com esses seres que se tornaram “quase da família”. Aí que conversa vai, conversa vem… nós tivemos uma ideia. E se trocássemos os mascotes de sala? E se os alunos se tornassem professores? E se pudessem ensinar aos alunos do outro ano tudo o que aprenderam sobre seu mascote?

Legal né? A gente também achou! \o/

E era hora de pôr a ideia em prática, e lá fomos nós na empreitada…

O terceiro ano ficou um pouco enciumado preocupado com a questão de cuidado, foi difícil a negociação, foi quando eles disseram que tudo bem, porém eles iriam explicar e ensinar como cuidar dos mascotes. Eles levaram tudo muito a sério e nós ficamos orgulhosas, claro!

Era tanta felicidade que fomos muito além do que eu queríamos.

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Olha aí, a turminha do terceiro ano explicando para o quinto ano como cuidar dos tenébrios! <3

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E olha a turma já se juntando pra ver quando fomos abrir as caixas!

Na sequência, foi a vez de uma das turmas dos quintos anos explicar para um turma do quarto sobre as plantas carnívoras.

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E aí, choveram perguntas e preocupações: “Ela morde?” “Pode comer a gente?”

E a meninada foi se virando pra responder! Tá pensando que essa vida de professor é moleza?! 😀

Tive que dar uma ajudinha porque percebi um certo medo na sala, afinal o que eles sabem vêm de filmes de terror e desenhos animados, nada didáticos, por sinal. Após sanar todas as explicações ficou todo mundo calmo e feliz com a nova obrigação, regar a planta. Sem perder os dedos, claro! rsrsrs

Por fim, chegou a vez dos quartos anos explicarem para o terceiro ano sobre o minhocário, foi uma felicidade só.  Eles até esqueceram o ressentimento por ficarem sem os tenébrios. Afinal, tinham acabado de receber uma caixa de minhocas!! UFA! Só assim pra segurar a turminha! 😀

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Momento do debate onde eles acham a ideia das minhocas interessante.  E o aluno Pietro, que você vê lá no cantinho bem no centro da janela, contou pra gente o que ele sabia sobre as minhocas. Valeu, Pietro!

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E aí, minha gente,  começou o “ataque”, quando eu vi já tinha muitas mãos na caixa…

Até “socorrer” minhoca eu tive que ir, pois, não me pergunte como, todos tinham minhocas nas mãos. Ai, ai…

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Aí foi a vez do quarto ano sentir aquela pontinha de ciúmes…rsrsrs

Essa é uma turma que vai dar trabalho, viu?! Todos da sala já estão virando “grandes exploradores”!

Na próxima semana, os mascotes visitarão a outra sala do quarto e do quinto ano. Assim, todos terão conhecido os três mascotes e suas peculiaridades!E o melhor: terão aprendido com os próprios colegas, que se tornaram experts. Um aluno de terceiro ano pode, muito bem, ensinar um aluno de quinto ano. Por quê não?

E assim, vamos encerrando mais um dos projetos do ano.

Qual atividade vem a seguir? Ainda não temos certeza! Por que você não deixa umas dicas aí nos comentários? É a nossa chance de descobrir como você anda fazendo e Pensando Ciências.

Até a próxima!

 

 

 

 

Pensando Ciências visita: Mata de Santa Genebra

Saudações, Pensadores de Ciências!

Tão bom vê-los por aqui mais uma vez! <3

O assunto de hoje é TÃO especial que vamos dividi-lo em duas partes, para poder trazer para vocês um pouco da riqueza da nossa visita. A essa altura do campeonato do ano letivo, já estamos nos preparando para dizer adeus aos nossos alunos de 5º ano. Pausa. DRAMÁTICA. (rsrsrs). Por isso, para terminar o ano “com chave de ouro”, visitamos a A.R. I. E. Mata de Santa Genebra, Fundação José Pedro de Oliveira, que fica localizada na rua Mata Atlântica, 447. Bairro Bosque de Barão. Barão Geraldo – Campinas – SP. Um pedaço de Mata Atlântica preservado dentro de Campinas.

