Meio Ambiente e Aquecimento Global

Saudações, Pensadores de Ciências!

Como estão? Por aqui estamos naquele agito típico de fim de ano. E por isso mesmo, preparando nossas turmas do quinto ano para os novos desafios que vêm pela frente. 2018 tá batendo na porta e o conteúdo por aqui não vai parar! O post de hoje fala novamente sobre meio ambiente. Você pode estar se perguntando: de novo? Sim, é um assunto inesgotável e que merece uma atenção especial. Por isso, hoje falamos de meio ambiente e aquecimento global. Fizemos esse plano de aula para nossas turmas do quinto ano do ensino fundamental, mas, como sempre, as atividades podem ser reformuladas de acordo com a faixa etária dos alunos.

Falamos mais sobre meio ambiente neste post.

Nessa aula falamos dos 3 Rs, que são conhecidos de todos nós.

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Outra pergunta deve ter surgido agora: Mas não são 5 Rs?? Esse conceito dos 5 é mais recente, foram acrescentadas mais duas ações, repensar e recusar. Essas duas ações envolvem bem a questão do consumismo e de outros fatores importantes para o nosso meio.

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Apresentamos os conceitos para nossas turminhas e vocês devem ter visto um pedacinho da nossa aula nas lives na nossa página do Facebook. Ahhh, você não viu?!?!?! Corre lá e espia, aproveita e dá um curtidinha na nossa página.

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Já entendeu, né? Estamos fazendo campanha pesada! Bora curtir essa página linda, Brasil!  Imagem
Hora de aprofundar o conhecimento sobre Meio Ambiente e Aquecimento Global

Alguns conceitos foram passados.

  • Reduzir, são ações que devem diminuir a geração de resíduos. Exemplos de atitudes que diminuem o desperdício são: uso racional da água e a economia de energia elétrica.
  • Reutilizar é quando um produto é reaproveitado na mesma função ou em diversas outras possibilidades de uso. Exemplo, o papel, que já foi usado, pode ser utilizados em blocos de rascunho.
  • A reciclagem é o processo de transformação de um material para sua reutilização. Exemplo, pneus velhos podem se tornar parte do asfalto.

A criançada fez as anotações no caderno.

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A meninada caprichou!
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Os relatórios foram chegando. Todo mundo queria mostrar o seu 🙂
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Parabéns, turminha!

Os alunos descobriram que nem tudo pode ser reciclado, algumas coisas devem ser reaproveitadas mesmo, e que é por isso que devemos REPENSAR nosso consumo e RECUSAR embalagens ou materiais desnecessários e etc..

Então, vamos te deixar com um desafio: que tal evitar pegar muitas sacolas na sua próxima visita ao shopping ou ao supermercado? 😉

Podemos começar com mudanças simples de hábitos. Importante mesmo é começar! É preciso entender o impacto de nossas ações para o meio ambiente e o aquecimento global. Frear o consumismo é tarefa de todos nós!

Finalizamos a aula com a construção de cartazes, claro que trabalhando em grupo para dar aquela fortalecida no processo de aprendizagem e autonomia, como sugere o Luiz Carlos Menezes, físico e educador da Universidade de São Paulo (USP), na reportagem da Revista Nova Escola de 01/05/2009. Transcrevemos a reportagem logo abaixo porque as palavras do professor Luiz Carlos são realmente muito importantes, mas você pode ver a publicação original nesse link aqui.

Pausa para leitura:

O professor pode ensinar a turma a cooperar, escolher e decidir ao mesmo tempo em que dá conta dos conteúdos das disciplinas “Para promover a autonomia, é preciso propor à classe atividades coletivas mais estruturadas do que as aulas expositivas.”

Na família e na vida profissional e social, é preciso saber se expressar, consultar, questionar, fazer planos, tomar decisões, estabelecer compromissos e partilhar tarefas. Essas ações, envolvendo aspectos práticos, éticos e estéticos, podem ser relativamente simples, como é o caso de escolher o que preparar para uma refeição ou um trajeto. Outras vezes, são complexas, como estabelecer prioridades num orçamento e atribuir responsabilidades na realização de um projeto. Na escola, atividades em grupo qualificariam para desafios como esses, tão necessários na vida social. Mas isso frequentemente esbarra em obstáculos.

Quem acha que o papel do professor é só “passar” conhecimentos talvez veja a aprendizagem ativa e interativa como um devaneio teórico ou como ilusões de certas propostas pedagógicas. Isso, na prática, reduz o ensino à instrução individual em massa, quando as classes não são coletivos de trabalho cooperativo. Essa visão leva a uma prática em que só o professor tem a palavra e a interação dos estudantes é desprezada. Por isso, as turmas são simplesmente reunidas – não se pensa em construí-las. Atitudes dessa natureza, aliás, têm o respaldo de famílias que veem um convite à diversão quando se abre espaço à participação dos filhos.

Já quem reconhece a importância dessa participação ativa e interativa e se dispõe a promovê-la em situações reais enfrenta bem o desafio de colocá-la em prática mesmo em classes numerosas – como mostrou a reportagem Como Agrupo Meus Alunos?, capa da edição de março de NOVA ESCOLA. Para promover a autonomia, não bastam materiais didáticos e um professor protagonista. É preciso propor à classe atividades coletivas mais estruturadas do que as aulas expositivas, pois todos devem estar motivados e conscientes do sentido delas.

Para isso, cabe ao professor atuar com seus colegas e com a coordenação pedagógica, aliás, com a mesma dinâmica que pretende propor em sala de aula. Além de se perguntar “de que forma a atividade em grupo melhora o ensino da minha disciplina?”, é necessário formular outra: “De que forma minha disciplina pode promover nos grupos a aprendizagem cooperativa?” Sim, é possível também ter a disciplina a serviço dessa formação coletiva e não apenas o inverso. Com isso, tem-se o foco na aprendizagem e no desenvolvimento da turma, não somente no ensino de conteúdos.

É claro que nem tudo deve ser feito de forma coletiva, pois são igualmente essenciais a exposição do professor e tarefas individuais de crianças e jovens, mas é preciso compor esses momentos articulando com coerência as ações pessoais e coletivas. Essa construção conceitual e afetiva depende do trabalho em grupo, em que se desenvolvem afinidade e confiança, identificam-se potencialidades e aprende-se com os demais. Com a diversificação do planejamento, são contempladas as diferentes necessidades e propensões dos alunos. Não só na rede pública, mas especialmente nela, os mais beneficiados por essa construção são os que vêm de contexto cultural limitado, sem outras oportunidades que não as da escola para a sua emancipação.

As boas escolas desenvolvem práticas apropriadas a cada faixa etária. Isso porque é bem diferente desenvolver conteúdos de instrução em atividades cooperativas se for uma classe de alfabetização com professora única ou se for uma sala de adolescentes com vários professores de disciplinas. Mas a prática faz sentido desde a Educação Infantil até a pós-graduação. Aliás, logo mais estarei com quase 40 mestrandos, que não esperam minha chegada para começar a aula. Já estarão discutindo as leituras da semana em seus grupos de referência. Atitudes semelhantes podem ser encontradas em diferentes cursos, famílias e empresas, mas sempre em coletivos que valorizem a autonomia e a cooperação.

Atividades Práticas sobre Meio Ambiente e Aquecimento Global

Esse tipo de leitura nos inspira. Estamos sempre estudando, buscando novas informações e subsídios para nossas práticas. Mas não somos só nós, as autoras, que estudamos por aqui, não… Tem turminha trabalhando sim!

Olha aí….

