Bactéria e fungos parte III: a gente não desiste nunca!

Saudações, Pensadores de Ciências!

Nós continuamos nossas pesquisas com a experiência que realizamos com nossas turmas do quarto ano do ensino fundamental, no Laboratório de Ciências. Agora, nossa tentativa é de acabar com as colônias de bactérias e fungos do nosso último experimento.

Você não viu? Clica aqui e aqui.

No último post contamos para vocês que tínhamos colocados alguns produtos encontrados na escola para provarmos a existência de bactérias na cultura que criamos, esperamos por um sinal, um halo de inibição, porém… nada aconteceu. 😦

Experiência em sala de aula microrganismos vírus fungos bactérias meio de cultura anos iniciais ensino fundamental ensino de ciências
Aqui podemos ver que a cultura está mais escura e as colônias de fungo aumentaram

Só que nossos alunos são persistentes e Pensadores de Ciências muito criativos e surgiu a ideia de usarmos produtos bem mais poderosos, pois acreditamos que os que são comprados para uso da escola sofrem diluição para não causar alergias ou intoxicações.

Decidimos investigar o armário de produtos químicos do Laboratório de Ciências da escola, lá encontramos:

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Sim, é verdade, alguns produtos estavam vencidos mas resolvemos usar assim mesmo. Até porque, não deixava de ser interessante descobrir se os produtos ainda tinham alguma ação sobre os microrganismos

Aproveitamos para anotar todos os produtos vencidos e encaminhar o pedido de reposição à direção. Agora é só aguardar.

Enquanto isso, por se tratarem de produtos fortes e, como dissemos, alguns deles fora do prazo de validade, não permitimos que os alunos manuseassem nenhum componente dessa experiência. Prevenção é tudo!

O Ácido Clorídrico é uma solução ácida e que pode causar queimaduras, devendo ser manuseado apenas por adultos e sempre com uso de luvas. É o mesmo ácido que o corpo humano fabrica no processo digestório, o P.A. que você viu no rótulo, aí na foto, vem de pureza analítica.

Já o Hipoclorito de Sódio é usado como desinfetante, sendo também distribuído em postos de saúde para purificar a água para nosso consumo. O hipoclorito de sódio é conhecido popularmente como água sanitária, que é vendida em solução de 2,0 a 2,5%. A solução que estava em nosso laboratório tem 5% de concentração. Vamos ver o que ela é capaz de fazer.

O Hidróxido de Amônio (Amoníaco Líquido) é encontrado em produtos de limpeza nos quais é utilizado o amoníaco. Ele é um ótimo complemento na limpeza doméstica e além de tudo não é poluente.

O Detergente Neutro é um grande auxiliar na remoção de impurezas, possibilita um melhor contato entre as partículas de sujeira e de água. A sujeira, na maioria das vezes, está rodeada por uma película gordurosa. Com o uso do detergente, as suas moléculas acabam eliminando essa camada de gordura, depositando-a na água, onde ela irá flutuar, podendo assim então retirar com mais facilidade a sujeira.

O álcool benzílico ou fenilmetanol, é o álcool mais simples da série aromática. Este encontra-se livre na natureza, por exemplo, na essência de jasmim e na essência de cravo. É um líquido incolor e aromático, usado principalmente como solvente.

Lugol Forte, conhecido por suas propriedades de desinfetante e antisséptico.

Sugerimos aos professores que queiram fazer esse tipo de experiência com os alunos que incluam no seu trabalho uma etapa de pesquisa sobre essas substâncias e seus usos mais comuns. Assim, a turminha aprende ainda mais.

Preparamos tudo o que íamos usar: papel filtro, conta-gotas, luvas e uma distância segura para a turminha.

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Usamos também uma bandeja plástica para evitar muita sujeira e controlar o uso das substancias
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O pessoal não ficou muito contente em não poder mexer nos materiais, mas segurança é nosso lema

Começamos, então, nosso “novo-velho” experimento.

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A manipulação dessas substâncias tem que ser feita com cuidado
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Ficou combinado que, durante a manipulação das substâncias, os alunos ficariam bem longe da bancada. Isso porque…

Ao colocarmos o primeiro produto, o ácido clorídrico, digamos que foi assim… uma loucura!!!!!

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…olha aí, a fumaça liberada pelo ácido clorídrico

Uma nuvem de fumaça branca subiu e sentimos o cheiro da reação química no mesmo momento. Ainda bem que a turminha estava a uma distância segura e nosso laboratório é bem ventilado. Também avisamos que, se necessário, algum aluno que se sentisse incomodado com algum cheiro,  poderia deixar o laboratório e retornar alguns minutos depois. Nós já prevíamos algum acontecimento inusitado.

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Aos poucos, fomos aplicando cada um dos produtos

A fumaça durou apenas alguns instantes. Continuamos o experimento, utilizando as demais substâncias. Chegamos ao último produto e já podíamos ver as primeiras reações.

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Olha só…não é que começamos a ver os efeitos? Conseguem ver a espuma em volta da solução 56?

A solução 47, é o Hipoclorito de Sódio 5%. Notamos um clareamento na cultura na região onde foi colocado o papel filtro.

Também houve alteração na região onde foi colocado o detergente neutro, solução 56. A espuma surgiu no mesmo momento e o meio de cultura começou a clarear.

E o último local a apresentar modificação foi a do Lugol. Também notamos o início do clareamento na cultura.

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Alguns minutos após o termino do experimento

E a criançada foi tirar suas conclusões:

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Finalmente, depois de uns minutos, a turminha podia se aproximar. Só não valia tocar em nada!
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Algumas análises
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Hipóteses sendo levantadas

E qual foi a conclusão a que nossa turma chegou? Que o melhor sempre é o bom e famoso sabão.

A reação do detergente neutro foi a que mais impressionou, pois fez espuma e começou a clarear, sugerindo uma ação mais eficiente no combate aos fungos e bactérias da cultura. E os alunos imediatamente já lembraram do que dizemos a eles quando acontece algum ferimento: água e sabão. Lembraram também do que discutimos inúmeras vezes em sala de aula e até já mostramos aqui. Isto quer dizer que se lembraram da importância dos bons hábitos de higiene. Entre eles, lavar sempre as mãos. Falando nisso…

…como diria a música de Arnaldo Antunes,

“Uma

Lava outra, lava uma

Lava outra, lava uma mão

Lava outra mão, lava uma mão

Lava outra mão

Lava uma

 

Depois de brincar no chão de areia a tarde inteira

Antes de comer, beber, lamber, pegar na mamadeira

Lava uma (mão), lava outra (mão)

Lava uma, lava outra (mão)

Lava uma

 A doença vai embora junto com a sujeira

Verme, bactéria, mando embora embaixo da torneira

Água uma, água outra

Água uma (mão), água outra

Água uma…”

É Arnaldo, só faltou o sabão. rsrsrs

Foi um dia bem divertido no Laboratório de Ciências. Esperamos que você tenha gostado desta experiência e que esteja bem animado para fazer a sua própria cultura de fungos e bactérias! Se fizer algo parecido, que tal mandar fotos ou vídeos na nossa página no Facebook? Estamos te esperando!

