Pensando Ciências Visita: Instituto Agronômico de Campinas II

Saudações, Pensadores de Ciências!

Lembram-se do nosso último post? Pois é, voltamos a falar hoje um pouquinho mais sobre nossa visita ao Instituto Agronômico de Campinas, o IAC.

Enquanto uma parte de nossa turma do quinto ano foi levada para compreender um pouco mais sobre as hortaliças e suas características, um outro grupo foi aprender mais sobre os tipos de solo, além da importância da preservação da cobertura vegetal para evitar a erosão.

Começamos a aula com a apresentação sobre tipos de solo e suas ocorrências em várias partes do país. Aprendemos um pouco da história da terra roxa ou rossa, como diziam os imigrantes italianos.

Visita ao IAC Campinas
Todo mundo atento para o estudo de solo
Visita ao IAC Campinas
Entender as diferenças de cores do solo permite saber qual a condição deste solo para o cultivo

Logo em seguida, analisamos as diferenças do solo de acordo com a cobertura vegetal que o solo apresenta. Os alunos puderam reforçar aquilo que já tinham visto em sala, isto é, quanto mais cobertura o solo tiver, mais protegido ele estará.

Visita ao IAC Campinas
Era importante também entender a diferença entre solos que possuem cobertura e solos totalmente sem vegetação

Para demonstrar a importância de se preservar a vegetação, vimos os efeitos da chuva em um solo degradado e entendemos que, com o tempo, a erosão afeta um solo desprotegido, retirando grande parte dos seus nutrientes.

Visita ao IAC Campinas
E toda turma viu o efeito da erosão em um solo degradado

E essa visita trouxe tanta informação, tanto conhecimento… os alunos puderam fazer perguntas às pesquisadoras do IAC. Não se cansavam de anotar, perguntar, anotar, perguntar de novo…rsrsrs

Tinha gente agachadinha ali, bem perto, pra não perder nenhum detalhe!

Visita ao IAC Campinas
Foco total, hein! Era muita vontade de saber mais! 😀

Essa visita foi realmente inesquecível. Mas vimos que um único dia não era suficiente para aprender tudo que o pessoal do IAC tem pra nos ensinar.

Mas a gente não tá triste não, viu?!

os pesquisadores fizeram questão de nos convidar para um retorno, qualquer dia desses. Imagina se a gente não ia aceitar, né? Não perderemos a chance por nada! Aguardem-nos, equipe do Instituto Agronômico, pois, com toda essa atenção que vocês nos deram, não vemos a hora de voltar! <3

Visita ao IAC Campinas
E a gente se despediu com aquele sorrisão! Tem coisa melhor? 😉

Nosso sincero agradecimento a equipe do Instituto Agronômico de Campinas. Para conhecer mais sobre o trabalho deste histórico núcleo de pesquisas brasileiro, não deixe de visitar o site da instituição.

Deixe suas dúvidas sobre esta ou qualquer outra visita do nosso blog. Tem alguma sugestão de roteiro que poderíamos fazer com nossos alunos? Divida com a gente!

Até a próxima!

Pensando Ciências visita: Instituto Agronômico de Campinas

Saudações Pensadores de Ciências!

O post de hoje é muito especial. Vocês bem sabem que a gente adora sair com nossos alunos dos anos iniciais do ensino fundamental para fazer visitas técnicas e estudos do meio, não é? Pois bem, falaremos hoje de um lugar muito importante de nossa cidade: o Instituto Agronômico de Campinas, o famoso IAC.

Fundado em 1887, portanto há 130 anos atrás, por Dom Pedro II, e transferido para a responsabilidade do governo estadual já no Brasil República em 1892, o Instituto trabalha em pesquisas sobre os alimentos e competitividade dos produtos agrícolas para o abastecimento do mercado interno e externo. É um lugar com muita, mas muita história para contar e um verdadeiro orgulho na produção de conhecimento científico no Brasil, abrigando mais de 150 pesquisadores, das mais diversas áreas.

E como a gente foi parar lá, hein????

