Estudo de temperatura e a tentativa de fazer um ar condicionado

Saudações,  Pensadores de Ciências! Tudo beleza?

Por aqui as coisas apertaram um pouco… vem ver o porquê.

Estamos estudando a temperatura e todas as outras concepções que ela abrange no projeto Gentileza gera Conhecimento Científico e surgiu a ideia de construir um ar condicionado de garrafas pet, igual esse que vimos no site Mundo Conectado.

O ventilador era a parte mais fácil, temos 2 em sala de aula, as garrafas, pedi para os alunos e o gelo comprei na padaria. E lá fomos nós.

A temperatura medida por volta das 8:00 h, com a professora Natali, estava marcada na lousa assim:

Temperatura: 24ºC

Sensação Térmica: 24ºC

Umidade do ar: 76%

Fiz uma nova marcação, para verificar a situação no meio da tarde.

Temperatura dentro da sala: 37ºC, às 15h26.

E com ajuda de alguns alunos começamos a montar o nosso ar.

Cortamos a garrafa na base, para colocar o gelo
O gelo foi colocado em cada uma das quatro garrafas
Afixamos as garrafas na parte de trás dos ventiladores

Fechamos as janelas e… Quase cozinhamos.

Fechamos as janelas para verificar se o experimento ia funcionar. O calor estava intenso!

Combinamos de verificar a temperatura de 10 em 10 min., a criançada ficou toda na expectativa.

E a curiosidade da turminha? Só aumentava

Temperatura às 15h36…. 37ºC!!!!

\o/

O que aconteceu?

Para nossa surpresa, o tempo foi passando e N-A-D-A acontecia, a temperatura da sala não baixava, mas sentíamos uma brisa mais fresca.

COMO ASSIM?

pratica de ensino de ciencias medindo temperatura
O termômetro não cedeu um grau sequer… 😦

Até que alguém soltou um “ahhhh…”

Nós todos, atentos aos acontecimentos, logo “atacamos” o colega com várias perguntas, foi aí que veio nossa resposta para o que estava acontecendo. E não é que o aluno explicou direitinho?

A temperatura real da sala não mudava, o que estava mudando era a umidade relativa do ar, com o vapor d’água aumentando através das garrafas cheias de gelo e com o ventilador fazendo o papel de vento natural, nossa umidade aumentou resfriando a sala sem baixar a temperatura.

E foi assim que um experimento virou outro, sem querer. Nossos alunos compreenderam a ideia de sensação térmica e a importância da umidade do ar para o nosso bem estar.

É, pensadores de Ciências… Errar muitas vezes ajuda!

E você? Já viu alguma experiência em sala de aula não dar o resultado esperado? Que tal contar sua experiência aí nos comentários?

Até a próxima!

Experiência: Calculando o desperdício de água

Salve, Pensadores  de Ciências!

O assunto do post de hoje é muito sério e merece atenção: vamos falar sobre o desperdício de água em ações cotidianas e de uma experiência cujo resultado nos deixou assustados. Convidamos duas turmas para mostrar os cálculos que eles fizeram para sabermos o quanto gastamos de água em um único uso do bebedouro. O desperdício que eles encontraram nos fez (re)pensar nossos hábitos.

Mas, vem com a gente, vamos contar tudo, desde o início. O post tá enorme, mas vai valer a pena!

 

A experiência que mostraremos hoje foi realizada na EMEF Maria Pavanatti Fávaro, batizado de Projeto: Minha Garrafinha ? (será que preciso?), para fazer com que os alunos entendam o quanto somos responsáveis pelo meio ambiente no nosso dia a dia. A atividade foi desenvolvida pelo professor Daniel Lourenço, com alunos do 6º ano do ensino fundamental.

 

Ainda não tínhamos convidado ninguém dos anos finais, mas quando o professor falou da experiência que ia desenvolver, não tivemos dúvida. Esse assunto é tão sério que fizemos questão de trazer aqui. Afinal, essa experiência é simples e também pode ser executada com nossas turmas de anos iniciais, para nos conscientizarmos sobre a impacto de pequenos gestos no cuidado com o meio ambiente.

 

Proposta de experimento: os alunos foram provocados pelo professor com as seguintes perguntas: Quanto nós gastamos toda vez que bebemos água? Quanto de água realmente bebemos e quanto desperdiçamos?