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Cada grupo recebeu uma cartolina com a cor das lixeiras da reciclagem: vermelho, azul, amarelo e verde
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Tinha grupo muito sério…
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E aqueles mais descontraídos
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Aqui, os alunos colocaram amostras de embalagens recicláveis
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O metal estava presente neste cartaz
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A turma, já no clima do fim de ano, é só alegria
Meio ambiente e aquecimento global. Plano de aula de Ciências. Educação ambiental. Ensino de Ciências, Ensino fundamental, anos iniciais.
O pessoal da descontração! Resolveram fazer um trabalho mais textual

E foi assim que terminamos o conteúdo dos quintos anos. Com animação, trabalho em grupo e multiplicando o conhecimento adquirido, pois os cartazes foram colocados na escola para informa os outros alunos do que a turma descobriu.

As cores das lixeiras e suas funções.

Meio ambiente e aquecimento global. Plano de aula de Ciências. Educação ambiental. Ensino de Ciências, Ensino fundamental, anos iniciais.
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Claro que a gente já sabe que hoje em dia foram criadas mais lixeiras para o descarte de materiais recicláveis ou reutilizáveis. Mas resolvemos trabalhar com as quatro acima, pois é o que temos mais em comum por aí.

E logo abaixo o padrão universal de cores de cada resíduo.

Meio ambiente e aquecimento global. Plano de aula de Ciências. Educação ambiental. Ensino de Ciências, Ensino fundamental, anos iniciais.
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E vocês, conheciam todas essas cores e suas funções?

Sabem o que pode e o que não pode ser reciclado?

Expandindo projetos sobre Meio Ambiente e Aquecimento Global

Quer saber mais e produzir um projeto bacana sobre meio ambiente e aquecimento global? Aqui você faz o download de um material muito bom da Impressa Oficial, com informações e atividades para você explorar.

Meio ambiente e aquecimento global. Plano de aula de Ciências. Educação ambiental. Ensino de Ciências, Ensino fundamental, anos iniciais.
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Nós adoramos fazer esse trabalho! A criançada se envolveu muito e, quando eles se divertem, a gente se diverte junto! Mas devemos confessar que está começando a bater aquele cansaço do fim do ano. Nessa época, já estamos fazendo planos…

Meio ambiente e aquecimento global. Plano de aula de Ciências. Educação ambiental. Ensino de Ciências, Ensino fundamental, anos iniciais.
Logo, logo, queremos estar assim! 😀 Imagem

Mas, ainda tem um tempinho pras férias, né? Aguenta coração! =)

Esperamos que vocês tenham gostado e que passem esse conhecimento adiante! Você é criança? Que tal ensinar aos seus pais e amigos? É adulto? Que tal dividir tudo que viu por aqui com a molecada? O importante é continuarmos juntos, Pensando Ciências!

Boas reciclagens para vocês!!!

Até a próxima!

Sequência Didática: Vida das Lagartas II

Saudações, Pensadores de Ciências!

É com muita alegria que a gente traz mais uma sequência didática sobre a vida das lagartas. Lembram que falamos aqui que íamos contar com a colaboração de vários colegas neste mês dos professores? Como sempre, o trabalho é voltado para o ensino de Ciências nos anos iniciais do ensino fundamental, mas nada impede uma adaptação aos alunos mais velhos.  Temos mais um fruto da parceria das professoras da nossa escola. Ficamos encantadas com a possibilidade de uma ideia que chama outra e mais outra…  Vem ver a continuidade desse trabalho.

A Professora Egmar, pedagoga de uma das turmas do terceiro ano da nossa escola, aproveitou a curiosidade das crianças, sempre questionadoras, e avançou com a turminha em alguns conteúdos de Língua Portuguesa, dando continuidade a interdisciplinaridade, já iniciada com as outras professoras.

Ciclo de vida das lagartas. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de ciências
Professora Egmar Almeida

Olha só que citação interessante a professora Egmar deixou para nós:

“Um projeto se define como uma situação em que as crianças realizam uma investigação em profundidade acerca de eventos ou fenômenos interessantes que encontram em seu ambiente.”

Helm e Beneke, 2005, p.28

Vamos acompanhar o relato da professora Egmar sobre essa investigação em profundidade feita com as crianças.

Estudando a vida das lagartas

“Onde tudo começou…

A agitação tomou conta da tranquila assembleia realizada semanalmente, após o lanche do 3º ano D. Ecoava por todo ambiente as vozes e o alvoroço provocado pelas crianças por conta da “matança” das lagartas nos ambientes da escola.

-Pode ou não pode matar as lagartas Prô?

Ciclo de vida das lagartas. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de ciências
Alunos observando algumas borboletas e um casulo

Procuramos através da dúvida sobre o desconhecido, estimular meios para investigação, inquietação e observação.

Segundo Dewey  “Aprender o significado de uma coisa, de um acontecimento ou de uma situação em suas relações com outras coisas, notar como opera ou  que consequências traz, qual é a sua causa de possíveis explicações”.

Com essas leituras em mente, partimos para a etapa de gerar situações de aprendizagens que foram problematizadas entre os alunos, criando condições investigativas sobre o ciclo de vida das lagartas e, consequentemente, das borboletas.

O princípio de desenvolvimento do projeto define-se na coleta de informações direcionado ao assunto de interesse. Deste modo, colhemos as expectativas dos alunos sobre o que realmente vamos investigar, ocasionando o gerenciamento da experiência elaborada. E a turminha foi falando….

-Lagarta não vira borboleta não, eca.

-Borboleta põe ovos?

-Pode matar sim as lagartas, não servem pra nada!

Entre muitas e muitas questões que foram surgindo, antes, durante e depois do projeto…

Desde o início, coloquei-me como mediadora e facilitadora das descobertas e observações, nada de desconsiderar o olhar da turma, caminhamos juntos durante todo o decorrer do processo de descobertas…

Ciclo de vida das lagartas. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de ciências
O aquário que foi preparado para abrigar as lagartas até a completa metamorfose, falamos dele no post passado
HORA DA LEITURA

A partir da contação de histórias e, dentre elas, citamos “A Primavera da Lagarta”, de Ruth Rocha, iniciaram-se várias experiências concretas das crianças com o objeto de estudo, sendo que as principais foram as narrativas, recontos (feitos pelas crianças), releituras e textos coletivos. Um exemplar da edição atual do livro circulou entre as crianças para leitura em casa, com a família, além de outros materiais enviados.

Ciclo de vida das lagartas. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de ciências
O livro foi levado para casa pelas crianças

Nesse sentido, as propostas tiveram o intuito de que as crianças vivenciassem funcionalmente as linguagens em situações de expressão e comunicação. Segundo Cunha (2002, p.11):

(…) as crianças pequenas iniciam o conhecimento sobre o mundo através dos cinco sentidos (visão, tato, olfato, audição, gustação), do movimento, da curiosidade em relação ao que está em sua volta, da repetição, da imitação, da brincadeira e do jogo simbólico (…) esses são os fatores fundamentais para que ela se desenvolva plenamente.

Consideramos que estes momentos são importantes para que as crianças possam estruturar suas ideias e, ao mesmo tempo, transformar o projeto trabalhado, no caso o objeto de estudo, o ciclo de vida das lagartas e borboletas.

“Pensando em uma escola para crianças pequenas como um organismo vivo integral, como um local de vidas e relacionamentos compartilhados entre muitos adultos e muitas crianças.”

Loris Malaguzzi

MATERIAL EXTRA

E a professora Egmar ainda nos mandou um “bônus”. Vejam logo aí, na sequência, mais algumas indicações bibliográficas que ela usou como apoio para o projeto do terceiro ano.

BAPTISTA, Mônica Correia. A linguagem escrita e o direito à educação na primeira infância. Consulta Pública sobre Orientações Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, MEC, 2010. Disponível nesse link aqui.

 

BARBOSA, Maria Carmen Silveira; HORN, Maria da Graça Souza. Projetos pedagógicos na educação infantil. Porto Alegre: Artmed, 2008.

