Pensando Ciências visita: Instituto Agronômico de Campinas

Saudações Pensadores de Ciências!

O post de hoje é muito especial. Vocês bem sabem que a gente adora sair com nossos alunos dos anos iniciais do ensino fundamental para fazer visitas técnicas e estudos do meio, não é? Pois bem, falaremos hoje de um lugar muito importante de nossa cidade: o Instituto Agronômico de Campinas, o famoso IAC.

Fundado em 1887, portanto há 130 anos atrás, por Dom Pedro II, e transferido para a responsabilidade do governo estadual já no Brasil República em 1892, o Instituto trabalha em pesquisas sobre os alimentos e competitividade dos produtos agrícolas para o abastecimento do mercado interno e externo. É um lugar com muita, mas muita história para contar e um verdadeiro orgulho na produção de conhecimento científico no Brasil, abrigando mais de 150 pesquisadores, das mais diversas áreas.

E como a gente foi parar lá, hein????

Um lugar tão bacana como o IAC, voltado para a pesquisa, também tem a vontade de despertar a paixão de novos pesquisadores. Assim, há uma programação para o atendimento de estudantes do ensino fundamental e médio, mediante agendamento. E podemos dizer que foi uma experiência incrível. O atendimento dos profissionais foi excelente, desde o pessoal de Relações Públicas até os pesquisadores. Quanta gente boa nós pudemos conhecer!! <3

Nossa visita foi dividida em dois roteiros distintos: um sobre os tipos de solo, sua degradação e consequências e outro sobre o cultivo de hortaliças, e é sobre este que vamos falar neste post.

Após as divisões dos grupos entre os pesquisadores responsáveis por cada um dos roteiros já fomos logo para uma área onde os pesquisadores nos mostraram algumas características das hortaliças. A gente aproveita para reforçar com as crianças a importância de uma alimentação saudável e variada. Mas, confesso que não imaginava o quanto de informação essas plantas guardavam. Vou tentar resumir ao máximo para o post não ficar muito grande. Vamos lá.

As hortaliças podem ser de:

  • Flor : alcachofra, brócolis e couve-flor;
  • Fruto : abóbora, berinjela, chuchu, ervilha em grão, jiló, maxixe, moranga, pimentão, pepino, quiabo e tomate;
  • Legume : ervilha e feijão-vagem;
  • Raiz : batata-doce, beterraba, cenoura, mandioquinha, mandioca, nabo e rabanete;
  • Tubérculo : batata, cará e inhame;
  • Bulbo : cebola

Conhecendo melhor os tipos de hortaliças que temos, fomos anotando as informações:

Visita ao IAC Campinas
Estávamos todos curiosos para descobrir as características das hortaliças

E ninguém queria perder os detalhes, todas as explicações eram muito interessantes.

Visita ao IAC Campinas
Concentração máxima

Descobrimos cada vez mais…

Visita ao IAC Campinas
As hortaliças podem ser cultivas em vasos
Visita ao IAC Campinas
Além dos vasos, as hortaliças podem ser cultivadas nessas pequenas áreas e, tão logo suas raízes se desenvolvam minimamente, elas podem ser levadas à terra

Fomos convidados também a conhecer alguns aromas

Visita ao IAC Campinas
Os alunos também queriam sentir o cheiro, a textura…
Visita ao IAC Campinas
pimentão e cenoura: um, hortaliça de fruto e a outra, de raiz

Até que chegou a hora de vermos, no microscópio, as sementes dos diferentes tipos de alface. Todo mundo correu pra fazer fila

Visita ao IAC Campinas
A espera para ver as sementes no microscópio valeu a pena

E eu, que não sou boba, nem nada, também tentei tirar uma foto, do microscópio para mostrar para vocês! Pensa numa aventura? Focar essa imagem não foi bolinho não, Brasil! Tudo em nome do bloguismo-investigativo-científico. 😀

Visita ao IAC Campinas
Até eu consegui dar “aquela espiadinha”! 😉

E chegou o momento mais divertido da nossa aula: Com adubos e sementes, pudemos fazer o plantio de hortaliças.