Até a próxima!

Continuando a experiência com microrganismos: vírus, bactérias e fungos

Saudações, Pensadores de Ciências!

Lembram aqui no nosso penúltimo post? Aquele que falava de microrganismos? Os 3 dias se passaram e fomos verificar nossa experiência e vejam só o que encontramos.

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Além de bactérias também tínhamos várias colônias de fungos

Olha a cara do pessoal com a novidade…

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A criançada anda se sentindo muito importante! Brincando e Pensando Ciências ❤
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Podemos dizer que nosso amigo aí está tentando disfarçar, porque o cheiro é terrível… =0

Além das bactérias, presentes pela quantidade de material orgânico e dos fungos que apareceram, pois estão em um meio propício com umidade e pouca luz, também sentimos um forte cheiro, resultante de um fungo chamado Candida albicans, que está entre os muitos organismos que vivem na boca e no sistema digestório do nosso corpo. Em circunstâncias normais, a Candida albicans pode ser encontrada em 80% da população sem que cause problemas a saúde.

E agora, o que fazer com esse material tão interessante?

Vamos tentar provar a existência das bactérias com ajuda de alguns produtos que podem ser bactericidas. Separamos, água sanitária, enxaguante bucal, desinfetante, álcool, vinagre e desengordurante.

Para evitarmos problemas de contaminação e ajudar na manipulação dos produtos, usamos uma pinça e papel filtro, que é muito parecido com o filtro de café que você usa em casa.

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O filtro foi cortado em pequenos círculos para que todas as substâncias coubessem na placa. Logo acima, é possível ver os copinhos que usamos para separar e identificar as substâncias utilizadas.
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Aí foi só chamar a criançada para ver a colocação das substâncias no meio de cultura
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E ninguém queria perder nenhum detalhe! Dá pra ver a Marina, nossa “fotógrafa oficial” arrumando o celular para fazer os registros dela

As iniciais dos produtos foram anotadas nos círculos de papel para a identificação.

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Uma boa organização vale muito 😉

Agora, vamos aguardar para ver a reação dos materiais que colocamos em nossa cultura…

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Vejam só como ficou… Agora é só esperar!

Nossa observação se dará para ver se surgirá em volta de cada papel um halo de inibição, que vai nos mostrar a atividade antimicrobiana (halo de inibição é um círculo que se formará em torno do papel mostrando que não há mais crescimento microbiano), no nosso caso, atividade bacteriana.

O que será que vamos encontrar quando retornarmos às amostras? Estão curiosos? Nós também! Continue ligadinho aqui no blog e acompanhe as cenas dos próximos capítulos próximas etapas desta investigação. E se você já fez algo parecido, que tal compartilhar conosco as suas descobertas?

Até a próxima!

Sequência Didática: Vamos Salvar o Planeta!!!

Saudações, Pensadores de Ciências!

Parece que o post de hoje tá meio “ousadia e alegria” né? rsrsrs…. Mas, calma lá que vamos explicar para você mais uma sequência didática para os anos iniciais do ensino fundamental. A sequência de hoje diz respeito a um pequeno ser, a abelha, discriminada por muitos, mas de valor inestimável para outros e para o planeta, de modo geral. Daí, o título “atrevido” do post. 😀

Veja o que encontramos aqui sobre os bichinhos:

Esses insetos pequenos no tamanho, mas de uma importância gigante para toda a vida na Terra. Sem as abelhas, não perderíamos só o mel e os produtos agrícolas. A produção de animais para consumo sofreria grandes perdas, já que estes animais são herbívoros. A vida selvagem de uma forma geral também sofreria sem elas: a vegetação seria drasticamente reduzida e, assim, a vida em geral.

Mas, o que um ser tãããão pequeno pode fazer pelo planeta?

A abelha é responsável pela polinização e o transporte de pólen. É com a polinização que temos a fecundação das flores e, consequentemente, os frutos e sementes que garantem a sobrevivência das espécies vegetais. A polinização também ocorre com a água, o vento e mesmo com outros animais, como borboletas e beija-flores. No entanto, é por meio das abelhas que esse trabalho da natureza se dá “por excelência”. Isso porque nossas amigas são velozes e donas de um voo em ziguezague. Além da especificidade do seu voo, as abelhas são animais sociais e com a consolidação da colônia, são capazes, depois de certo tempo de observar, com precisão, as melhores horas do dia para a coleta de pólen das flores próximas à colmeia.

Confira a nossa sequência e observe que ela pode ser adaptada para diferentes faixas etárias.

Tema: Meio Ambiente

Conteúdos participantes: Ciências, Português e Artes.

Usaremos como tema disparador o filme “BEE MOVE A História de uma Abelha”

O filme trata do incômodo de uma abelha com a perspectiva de passar a vida fabricando mel, ela decide viajar para fora da colmeia, com outras abelhas que colhem o néctar. Ao descobrir que a raça humana coleta o mel e o vende, o personagem principal decide processar toda a humanidade. O filme não só ensina todo o processo de polinização e as relações entre fauna e flora, mas também a importância que as flores têm para o andamento da colmeia, e mostra também a complexa estrutura social dentro da mesma.

Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Começar com um filme, vai fazer com que as crianças de divirtam enquanto aprendem

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1ª Etapa

         Atividade introdutória à recepção do texto (filme)

Iniciamos com uma roda de conversa após o a apresentação do filme e assim verificarmos os conhecimentos prévios dos alunos, apresentamos as informações sobre a colmeia, e a importância das abelhas para nossa casa, o Planeta Terra.

É importante destacar as cenas que mostram a polinização, a produção de mel, da estrutura social das colmeias e como cada abelha tem a sua função dentro do processo.

Se necessário exiba novamente os trechos do filme onde aparecem os assuntos em destaque no parágrafo acima pode-se também apresentar outros materiais de consulta, como livros e revistas para que pesquisem sobre o assunto e discutam coletivamente. Pergunte que tipo de recursos as flores têm para atrair os polinizadores, lembrando que além das abelhas existem outros animais que também podem realizar o processo, de que forma esses polinizadores realizam a reprodução nas plantas e o que as abelhas procuram nas flores.

2ª Etapa

         Leitura compreensiva e interpretativa do texto

Algumas perguntas são disparadas:

  • O filme conta a história de que personagem?
  • Como ele vive?
  • Onde mora?
  • Como é o trabalho dele?
  • Ele ganha alguma coisa para realizar o trabalho?
  • O que as abelhas fazem com as flores?
  • Qual o nome do pó que fica preso ao corpo da abelha?