 

Ah! Claro que q gente viu essa belezura de trabalho da professora Egmar e quis dar um pitaco aqui outro ali. Aí, separamos mais um livro que se pode trabalhar com as crianças sobre o tema:

Ciclo de vida das lagartas. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de ciências
Que tal usar esse outro livro para criar novas atividades?

E deixamos um exemplo, entre muitas outras atividades que encontramos no blog da “Alê Fazendo Arte“. Passa por lá e dá uma conferida, porque esse é o trabalho de mais uma Pedagoga e tem coisa boa demais!

Ciclo de vida das lagartas. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de ciências
Esta e muitas outras atividades foram reunidas pela professora Alê nesse link aqui.

E é isso, pessoal. Gostaram de saber mais um pouco sobre as lagartas e borboletas? Aguardem, pois teremos mais atividades propostas por outros professores. O mês tá acabando, mas a nossa vontade de pensar Ciências não acaba nunca! E lembre-se de que você também pode participar com dicas e sugestões aí nos comentários. Estamos te esperando.

Até a próxima!

 

 

 

 

Sequência Didática: ciclo de vida das lagartas

Saudações, Pensadores de Ciências!

Já nos recuperamos das fortes emoções do post passado e estamos prontas para os próximos!

O post de hoje é mais um daqueles que a gente ama fazer! É uma parceria com outras professoras da nossa escola. E como a gente é chegada num agito, neste mês dos professores, convidamos algumas colegas para contribuírem aqui no blog com aulas, atividades, sequências didáticas e tudo o mais que a imaginação permitir. Para nós é uma alegria imensa dividir todo esse aprendizado com os nossos leitores. E vamos começar falando dos trabalhos que nossas colegas têm desenvolvido em outras turmas dos anos iniciais do ensino fundamental. Como vocês viram no título, as atividades de hoje são sobre as lagartas. Vamos entender como é o ciclo de vida de uma lagarta, seus hábitos e alimentação. E também vamos ver o que as professoras fizeram comparações com os hábitos alimentares do seres humanos. A gente tá muito curiosa e vocês? Vamos aprender um pouco mais juntos? Vem!

O plano descrito abaixo é de nossa colega de escola Viviane Aparecida Petenussi Carmona, que também é pedagoga e leciona o conteúdo de Ciências Biológicas para os alunos do 2º e 3º ano, do ciclo I. A sequência descrita foi realizada com as crianças dos 3º ano do ensino fundamental.

Sequência didática ciclo de vida da lagarta. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de Ciências.
Professora Viviane em dia de festa!! =0

A Professora usou o livro, “The very hungry caterpillar”, escrito e ilustrado por Eric Carle. O livro é todo escrito em língua inglesa e o trabalho ocorreu a partir de uma iniciativa da Professora de Inglês Ana Lúcia Oliveira Pinheiro e rendeu uma grande parceria. Demais, né? Pra gente entender melhor todas as atividades e não perder nenhum detalhe, pedimos às colegas que escrevessem um relato para nós.

Sequência didática ciclo de vida da lagarta. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de Ciências.
Esse é o livro, da Editora Puffin Uk, utilizado pela professora Ana Lúcia

Relato da professora Ana Lúcia Oliveira Pinheiro:

O projeto envolveu a leitura do livro: The Very Hungry Caterpillar de Eric Carle, originalmente em Inglês. Como trata-se de uma leitura lúdica, ao contar a história, usei ilustrações para que não houvesse a necessidade de traduzir o livro todo e também para que os alunos se envolvessem mais.

Sequência didática ciclo de vida da lagarta. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de Ciências.
Falando nela… olha a professora Ana Lúcia aí! Ela dá as aulas de inglês para as turmas dos terceiros anos

Com esse projeto foi possível explorar bem o eixo norteador da disciplina de Inglês: a oralidade. Além da oralidade foi possível desenvolver trabalhos individuais e coletivos dentro e fora da sala de aula.

O livro traz a história de um ovo que se transforma numa pequena lagarta. Ela, ao longo da semana alimenta-se de frutas e no final de semana de junk food ou seja, comida não saudável. Ao crescer, ela constrói um casulo (cocoon) e permanece nele por um pouco mais de duas semanas (weeks). Após esse período, ela cavouca um buraco bem pequeno e vai aos poucos empurrando-se para fora dele e ao sair já não era mais uma lagarta, mas sim, uma bela borboleta (beautiful butterfly).

A partir dessa leitura foi possível trabalhar a metamorfose, a importância da alimentação saudável (healthy food) para o crescimento, alimentação não saudável, alimentos que contém muito sódio ou muita gordura ou até mesmo muito açúcar (sugar) e que podem ser consumidos com moderação. O livro aborda também períodos do dia (night, moon, day, warm, sun), adjetivos (big, little, fat, beautiful, hungry) numerais (numbers from 1 to 5) e dias da semana (Sunday, Monday, Tuesday, Wednesday, Thursday, Friday, Saturday).

Após a leitura, foi passado o vídeo narrado e ilustrado do livro, também foram feitas diversas atividades referentes ao tema; entre elas: fotocópias para serem trabalhadas a pintura (colors), os nomes dos alimentos, os dias da semana, atividades para ligar, cartazes coletivos.

A matéria contou com a interdisciplinaridade de outras Professoras que desenvolveram HQs, além de revisarem o conteúdo. Os alunos recolheram diversas Caterpillars que foram alocadas em aquários onde puderam dar continuidade ao seu desenvolvimento e aprenderam que as borboletas só botam seus ovos no mesmo tipo de árvore em que “nasceram”.

Sequência didática ciclo de vida da lagarta. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de Ciências.
Essa imagem está aqui
Sequência didática ciclo de vida da lagarta. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de Ciências.
Aquário montado para abrigar as lagartas

Os alunos receberam a proposta da construção de um livro dessa história a partir da recontagem e de ilustrações. A capa do livro foi feita a partir da reutilização de tampinhas de garrafa Pet para compor a Caterpillar.

Sequência didática ciclo de vida da lagarta. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de Ciências.
Construção das HQs
Sequência didática ciclo de vida da lagarta. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de Ciências.
Uso de material reciclável para as capas dos HQs

Foi uma experiência única perceber o envolvimento de todos: Professores e Alunos nesse projeto e vê-lo acontecendo em tempo real.

Muito bom esse relato da Ana Lúcia, gente! <3 <3

Agora vamos ver o passo a passo.

1-Identificação da Sequência Didática

1.1-Tema: O ciclo de vida de uma lagarta, seus hábitos e alimentação e a comparação com os hábitos alimentares dos seres humanos.

1.2-Público alvo: A sequência didática foi realizada em quatro terceiros anos, com uma média de 28 alunos em cada turma, sendo que em três salas há alunos especiais. A idade dos alunos varia entre 8 e 9 anos, e em geral, demonstraram bastante interesse pelas atividades propostas.

1.3-Duração: 15 aulas

1.4- Gênero textual abordado: Narrativa

2-Justificativa

A partir da leitura do livro pela professora de inglês, surgiu nas crianças o interesse pela vida da lagarta. Dessa forma, decidi adaptar a história e elaborar essa sequência didática para trabalhar com as crianças conteúdos de ciências e também desenvolver habilidades em língua portuguesa e matemática.  

3-Objetivos

3.1-Geral: Além de compreender o modo de vida da lagarta, que as crianças avancem em seus conhecimentos sobre leitura, interpretação e produção de textos.

3.2-Específicos:

  1. a) Compreender e interpretar a história oralmente;
  2. b) Estimular a curiosidade e a criatividade nas crianças;
  3. c) Incentivar o hábito da leitura;
  4. d) Desenvolver a linguagem oral, através do reconto da história (teatralização);
  5. e) Produzir textos escritos a partir da história contada;

4-Área(s) do Conhecimento envolvida(s)

Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Ciências e Matemática.