Um lugar tão bacana como o IAC, voltado para a pesquisa, também tem a vontade de despertar a paixão de novos pesquisadores. Assim, há uma programação para o atendimento de estudantes do ensino fundamental e médio, mediante agendamento. E podemos dizer que foi uma experiência incrível. O atendimento dos profissionais foi excelente, desde o pessoal de Relações Públicas até os pesquisadores. Quanta gente boa nós pudemos conhecer!! <3

Nossa visita foi dividida em dois roteiros distintos: um sobre os tipos de solo, sua degradação e consequências e outro sobre o cultivo de hortaliças, e é sobre este que vamos falar neste post.

Após as divisões dos grupos entre os pesquisadores responsáveis por cada um dos roteiros já fomos logo para uma área onde os pesquisadores nos mostraram algumas características das hortaliças. A gente aproveita para reforçar com as crianças a importância de uma alimentação saudável e variada. Mas, confesso que não imaginava o quanto de informação essas plantas guardavam. Vou tentar resumir ao máximo para o post não ficar muito grande. Vamos lá.

As hortaliças podem ser de:

  • Flor : alcachofra, brócolis e couve-flor;
  • Fruto : abóbora, berinjela, chuchu, ervilha em grão, jiló, maxixe, moranga, pimentão, pepino, quiabo e tomate;
  • Legume : ervilha e feijão-vagem;
  • Raiz : batata-doce, beterraba, cenoura, mandioquinha, mandioca, nabo e rabanete;
  • Tubérculo : batata, cará e inhame;
  • Bulbo : cebola

Conhecendo melhor os tipos de hortaliças que temos, fomos anotando as informações:

Visita ao IAC Campinas
Estávamos todos curiosos para descobrir as características das hortaliças

E ninguém queria perder os detalhes, todas as explicações eram muito interessantes.

Visita ao IAC Campinas
Concentração máxima

Descobrimos cada vez mais…

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As hortaliças podem ser cultivas em vasos
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Além dos vasos, as hortaliças podem ser cultivadas nessas pequenas áreas e, tão logo suas raízes se desenvolvam minimamente, elas podem ser levadas à terra

Fomos convidados também a conhecer alguns aromas

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Os alunos também queriam sentir o cheiro, a textura…
Visita ao IAC Campinas
pimentão e cenoura: um, hortaliça de fruto e a outra, de raiz

Até que chegou a hora de vermos, no microscópio, as sementes dos diferentes tipos de alface. Todo mundo correu pra fazer fila

Visita ao IAC Campinas
A espera para ver as sementes no microscópio valeu a pena

E eu, que não sou boba, nem nada, também tentei tirar uma foto, do microscópio para mostrar para vocês! Pensa numa aventura? Focar essa imagem não foi bolinho não, Brasil! Tudo em nome do bloguismo-investigativo-científico. 😀

Visita ao IAC Campinas
Até eu consegui dar “aquela espiadinha”! 😉

E chegou o momento mais divertido da nossa aula: Com adubos e sementes, pudemos fazer o plantio de hortaliças.

Visita ao IAC Campinas
Adubo

 

Visita ao IAC Campinas
Após a adubação, lançamos as sementes na terra

E houve quem quisesse plantar uma legítima representante das hortaliças de fruto. Olha o tomate aí, gente!

Visita ao IAC Campinas
Mais uma das hortaliças que plantamos

Muito bom, né? É uma experiência tão especial acompanhar crianças nesses momentos de contato com a natureza e com a vida! Gratidão define esse dia.

Visita ao IAC Campinas
Meus agradecimentos também à professora Paula Ferreira, que esteve comigo e a turminha do quinto ano

E você? Já cultivou hortaliças? Sabia da existência de todos esses tipos? Deixe suas dúvidas e sugestões nos comentários.

Até a próxima!

 

 

Pensando Ciências visita: Ceasa Campinas parte II

Salve, Pensadores de Ciências!

Lembram-se da nossa última aventura? Visitamos a Ceasa Campinas e contamos a primeira parte dessa experiência bem aqui.

Hoje chegou o dia de contarmos o desfecho dessa saborosa visita. Vem ver como foi.

Como ninguém queria perder tempo, assim que seu Chiquinho terminou de explicar as atividades, fomos logo ver a área de frutas. Podemos dizer que vivemos momentos de arrepiar! 😀

Começamos nossa visita pela câmara fria que guarda as maçãs, frutas delicadas que exigem refrigeração até o momento da venda.

