Meio Ambiente e Aquecimento Global

Saudações, Pensadores de Ciências!

Como estão? Por aqui estamos naquele agito típico de fim de ano. E por isso mesmo, preparando nossas turmas do quinto ano para os novos desafios que vêm pela frente. 2018 tá batendo na porta e o conteúdo por aqui não vai parar! O post de hoje fala novamente sobre meio ambiente. Você pode estar se perguntando: de novo? Sim, é um assunto inesgotável e que merece uma atenção especial. Por isso, hoje falamos de meio ambiente e aquecimento global. Fizemos esse plano de aula para nossas turmas do quinto ano do ensino fundamental, mas, como sempre, as atividades podem ser reformuladas de acordo com a faixa etária dos alunos.

Falamos mais sobre meio ambiente neste post.

Nessa aula falamos dos 3 Rs, que são conhecidos de todos nós.

Meio ambiente e aquecimento global. Plano de aula de Ciências. Educação ambiental. Ensino de Ciências, Ensino fundamental, anos iniciais.
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Outra pergunta deve ter surgido agora: Mas não são 5 Rs?? Esse conceito dos 5 é mais recente, foram acrescentadas mais duas ações, repensar e recusar. Essas duas ações envolvem bem a questão do consumismo e de outros fatores importantes para o nosso meio.

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Apresentamos os conceitos para nossas turminhas e vocês devem ter visto um pedacinho da nossa aula nas lives na nossa página do Facebook. Ahhh, você não viu?!?!?! Corre lá e espia, aproveita e dá um curtidinha na nossa página.

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Já entendeu, né? Estamos fazendo campanha pesada! Bora curtir essa página linda, Brasil!  Imagem
Hora de aprofundar o conhecimento sobre Meio Ambiente e Aquecimento Global

Alguns conceitos foram passados.

  • Reduzir, são ações que devem diminuir a geração de resíduos. Exemplos de atitudes que diminuem o desperdício são: uso racional da água e a economia de energia elétrica.
  • Reutilizar é quando um produto é reaproveitado na mesma função ou em diversas outras possibilidades de uso. Exemplo, o papel, que já foi usado, pode ser utilizados em blocos de rascunho.
  • A reciclagem é o processo de transformação de um material para sua reutilização. Exemplo, pneus velhos podem se tornar parte do asfalto.

A criançada fez as anotações no caderno.

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A meninada caprichou!
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Os relatórios foram chegando. Todo mundo queria mostrar o seu 🙂
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Parabéns, turminha!

Os alunos descobriram que nem tudo pode ser reciclado, algumas coisas devem ser reaproveitadas mesmo, e que é por isso que devemos REPENSAR nosso consumo e RECUSAR embalagens ou materiais desnecessários e etc..

Então, vamos te deixar com um desafio: que tal evitar pegar muitas sacolas na sua próxima visita ao shopping ou ao supermercado? 😉

Podemos começar com mudanças simples de hábitos. Importante mesmo é começar! É preciso entender o impacto de nossas ações para o meio ambiente e o aquecimento global. Frear o consumismo é tarefa de todos nós!

Finalizamos a aula com a construção de cartazes, claro que trabalhando em grupo para dar aquela fortalecida no processo de aprendizagem e autonomia, como sugere o Luiz Carlos Menezes, físico e educador da Universidade de São Paulo (USP), na reportagem da Revista Nova Escola de 01/05/2009. Transcrevemos a reportagem logo abaixo porque as palavras do professor Luiz Carlos são realmente muito importantes, mas você pode ver a publicação original nesse link aqui.

Pausa para leitura:

O professor pode ensinar a turma a cooperar, escolher e decidir ao mesmo tempo em que dá conta dos conteúdos das disciplinas “Para promover a autonomia, é preciso propor à classe atividades coletivas mais estruturadas do que as aulas expositivas.”

Na família e na vida profissional e social, é preciso saber se expressar, consultar, questionar, fazer planos, tomar decisões, estabelecer compromissos e partilhar tarefas. Essas ações, envolvendo aspectos práticos, éticos e estéticos, podem ser relativamente simples, como é o caso de escolher o que preparar para uma refeição ou um trajeto. Outras vezes, são complexas, como estabelecer prioridades num orçamento e atribuir responsabilidades na realização de um projeto. Na escola, atividades em grupo qualificariam para desafios como esses, tão necessários na vida social. Mas isso frequentemente esbarra em obstáculos.

Quem acha que o papel do professor é só “passar” conhecimentos talvez veja a aprendizagem ativa e interativa como um devaneio teórico ou como ilusões de certas propostas pedagógicas. Isso, na prática, reduz o ensino à instrução individual em massa, quando as classes não são coletivos de trabalho cooperativo. Essa visão leva a uma prática em que só o professor tem a palavra e a interação dos estudantes é desprezada. Por isso, as turmas são simplesmente reunidas – não se pensa em construí-las. Atitudes dessa natureza, aliás, têm o respaldo de famílias que veem um convite à diversão quando se abre espaço à participação dos filhos.

Já quem reconhece a importância dessa participação ativa e interativa e se dispõe a promovê-la em situações reais enfrenta bem o desafio de colocá-la em prática mesmo em classes numerosas – como mostrou a reportagem Como Agrupo Meus Alunos?, capa da edição de março de NOVA ESCOLA. Para promover a autonomia, não bastam materiais didáticos e um professor protagonista. É preciso propor à classe atividades coletivas mais estruturadas do que as aulas expositivas, pois todos devem estar motivados e conscientes do sentido delas.

Para isso, cabe ao professor atuar com seus colegas e com a coordenação pedagógica, aliás, com a mesma dinâmica que pretende propor em sala de aula. Além de se perguntar “de que forma a atividade em grupo melhora o ensino da minha disciplina?”, é necessário formular outra: “De que forma minha disciplina pode promover nos grupos a aprendizagem cooperativa?” Sim, é possível também ter a disciplina a serviço dessa formação coletiva e não apenas o inverso. Com isso, tem-se o foco na aprendizagem e no desenvolvimento da turma, não somente no ensino de conteúdos.