5- Direitos de aprendizagem envolvidos

  • Compreender textos lidos por outras pessoas, de diferentes gêneros e com diferentes propósitos;
  • Produzir textos de diferentes gêneros com autonomia, atendendo a diferentes finalidades;
  • Relacionar fala e escrita, tendo em vista a apropriação do sistema de escrita, as variantes linguísticas e os diferentes gêneros textuais.

6 – Habilidade(s) da ANA abrangida(s)

EIXO HABILIDADE
·         Leitura H 6 – Realizar inferências a partir da leitura de textos verbais;

H 8 – Identificar o assunto de um texto;

·         Escrita H 12 – Produzir um texto a partir de uma situação dada;

 

7-Momentos planejados

1º momento – Leitura da versão em português do livro “The very hungry caterpillar” (A lagarta faminta);

2º momento – Roda de conversa sobre a leitura, as impressões que tiveram e os hábitos da lagarta;

3º momento – Construção coletiva de um quadro com os alimentos saudáveis e não saudáveis consumidos pela lagarta;

4º momento – Produção de cartazes com recortes de folhetos de mercado com alimentos que devem ser consumidos em maior quantidade, e aqueles que devem ser consumidos com menor frequência;

5º momento – Teatralização da história através do reconto, utilizando a imagem da lagarta e a figura dos alimentos consumidos por ela;

6º momento – Vídeo sobre o ciclo de vida da lagarta e registro em desenho;

7º momento – Pesquisa sobre os hábitos da lagarta e confecção de um painel com as informações encontradas.

Sequência didática ciclo de vida da lagarta. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de Ciências.
Aqui temos um aluno desenhando o ciclo de vida do inseto, e na folha ao lado um gráfico com a quantidade de alimentos consumidos pela lagarta

8º momento – Atividades envolvendo os dias da semana e a quantidade de alimentos consumidos pela lagarta em cada dia;

9º momento – Confecção dos livros reescrevendo a história individualmente, a partir de imagens;

Sequência didática ciclo de vida da lagarta. Anos iniciais, ensino fundamental, ensino de Ciências.
Uma página do livro sendo criada. Note a ilustração!

10º momento – Correção e reescrita coletiva da história;

8 – Avaliação

A avaliação foi contínua, e ocorreu durante todo o processo de desenvolvimento da SD, mediante o acompanhamento da participação nas atividades realizadas, bem como das produções individuais, percebendo os avanços na aquisição da leitura e da escrita, e a compreensão do tema trabalhado.

Algumas das atividades usadas pelas professoras nessa sequência didática encontram-se nos sites abaixo:

http://www.teachingheart.net/veryhungrycaterpillar.html

http://e8pingtai.net/hungry-caterpillar-clipart.html

É isso aí, pessoal! Nosso agradecimento às professoras por apresentarem esse lindo trabalho. Colegas, vocês são incríveis! \o/

E você? tem alguma atividade que quer compartilhar conosco? O blog está aberto esperando a sua, aula, dica de leitura, sequência didática…

Até a próxima!

 

 

Chegamos ao post número 100!

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Saudações, Pensadores de Ciências!!

É com um misto de alegria, expectativa, medo, honra, gratidão e otras cositas más que escrevo este post, de número 100. Quando resolvemos criar um blog dedicado ao ensino e aprendizagem de Ciências nas séries iniciais do ensino fundamental, jamais imaginamos que seríamos capazes de produzir tanto! 😀

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É 100! É 100! É 100!

Não sei há quanto tempo você nos acompanha por aqui, mas nem eu, nem a professora Janaína somos biólogas… Ela é Pedagoga, eu professora de Português. Em comum? A gente tem amizade, prazer em ensinar e uma imensa, gigantesca… cara de pau…. hahaha! Só assim, pra gente se meter nessa aventura…hahaha! por isso, vamos falar um pouco desses sentimentos todos que nos invadem hoje.

Aliás, eu to meio Zeca Baleiro hoje, sabe? “Com uma vontade de bater na porta do vizinho e desejar bom dia, de beijar o português da padaria

Vai trabalhando essa emoção, Braseeeel!

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Por aqui, somos só felicidade!

E senta, porque lá vem história!

Acontece que temos a gratidão. Somos gratas a todos que nos apoiam diariamente. Aos nossos alunos, claro, sempre em primeiro lugar! Aos gestores das escolas onde já trabalhamos. Aos professores de outras áreas, com quem tanto aprendemos. Aos outros pedagogos das escolas por onde já passamos e de quem já recebemos colaborações aqui no blog.

Quer saber mais sobre posts em que a colaboração de nossos colegas foi decisiva? Você pode olhar aqui, aqui e aqui também!

E sempre tem aquela conversa animada no café da sala dos professores. Sabe aquele “olho no olho”, que acolhe dúvidas, alegrias e apreensões do dia a do professor? Pois é…só quem está no chão da escola sabe o valor de um café e de um sorriso. Ambos aquecem e nos dão coragem pra seguir! <3

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Qualquer conversa fica melhor com café!

E vejam vocês que semana linda para falar disso, já que no dia 15 comemoramos o nosso dia. Obrigada, colegas!

A honra de fazer esse trabalho vem da convicção que temos de que estamos aproximando jovens alunos da aprendizagem de Ciências de um jeito mais dinâmico, motivador e que pode despertar curiosidade. Aquela vontade de contar pro pessoal em casa tudo que tem feito na escola. Aquela cobrança da molecada pra saber sobre a próxima experiência… Trazer a família pra perto da experiência do conhecimento construído pela criança dá sentido a nossa prática. Adoramos quando os pais comentam o que aprenderam com os pequenos.

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A família pode ser pequena…
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…ou numerosa…
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… importante mesmo é todo mundo aprender e ensinar. Juntos!

E o medo? Ah…esse sentimento é danado de importante… Sabe por quê? É ele que nos dá aquele friozinho na barriga…. Eu morria de medo de criar o blog…. Será que vou saber usar? Publicar? Escolher um design? E as atividades? Será que fazemos essa atividade? Será que dá certo? Será que as crianças vão gostar? Será que as fotos vão ficar boas para publicar? Será que os alunos vão aprender com facilidade? Será que a diretora deixa? A gente já propôs umas atividades bem ~exóticas…hahaha! Tão lembrados dessa? E dessa? Ah! Tem também uma pergunta que a gente se faz de vez em quando…. Será que vai explodir? hahahaha!

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A gente sempre achou que os colegas da escola iam dizer mais ou menos isso das atividades que inventamos! hahaha

Mas, quando trocamos o “será?” por “vamos lá!”, descobrimos cada coisa! Que as crianças aprendem muito mais que imaginamos. Que nosso público aqui no blog tem aumentado sempre. Que a gente ainda não explodiu nada! \o/

O medo é aquilo que mais alimenta a nossa coragem! E reconhecê-lo é o primeiro passo para aprender a conviver e superar os limites. É algo transformador!

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A serenidade no olhar de quem não sente mais (tanto) medo 😀

A expectativa, quando lançamos o blog, há mais de um ano era… quase nenhuma! hahaha!  Já contamos essa história antes, mas se você é novo, saiba que foi em volta de uma mesa entre conversas de temas tão distintos quanto:

  • “que esmalte é esse?”
  • “que delícia de bolo, só não pego mais porque vou engordar!” e
  • “tô achando que meu filho vai repetir o ano”

Sim! Éramos muitas mulheres nesse dia e todos sabemos da nossa capacidade quase infinita de navegar, simultaneamente, sobre os mais diversos assuntos, sem perder nenhum deles, claro! 😀

Até que a gente resolveu criar o blog. Depois o canal no YouTube, a página no Facebook….