Ceasa Campinas
Produzidas, majoritariamente, na região sul do país, as maçãs são conservadas em baixas temperaturas
Ceasa Campinas
Olha a temperatura no interior da câmara fria: 02ºC

Viram que sufoco? O que não fazemos em nome do bloguismo científico-investigativo-educacional, não é mesmo? Ainda bem que ficamos muito pouco tempo por aqui! rsrsrs

Depois das maçãs, foi a vez de aprender sobre a banana. Essa, que é a fruta mais consumida no Brasil, também precisa de uma câmara climatizadora, com a adição do licopeno, um composto natural, responsável por dar pigmentação vermelha e amarela às frutas. O processo é aplicado à banana para que atinja o ponto certo de comercialização. A câmara tem um painel de controle que permite saber quando se pode interromper o processo.

Ceasa Campinas
Os funcionários controlam o amadurecimento da banana

E tudo isso, vem explicado num quadro para os comerciantes.

Ceasa Campinas
Com essa tabela, é possível acompanhar as etapas de amadurecimento das bananas

A partir daí, foi só diversão e conhecimento. A cada banca, uma surpresa. Uma nova cor e um novo aroma encantavam nossos sentidos.

Ceasa Campinas
A variedade de frutas é encantadora!
Ceasa Campinas
E a quantidade também impressiona!
Ceasa Campinas
Tá vendo aí, do lado do mamão? Saiba que este é o cupuaçu, uma fruta muito apreciada em sucos, sorvetes…
Ceasa Campinas
Muitas crianças ainda não conheciam a pitaya, presente na América Central. Também cultivada na Ásia, recebe o apelido de fruta do dragão

E para terminar a visita, seu Chiquinho organizou, juntamente com um grupo de comerciantes, uma mesa com frutas e suco de uva para a degustação! <3

Precisamos dizer que foi sucesso total com a criançada? Acreditamos que não! rsrsrsrs

Ceasa Campinas
Um dos muitos boxes do Ceasa Campinas. E, depois da banca….

… a mesa! Bom apetite!

Ceasa Campinas
Depois de tanto falarmos sobre a importância de uma alimentação equilibrada, era hora de ver como isso funciona, na prática! \o/

Voltando para a escola, a criançada fez questão de registrar a memória e as experiências marcantes desse dia. Veja só o que a nossa turminha disse

“Ceasa é um lugar que eles separam as frutas que podem ser consumidas das estragadas. Aí, eles mandam pro ISA e eles entregam para famílias que precisam”

“Foi muito legal estar com seu Chiquinho, ele nos levou para fazer degustação (…) ele nos levou na câmara fria e depois voltamos para escola”

“Bem, nem sei por onde começar, porque achei tudo muito legal. O Chiquinho nos mostrou muitas frutas, algumas eu nem sabia que existia e eu não parava de pensar em uma coisa que o Chiquinho tinha falado, a “degustação”, todo mundo estava falando sobre isso. Comemos algumas frutas, tomamos um suco muito bom e fomos embora”

É… a degustação foi sucesso mesmo! rsrsrsrs

E assim foi nosso dia de aprendizado, de diversão, de cores, sabores, aromas. Amizade, trabalho e cooperação. Essa é a verdadeira receita da felicidade.

Ceasa Campinas
Hora da foto!
Ceasa Campinas
O sorrisão da professora Janaína e do professor Ricardo Zambelli já dizem tudo: essa visita foi um sucesso!

Quer saber mais sobre a Ceasa? Agendar uma visita para sua escola? Ou só experimentar todas essas frutas deliciosas? Você vai gostar, com certeza. Para mais informações, acesse o site.

Deixe suas dúvidas nos comentários. Teremos prazer em responder!

Até a próxima!

Pensando Ciências visita: Ceasa Campinas

Saudações, Pensadores de Ciências!

Já estavam com saudade da nossa tag Pensando Ciências Visita? Nós também.  \o/

Se você ainda não acompanhava o blog no ano passado, passa aqui, aqui e aqui pra ver um pouco do que já aprontamos fizemos por aí.

