Sistema respiratório: Inspira e Expira!

Saudações, Pensadores de Ciências!

O post de hoje traz novamente o Sistema Respiratório como “estrela do dia”. Nós falamos dele aqui, lembram? Vamos falar mais um pouco desse conteúdo do quarto ano do ensino fundamental e claro que fizemos coisas diferentes para que nosso aprendizado ficasse muito mais interessante. Vem ver!

No primeiro momento verificamos o conhecimento dos alunos sobre o Sistema Respiratório e perguntei quais seriam os órgãos que o compõe. Claro que os primeiros a aparecer foram o pulmão e o nariz. O nariz fez muito sucesso, pois tem sua estrutura feita de cartilagem, que é um tecido do nosso corpo resistente e flexível, aparentam ser só dois buraquinhos por onde o ar deveria entrar para seguir para nossos pulmões, porem sua função é muito maior.

Neste órgão encontramos os famosos pelinhos, que vemos na imagem abaixo, são chamados de cílios e sua função é filtrar o ar, evitando que partículas de sujeira consigam entrar em outras partes do nosso sistema respiratório.

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Os pelos do nariz são nossos guardiões

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Lá também encontramos o muco nasal que tem uma capacidade de segurar as partículas finas de sujeira e bactérias por ser bem pegajoso. Também tem a função de ajudar a umedecer as vias respiratórias.

No meio dessa conversa tão teórica apareceu a seguinte pergunta: E a meleca?

Fizemos uma bela pesquisa neste site aqui e a resposta, nós transcrevemos pra vocês…

“A meleca se forma porque junto com o ar, respiramos impurezas e microrganismos como vírus, bactérias e fungos. Isso tudo fica retido nos cílios e na secreção do nariz, quando a secreção fica saturada de impurezas, parte dela é removida. Quando estamos em um lugar muito poluído (poeira, fumaça e etc.) a produção da secreção nasal aumenta para reter as impurezas e evitar que ela chegue aos pulmões. Como os cílios estão em constante movimento, eles levam aquela massinha de caca misturada com poeira e micróbios para a abertura do nariz. Essa é a meleca!

Mais do que uma bolinha de sujeira sem serventia, a meleca é uma defesa do nosso organismo e serve como uma barreira protetora. Ela possui a consistência endurecida porque é ressecada pelo ar que entra quando respiramos Mas, embora seja útil, volta e meia, é preciso removê-la. Isso porque, em grande quantidade, ela pode atrapalhar a passagem de ar pelo nariz. E aos comedores de meleca fica um aviso: ao engolir meleca você está levando para o seu organismo impurezas, bactérias, vírus e outros microrganismos que ficaram retidos na mucosa nasal e isso é uma nojeira sem tamanho!”

O Pensando Ciências adverte: é preciso manter o nariz limpo. E por falar em limpar o nariz….

Olha quem a gente encontrou na internet dando uma “limpadinha no salão”, rsrsrsr… Parece que dessa ninguém escapa 😀 😀

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Foi mal pelo flagra, Majestade…
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Até tu, Brad?!

Imagens

Depois de passarmos pelo nariz, continuamos nossa caminha indo para boca, faringe, laringe, traqueia, brônquios, bronquíolos, alvéolos (os três últimos dentro do pulmão) e finalmente o pulmão e o diafragma.

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Podemos visualizar o sistema respiratório e seus componentes

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Aí a coisa começou a ficar mais animada, já estávamos tão felizes em saber que uma rainha também tira caca do nariz e tantos outros atores que descobrimos na internet que o assunto não poderia ficar melhor… mais ficou e sério também.

Medooooooo!!!!

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Estão curiosos?  =0

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Resolvemos usar a microscopia para encerrar nosso estudo sobre Sistema Respiratório, para quem não conhece, microscopia é um conjunto de técnicas que permitem a investigação científica por meio do microscópio. Se você ficou curioso sobre o assunto dá uma olhadinha aqui.

Fomos ao laboratório investigar o pulmão, e é claro que a gente não faz nada sem ajuda dos nossos biólogos de plantão, desta vez quem nos ajudou novamente foi a Professora Lúcia Caldas. Viva o trabalho de equipe! A nossa corrente do bem segue firme e forte. \o/

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Professora Lúcia Caldas mostrando aos alunos a lâmina e a lamínula que é usada no microscópio

Na imagem acima a bióloga apresenta dois materiais importantes as crianças, A lamínula é usada para sobrepor ao material que está na lâmina durante a leitura no microscópio, o que permite uma melhor visualização do material. Para saber mais sobre material para laboratório, é só clicar aqui.

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Olha a turminha, conhecendo o novo material de trabalho
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Com a ajuda da professora Lúcia, os alunos puderam entender a operação do microscópio

Usamos uma lâmina com tecido pulmonar e olha o que podemos observar através do nosso microscópio.

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Projetamos na TV a imagem dos alvéolos
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Ampliamos a imagem e pudemos reconhecer o núcleo das células que formam o corpo humano, são essas pintinhas mais escuras que se sobressaem com o uso do corante que ajuda a melhorar a imagem
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Chegamos ainda mais perto. Agora, a imagem dos alvéolos é bem mais nítida. Os alvéolos são essas imagens maiores um pouco mais claras.

É nos alvéolos que ocorre a troca gasosa entre o ar e o sangue. O sangue rico em gás carbônico (sangue venoso) chega aos alvéolos pulmonares pelos vasos capilares, e entra em contato com o ar que preenche os alvéolos por sua fina camada de células. Aí ocorrem as trocas de gases. O sangue libera o gás carbônico (dióxido de carbono) e capta o oxigênio, se transformando de venoso em sangue arterial (rico em oxigênio). Quer continuar pesquisando? Clica aqui!

E isso aí pessoal! Agora é respirar fundo e contar pra gente, aí nos comentários: já tinham estudado sobre o sistema respiratório? Conheciam a origem da meleca? E as imagens do microscópio, hein? Vamos ficando por aqui mas desejamos muito ar puro para vocês!

Até a próxima!

 

 

 

 

 

Sequência Didática: Saneamento Básico, Higiene e Animais Invasores

Saudações, Pensadores de Ciências!