A princípio, os alunos não tinham se dado conta de que o professor falava do momento em que bebemos água naqueles bebedouros em que temos que colher água com as mãos. Depois, conversando, lembraram que, de fato, sempre “escapa” um pouco da água enquanto bebemos. E era esse “pouco de água” que deveria ser calculado pelos alunos. Será que era “pouco” mesmo?

As turmas estabeleceram, então, algumas regras e escolheram as ferramentas que usariam para a experiência. Ficou assim:

  • Um balde para coletar a água que caía enquanto os alunos bebessem;
  • Uma proveta para realizar a medição
  • um cronômetro, do próprio celular, para medir o tempo que cada pessoa gastou bebendo água
  • cadernos e lápis para anotar o tempo e a medida de água desperdiçada
Material para experiência
Material para experiência
Material utilizado para experiência
Proveta utilizada no trabalho

Com o material em mãos, o professor traçou a estratégia do trabalho: os alunos iriam, um a um, beber água, pelo tempo que quisessem. Esse tempo seria anotado na tabela e a água que caísse das mãos dos alunos seria colhida no balde e medida na proveta. A quantidade de água também seria anotada na tabela que os alunos fizeram no caderno, segundo o que foi pedido pelo professor.

O professor apresentou a tabela que os alunos teriam que preencher
O professor apresentou a tabela que os alunos teriam que preencher
Alunos começaram a beber água e coletar o excedente no balde
Alunos começaram a beber água e coletar o excedente no balde
A água excedente de cada aluno era coletada...
A água excedente de cada aluno era coletada…
... e medida com a ajuda da proveta
… e medida com a ajuda da proveta

 

Como vimos nas imagens acima, os alunos colheram os dados da turma toda. Na aula seguinte, fizeram as contas para descobrir o quanto de água consumida não foi, de fato, bebida pelos alunos.

E o professor foi coordenando os trabalhos
E o professor foi coordenando os trabalhos
Com os primeiros dados, era hora de começar a preencher a tabela
Com os primeiros dados, era hora de começar a preencher a tabela

 

Tabela preenchida
Tabela preenchida
E o resultado de uma das turmas. Mais de 6 litros de água foram perdidos :(
E o resultado de uma das turmas. Mais de 6 litros de água foram perdidos 😦

Em seguida os alunos tinham que produzir um relatório que sintetizasse todos os dados descobertos no experimento.

Na sala de aula, a segunda etapa: produzir relatório
De volta à sala de aula, a segunda etapa: produzir relatório

Com a tabela em mãos, a turminha se organizou em duplas para apresentar a versão inicial do relatório.

Itens do relatório
Alguns itens do relatório

 

Para a etapa seguinte, o professor propôs que os alunos revisassem os relatórios, corrigissem os erros de ortografia e apresentem a versão final dentro de alguns dias. Nós já trouxemos para vocês para podermos refletir sobre esses dados obtidos.

E os resultados vieram
E os resultados vieram. Nesta sala, os resultados mostram mais de 7 litros de água foram descartados

Como dissemos, os números nos surpreenderam. Já sabíamos que há o desperdício, mas quando calculamos e visualizamos com mais precisão é que descobrimos o quanto uma mudança de hábitos como levar garrafas ou canecas para beber água podem fazer a diferença. Afinal, os valores medidos referem-se a uma ÚNICA visita ao bebedouro, com apenas UMA turma por vez. Vocês podem imaginar o quanto isso representa em um dia em nossa escola ou mesmo nas empresas, e até nos shoppings?

Mais relatórios
Mais relatórios

Pois é…o professor Daniel sugeriu ainda que, se quiséssemos, poderíamos aprofundar essa pesquisa, com cálculos que medissem, em reais, o custo do desperdício. Para isso, mediríamos a água em metros cúbicos e usaríamos o valor do metro cúbico que consta em nossa conta de água. Tudo isso é agua tratada, custa para os nossos bolsos e, principalmente para o meio ambiente!! E, para estudar mais sobre a complexidade do tratamento de água, essa mesma turminha vai visitar uma estação de tratamento nos próximos dias. Claro, que vamos contar sobre essa visita aqui em um novo post muito em breve.

Estamos certos de que, após essa experiência e a visita à estação de tratamento, os alunos darão muito mais valor à água que chega em nossas torneiras e farão de tudo para evitar o desperdício.