Nesta etapa, o professor pode identificar e realizar as perguntas que achar pertinente para a idade dos alunos. É interessante também um pequeno estudo do meio na escola para identificar possíveis colmeias.

O destaque para a anatomia do corpo do inseto pode ser feito nessa etapa. Também o ciclo de vida pode ser demonstrado. Recomendamos que o professor traga diversas ilustrações para que os alunos possam compreender melhor os pequenos insetos.

Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Abuse das imagens, para explorar o conhecimento sobre as abelhas

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Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Imagens como essa mostram as fases do desenvolvimento das abelhas

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O professor pode aproveitar esse momento e explorar o laboratório de informática da escola. Pesquisas em sites para desmistificação do perigo das abelhas, mostrar para aos alunos que existem abelhas sem ferrão e que podem ser cultivadas em casa ajuda a “tirar o medo” das nossas amigas do “corpinho listrado”. É possível encontrar bons materiais aqui e aqui.

No nosso canal do YouTube, reunimos vários conteúdos que podem ser aproveitados para complementar o que falamos nessa sequência. Clica lá!

Trazemos aqui algumas atividades que pesquisamos em sites diversos. Você pode clicar nos links que deixamos abaixo das imagens e também descobrir muitos outros!

Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Depois de acompanhar o desenvolvimento das abelhas, essa atividade ajuda a compreender a divisão de tarefas na colmeia

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Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Explore também as partes do corpo do inseto

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Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
E, logo em seguida, se estiver com turmas dos anos iniciais, pratique a escrita

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Texto para o trabalho de reescrita.

 

Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Exercitar a reescrita também pode ser divertido

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E, você sabia que, amanhã, dia 03 de outubro, comemoramos o Dia Nacional da Abelha? Haverá diversas atividades espalhadas pelo nosso país, aproveite!

Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Cartaz da programação do CATI, em Campinas

3ª Etapa

                   Transferência e aplicação da leitura

  • Nova roda de conversa para avaliação da aprendizagem e verificação de novos pontos de vista.
  • Confecção de um Meliponário, coleção de colmeias de abelhas sem ferrão (Meliponíneos) de vários tipos. Nesse site você encontra o passo a passo.
Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Que tal criar abelhas?

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  • Mobilização de uma campanha de proteção para as abelhas, com confecção de faixas e cartazes. As crianças podem dar uma volta no bairro explicando a comunidade sobre o que aprenderam e como as abelhas são importantes para nossas vidas.

Resolvemos montar essa sequência, pois tivemos uma surpresa: nossos alunos também desconheciam a importância desses insetos fantásticos e acabaram por destruir uma colmeia.

Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Olha o resultado do estrago aí

Levaram um tremendo susto! Ainda bem que era abelha sem ferrão, e só levaram umas beliscadinhas, já pensou o estrago???

E vocês? Estão prontos para uma criação de abelhas? Já pensaram que delícia colher o próprio mel e ainda ajudar a natureza? E vamos encerrar o post de hoje com os versos desta música, sucesso nos anos 80, do personagem Fofão, criação do saudoso artista Orival Pessini.

         “…Pra que cada criança não tenha só lembrança

Da imagem de uma flor…”

Guerra Nas Estrelas

Compositor: Orival Pessini/ Neil Bernardes/ Terry Winter

 

Experiência com micro-organismos: vírus, bactérias e fungos

Saudações, Pensadores de Ciências!

Hoje vamos falar de um assunto que “quase ninguém vê”, os micro-organismos, ou, microrganismos. A experiência que trazemos hoje é sobre vírus, bactérias e fungos.

Nossos quartos anos do ensino fundamental avançaram com os conteúdos e estamos agora estudando os microrganismos e suas relações com os seres humanos.

Iniciamos contando para as turmas que os microrganismos são seres unicelulares, isto é, de uma única célula, e que, portanto, não podem ser vistos a olho nu, sendo visíveis apenas com uso de microscópios.

Logo depois falamos dos vírus, que são, praticamente, parasitas celulares, pois necessitam de outra célula viva para sobreviver, podem atacar animais, vegetais e bactérias. Esse assunto não era novidade para os alunos, pois conversamos sobre os vírus quando falamos de vacinas, alimentação e vitaminas.

Você também já viu microrganismos no blog aqui e aqui.

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Nessa imagem temos o vírus influenza, causador da gripe

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Na sequência, falamos das bactérias, estes  seres microscópicos estão presentes em toda a parte, até mesmo no nosso corpo ajudando o sistema excretor, presentes também em alguns alimentos e remédios. Essa variedade de formas em que podemos encontrar as bactérias chamou a atenção dos nossos alunos. Resolvemos, então, fazer um pequeno experimento, um cultivo de bactérias.

O objetivo dessa experiência é mostrar a existência de bactérias e como elas contaminam o meio de cultura.

Para isso usamos:

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Com material separado é só começar a estudar os microrganismos
  • Gelatina sem sabor
  • Caldo de carne
  • Cotonetes
  • Água para dissolver o caldo e a gelatina
  • 2 placas de petri, esse material transparente que você vê na foto. Se você não tiver, pode usar duas tampas de maionese.

Os alunos devem passar o cotonete no chão ou entre os dentes, ou ainda entre os dedos dos pés (de preferência depois de eles ficarem por um bom tempo fechados dentro dos tênis e meias). Existem outras opções, como usar as mãos sujas ou uma nota de dinheiro. O cotonete é esfregado levemente sobre o meio de cultura para contaminá-lo. Tampe as placas de petri ou envolva as tampas de maionese com filme plástico. Depois de três dias, observe as alterações.

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Uma de nossas turmas, esperando a “mágica” acontecer! ❤

Após prepararmos os meios de cultura, era hora de colher as bactérias para a reprodução.

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As bactérias também estão presentes em nossa boca, principalmente se, após as refeições, não fizermos a higiene apropriada! Bora escovar muito bem esses dentinhos, pessoal! 😀
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E lá estávamos nós, colhendo bactérias! =o

As bactérias coletadas foram colocadas no meio de cultura através dos cotonetes.

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A cor da cultura é referente ao caldo de carne, que fornecerá as condições para o desenvolvimento dos microrganismos

Agora estamos aguardando nosso “milagre particular da multiplicação”. São 3 dias de espera para o próximo capítulo. Estamos na expectativa. E você? Já fez experiências semelhantes na sua escola? Se ainda não fez, queremos saber o que você acha dessas atividades em sala de aula.

Por enquanto, acompanhe o desenrolar desta aventura com a nossa turminha.

Até a próxima!

Pensando Ciências Visita: Museu Exploratório de Ciências da UNICAMP

Saudações, Pensadores de Ciências!