Se você já nos seguia, sabe que, para nós, o Estudo do Meio é coisa séria. É “a aula fora da sala de aula”, como sempre dizemos aos alunos, e desta vez não foi diferente.  Nossa visita à Ceasa Campinas teve como objetivo mostrar aos alunos dos anos iniciais as verduras, os legumes e frutas (algumas pouco conhecidas) e incentivar a alimentação saudável. A atividade está diretamente ligada ao conteúdo previsto.

Para o quarto ano, programamos iniciar o ano letivo com os seguintes conteúdos:

  • Relação entre alimentação e defesas naturais do corpo.
  • Importância da correta manipulação, preparação e conservação de alimentos.

E para alcançar nossos objetivos, que são a compreensão do valor dos alimentos como fonte de energia e nutrição para o desenvolvimento e manutenção de um corpo saudável, discutindo a alimentação como um dos direitos humanos, é que resolvemos fazer essa aula diferente.

Ceasa Campinas
O Ceasa conta com programação de visita escolar para Campinas e região

Acontece que essa visita foi tão bacana que tivemos que dividir o post em duas partes. Nos próximos dias, você verá a segunda etapa dessa grande experiência.

Por enquanto, vem saborear o post com a gente!

Assim que chegamos, fomos recebidos pelo Sr. Francisco. O nosso amigo “Chiquinho” é só atenção e cuidado com as crianças.

Ceasa Campinas
O Chiquinho está há 38 anos na Ceasa! Sabe tudo e mais um pouco. 😉

Visitamos a área dos legumes e as surpresas não paravam.

Ceasa Campinas
Os mini legumes causaram “comoção” nos alunos. Você conhecia a mini abóbora?
Ceasa Campinas
O mini chuchu também fez sucesso

E foi aí que a nossa visita “esquentou”, Conhecemos a pimenta mais ardida do mundo. Com direito a recorde mundial no Guiness Book!

Ceasa Campinas
Eis que vimos a pimenta Scorpio, de Trinidad e Tobago. Dizem que queima com um simples contato com a pele…Medo!

Ainda no tema “ardência”, mas beeeem mais leve, vimos o gengibre:

Ceasa Campinas
O gengibre, conhecido por suas propriedades no combate a resfriados é também amplamente utilizado na culinária oriental.

E mais uma especiaria que, normalmente, só vemos em pó: o açafrão.

Ceasa Campinas
O açafrão é conhecido por sua ação antioxidante e também pelo controle do apetite e perda de peso.

Depois disso, visitamos uma outra área da Ceasa. O ISA, que é a entidade responsável por fazer a distribuição de área de alimentos que seriam descartados por não apresentarem condições de comercialização (tamanho ou cor inapropriados). Os alimentos são higienizados e entregues a creches, asilos e entidades assistenciais diversas. Um exemplo de combate ao desperdício de alimentos, que atinge níveis alarmantes no Brasil e no mundo.

Ceasa Campinas
O ISA faz um importante trabalho em Campinas
Ceasa Campinas
Os alimentos na esteira de higienização, antes de serem encaminhados para doação

Aí, que entre um aprendizado e outro, a gente se pega pensando que…

Ceasa Campinas
…bem que podia pedir uma porção de fritas… Batata é o que não falta! 😀

Gostaram da nossa visita? Conhecem lugares em sua cidade que também doam alimentos para entidades assistenciais? Dividam sua experiência conosco nos comentários.

No próximo post, confiram tudo que aprontamos no setor das frutas e vejam que saímos de lá alimentados de saberes (e de sabores). Ficaram curiosos? Aguardem!

Até a próxima!

 

Classificando os animais

Saudações, Pensadores de Ciências!

O post de hoje é pra falar da nossa incrível sorte da classificação de animais.
Vocês viram aqui, como foi a nossa visita ao ZUEC–Museu de Zoologia da Unicamp? Pois é, acontece que fomos lá novamente para levar uma segunda turma e aí… conversa vai, conversa vem…. descobrimos que há um acervo de animais taxidermizados para empréstimos! É ou não é sorte demais, Brasil?!

 

E, com isso, não é que pintou uma nova ideia?!