Pudemos observar mais um pouco do que vimos nas aulas. Estudamos os Biomas Brasileiros, e vimos, de perto, alguns animais e insetos.

A Mata conta também com um borboletário, que pode ser visitado mediante agendamento.

Descobrimos também um pouquinho da história desse lugar maravilhoso:

Ainda pertencente ao que restou da propriedade originalmente conhecida como Fazenda Santa Genebra, a Mata de Santa Genebra teve seu nome derivado do nome da propriedade. A fazenda, cujo proprietário original foi o Barão Geraldo de Resende, era muito extensa, abrangendo o Distrito de Barão Geraldo e algumas áreas da Cidade de Campinas, atualmente do outro lado da Rodovia Dom Pedro I. 

O Barão era um homem visionário, e sua fazenda era considerada modelo em tecnologia na plantação de café. Porém, ao investir em novas tecnologias, o Barão foi à falência, e suas terras foram a leilão. Uma das famílias compradoras, a família Oliveira, manteve intacta a área de mata. O proprietário, Sr. José Pedro de Oliveira, sofria de tuberculose e acreditava que dentro da mata conseguia respirar melhor. Após a sua morte, a fazenda foi dividida entre os herdeiros, e a viúva, Sra. Jandyra Pamplona de Oliveira, concretizou a doação da mata ao Município em 1981, enfatizando seu desejo de que fosse conservada. Uma vez criada, a ARIE manteve o nome de Mata de Santa Genebra. 

A Fundação conta com uma equipe de biólogos que estão sempre dispostos a responder nossas questões. Ao chegarmos assistimos a uma pequena palestra, na qual aprendemos um pouco sobre os animais que vivem lá e recebemos algumas instruções para a visita.

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A gente não perdeu nenhum detalhe! \o/

E no meio da recepção olha quem aparece para dar um alô…

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E não é que o pequeno lagarto percebeu que a gente era de paz, subiu no pé de um dos meninos e lá ficou até acabar as explicações. Acho que ele também tava Pensando Ciências! rsrsrsrs

Além do invertebrado aí da foto, a ARIE é um refúgio para diversas espécies de vertebrados, entre eles o macaco-prego Cebus nigritus e o bugio Alouatta clamitans. Estas são duas das espécies de mamíferos que têm muita importância para a fundação na dispersão de sementes e hábitos de vida.

Estudos indicam que mais de 150 espécies de aves utilizam a mata para alimentação, reprodução e sobrevivência.

Há também um número grande de serpentes, com 21 espécies já registradas.

E, só de borboletas, já são mais de 700 espécies identificadas.

E depois de todas essas informações e números incríveis fomos nos preparar para nossa trilha.  Sim, entramos na mata fechada! Muita emoção, Brasil! Quem aí tá curioso?! o/

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Primeiro procedimento obrigatório: todo mundo colocando a perneira, afinal estamos invadindo um espaço que não é nosso e podemos dar de cara com alguns moradores menos simpáticos que o lagarto, como cobras e aranhas.

E lá fomos nós, acompanhar a bióloga “fitness” Carol, ô mulher pra andar rápido, a garotada foi tranquila atrás dela. Enquanto eu quase tive que gritar: “Socorro, tô perdida!” rsrsrrs

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Deixei essa foto desfocada como prova de que, logo de início, eu já estava cansada de andar atrás das crianças e da Carol! Não foi mole, não, gente!

Daí pra frente, foi aquela loucura boa que a gente conhece, a turminha não se aguentava de curiosidade! Toda hora alguém me chamava para mostrar algo de interessante, os profissionais ficaram impressionados com a concepção ambiental da garotada e o conhecimento prévio deles também, não havia inseto que eles não soubessem classificar. (E eu morrendo de orgulho da turminha). <3 <3 <3

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Acreditamos que a nossa amiguinha aí em cima é uma fêmea do Besouro do Esterco

Esse bichinho tem uma história….

