Decompositores: Conclusão da experiência com pães e fungos

Salve, Pensadores de Ciências!

Acreditamos que muita gente tem se perguntado o que aconteceu com o pão que estava em processo de decomposição… pois é o que será que aconteceu?
Você se lembra como começou essa história? Falamos da primeira etapa dessa experiência aqui e depois fizemos mais algumas observações que dividimos com vocês aqui.
Pois é… hoje é dia de finalizar esta que, aliás, foi a nossa primeira experiência. É muito amor envolvido, Brasil!<3
Mas… não vivemos só de amor, né? O que será que nossa turma descobriu com esse longo processo? Vem ver!
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Foi preciso uma certa dose de coragem pra pegar essas embalagens no armário! 😀

Resolvemos abrir as embalagens e ver como seria o fim do processo na natureza.  Montamos uma caixa com terra e um pouco de umidade. Queríamos simular o destino final de nossa matéria orgânica, após a ação dos fungos.

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Caixa de terra

Demos inicio a abertura dos pacotes, pensa numa coisa fedida com odor muito forte? Multiplica por 100, você terá uma pequena ideia do sufoco que passamos de como era o cheiro das matérias em decomposição.

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Olha a cara da Beatriz, aí em cima, comprovando o relato.

Pegamos também duas folhas no pátio da escola, uma ainda presa à árvore e outra já seca que estava no chão, afinal agora iríamos ver o processo por completo, toda a matéria morta transformando-se em nutrientes para a terra.

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E nossa montagem da caixa de decomposição começou.

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Um “close” nos nossos pães!

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Aguardamos mais três dias e fomos verificar a quantas andava nossa caixa.

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Olha aí, nossos pães terminando seu ciclo na natureza e os agentes decompositores cumprindo sua missão. 😉

Os alunos estão impressionados como o processo acelerou depois que retiramos os pães da embalagem. Agora, conseguimos compreender melhor todo o processo de decomposição e da absorção pela terra dos nutrientes que serão incorporados ao solo.

E você? O que achou? Lembrando que essa experiência teve início ainda no primeiro semestre e, com ela, pudemos mostrar aos alunos a importância de se respeitar o tempo da natureza, observar essa máquina maravilhosa em seu trabalho diário e como ela nos mantém vivos.

De tudo que fizemos esse ano, essa atividade tem lugar especial em nossa memória. Afinal, foi a primeira que compartilhamos com vocês aqui no blog e, vendo que ela foi finalizada, já vai dando aquele gostinho de saudade, e também de alegria por tudo que nossos alunos aprenderam e que também nos ensinaram em 2016. Ao mesmo tempo, a cabeça fervilha de planos pra 2017.

Péra, acho que caiu uma lagriminha aqui no teclado!

Aproveite os comentários para deixar suas impressões sobre esta e as outras experiências que você já viu aqui. Ajude-nos. Queremos, cada dia mais, seguir, Pensando Ciências!

Até a próxima!

 

 

Projeto Mascotes: manutenção do minhocário

Saudações, Pensadores de Ciências!

O post de hoje é para falar sobre a limpeza e manutenção do minhocário das nossas turmas do 4° ano. Trazer mascotes para a sala de aula permite trabalhar com os alunos a responsabilidade sobre um ser vivo. Nosso minhocário exige manutenção periódica, assim como aquele aquário que a criança pede para ter em casa, muitas vezes sem saber o trabalho que dá. E foi assim que começamos a conversa em sala, explicando que qualquer criação exige cuidados.

Resolvemos trocar a terra do minhocário, pois a aparência estava muito diferente daquela que víamos quando trouxemos as minhocas.  Decidimos que era hora de dar uma boa limpeza na caixa, afinal às minhocas estavam praticamente nadando em húmus.
O início do trabalho
O início do trabalho: forramos o chão e já deixamos a terra que seria usada para substituição bem próxima de nós, para facilitar a troca.