Visita ao IAC Campinas
Adubo

 

Visita ao IAC Campinas
Após a adubação, lançamos as sementes na terra

E houve quem quisesse plantar uma legítima representante das hortaliças de fruto. Olha o tomate aí, gente!

Visita ao IAC Campinas
Mais uma das hortaliças que plantamos

Muito bom, né? É uma experiência tão especial acompanhar crianças nesses momentos de contato com a natureza e com a vida! Gratidão define esse dia.

Visita ao IAC Campinas
Meus agradecimentos também à professora Paula Ferreira, que esteve comigo e a turminha do quinto ano

E você? Já cultivou hortaliças? Sabia da existência de todos esses tipos? Deixe suas dúvidas e sugestões nos comentários.

Até a próxima!

 

 

Jardim Sensorial: um cantinho especial da escola

Saudações, Pensadores de Ciências!

Hoje é dia de falarmos de algo que nos trouxe muita alegria: a criação de um jardim sensorial! Vocês se lembram de quando fizemos a limpeza e manutenção de nosso minhocário? Pois é… falamos que logo traríamos notícias sobre o destino que daríamos ao húmus produzido por nossas minhocas californianas e como aqui, missão dada é missão cumprida, tratamos de estimular nossos pequenos pensadores a buscar soluções para o material.

Em roda de conversa com os 4º anos apareceu à pergunta:
– Professora, o que vamos fazer com a terra que trocamos da minhoca?
E como já tínhamos pensado nisso, quando levei a atividade para a sala, sugeri um Jardim Sensorial e novas perguntas apareceram:
– O que é isso, Prô?
Expliquei que seria um jardim com plantas aromáticas que poderíamos usar para comer, fazer chás ou perfumar a casa. Com a proposta aceita, lá fui eu buscar ideias para nosso jardim. Na primeira hipótese, queria fazer um daqueles suspensos, usando garrafas pet.
Como esse aqui:
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Lindo, né? Amamos! <3
E seria feito seguindo esse esquema:
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  Era isso que eu tinha em mente, porém utilizei garrafas de água que são mais moles e não consegui obter o mesmo resultado. Sem as mudas ficavam perfeitas, mas com as mudas as garrafas se dobravam ao meio.  🙁

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Em casa, com garrafas de água, não conseguimos o mesmo resultado da primeira foto.

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Já com as mudas plantadas, vocês podem ver que a garrafa não ficou tão firme.
Diante deste “contratempo”, resolvemos que nosso jardim seria no chão, ao lado de um muro da escola, e não mais suspenso. Tínhamos diversas mudas: Manjericão, Bálsamo, Lavanda, Erva Doce, Hortelã, Cânfora e Alecrim.
Aí você vai dizer: por quê essas plantas? pra quê serve cada uma delas? vou ter que procurar?
Seus problemas acabaram! 😀 Deixamos uma lista prontinha pra vocês!
Agora, com toda essa moleza pesquisa que a gente deixou, você bem que podia começar um jardim sensorial também, né?  Já pensou? Hum? Hum?
Olha aí, mais um exemplo:
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Maravilhoso!
Era hora de plantar e também de usar o nosso húmus!!
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E, aos pouquinhos, nosso jardim foi ganhando forma.
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A meninada quase não gosta de mexer na terra! 🙂
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A turminha ficou muito envolvida e tomando cuidado para que tudo ficasse perfeito.
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Estavam todos encantados!
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E nosso jardim ficou assim:
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Vista “aérea” 😀
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Para não sobrecarregar ninguém e também não correr risco de nosso cantinho ficar sem cuidados, estabelecemos que, a cada dia, um aluno ira molhar e verificar se está tudo bem com nosso jardim.
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Mas por que mesmo que a gente escolheu um jardim sensorial, hein? Porque nosso objetivo maior é fazer com que as crianças percebam o mundo que as cercam, não só o mundo tecnológico mais sim o mundo primitivo, aquele que já estava aqui antes de nós, e para isso nada melhor do que usar os sentidos. Afinal, nosso lema por aqui é: gentileza gera…N-A-T-U-R-E-Z-A!