 

E você? Imaginava que uma experiência como essa fosse revelar dados tão significativos? Deixe nos comentários as suas impressões sobre esta e outras experiências que mostramos. E se tiverem perguntas para o professor Daniel, mande pra nós que ele terá prazer em responder.

Até a próxima!

 

 

 

Dicas: sites para o ensino de Ciências

Olá, pensadores de Ciências!

Hoje estamos fazendo um post diferente. Não teremos novidades dos nossos projetos com os alunos, mas vamos falar de fontes que usamos para estudar e apoiar nosso preparo de aulas. Além disso, também recomendamos alguns desses sites para que os alunos pesquisem, em casa, com os familiares, os tópicos que tratamos em sala. Assim,  cumprimos com alguns de nossos objetivos,  ver todo mundo pensando Ciências , trocando ideias e informações por aí.  😍

Quer saber mais? Olha a lista na que separamos pra vocês.

FUNDAÇÃO PLANETÁRIO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO

Além da possibilidade de uma visita virtual ao planetário, nesse site, a Fundação Planetário da cidade do Rio de Janeiro, traz uma série de informações importantes sobre o Universo e uma diversidade de experimentos. O site é ótimo e vamos utilizá-lo para trabalhar com os alunos sobre o sistema solar! ❤

Mão na Massa: ABC na Educação Científica

O programa “ABC na Educação Científica – Mão na Massa”, da Academia Brasileira de Ciências, tem como principal finalidade o ensino de Ciências baseado na articulação entre pesquisa científica e desenvolvimento da expressão oral e escrita. A Academia, que completa 100 anos em 2016, disponibiliza na página do programa materiais de apoio ao professor, incluindo livros, sugestões de atividades, entre outros.

PhET Interactive Simulations

Esse site da Universidade do Colorado (EUA) traz uma grande quantidade de experimentos traduzidos para o português, inclusive para os anos iniciais.

Escola Ciência Viva

Este é o o site do projeto educativo da Ciência Viva, da Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica. O site disponibiliza materiais nos quais destaca que a casa e a cozinha são dois excelentes laboratórios para alfabetização científica. Há vários materiais de apoio disponibilizados gratuitamente.

Ideias na Caixa

No site Ideias na Caixa, podemos encontrar um laboratório virtual em que é possível simular uma grande variedade de experimentos.

IBGE 7 a 12 anos

Neste site, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística disponibilizou atividades para o público dos primeiros anos do ensino fundamental

IBGE Teen

Já neste outro, o foco é para os adolescentes

Gostaram? Conhecem outros? Deixe suas dicas nos comentários pra gente saber quais sites,  páginas e blogs que vocês mais gostam.  Podemos fazer outros posts só com as sugestões de vocês. O que acham?

Projeto Mascotes: uma nova vida em sala de aula

Tudo bom, pessoal? Pensando muito em Ciências por aí? Nós não pensamos em outra coisa! 🙂

E, por isso mesmo, vamos falar hoje (e nos próximos posts) sobre um projeto que estamos desenvolvendo na Escola de Educação Integral Professor Zeferino Vaz. Como parte da proposta de trabalho para 2016 nas turmas dos anos iniciais do ensino fundamental, além de experiências como as que mostramos aqui e aqui, queríamos também que os alunos desenvolvessem o sentimento de responsabilidade pela natureza e o meio ambiente. Com isso e, dentro do plano norteador do trabalho pedagógico da escola, que visa o trabalho com as relações humanas e com a valorização da gentileza, criamos o projeto que chamamos de Gentileza Gera… Natureza.

E como é isso, exatamente? Quer Saber? Vem com a gente! 😉

Podemos nos perguntar: qual a ligação que a Educação Ambiental pode ter com um projeto que se baseia na proposição da gentileza e suas vertentes como elemento base das relações escolares?  O problema é que estamos habituados a retirar a Educação Ambiental do âmbito humano, no sentido de construção de relações e afetos, e a tratamos como questão unicamente científica.

Aqui, trabalhamos bastante:

Alunos no laboratório de informática
Hora da pesquisa no laboratório de informática

Mas, NÃO precisa ser só isso né, gente!

