Projeto Mascotes e a Educação Especial

Oi, gente!

Vocês estão acompanhando o Projeto Mascotes, né? Então já sabem o quanto estamos empolgadas. Mas, no meio do caminho, acontecem coisas ainda mais incríveis, que provam, diariamente, que fazer/pensar Ciências é muito importante. E o que vamos falar hoje é de um desses desdobramentos inesperados que acontecem em um trabalho pedagógico e que nos emocionam.

 

Como vocês já sabem, desenvolvemos nossas práticas em uma escola de educação integral de ensino fundamental. São 5 salas dos anos iniciais, sendo um 3º ano, dois 4º anos e dois 5ºanos, e como não poderia ser diferente, temos várias crianças com características especificas, das mais leves as mais severas. Aí vem a questão: “como desenvolver os conteúdos de Ciências da maneira que propomos para o projeto”? Com experiências, ludicidade e práticas como as que vocês têm acompanhado aqui?
Foi quando nos demos conta que a solução do projeto era o próprio projeto!!! \o/
O Projeto Mascotes vem ao encontro de todos os questionamentos, pois além de ajudar com os conteúdos os mascotes estimulam a afetividade e o sistema locomotor, sim sistema locomotor, querem levantar e vir correndo tocar os pequenos seres. Estudos mostram que a convivência diária com animais constrói crianças mais calmas e que fazem amizades com maior facilidade. E é um desses casos de aumento da sociabilidade particularmente expressivo que queremos destacar. Notamos algo de muito importante acontecendo com uma das alunas e consultamos a Silvana, professora de Educação Especial da escola. Pedimos detalhes do caso de uma aluna. Veja o que ela disse:
A aluna tem dez anos e tem diagnóstico de deficiência múltipla (deficiência intelectual e física) decorrente da síndrome Agenesia do Corpo Caloso. É uma criança que apresenta dificuldades em manter a atenção nas atividades que são propostas em sala de aula. Necessita de adaptação curricular por não estar alfabetizada e apoio constante e permanente do professor para realizar as atividades. Nota-se que atividades como a do mascote desenvolvida nas aulas de Ciências são de grande importância por envolver a turma toda despertando a curiosidade para a aprendizagem de novos conceitos de todos os alunos, principalmente de uma aluna com deficiência que teve a oportunidade de ter contato direto com o animal e fazer parte da aula, aprendendo e interagindo com a turma.
É o que notamos em sala. Há um maior comprometimento desses alunos, sempre querem saber como estão nossos mascotes e a integração com a sala aumentou muito. Antes, alguns dos alunos com necessidades especiais que ficavam isolados e que não gostavam de participar, agora se oferecem ou até mesmo são os que tem mais comprometimento. Apontam para os viveiros, ansiosos, esperando para ver e cuidar dos mascotes. Percebi também um maior comprometimento das classes
em relação a esses colegas, sempre tem alguém ajudando ou dando lugar para que possam participar mais efetivamente.
O post ficou longo, mas o que queremos passar é que não há motivo para não tentar atividades diferentes, qualquer que seja o contexto. Muitas vezes, ficamos intimidados, achando que não seremos capazes de tocar atividades com alunos com necessidades especiais. Nosso pedido para você, professor, é que tente, crie e execute práticas diferenciadas. Divida conosco, nos comentários, suas ideias e experiências. Vamos aprender juntos!
Para terminar, o mais especial dos motivos para seguir Pensando Ciências! ❤

 

Aluna da Educação Especial
Aluna interagindo com os colegas em uma das atividades
Aluna com NEE, observa o tenébrio
Aluna do terceiro ano observa e manipula o tenébrio gigante

Projeto Mascotes: a planta carnívora do 5º ano

Oi, gente! Advinha o que viemos fazer hoje? Pensar Ciências, é claro! \o/

Já sabem do Projeto Mascotes, né? Já falamos dele aqui e aqui. E chegou a hora de falar do 5º ano e de sua planta carnívora.

Tudo começou durante as aulas sobre fotossíntese, havia em um livro uma curiosidade sobre as plantas carnívoras que explicava o motivo desses pequenos seres capturarem insetos e até pequenos animais para sobreviverem.

As plantas carnívoras são fotossintetizantes, absorve água do solo, dióxido de carbono da atmosfera e utilizam a luz solar para a produção de carboidratos energéticos (glicose), ou seja, realizam fotossíntese. Mas por que as plantas carnívoras têm como estratégia de sobrevivência a captura de animais? 

Estas plantas são típicas de ambientes pobres em nutrientes nitrogenados, fonte de matéria prima para a produção proteica. A captura de animais e sua posterior digestão e absorção de nutrientes é um suplemento à escassez de nutrientes nitrogenados no solo em que vivem.

 Os alunos ficaram muito interessados no assunto e propus uma pesquisa no laboratório de informática para conhecermos mais sobre as plantas, pois no livro só aparecia o exemplo da Dionéia (Dionaea muscipula).

planta carnívora dioneia
Olha aí, a nossa mascote do 5º ano

As turmas adoraram as descobertas e, como muitos nunca haviam visto uma planta dessas de perto, tive a ideia de trazer uma para cada sala e fazer delas nossos mascotes. 😉

Como fazemos com as plantas? Essa é a segunda parte do projeto e também a mais divertida!!!