O post de hoje é sobre saneamento básico e higiene e é mais uma Sequência Didática! Coisa que a gente gosta muito de publicar e que sabemos que vocês também gostam de ler. Afinal, quem não gosta de trocar ideias, experiências e pensar novos jeitos de ensinar e aprender? A gente ama! \o/

Falando nisso, o tema da higiene já apareceu nessa sequência didática aqui, lembra?

É.. até agora, tá tudo muito bom, tá tudo muito bem… mas nem tudo no post de hoje é tão fácil assim de “gostar”… quer ver?

Diz aí: quem é que gosta de encontrar uma baratinha andando pela casa? E quando um ratinho passa correndo e se esconde embaixo do sofá… #comofazBrasil?

PAUSA DRAMÁTICA

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Pois é… Esses seres aterrorizantes da natureza são conhecidos como animais invasores. Isso porque eles “invadem” nossas casas em busca de alimentos. Mas… por que isso acontece??? Bom, antes que você ache que as baratas são um tipo de “castigo dos deuses”, vem conferir essa sequência, que pode ser usada no ciclo I do Ensino Fundamental.

Tema: Saúde, saneamento básico e higiene.

Conteúdos Participantes: Ciências, Português, Matemática e Artes.

Texto Norteador: O Rato Roque; Livro Boi da Cara Preta, Sérgio Caparelli, Editora L&PM. 2004. Porto Alegre.

Você pode adquirir o livro no site da editora

1ª Etapa

                        Atividade introdutória à recepção do texto

Coloca-se a palavra roque no quadro e perguntamos aos alunos sobre seu significado. A seguir, pedimos que repitam a palavra várias vezes, rapidamente, perguntando o que lhes sugere o som produzido pela repetição. O professor deixa que as crianças verbalizem suas impressões, procurando enfatizar a representação icônica do som: algo que está sendo roído. Se essa situação não for citada, é conveniente que o professor a mencione.

2ª Etapa

                        Leitura compreensiva e interpretativa do texto

O professor lê, com os alunos, expressivamente o poema, acentuando o ritmo dos versos. Em seguida, pode marcar o ritmo com palmas, batidas de mãos ou do lápis na mesa. Para marcar o ritmo do poema, o professor pode dividir a turma em dois grupos A e B, solicitando que o primeiro leia os versos ímpares, acentuando as sílabas mais fortes, e o segundo marque apenas o ritmo dos versos pares (roque roque). Conforme o interesse da turma e a disponibilidade de materiais, as crianças podem utilizar objetos confeccionados por elas, como latinhas com pedrinhas, pandeiros com tampinhas de garrafas e etc.

A seguir, o professor apresenta as atividades abaixo:

1-) Por que a palavra “Roque” aparece escrita com a letra inicial maiúscula e minúscula no poema?

2-) O que sugere a expressão “roque roque”?

3-) Desenhe três coisas que são roídas pelo rato e que podem ser vistas e tocadas pelas pessoas.

4-) Pinte, no poema, três nomes de coisas que o rato rói e que não podem ser tocadas pelas pessoas, mas que podem ser vistas (escreva o poema numa cartolina).

5-) Entregue para as crianças uma folha com 3 queijinhos desenhados, ou peça que elas desenhem e escrevam, dentro do queijo desenhado, as palavras da pergunta 3.

6-) Peça para os alunos ilustrarem o poema com os queijinhos.

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Essa atividade pode ser muito divertida!

Imagem disponível aqui

7-) Verifique o conhecimento prévio dos alunos sobre o assunto Saneamento Básico.

8 -) Apresente textos e exercícios sobre Saneamento Básico e Higiene.

Você pode localizar textos de apoio aqui e aqui.

Veja, a seguir, algumas atividades que achamos e que podem também ajudar no aprendizado de noções de higiene.

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As cruzadinhas sempre fazem sucesso. Divertem e ajudam a fixar o conteúdo.
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O caça-palavras também não pode faltar
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Aqui, uma outra cruzada
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Mais um caça-palavras. E ainda treinamos a escrita das palavras encontradas.

9-) Continuando a atividade, é possível conversar com as crianças sobre hábitos de higiene e de prevenção aos “invasores” que podem trazer doenças. Olha mais um texto de apoio aqui.

10-) Para explorar o universo lúdico com as crianças, podemos fazer uma dobradura de rato.

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Que tal criar uma exposição, com as dobraduras feitas pelos alunos?

Imagem disponível aqui

3ª Etapa

                        Transferência e aplicação da leitura

  • O professor, com o auxílio dos alunos, lista no quadro o nome de outros “invasores”.
  • O professor propõe a criação de um poema semelhante ao que foi lido, que tenha como “inspiração” um dos animais mencionados.
  • Elaboração de uma história com o Rato Roque e alguns dos animais mencionados.
  • Criação de um diálogo entre o Rato Roque e Maria, personagem referida no poema, no qual ela conscientize o rato sobre os problemas da falta de Saneamento Básico.

A partir desta atividade, o professor pode pedir uma pesquisa de como é o bairro das crianças em relação ao Saneamento. Pode-se também dar continuidade aos conteúdos, falando das verminoses e etc.

E o quê mais se pode fazer, gente? Tudo que sua imaginação quiser, oras! 😎

Deixe seu comentário ou sugestão sobre esta sequência didática? Que outra ideia você teve? O que faria diferente? Conhece outros materiais sobre o tema? Que tal discutir essa atividade pedagógica sobre saneamento básico e higiene com outros professores aí, na sua escola? Vamos adorar saber como vocês andam Pensando Ciências!

Até a próxima!

Projeto Alameda: Classificação e Coleção de Amostras de Solo

Saudações, Pensadores de Ciências!

Vocês estão lembrados do Projeto Alameda? Falamos dessa história aqui, aqui e aqui também e avisamos pra todo mundo que íamos dar seguimento em outro momento. E não é que esse momento chegou? Yeah! \o/

Como prometido, voltamos hoje para contar mais uma das etapas do nosso projeto.

Nossas crianças ficaram de trazer amostras variadas de solo, e elas chegaram.

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Separamos os materiais e demos início aos trabalhos

Aproveitamos para nos aprofundar nos tipos de solo, sua composição química e classificação segundos esses aspectos.