Também sabemos curtir a natureza como ninguém:

Alunos no pátio
Alunos do quinto ano, depois de observarem o entorno na escola

Queremos de nossos alunos a preocupação com o coletivo e a vontade de garantir condições dignas para todos. E tudo isso está ligado à questão ambiental, essencial para a conservação da existência humana.

Compreenderam como funciona? Como é legal saber que a gente pertence à natureza e se preocupar com ela?

E foi assim que criamos o trabalho com os mascotes: para trabalhar a relação das crianças com os seres vivos. Queremos os alunos cada vez mais observadores, curiosos e conscientes do meio ambiente que os cerca. Por isso, cada turma terá seu mascote. Veja como vai funcionar:

O terceiro ano cuidará dos tenébrios gigantes. Este inseto apresenta 4 fases durante sua vida e com elas, vamos observar as transformações e discutir com os alunos a importância e o fascínio da vida, em qualquer uma de suas formas, mesmo nos pequenos seres.

As turmas do quarto ano, que estudaram bastante sobre o sistema digestório, construíram um minhocário, para observar esse animal que apresenta sistema completo, reforçando tudo que aprendemos em sala.

Essa garotada promete! 😍
Aluna do quarto ano que não vê a hora de começar! 😍

Por último, as turmas do quinto ano não precisaram de uma proposta nossa. Na verdade, a curiosidade surgiu na leitura do livro didático, que explicava a alimentação das plantas carnívoras. Com toda a agitação da sala, não foi difícil pensar: e se a gente tivesse uma planta carnívora na sala?

Todos estão curiosos e participando ativamente do projeto. Essa turma promete

E vocês? Gostaram? Querem criar mascotes nas turmas de vocês também? Deixem suas dúvidas e sugestões nos comentários!

Até a próxima!

 

Sistema digestório: Como funciona a bile?

Oi, gente!!

Como prometido nesse post aqui, falaremos hoje sobre nossa terceira experiência com o sistema digestório nas turmas do 4o ano, dos anos iniciais. A proposta desta atividade era mostrar a importância do fígado como produtor da bile e o papel desta substância para a digestão dos alimentos. Como estratégia inicial, houve uma conversa com os alunos para continuar explorando o que eles estava pensando sobre a digestão após a experiência com a quebra de proteína e com a mastigação feita com a língua parada.

Os alunos já tinham compreendido que a digestão não se dá só no estômago, e já estavam cientes do trabalho do organismo para quebrar amido, proteínas e carboidratos, mas ainda precisávamos falar do processamento da gordura que entra em nosso corpo, através dos alimentos. No livro didático, já havia imagens mostrando o fígado e explicando a função da bile (quebra de gorduras, para facilitar a digestão). Com as imagens, a conversa inicial e as experiências anteriores, ficou fácil propor mais uma observação sobre como nosso corpo funciona.

A proposta da experiência era simular o trabalho da bile na quebra de gorduras com o uso de DETERGENTE! Quer fazer também? Então dá uma olhada!

Você vai precisar de:

  • 02 copos com água
  • Detergente de cozinha
  • Óleo de soja

Veja o ANTES:

Copos com água e óleo, antes de acrescentar o detergente
Copos com água e óleo, antes de acrescentar o detergente

Modo de fazer:

Coloque o óleo nos dois copos com água. Em um dos copos, coloque o detergente, agite e aguarde alguns minutos.

E o DEPOIS:

No copo à esquerda, sem detergente, a gordura permanece intacta. No copo à direita, com a ação do detergente, as moléculas foram quebradas.
No copo à esquerda, sem detergente, a gordura permanece intacta. No copo à direita, com a ação do detergente, as moléculas foram quebradas.

Após observarem os resultados, fizemos mais uma roda de conversa e os alunos disseram que acham a bile muito importante, pois com sua função de quebrar as moléculas de gordura, ela facilita o processo da digestão. Muitos lembraram também que, às vezes, ingerem alimentos com muita gordura, principalmente em lanches na rua como salgados e pizzas.

Pedimos também que eles registrassem a preparação para experiência e suas considerações sobre o fenômeno observado.