Retiramos tudo da caixa e várias mãos começaram a separar minhocas de húmus. Íamos encontrando muitos filhotes, porém poucas minhocas maiores. Começamos a nos perguntar o porquê…

O trabalho ia precisar de muita ajuda
Enquanto separávamos, observávamos os indivíduos que estavam no minhocário
E trabalhamos muito
Algumas minhocas já estavam no balde, aguardando a troca. E ainda havia muito trabalho pela frente

Além de trocar a terra, também demos aquele “trato” no minhocário:

Também limpamos a caixa
Também limpamos a caixa antes de colocar a terra limpa
Ao final chegamos às seguintes conclusões:
* Houve reprodução. Essa hipótese surgiu devido a grande quantidade de “minhoquinhas”, que encontramos, como vocês podem ver na foto do balde aí em cima.
* Foi preciso trocar a terra pois ela era praticamente só húmus.
Arrumadinha final! 😀
Aqui é possível ver a quantidade de húmus produzido

Essa observação nos levou a mais uma conclusão:

  • As minhocas grandes devem ter morrido e foram decompostas por fungos e bactérias, acabando virando nutrientes, junto com as folhas, para as minhocas jovens.

Nós também já falamos de agentes decompositores aqui.

Terminando os trabalhos, olha como tudo foi ficando arrumadinho!

Hora de preencher o minhocário com folhas e terra nova para começar um novo ciclo
Hora de preencher o minhocário com folhas e terra nova para começar um novo ciclo

Agora sim! Com a casa limpa, nossas amiguinhas podiam fazer a festa!

Estreando a casa nova 😊
Estreando a casa nova 😊

E vocês podem ser perguntar: o que foi feito de todo aquele húmus que as minhocas produziram? Foi jogado fora?! Nãããão! Desperdício aqui? Jamais! Logo, logo, ele voltará ao solo. Mostraremos o jardim que será feito utilizando o húmus produzido por nossas amigas. Será mais uma atividade para envolvermos nossos pequenos cientistas.

Agora, conte pra gente: você tem um jardim na sua escola? Usa húmus? Com que materiais você criou ou pretende criar seu jardim? Deixe suas sugestões aí nos comentários. Não esqueça de curtir este e outros posts, além do nosso canal no YouTube e da nossa página no Facebook!

Continue Pensando Ciências com a gente! Até a próxima!

 

Ação dos decompositores: revisitando nossa primeira experiência

Olá Pensadores de Ciências!

Estamos muito felizes por aqui com o post de hoje. Sabem por quê? É dia de revisitar nossa primeira experiência. Trabalhamos com nossas turmas do quinto ano a ação dos fungos na decomposição dos alimentos. Não tá lembrando?! Então, olha aqui!

Depois de todo esse tempo sob a ação dos fungos, vocês podem imaginar que a aparência dos pães não era das melhores…rsrsrsrs. Os alunos também perceberam e a atividade rendeu muita conversa, hipóteses e considerações sobre o que está acontecendo. Vejam só:

As observações foram de todos os tipos. Sem fazer questionamentos no início da aula para não direcionar a análise dos alunos, deixei que os saquinhos de pão passassem de mão em mão.

  • Nossa, que cheiro forte!
  • Tem cheiro de leite estragado.
  • É, parece o cheiro do queijo quando estraga.
Pão caseiro e industrializado sob a ação de fungos
É de impressionar, não?

Com esse aspecto, deu pra sentir o cheiro aí, do outro lado da telinha, né? 😀

Bem, era hora de intervir, lembrei a turma de que temos fungos e bactérias que podemos usar para o nosso bem, e principalmente em nossa alimentação. Afinal, o mesmo pão que vemos ser decomposto aqui, só pode ser preparado com a ação do fermento, isto é, dos fungos. Para acompanhar o pãozinho do nosso café da manhã, mais um pouco da “parceria” entre homens e fungos: nosso queijo e nosso iogurte só existem com a ação desses amigos invisíveis. Palmas para os fungos! \o/

Outro aluno interrompeu:

  • Professora, o cheiro de leite estragado pode ser isso!

Os alunos entenderam que, além da ajudar na produção dos nossos alimentos, os fungos e o odor liberado durante o processo de decomposição também podem ser nossos “amigos”, alertando nosso sistema de defesa e nos impedindo de consumir alimentos estragados. Eu ouvi mais palmas para os fungos? 😀

Perguntei, então, da aparência. Imagine a primeira coisa que todos notaram:

  • Está quase líquido!
  • Está mole!
Pão caseiro sob a ação de fungos
Pão caseiro e a ação dos decompositores

O que mais eles poderiam me dizer sobre a experiência?

  • Houve diminuição do tamanho dos Pães.
  • Tem várias cores!
Pão caseiro sob a ação de fungos
Usamos a lupa para visualizar a decomposição do pão

Perguntei o porquê de várias cores e lá veio mais uma hipótese:

  • Devem ser vários tipos de fungos.

Será? Também fiquei a dúvida! Vamos ter que pesquisar!