Fomos atrás de descobrir o processo formativo de cada solo, e suas classificações, para isso usamos de início o material de apoio deste site aqui

Conversamos com a Geógrafa de nossa escola, a Professora Doutora Viviane Cracel.

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Olha a professora Viviane aí, gente! ❤

Ela nos apresentou um material muito legal, bem mais didático e de fácil compreensão.

Primeiro usamos um texto de Manoel Fernandes de Souza Neto do livro Aula de Geografia e algumas crônicas. Campina Grande: Bagagem, 2008.

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O uso de material extra foi decisivo para essa atividade com nossos alunos

Transcrevemos aqui um trecho do livro para que vocês possam conhecer um pouco mais da obra. Quem sabe, você não começa, aí, na sua escola, um novo trabalho? Vem ver!

Os solos são

            Os solos são uns filhos da rocha mãe. Até parecem ser bem quietos, mas essa aparente calmaria esconde o quanto os solos são vivos, vivíssimos para dizer a verdade. Enquanto os outros pensam que eles estão mortos há uma série de processos ocorrendo no seu interior, como se houvesse uma festa com os seres mais estranhos que alguém possa imaginar.

            E não pense que é só minhoca que passeia no solo. Lá passeia todo tipo de bactéria, de fungo, de bichinho que se vê a olho nu e de outros tantos que só mesmo com um microscópio. Aí meu amigo, com tantos seres assim, o solo fica parecendo uma espécie de mercado Persa, um tipo de feira livre, só que sem dinheiro. E é um troca-troca fantástico de elementos químicos, materiais orgânicos, sais minerais, que o solo vai se transformando permanentemente.

            E ciclo vai, ciclo vem e o solo é uma festa: é bactéria decompondo nitrogênio e trocando por outras coisas do gênero; é minhoca construindo caminhos e produzindo húmus; é água que vai deixando os sais quando evapora; é o ar que vai circulando pelos pequenos canais feitos de diminutos grãos de diferentes formas, tamanhos, cores e origem.

            E essa coisa de origem é fundamental, porque sempre disse minha avó, que os filhos parecem com os pais. Ora, se a rocha mãe for muito ferro, pode esperar que o solo vai ser meio vermelho; já se a rocha que é mãe for muito cálcio, o solo vai tender fortemente ao branco. E não pense que só a rocha mãe é que dá origem a tudo, pois o clima aparece nessa história meio como uma espécie de pai. Vai me dizer que nunca ouviu falar no tal intemperismo?! Pois o clima, amigo velho, decompõe a rocha mãe e o processo inicial a gente chama de intemperismo.

            Ora, ora, se o clima for meio árido, a tendência vai ser do clima quebrar muito a rocha; mas de mudá-la muito pouco, pois ela vai continuar, por mais quebrada que esteja com a mesma composição mineral e os solos tenderão a ser rasinhos, raquíticos, superficiais. Já se o clima for úmido, aí vai ser outra história, porque ele vai amaciar a rocha mãe, mudar suas características iniciais, torná-la menos rocha, menos dura e é claro, mais macia, mais profunda.

            Por isso o solo é como se fosse uma espécie da relação entre um clima, assim meio pai e uma rocha, meio mãe. É dessa relação que os filhos solos tendem a ser a cara encarnada e esculpida dos pais.

            E mais uma coisa meu amigo, o solo também cresce, também muda de horizonte com o tempo, também tem lá seu perfil, suas características, digamos assim, mais pessoais. Todo solo tem seus traços íntimos, sua identidade química, uma certa estrutura física. Uns são rasos, outros profundos; uns velhos, outros bem recentes; uns vermelhos, outros amarelos, alguns brancos, outros negros, além daqueles que possuem variadas cores.

            Os solos são vida e suas raízes, ainda que não nos demos conta disso, estão vivas dentro de nós.

Com essa leitura, nosso trabalho foi ficando mais fácil. Logo depois, usamos um outro material que a Professora Viviane nos forneceu e que nos ajudou a classificar os solos de uma maneira mais rápida e didática. O livro ” O solo sob nossos pés”, da autora Deborah de Oliveira, publicado pela Editora Atual.

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Mais um livro fundamental para nossos estudos

Recebemos também da Professora a dica de alguns sites que nos ajudariam, como o Pedagogia Fácil e o site dos professores da UFPR.  Os dois sites são fantásticos, mas foi no Programa Solo na Escola da Universidade Federal do Paraná que descobrimos uma coleção de experimentações que virou nosso baú de riquezas. Encontramos uma EXPERIMENTOTECA DE SOLOS e uma COLEÇÃO DE CORES DE SOLOS (COLORTECA). Bingo! Era o que queríamos fazer, nosso acervo de solos, mas agora tínhamos um norteador para ajuda. Deixamos aqui o nosso sincero agradecimento à equipe que, muito gentilmente, autorizou o uso do material produzido por eles e também já deu dicas, sugestões de intervenção no solo…Foi incrível!

Chegou a hora de mostrarmos tudo que fizemos. Segura na nossa mão e vem!!

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Organizamos as amostras trazidas pelos alunos

Colocamos as amostrar para secagem, e aproveitamos para brincar um pouco com a amostra 07, que é um solo argiloso.

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Nesse dia, todo mundo estava liberado para mexer na terra! 😀
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E teve produção de relatório também! 😉
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Tudo explicado: cada um registrou as diferenças entre as amostras
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É muito interessante ver como cada um organiza o relatório do seu jeitinho!
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A conclusão também era fundamental. E todos se saíram bem. A gente ❤

Organizamos nossas amostras.

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Era hora de recolher as amostras nos potes
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Deixamos em uma das estantes da sala para que os alunos pudessem rever e até explicar para os demais professores da turma

E voltamos a Alameda para conferir, se tudo estava correto.

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Uma das turmas do quinto ano, durante a verificação do solo onde criaremos a Alameda

Já conversamos com nosso Orientador Pedagógico e apresentamos nossas novas análises, acreditamos que agora precisamos remexer o solo e complementar com adubação, que pode vir de uma compostagem, pensamos também em uma cobertura vegetal, como grama, tudo isso está sendo analisado e logo, logo, vocês saberão mais do que estamos aprontando.