Quando os sábios do antigo Egito viam o besouro-do-esterco fazendo rolar uma grande bola de lama ou esterco, imaginavam-se admirando a criação simbólica da Terra. A cabeça do besouro, com sua coroa franjada, significa o Sol e seus raios; a bola de esterco era a Terra girando no espaço. Assim, essa espécie de besouro tornou-se um símbolo sagrado, usado em arquitetura e joalheria.

Outras espécies de escaravelho ou besouro-do-esterco são encontradas praticamente em todos os lugares. A bola que eles fazem rolar, de excremento de animais, principalmente de cavalos, pode ter até 4 cm de diâmetro. Quando terminam de preparar a bola, enterram-na em uma toca subterrânea, a fim de alimentar-se em paz.

Na época de reprodução, macho e fêmea juntos fazem uma bola em forma de pêra. Nela, a fêmea deposita os ovos e, assim, as larvas ao nascer encontram o alimento esperando por elas.

Incrível, né? mas a gente não parou por aí, claro. E fomos fazendo novos “amigos” besouros.

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Olha o tamanho da pinça desse besouro aí em embaixo, deve fazer um estrago.  M-E-D-O.

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Aí, que no meio do caminho tinha uma pedra um lagarto. 😀

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Tomar sol faz um bem né?!

A mata tem um programa de monitoramento da Fauna do local. O objetivo é efetuar o levantamento das espécies da fauna existentes na Mata, buscando identificar possíveis mudanças na composição local. Essas informações são fundamentais para o registro das diferentes espécies e a posterior elaboração de um guia de campo. Também faz parte deste programa a identificação das espécies e/ou populações isoladas ameaçadas de extinção, visando o fornecimento de subsídios para a tomada de medidas racionais na preservação destes indivíduos.

O Borboletário foi implantado no final de 2000, objetivando estudo científico de espécies de borboletas de Mata Atlântica e também educação ambiental, mostrando que os insetos são partes relevantes da fauna da Mata e são fundamentais para o equilíbrio deste ecossistema.

Ocupando atualmente uma área total de 3.027,88 m², o Complexo do Borboletário é constituído por uma casa de criação de borboletas, casa das borboletas, um jardim e um pequeno viveiro de plantas para alimentação das lagartas.

A criação das espécies estudadas inicia-se com a coleta de ovos dentro do Viveiro de Borboletas, uma estrutura de 380 m2 revestida de tela de sombreamento para acondicionar as espécies estudadas em ambiente natural e controlado. Seu interior é composto por plantas que florescem durante grande parte do ano. As borboletas se alimentam do néctar produzido por estas plantas, que servem também para que as fêmeas depositem seus ovos. Posteriormente os ovos são transferidos para a Casa de Criação.

Todos os trabalhos realizados no Borboletário são utilizados como base para a Educação Ambiental, através deles passamos informações sobre as espécies de borboletas, plantas atrativas e sua importância para o ambiente. Com palestras e demonstrações práticas, as pessoas têm contato direto com a fauna de borboletas da Mata de Santa Genebra, sensibilizando-se com a importância das borboletas para a preservação e conservação da Mata em si e de outros fragmentos da região.

Chegando no borboletário, os biólogos fazem a coleta de pupas e levam até a casa de criação para que elas possam chegar a fase de eclosão sem que pássaros e alguns hospedeiros, como moscas possam matá-las. Ficamos sabendo que de 100% de pupas de borboletas, 70 % não chegam a eclodir pelo ataque de hospedeiros. Sem ressentimentos, pessoal, é a ordem natural das coisas.

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Algumas pupas do “berçário”

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E a gente foi entrando!

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Algumas pupas, como essas aí em cima, ficam expostas, na entrada, para a criançada ver. A parte de conhecimento da fauna nos deixou encantados!

Mas além de insetos e borboletas vimos algumas plantas nativas. Afinal, quem vai à Mata quer ver… Mata, oras!

Vamos deixar aqui um spoiler, pra vocês terem um gostinho do que estava à espera na sequência dessa aventura!