Relatório sobre a experiência com simulação de ação da bile
Relatório sobre a experiência

E…aproveitando a visita ao Laboratório de Ciências, por que não dar uma espiadinha, não é mesmo? 🙂

Alunos investigando o laboratório antes da experiência com digestão
Alunos investigando o laboratório antes da experiência com digestão

E assim, terminamos esse ciclo de experiências com o sistema digestório. O mais positivo de realizar essas experiências foi ver o quanto todos da turma se envolveram com o conteúdo  das aulas de Ciências e conseguiram compreender. Compreender e passar conhecimento adiante!! Um dos alunos repetiu a experiência em casa e explicou para a família sobre o que aprendeu! É muito ❤ né?

E você o que achou? Conta pra gente, já fez alguma experiência parecida? Deixe nos comentários suas sugestões, críticas e ideias.

Sistema Digestório: experiência com quebra de proteínas

No começo da semana, postamos aqui o resultado da experiência sobre a importância da língua para a mastigação. Na sequência das aulas, falamos sobre as outras partes integrantes do sistema digestório. As aulas sobre estômago e fígado também despertaram a atenção do 4°ano e então, decidimos fazer uma experiência que mostrasse a atividade das enzimas no processo de digestão.  Antes, perguntei aos alunos como eles achavam que a digestão acontecia. Eles disseram que toda a absorção de nutrientes era realizada no estômago e que o mesmo produzia um ácido que fazia a dissolução dos alimentos.

Apresentadas as hipóteses dos alunos, procurei lembrá-los de que a digestão começa com a mastigação e com a ação da saliva, que quebra o carboidrato e o amido. Exemplifiquei dizendo que, ao mastigarmos bem uma massa seca, sentimos um gosto doce no final. Essa sensação vem como resultado da quebra do amido, feita pela saliva.

Depois dessa conversa inicial, separamos o material para a experiência:

Você vai precisar de:

  • 02 Claras de ovos já cozidas
  • Água
  • Suco de abacaxi

Como fazer?

Coloque água em um copo e suco de abacaxi em outro, pique a clara de ovo e distribua de maneira igual entre os copos. Tampe com algodão e deixe em repouso por três dias.

Você iniciará a experiência assim:

Foto mostra experimento que simula função do suco gástrico na digestão.
Antes: copos com as claras ainda inteiras. um com água e outro com suco de abacaxi

No final, tivemos uma roda de conversa e vimos que apenas no copo 2 será possível perceber a diminuição da clara de ovo, já que a bromelina, enzima presente no abacaxi, provocou a quebra da proteína albumina. Expliquei para eles que, no estômago e no intestino delgado, as proteínas também são quebradas pelas enzimas.

Veja como ficaram as claras, após o período de 03 dias:

A comparação entre a clara que foi imersa na água e a que estava no suco de abacaxi
A comparação entre a clara que foi imersa na água e a que estava no suco de abacaxi
Clara mergulhada em água. Sem ação da bromelina, não houve quebra da proteína.
Clara mergulhada em água. Sem ação da bromelina, não houve quebra da proteína.
Clara de ovo que sofreu a ação da bromelina
Na clara de ovo que sofreu a ação da bromelina, podemos observar a ação da enzima

Após a nossa observação, fizemos relatórios escritos:

Imagem mostra relatório produzido por aluna após observar experiência de digestão e ação do suco gástrico no organismo.
Relatório da aluna após a observação da experiência

E também com imagens! 🙂

Relatório feito com imagem para ilustrar experiência com digestão
Um relatório também pode ser produzido com imagens

Demais né? Estamos cada vez mais orgulhosas destes pequenos pensadores de Ciências! 💕

Deixe aí nos comentários suas opiniões, críticas e sugestões sobre esse experimento.

E você pensa que acabou? Aguarde, porque ainda postaremos mais uma experiência sobre o sistema digestório!

Até a próxima vez!

Sistema digestório: experiência com mastigação

A experiência que mostramos hoje foi realizada no fim de julho e tinha por objetivo introduzir os estudos de sistema digestório com as turmas dos 4°anos. A ideia central era perceber a importância da língua como parte integrante do sistema e sua função para a mastigação e percepção do sabor dos alimentos. Essa experiência foi tão positiva que fizemos outras e postaremos aqui em breve!

Iniciei a aula perguntando aos alunos o que sabiam sobre o sistema digestório e sua importância no corpo humano.  Perguntei também se sabiam quais são as partes que compõem o aparelho digestório. A maioria dos alunos mencionou boca, estômago, fígado. Poucos se lembraram da língua e alguns se surpreenderam quando falamos dela e relembramos que ela integra os cinco sentidos, sendo responsável pelo paladar.