É claro que nem tudo deve ser feito de forma coletiva, pois são igualmente essenciais a exposição do professor e tarefas individuais de crianças e jovens, mas é preciso compor esses momentos articulando com coerência as ações pessoais e coletivas. Essa construção conceitual e afetiva depende do trabalho em grupo, em que se desenvolvem afinidade e confiança, identificam-se potencialidades e aprende-se com os demais. Com a diversificação do planejamento, são contempladas as diferentes necessidades e propensões dos alunos. Não só na rede pública, mas especialmente nela, os mais beneficiados por essa construção são os que vêm de contexto cultural limitado, sem outras oportunidades que não as da escola para a sua emancipação.

As boas escolas desenvolvem práticas apropriadas a cada faixa etária. Isso porque é bem diferente desenvolver conteúdos de instrução em atividades cooperativas se for uma classe de alfabetização com professora única ou se for uma sala de adolescentes com vários professores de disciplinas. Mas a prática faz sentido desde a Educação Infantil até a pós-graduação. Aliás, logo mais estarei com quase 40 mestrandos, que não esperam minha chegada para começar a aula. Já estarão discutindo as leituras da semana em seus grupos de referência. Atitudes semelhantes podem ser encontradas em diferentes cursos, famílias e empresas, mas sempre em coletivos que valorizem a autonomia e a cooperação.

Atividades Práticas sobre Meio Ambiente e Aquecimento Global

Esse tipo de leitura nos inspira. Estamos sempre estudando, buscando novas informações e subsídios para nossas práticas. Mas não somos só nós, as autoras, que estudamos por aqui, não… Tem turminha trabalhando sim!

Olha aí….

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Cada grupo recebeu uma cartolina com a cor das lixeiras da reciclagem: vermelho, azul, amarelo e verde
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Tinha grupo muito sério…
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E aqueles mais descontraídos
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Aqui, os alunos colocaram amostras de embalagens recicláveis
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O metal estava presente neste cartaz
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A turma, já no clima do fim de ano, é só alegria
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O pessoal da descontração! Resolveram fazer um trabalho mais textual

E foi assim que terminamos o conteúdo dos quintos anos. Com animação, trabalho em grupo e multiplicando o conhecimento adquirido, pois os cartazes foram colocados na escola para informa os outros alunos do que a turma descobriu.

As cores das lixeiras e suas funções.

Meio ambiente e aquecimento global. Plano de aula de Ciências. Educação ambiental. Ensino de Ciências, Ensino fundamental, anos iniciais.
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Claro que a gente já sabe que hoje em dia foram criadas mais lixeiras para o descarte de materiais recicláveis ou reutilizáveis. Mas resolvemos trabalhar com as quatro acima, pois é o que temos mais em comum por aí.

E logo abaixo o padrão universal de cores de cada resíduo.

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E vocês, conheciam todas essas cores e suas funções?

Sabem o que pode e o que não pode ser reciclado?

Expandindo projetos sobre Meio Ambiente e Aquecimento Global

Quer saber mais e produzir um projeto bacana sobre meio ambiente e aquecimento global? Aqui você faz o download de um material muito bom da Impressa Oficial, com informações e atividades para você explorar.

Meio ambiente e aquecimento global. Plano de aula de Ciências. Educação ambiental. Ensino de Ciências, Ensino fundamental, anos iniciais.
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Nós adoramos fazer esse trabalho! A criançada se envolveu muito e, quando eles se divertem, a gente se diverte junto! Mas devemos confessar que está começando a bater aquele cansaço do fim do ano. Nessa época, já estamos fazendo planos…

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Logo, logo, queremos estar assim! 😀 Imagem

Mas, ainda tem um tempinho pras férias, né? Aguenta coração! =)

Esperamos que vocês tenham gostado e que passem esse conhecimento adiante! Você é criança? Que tal ensinar aos seus pais e amigos? É adulto? Que tal dividir tudo que viu por aqui com a molecada? O importante é continuarmos juntos, Pensando Ciências!

Boas reciclagens para vocês!!!

Até a próxima!

Sequência Didática: Vamos Salvar o Planeta!!!

Saudações, Pensadores de Ciências!

Parece que o post de hoje tá meio “ousadia e alegria” né? rsrsrs…. Mas, calma lá que vamos explicar para você mais uma sequência didática para os anos iniciais do ensino fundamental. A sequência de hoje diz respeito a um pequeno ser, a abelha, discriminada por muitos, mas de valor inestimável para outros e para o planeta, de modo geral. Daí, o título “atrevido” do post. 😀

Veja o que encontramos aqui sobre os bichinhos:

Esses insetos pequenos no tamanho, mas de uma importância gigante para toda a vida na Terra. Sem as abelhas, não perderíamos só o mel e os produtos agrícolas. A produção de animais para consumo sofreria grandes perdas, já que estes animais são herbívoros. A vida selvagem de uma forma geral também sofreria sem elas: a vegetação seria drasticamente reduzida e, assim, a vida em geral.

Mas, o que um ser tãããão pequeno pode fazer pelo planeta?

A abelha é responsável pela polinização e o transporte de pólen. É com a polinização que temos a fecundação das flores e, consequentemente, os frutos e sementes que garantem a sobrevivência das espécies vegetais. A polinização também ocorre com a água, o vento e mesmo com outros animais, como borboletas e beija-flores. No entanto, é por meio das abelhas que esse trabalho da natureza se dá “por excelência”. Isso porque nossas amigas são velozes e donas de um voo em ziguezague. Além da especificidade do seu voo, as abelhas são animais sociais e com a consolidação da colônia, são capazes, depois de certo tempo de observar, com precisão, as melhores horas do dia para a coleta de pólen das flores próximas à colmeia.

Confira a nossa sequência e observe que ela pode ser adaptada para diferentes faixas etárias.

Tema: Meio Ambiente

Conteúdos participantes: Ciências, Português e Artes.

Usaremos como tema disparador o filme “BEE MOVE A História de uma Abelha”

O filme trata do incômodo de uma abelha com a perspectiva de passar a vida fabricando mel, ela decide viajar para fora da colmeia, com outras abelhas que colhem o néctar. Ao descobrir que a raça humana coleta o mel e o vende, o personagem principal decide processar toda a humanidade. O filme não só ensina todo o processo de polinização e as relações entre fauna e flora, mas também a importância que as flores têm para o andamento da colmeia, e mostra também a complexa estrutura social dentro da mesma.

Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Começar com um filme, vai fazer com que as crianças de divirtam enquanto aprendem

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1ª Etapa

         Atividade introdutória à recepção do texto (filme)

Iniciamos com uma roda de conversa após o a apresentação do filme e assim verificarmos os conhecimentos prévios dos alunos, apresentamos as informações sobre a colmeia, e a importância das abelhas para nossa casa, o Planeta Terra.

É importante destacar as cenas que mostram a polinização, a produção de mel, da estrutura social das colmeias e como cada abelha tem a sua função dentro do processo.

Se necessário exiba novamente os trechos do filme onde aparecem os assuntos em destaque no parágrafo acima pode-se também apresentar outros materiais de consulta, como livros e revistas para que pesquisem sobre o assunto e discutam coletivamente. Pergunte que tipo de recursos as flores têm para atrair os polinizadores, lembrando que além das abelhas existem outros animais que também podem realizar o processo, de que forma esses polinizadores realizam a reprodução nas plantas e o que as abelhas procuram nas flores.

2ª Etapa

         Leitura compreensiva e interpretativa do texto

Algumas perguntas são disparadas:

  • O filme conta a história de que personagem?
  • Como ele vive?
  • Onde mora?
  • Como é o trabalho dele?
  • Ele ganha alguma coisa para realizar o trabalho?
  • O que as abelhas fazem com as flores?
  • Qual o nome do pó que fica preso ao corpo da abelha?

Nesta etapa, o professor pode identificar e realizar as perguntas que achar pertinente para a idade dos alunos. É interessante também um pequeno estudo do meio na escola para identificar possíveis colmeias.

O destaque para a anatomia do corpo do inseto pode ser feito nessa etapa. Também o ciclo de vida pode ser demonstrado. Recomendamos que o professor traga diversas ilustrações para que os alunos possam compreender melhor os pequenos insetos.

Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Abuse das imagens, para explorar o conhecimento sobre as abelhas

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Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Imagens como essa mostram as fases do desenvolvimento das abelhas

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O professor pode aproveitar esse momento e explorar o laboratório de informática da escola. Pesquisas em sites para desmistificação do perigo das abelhas, mostrar para aos alunos que existem abelhas sem ferrão e que podem ser cultivadas em casa ajuda a “tirar o medo” das nossas amigas do “corpinho listrado”. É possível encontrar bons materiais aqui e aqui.

No nosso canal do YouTube, reunimos vários conteúdos que podem ser aproveitados para complementar o que falamos nessa sequência. Clica lá!

Trazemos aqui algumas atividades que pesquisamos em sites diversos. Você pode clicar nos links que deixamos abaixo das imagens e também descobrir muitos outros!

Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Depois de acompanhar o desenvolvimento das abelhas, essa atividade ajuda a compreender a divisão de tarefas na colmeia

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Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Explore também as partes do corpo do inseto

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Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
E, logo em seguida, se estiver com turmas dos anos iniciais, pratique a escrita

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Texto para o trabalho de reescrita.

 

Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Exercitar a reescrita também pode ser divertido

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E, você sabia que, amanhã, dia 03 de outubro, comemoramos o Dia Nacional da Abelha? Haverá diversas atividades espalhadas pelo nosso país, aproveite!

Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Cartaz da programação do CATI, em Campinas

3ª Etapa

                   Transferência e aplicação da leitura

  • Nova roda de conversa para avaliação da aprendizagem e verificação de novos pontos de vista.
  • Confecção de um Meliponário, coleção de colmeias de abelhas sem ferrão (Meliponíneos) de vários tipos. Nesse site você encontra o passo a passo.
Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Que tal criar abelhas?

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  • Mobilização de uma campanha de proteção para as abelhas, com confecção de faixas e cartazes. As crianças podem dar uma volta no bairro explicando a comunidade sobre o que aprenderam e como as abelhas são importantes para nossas vidas.

Resolvemos montar essa sequência, pois tivemos uma surpresa: nossos alunos também desconheciam a importância desses insetos fantásticos e acabaram por destruir uma colmeia.

Sequência didática sobre abelhas e extração de mel. Anos iniciais, ensino fundamental
Olha o resultado do estrago aí

Levaram um tremendo susto! Ainda bem que era abelha sem ferrão, e só levaram umas beliscadinhas, já pensou o estrago???

E vocês? Estão prontos para uma criação de abelhas? Já pensaram que delícia colher o próprio mel e ainda ajudar a natureza? E vamos encerrar o post de hoje com os versos desta música, sucesso nos anos 80, do personagem Fofão, criação do saudoso artista Orival Pessini.

         “…Pra que cada criança não tenha só lembrança

Da imagem de uma flor…”

Guerra Nas Estrelas

Compositor: Orival Pessini/ Neil Bernardes/ Terry Winter

 

Projeto Alameda: Classificação e Coleção de Amostras de Solo

Saudações, Pensadores de Ciências!

Vocês estão lembrados do Projeto Alameda? Falamos dessa história aqui, aqui e aqui também e avisamos pra todo mundo que íamos dar seguimento em outro momento. E não é que esse momento chegou? Yeah! \o/

Como prometido, voltamos hoje para contar mais uma das etapas do nosso projeto.

Nossas crianças ficaram de trazer amostras variadas de solo, e elas chegaram.

projeto alameda amostra de solos. Ensino de Ciências, anos iniciais, ensino fundamental. Estudo do Solo. Projetos Pedagógicos.
Separamos os materiais e demos início aos trabalhos

Aproveitamos para nos aprofundar nos tipos de solo, sua composição química e classificação segundos esses aspectos.

Fomos atrás de descobrir o processo formativo de cada solo, e suas classificações, para isso usamos de início o material de apoio deste site aqui

Conversamos com a Geógrafa de nossa escola, a Professora Doutora Viviane Cracel.

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Olha a professora Viviane aí, gente! <3

Ela nos apresentou um material muito legal, bem mais didático e de fácil compreensão.

Primeiro usamos um texto de Manoel Fernandes de Souza Neto do livro Aula de Geografia e algumas crônicas. Campina Grande: Bagagem, 2008.

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O uso de material extra foi decisivo para essa atividade com nossos alunos

Transcrevemos aqui um trecho do livro para que vocês possam conhecer um pouco mais da obra. Quem sabe, você não começa, aí, na sua escola, um novo trabalho? Vem ver!

Os solos são

            Os solos são uns filhos da rocha mãe. Até parecem ser bem quietos, mas essa aparente calmaria esconde o quanto os solos são vivos, vivíssimos para dizer a verdade. Enquanto os outros pensam que eles estão mortos há uma série de processos ocorrendo no seu interior, como se houvesse uma festa com os seres mais estranhos que alguém possa imaginar.