E agora é só alegria! \o/ Nosso trabalho está aí, no mundão, pra quem quiser ver, comentar, trocar ideias conosco. Nossos alunos também estão mais confiantes e adoram se ver no blog! Querem participar das aulas e também produzirem as imagens. Sim, gente, muito do que vocês veem aqui são fruto do olhar dos nossos alunos que usam nosso equipamento para as fotos. Isso nos enche de orgulho. <3

E o que falta agora? Faltam as “otras cositas más” …. acharam que eu ia esquecer? 😉

Falta agradecer a você, leitor!!!

Obrigada a cada um que lê. A quem manda perguntas, sugestões. A quem compartilha o nosso conteúdo. A quem comenta com as crianças em casa, quando é um interessado em Ciências. E a quem usa as atividades que propomos na sua sala de aula, quando é professor. Por isso, deixamos pra você um convite: continue nos acompanhando por aqui e passe lá na nossa página do Facebook para mandar fotos das suas aulas, das atividades que você usou, recriou e conte pra gente como foi que você dividiu com os seus alunos a sua (e a nossa) curiosidade e felicidade em ensinar e aprender.

Blog ciências ensino fundamental. Anos iniciais. Ensino de ciências. Pensando Ciencias
Essa vai pra você, leitor! CEM MIL vezes obrigada!

Imagens: Pixabay

A gente fica por aqui, deixando com você o nosso abraço e a vontade de seguir Pensando Ciências!

Até a próxima!

 

 

 

Continuando a experiência com microrganismos: vírus, bactérias e fungos

Saudações, Pensadores de Ciências!

Lembram aqui no nosso penúltimo post? Aquele que falava de microrganismos? Os 3 dias se passaram e fomos verificar nossa experiência e vejam só o que encontramos.

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Além de bactérias também tínhamos várias colônias de fungos

Olha a cara do pessoal com a novidade…

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A criançada anda se sentindo muito importante! Brincando e Pensando Ciências <3
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Podemos dizer que nosso amigo aí está tentando disfarçar, porque o cheiro é terrível… =0

Além das bactérias, presentes pela quantidade de material orgânico e dos fungos que apareceram, pois estão em um meio propício com umidade e pouca luz, também sentimos um forte cheiro, resultante de um fungo chamado Candida albicans, que está entre os muitos organismos que vivem na boca e no sistema digestório do nosso corpo. Em circunstâncias normais, a Candida albicans pode ser encontrada em 80% da população sem que cause problemas a saúde.

E agora, o que fazer com esse material tão interessante?

Vamos tentar provar a existência das bactérias com ajuda de alguns produtos que podem ser bactericidas. Separamos, água sanitária, enxaguante bucal, desinfetante, álcool, vinagre e desengordurante.

Para evitarmos problemas de contaminação e ajudar na manipulação dos produtos, usamos uma pinça e papel filtro, que é muito parecido com o filtro de café que você usa em casa.

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O filtro foi cortado em pequenos círculos para que todas as substâncias coubessem na placa. Logo acima, é possível ver os copinhos que usamos para separar e identificar as substâncias utilizadas.
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Aí foi só chamar a criançada para ver a colocação das substâncias no meio de cultura
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E ninguém queria perder nenhum detalhe! Dá pra ver a Marina, nossa “fotógrafa oficial” arrumando o celular para fazer os registros dela

As iniciais dos produtos foram anotadas nos círculos de papel para a identificação.

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Uma boa organização vale muito 😉

Agora, vamos aguardar para ver a reação dos materiais que colocamos em nossa cultura…

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Vejam só como ficou… Agora é só esperar!

Nossa observação se dará para ver se surgirá em volta de cada papel um halo de inibição, que vai nos mostrar a atividade antimicrobiana (halo de inibição é um círculo que se formará em torno do papel mostrando que não há mais crescimento microbiano), no nosso caso, atividade bacteriana.

O que será que vamos encontrar quando retornarmos às amostras? Estão curiosos? Nós também! Continue ligadinho aqui no blog e acompanhe as cenas dos próximos capítulos próximas etapas desta investigação. E se você já fez algo parecido, que tal compartilhar conosco as suas descobertas?

Até a próxima!

Experiência com micro-organismos: vírus, bactérias e fungos

Saudações, Pensadores de Ciências!

Hoje vamos falar de um assunto que “quase ninguém vê”, os micro-organismos, ou, microrganismos. A experiência que trazemos hoje é sobre vírus, bactérias e fungos.

Nossos quartos anos do ensino fundamental avançaram com os conteúdos e estamos agora estudando os microrganismos e suas relações com os seres humanos.

Iniciamos contando para as turmas que os microrganismos são seres unicelulares, isto é, de uma única célula, e que, portanto, não podem ser vistos a olho nu, sendo visíveis apenas com uso de microscópios.

Logo depois falamos dos vírus, que são, praticamente, parasitas celulares, pois necessitam de outra célula viva para sobreviver, podem atacar animais, vegetais e bactérias. Esse assunto não era novidade para os alunos, pois conversamos sobre os vírus quando falamos de vacinas, alimentação e vitaminas.

Você também já viu microrganismos no blog aqui e aqui.

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Nessa imagem temos o vírus influenza, causador da gripe

Imagem

Na sequência, falamos das bactérias, estes  seres microscópicos estão presentes em toda a parte, até mesmo no nosso corpo ajudando o sistema excretor, presentes também em alguns alimentos e remédios. Essa variedade de formas em que podemos encontrar as bactérias chamou a atenção dos nossos alunos. Resolvemos, então, fazer um pequeno experimento, um cultivo de bactérias.

O objetivo dessa experiência é mostrar a existência de bactérias e como elas contaminam o meio de cultura.

Para isso usamos:

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Com material separado é só começar a estudar os microrganismos
  • Gelatina sem sabor
  • Caldo de carne
  • Cotonetes
  • Água para dissolver o caldo e a gelatina
  • 2 placas de petri, esse material transparente que você vê na foto. Se você não tiver, pode usar duas tampas de maionese.

Os alunos devem passar o cotonete no chão ou entre os dentes, ou ainda entre os dedos dos pés (de preferência depois de eles ficarem por um bom tempo fechados dentro dos tênis e meias). Existem outras opções, como usar as mãos sujas ou uma nota de dinheiro. O cotonete é esfregado levemente sobre o meio de cultura para contaminá-lo. Tampe as placas de petri ou envolva as tampas de maionese com filme plástico. Depois de três dias, observe as alterações.

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Uma de nossas turmas, esperando a “mágica” acontecer! <3

Após prepararmos os meios de cultura, era hora de colher as bactérias para a reprodução.

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As bactérias também estão presentes em nossa boca, principalmente se, após as refeições, não fizermos a higiene apropriada! Bora escovar muito bem esses dentinhos, pessoal! 😀
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E lá estávamos nós, colhendo bactérias! =o

As bactérias coletadas foram colocadas no meio de cultura através dos cotonetes.

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A cor da cultura é referente ao caldo de carne, que fornecerá as condições para o desenvolvimento dos microrganismos

Agora estamos aguardando nosso “milagre particular da multiplicação”. São 3 dias de espera para o próximo capítulo. Estamos na expectativa. E você? Já fez experiências semelhantes na sua escola? Se ainda não fez, queremos saber o que você acha dessas atividades em sala de aula.

Por enquanto, acompanhe o desenrolar desta aventura com a nossa turminha.

Até a próxima!

Pensando Ciências Visita: Museu Exploratório de Ciências da UNICAMP

Saudações, Pensadores de Ciências!