 

Nossas turmas já tinham visto o conteúdo de classificação dos animais, mas nada melhor do que poder ver e tocar para fixar ainda mais o que aprendemos. Aí, sabe como é, a equipe do museu ofereceu e nós…
…pegamos quase todos os grupos de animais! 😀

 

Ao chegar na escola e encontrar todo esse acervo, você pode imaginar a euforia das turmas né? Mostramos mesmo para as turmas que não tinham visitado o museu. Então, nossos tímpanos ficaram seriamente abalados! rsrsrs

 

Aqui, nós decidimos apresentar os animais em grupos, pois foi assim que apresentamos também. Montamos nossa pequena exposição no laboratório de Ciências da escola.

 

Vem ver o tanto que essa garotada curtiu:

 

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Um macaco, uma preguiça e um morcego

Os mamíferos são animais vertebrados, que nascem do ventre materno e se alimentam de leite materno na 1ª fase da vida. Os morcegos são mamíferos voadores que possuem os membros anteriores transformados em asas. Podem ser encontrados em quase todas as regiões do planeta Terra, com exceção das regiões mais frias, como os polos. No Brasil, há 138 espécies de morcegos. Como todos os mamíferos, esses animais possuem o corpo coberto por pelos e alimentam seus filhotes com leite produzido nas glândulas mamárias das fêmeas.

O morcego é um animal que sai à caça no período do amanhecer, anoitecer ou da noite. Por viver em total escuridão, ele utiliza a ecolocalização para se orientar, conseguindo localizar obstáculos e também suas presas. Na ecolocalização, esse animal emite sons com frequências muito altas (impossíveis de serem ouvidas pelo ser humano). Essas frequências, quando batem em algum obstáculo, voltam ao animal em forma de eco, e assim ele consegue se orientar e saber a que distância se encontra o obstáculo à sua frente.

Dentre as várias espécies de morcegos que existem, muitas são benéficas e aliadas dos seres humanos. Dentre essas espécies aliadas, podemos citar a do morcego frugívoro. Esse animal se alimenta somente de frutas; e com esses hábitos alimentares ele consegue espalhar as sementes das árvores, que, quando caem no chão, germinam e se tornam uma árvore. Dessa forma, esse morcego ajuda no reflorestamento, recuperando matas e florestas destruídas pelo homem. Há inúmeras espécies de plantas que dependem exclusivamente do morcego para espalhar suas sementes.

Quer saber mais sobre morcegos e não sabe onde procurar? Ahá! A gente já deixa um link pra você começar suas pesquisas.

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Um lagarto e um jabuti

Depois dos mamíferos, era hora de lembrar as principais características dos répteis. Falamos um pouco desses animais que têm o corpo coberto por escamas ou carapaça, nascem de ovos e nadam ou andam.

E tem anfíbio também.

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Um sapo

Os anfíbios tem a pele úmida e nua, respiram por pulmões e pela pele e também nascem de ovos.

Vai um peixinho aí?

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Cação, piranha e um peixe (esquecemos de anotar o nome :\) )

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O que esse cavalo marinho tá fazendo aqui?

Cavalo marinho é peixe? É sim é um peixe ósseo. Vivem em águas temperadas e tropicais e são conhecidos facilmente por possuírem uma cabeça alongada com filamentos que lembram a crina de um cavalo. Os cavalos marinhos têm uma peculiaridade na reprodução, pois a os machos é que realiza a incubação dos ovos e gera os filhotes. Os filhotes são muito sensíveis, medem cerca de 1 cm e são muito transparentes. Apesar disso, já se tornam completamente independentes assim que nascem. Aqui no Brasil temos duas espécies de cavalo marinho: Hippocampus erectuseHippocampus reidi.

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Hippocampus erectus

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Hippocampus reidi

Já sei, você tá aí morrendo de vontade de saber mais sobre esses peixinhos? Olha aqui.

E como todo mundo sabe, os peixes tem o corpo coberto de escamas, algumas espécies podem ter o corpo coberto por couro, barbatana para nadar, respiram por guelras (asbrânquiasouguelrasessencialmente podem ser encontradas em diversos tipos de organismos).

Por exemplo, no caso dos peixes, ajuda nas trocas gasosas (respiração), mas também é um órgão que pode ajudar naclassificação taxonômicade espécies, ou seja, na identificação de espécies de peixes) e nascem de ovos.

Adivinha? Aqui tem mais um link sobre peixes.