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Tá curios@?! Calma, a gente vai falar sobre as plantas maravilhosas que vimos! Mas só no próximo post. Combinado?

Enquanto você espera as cenas do próximo capítulo a continuação de nossa visita, diz pra gente aí nos comentários o que achou desse estudo do meio e se já teve chance de visitar alguma reserva como essa.

Até a próxima!

 

 

 

Projeto Mascotes: uma nova planta no quinto ano

Saudações, Pensadores de Ciências!

Hoje é dia de saber como andam nossas mascotes lá das turmas do 5º ano. Lembram que a turminha quis ter uma planta carnívora. A gente contou o começo dessa história bem aqui.

Agora é para matar saudade de nossa plantinha e de saber como ela tem andado.
Vocês que nos acompanham sabem que os 5º anos adotaram plantas carnívoras Dioneias, para mascotes da turma… porém, assim como nos disse uma mãe:
“Desde já agradeço pela responsabilidade colocada nas mãos do meu filho. O Flávio é uma criança muito dependente, em tudo é “mãe, não esquece isso” “não esquece aquilo”.
E com a planta foi diferente, ele realmente foi super responsável. Cuidou dela sem que eu o lembrasse. Eu adore vê-lo todo entusiasmado e preocupado com a planta. E abraçando a responsabilidade.
Ass. Rhubya”
Transcrevemos aqui a fala da mãe, porque ela reflete exatamente o que queremos para nossos alunos, cuidado com a vida, responsabilidade e gentileza! Valeu, dona Rhubya! <3
É, a palavra é responsabilidade (assim mesmo, em negrito e itálico, pra gente sentir bem o drama!).
Jogamos para nossos pequenos pré-adolescente uma responsabilidade que muitos nunca tiveram, cuidar de um ser vivo. E o pior ocorreu. Nossos pequenos mascotes foram derrubados e por serem plantas muito frágeis acabaram morrendo.
Tive que trocá-las e quando fui comprar as novas plantas conheci um senhor fascinante, que me contou muita coisa sobre plantas carnívoras e me convenceu a trazer mais uma para a escola a NEPENTHES ALATA.
Pausa para reflexão: A vida tem dessas coisas, encontrei alguém que, antes de ser comerciante, é um apaixonado por plantas. Bom, né? Mas tem um detalhe: fiquei tão empolgada com nossa conversa que comecei a chamá-lo de Sr. Cactus e aí…adivinha? Esqueci de perguntar o nome dele! rsrsrsrs Mas prometo perguntar na minha próxima visita e volto para contar aqui, ok? Perdoa, gente! Era muita empolgação! Nunca tinha visto tanta planta carnívora ao mesmo tempo 😀
Vamos parar de falar dos micos das distrações e vamos direto ao que interessa!
Com vocês, a nossa nova mascote:
Essa é a nova integrante da turma! 😊
Essa é a nova integrante da turma! 😊
Olha ela, bem de pertinho
Olha ela, bem de pertinho
Observe a cavidade da planta
E vista de cima, ela é assim. Com essa estrutura que parece jarro, mas na verdade, é uma folha modificada.

Quer saber mais sobre essas plantas? Dá uma olhada nesse link aqui.

E mais uma foto da nossa mascote:
E lá está nossa mascote, tomando um solzinho 🌞
E lá está nossa mascote, tomando um solzinho 🌞
Além do ótimo papo, esse vendedor, da loja Dr. Cactus, mostrou um livro muito raro, de 1978, onde estão catalogadas, por desenhos feitos à mão, quase todas as espécies de plantas carnívoras existentes no mundo. Eu fiquei tão espantada e encantada que esqueci (de novo) de anotar o nome do livro! (foi mal, gente 🙁 )
Eu nem queria vir mais embora de tanta coisa que eu tinha para ver e aprender. Dá uma olhadinha no site da loja e veja tudo que ele tem de legal.
NÃO é publicidade, viu!? Mas a gente curtiu a loja, de verdade. Recomendamos a visita. E com um vendedor paciente fica muito mais interessante fazer as compras, descobrir novas espécies…
Eu também trouxe uma nova Dioneia, mas está bem pequenininha.
Compramos essa pequena dioneia para substituir a que perdemos
Compramos essa pequena dioneia para substituir a que perdemos
E nosso projeto continua, agora temos dois novos bebês, que ainda precisam de muitos cuidados e um nome, pois as anteriores nem chegaram a ser batizadas. Rsrsrs
Escreve pra gente contando se você conhece alguma loja de plantas bem legal, na região de Campinas. Assim, a gente tem mais lugares para conhecer e recomendar!
Até a próxima.