Já fizeram alguma coisa parecida?

Eu confesso que tudo isso é novo para mim e para nossos alunos também, mas todas as descobertas têm sido tão legais que a cada aula pensamos em outras possibilidades e nossas cabeças piram e mudam a todo instante. Esse trabalho também é fruto de uma “corrente do bem”. Começou com a nossa colega Viviane, ali mesmo, na nossa escola e nos levou até o Paraná! Não é incrível saber tudo que o conhecimento pode proporcionar?

O escritor Lewis Carrol, em Alice nos país das maravilhas diz a seguinte frase:

“Eu… eu… nem eu mesmo sei, nesse momento… eu… enfim, sei quem eu era, quando me levantei hoje de manhã, mas acho que já me transformei várias vezes desde então. ”

E assim seguimos nossas aulas, nessa metamorfose ambulante.

Conte para gente o que você tem feito de diferente e que te provoca mudanças na sua escola.

Até a próxima!

 

De Volta ao Sistema Circulatório!

Saudações, Pensadores de Ciências!!

Num dos nossos últimos posts fizemos uma viagem ao passado e voltamos para falar novamente de um dos primeiros órgãos do Sistema Digestório, agora entramos novamente em nosso Delorean… 😀

Nosso coração fica acelerado, só de imaginar uma viagem com essa máquina!

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… e voltamos para os dias atuais, vocês já sabem do que estamos falando nas nossas salas do quarto ano: o Sistema Circulatório.

Quando você pensa em coração qual figura vem a sua mente? Tenho certeza que lembra do coração vermelhinho, aquele dos apaixonados…

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Nossos alunos logo viram que essa simpática representação é bem diferente do coração de verdade

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Quase ninguém lembra, de imediato, do órgão super importante que temos dentro do peito. Esse órgão responsável pela circulação sanguínea, que carrega os nutrientes retirados do intestino delgado através das vilosidades, e o leva a todas as partes do nosso corpo. Também responsável pela circulação do oxigênio, levando o ar da ponta da cabeça até o dedão do pé e trazendo o gás carbônico para ser lançado de volta a atmosfera pelos pulmões.

Quanto trabalho né?

O coração é responsável por bombear o sangue por todo nosso corpo, ele faz isso através de contrações musculares. Sim, esse órgão é um grande músculo muito importante para nossas vidas.

Para que nossos alunos pudessem compreender melhor esse órgão tão complexo, levamos para a sala um coração de boi, que é um grande mamífero e nos ajudaria nas observações.

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Nosso “pequeno” coração bovino

Comparado ao coração humano, esse aí é bem grande já que o nosso tem mais ou menos o tamanho de nosso punho fechado.

Nosso órgão é coberto de uma camadinha de gordura que serve para protegê-lo. É o que você vê, na transversal, parecendo um cordão de gordura, que na verdade é, mas esconde de baixo uma Artéria Coronária.

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No detalhe da imagem, é possível ver o caminho da coronária

Infelizmente, nosso coração  o coração do boi foi aberto no açougue e não pudemos observar como queríamos e sonhávamos as artérias, algumas veias e vasos capilares. Ahhh!! E a Aorta e o Tronco Pulmonar… que tristeza. O açougueiro partiu nosso coração e o do boi também… (ok, o trocadilho pode ser infame, mas o sentimento é sincero)

Mas, como a gente é brasileiro e não desiste nunca…

… Conseguimos observar várias coisas, dá uma olhada nessa aventura.

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Os alunos adoraram ver uma veia “ao vivo”
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Aqui, podemos ver mais uma veia
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Algumas veias e vasos capilares, nessa imagem podemos ver que o órgão também tem a proteção do muco seroso, que, assim como a camadinha de gordura que vimos antes, tem a função de proteger o coração

E tem mais! Sabemos que nosso coração tem quatro cavidades, a esquerda e a direita (chamadas de ventrículos), que não têm comunicação. Já as partes superior e inferior estão interligadas.

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Mesmo com o coração já aberto, conseguimos ver a ligação da cavidade superior com a inferior

A cavidade direita é onde ocorre a circulação pulmonar, ou seja, o sangue caminha do coração aos pulmões, e dos pulmões ao coração.  Esse sangue é chamado de sangue venoso, rico em gás carbônico, já na cavidade esquerda recebemos o sangue arterial (oxigenado) que é levado dos pulmões ao coração, através das veias.

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É ló-gi-co que todo mundo queria por a mão, sentir a textura, o cheiro. A gente deixa porque adora trabalhar com Educação Sensível

Após tudo isso, fomos observar nossos próprios vasos capilares.

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Nada como uma mão limpinha para realizar a exploração….rsrsrs

E também observamos as veias.

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Todos ficaram observando as veias dos braços e das mãos! ❤

Nas fotos vocês podem notar a presença discreta do livro didático, ele é apoio nas horas das referências e dúvidas.

Nossas turmas adoram experimentos como esse. E vocês? Já fizeram algo assim?

Alguém já viu um coração de verdade?

Vai continuar acreditando que coração é só amor? Claro que é né, gente, só com muito amor envolvido para fazer nosso corpo funcionar direitinho. Por aqui, estamos no ritmo daquela música: “Só love, só love, só love” 😀

E, agora, que tal compartilhar um pouco do seu amor pelas Ciências conosco? Deixe seus comentários sobre estas e outras atividades pedagógicas que já divulgamos por aqui!

Até a próxima!

 

 

Sistema Digestório: conhecendo a língua

Saudações, Pensadores de Ciências!

Hoje vamos voltar um pouco no tempo, pois, algumas dúvidas sobre o Sistema Digestório ficaram no ar e não podemos deixar passar… precisamos falar da Língua.

O início de nossa digestão é na boca, é lá que as glândulas salivares ajudam na quebra do carboidrato e com a ajuda dos dentes e língua, transformam o alimento em bolo alimentar. Até aí tudo bem, a saliva molha os alimentos, os dentes cortam, rasgam e trituram, mas e a língua, o que faz mesmo? Já falamos dela aqui mas…. o tempo passou…. a turma mudou e as perguntas são as mesmas e isso é muito interessante.