No post de hoje, vamos falar de uma coisa que amamos: estudo do meio! \o/ Para nós, uma visita é sempre uma grande oportunidade de vivermos o aprendizado com nossos alunos. Quando a sala de aula está “na rua”, tudo parece ser mais fácil, e as atividades pedagógicas propostas ganham mais sentido. Com os anos iniciais do ensino fundamental, então…tudo fica ainda mais divertido.  E você é nosso convidado para mais um Pensando Ciências Visita. Vem!

Nossas turmas dos 5º anos foram realizar uma aula diferente, um estudo do meio. Aproveitamos que está acontecendo a 11ª Primavera dos Museus e agendamos uma visita mediada no Museu Exploratório de Ciências que fica dentro UNICAMP. Olha o site do museu aqui.

Lá pudemos observar duas exposições diferentes:

Cor da Luz: O código das cores, onde os alunos aprenderam como as imagens são formadas através das cores, possibilitando que nós a vejamos como elas realmente são. Vimos também algumas ilusões de ótica que enganam o sistema visual humano fazendo com que vejamos coisas que não existem, de fato.

Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Os monitores já tinham tudo na ponta da língua para responder nossas questões
Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Olha só que interessante!

Os dois cubos tem cores iguais?

Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Intrigante, não?!

Vemos variações de tons nos cubos, mas continuamos dando o mesmo nome para as pastilhas. O especial é que os quadrados azuis na parte superior do cubo da esquerda e os amarelos na direita, são da mesma cor: cinza.

Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Esse grande olho simula a formação de cores na retina
Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
A turma brincando com as cores e sombras

Entramos na sala da Alice, uma sala mágica, onde as cores desaparecem e as figuras mudam com a luz.

Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
O mundo de Alice…
Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Cada figura mais incrível que a outra

Já na exposição permanente, Praça Tempo e Espaço, as crianças verificaram alguns conhecimentos adquiridos em sala e também conheceram e aprenderam coisas novas.

A primeira coisa que notamos foi um grande Globo Terrestre que é utilizado para leituras solares, estações do ano, dia e noite etc.

Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
O globo terrestre

Os antigos egípcios fizeram os primeiros relógios de sol por volta de 3500 a.C.

Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Relógio de sol

Aqui, verificamos que o campo da bússola magnética responde ao um campo magnético externo, ou seja, ao campo magnético da terra.

Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Mesa de Bússola

Até aí a gente já conhecia, mas apareceram umas coisas diferentes…

Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Praxinoscópio

O praxinoscópio, é um mecanismo que cria efeito de movimento a partir de imagens paradas e pode ser considerado um dos precursores do cinema. Com ele os pesquisadores conseguem observar o movimento do sol ao longo do ano e do dia e tantas outras coisas relacionadas.

Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Ritmo dos pêndulos

Os alunos puderam brincar e constatar alguns conceitos de física, como o período de oscilação do pêndulo simples.

E você já conhecia esse museu?

Foi a primeira vez que estivemos lá e adoramos, pois pudemos interagir com as exposições. É sempre bom também, além de Pensar poder brincar com a Ciências. 😉

Conta pra gente sobre alguma exposição ou museu que você gostou de conhecer. Tem algum museu que você gostaria de recomendar? Deixe aí nos comentários!

Até a próxima!

 

 

 

 

 

 

 

Sistema respiratório: Inspira e Expira!

Saudações, Pensadores de Ciências!

O post de hoje traz novamente o Sistema Respiratório como “estrela do dia”. Nós falamos dele aqui, lembram? Vamos falar mais um pouco desse conteúdo do quarto ano do ensino fundamental e claro que fizemos coisas diferentes para que nosso aprendizado ficasse muito mais interessante. Vem ver!

No primeiro momento verificamos o conhecimento dos alunos sobre o Sistema Respiratório e perguntei quais seriam os órgãos que o compõe. Claro que os primeiros a aparecer foram o pulmão e o nariz. O nariz fez muito sucesso, pois tem sua estrutura feita de cartilagem, que é um tecido do nosso corpo resistente e flexível, aparentam ser só dois buraquinhos por onde o ar deveria entrar para seguir para nossos pulmões, porem sua função é muito maior.

Neste órgão encontramos os famosos pelinhos, que vemos na imagem abaixo, são chamados de cílios e sua função é filtrar o ar, evitando que partículas de sujeira consigam entrar em outras partes do nosso sistema respiratório.

sistema respiratório ensino de ciências ensino fundamental anos iniciais
Os pelos do nariz são nossos guardiões

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Lá também encontramos o muco nasal que tem uma capacidade de segurar as partículas finas de sujeira e bactérias por ser bem pegajoso. Também tem a função de ajudar a umedecer as vias respiratórias.

No meio dessa conversa tão teórica apareceu a seguinte pergunta: E a meleca?

Fizemos uma bela pesquisa neste site aqui e a resposta, nós transcrevemos pra vocês…

“A meleca se forma porque junto com o ar, respiramos impurezas e microrganismos como vírus, bactérias e fungos. Isso tudo fica retido nos cílios e na secreção do nariz, quando a secreção fica saturada de impurezas, parte dela é removida. Quando estamos em um lugar muito poluído (poeira, fumaça e etc.) a produção da secreção nasal aumenta para reter as impurezas e evitar que ela chegue aos pulmões. Como os cílios estão em constante movimento, eles levam aquela massinha de caca misturada com poeira e micróbios para a abertura do nariz. Essa é a meleca!

Mais do que uma bolinha de sujeira sem serventia, a meleca é uma defesa do nosso organismo e serve como uma barreira protetora. Ela possui a consistência endurecida porque é ressecada pelo ar que entra quando respiramos Mas, embora seja útil, volta e meia, é preciso removê-la. Isso porque, em grande quantidade, ela pode atrapalhar a passagem de ar pelo nariz. E aos comedores de meleca fica um aviso: ao engolir meleca você está levando para o seu organismo impurezas, bactérias, vírus e outros microrganismos que ficaram retidos na mucosa nasal e isso é uma nojeira sem tamanho!”

O Pensando Ciências adverte: é preciso manter o nariz limpo. E por falar em limpar o nariz….

Olha quem a gente encontrou na internet dando uma “limpadinha no salão”, rsrsrsr… Parece que dessa ninguém escapa 😀 😀

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Foi mal pelo flagra, Majestade…
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Até tu, Brad?!

Imagens

Depois de passarmos pelo nariz, continuamos nossa caminha indo para boca, faringe, laringe, traqueia, brônquios, bronquíolos, alvéolos (os três últimos dentro do pulmão) e finalmente o pulmão e o diafragma.

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Podemos visualizar o sistema respiratório e seus componentes

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Aí a coisa começou a ficar mais animada, já estávamos tão felizes em saber que uma rainha também tira caca do nariz e tantos outros atores que descobrimos na internet que o assunto não poderia ficar melhor… mais ficou e sério também.

