Bactéria e fungos parte III: a gente não desiste nunca!

Saudações, Pensadores de Ciências!

Nós continuamos nossas pesquisas com a experiência que realizamos com nossas turmas do quarto ano do ensino fundamental, no Laboratório de Ciências. Agora, nossa tentativa é de acabar com as colônias de bactérias e fungos do nosso último experimento.

Você não viu? Clica aqui e aqui.

No último post contamos para vocês que tínhamos colocados alguns produtos encontrados na escola para provarmos a existência de bactérias na cultura que criamos, esperamos por um sinal, um halo de inibição, porém… nada aconteceu. 😦

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Aqui podemos ver que a cultura está mais escura e as colônias de fungo aumentaram

Só que nossos alunos são persistentes e Pensadores de Ciências muito criativos e surgiu a ideia de usarmos produtos bem mais poderosos, pois acreditamos que os que são comprados para uso da escola sofrem diluição para não causar alergias ou intoxicações.

Decidimos investigar o armário de produtos químicos do Laboratório de Ciências da escola, lá encontramos:

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Sim, é verdade, alguns produtos estavam vencidos mas resolvemos usar assim mesmo. Até porque, não deixava de ser interessante descobrir se os produtos ainda tinham alguma ação sobre os microrganismos

Aproveitamos para anotar todos os produtos vencidos e encaminhar o pedido de reposição à direção. Agora é só aguardar.

Enquanto isso, por se tratarem de produtos fortes e, como dissemos, alguns deles fora do prazo de validade, não permitimos que os alunos manuseassem nenhum componente dessa experiência. Prevenção é tudo!

O Ácido Clorídrico é uma solução ácida e que pode causar queimaduras, devendo ser manuseado apenas por adultos e sempre com uso de luvas. É o mesmo ácido que o corpo humano fabrica no processo digestório, o P.A. que você viu no rótulo, aí na foto, vem de pureza analítica.

Já o Hipoclorito de Sódio é usado como desinfetante, sendo também distribuído em postos de saúde para purificar a água para nosso consumo. O hipoclorito de sódio é conhecido popularmente como água sanitária, que é vendida em solução de 2,0 a 2,5%. A solução que estava em nosso laboratório tem 5% de concentração. Vamos ver o que ela é capaz de fazer.

O Hidróxido de Amônio (Amoníaco Líquido) é encontrado em produtos de limpeza nos quais é utilizado o amoníaco. Ele é um ótimo complemento na limpeza doméstica e além de tudo não é poluente.

O Detergente Neutro é um grande auxiliar na remoção de impurezas, possibilita um melhor contato entre as partículas de sujeira e de água. A sujeira, na maioria das vezes, está rodeada por uma película gordurosa. Com o uso do detergente, as suas moléculas acabam eliminando essa camada de gordura, depositando-a na água, onde ela irá flutuar, podendo assim então retirar com mais facilidade a sujeira.

O álcool benzílico ou fenilmetanol, é o álcool mais simples da série aromática. Este encontra-se livre na natureza, por exemplo, na essência de jasmim e na essência de cravo. É um líquido incolor e aromático, usado principalmente como solvente.

Lugol Forte, conhecido por suas propriedades de desinfetante e antisséptico.

Sugerimos aos professores que queiram fazer esse tipo de experiência com os alunos que incluam no seu trabalho uma etapa de pesquisa sobre essas substâncias e seus usos mais comuns. Assim, a turminha aprende ainda mais.

Preparamos tudo o que íamos usar: papel filtro, conta-gotas, luvas e uma distância segura para a turminha.

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Usamos também uma bandeja plástica para evitar muita sujeira e controlar o uso das substancias
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O pessoal não ficou muito contente em não poder mexer nos materiais, mas segurança é nosso lema

Começamos, então, nosso “novo-velho” experimento.

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A manipulação dessas substâncias tem que ser feita com cuidado
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Ficou combinado que, durante a manipulação das substâncias, os alunos ficariam bem longe da bancada. Isso porque…

Ao colocarmos o primeiro produto, o ácido clorídrico, digamos que foi assim… uma loucura!!!!!

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…olha aí, a fumaça liberada pelo ácido clorídrico

Uma nuvem de fumaça branca subiu e sentimos o cheiro da reação química no mesmo momento. Ainda bem que a turminha estava a uma distância segura e nosso laboratório é bem ventilado. Também avisamos que, se necessário, algum aluno que se sentisse incomodado com algum cheiro,  poderia deixar o laboratório e retornar alguns minutos depois. Nós já prevíamos algum acontecimento inusitado.