Projeto Mascotes: Dissecação

Saudações, Pensadores de Ciências!

Hoje falaremos do projeto mascotes desenvolvido com a turma do quarto ano. Como vocês sabem, nossa turminha ficou encarregada do minhocário. Vocês sabem também que o conteúdo do quarto ano está concentrado no estudo do corpo humano e seus sistemas. Já apresentamos algumas das sequências didáticas desenvolvidas aqui e aqui. Com tanto conteúdo já trabalhado, nossa turma queria saber mais. Todos queriam ver, e na prática, como funciona um organismo. Decidimos que faríamos uma DISSECAÇÃO!

Mas o que é isso, professoras!?!

Dissecar significa examinar em detalhes, fazer a analise minuciosa, de acordo com o Dicionário Houaiss.

Ah tá, mas por que fazer uma dissecação pode ajudar alunos dos anos iniciais do ensino fundamental? Isso não é coisa de cientista? Vocês não acham que estão exagerando?

CLARO QUE…NÃO! Continua nesse post que a gente vai explicar tudo direitinho! 😉

Com uma atividade como essa, esperávamos estimular nossos alunos a participar da aula de Ciências com outra postura, não queríamos espectadores, queríamos investigadores e, sim, jovens com atitude científica. Não cansamos de reafirmar nosso objetivo de propor aos alunos atividades desafiadoras, colocá-los diante de situações que suscitem curiosidade e (por que não?) prazer em aprender!

Mas, antes de falarmos da experiência em si, deixamos aqui nosso agradecimento ao apoio fundamental da Professora e bióloga Lúcia Caldas, que também faz parte da equipe da Escola de Educação Integral Professor Zeferino Vaz. Ela tem sido parceira constante de nosso trabalho, orientando e dando informações mais precisas para que os trabalhos sejam conduzidos da melhor maneira possível por aqui. Agora, chega de conversa. Vamos falar da nossa estrela do dia, o minhocoçu.

Trabalhamos o Sistema Digestório, Respiratório e Circulatório com as turmas dos 4º anos, fizemos muitas experiências e usamos as minhocas como apoio em nossas aulas. Mas queríamos algo mais impactante, ver realmente como é, poder tocar, usar nossos sentidos. Pesquisando encontrei o Minhocuçu, que não deixa de ser uma minhoca gigante, e resolvemos após alguns estudos que iríamos dissecá-la para que tudo que aprendemos em sala fosse fixado de maneira mais “real, legal, mágica”, não sabemos nem qual palavra usar. 😀

Primeiro colocamos o minhocuçu no álcool para que ela fosse anestesiada, sua respiração é cutânea, por tanto, isso ajudaria no momento da experiência.

Minhocoçu, em álcool, para ser dissecada
Antes de dissecarmos, a minhoca foi mergulhada em álcool.
minhocoçu em álcool
Um close nesse nosso amigo

Quando iniciamos a dissecação as crianças foram percebendo que não dava para ver quase nada, pois esse anelídeo tem músculos que ajudam na sua locomoção.

 

A musculatura impede a visualização das estruturas do corpo do minhocoçu
A musculatura impede a visualização das estruturas do corpo do minhocoçu

Antes da dissecação, tivemos uma conversa inicial com os alunos e pedimos a atenção deles para algumas das informações que pesquisamos antes da aula e que fariam diferença para compreender melhor a experiência.