Medooooooo!!!!

sistema respiratório ensino de ciências ensino fundamental anos iniciais
Estão curiosos?  =0

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Resolvemos usar a microscopia para encerrar nosso estudo sobre Sistema Respiratório, para quem não conhece, microscopia é um conjunto de técnicas que permitem a investigação científica por meio do microscópio. Se você ficou curioso sobre o assunto dá uma olhadinha aqui.

Fomos ao laboratório investigar o pulmão, e é claro que a gente não faz nada sem ajuda dos nossos biólogos de plantão, desta vez quem nos ajudou novamente foi a Professora Lúcia Caldas. Viva o trabalho de equipe! A nossa corrente do bem segue firme e forte. \o/

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Professora Lúcia Caldas mostrando aos alunos a lâmina e a lamínula que é usada no microscópio

Na imagem acima a bióloga apresenta dois materiais importantes as crianças, A lamínula é usada para sobrepor ao material que está na lâmina durante a leitura no microscópio, o que permite uma melhor visualização do material. Para saber mais sobre material para laboratório, é só clicar aqui.

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Olha a turminha, conhecendo o novo material de trabalho
sistema respiratório ensino de ciências ensino fundamental anos iniciais
Com a ajuda da professora Lúcia, os alunos puderam entender a operação do microscópio

Usamos uma lâmina com tecido pulmonar e olha o que podemos observar através do nosso microscópio.

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Projetamos na TV a imagem dos alvéolos
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Ampliamos a imagem e pudemos reconhecer o núcleo das células que formam o corpo humano, são essas pintinhas mais escuras que se sobressaem com o uso do corante que ajuda a melhorar a imagem
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Chegamos ainda mais perto. Agora, a imagem dos alvéolos é bem mais nítida. Os alvéolos são essas imagens maiores um pouco mais claras.

É nos alvéolos que ocorre a troca gasosa entre o ar e o sangue. O sangue rico em gás carbônico (sangue venoso) chega aos alvéolos pulmonares pelos vasos capilares, e entra em contato com o ar que preenche os alvéolos por sua fina camada de células. Aí ocorrem as trocas de gases. O sangue libera o gás carbônico (dióxido de carbono) e capta o oxigênio, se transformando de venoso em sangue arterial (rico em oxigênio). Quer continuar pesquisando? Clica aqui!

E isso aí pessoal! Agora é respirar fundo e contar pra gente, aí nos comentários: já tinham estudado sobre o sistema respiratório? Conheciam a origem da meleca? E as imagens do microscópio, hein? Vamos ficando por aqui mas desejamos muito ar puro para vocês!

Até a próxima!

 

 

 

 

 

Sequência Didática: Saneamento Básico, Higiene e Animais Invasores

Saudações, Pensadores de Ciências!

O post de hoje é sobre saneamento básico e higiene e é mais uma Sequência Didática! Coisa que a gente gosta muito de publicar e que sabemos que vocês também gostam de ler. Afinal, quem não gosta de trocar ideias, experiências e pensar novos jeitos de ensinar e aprender? A gente ama! \o/

Falando nisso, o tema da higiene já apareceu nessa sequência didática aqui, lembra?

É.. até agora, tá tudo muito bom, tá tudo muito bem… mas nem tudo no post de hoje é tão fácil assim de “gostar”… quer ver?

Diz aí: quem é que gosta de encontrar uma baratinha andando pela casa? E quando um ratinho passa correndo e se esconde embaixo do sofá… #comofazBrasil?

PAUSA DRAMÁTICA

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Pois é… Esses seres aterrorizantes da natureza são conhecidos como animais invasores. Isso porque eles “invadem” nossas casas em busca de alimentos. Mas… por que isso acontece??? Bom, antes que você ache que as baratas são um tipo de “castigo dos deuses”, vem conferir essa sequência, que pode ser usada no ciclo I do Ensino Fundamental.

Tema: Saúde, saneamento básico e higiene.

Conteúdos Participantes: Ciências, Português, Matemática e Artes.

Texto Norteador: O Rato Roque; Livro Boi da Cara Preta, Sérgio Caparelli, Editora L&PM. 2004. Porto Alegre.

Você pode adquirir o livro no site da editora

1ª Etapa

                        Atividade introdutória à recepção do texto

Coloca-se a palavra roque no quadro e perguntamos aos alunos sobre seu significado. A seguir, pedimos que repitam a palavra várias vezes, rapidamente, perguntando o que lhes sugere o som produzido pela repetição. O professor deixa que as crianças verbalizem suas impressões, procurando enfatizar a representação icônica do som: algo que está sendo roído. Se essa situação não for citada, é conveniente que o professor a mencione.

2ª Etapa

                        Leitura compreensiva e interpretativa do texto

O professor lê, com os alunos, expressivamente o poema, acentuando o ritmo dos versos. Em seguida, pode marcar o ritmo com palmas, batidas de mãos ou do lápis na mesa. Para marcar o ritmo do poema, o professor pode dividir a turma em dois grupos A e B, solicitando que o primeiro leia os versos ímpares, acentuando as sílabas mais fortes, e o segundo marque apenas o ritmo dos versos pares (roque roque). Conforme o interesse da turma e a disponibilidade de materiais, as crianças podem utilizar objetos confeccionados por elas, como latinhas com pedrinhas, pandeiros com tampinhas de garrafas e etc.

A seguir, o professor apresenta as atividades abaixo:

1-) Por que a palavra “Roque” aparece escrita com a letra inicial maiúscula e minúscula no poema?

2-) O que sugere a expressão “roque roque”?

3-) Desenhe três coisas que são roídas pelo rato e que podem ser vistas e tocadas pelas pessoas.

4-) Pinte, no poema, três nomes de coisas que o rato rói e que não podem ser tocadas pelas pessoas, mas que podem ser vistas (escreva o poema numa cartolina).

5-) Entregue para as crianças uma folha com 3 queijinhos desenhados, ou peça que elas desenhem e escrevam, dentro do queijo desenhado, as palavras da pergunta 3.

6-) Peça para os alunos ilustrarem o poema com os queijinhos.

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Essa atividade pode ser muito divertida!

Imagem disponível aqui

7-) Verifique o conhecimento prévio dos alunos sobre o assunto Saneamento Básico.

8 -) Apresente textos e exercícios sobre Saneamento Básico e Higiene.

Você pode localizar textos de apoio aqui e aqui.

Veja, a seguir, algumas atividades que achamos e que podem também ajudar no aprendizado de noções de higiene.

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As cruzadinhas sempre fazem sucesso. Divertem e ajudam a fixar o conteúdo.
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O caça-palavras também não pode faltar
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Aqui, uma outra cruzada
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Mais um caça-palavras. E ainda treinamos a escrita das palavras encontradas.