Após todas essas observações, perguntei o que vai acontecer se deixarmos até o fim do ano:

  • Vai sumir, virar um fungo só!
  • Se tivesse ao ar livre já teria sumido, pois a terra já teria absorvido.

Como todos ficaram curiosos….Resolvemos que os pães ficarão no armário mais um pouquinho, e continuaremos nossas observações.

Até que ponto nossos agentes decompositores chegarão com seu trabalho?

Certamente, não são as imagens mais bonitas que mostramos aqui…rsrs! Mas vai dizer que você também não está curioso para saber o que nos aguarda na próxima observação?! Continue acompanhando essa e as outras experiências que estamos atualizando por aqui. Deixe suas dúvidas e sugestões nos comentários. Inscreva-se em nosso canal no YouTube e divulgue o blog em suas redes sociais!

Até a próxima!

Primeira experiência: Os Decompositores e a Cadeia Alimentar

A primeira experiência foi proposta cerca de 2 semanas após o início das aulas. A matéria de Ciências do 5º ano começou com o estudo da cadeia alimentar e seus componentes, então, ao falar dos decompositores, decidi demonstrar a ação dos fungos e bactérias no meio ambiente usando o pão como o alimento a ser observado. Tive a ideia de usar o pão industrializado para falar também da participação dos conservantes, mas optei por não comentar com os alunos essa escolha. Trabalhando com o ensino fundamental, acho muito importante deixar os alunos livres para que aprendam a observar e elaborar hipóteses. Era uma forma de conhecer a turma e também de estimular a postura investigativa que eu queria para o ano letivo inteiro.

Não foi uma tarefa fácil, pois ainda estava tentando me adaptar, como disse nesse post aqui. Mas, mesmo assim, posso afirmar que foi muito positivo e ainda está sendo, pois a experiência está em andamento e as crianças, totalmente envolvidas. Quer saber como tudo começou? Vamos à retrospectiva:

Marcamos o dia 01/13/16 como a data de início da experiência. Fechamos os pães em sacos plásticos e guardamos no armário da sala de aula.

As crianças observaram 10 dias depois e o resultado foi…NADA! Não havia sinais aparentes de micro organismos. Todos os alunos estavam com um misto de surpresa e decepção, pois já queriam ver o que poderia acontecer. Tive que me conter para não dar respostas. Em seguida, lancei a pergunta: “É só do pão que precisamos? Será que não falta mais nada para iniciar o processo?”

Alguns dias depois, um aluno falou que faltava a umidade. Com a resposta partindo deles, como eu queria, umedecemos somente o pão industrializado e, em 03 dias, o processo de decomposição teve início.

Mas… e o pão caseiro? A turma ainda precisava avançar um pouco mais!

O pão caseiro veio da casa de um aluno, doado pela mãe dele. A turma, vendo que o pão caseiro já apresentava bolor, perguntou como isso era possível, se ele não tinha sido umedecido, junto com o industrializado.

Mais uma vez, deixei que as questões e hipóteses ~andassem soltas~ pela sala… 🙂 Esse é o melhor “ruído” que uma sala de aula pode produzir, o da curiosidade despertada por uma possibilidade de conhecimento.

Os alunos foram se questionando até que alguém lembrou que há diferença entre alimentos caseiros e industrializados! EUREKA! 🙂

Nesse momento pude intervir e expliquei que os conservantes alimentícios são adicionados para retardar o processo de decomposição. E combinamos que iremos retomar esse tema futuramente para discutirmos os pontos positivos e negativos dos alimentos industrializados.

Tiramos também algumas fotos dos pães, para comparar com a aparência dos pães frescos, que temos em casa.

Ação dos decompositores no pão industrializado
Experiência com decompositores – pão industrializado
Ação dos fungos na decomposição de pão caseiro
Experiência com decompositores no pão caseiro

A aparência não ajuda, não é? 😉

E como estamos agora?

A experiência conta hoje com mais de 90 dias de duração. Os alunos monitoram, quase diariamente, nossa cultura. Ainda não decidimos quando abriremos as embalagens, mas assim que fizermos isso, voltarei aqui para atualizar o post, combinado?

E você professor? Já trabalhou com esse conteúdo? Como tem ensinado sobre fungos, bactérias e agentes decompositores no meio ambiente? Postei também no nosso canal do YouTube um material sobre cadeia alimentar. Se você tiver sugestões ou mais dicas de links e materiais, compartilhe nos comentários suas experiências!

Janaína B. Duarte