Quer saber mais sobre o Jardim Sensorial, dá uma olhadinha nesse site, pois está tudo bem explicado!

Fala pra gente aí nos comentários o que você achou. E se já criou um jardim sensorial em casa ou na escola, que tal escrever sobre ele? Quais plantas você escolheu? Como está cuidando? Continue a Pensar Ciências conosco.

Até a próxima!

Projeto Mascotes: manutenção do minhocário

Saudações, Pensadores de Ciências!

O post de hoje é para falar sobre a limpeza e manutenção do minhocário das nossas turmas do 4° ano. Trazer mascotes para a sala de aula permite trabalhar com os alunos a responsabilidade sobre um ser vivo. Nosso minhocário exige manutenção periódica, assim como aquele aquário que a criança pede para ter em casa, muitas vezes sem saber o trabalho que dá. E foi assim que começamos a conversa em sala, explicando que qualquer criação exige cuidados.

Resolvemos trocar a terra do minhocário, pois a aparência estava muito diferente daquela que víamos quando trouxemos as minhocas.  Decidimos que era hora de dar uma boa limpeza na caixa, afinal às minhocas estavam praticamente nadando em húmus.
O início do trabalho
O início do trabalho: forramos o chão e já deixamos a terra que seria usada para substituição bem próxima de nós, para facilitar a troca.

Retiramos tudo da caixa e várias mãos começaram a separar minhocas de húmus. Íamos encontrando muitos filhotes, porém poucas minhocas maiores. Começamos a nos perguntar o porquê…

O trabalho ia precisar de muita ajuda
Enquanto separávamos, observávamos os indivíduos que estavam no minhocário
E trabalhamos muito
Algumas minhocas já estavam no balde, aguardando a troca. E ainda havia muito trabalho pela frente

Além de trocar a terra, também demos aquele “trato” no minhocário:

Também limpamos a caixa
Também limpamos a caixa antes de colocar a terra limpa
Ao final chegamos às seguintes conclusões:
* Houve reprodução. Essa hipótese surgiu devido a grande quantidade de “minhoquinhas”, que encontramos, como vocês podem ver na foto do balde aí em cima.
* Foi preciso trocar a terra pois ela era praticamente só húmus.
Arrumadinha final! 😀
Aqui é possível ver a quantidade de húmus produzido

Essa observação nos levou a mais uma conclusão:

  • As minhocas grandes devem ter morrido e foram decompostas por fungos e bactérias, acabando virando nutrientes, junto com as folhas, para as minhocas jovens.

Nós também já falamos de agentes decompositores aqui.

Terminando os trabalhos, olha como tudo foi ficando arrumadinho!

Hora de preencher o minhocário com folhas e terra nova para começar um novo ciclo
Hora de preencher o minhocário com folhas e terra nova para começar um novo ciclo

Agora sim! Com a casa limpa, nossas amiguinhas podiam fazer a festa!

Estreando a casa nova 😊
Estreando a casa nova 😊

E vocês podem ser perguntar: o que foi feito de todo aquele húmus que as minhocas produziram? Foi jogado fora?! Nãããão! Desperdício aqui? Jamais! Logo, logo, ele voltará ao solo. Mostraremos o jardim que será feito utilizando o húmus produzido por nossas amigas. Será mais uma atividade para envolvermos nossos pequenos cientistas.

Agora, conte pra gente: você tem um jardim na sua escola? Usa húmus? Com que materiais você criou ou pretende criar seu jardim? Deixe suas sugestões aí nos comentários. Não esqueça de curtir este e outros posts, além do nosso canal no YouTube e da nossa página no Facebook!

Continue Pensando Ciências com a gente! Até a próxima!

 

Um jardim na escola e a criação de composteira

Uma ideia que leva à outra, que leva à outra, que leva à outra… bem que poderia ser esse o título do post. Lembram que falamos nesse post aqui que abriríamos espaço para a experiência de outros professores com o ensino de Ciências nos anos iniciais do ensino fundamental? Pois bem, a primeira convidada para esta missão foi a professora Flávia Wulf, da EMEF Maria Pavanatti Fávaro, que também pertence à rede municipal de ensino de Campinas-SP. A Flávia aceitou contar pra gente o que ela tem feito com sua turma do 5° ano e como eles têm buscado mais conhecimento simplesmente observando o mundo ao seu redor.