Cada dia um aluno leva para casa a pequena plantinha e conta para sua família tudo o que aprendeu sobre as “temíveis plantas carnívoras”.

Planta carnívora Dioneia
Uma das visitas de nossa mascote. Todos que levam a planta para casa produzem um relatório dos dias que passaram com a planta.
Planta carnívora Dioneia, alimentando-se de uma mosca
Podemos ver o momento da alimentação. Uma pausa para o lanche! 🙂

Falando em lanchinho, olha aí o vídeo que fizemos de um destes momentos. Você pode ver mais vídeos também no nosso canal.

Junto com as plantas, vai um caderno para um relato das famílias. Todas receberam orientações antes de começarmos as “visitas”.

bilhete sobre a planta carnívora Dioneia
Bilhete que apresentou o projeto às famílias
Planta carnívora Dioneia
Esse é o roteiro que as famílias receberam com dicas para cuidar da Dioneia

A turma tem adorado a experiência e os relatos voltam cheio de carinho e descobertas. Vejam alguns relatos que nos fazem acreditar cada vez mais nesse projeto ❤

Relatório produzido pelas famílias após a visita da planta carnívora
As famílias produziram seus relatórios após a visita da Dioneia

 

Relatório produzido pelas famílias após a visita da planta carnívora
Mais uma família que se envolveu com nossa mascote! ❤
Relatório produzido pelas famílias após a visita da planta carnívora
Continuação do relatório de visita da planta carnívora
Relatório produzido pelas famílias após a visita da planta carnívora
Relatório para provar que pensar Ciências é mesmo pensar novas maneiras de se relacionar com o mundo!

O que mais nos motiva nesse projeto é a integração que estamos vendo entre os alunos e suas famílias! Queremos que pais e filhos possam viver o processo de construção do conhecimento científico.

E vocês? Estão gostando tanto quanto nós? Deixe nos comentários suas dúvidas e sugestões. E continuem divulgando nosso blog e nos ajudando a Pensar Ciências!

Professora de Português nas aulas de Ciências

Como uma professora de português foi parar em um blog voltado para o ensino de Ciências nos anos iniciais do ensino fundamental? Essa história começou de um jeito um tanto incomum. Mas achei justo contar, pra quem está começando a nos acompanhar aqui no blog, quem é a outra professora que aparece no menu Quem Escreve?

A professora Janaína me falou do projeto o ano passado, quase por acaso. Sua ideia inicial era propor novas práticas para o ensino de Ciências. Ela queria abordar os assuntos de maneira nova e mais dinâmica.  No fundo, ela sentia mesmo que faltava aquele “algo mais”, que pudesse tornar o ensino de Ciências uma experiência positiva para ela e para os alunos.

Nessa conversa, eu propus, de modo um tanto displicente, a criação de um blog, que reunisse os assuntos abordados em sala, as experiências realizadas e as impressões dela e dos alunos a respeito do desenvolvimento das aulas. Pronto! Estava lançada a ideia.

Depois essa conversa, porém, tive que ir para uma outra escola para trabalhar durante o ano de 2016. Como faríamos o blog acontecer? Com a tecnologia, oras! Não estamos falando de trazer a tecnologia para a sala de aula? Nada mais justo do que considerar o trabalho à distância como uma possibilidade real para 2016.

Para melhorar, eu já tinha decidido retomar um sonho de infância: o de fazer a faculdade de jornalismo. Não tinha mais jeito! Sabe quando o universo conspira a nosso favor? Então…  tudo que um jornalista quer, é uma boa história pra contar. E se esse (ou essa) jornalista for professora, nada mais saboroso que contar uma boa história sobre educação.

Mas havia mais uma questão. Como fazer o blog se sabíamos tão pouco sobre criação de sites? Adivinhem? Estudamos on line! 🙂

Muitas horas e muitos tutoriais sobre criação de blogs depois… o que chega até vocês é o espaço que criamos para falar de boas práticas para o ensino e aprendizagem de ciências.

Acreditamos e queremos construir, junto com os alunos, e com outros professores, atividades que nos levem a olhar o mundo com olhar curioso, investigativo, com aquela vontade de saber mais e de tirar nossas próprias conclusões. As boas respostas não nos servem mais, agora queremos também as melhores perguntas.

E aguardem, pois estamos cheias de ideias para este cantinho que criamos. Queremos disponibilizar materiais para colaborar com outros professores, queremos que os alunos vejam o blog e o canal como apoio aos estudos, queremos que as famílias acessem e vejam o que seus filhos estão aprendendo e (nos) ensinando.

Difícil mesmo vai ser parar de ter ideias! 🙂

E contamos com vocês, leitores. Divulguem, comentem e usem esse blog para divulgar suas ideias, trocar experiências,  enfim… estamos juntos nessa!
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