No post de hoje, vamos falar de uma coisa que amamos: estudo do meio! \o/ Para nós, uma visita é sempre uma grande oportunidade de vivermos o aprendizado com nossos alunos. Quando a sala de aula está “na rua”, tudo parece ser mais fácil, e as atividades pedagógicas propostas ganham mais sentido. Com os anos iniciais do ensino fundamental, então…tudo fica ainda mais divertido.  E você é nosso convidado para mais um Pensando Ciências Visita. Vem!

Nossas turmas dos 5º anos foram realizar uma aula diferente, um estudo do meio. Aproveitamos que está acontecendo a 11ª Primavera dos Museus e agendamos uma visita mediada no Museu Exploratório de Ciências que fica dentro UNICAMP. Olha o site do museu aqui.

Lá pudemos observar duas exposições diferentes:

Cor da Luz: O código das cores, onde os alunos aprenderam como as imagens são formadas através das cores, possibilitando que nós a vejamos como elas realmente são. Vimos também algumas ilusões de ótica que enganam o sistema visual humano fazendo com que vejamos coisas que não existem, de fato.

Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Os monitores já tinham tudo na ponta da língua para responder nossas questões
Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Olha só que interessante!

Os dois cubos tem cores iguais?

Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Intrigante, não?!

Vemos variações de tons nos cubos, mas continuamos dando o mesmo nome para as pastilhas. O especial é que os quadrados azuis na parte superior do cubo da esquerda e os amarelos na direita, são da mesma cor: cinza.

Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Esse grande olho simula a formação de cores na retina
Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
A turma brincando com as cores e sombras

Entramos na sala da Alice, uma sala mágica, onde as cores desaparecem e as figuras mudam com a luz.

Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
O mundo de Alice…
Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Cada figura mais incrível que a outra

Já na exposição permanente, Praça Tempo e Espaço, as crianças verificaram alguns conhecimentos adquiridos em sala e também conheceram e aprenderam coisas novas.

A primeira coisa que notamos foi um grande Globo Terrestre que é utilizado para leituras solares, estações do ano, dia e noite etc.

Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
O globo terrestre

Os antigos egípcios fizeram os primeiros relógios de sol por volta de 3500 a.C.

Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Relógio de sol

Aqui, verificamos que o campo da bússola magnética responde ao um campo magnético externo, ou seja, ao campo magnético da terra.

Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Mesa de Bússola

Até aí a gente já conhecia, mas apareceram umas coisas diferentes…

Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Praxinoscópio

O praxinoscópio, é um mecanismo que cria efeito de movimento a partir de imagens paradas e pode ser considerado um dos precursores do cinema. Com ele os pesquisadores conseguem observar o movimento do sol ao longo do ano e do dia e tantas outras coisas relacionadas.

Visita ao Museu Exploratório de Ciências da Unicamp. Aulas de ciências, anos iniciais, ensino fundamental.
Ritmo dos pêndulos

Os alunos puderam brincar e constatar alguns conceitos de física, como o período de oscilação do pêndulo simples.

E você já conhecia esse museu?

Foi a primeira vez que estivemos lá e adoramos, pois pudemos interagir com as exposições. É sempre bom também, além de Pensar poder brincar com a Ciências. 😉

Conta pra gente sobre alguma exposição ou museu que você gostou de conhecer. Tem algum museu que você gostaria de recomendar? Deixe aí nos comentários!

Até a próxima!

 

 

 

 

 

 

 

Sistema respiratório: Inspira e Expira!

Saudações, Pensadores de Ciências!

O post de hoje traz novamente o Sistema Respiratório como “estrela do dia”. Nós falamos dele aqui, lembram? Vamos falar mais um pouco desse conteúdo do quarto ano do ensino fundamental e claro que fizemos coisas diferentes para que nosso aprendizado ficasse muito mais interessante. Vem ver!

No primeiro momento verificamos o conhecimento dos alunos sobre o Sistema Respiratório e perguntei quais seriam os órgãos que o compõe. Claro que os primeiros a aparecer foram o pulmão e o nariz. O nariz fez muito sucesso, pois tem sua estrutura feita de cartilagem, que é um tecido do nosso corpo resistente e flexível, aparentam ser só dois buraquinhos por onde o ar deveria entrar para seguir para nossos pulmões, porem sua função é muito maior.

Neste órgão encontramos os famosos pelinhos, que vemos na imagem abaixo, são chamados de cílios e sua função é filtrar o ar, evitando que partículas de sujeira consigam entrar em outras partes do nosso sistema respiratório.

sistema respiratório ensino de ciências ensino fundamental anos iniciais
Os pelos do nariz são nossos guardiões

Imagem

Lá também encontramos o muco nasal que tem uma capacidade de segurar as partículas finas de sujeira e bactérias por ser bem pegajoso. Também tem a função de ajudar a umedecer as vias respiratórias.

No meio dessa conversa tão teórica apareceu a seguinte pergunta: E a meleca?

Fizemos uma bela pesquisa neste site aqui e a resposta, nós transcrevemos pra vocês…

“A meleca se forma porque junto com o ar, respiramos impurezas e microrganismos como vírus, bactérias e fungos. Isso tudo fica retido nos cílios e na secreção do nariz, quando a secreção fica saturada de impurezas, parte dela é removida. Quando estamos em um lugar muito poluído (poeira, fumaça e etc.) a produção da secreção nasal aumenta para reter as impurezas e evitar que ela chegue aos pulmões. Como os cílios estão em constante movimento, eles levam aquela massinha de caca misturada com poeira e micróbios para a abertura do nariz. Essa é a meleca!

Mais do que uma bolinha de sujeira sem serventia, a meleca é uma defesa do nosso organismo e serve como uma barreira protetora. Ela possui a consistência endurecida porque é ressecada pelo ar que entra quando respiramos Mas, embora seja útil, volta e meia, é preciso removê-la. Isso porque, em grande quantidade, ela pode atrapalhar a passagem de ar pelo nariz. E aos comedores de meleca fica um aviso: ao engolir meleca você está levando para o seu organismo impurezas, bactérias, vírus e outros microrganismos que ficaram retidos na mucosa nasal e isso é uma nojeira sem tamanho!”

O Pensando Ciências adverte: é preciso manter o nariz limpo. E por falar em limpar o nariz….

Olha quem a gente encontrou na internet dando uma “limpadinha no salão”, rsrsrsr… Parece que dessa ninguém escapa 😀 😀

sistema respiratório ensino de ciências ensino fundamental anos iniciais
Foi mal pelo flagra, Majestade…
sistema respiratório ensino de ciências ensino fundamental anos iniciais
Até tu, Brad?!

Imagens

Depois de passarmos pelo nariz, continuamos nossa caminha indo para boca, faringe, laringe, traqueia, brônquios, bronquíolos, alvéolos (os três últimos dentro do pulmão) e finalmente o pulmão e o diafragma.

sistema respiratório ensino de ciências ensino fundamental anos iniciais
Podemos visualizar o sistema respiratório e seus componentes

Imagem

Aí a coisa começou a ficar mais animada, já estávamos tão felizes em saber que uma rainha também tira caca do nariz e tantos outros atores que descobrimos na internet que o assunto não poderia ficar melhor… mais ficou e sério também.

Medooooooo!!!!

sistema respiratório ensino de ciências ensino fundamental anos iniciais
Estão curiosos?  =0

Imagem

Resolvemos usar a microscopia para encerrar nosso estudo sobre Sistema Respiratório, para quem não conhece, microscopia é um conjunto de técnicas que permitem a investigação científica por meio do microscópio. Se você ficou curioso sobre o assunto dá uma olhadinha aqui.