            E não pense que é só minhoca que passeia no solo. Lá passeia todo tipo de bactéria, de fungo, de bichinho que se vê a olho nu e de outros tantos que só mesmo com um microscópio. Aí meu amigo, com tantos seres assim, o solo fica parecendo uma espécie de mercado Persa, um tipo de feira livre, só que sem dinheiro. E é um troca-troca fantástico de elementos químicos, materiais orgânicos, sais minerais, que o solo vai se transformando permanentemente.

            E ciclo vai, ciclo vem e o solo é uma festa: é bactéria decompondo nitrogênio e trocando por outras coisas do gênero; é minhoca construindo caminhos e produzindo húmus; é água que vai deixando os sais quando evapora; é o ar que vai circulando pelos pequenos canais feitos de diminutos grãos de diferentes formas, tamanhos, cores e origem.

            E essa coisa de origem é fundamental, porque sempre disse minha avó, que os filhos parecem com os pais. Ora, se a rocha mãe for muito ferro, pode esperar que o solo vai ser meio vermelho; já se a rocha que é mãe for muito cálcio, o solo vai tender fortemente ao branco. E não pense que só a rocha mãe é que dá origem a tudo, pois o clima aparece nessa história meio como uma espécie de pai. Vai me dizer que nunca ouviu falar no tal intemperismo?! Pois o clima, amigo velho, decompõe a rocha mãe e o processo inicial a gente chama de intemperismo.

            Ora, ora, se o clima for meio árido, a tendência vai ser do clima quebrar muito a rocha; mas de mudá-la muito pouco, pois ela vai continuar, por mais quebrada que esteja com a mesma composição mineral e os solos tenderão a ser rasinhos, raquíticos, superficiais. Já se o clima for úmido, aí vai ser outra história, porque ele vai amaciar a rocha mãe, mudar suas características iniciais, torná-la menos rocha, menos dura e é claro, mais macia, mais profunda.

            Por isso o solo é como se fosse uma espécie da relação entre um clima, assim meio pai e uma rocha, meio mãe. É dessa relação que os filhos solos tendem a ser a cara encarnada e esculpida dos pais.

            E mais uma coisa meu amigo, o solo também cresce, também muda de horizonte com o tempo, também tem lá seu perfil, suas características, digamos assim, mais pessoais. Todo solo tem seus traços íntimos, sua identidade química, uma certa estrutura física. Uns são rasos, outros profundos; uns velhos, outros bem recentes; uns vermelhos, outros amarelos, alguns brancos, outros negros, além daqueles que possuem variadas cores.

            Os solos são vida e suas raízes, ainda que não nos demos conta disso, estão vivas dentro de nós.

Com essa leitura, nosso trabalho foi ficando mais fácil. Logo depois, usamos um outro material que a Professora Viviane nos forneceu e que nos ajudou a classificar os solos de uma maneira mais rápida e didática. O livro ” O solo sob nossos pés”, da autora Deborah de Oliveira, publicado pela Editora Atual.

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Mais um livro fundamental para nossos estudos

Recebemos também da Professora a dica de alguns sites que nos ajudariam, como o Pedagogia Fácil e o site dos professores da UFPR.  Os dois sites são fantásticos, mas foi no Programa Solo na Escola da Universidade Federal do Paraná que descobrimos uma coleção de experimentações que virou nosso baú de riquezas. Encontramos uma EXPERIMENTOTECA DE SOLOS e uma COLEÇÃO DE CORES DE SOLOS (COLORTECA). Bingo! Era o que queríamos fazer, nosso acervo de solos, mas agora tínhamos um norteador para ajuda. Deixamos aqui o nosso sincero agradecimento à equipe que, muito gentilmente, autorizou o uso do material produzido por eles e também já deu dicas, sugestões de intervenção no solo…Foi incrível!

Chegou a hora de mostrarmos tudo que fizemos. Segura na nossa mão e vem!!

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Organizamos as amostras trazidas pelos alunos

Colocamos as amostrar para secagem, e aproveitamos para brincar um pouco com a amostra 07, que é um solo argiloso.

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Nesse dia, todo mundo estava liberado para mexer na terra! 😀
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E teve produção de relatório também! 😉
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Tudo explicado: cada um registrou as diferenças entre as amostras
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É muito interessante ver como cada um organiza o relatório do seu jeitinho!
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A conclusão também era fundamental. E todos se saíram bem. A gente <3

Organizamos nossas amostras.

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Era hora de recolher as amostras nos potes
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Deixamos em uma das estantes da sala para que os alunos pudessem rever e até explicar para os demais professores da turma

E voltamos a Alameda para conferir, se tudo estava correto.

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Uma das turmas do quinto ano, durante a verificação do solo onde criaremos a Alameda

Já conversamos com nosso Orientador Pedagógico e apresentamos nossas novas análises, acreditamos que agora precisamos remexer o solo e complementar com adubação, que pode vir de uma compostagem, pensamos também em uma cobertura vegetal, como grama, tudo isso está sendo analisado e logo, logo, vocês saberão mais do que estamos aprontando.

Já fizeram alguma coisa parecida?

Eu confesso que tudo isso é novo para mim e para nossos alunos também, mas todas as descobertas têm sido tão legais que a cada aula pensamos em outras possibilidades e nossas cabeças piram e mudam a todo instante. Esse trabalho também é fruto de uma “corrente do bem”. Começou com a nossa colega Viviane, ali mesmo, na nossa escola e nos levou até o Paraná! Não é incrível saber tudo que o conhecimento pode proporcionar?

O escritor Lewis Carrol, em Alice nos país das maravilhas diz a seguinte frase:

“Eu… eu… nem eu mesmo sei, nesse momento… eu… enfim, sei quem eu era, quando me levantei hoje de manhã, mas acho que já me transformei várias vezes desde então. ”

E assim seguimos nossas aulas, nessa metamorfose ambulante.

Conte para gente o que você tem feito de diferente e que te provoca mudanças na sua escola.

Até a próxima!

 

Redes Sociais e ONGs ambientais no Brasil

Saudações, Pensadores de Ciências!