Mostrei, então, algumas fotos no livro e propus o “desafio” de perceber a importância da língua para nossa mastigação.

Combinamos o dia para comer biscoitos doces (bolachas) sem usar a língua e o resultado seria anotado no caderno, juntamente com as avaliações de cada um sobre a experiência.

Filmamos o momento posterior à mastigação, com a avaliação dos alunos sobre a experiência. Confiram o vídeo:

Confira mais vídeos sobre sistema digestório em nosso canal!

Ao final, os alunos responderam as questões:

Aula de Ciências, alunos respondem ao questionário sobre mastigação
Alunos relataram suas impressões sobre a experiência

Como disse acima, meu plano de aula contemplava ainda outras experiências que realizamos uns dias depois e que postaremos aqui logo mais.

E você? O que achou? já tinha feito uma experiência parecida com essa? Deixe seus comentários e sugestões, assim podemos continuar trocando ideias.

Até a próxima! 🙂
Continuar lendo Sistema digestório: experiência com mastigação

Laboratório de Ciências: conhecendo o esqueleto

A atividade que mostramos hoje foi realizada com  a turma do 3° ano, durante o mês de março, entre os dias 16 e 30. Falar sobre corpo humano em aulas de Ciências nos anos iniciais sempre desperta muita curiosidade e interesse dos alunos e com essa atividade não foi diferente.  Ainda mais, quando os alunos souberam que iriam ao laboratório de Ciências.Depois de uma informação dessas, é só preparar os ouvidos pra gritaria geral. 🙉😆

O conteúdo tratava da relação entre esqueleto, articulações e músculoscorpo e movimento. Já no livro, a atenção de todos era grande. Eles queriam saber como somos “por dentro”. Avisamos a eles que havia uma playlist com alguns vídeos em nosso canal. Tivemos aulas com rodas de conversa e, com o apoio das leituras feitas, a  turma concluiu que somos como “geleia sem forma”, na ausência do esqueleto. Marcamos, então, a visita ao laboratório.

Felizmente, nossa escola conta com um espaço razoável, com peças e equipamentos que têm permitido um bom trabalho para todos da área de Ciências.  E a visita ao laboratório é um acontecimento para os alunos. Costumamos brincar dizendo que é nosso “dia de cientista”.

Para os professores, o laboratório representa um espaço para consolidar o aprendizado em sala e para despertar novas perguntas que voltem para a sala de aula, gerando novas atividades no futuro. Esse é o nosso ideal de “ciclo virtuoso”.

No dia da visita, pedi aos alunos que observassem com atenção as estruturas ósseas e articulações e vissem como dependemos do esqueleto para viver.  As turmas começaram a perguntar sobre a alimentação e seu impacto para a saúde dos ossos. “O que faz bem?” “O que pode prejudicar os ossos?” Talvez, retomemos o assunto em outra oportunidade. Essa discussão pode render… (olha o efeito do laboratório aí)

Na chegada ao laboratório, pausa para foto!! 🙂

Aula de Ciências, alunos observam sistema esquelético humano
A visita ao laboratório de Ciências para a observação dos ossos e articulações.

Durante a visita ao laboratório, o que mais chamou a atenção dos alunos foi a aparência geral do esqueleto. Logo começaram a reconhecer os ossos vistos no livro e lembraram todos os nomes. Foi uma euforia!

E todos quiseram ver como somos, comparando o próprio corpo com as estruturas ósseas.

Aula de Ciências, alunos observam sistema esquelético humano
Alunos observam esqueleto no laboratório de ciências

As comparações não paravam. Todos se divertiram.

Aula de Ciências, alunos observam sistema esquelético humano
Alunos observam cada detalhe do corpo humano

 

Aula de Ciências, alunos observam sistema esquelético humano
Alunos verificam as estruturas ósseas
Aula de Ciências, alunos observam sistema esquelético humano
Alunos analisam as estruturas ósseas e articulações

Voltando para a sala de aula, fizemos nova roda de conversa com tudo que foi observado e os alunos registraram no caderno algumas questões sobre medidas para a saúde dos ossos e articulações. Fizemos também a leitura de textos complementares e partimos para prática. Fizemos a montagem de esqueletos. Primeiro de papel, depois de argila.