A Língua empurra o bolo alimentar contra os dentes, movimenta o alimento, além disso mistura a saliva com a comida e ajuda a empurrar o alimento parar a faringe iniciando o processo de deglutição. Mas espere, não é só isso! Além do que você leu, a língua tem glândulas que ajudam a sentir os sabores e também ajudam na fala. É um músculo preso a mandíbula.

Você deve estar se perguntando: O que esse povo do Pensando Ciências aprontou desta vez?

Levamos a língua para a sala de aula!

O que? Como assim?

A Língua dos bovinos também conta com papilas gustativas e foi essa aí que acabou na sala.

Experiência língua sistema digestório
Língua bovina
Experiência língua sistema digestório
Olha aí nosso querido aluno Lucas sentindo suas papilas.

Lembramos às crianças dos órgãos do sentido e como funciona a percepção de sabores na Língua.

Experiência língua sistema digestório
Mapa de sabores da língua

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E é claro que fomos comprovar o esquema aí de cima, usamos um pouquinho de sal para a experimentação.

Experiência língua sistema digestório
Primeiro, colocamos o sal bem na pontinha da língua. A sensação foi de ardor, queimação, não foi salgado
Experiência língua sistema digestório
Depois colocamos o sal no fundo da língua e, mais uma vez, a surpresa foi que o gosto era mais amargo que salgado

E partimos para a manipulação, ninguém aguentava mais, queriam sentir as papilas e o órgão tão musculoso que temos na boca.

Experiência língua sistema digestório
Sentido as papilas
Experiência língua sistema digestório
E virada para baixo também!

E é obvio que tiramos a pele e mostramos as fibras musculares, o serviço tinha que ser completo.

Experiência língua sistema digestório

Experiência língua sistema digestório
Vocês podem imaginar a euforia das crianças à medida que fomos partindo a língua?

Experiência língua sistema digestório

Experiência língua sistema digestório
Mais uma missão cumprida!

Essa nossa experimentação foi tão boa que vários alunos fizeram as famílias conhecerem o mapa dos sabores, muita gente comeu sal por aí… rsrsrs! Desculpa aí, família. É tudo pelo bem da Ciência! 😀

Ah! Teve até família que, para fortalecer o aprendizado, fez a língua para o jantar. Não é muito legal quando todo mundo se envolve?

E quando decide experimentar (literalmente) novos sabores? E você? Já tinha prestado atenção na sua língua? O que sabia sobre este importante componente do sistema digestório? Divida conosco suas experiências aí nos comentários. Vale compartilhar receitas de preparo de língua também, tá? 😉

Até a próxima!

 

 

 

Sequência didática multidisciplinar nos anos iniciais

Saudações, Pensadores de Ciências!

Hoje teremos mais um post com sequência didática, com proposta de multidisciplinaridade (multidisciplinar significa reunir várias disciplinas em busca de um objetivo final), na qual iremos explorar os animais que se apropriam do corpo humano como moradia, nossos “hóspedes”.

A atividade proposta aqui é melhor aplicada em alunos do Ciclo I do Ensino Fundamental e contamos com a união entre as disciplinas de Ciências, Língua Portuguesa, Geografia e Matemática

E se você ainda não viu as sequências didáticas que já publicamos, pode clicar aqui, aqui e aqui também.

O livro paradidático usado será “O hóspede de Barnabé”, de Robson Rocha, da Editora Fapi.

Esta coleção explora aspectos da natureza da região do Pantanal e desperta o gosto pela leitura

Vem ver como desenvolvemos essa sequência didática. Você pode adaptá-la par seus alunos, encaixando outros elementos, textos parecidos, enfim, solte sua imaginação!

1ªEtapa:

                        Atividade Introdutória à recepção do texto

O professor inicia o diálogo com os alunos, centrado na identificação de animais que se apropriam do corpo humano como pulga, carrapato, piolho e bicho-de-pé. Para chegar no nome do bicho-de-pé, o professor pode explicar para as crianças que ele é muito encontrado em áreas rurais (curral ou chiqueiro) e que penetra pela pele do pé.

Nomeando esse inseto, o professor pede aos alunos que digam quem conhecia algo a respeito do parasita e explica que a presença dele em nosso corpo é resultado de um problema: a falta de cuidados com higiene pessoal e nosso corpo.

A seguir, o professor mostra a capa do livro e lê o título para os alunos. O professor desafia as crianças com as seguintes perguntas:

  • O que vocês veem na capa?
  • O que é um hóspede?
  • Para você, quem é Barnabé?
  • Para você, quem é o hóspede de Barnabé?

2ª Etapa:

            Leitura compreensiva e interpretativa do texto

O professor lê a narrativa para os alunos e, simultaneamente, mostra as ilustrações. Em seguida, o educador relê a narrativa, questionando os alunos a respeito do texto. Por exemplo:

  • Para você, por que Basé morava no pé de Barnabé?
  • Por que Basé ia para debaixo da unha de Barnabé?
  • Por que Basé desistiu de de viver no pé de Barnabé?

As próximas perguntas podem ser exploradas usando um planisfério do Brasil, as explorações podem ser relacionadas as regiões do Brasil, Rosa dos Ventos e muitas outras que o professor pode escolher, como os estados e suas capitais.

  • O que é o Pantanal? Onde ele fica?
  • Que bichos vivem no Pantanal?
  • Qual é o nome do rio que passa pelo Pantanal?

A seguinte questão pode ser explorada, com pesquisa via internet, os alunos podem procurar os diversos meios de transportes aquáticos.

  • Qual é o meio de transporte que navega no rio?
  • Foi nesse meio de transporte que navegou Basé?

Aqui pode-se explorar os movimentos corporais, através de um pequeno teatro sobre o circo, ou um jogo de mímica com os movimentos dos personagens circenses.

  • Quais foram os divertimentos de Basé no circo?
  • Por que será que Basé gostou do Palhaço Picolé?
  • Quem avisa as crianças sobre os perigos dos bichos-de-pé?

Essa questão dá oportunidade de construirmos uma lista de palavras, divisão silábica e construção de frases.

  • Que palavras terminam com o mesmo som de Barnabé?