9-) Continuando a atividade, é possível conversar com as crianças sobre hábitos de higiene e de prevenção aos “invasores” que podem trazer doenças. Olha mais um texto de apoio aqui.

10-) Para explorar o universo lúdico com as crianças, podemos fazer uma dobradura de rato.

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Que tal criar uma exposição, com as dobraduras feitas pelos alunos?

Imagem disponível aqui

3ª Etapa

                        Transferência e aplicação da leitura

  • O professor, com o auxílio dos alunos, lista no quadro o nome de outros “invasores”.
  • O professor propõe a criação de um poema semelhante ao que foi lido, que tenha como “inspiração” um dos animais mencionados.
  • Elaboração de uma história com o Rato Roque e alguns dos animais mencionados.
  • Criação de um diálogo entre o Rato Roque e Maria, personagem referida no poema, no qual ela conscientize o rato sobre os problemas da falta de Saneamento Básico.

A partir desta atividade, o professor pode pedir uma pesquisa de como é o bairro das crianças em relação ao Saneamento. Pode-se também dar continuidade aos conteúdos, falando das verminoses e etc.

E o quê mais se pode fazer, gente? Tudo que sua imaginação quiser, oras! 😎

Deixe seu comentário ou sugestão sobre esta sequência didática? Que outra ideia você teve? O que faria diferente? Conhece outros materiais sobre o tema? Que tal discutir essa atividade pedagógica sobre saneamento básico e higiene com outros professores aí, na sua escola? Vamos adorar saber como vocês andam Pensando Ciências!

Até a próxima!

Projeto Alameda: Classificação e Coleção de Amostras de Solo

Saudações, Pensadores de Ciências!

Vocês estão lembrados do Projeto Alameda? Falamos dessa história aqui, aqui e aqui também e avisamos pra todo mundo que íamos dar seguimento em outro momento. E não é que esse momento chegou? Yeah! \o/

Como prometido, voltamos hoje para contar mais uma das etapas do nosso projeto.

Nossas crianças ficaram de trazer amostras variadas de solo, e elas chegaram.

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Separamos os materiais e demos início aos trabalhos

Aproveitamos para nos aprofundar nos tipos de solo, sua composição química e classificação segundos esses aspectos.

Fomos atrás de descobrir o processo formativo de cada solo, e suas classificações, para isso usamos de início o material de apoio deste site aqui

Conversamos com a Geógrafa de nossa escola, a Professora Doutora Viviane Cracel.

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Olha a professora Viviane aí, gente! ❤

Ela nos apresentou um material muito legal, bem mais didático e de fácil compreensão.

Primeiro usamos um texto de Manoel Fernandes de Souza Neto do livro Aula de Geografia e algumas crônicas. Campina Grande: Bagagem, 2008.

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O uso de material extra foi decisivo para essa atividade com nossos alunos

Transcrevemos aqui um trecho do livro para que vocês possam conhecer um pouco mais da obra. Quem sabe, você não começa, aí, na sua escola, um novo trabalho? Vem ver!

Os solos são

            Os solos são uns filhos da rocha mãe. Até parecem ser bem quietos, mas essa aparente calmaria esconde o quanto os solos são vivos, vivíssimos para dizer a verdade. Enquanto os outros pensam que eles estão mortos há uma série de processos ocorrendo no seu interior, como se houvesse uma festa com os seres mais estranhos que alguém possa imaginar.

            E não pense que é só minhoca que passeia no solo. Lá passeia todo tipo de bactéria, de fungo, de bichinho que se vê a olho nu e de outros tantos que só mesmo com um microscópio. Aí meu amigo, com tantos seres assim, o solo fica parecendo uma espécie de mercado Persa, um tipo de feira livre, só que sem dinheiro. E é um troca-troca fantástico de elementos químicos, materiais orgânicos, sais minerais, que o solo vai se transformando permanentemente.

            E ciclo vai, ciclo vem e o solo é uma festa: é bactéria decompondo nitrogênio e trocando por outras coisas do gênero; é minhoca construindo caminhos e produzindo húmus; é água que vai deixando os sais quando evapora; é o ar que vai circulando pelos pequenos canais feitos de diminutos grãos de diferentes formas, tamanhos, cores e origem.

            E essa coisa de origem é fundamental, porque sempre disse minha avó, que os filhos parecem com os pais. Ora, se a rocha mãe for muito ferro, pode esperar que o solo vai ser meio vermelho; já se a rocha que é mãe for muito cálcio, o solo vai tender fortemente ao branco. E não pense que só a rocha mãe é que dá origem a tudo, pois o clima aparece nessa história meio como uma espécie de pai. Vai me dizer que nunca ouviu falar no tal intemperismo?! Pois o clima, amigo velho, decompõe a rocha mãe e o processo inicial a gente chama de intemperismo.

            Ora, ora, se o clima for meio árido, a tendência vai ser do clima quebrar muito a rocha; mas de mudá-la muito pouco, pois ela vai continuar, por mais quebrada que esteja com a mesma composição mineral e os solos tenderão a ser rasinhos, raquíticos, superficiais. Já se o clima for úmido, aí vai ser outra história, porque ele vai amaciar a rocha mãe, mudar suas características iniciais, torná-la menos rocha, menos dura e é claro, mais macia, mais profunda.

            Por isso o solo é como se fosse uma espécie da relação entre um clima, assim meio pai e uma rocha, meio mãe. É dessa relação que os filhos solos tendem a ser a cara encarnada e esculpida dos pais.

            E mais uma coisa meu amigo, o solo também cresce, também muda de horizonte com o tempo, também tem lá seu perfil, suas características, digamos assim, mais pessoais. Todo solo tem seus traços íntimos, sua identidade química, uma certa estrutura física. Uns são rasos, outros profundos; uns velhos, outros bem recentes; uns vermelhos, outros amarelos, alguns brancos, outros negros, além daqueles que possuem variadas cores.

            Os solos são vida e suas raízes, ainda que não nos demos conta disso, estão vivas dentro de nós.

Com essa leitura, nosso trabalho foi ficando mais fácil. Logo depois, usamos um outro material que a Professora Viviane nos forneceu e que nos ajudou a classificar os solos de uma maneira mais rápida e didática. O livro ” O solo sob nossos pés”, da autora Deborah de Oliveira, publicado pela Editora Atual.

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Mais um livro fundamental para nossos estudos

Recebemos também da Professora a dica de alguns sites que nos ajudariam, como o Pedagogia Fácil e o site dos professores da UFPR.  Os dois sites são fantásticos, mas foi no Programa Solo na Escola da Universidade Federal do Paraná que descobrimos uma coleção de experimentações que virou nosso baú de riquezas. Encontramos uma EXPERIMENTOTECA DE SOLOS e uma COLEÇÃO DE CORES DE SOLOS (COLORTECA). Bingo! Era o que queríamos fazer, nosso acervo de solos, mas agora tínhamos um norteador para ajuda. Deixamos aqui o nosso sincero agradecimento à equipe que, muito gentilmente, autorizou o uso do material produzido por eles e também já deu dicas, sugestões de intervenção no solo…Foi incrível!