 

Esqueleto de papel já montado
Esqueleto montado por um dos alunos

E, com a argila, a empolgação dos alunos só aumentou.

Argila usada para representar o esqueleto humano
Aluna trabalhando com argila
Argila usada para representar o esqueleto humano
Aluno usa argila para representar o esqueleto e suas articulações
Argila usada para representar o esqueleto humano
Um exemplo de representação de esqueleto.
Argila usada para representar o esqueleto humano
Mais um exemplo de representação do esqueleto humano e suas articulações
Argila usada para representar o esqueleto humano
Esqueleto produzido por um dos alunos.

Ao final, podemos dizer, com certeza, que todas as expectativas foram superadas. As produções ficaram lindas, as crianças terminaram as aulas respondendo aos exercícios propostos com segurança e nomeando perfeitamente os ossos. Vejam o que a mãe de uma aluna postou no Facebook:

Ensinamentos de Ana Luiza…
“Mãe, vc sabe pra que serve os ossos???
EU – não, e VC? sabe???
AL – pra sustentar nosso corpo, proteger nossos órgãos (pulmão, tripas, coração…) , e se a gente não tivesse ossos, a gente seria como marionete, toda mole… , e o maior osso do corpo e o fêmur…
EU – aham… 😱
Aprendeu direitinho, Janaina Beltram Duarte

Sabemos que o post ficou enooorme, mas….Isso é o que se pode chamar de “missão cumprida”. Foi demais!

Deixe nos comentários sua impressão sobre esta e as demais atividades que já postamos no blog. Sua opinião é muito importante para nós!

Até a próxima!!

Experiência com fotossíntese

A experiência que mostramos hoje foi desenvolvida no período de 15 de março a 05 de abril deste ano, nas turmas do 5º. ano. Nosso objetivo era mostrar aos alunos o papel da luz solar e da clorofila no desenvolvimento dos vegetais. Já tínhamos apresentado a função tanto dos decompositores quanto dos produtores na cadeia alimentar. Não demorou para que a fotossíntese e o crescimento das plantas despertassem a curiosidade dos alunos e, como consequência, surgisse a necessidade de continuar explorando os assuntos expostos.

Desenvolvemos as atividades na seguinte ordem:

Os alunos tiveram aulas teóricas com a exposição das características do desenvolvimento das plantas.  Em seguida, apresentamos a proposta de experiência.

Eles tinham que observar 03 caixas com plantas em situações de exposição solar distintas.

As caixas estavam em cima do armário da sala de aula e a luz solar que incidia sobre as caixas vinha de uma claraboia bem acima do armário. As caixas ficaram expostas por 20 dias.

Para realizar a experiência, seguimos o roteiro abaixo:

Materiais utilizados:

03 caixas de sapato.

01 com tampa

01 sem tampa

01 com tampa, mas com uma abertura pequena para a entrada de luz.

Outros: Feijões, Copos plásticos, Algodão.

Como fazer:

Em cada caixa acomodar um copo com feijões e algodão e regá-los sempre que se fizer necessário, não se esquecendo de obedecer à regra de deixar as caixas assim:

CAIXA 01: Com um quadrado bem pequeno na tampa, para entrada de luz.

CAIXA 02: Fechada

CAIXA 03: Sem tampa

Depois de 20 dias, todos estavam curiosos!! ❤

Aula de Ciências, observação dos alunos
Alunos observam uma das caixas

Após observarem os resultados e elaborarem suas primeiras hipóteses, os alunos discutiram os resultados com os colegas e com a professora. Veja o que eles encontraram em cada caixa:

Caixa 01: a planta recebeu pouca luz

planta com pouca luz e desenvolvimento acelerado para buscar mais luz
A planta com pouca exposição à luz solar acelerou seu desenvolvimento para buscar mais luz.

Caixa 02: a planta não recebeu luz solar

planta com ausência total de luz, sem desenvolvimento
A planta que não recebeu nenhuma luz solar não se desenvolveu

Caixa 03: a planta recebeu luz constante

A planta com luz constante se desenvolveu normalmente
A planta que recebeu luz constante apresentou crescimento normal

Logo em seguida, construímos, coletivamente, o relatório descrevendo o estágio de desenvolvimento de cada planta. Pedimos também que representassem com desenhos o que tinha sido observado. Veja alguns dos trabalhos produzidos nas fotos abaixo.

observação fotossíntese
Relato da observação da experiência com fotossíntese
Relatório de observação com experiência de fotossíntese
Relatório de observação na experiência com fotossíntese

Assim, concluímos a experiência e vimos que os alunos queriam mais atividades como essas. Percebemos o quanto as atividades de observação, ligadas aos conteúdos programados, têm envolvido os alunos e como tem sido mais rápida a retenção de conhecimento por parte de todos na sala.