O post de hoje é resultado de umas “andanças” que fizemos recentemente pelo mundo virtual. Vocês já sabem que o nosso objetivo é falar do ensino de Ciências, com foco em preservação ambiental, cuidado com a Natureza e com o meio em que nossos alunos, que estão nos anos iniciais do ensino fundamental vivem. Sabem também que a gente gosta de pesquisar ferramentas disponíveis na internet que nos ajudem a aprender sempre mais. Daí que, clique vai, clique vem… e fizemos uma pesquisa sobre sites que são verdadeiras Redes Sociais, articulando ONGs no Brasil cuja atuação prioriza apoio a ações ambientais.

comunicação digital comunicação em rede
Essa imagem tem tudo a ver com o post de hoje: comunicação em rede para um mundo melhor e mais amigável com a natureza <3

Grupos ambientalistas têm usado a internet há décadas para articulares suas ações, unirem pessoas e buscarem apoio de diversos segmentos da sociedade civil para fortalecer comunidades em diferentes partes do Brasil e do mundo. As redes também auxiliam as ONGs a cobrarem mais ações governamentais em medidas que dizem respeito a diversos aspectos da preservação do meio ambiente.

Você pode conhecer o trabalho dessas instituições, saber todos os grupos beneficiados por sua atuação e, quem sabe, ajudar! Você pode se tornar um voluntário no terceiro setor, colaborando com a divulgação desses grupos entre os amigos, por meio de suas redes sociais. Quanto mais gente tiver acesso a informações, mais chance temos de tomarmos consciência de nossas práticas, mudarmos algumas atitudes e fazermos nossa parte por um mundo mais justo, do ponto de vista social e econômico, assim como um mundo bem mais “verde”. Dá só uma olhada na seleção de sites que fizemos.

planeta Terra ecologia
Uma nova relação com o planeta depende de novas atitudes

Imagens: Pixabay

A Articulação Semiárido Brasileiro é “uma rede que defende, propaga e põe em prática, inclusive através de políticas públicas, o projeto político da convivência com o Semiárido. É uma rede porque é formada por mais de três mil organizações da sociedade civil de distintas naturezas – sindicatos rurais, associações de agricultores e agricultoras, cooperativas, ONG´s, Oscip, etc.”  A ASA atua nos 10 estados que integram o semiárido brasileiro (MG, BA, SE, AL, PE, PB, RN, CE, PI e MA).

A Rede Grupo de Trabalho Amazônico é “Uma rede de comunidades da floresta. Em 1992, quando uma conferência mundial no Rio de Janeiro reconheceu que o futuro do planeta dependeria do meio ambiente, movimentos sociais ecoaram em todos os continentes que esse futuro ambiental também estava ligado com uma outra justiça social e cultural. Nesse contexto foi criado o Grupo de Trabalho Amazônico, rede que envolve mais de 600 entidades representativas de agricultores, extrativistas, indígenas, quilombolas, quebradeiras de coco babaçu, pescadores, ribeirinhos, entre outras“.

A Rede de ONGs da Mata Atlântica é uma das muitas organizações surgidas no âmbito das discussões da Conferência da Rio-92 e tem, em sua origem a preocupação de cooperar com o trabalho de muitos outros órgãos, formando o que eles chamam de “teia de informação e de relações entre as entidades, pois constatou-se que muitas necessitavam de conhecimento e respaldo político para a eficácia de suas ações locais“,

A Rede Aguapé de Educação Ambiental do Pantanal completa 15 anos em 2017 sendo a “a primeira e única rede de Educação Ambiental (EA) multinstitucional para as cidades pantaneiras e da Bacia do Alto Paraguai (BAP). O principal objetivo da Rede Aguapé é enraizar a educação ambiental na Bacia do Alto Paraguai e Pantanal, em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bolívia e Paraguai“. O trabalho da Rede Aguapé se diferencia das demais pois conta com estrutura governamental, através do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) e Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Se você gostaria de saber sobre o terceiro setor, pode pesquisar mais sobre o tema, clicando na página da ABONG – Associação Brasileira de Organizações não Governamentais. Lá você vai encontrar uma grande quantidade de dados sobre as ONGs no Brasil.

Gostaram do tema de hoje? Se você quer que a gente faça um outro post com mais redes que trabalham com questões ambientais no Brasil, deixe sua sugestão nos comentários. Será um prazer divulgar mais instituições que atuam num setor tão importante para o país.

Até a próxima!

 

Pensando Ciências Visita: Instituto Agronômico de Campinas II

Saudações, Pensadores de Ciências!

Lembram-se do nosso último post? Pois é, voltamos a falar hoje um pouquinho mais sobre nossa visita ao Instituto Agronômico de Campinas, o IAC.

Enquanto uma parte de nossa turma do quinto ano foi levada para compreender um pouco mais sobre as hortaliças e suas características, um outro grupo foi aprender mais sobre os tipos de solo, além da importância da preservação da cobertura vegetal para evitar a erosão.

Começamos a aula com a apresentação sobre tipos de solo e suas ocorrências em várias partes do país. Aprendemos um pouco da história da terra roxa ou rossa, como diziam os imigrantes italianos.

Visita ao IAC Campinas
Todo mundo atento para o estudo de solo
Visita ao IAC Campinas
Entender as diferenças de cores do solo permite saber qual a condição deste solo para o cultivo

Logo em seguida, analisamos as diferenças do solo de acordo com a cobertura vegetal que o solo apresenta. Os alunos puderam reforçar aquilo que já tinham visto em sala, isto é, quanto mais cobertura o solo tiver, mais protegido ele estará.

Visita ao IAC Campinas
Era importante também entender a diferença entre solos que possuem cobertura e solos totalmente sem vegetação

Para demonstrar a importância de se preservar a vegetação, vimos os efeitos da chuva em um solo degradado e entendemos que, com o tempo, a erosão afeta um solo desprotegido, retirando grande parte dos seus nutrientes.

Visita ao IAC Campinas
E toda turma viu o efeito da erosão em um solo degradado

E essa visita trouxe tanta informação, tanto conhecimento… os alunos puderam fazer perguntas às pesquisadoras do IAC. Não se cansavam de anotar, perguntar, anotar, perguntar de novo…rsrsrs

Tinha gente agachadinha ali, bem perto, pra não perder nenhum detalhe!

Visita ao IAC Campinas
Foco total, hein! Era muita vontade de saber mais! 😀

Essa visita foi realmente inesquecível. Mas vimos que um único dia não era suficiente para aprender tudo que o pessoal do IAC tem pra nos ensinar.