Chegou a hora de mostrarmos tudo que fizemos. Segura na nossa mão e vem!!

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Organizamos as amostras trazidas pelos alunos

Colocamos as amostrar para secagem, e aproveitamos para brincar um pouco com a amostra 07, que é um solo argiloso.

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Nesse dia, todo mundo estava liberado para mexer na terra! 😀
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E teve produção de relatório também! 😉
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Tudo explicado: cada um registrou as diferenças entre as amostras
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É muito interessante ver como cada um organiza o relatório do seu jeitinho!
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A conclusão também era fundamental. E todos se saíram bem. A gente ❤

Organizamos nossas amostras.

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Era hora de recolher as amostras nos potes
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Deixamos em uma das estantes da sala para que os alunos pudessem rever e até explicar para os demais professores da turma

E voltamos a Alameda para conferir, se tudo estava correto.

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Uma das turmas do quinto ano, durante a verificação do solo onde criaremos a Alameda

Já conversamos com nosso Orientador Pedagógico e apresentamos nossas novas análises, acreditamos que agora precisamos remexer o solo e complementar com adubação, que pode vir de uma compostagem, pensamos também em uma cobertura vegetal, como grama, tudo isso está sendo analisado e logo, logo, vocês saberão mais do que estamos aprontando.

Já fizeram alguma coisa parecida?

Eu confesso que tudo isso é novo para mim e para nossos alunos também, mas todas as descobertas têm sido tão legais que a cada aula pensamos em outras possibilidades e nossas cabeças piram e mudam a todo instante. Esse trabalho também é fruto de uma “corrente do bem”. Começou com a nossa colega Viviane, ali mesmo, na nossa escola e nos levou até o Paraná! Não é incrível saber tudo que o conhecimento pode proporcionar?

O escritor Lewis Carrol, em Alice nos país das maravilhas diz a seguinte frase:

“Eu… eu… nem eu mesmo sei, nesse momento… eu… enfim, sei quem eu era, quando me levantei hoje de manhã, mas acho que já me transformei várias vezes desde então. ”

E assim seguimos nossas aulas, nessa metamorfose ambulante.

Conte para gente o que você tem feito de diferente e que te provoca mudanças na sua escola.

Até a próxima!

 

De Volta ao Sistema Circulatório!

Saudações, Pensadores de Ciências!!

Num dos nossos últimos posts fizemos uma viagem ao passado e voltamos para falar novamente de um dos primeiros órgãos do Sistema Digestório, agora entramos novamente em nosso Delorean… 😀

Nosso coração fica acelerado, só de imaginar uma viagem com essa máquina!

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… e voltamos para os dias atuais, vocês já sabem do que estamos falando nas nossas salas do quarto ano: o Sistema Circulatório.

Quando você pensa em coração qual figura vem a sua mente? Tenho certeza que lembra do coração vermelhinho, aquele dos apaixonados…

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Nossos alunos logo viram que essa simpática representação é bem diferente do coração de verdade

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Quase ninguém lembra, de imediato, do órgão super importante que temos dentro do peito. Esse órgão responsável pela circulação sanguínea, que carrega os nutrientes retirados do intestino delgado através das vilosidades, e o leva a todas as partes do nosso corpo. Também responsável pela circulação do oxigênio, levando o ar da ponta da cabeça até o dedão do pé e trazendo o gás carbônico para ser lançado de volta a atmosfera pelos pulmões.

Quanto trabalho né?

O coração é responsável por bombear o sangue por todo nosso corpo, ele faz isso através de contrações musculares. Sim, esse órgão é um grande músculo muito importante para nossas vidas.

Para que nossos alunos pudessem compreender melhor esse órgão tão complexo, levamos para a sala um coração de boi, que é um grande mamífero e nos ajudaria nas observações.

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Nosso “pequeno” coração bovino

Comparado ao coração humano, esse aí é bem grande já que o nosso tem mais ou menos o tamanho de nosso punho fechado.

Nosso órgão é coberto de uma camadinha de gordura que serve para protegê-lo. É o que você vê, na transversal, parecendo um cordão de gordura, que na verdade é, mas esconde de baixo uma Artéria Coronária.

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No detalhe da imagem, é possível ver o caminho da coronária

Infelizmente, nosso coração  o coração do boi foi aberto no açougue e não pudemos observar como queríamos e sonhávamos as artérias, algumas veias e vasos capilares. Ahhh!! E a Aorta e o Tronco Pulmonar… que tristeza. O açougueiro partiu nosso coração e o do boi também… (ok, o trocadilho pode ser infame, mas o sentimento é sincero)

Mas, como a gente é brasileiro e não desiste nunca…

… Conseguimos observar várias coisas, dá uma olhada nessa aventura.

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Os alunos adoraram ver uma veia “ao vivo”
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Aqui, podemos ver mais uma veia
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Algumas veias e vasos capilares, nessa imagem podemos ver que o órgão também tem a proteção do muco seroso, que, assim como a camadinha de gordura que vimos antes, tem a função de proteger o coração

E tem mais! Sabemos que nosso coração tem quatro cavidades, a esquerda e a direita (chamadas de ventrículos), que não têm comunicação. Já as partes superior e inferior estão interligadas.

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Mesmo com o coração já aberto, conseguimos ver a ligação da cavidade superior com a inferior

A cavidade direita é onde ocorre a circulação pulmonar, ou seja, o sangue caminha do coração aos pulmões, e dos pulmões ao coração.  Esse sangue é chamado de sangue venoso, rico em gás carbônico, já na cavidade esquerda recebemos o sangue arterial (oxigenado) que é levado dos pulmões ao coração, através das veias.

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É ló-gi-co que todo mundo queria por a mão, sentir a textura, o cheiro. A gente deixa porque adora trabalhar com Educação Sensível

Após tudo isso, fomos observar nossos próprios vasos capilares.

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Nada como uma mão limpinha para realizar a exploração….rsrsrs

E também observamos as veias.

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Todos ficaram observando as veias dos braços e das mãos! ❤

Nas fotos vocês podem notar a presença discreta do livro didático, ele é apoio nas horas das referências e dúvidas.

Nossas turmas adoram experimentos como esse. E vocês? Já fizeram algo assim?

Alguém já viu um coração de verdade?

Vai continuar acreditando que coração é só amor? Claro que é né, gente, só com muito amor envolvido para fazer nosso corpo funcionar direitinho. Por aqui, estamos no ritmo daquela música: “Só love, só love, só love” 😀

E, agora, que tal compartilhar um pouco do seu amor pelas Ciências conosco? Deixe seus comentários sobre estas e outras atividades pedagógicas que já divulgamos por aqui!