3ª Etapa:

            Transferência e aplicação da leitura

Nessa etapa o professor pode mostrar textos, ilustrações e imagens reais do inseto. Pode seguir a roda de conversa apresentando detalhes como:

O fato de o bicho-de-pé ser um problema para a saúde de muitas pessoas no Brasil. É interessante mostrar a foto do parasita para que as crianças vejam que o bicho-de-pé é como uma pulga de cor marrom-avermelhada que, quando adulta, mede em torno de 1 mm de comprimento. Devemos explicar e também mostrar imagens da fêmea adulta, pois somente ela tem a capacidade de perfurar a pele do homem, porco e outros animais, para se alimentar de sangue e pôr seus ovos. Enfim, essa é a hora de explicar aos alunos que, para o bicho-de-pé, nosso corpo é como um ninho, que permitirá a reprodução de novos parasitas.

A ilustração mostra um ponto muito comum da presença desses parasitas: os dedos dos pés.

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É importante ressaltar que a infecção com o inseto é bem comum no verão pois há o cruzamento de dois fatores de risco, o solo úmido que favorece o aparecimento de larvas e o mau hábito de andar descalço justamente por causa do calor

Além dos pés, que dão o nome popular ao inseto, não podemos esquecer que esses animais podem afetar também as mãos e o calcanhar. Todo cuidado é pouco!

Os pés descalços, em contato com o solo, favorecem a infestação

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Um dos primeiros indícios de que o indivíduo sofreu infecção é uma coceira leve sentida na região onde a fêmea depositou os ovos. Em seguida pode aparecer um inchaço no local afetado. Mesmo sabendo que a fêmea morre logo após cumprir sua “missão de mãe” (É, meus amigos, no fim das contas, tudo é luta pela sobrevivência das espécies…), devemos retirar o inseto assim que percebemos sua presença no local para que não ocorram complicações como úlceras e inflamações na área atingida. Há relatos de casos mais graves que levaram até mesmo à amputação de partes dos pés.

Ao localizar um parasita, o melhor é retirá-lo imediatamente

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Aqui estão algumas imagens que você pode levar para sua aula sobre o bicho-de-pé

Taí o hóspede que ninguém quer receber

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Nessa ilustração podemos ver a fêmea com o abdome repleto de ovos

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Esse é dos grandes! M-E-D-O!! =0

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Nesse ponto da aula é importante conduzir o questionamento para os recursos que temos para evitar o bicho-de-pé, ou seja os cuidados com  a nossa saúde. O professor pode perguntar:

  • Quais as consequências de um bicho-de-pé no corpo humano?
  • Por que os bichos-de-pé entram na pele?
  • Quais são os cuidados que devemos ter com o nosso corpo?
  • Que hábitos de limpeza são recomendados para a manutenção da saúde?

A gente quer que as turminhas entendam a importância da higiene pessoal e isso pode ser feito de forma lúdica, com atividades que misturem também brincadeiras, que possam ser feitas em duplas e também com a ajuda da família, em casa. Gostamos quando nossos alunos levam o conhecimento adiante, envolvendo toda a família no processo do aprendizado. Selecionamos algumas atividades que você pode encontrar nesse site aqui e aplicar nas suas aulas:

Explore com os pequenos a importância da higiene pessoal, usando esse conjunto de atividades

Cruzadinhas são uma ótima maneira de fixar o conteúdo e trabalhar a escrita
Você também pode extrapolar essa atividade com um pouco de matemática, pesquisando o preço de produtos de higiene pessoal

E se você não é professor, mas descobriu tudo que esse bichinho pode aprontar no corpo humano, pode explorar esse assunto com as crianças em casa. Comece perguntando coisas como: você lava as mãos depois de ir ao banheiro? Tem lavado bem as frutas e verduras? Anda descalço por aí?

Não esqueça o quanto sua saúde é importante! Gostaria de ver uma sequência de didática sobre outro parasita ou tema ligado à saúde? Escreva sua sugestão nos comentários. Estamos esperando!

Até a próxima!!!

 

Sistema Circulatório: experiência em sala de aula

Saudações, Pensadores de Ciências!

Nossos estudos e experimentos não param. São tantas ideias que a cabeça chega até a ferver e o coração bate acelerado… falando em coração, este é o assunto que estamos tratando nos 4º anos do ensino fundamental, porque o corpo humano e o sistema circulatório não param, não é mesmo?

Aliás, se você não viu outros experimentos e estudos sobre o corpo humano, pode ver o que fizemos em sala de aula aqui e aqui

Iniciamos nossa conversa sobre Sistema Circulatório com uma pequena roda a fim de saber o que nossos alunos já conheciam a respeito. O conhecimento prévio é sempre aliado em nossas mediações.

Encerrada a roda de conversa, entramos com o livro didático, recurso que complementa nossa jornada.

sistema respiratório ensino de ciências ensino fundamental anos iniciais
Este é o livro que usamos com nossos alunos

Falamos sobre o coração, os vasos sanguíneos e pulsação, a partir desses conceitos fizemos o experimento para verificar os batimentos cardíacos.

Mostramos para as crianças onde poderiam sentir uma artéria, pois são vasos do sistema cardiovascular por onde passa o sangue que sai do coração. A musculatura das artérias é espessa, formando um tecido muscular bastante elástico, permitindo dessa maneira, que as paredes se contraiam e relaxem a cada batimento cardíaco. Assim ficaria mais fácil sentir a pulsação.

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Olha só o momento de concentração

Depois de verificarem os batimentos em repouso (uma frequência cardíaca de 60-100 por minuto é considerada normal) e fazerem uma pequena anotação, passamos para o conceito de Pressão Arterial. Nesse momento, turminha soube de uma forma bem simples que a Pressão Arterial é a força que o próprio sangue exerce sobre as paredes dos vasos sanguíneos, após ser bombeado pelo músculo cardíaco. É, minha gente, o coração é um músculo.

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Mostramos também essa imagem de um coração humano

Vimos também que a pressão é medida em dois tipos, a sistólica (máxima) e a diastólica (mínima), os dois valores são importantes para definir a pressão pois ela sofre oscilações ao longo do caminho pelo corpo humano. Uma pressão considerada normal para um adulto tem a máxima de 120 mmHg e a mínima de 80 mmHg.