Mas a gente não tá triste não, viu?!

os pesquisadores fizeram questão de nos convidar para um retorno, qualquer dia desses. Imagina se a gente não ia aceitar, né? Não perderemos a chance por nada! Aguardem-nos, equipe do Instituto Agronômico, pois, com toda essa atenção que vocês nos deram, não vemos a hora de voltar! <3

Visita ao IAC Campinas
E a gente se despediu com aquele sorrisão! Tem coisa melhor? 😉

Nosso sincero agradecimento a equipe do Instituto Agronômico de Campinas. Para conhecer mais sobre o trabalho deste histórico núcleo de pesquisas brasileiro, não deixe de visitar o site da instituição.

Deixe suas dúvidas sobre esta ou qualquer outra visita do nosso blog. Tem alguma sugestão de roteiro que poderíamos fazer com nossos alunos? Divida com a gente!

Até a próxima!

Conhecendo árvores: Açacu e Baobá

Saudações, Pensadores de Ciências!

Nossa conversa de hoje vai da Amazônia até o continente Africano. Já devem estar pensando em que nos metemos desta vez, mas, fiquem tranquilos. Demos uma “escapadinha marota” do conteúdo, porém com uma super valorização do meio ambiente, que é nossa pegada, como vocês bem sabem.

Durante uma das aulas sobre o Bioma Amazônico, apareceram em nosso livro didático as moradias do povos ribeirinhos: Palafitas e Casas Flutuantes. Usamos as fotos da viagem Professora Marla, que esteve na Amazônia, lembram? Corre dar uma espiada. Para ilustrar bem como esses povos vivem e socializam em um ambiente na maioria do ano inundado.

Floating houses in the banks of the Negro River near the Port of Cacau Pirêra in Amazon LOCAL: Iranduba, Amazonas, Brasil DATE: 03/2009 ©Palê Zuppani
Casas flutuantes às margens do Rio Negro, próximo ao Porto de Cacau Pirêra na Amazônia
palafita
Exemplos de palafitas

Pois bem, nossas cabeças não param, a Profª Marla nos contou que as casas flutuantes são construídas em cima de uma árvore chamada Assacu ou Açacu, pois sua estrutura lembram isopores boiando por longos anos sem que apodreçam nas águas dos rios. Depois de ouvir essa informação já me veio à cabeça o oposto, o Baobá, árvore nativa do continente Africano e abundante na ilha de Madagascar, que consegue guardar uma quantidade absurda de água em seu interior.

assacu amazônia
Açacu ou assacu: tão útil e tão venenosa. Os seus espinhos são usados como um tipo de remédio pelos povos ribeirinhos
baobá
O baobá e suas dimensões impressionantes

Resolvemos apresentar para a turma os vídeos do programa “Um pé de Quê?”, quer ver também? Deixamos lá no nosso canal no YouTube, você já deu uma passadinha por lá?

Programa sobre o açacu.

Programa sobre o baobá.

Antes de vermos os vídeos, pedi aos alunos que anotassem as informações mais relevantes.

Todos concentrados assistindo aos vídeos

Taí o resultado:

Análise mais sintetizada por uma das alunas do quinto ano
Mais relatório chegando!
Mais um!
Olha o cuidado em reproduzir o gigantesco baobá! <3

Como duas árvores tão diferentes e de pontos tão distantes têm tanto em comum?

A relação com o ser humano! Total dependência do meio ambiente para viver e sobreviver em ambientes de situações quase extremas. Tanto a população ribeirinha da Amazônia quanto os nativos de Madagascar devem muito às árvores. A natureza é dotada de imensa sabedoria e deu, a cada um desses lugares, as árvores com as características exatas de que esses povos precisavam. Incrível, né? Por isso que a gente aqui no Pensando Ciências não se cansa de estudar, conhecer e reverenciar nosso meio ambiente. E, por isso, entendemos que a preservação da natureza é a nossa própria preservação.

E você? Já viu de perto um açacu ou um baobá? Conta pra gente um pouco mais sobre seu conhecimento de árvores. Vamos adorar conhecer sua história.

Até a próxima!

 

 

Qualidade da água: Processos de filtragem

Salve, Pensadores de Ciências!

O mês de maio acabando e com eles muitos projetos e conteúdos chegando ao fim, mas tem muita novidade para junho, grandes ideias pipocando em nossas cabeças. E nosso trabalho com as turmas de quarto e quinto ano do ensino fundamental segue nos inspirando cada dia mais.

E para encerrar o mês de maio fizemos um experimento muito legal que foi simular alguns dos processos de filtragem da água de acordo com o que ocorre nas ETA (Estação de Tratamento de Água).

Aliás, já falamos um pouco sobre captação e tratamento de água nesse post aqui. Quem lembra?

Hoje, iniciamos falando do caminho da água até nossas casas de uma forma bem simples e lúdica, aproveitei para falar sobre Mata Ciliar e sua importância. Também falamos da questão de assoreamento dos rios em função da falta da mata e do montante de lixo que acaba em nossas águas. Esse tema ainda vai aparecer por aqui, mas se você é daqueles que não aguenta esperar, pode começar suas pesquisas por aqui.

Após as turmas dos 4º anos aprenderem o caminho da água, tudo bem explicadinho, pedimos que fizessem algumas ilustrações do que entenderam. E, olha, não é porque são nossos alunos, não, mas tem cada coisa bonita… vem ver!

filtração
Os meninos capricharam nos conceitos que envolvem a filtração

filtração

filtração
E não tem só texto, não! A meninada demonstrou tudo que aprendeu com desenhos lindos como esse
filtração
Cada um mais lindo que o outro!
filtração
Cada etapa do tratamento foi representada nos desenhos

Depois de ver que a turma havia absorvido o conteúdo com clareza embarcamos na experimentação. Afinal, nada como vivenciar tudo o que foi só falado.

filtração
Materiais organizados para a experiência

Partimos então para nossa aventura, a primeira delas o Processo de Floculação.

filtração
Material para o Processo de Floculação: bacia, água e papel picado
filtração
Misturamos tudo e começamos o processo de movimentar a água
filtração
As partículas de sujeira (papel) começam a se agrupar.
filtração
Olha aí o pessoal, maravilhado