O corpo desses animais é dividido em pequenos anéis, tanto do lado de fora do corpo da minhoca, como em seu interior. Cada anel possui os seus próprios músculos. Assim, para se mover, a minhoca alonga uma parte do corpo e encurta outra, movimento sucessivo chamado de “alonga-encurta”.

Para consulta, utilizamos este site aqui

Aos poucos fui cortando também os músculos e os órgãos internos foram aparecendo.

Nossa expectativa era encontrar essa imagem…

 

A imagem veio desse blog aqui 

E foi mais ou menos o que encontramos, resolvemos, então, que não abriríamos o intestino pq ao final já dava pra ver o húmus saindo, mas pudemos observar a faringe, papo, moela, vesículas seminais, os corações e o vasos sanguíneos.

A essa altura, os alunos já estavam encantados com a ideia da dissecação, mas antes de irmos para a prática, lemos este trecho da Revista Mundo Estranho

Elas possuem um complexo sistema circulatório e podem ter de dois a 15 pares de corações. Para que tantos?

É que elas precisam distribuir o sangue por todo o corpo e algumas espécies podem chegar a 3 metros de comprimento (!), como a gigante Megascolides australis, encontrada na Austrália.

O sistema circulatório das minhocas tem dois vasos sanguíneos principais que percorrem o corpo do animal no sentido do comprimento. Um desses vasos é a artéria ventral, por onde passa o sangue levando oxigênio aos órgãos. O outro é o vaso dorsal, que traz o sangue de volta. Ambos estão ligados a todos os pares de corações, que têm o formato de um arco. “São bolsas dilatadas e contráteis, que impulsionam a corrente sanguínea pelo corpo”, afirma o zootecnista Afrânio Augusto Guimarães, dono de uma empresa especializada na criação de minhocas. Mas se, por um lado, elas têm um monte de corações, por outro, não possuem pulmão! O órgão não faz falta, pois a respiração das minhocas é feita através da pele.

Com todas essas informações, já era possível começar, e lá fomos nós!! \o/

Minhocoçu, em álcool, para ser dissecada
Após a higienização com álcool, as crianças fizeram questão de tocar e perceber o minhocoçu.

Estávamos prontos! Era só começar!!

 

Dissecaçao de minhocoçu
Era hora de “abrir os trabalhos” 😉
Dissecaçao de minhocoçu
Começamos a ver as primeiras estruturas internas

E não é que os alunos foram reconhecendo todas as estruturas que vimos no material didático que apresentamos!! Isso nos deixa tão felizes! <3

Dissecaçao de minhocoçu
Podemos ver as fibras musculares do corpo do anelídeo

Na foto acima, você pode ver que rompemos a musculatura para que as estruturas internas pudessem ser vistas.

Dissecaçao de minhocoçu
Nesta imagem, podemos ver as estruturas internas por completo,, após abertura dos músculos

Pouco a pouco, os alunos iam se encantando com a experiência:

Afixamos o minhocoçu no isopor para facilitar a visualização
Afixamos o minhocoçu no isopor para facilitar a visualização

E o minhocoçu revelou os seus segredos:

Dissecaçao de minhocoçu
Localizamos a parte final do corpo do minhocoçu e os alunos pediram para que seguíssemos com o processo

E pedido dos meninos, para nós, é uma ordem!

Dissecaçao de minhocoçu
Após a abertura desta parte do minhocoçu, pudemos ver o húmus

A princípio, achamos que os alunos não gostariam ou que alguns ficariam com nojo ou impressionados demais, mas não. O resultado foi empolgação e e felicidade ao fim da aula.

Dissecaçao de minhocoçu
Missão cumprida!

Após a dissecação, as crianças acharam curioso a minhoca dividir a função do coração em 2 órgãos, e lembraram que o ser humano tem 1 só para tudo.

E como terminamos nosso experimento? Maravilhados com novas oportunidades de aprendizagem e cheios de ideias na cabeça. Aguardem! A gente ainda vai aprontar MUITO!

Deixe nos comentários suas sugestões e ideias para futuras experiências!

Até a próxima!