Experiência com fotossíntese

A experiência que mostramos hoje foi desenvolvida no período de 15 de março a 05 de abril deste ano, nas turmas do 5º. ano. Nosso objetivo era mostrar aos alunos o papel da luz solar e da clorofila no desenvolvimento dos vegetais. Já tínhamos apresentado a função tanto dos decompositores quanto dos produtores na cadeia alimentar. Não demorou para que a fotossíntese e o crescimento das plantas despertassem a curiosidade dos alunos e, como consequência, surgisse a necessidade de continuar explorando os assuntos expostos.

Desenvolvemos as atividades na seguinte ordem:

Os alunos tiveram aulas teóricas com a exposição das características do desenvolvimento das plantas.  Em seguida, apresentamos a proposta de experiência.

Eles tinham que observar 03 caixas com plantas em situações de exposição solar distintas.

As caixas estavam em cima do armário da sala de aula e a luz solar que incidia sobre as caixas vinha de uma claraboia bem acima do armário. As caixas ficaram expostas por 20 dias.

Para realizar a experiência, seguimos o roteiro abaixo:

Materiais utilizados:

03 caixas de sapato.

01 com tampa

01 sem tampa

01 com tampa, mas com uma abertura pequena para a entrada de luz.

Outros: Feijões, Copos plásticos, Algodão.

Como fazer:

Em cada caixa acomodar um copo com feijões e algodão e regá-los sempre que se fizer necessário, não se esquecendo de obedecer à regra de deixar as caixas assim:

CAIXA 01: Com um quadrado bem pequeno na tampa, para entrada de luz.

CAIXA 02: Fechada

CAIXA 03: Sem tampa

Depois de 20 dias, todos estavam curiosos!! ❤

Aula de Ciências, observação dos alunos
Alunos observam uma das caixas

Após observarem os resultados e elaborarem suas primeiras hipóteses, os alunos discutiram os resultados com os colegas e com a professora. Veja o que eles encontraram em cada caixa:

Caixa 01: a planta recebeu pouca luz

planta com pouca luz e desenvolvimento acelerado para buscar mais luz
A planta com pouca exposição à luz solar acelerou seu desenvolvimento para buscar mais luz.

Caixa 02: a planta não recebeu luz solar

planta com ausência total de luz, sem desenvolvimento
A planta que não recebeu nenhuma luz solar não se desenvolveu

Caixa 03: a planta recebeu luz constante

A planta com luz constante se desenvolveu normalmente
A planta que recebeu luz constante apresentou crescimento normal

Logo em seguida, construímos, coletivamente, o relatório descrevendo o estágio de desenvolvimento de cada planta. Pedimos também que representassem com desenhos o que tinha sido observado. Veja alguns dos trabalhos produzidos nas fotos abaixo.

observação fotossíntese
Relato da observação da experiência com fotossíntese
Relatório de observação com experiência de fotossíntese
Relatório de observação na experiência com fotossíntese

Assim, concluímos a experiência e vimos que os alunos queriam mais atividades como essas. Percebemos o quanto as atividades de observação, ligadas aos conteúdos programados, têm envolvido os alunos e como tem sido mais rápida a retenção de conhecimento por parte de todos na sala.

E você, professor, como tem trabalhado estes temas em suas aulas de Ciências? E você, aluno, já fez alguma experiência parecida?

Que tal fazer essas e outras atividades e contar aqui nos comentários quais resultados foram observados por você e sua turma?

Primeira experiência: Os Decompositores e a Cadeia Alimentar

A primeira experiência foi proposta cerca de 2 semanas após o início das aulas. A matéria de Ciências do 5º ano começou com o estudo da cadeia alimentar e seus componentes, então, ao falar dos decompositores, decidi demonstrar a ação dos fungos e bactérias no meio ambiente usando o pão como o alimento a ser observado. Tive a ideia de usar o pão industrializado para falar também da participação dos conservantes, mas optei por não comentar com os alunos essa escolha. Trabalhando com o ensino fundamental, acho muito importante deixar os alunos livres para que aprendam a observar e elaborar hipóteses. Era uma forma de conhecer a turma e também de estimular a postura investigativa que eu queria para o ano letivo inteiro.

Não foi uma tarefa fácil, pois ainda estava tentando me adaptar, como disse nesse post aqui. Mas, mesmo assim, posso afirmar que foi muito positivo e ainda está sendo, pois a experiência está em andamento e as crianças, totalmente envolvidas. Quer saber como tudo começou? Vamos à retrospectiva:

Marcamos o dia 01/13/16 como a data de início da experiência. Fechamos os pães em sacos plásticos e guardamos no armário da sala de aula.

As crianças observaram 10 dias depois e o resultado foi…NADA! Não havia sinais aparentes de micro organismos. Todos os alunos estavam com um misto de surpresa e decepção, pois já queriam ver o que poderia acontecer. Tive que me conter para não dar respostas. Em seguida, lancei a pergunta: “É só do pão que precisamos? Será que não falta mais nada para iniciar o processo?”

Alguns dias depois, um aluno falou que faltava a umidade. Com a resposta partindo deles, como eu queria, umedecemos somente o pão industrializado e, em 03 dias, o processo de decomposição teve início.

Mas… e o pão caseiro? A turma ainda precisava avançar um pouco mais!

O pão caseiro veio da casa de um aluno, doado pela mãe dele. A turma, vendo que o pão caseiro já apresentava bolor, perguntou como isso era possível, se ele não tinha sido umedecido, junto com o industrializado.

Mais uma vez, deixei que as questões e hipóteses ~andassem soltas~ pela sala… 🙂 Esse é o melhor “ruído” que uma sala de aula pode produzir, o da curiosidade despertada por uma possibilidade de conhecimento.

Os alunos foram se questionando até que alguém lembrou que há diferença entre alimentos caseiros e industrializados! EUREKA! 🙂

Nesse momento pude intervir e expliquei que os conservantes alimentícios são adicionados para retardar o processo de decomposição. E combinamos que iremos retomar esse tema futuramente para discutirmos os pontos positivos e negativos dos alimentos industrializados.

Tiramos também algumas fotos dos pães, para comparar com a aparência dos pães frescos, que temos em casa.

Ação dos decompositores no pão industrializado
Experiência com decompositores – pão industrializado
Ação dos fungos na decomposição de pão caseiro
Experiência com decompositores no pão caseiro

A aparência não ajuda, não é? 😉

E como estamos agora?

A experiência conta hoje com mais de 90 dias de duração. Os alunos monitoram, quase diariamente, nossa cultura. Ainda não decidimos quando abriremos as embalagens, mas assim que fizermos isso, voltarei aqui para atualizar o post, combinado?

E você professor? Já trabalhou com esse conteúdo? Como tem ensinado sobre fungos, bactérias e agentes decompositores no meio ambiente? Postei também no nosso canal do YouTube um material sobre cadeia alimentar. Se você tiver sugestões ou mais dicas de links e materiais, compartilhe nos comentários suas experiências!

Janaína B. Duarte