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Um pingüim e um gavião

As aves tem o corpo coberto de penas, têm asas, a boca com bico e nascem de ovos. O Pinguim é uma ave marinha típica do polo sul, principalmente da região da Antártida. São encontrados também nas regiões da Terra do Fogo, Ilhas Malvinas e Galápagos. Estão adaptados para viverem em temperatura baixíssimas (até – 50° C). Possuem uma coloração preta e branca, sendo que algumas espécies possuem detalhes em amarelo.  Estas aves vivem, em média, de 25 a 32 anos.

Apesar de serem aves, os Pinguins não possuem a capacidade do voar. Suas asas são atrofiadas, possuindo a função de barbatanas.  São ótimos nadadores, podem atingir até 40 quilômetros por hora de velocidade. Passam grande parte do tempo dentro da água. A maior parte das espécies possuem hábitos diurnos.  As pernas destas aves secretam uma espécie de óleo, que serve como impermeabilizante contra o frio.

A alimentação dos Pinguins baseia-se em peixes de pequeno porte e algumas espécies de crustáceos como, por exemplo, o krill.  Os principais predadores dos Pinguins são as orcas, tubarões e as focas-leopardo.  A reprodução destas aves varia de acordo com a espécie. Algumas possuem uma época definida para reprodução, enquanto outras se reproduzem durante o ano todo. Na grande parte das espécies, o macho colabora guardando (chocando) os ovos e oferecendo cuidados aos filhotes. Fazem ninhos nas pedras ou em buracos cavados por eles.  O tamanho varia de acordo com a espécie, podendo chegar até 1, 2 metro de altura (caso do Pinguim-imperador). No caso desta espécie, podem pesar até 30 quilos.

E o link sobre pinguins hein, cadê?

Calma, pessoal. Já providenciamos bem aqui. 😉

A vantagem desta atividade foi a oportunidade de oferecer aos alunos a experiência de tocar e sentir a textura da pele dos animais, observar mais de perto e notar detalhes que em fotografias e livro didático ficariam difíceis de serem explicados. E TODOS ficaram muito interessados! <3

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Alguém avisa que eles podem piscar? 😀

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E assim, encerramos mais uma atividade que também serviu de revisão e não deixou de ser uma experiência incrível para os alunos. A visita ao museu foi programada somente para as turmas de 5º ano. Então, se nem todas as turmas puderam ir ao museu… o museu foi até todas as turmas! \o/

Conta pra gente nos comentários o que você achou desta atividade? Tem mais algum site sobre animais ou sobre museus de história natural na sua cidade? Compartilha também. Vem Pensar Ciências!

Até a próxima!

 

 

 

Pensando Ciências visita: ETE Capivari

Salve Pensadores de Ciências!

Vocês se lembram desse post aqui? Nós mostramos uma experiência muito especial criada pelo professor Daniel Lourenço da EMEF Maria Pavanatti Fávaro. A experiência, na verdade, era parte da preparação para uma visita técnica a qual tivemos a honra de acompanhar! \o/

Também mostramos uma outra visita nesse post aqui.

A turma do Pavanatti visitou a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Capivari. Esse estudo do meio foi pensado para que os alunos pudessem observar todas as etapas da captação e do tratamento de água. E você? Sabe qual o caminho percorrido pela água, do rio à torneira? Continue por aqui que a gente conta T-U-D-O que descobriu!

A SANASA, empresa responsável pelo abastecimento de água do município de Campinas, tem o programa Minha Escola na Sanasa, com o qual monitores treinados (funcionários da própria empresa) buscam os alunos na própria escola e levam até à Estação de Tratamento mais próxima da escola. No caso da EMEF Maria Pavanatti Fávaro, a Estação mais próxima é a Capivari, que recebe esse nome por coletar a água do rio Capivari e, com essa água, abastecer os bairros da região do Aeroporto Internacional de Viracopos.

ETE Capivari Campinas
Fomos até a Estação de Tratamento na companhia dos monitores do programa Minha Escola na Sanasa

Logo na chegada, nossos monitores nos informaram  que a ETE Capivari tem a capacidade de captar 365 litros de água por segundo. É M-U-I-T-A coisa!!! Mas….para chegar à nossa casa, a água passa por algumas etapas de tratamento e foram essas etapas que pudemos acompanhar com a ajuda dos monitores.