Até a próxima!

 

 

Sequência Didática: S.O.S Amazônia!

Saudações, Pensadores de Ciências!

O motivo deste post é, por um lado, muito bom: trazemos mais uma sequência didática envolvendo o ensino e aprendizagem de Ciências para o público do nosso blog: alunos e professores dos anos iniciais do ensino fundamental. Por outro lado, porém, não vamos negar que o post de hoje apresenta uma certa urgência. E nós não pudemos deixar de nos manifestar quanto a isso.

Devido aos últimos acontecimentos e a posição do governo federal em extinguir uma grande parte da Amazônia, que fica entre o Pará e Amapá, liberando uma área de preservação ambiental e ocupação indígena para extração de minérios, vimos a necessidade de mostrar às crianças o impacto ambiental que ocorrerá em nossas terras, sim, porque a Amazônia é nossa! E vocês já viram o quanto a gente ama esse lugar, aqui mesmo, no blog. Então, bora lá, pensar juntos sobre a nossa maior riqueza, junto com as nossas crianças, as herdeiras dessa terra.

Nossa sequência pode ser usada no Fundamental I nos dois ciclos, com adaptação da linguagem para cada faixa etária.

Tema: Meio Ambiente

Conteúdos participantes: Ciências, Geografia, Português, Matemática e Artes.

Texto Norteador: O Macaco Vermelho, Mário Vale, Belo Horizonte, Editora Dimensão, 1992.

Sequência didática, preservação da Floresta Amazônica. Ensino de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Partindo do livro de Mario Vale, podemos articular diferentes conhecimentos

1ª Etapa

                        Atividade introdutória à recepção do texto.

O professor inicia uma roda de conversa com os alunos, centrado na identificação de animais de circo (sabemos que o uso de animais em apresentações circenses não é uma prática legal que pode, inclusive, ser debatido com os alunos mais velhos). Para chegar ao nome do macaco, o professor poderá propor alusões referentes a ele, por exemplo, alimentação (bananas), jeito de pular de árvore em árvore, rabo comprido.

Nomeando esse animal (macaco), o professor pergunta aos alunos a respeito do conhecimento que têm dele, com a intenção de prepará-los para o trágico (a prisão e a posterior exploração do macaco pelo dono do circo).

A seguir, deve-se mostrar a capa do livro e ler o título para as crianças.

O professor desafia os alunos com as seguintes perguntas:

  • Vocês já viram um macaco vermelho?
  • Por que será que este macaco é vermelho?
  • Para vocês onde está o macaco vermelho?

2ª Etapa

                        Leitura compreensiva e interpretativa do texto.

O professor lê a narrativa para os alunos e, simultaneamente, mostra as ilustrações. Em seguida, o professor relê a narrativa, questionando as crianças a respeito do texto.

Por exemplo:

  • Qual era o maior desejo do macaco?
  • Ele realiza esse desejo? Como?
  • Por que o macaco arrumava confusão?
  • Por que o macaco ficou vermelho?
  • Quem capturou o macaco?
  • Para que o macaco foi capturado?
  • Qual foi a reação do dono do circo ao ver o macaco em sua cor natural?
  • O macaco conseguiu ficar livre novamente?
  • Para você onde foi o macaco quando saiu da jaula?

Em seguida o professor vai aprofundando as perguntas, sempre lembrando dos conhecimentos prévios dos alunos. Nessa etapa, podemos usar mapas para mostrar aos alunos as regiões de florestas do Brasil.

  • Onde é comum encontrar macacos?
  • Quais regiões do Brasil pode-se encontrar uma maior concentração de animais selvagens?
Sequência didática, preservação da Floresta Amazônica. Ensino de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
O IBGE tem uma página com mapas que vai te ajudar muito

Trazendo a turma para a realidade, o professor pode se utilizar de reportagens onde aparecem animais selvagens na cidade e questiona os alunos:

  • Onde vivem os macacos?
  • Por que os macacos viriam das florestas para as cidades?
  • É comum encontrar animais selvagens (originário de matas) nas cidades?
  • Por que vocês acham que isso vem acontecendo cada vez mais?

Separamos algumas reportagens que podem ajudar nesse momento:

Essa aqui, do Portal Terra.

E essa outra do Jornal Correio Popular, da cidade de Campinas.

Você pode ver, também, o material que deixamos em nosso canal, no YouTube.

Também é importante falar da exploração dos animais.

  • Por que o macaco preto não valia nada?
  • Para você, onde a vida de um animal vale mis: na floresta ou no circo? Por que?
  • O que você achou da atitude do dono do circo?
  • O que você acha da atitude das pessoas que capturam animais silvestres para explorá-los comercialmente?

3ª Etapa

                        Transferência e aplicação da leitura.

Uma nova roda de conversa deverá ser realizada falando dos animais silvestres e as ocupações das terras em que habitam.

O professor pode pedir que as crianças criem uma nova história a partir dos conhecimentos apresentados na sequência (reportagens, mapas etc.).

Pode-se fazer uma representação teatral com a história apresentada, ou com alguma outra, feita pelas crianças.

Usando as formas geométricas e explorando os conteúdos de matemática é possível, desenhar um macaco com auxílio dos círculos sobrepostos. Você pode imprimir essa atividade clicando aqui.

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Vamos estimular a criançada a criar as imagens com o uso de formas geométricas

Uma proposta de jogos com TANGRAN também pode ser muito interessante. Você pode imprimir aqui.

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Para o professor que preferir construir o próprio material com as crianças de maneira mais elaborada usando régua para uso de medidas, trabalho com centímetros e etc pode usar esse molde, disponível aqui.

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Dependendo da idade dos seus alunos, você pode desafiá-los com esse esquema mais elaborado

E como vocês podem ver, na imagem abaixo, ideia para criar animais com o TANGRAM é o que não vai faltar.

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Solte a imaginação!

Então é isso aí!

Já conversaram com seus alunos a respeito de nossas matas e de tudo o que vem acontecendo com elas? Levem jornais, revistas para as salas. Vamos envolver nossos jovens nesse debate.

Não podemos deixar de lembrar dos casos de Febre Amarela urbana, do começo do ano, causados pelo desequilíbrio ambiental, uma das consequências do desmatamento. Cuidar da Floresta Amazônica é dever de todos os brasileiros. Nós também somos povos da floresta!

E o que você achou do TANGRAM como recurso em sala de aula? Você costuma usar esse material? Deixe nos comentários as suas sugestões com este e outros jogos. Vamos adorar conhecer as suas sugestões.

Veja outras de nossas sequências didáticas aqui, aqui e ali também.

Vamos lá pessoal, a Amazônia é nossa!

Até a próxima!