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Cada aluno teve sua pressão aferida e anotada

E agora, qual era nossa proposta?

Fomos brincar, correr e, na volta à sala, uma nova anotação seria feita, agora, depois do corpo exercer algum tipo de atividade física.

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Teve gente que exagerou só um pouquinho nos exercícios…:D

Passamos para a segunda rodada de medições e anotações sobre os batimentos cardíacos que agora, certamente, apresentavam diferenças. Também aferimos, novamente, a pressão de alguns alunos.

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A gente gosta de relatório assim: detalhado e colorido!
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Mais um experimento concluído com sucesso! \o/

Por enquanto é isso ai pessoal!

E você já verificou seus batimentos cardíacos?

E sua pressão arterial, como anda? Não se esqueça de fazer seus exames periódicos, praticar exercícios físicos e cuidar da alimentação. Proteja seu sistema circulatório! Ame o seu coração! ❤

Até a próxima!

Sistema digestório em sala de aula com massa de modelar

Saudações, Pensadores de Ciências!

Dando continuidade ao conteúdo de Ciências de nossas turmas dos quartos anos do ensino fundamental, resolvemos propor o estudo sobre o sistema digestório com mais uma atividade que explorasse a dimensão lúdica e ainda permitisse que os alunos demonstrassem todo o conhecimento adquirido. Propusemos a montagem de um sistema digestório com massa de modelar. Pedimos para as crianças sentarem em grupos e, com ajuda de papel cartão e massa de modelar, convidamos a turma a construírem o sistema em 3D (objetos com três dimensões). 

E aí, começamos os trabalhos:

sistema digestório com massa de modelar
Foi só falar em “trabalho em grupo” que a turma inteira se mobilizou

Lógico que podia usar o livro didático para dar aquela espiadinha:

sistema digestório com massa de modelar
Todos queriam olhar o livro e fazer o seu própria sistema com todo cuidado

Depois de planejar como o trabalho seria feito, cada grupo colocou a “mão na massa”…literalmente! 😀

sistema digestório com massa de modelar
Aí foi só trabalho (e diversão, claro!) 😉

Para nossa alegria as montagens ficaram incríveis! Vem conferir:

sistema digestório com massa de modelar
Esse grupo não esqueceu a importância da mastigação. Olha aí os dentes nesta boca! =0
sistema digestório com massa de modelar
O resultado final de outro grupo!
Já esse outro grupo lembrou do movimento peristáltico e fez o bolo alimentar, descendo pelo esôfago! Não tá lindo!? ❤

Esses são os sistemas digestórios mais bonitos que a gente respeita! 😀

O que nos levou a propor um trabalho em grupo e com massa de modelar? 

Procuramos aqui trabalhar com o princípio de Educação Sensível, um compartilhar recíproco de experiências e vivências, que possibilita o conhecer e o repensar do viver humano pela educação sensível, em que o aluno percebe as sensações, os sentidos, aprende a ouvir, ver, falar, degustar para melhor se compreender, e compreender o outro, em suas peculiaridades e diferenças. Pesquisando mais sobre o tema, encontramos essa interessante explicação:

“Duarte Junior (2010) faz referência à crise dos sentidos na contemporaneidade. Conforme o autor, em meio a tantas mudanças que vêm ocorrendo, os sentidos ficam anestesiados, pois, em razão dessa rotina corriqueira e agitada, dificilmente o ser humano se posiciona frente ao outro, a fim de ouvir, para, então, poder ajudar ou compartilhar momentos recíprocos de conversações. Nesse sentido, as práticas de solidariedade estão se fragilizando, perdendo-se, e as poucas que ainda acontecem são motivos de notícias, pois são um diferencial em meio a uma sociedade que não “para”, para ouvir, nem ver, nem sentir, muito menos degustar.

Com essa experimentação as crianças puderam trabalhar com seus pares e praticar e perceber algumas sensações. Exercitaram e manipularam sentimentos e texturas. Além do saber escolar e científico, provocamos aqui o saber da vida em sociedade e da tolerância.  

E você já fez algum trabalho em 3D? 

E sobre a Educação Sensível, tem algo a nos contar? 

Deixe seus comentários e sugestões sobre o tema!

Até a próxima!

Sistema Digestório: experiência com ácido clorídrico

Saudações, Pensadores de Ciências!

E não é que as aulas voltaram e a gente já entrou no ritmo do “não para, não para, não para, não”?

Você já viu aqui que estamos trabalhando com as turmas dos 4º anos com o Sistema Digestório, e como o tempo urge e a curiosidade sempre bate a nossa porta, fizemos mais uma experiência em sala de aula.

Resolvemos trabalhar a digestão química. Sim nosso organismo tem 2 processos digestivos, o mecânico, que ocorre através da deglutição, mastigação, movimento peristáltico, e contrações musculares e o processo químico, que ocorre através dos os sucos digestivos que ajudam no processo de quebra das moléculas dos alimentos para serem absorvidas pelo nosso organismo.

Anota aí como fizemos essa experiência. Quem sabe você, aluno, mostra para o seu professor. E se você é professor, que tal fazer algo parecido com os pequenos aí, da sua turma?

Material:

01 Copo de leite

Vinagre

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A experiência é muito simples e conta somente com esses dois itens: o leite e o vinagre

Aqui vamos simular a etapa que ocorre dentro do estômago onde as células da parede do órgão secretam o suco gástrico, esse suco contém o ácido clorídrico, que auxilia no controle da acidez estomacal e na absorção do Ferro.

Temos a proteína, que é o leite, e usamos o vinagre como o meio ácido.

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Já começamos a ver a reação química

Misturamos o leite e o vinagre, no mesmo momento vemos o leite coalhar.

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O ácido seguiu com seu processo de quebra de moléculas da proteína

Resolvemos esperar algumas horas para comprovar o processo no estômago, e olha o que aconteceu:

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Com o passar do tempo, vimos a separação da água contida no leite
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Os alunos pediram para tirar a água e ver como ficaria o leite

Vemos aqui a separação do líquido do sólido. No organismo, a parte mais sólida continua seu caminho para o duodeno, primeira parte do intestino delgado, lá recebe outros sucos e começa a absorção dos nutrientes pelo corpo humano. A água passa para o intestino grosso onde serão absorvidos os sais minerais e o restante será descartado, junto com as fezes.