Partimos para nossa segunda aventura, a Decantação.

filtração
Os materiais usados foram somente água e terra
filtração
Água com terra
filtração
Tudo bem misturadinho

Agora, era só esperar….mas….

filtração
Esperar? E quem tem paciência?! \o/

O próximo e último experimento que simulamos foi o da Filtração.

filtração
Nossos experimentos foram simples, mas feitos com muito empenho! <3
filtração
Areia diluída em água e um filtro de papel, daqueles usados para coar o café
filtração
Já dava pra ver as primeiras gotas: estavam bem mais limpas!
filtração
E vocês acham que dava tempo de esperar toda a filtragem? Era muita ansiedade, Brasil! rsrsrs

E para terminar, claro que a professora pediu um pequeno relatório… rsrsrsr

filtração

filtração

Pensa em uma aula inesquecível? Adoramos todo o processo e estamos maravilhadas com o conhecimento adquirido, muito além dos livros e cadernos. É assim que levamos a vida por aqui, vivendo e Pensando Ciências! <3

E você? O que achou? Escreva para gente se tiver dúvidas sobre os processos de tratamento da água.

Até a próxima!!!

 

 

Ação Ecológica

Saudações, Pensadores de Ciências!

Nosso post de hoje vai falar de duas coisas muito especiais que aconteceram com a gente nos últimos dias: o aniversário da nossa escola e uma ação ecológica que ocorreu lá na Escola de Educação Integral Professor Zeferino Vaz.

Segura a nossa mão e vem ver tudo que rolou!

Nossa escola completou no ultimo dia 30 de abril 23 anos de fundação.

ação ecológica na E.E.I. Zeferino Vaz, Campinas, São Paulo
Os detalhes da inauguração do CAIC

Nosso tão querido CAIC tem o nome de uma pessoa muito importante de Campinas, o Professor Zeferino Vaz, é isso mesmo, temos o mesmo nome da UNICAMP, chique né?!?!?! <3

ação ecológica na E.E.I. Zeferino Vaz, Campinas, São Paulo
Professor Zeferino Vaz

Não deixe de saber mais sobre esse importante intelectual brasileiro. Que tal dar uma olhada nesse site aqui.

Para comemorar essa data tão especial, resolvemos realizar uma ação ecológica em nossa escola. Isso porque, com o tempo, os prédios ganharam reformas e as áreas verdes foram ficando escassas… 🙁

E todos nós aqui do Pensando Ciências sabemos que sem natureza não dá pra viver, não é mesmo?!

Nossa ideia principal é que do Fundamental I até o Fundamental II, 15 salas exatamente, pudessem fazer o plantio de uma pequena muda.

Para começar fomos buscar as mudas, como já contamos no post sobre alameda, a prefeitura de Campinas tem um viveiro que fornece mudas para a população gratuitamente.

ação ecológica na E.E.I. Zeferino Vaz, Campinas, São Paulo
Nesse meio tem até duas mudas de pau-brasil! Não é demais? \o/

 

ação ecológica na E.E.I. Zeferino Vaz, Campinas, São Paulo
Uma das turmas do 5º ano, verificando se as mudas estavam saudáveis para o plantio. Lembrando que eles já têm experiência com o Projeto Alameda.

E partimos para nossas comemorações ecológicas. Acompanhei uma das turmas dos 4º anos, plantamos um Ypê Amarelo no parque da escola, carinhosamente chamado de “Parque da Coruja”.

ação ecológica na E.E.I. Zeferino Vaz, Campinas, São Paulo
Todo mundo em volta da muda de Ypê

 

ação ecológica na E.E.I. Zeferino Vaz, Campinas, São Paulo
No momento do plantio: era mão pra todo lado! Loucura, loucura, loucura! 😀
ação ecológica na E.E.I. Zeferino Vaz, Campinas, São Paulo
Olha aí a carinha de alegria da turma! Mais uma missão cumprida
ação ecológica na E.E.I. Zeferino Vaz, Campinas, São Paulo
E nosso Ypê está aí, esperando água, sol e cuidados para crescer forte e colorir nossa escola

Uma bela comemoração, vocês não acham?

Nós adoramos fazer parte da história do CAIC.E agradecemos aos alunos pelo interesse e seriedade com que participaram deste dia.

E vocês? Já organizaram algo parecido? Pode ser no seu bairro, na sua escola… Deixe sua experiência nos comentários!

Você já plantou uma árvore na sua vida? Corra, pois ainda dá tempo!

Até a próxima!

Projeto Alameda: por onde anda?

Saudações, Pensadores de Ciências!

contamos pra vocês sobre a proposta de projeto que recebemos este ano e tudo que já começou a rolar. Hoje vamos mostrar como estão nossas pesquisas com nossos alunos do quinto ano.

Começamos com o estudo do nosso “pedacinho de chão”, a etapa seguinte foi fazer uma pesquisa na internet de árvores que poderíamos usar na nossa Alameda. Para escolhermos as espécies a ser plantadas, estabelecemos alguns itens importantes para a pesquisa

Pedimos que verificassem a altura, consequentemente as raízes e se necessitarão de muito sol.

plantio de alameda de arvores na escola
Levamos os alunos ao laboratório de informática da escola
plantio de alameda de arvores na escola
Que beleza! Todo mundo trabalhando!

E não é que rendeu boas idéias: Uma das árvores que os alunos apresentaram foi a Noivinha – Euphorbia leucocephala, olha que coisa mais linda.

plantio de alameda de arvores na escola
Essa é a noivinha
plantio de alameda de arvores na escola
E olha essa flor, que delicada!
plantio de alameda de arvores na escola
Na capa do relatório, os itens que pedimos que fossem pesquisados
plantio de alameda de arvores na escola
E os primeiros dados foram chegando…

A segunda árvore que apareceu nas pesquisas foi a Alfeneiro – Ligustrum lucidum, confesso que teremos que pesquisar mais sobre essa árvore.

plantio de alameda de arvores na escola
O alfeneiro também pode ser uma boa opção para nossa alameda
plantio de alameda de arvores na escola
Outra flor delicada.. quem sabe plantamos um alfeneiro? O que acham?

plantio de alameda de arvores na escola

Os meninos trouxeram também uma pesquisa sobre a Murta de Cheiro – Murraya Exotica.

plantio de alameda de arvores na escola
A murta de cheiro…
plantio de alameda de arvores na escola
…e sua flor! Imagina todo esse perfume na nossa escola! \o/
plantio de alameda de arvores na escola
E as informações sobre a murta, Brasil? Aqui ó! Tudo bem explicadinho!