ETE Capivari Campinas
Logo no início, os monitores explicaram tudo que veríamos na ETE

Nosso primeiro ponto de observação foi a captação em si. Nesta etapa não há qualquer tratamento. A água ainda apresenta os sinais da contaminação 🙁 e podemos até mesmo ver a presença de algas que só proliferam em águas poluídas.

ETE Capivari Campinas
Visão geral das bombas que captam 365 litros de água, por segundo!
ETE Capivari Campinas
Aqui vemos o rio Capivari no trecho de captação da Estação de Tratamento
ETE Capivari Campinas
A presença dessa espécie de alga indica que a água captada no rio está poluída e exige muito tratamento

E as bombas, que funcionam em sistema de revezamento, para realizar a captação.

ETE Capivari Campinas
Parte interna das bombas de captação

Na sequência, os monitores falaram sobre os estágios do tratamento: filtragem, floculação e decantação. Para a filtragem, temos os seguintes elementos que compõem os filtros: areia (fina e grossa), 03 tipos de cascalho e ainda policloreto de alumínio e carvão vegetal.

ETE Capivari Campinas
As camadas que compõem o filtro

Para que um processo tão complexo e importante se dê, a água passa por vários tanques, nas etapas de tratamento. Já nos primeiros tanques, a água recebe cal hidratada, para equilibrar o Ph, que deve fica entre 7 e 7,5. Além da cal, a água recebe a primeira adição de cloro, para iniciar a purificação.

Momento curiosidade: Você sabia que, justamente por ser um ambiente com a manipulação de grandes quantidades do gás cloro (altamente tóxico), está proibido o consumo de alimentos na área da estação de tratamento de água? Agora, você já sabe: se for com sua escola a uma ETE, não poderá levar nem um lanchinho para “se distrair” durante a visita. Fique atent@

Voltando ao nosso roteiro…

ETE Capivari Campinas
Visão geral dos diversos tanques de tratamento

No segundo conjunto de tanques, ocorrem as etapas seguintes. Primeiramente, a etapa de floculação. O policloreto que foi adicionado vai formando um material suspenso (em forma de flocos) e é responsável por recolher mais impurezas da água. Esses flocos são, no primeiro momento, agitados por canaletas nos tanques de água. Na etapa seguinte, com a decantação, o material vai para o fundo, formando o que os técnicos chamam de lodo de fundo de estação de tratamento.

ETE Capivari Campinas
Formação do lodo de fundo, após a ação do policloreto de alumínio
ETE Capivari Campinas
Na decantação, o lodo se deposita nas canaletas que impedem o retorno das impurezas para a água

Neste ponto, a água já está bastante limpa, mas ainda não é potável, e é aí que o tratamento vai para a etapa final. Nos últimos tanques há um novo acréscimo de cloro. Mas desta vez, ele ganha a companhia de outros dois elementos: a amônia, usada para fixar o gás cloro na água e o flúor, que colabora com a nossa saúde bucal.

ETE Capivari Campinas
Painel que controla as adições de cloro, amônia e flúor na etapa final do tratamento de água

Para encerrar a visita, nossos monitores alertaram sobre a importância do uso racional da água. Como pudemos observar, a captação e o tratamento não são processos simples, tampouco baratos. Sendo assim, o combate ao desperdício e também o reuso se tornam indispensáveis para o nosso futuro.

Descobrimos também, no final de nossa visita, que tudo que vimos sobre os procedimentos de tratamento estão regulamentados pelo Ministério da Saúde, que por meio da Portaria 2914, determina os critérios de potabilidade da água e de tudo que é adequado à saúde humana.

Nossa! Quanta coisa aprendemos nessa visita!

E depois de tanto aprendizado…

ETE Capivari Campinas
…que tal um copo de água geladinho. Essa conversa deu uma sede! 😀

É isso aí né, pessoal?! Vamos cuidar direitinho da água que temos? Essa é a nossa obrigação e garantia de sobrevivência 😉

Agradecemos à equipe da EMEF Maria Pavanatti Fávaro que nos convidou para acompanhar essa visita e aos monitores da SANASA que responderam a todas as perguntas que fizemos para escrever esse post.

Gostaria de sugerir alguma visita técnica para nós? Deixe suas impressões e dicas aí nos comentários. Vem Pensar Ciências com a gente!

Até a próxima!