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Mas, antes, vimos, na imagem, as partes do intestino para observar os locais de absorção dos diferentes nutrientes
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Agora sim, o resultado final da nossa experiência

 

E foi assim o nosso dia! É muito bom quando temos a oportunidade de mostrar tudo o que foi explicado e visto, na teoria do livro didático, de forma que as crianças entendam e se interessem em descobrir mais sobre os incríveis processos que se dão no interior do corpo humano. Com esse experimento, ficou muito claro para os alunos toda a exposição feita anteriormente. Os nomes que, a princípio, pareciam complicados, não assustavam mais as crianças. O conteúdo, dessa forma, ficou significativo, facilitando o entendimento e a aprendizagem. E não parou por aqui! \o/

A criançada até repetiu em casa o experimento. Foi muito gratificante ver o envolvimento de cada um em todos as etapas da atividade e saber que dividiram com a família o conhecimento adquirido.

E você? Já está animado a repetir essa experiência em casa ou na sua escola? Quando fizer, volte aqui e deixe seu comentário sobre tudo que viu. Estaremos esperando!

Até a próxima!

 

Ensino fundamental: o uso de tecnologias e os desafios do ensino

Saudações, Pensadores de Ciências!

Como a gente disse aqui, o segundo semestre já chegou “chegando” e a gente anda “cheia de assunto” para dividir com vocês! rsrsrs

Como vocês bem sabem, nosso blog divulga práticas pedagógicas voltadas para o ensino de ciências nos anos iniciais do ensino fundamental. E como também já dissemos aqui, nosso trabalho é totalmente vinculado às diretrizes educacionais de nosso município e, obviamente às leis federais.

O que nós buscamos é inovação na sala de aula. Entendemos que esse é o papel do professor pesquisador, analisar sua prática e buscar outras possibilidades de atuação. Nossa meta é despertar novos olhares, percepções que se alinhem com os interesses deles. O tempo dos nossos alunos é agora. Não adiantaria tentarmos ensinar do jeito que aprendemos. Nossa luta diária é nos reinventarmos como professores.

E põe luta nisso viu, minha gente! Mas…FELIZMENTE, essa luta não é só nossa, não. Muitos profissionais já perceberam que a internet e o uso de tecnologias em sala de aula é um caminho sem volta. E que as práticas de dez anos atrás, não despertam mais o mesmo interesse nas crianças.

celular na sala de aula. Blog ciências ensino fundamental anos iniciais
A presença dos dispositivos móveis mudou a relação do aluno com a lousa e o giz. Está na hora de nós, professores, mudarmos também.

Imagem: Pixabay

E, muito felizmente também, essa preocupação já está na pauta das universidades e centro de pesquisas brasileiros. Aí, com essa busca por aprender mais para ensinar melhor, fizemos uma parceria incrível com outra escola de educação integral aqui do município de Campinas, a E.E.I. Dr. João Alves dos Santos, para apresentarmos nossas práticas no VIII Congresso Fala Outra Escola, que está em andamento esta semana, na Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas.

Blog ciências ensino fundamental anos iniciais. Fala outra escola 2017
O Fala Outra Escola é oportunidade que os professores têm para dividir suas experiências e de conhecer novos projetos.

Este evento conta com um formato de Roda de Conversa, em que os professores têm a oportunidade de compartilhar com os colegas o que têm feito para transformar o espaço da escola e da sala de aula. Ampliando as possibilidades do processo de ensino e aprendizagem.

Vem que a gente te conta um pouco do que estamos vendo e aprendendo por lá.

Para começar, as professoras Elaine Messa e Juliana Baiocchi apresentaram as atividades que vêm desenvolvendo na escola João Alves. As práticas consideram o aluno em sua totalidade, como ser humano que encontrará, na escola, potencialidades de desenvolvimento para além dos conteúdos. Conteúdos esses que, muitas vezes, são ainda mais massificados numa escola de educação integral que, por ter a permanência do aluno estendida, esquece que é necessário trabalhar a integração, o trabalho em equipe, enfim, aspectos de convívio dos alunos no ambiente escolar.

Com essas necessidades em mente, as professoras puseram a “mão na massa”. Foram elaborados conjuntos de atividades permanentes, que trabalham diferentes habilidades e competências. Os alunos, divididos em grupos de 05 ou 06 pessoas, passam por essas atividades ao longo da semana, no modo “circuito” e executam as propostas em cada uma das estações em cada um dos dias da semana.

tabela de atividades pedagógicas. Educação. Ensino. Ensino Fundamental, anos iniciais.
Organização das atividades
tabela de atividades pedagógicas. Educação. Ensino. Ensino Fundamental, anos iniciais.
E a distribuição das tarefas entre as equipes

E alguns dos resultados:

Atividades pedagógicas. Educação. Ensino. Ensino Fundamental, anos iniciais.
Os alunos soltaram a imaginação e criaram imagens com as formas do Tangram
Atividades pedagógicas. Educação. Ensino. Ensino Fundamental, anos iniciais.
O trabalho com releituras de textos diversos também estimula dos pequenos
Atividades pedagógicas. Educação. Ensino. Ensino Fundamental, anos iniciais.
E os quadrinhos exigem dos alunos a capacidade de sintetizar as ideias para contar uma história

Congressos como o FALA OUTRA ESCOLA são grandes oportunidades para (re)encontrar colegas e conhecer a realidade de outras escolas, além de falar da nossa própria realidade, ouvir sugestões, conselhos e dicas preciosas. Pensar na nossa prática é muito importante, pensar na nossa prática em um coletivo de professores é ainda melhor.

Equipe apresentação do FALA OUTRA ESCOLA 2017
Da esquerda para a direita, a equipe que se apresentou no “Fala Outra Escola 2017”: as professoras Elaine Messa, Vanessa Petruz (nossa colega na E.E.I. Zeferino Vaz), Janaína Beltram e Juliana Baiocchi

Como diz um conhecido provérbio africano: “Se quer ir rápido, vá sozinho. Se quer ir longe, vá em grupo”

A gente quer ir muito, muito longe. Vamos juntos?

Até a próxima!