Fomos ao laboratório investigar o pulmão, e é claro que a gente não faz nada sem ajuda dos nossos biólogos de plantão, desta vez quem nos ajudou novamente foi a Professora Lúcia Caldas. Viva o trabalho de equipe! A nossa corrente do bem segue firme e forte. \o/

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Professora Lúcia Caldas mostrando aos alunos a lâmina e a lamínula que é usada no microscópio

Na imagem acima a bióloga apresenta dois materiais importantes as crianças, A lamínula é usada para sobrepor ao material que está na lâmina durante a leitura no microscópio, o que permite uma melhor visualização do material. Para saber mais sobre material para laboratório, é só clicar aqui.

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Olha a turminha, conhecendo o novo material de trabalho
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Com a ajuda da professora Lúcia, os alunos puderam entender a operação do microscópio

Usamos uma lâmina com tecido pulmonar e olha o que podemos observar através do nosso microscópio.

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Projetamos na TV a imagem dos alvéolos
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Ampliamos a imagem e pudemos reconhecer o núcleo das células que formam o corpo humano, são essas pintinhas mais escuras que se sobressaem com o uso do corante que ajuda a melhorar a imagem
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Chegamos ainda mais perto. Agora, a imagem dos alvéolos é bem mais nítida. Os alvéolos são essas imagens maiores um pouco mais claras.

É nos alvéolos que ocorre a troca gasosa entre o ar e o sangue. O sangue rico em gás carbônico (sangue venoso) chega aos alvéolos pulmonares pelos vasos capilares, e entra em contato com o ar que preenche os alvéolos por sua fina camada de células. Aí ocorrem as trocas de gases. O sangue libera o gás carbônico (dióxido de carbono) e capta o oxigênio, se transformando de venoso em sangue arterial (rico em oxigênio). Quer continuar pesquisando? Clica aqui!

E isso aí pessoal! Agora é respirar fundo e contar pra gente, aí nos comentários: já tinham estudado sobre o sistema respiratório? Conheciam a origem da meleca? E as imagens do microscópio, hein? Vamos ficando por aqui mas desejamos muito ar puro para vocês!

Até a próxima!

 

 

 

 

 

Sequência Didática: Saneamento Básico, Higiene e Animais Invasores

Saudações, Pensadores de Ciências!

O post de hoje é sobre saneamento básico e higiene e é mais uma Sequência Didática! Coisa que a gente gosta muito de publicar e que sabemos que vocês também gostam de ler. Afinal, quem não gosta de trocar ideias, experiências e pensar novos jeitos de ensinar e aprender? A gente ama! \o/

Falando nisso, o tema da higiene já apareceu nessa sequência didática aqui, lembra?

É.. até agora, tá tudo muito bom, tá tudo muito bem… mas nem tudo no post de hoje é tão fácil assim de “gostar”… quer ver?

Diz aí: quem é que gosta de encontrar uma baratinha andando pela casa? E quando um ratinho passa correndo e se esconde embaixo do sofá… #comofazBrasil?

PAUSA DRAMÁTICA

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Pois é… Esses seres aterrorizantes da natureza são conhecidos como animais invasores. Isso porque eles “invadem” nossas casas em busca de alimentos. Mas… por que isso acontece??? Bom, antes que você ache que as baratas são um tipo de “castigo dos deuses”, vem conferir essa sequência, que pode ser usada no ciclo I do Ensino Fundamental.

Tema: Saúde, saneamento básico e higiene.

Conteúdos Participantes: Ciências, Português, Matemática e Artes.

Texto Norteador: O Rato Roque; Livro Boi da Cara Preta, Sérgio Caparelli, Editora L&PM. 2004. Porto Alegre.

Você pode adquirir o livro no site da editora

1ª Etapa

                        Atividade introdutória à recepção do texto

Coloca-se a palavra roque no quadro e perguntamos aos alunos sobre seu significado. A seguir, pedimos que repitam a palavra várias vezes, rapidamente, perguntando o que lhes sugere o som produzido pela repetição. O professor deixa que as crianças verbalizem suas impressões, procurando enfatizar a representação icônica do som: algo que está sendo roído. Se essa situação não for citada, é conveniente que o professor a mencione.

2ª Etapa

                        Leitura compreensiva e interpretativa do texto

O professor lê, com os alunos, expressivamente o poema, acentuando o ritmo dos versos. Em seguida, pode marcar o ritmo com palmas, batidas de mãos ou do lápis na mesa. Para marcar o ritmo do poema, o professor pode dividir a turma em dois grupos A e B, solicitando que o primeiro leia os versos ímpares, acentuando as sílabas mais fortes, e o segundo marque apenas o ritmo dos versos pares (roque roque). Conforme o interesse da turma e a disponibilidade de materiais, as crianças podem utilizar objetos confeccionados por elas, como latinhas com pedrinhas, pandeiros com tampinhas de garrafas e etc.

A seguir, o professor apresenta as atividades abaixo:

1-) Por que a palavra “Roque” aparece escrita com a letra inicial maiúscula e minúscula no poema?

2-) O que sugere a expressão “roque roque”?

3-) Desenhe três coisas que são roídas pelo rato e que podem ser vistas e tocadas pelas pessoas.

4-) Pinte, no poema, três nomes de coisas que o rato rói e que não podem ser tocadas pelas pessoas, mas que podem ser vistas (escreva o poema numa cartolina).

5-) Entregue para as crianças uma folha com 3 queijinhos desenhados, ou peça que elas desenhem e escrevam, dentro do queijo desenhado, as palavras da pergunta 3.

6-) Peça para os alunos ilustrarem o poema com os queijinhos.

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Essa atividade pode ser muito divertida!

Imagem disponível aqui

7-) Verifique o conhecimento prévio dos alunos sobre o assunto Saneamento Básico.

8 -) Apresente textos e exercícios sobre Saneamento Básico e Higiene.

Você pode localizar textos de apoio aqui e aqui.

Veja, a seguir, algumas atividades que achamos e que podem também ajudar no aprendizado de noções de higiene.

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As cruzadinhas sempre fazem sucesso. Divertem e ajudam a fixar o conteúdo.
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O caça-palavras também não pode faltar
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Aqui, uma outra cruzada
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Mais um caça-palavras. E ainda treinamos a escrita das palavras encontradas.

9-) Continuando a atividade, é possível conversar com as crianças sobre hábitos de higiene e de prevenção aos “invasores” que podem trazer doenças. Olha mais um texto de apoio aqui.

10-) Para explorar o universo lúdico com as crianças, podemos fazer uma dobradura de rato.

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Que tal criar uma exposição, com as dobraduras feitas pelos alunos?

Imagem disponível aqui

3ª Etapa

                        Transferência e aplicação da leitura

  • O professor, com o auxílio dos alunos, lista no quadro o nome de outros “invasores”.
  • O professor propõe a criação de um poema semelhante ao que foi lido, que tenha como “inspiração” um dos animais mencionados.
  • Elaboração de uma história com o Rato Roque e alguns dos animais mencionados.
  • Criação de um diálogo entre o Rato Roque e Maria, personagem referida no poema, no qual ela conscientize o rato sobre os problemas da falta de Saneamento Básico.

A partir desta atividade, o professor pode pedir uma pesquisa de como é o bairro das crianças em relação ao Saneamento. Pode-se também dar continuidade aos conteúdos, falando das verminoses e etc.

E o quê mais se pode fazer, gente? Tudo que sua imaginação quiser, oras! 😎

Deixe seu comentário ou sugestão sobre esta sequência didática? Que outra ideia você teve? O que faria diferente? Conhece outros materiais sobre o tema? Que tal discutir essa atividade pedagógica sobre saneamento básico e higiene com outros professores aí, na sua escola? Vamos adorar saber como vocês andam Pensando Ciências!

Até a próxima!

Projeto Alameda: Classificação e Coleção de Amostras de Solo

Saudações, Pensadores de Ciências!