Teve de tudo um pouco nas pesquisas, e se vocês quiserem saber onde a turminha achou essas e outras informações, clica lá no site do pessoal da Ubajara Notícias. Aproveite para deixar nos comentários suas dicas e sugestões sobre o plantio de árvores.

Agora, para nossa alameda florescer, só falta o engenheiro agrônomo do Cati nos visitar e ajudar com os itens que ainda precisamos arrumar.

Continue acompanhando nosso blog, pois vamos atualizando por aqui como andam os nossos projetos. Fique coladinho com a gente, Pensando Ciências! 😉

Projeto Novo: Alameda!

Salve, Pensadores de Ciências!

Já deu pra perceber que não estamos pra brincadeira neste 2017, né? Nossas turmas dos anos iniciais do ensino fundamental nos instigam e motivam a procurar, a cada dia, um desafio para tornar o ensino de Ciências mais interessante e dinâmico. Voltado, também, para a Educação Ambiental e a consciência de si e do mundo a nossa volta.

Você já viu aqui e aqui o lançamento de outros projetos que nortearão nosso trabalho nos próximos meses. E, hoje, vamos falar de um projeto que começou pequenininho e, de repente foi crescendo… como uma árvore… e parece que vai nos trazer grandes alegrias! <3 Vem ver como foi:

Em 2016, queríamos encerrar o ano letivo plantando uma árvore para cada turma de 5º ano, para que eles acompanhassem o crescimento da “árvore da turma” até chegarem ao 9º ano quando o Ensino Fundamental se encerra. Queríamos que levassem com eles essa lembrança no coração.

Mas quem conhece escola sabe que é um espaço cheio de contratempos, contradições… enfim… as coisas não saíram como esperávamos… e nossa ideia? Bem, ela ficou guardadinha.

O ano de 2017 chegou e a ideia da árvore continuava lá. Descobrimos como conseguir as mudas sem custo! \o/

Sim! A Prefeitura de Campinas fornece a cada cidadão campineiro até 6 mudas gratuitamente. Quer saber mais? Olha a reportagem com mais dados sobre o viveiro municipal.

Com uma ideia na cabeça e uma árvore na mão… rsrsrs…. lá fomos nós pedir autorização para o plantio, e não é que recebemos uma proposta muito maior do que esperávamos? Ganhamos um pedaço de terra e tratamos de pensar em estratégias para envolver as crianças.

Bom, “ganhamos” a área na escola, mas esse presente estava mais pra desafio. Olha a área:

plantio de alameda de arvores na escola
Empolgante?! SQN! rsrs! Vimos que precisaríamos de uma recuperação séria dessa área

Notamos que era preciso fazer um estudo do solo antes de arriscar qualquer plantio. E o que a gente fez? Partiu pra ação!

plantio de alameda de arvores na escola
A turma observou o espaço e fez as primeiras anotações
plantio de alameda de arvores na escola
Tínhamos duas situações para observar: uma área com cobertura de vegetação e outra, sem
plantio de alameda de arvores na escola
Tínhamos duas situações para observa: uma área com cobertura de vegetação e outra, sem
plantio de alameda de arvores na escola
Todo mundo quis olhar “com as próprias mãos”! 😀
plantio de alameda de arvores na escola
Claro que deixamos, né? Tem coisa melhor que ver uma criança sentindo a terra?

Recebemos uma visita inesperada, acho que ele foi fiscalizar o projeto… rsrsrsrs!

plantio de alameda de arvores na escola
Perdão pela foto desfocada, mas era muita emoção envolvida! Um gambá! \o/

O gambá é um mamífero marsupial que habita desde o sul dos Estados Unidos até a América do Sul. É um dos maiores marsupiais da família dos didelfídeos. Pertence ao gênero Didelphis. É onívoro. Seu principal predador é o gato-do-mato.

E se você quer saber mais detalhes, é só pesquisar aqui.

Voltando ao nosso foco….  foi necessário fazer uma pequena experimentação. Os alunos acharam a terra muito seca e dura, resolveram cavar para observar se em uma maior profundidade o solo estaria mais úmido.

plantio de alameda de arvores na escola
É… não deu muito certo, não. Essa investigação já tava com cara de missão impossível!

E os alunos tomaram uma decisão: jogar um pouco d’água pra ver se ficava mais fácil cavar.

plantio de alameda de arvores na escola
A ciência é feita de muitas tentativas e alguns insucessos e nossos pequenos já sabem disso

Foi ai que o desespero começou, era aluno gritando de um lado:

Meu Deus, a água não penetra!!!!

E outros:

Joga mais água!

Antes que virasse uma piscina de lama… convidamos a turma para sentar e escrever sua observações.

plantio de alameda de arvores na escola
E tem gente preocupada com a situação, sabia? Como resolver? Precisaremos de ajuda? De quem?

Batizamos nosso projeto de Alameda, pois a definição no dicionário informal dizia que é uma rua densamente povoada por árvores, especialmente de trânsito de pessoas, espaço de convivência, espécie de parque linear. É exatamente o que temos lá, sem as árvores ainda… estamos trabalhando.

Resolvemos apresentar as dificuldades encontradas e algumas sugestões para o nosso orientador pedagógico.

plantio de alameda de arvores na escola
Olha a organização para apresentar o que foi visto! Tem dedinho levantado, esperando a vez de falar! <3
plantio de alameda de arvores na escola
Lá no fundo, nosso orientador Daniel trocava ideias com os alunos. Conhecimento compartilhado é Conhecimento multiplicado!

Depois de tudo isso, registramos, nos cadernos, as primeiras ideias e informações.

 

plantio de alameda de arvores na escola
Relatório de um dos alunos
plantio de alameda de arvores na escola
A sala sintetizou as observações em um resumo com tópicos para organizar as ações futuras

E agora, qual é nosso próximo passo? Acredito que precisaremos chamar os universitários. 😀

Tem muita coisa ainda para acontecer…

Gostou desse projeto? Deixe suas sugestões nos comentários? O que você sabe sobre plantio de árvores? Queremos compartilhar e espalhar conhecimento por aí! Gentileza gera Meio Ambiente!

Até a próxima!