A turma estava estudando o desmatamento e o processo de desertificação. Usando tirinhas da Turma da Mônica como texto de apoio, a professora discutiu com os alunos sobre o processo de degradação do solo, decorrente da desertificação. Nesse momento, os meninos tiveram a ideia de criar um jardim em uma área da escola que se encontrava sem uso. Todos perceberam como aquele pedacinho de solo do pátio, com características semelhantes ao que eles tinham acabado de estudar,  estava sem vida  e o quanto um pequeno jardim poderia fazer a diferença.  A terra, porém, estava seca, endurecida pelo tempo que ficou sem nenhum cultivo.

Estimulados pelo que tinham acabado de aprender, viram que o solo precisava de água e sol para poder voltar a ser produtivo. Mas faltava ainda alguma coisa. Foi então que os alunos lembraram que seria necessário adubar a área antes do plantio. Todos começaram a perguntar sobre o adubo: o que seria melhor? Quais os tipos que existem? Como fazer? Foi aí que eles apresentaram a grande ideia. 💡

Por que não fazer todo o trabalho? Criar o adubo, preparar o solo, realizar o plantio e, logo, logo, curtir um belo jardim bem em frente às salas de aula? Nada mal, hein?

A área, atualmente, está assim. 😟

pátio da emef Maria Pavanatti Fávaro
Jardim do pátio atualmente

Toda a discussão e as ideias que surgiram foram anotadas no caderno de cada um dos alunos. Nada é feito em sala que não seja devidamente registrado pelos nossos pequenos cientistas. Da ideia, a turminha partiu pra ação! Foram feitas pesquisas em sala sobre como criar a composteira. O modelo escolhido foi de pequeno porte, com capacidade para 15 litros. A sua montagem é feita com três partes. Uma destinada ao depósito do material, outra ao “trabalho” da decomposição propriamente dito e a terceira,  onde fica depositado o chorume que será colhido por uma pequena torneira na parte mais baixa da caixa. Com a ajuda da professora, os alunos também aprenderam sobre os tipos de produtos que podem ir à composteira e a proporção destes itens na formação do material a ser decomposto.

Alunos colhendo informações para o projeto
Alunos colhendo informações para o projeto
Alunos realizam pesquisa sobre composteira
Alunos realizam pesquisa sobre composteira

O agente decompositor escolhido foi a minhoca californiana (Eisenia foetida). Sua atuação é mais rápida pois já inicia a degradação do material assim que ele é depositado na composteira. Quem quiser saber mais sobre esta espécie e seu uso em composteiras, pode consultar este site.

Com tudo pesquisado e o material selecionado, foi fácil montar a composteira e deixar que as minhocas seguissem com seus “afazeres”. 😊

 

Alunos separam as sobras de alimentos que irão para a composteira
Alunos separam as sobras de alimentos que irão para a composteira
Composteira sendo finalizada pelos alunos
Composteira sendo finalizada pelos alunos

Segundo a professora Flávia, a composteira deve oferecer sua primeira produção de adubo orgânico dentro de 02 meses.

A turma também preparou cartazes pra deixar na escola, explicando como fizeram a composteira e qual a sua importância.

Alunos prepararam cartaz sobre a composteira
Alunos prepararam cartaz sobre a composteira

A julgar pela dedicação dos alunos e da professora temos certeza que dentro em breve, teremos um belo jardim lá nas bandas da escola Pavanatti. A Flávia prometeu nos mandar atualizações sobre seus trabalhos com a turma.  Quem mais está ansioso? ☝

E você?  O que achou da criação de uma composteira? Já pensou em fazer uma dessas e criar uma pequena horta ou jardim na sua escola ou na sua casa? Conte pra gente aí nos comentários. E se tiver dúvidas ou sugestões para a professora Flávia, teremos o maior prazer em encaminhar.

Até a próxima!