Vocês estão lembrados do Projeto Alameda? Falamos dessa história aqui, aqui e aqui também e avisamos pra todo mundo que íamos dar seguimento em outro momento. E não é que esse momento chegou? Yeah! \o/

Como prometido, voltamos hoje para contar mais uma das etapas do nosso projeto.

Nossas crianças ficaram de trazer amostras variadas de solo, e elas chegaram.

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Separamos os materiais e demos início aos trabalhos

Aproveitamos para nos aprofundar nos tipos de solo, sua composição química e classificação segundos esses aspectos.

Fomos atrás de descobrir o processo formativo de cada solo, e suas classificações, para isso usamos de início o material de apoio deste site aqui

Conversamos com a Geógrafa de nossa escola, a Professora Doutora Viviane Cracel.

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Olha a professora Viviane aí, gente! <3

Ela nos apresentou um material muito legal, bem mais didático e de fácil compreensão.

Primeiro usamos um texto de Manoel Fernandes de Souza Neto do livro Aula de Geografia e algumas crônicas. Campina Grande: Bagagem, 2008.

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O uso de material extra foi decisivo para essa atividade com nossos alunos

Transcrevemos aqui um trecho do livro para que vocês possam conhecer um pouco mais da obra. Quem sabe, você não começa, aí, na sua escola, um novo trabalho? Vem ver!

Os solos são

            Os solos são uns filhos da rocha mãe. Até parecem ser bem quietos, mas essa aparente calmaria esconde o quanto os solos são vivos, vivíssimos para dizer a verdade. Enquanto os outros pensam que eles estão mortos há uma série de processos ocorrendo no seu interior, como se houvesse uma festa com os seres mais estranhos que alguém possa imaginar.

            E não pense que é só minhoca que passeia no solo. Lá passeia todo tipo de bactéria, de fungo, de bichinho que se vê a olho nu e de outros tantos que só mesmo com um microscópio. Aí meu amigo, com tantos seres assim, o solo fica parecendo uma espécie de mercado Persa, um tipo de feira livre, só que sem dinheiro. E é um troca-troca fantástico de elementos químicos, materiais orgânicos, sais minerais, que o solo vai se transformando permanentemente.

            E ciclo vai, ciclo vem e o solo é uma festa: é bactéria decompondo nitrogênio e trocando por outras coisas do gênero; é minhoca construindo caminhos e produzindo húmus; é água que vai deixando os sais quando evapora; é o ar que vai circulando pelos pequenos canais feitos de diminutos grãos de diferentes formas, tamanhos, cores e origem.

            E essa coisa de origem é fundamental, porque sempre disse minha avó, que os filhos parecem com os pais. Ora, se a rocha mãe for muito ferro, pode esperar que o solo vai ser meio vermelho; já se a rocha que é mãe for muito cálcio, o solo vai tender fortemente ao branco. E não pense que só a rocha mãe é que dá origem a tudo, pois o clima aparece nessa história meio como uma espécie de pai. Vai me dizer que nunca ouviu falar no tal intemperismo?! Pois o clima, amigo velho, decompõe a rocha mãe e o processo inicial a gente chama de intemperismo.

            Ora, ora, se o clima for meio árido, a tendência vai ser do clima quebrar muito a rocha; mas de mudá-la muito pouco, pois ela vai continuar, por mais quebrada que esteja com a mesma composição mineral e os solos tenderão a ser rasinhos, raquíticos, superficiais. Já se o clima for úmido, aí vai ser outra história, porque ele vai amaciar a rocha mãe, mudar suas características iniciais, torná-la menos rocha, menos dura e é claro, mais macia, mais profunda.

            Por isso o solo é como se fosse uma espécie da relação entre um clima, assim meio pai e uma rocha, meio mãe. É dessa relação que os filhos solos tendem a ser a cara encarnada e esculpida dos pais.

            E mais uma coisa meu amigo, o solo também cresce, também muda de horizonte com o tempo, também tem lá seu perfil, suas características, digamos assim, mais pessoais. Todo solo tem seus traços íntimos, sua identidade química, uma certa estrutura física. Uns são rasos, outros profundos; uns velhos, outros bem recentes; uns vermelhos, outros amarelos, alguns brancos, outros negros, além daqueles que possuem variadas cores.

            Os solos são vida e suas raízes, ainda que não nos demos conta disso, estão vivas dentro de nós.

Com essa leitura, nosso trabalho foi ficando mais fácil. Logo depois, usamos um outro material que a Professora Viviane nos forneceu e que nos ajudou a classificar os solos de uma maneira mais rápida e didática. O livro ” O solo sob nossos pés”, da autora Deborah de Oliveira, publicado pela Editora Atual.

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Mais um livro fundamental para nossos estudos

Recebemos também da Professora a dica de alguns sites que nos ajudariam, como o Pedagogia Fácil e o site dos professores da UFPR.  Os dois sites são fantásticos, mas foi no Programa Solo na Escola da Universidade Federal do Paraná que descobrimos uma coleção de experimentações que virou nosso baú de riquezas. Encontramos uma EXPERIMENTOTECA DE SOLOS e uma COLEÇÃO DE CORES DE SOLOS (COLORTECA). Bingo! Era o que queríamos fazer, nosso acervo de solos, mas agora tínhamos um norteador para ajuda. Deixamos aqui o nosso sincero agradecimento à equipe que, muito gentilmente, autorizou o uso do material produzido por eles e também já deu dicas, sugestões de intervenção no solo…Foi incrível!

Chegou a hora de mostrarmos tudo que fizemos. Segura na nossa mão e vem!!

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Organizamos as amostras trazidas pelos alunos

Colocamos as amostrar para secagem, e aproveitamos para brincar um pouco com a amostra 07, que é um solo argiloso.

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Nesse dia, todo mundo estava liberado para mexer na terra! 😀
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E teve produção de relatório também! 😉
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Tudo explicado: cada um registrou as diferenças entre as amostras
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É muito interessante ver como cada um organiza o relatório do seu jeitinho!
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A conclusão também era fundamental. E todos se saíram bem. A gente <3

Organizamos nossas amostras.

projeto alameda amostra de solos. Ensino de Ciências, anos iniciais, ensino fundamental. Estudo do Solo. Projetos Pedagógicos.
Era hora de recolher as amostras nos potes
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Deixamos em uma das estantes da sala para que os alunos pudessem rever e até explicar para os demais professores da turma

E voltamos a Alameda para conferir, se tudo estava correto.

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Uma das turmas do quinto ano, durante a verificação do solo onde criaremos a Alameda

Já conversamos com nosso Orientador Pedagógico e apresentamos nossas novas análises, acreditamos que agora precisamos remexer o solo e complementar com adubação, que pode vir de uma compostagem, pensamos também em uma cobertura vegetal, como grama, tudo isso está sendo analisado e logo, logo, vocês saberão mais do que estamos aprontando.

Já fizeram alguma coisa parecida?

Eu confesso que tudo isso é novo para mim e para nossos alunos também, mas todas as descobertas têm sido tão legais que a cada aula pensamos em outras possibilidades e nossas cabeças piram e mudam a todo instante. Esse trabalho também é fruto de uma “corrente do bem”. Começou com a nossa colega Viviane, ali mesmo, na nossa escola e nos levou até o Paraná! Não é incrível saber tudo que o conhecimento pode proporcionar?

O escritor Lewis Carrol, em Alice nos país das maravilhas diz a seguinte frase:

“Eu… eu… nem eu mesmo sei, nesse momento… eu… enfim, sei quem eu era, quando me levantei hoje de manhã, mas acho que já me transformei várias vezes desde então. ”

E assim seguimos nossas aulas, nessa metamorfose ambulante.

Conte para gente o que você tem feito de diferente e que te provoca mudanças na sua escola.

Até a próxima!