E você, professor, como tem trabalhado estes temas em suas aulas de Ciências? E você, aluno, já fez alguma experiência parecida?

Que tal fazer essas e outras atividades e contar aqui nos comentários quais resultados foram observados por você e sua turma?

Primeira experiência: Os Decompositores e a Cadeia Alimentar

A primeira experiência foi proposta cerca de 2 semanas após o início das aulas. A matéria de Ciências do 5º ano começou com o estudo da cadeia alimentar e seus componentes, então, ao falar dos decompositores, decidi demonstrar a ação dos fungos e bactérias no meio ambiente usando o pão como o alimento a ser observado. Tive a ideia de usar o pão industrializado para falar também da participação dos conservantes, mas optei por não comentar com os alunos essa escolha. Trabalhando com o ensino fundamental, acho muito importante deixar os alunos livres para que aprendam a observar e elaborar hipóteses. Era uma forma de conhecer a turma e também de estimular a postura investigativa que eu queria para o ano letivo inteiro.

Não foi uma tarefa fácil, pois ainda estava tentando me adaptar, como disse nesse post aqui. Mas, mesmo assim, posso afirmar que foi muito positivo e ainda está sendo, pois a experiência está em andamento e as crianças, totalmente envolvidas. Quer saber como tudo começou? Vamos à retrospectiva:

Marcamos o dia 01/13/16 como a data de início da experiência. Fechamos os pães em sacos plásticos e guardamos no armário da sala de aula.

As crianças observaram 10 dias depois e o resultado foi…NADA! Não havia sinais aparentes de micro organismos. Todos os alunos estavam com um misto de surpresa e decepção, pois já queriam ver o que poderia acontecer. Tive que me conter para não dar respostas. Em seguida, lancei a pergunta: “É só do pão que precisamos? Será que não falta mais nada para iniciar o processo?”

Alguns dias depois, um aluno falou que faltava a umidade. Com a resposta partindo deles, como eu queria, umedecemos somente o pão industrializado e, em 03 dias, o processo de decomposição teve início.

Mas… e o pão caseiro? A turma ainda precisava avançar um pouco mais!

O pão caseiro veio da casa de um aluno, doado pela mãe dele. A turma, vendo que o pão caseiro já apresentava bolor, perguntou como isso era possível, se ele não tinha sido umedecido, junto com o industrializado.

Mais uma vez, deixei que as questões e hipóteses ~andassem soltas~ pela sala… 🙂 Esse é o melhor “ruído” que uma sala de aula pode produzir, o da curiosidade despertada por uma possibilidade de conhecimento.

Os alunos foram se questionando até que alguém lembrou que há diferença entre alimentos caseiros e industrializados! EUREKA! 🙂

Nesse momento pude intervir e expliquei que os conservantes alimentícios são adicionados para retardar o processo de decomposição. E combinamos que iremos retomar esse tema futuramente para discutirmos os pontos positivos e negativos dos alimentos industrializados.

Tiramos também algumas fotos dos pães, para comparar com a aparência dos pães frescos, que temos em casa.

Ação dos decompositores no pão industrializado
Experiência com decompositores – pão industrializado
Ação dos fungos na decomposição de pão caseiro
Experiência com decompositores no pão caseiro

A aparência não ajuda, não é? 😉

E como estamos agora?

A experiência conta hoje com mais de 90 dias de duração. Os alunos monitoram, quase diariamente, nossa cultura. Ainda não decidimos quando abriremos as embalagens, mas assim que fizermos isso, voltarei aqui para atualizar o post, combinado?

E você professor? Já trabalhou com esse conteúdo? Como tem ensinado sobre fungos, bactérias e agentes decompositores no meio ambiente? Postei também no nosso canal do YouTube um material sobre cadeia alimentar. Se você tiver sugestões ou mais dicas de links e materiais, compartilhe nos comentários suas experiências!

Janaína B. Duarte