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Aos poucos, fomos aplicando cada um dos produtos

A fumaça durou apenas alguns instantes. Continuamos o experimento, utilizando as demais substâncias. Chegamos ao último produto e já podíamos ver as primeiras reações.

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Olha só…não é que começamos a ver os efeitos? Conseguem ver a espuma em volta da solução 56?

A solução 47, é o Hipoclorito de Sódio 5%. Notamos um clareamento na cultura na região onde foi colocado o papel filtro.

Também houve alteração na região onde foi colocado o detergente neutro, solução 56. A espuma surgiu no mesmo momento e o meio de cultura começou a clarear.

E o último local a apresentar modificação foi a do Lugol. Também notamos o início do clareamento na cultura.

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Alguns minutos após o termino do experimento

E a criançada foi tirar suas conclusões:

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Finalmente, depois de uns minutos, a turminha podia se aproximar. Só não valia tocar em nada!
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Algumas análises
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Hipóteses sendo levantadas

E qual foi a conclusão a que nossa turma chegou? Que o melhor sempre é o bom e famoso sabão.

A reação do detergente neutro foi a que mais impressionou, pois fez espuma e começou a clarear, sugerindo uma ação mais eficiente no combate aos fungos e bactérias da cultura. E os alunos imediatamente já lembraram do que dizemos a eles quando acontece algum ferimento: água e sabão. Lembraram também do que discutimos inúmeras vezes em sala de aula e até já mostramos aqui. Isto quer dizer que se lembraram da importância dos bons hábitos de higiene. Entre eles, lavar sempre as mãos. Falando nisso…

…como diria a música de Arnaldo Antunes,

“Uma

Lava outra, lava uma

Lava outra, lava uma mão

Lava outra mão, lava uma mão

Lava outra mão

Lava uma

 

Depois de brincar no chão de areia a tarde inteira

Antes de comer, beber, lamber, pegar na mamadeira

Lava uma (mão), lava outra (mão)

Lava uma, lava outra (mão)

Lava uma

 A doença vai embora junto com a sujeira

Verme, bactéria, mando embora embaixo da torneira

Água uma, água outra

Água uma (mão), água outra

Água uma…”

É Arnaldo, só faltou o sabão. rsrsrs

Foi um dia bem divertido no Laboratório de Ciências. Esperamos que você tenha gostado desta experiência e que esteja bem animado para fazer a sua própria cultura de fungos e bactérias! Se fizer algo parecido, que tal mandar fotos ou vídeos na nossa página no Facebook? Estamos te esperando!

Até a próxima!

Experiência com micro-organismos: vírus, bactérias e fungos

Saudações, Pensadores de Ciências!

Hoje vamos falar de um assunto que “quase ninguém vê”, os micro-organismos, ou, microrganismos. A experiência que trazemos hoje é sobre vírus, bactérias e fungos.

Nossos quartos anos do ensino fundamental avançaram com os conteúdos e estamos agora estudando os microrganismos e suas relações com os seres humanos.

Iniciamos contando para as turmas que os microrganismos são seres unicelulares, isto é, de uma única célula, e que, portanto, não podem ser vistos a olho nu, sendo visíveis apenas com uso de microscópios.

Logo depois falamos dos vírus, que são, praticamente, parasitas celulares, pois necessitam de outra célula viva para sobreviver, podem atacar animais, vegetais e bactérias. Esse assunto não era novidade para os alunos, pois conversamos sobre os vírus quando falamos de vacinas, alimentação e vitaminas.

Você também já viu microrganismos no blog aqui e aqui.

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Nessa imagem temos o vírus influenza, causador da gripe

Imagem

Na sequência, falamos das bactérias, estes  seres microscópicos estão presentes em toda a parte, até mesmo no nosso corpo ajudando o sistema excretor, presentes também em alguns alimentos e remédios. Essa variedade de formas em que podemos encontrar as bactérias chamou a atenção dos nossos alunos. Resolvemos, então, fazer um pequeno experimento, um cultivo de bactérias.

O objetivo dessa experiência é mostrar a existência de bactérias e como elas contaminam o meio de cultura.

Para isso usamos:

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Com material separado é só começar a estudar os microrganismos
  • Gelatina sem sabor
  • Caldo de carne
  • Cotonetes
  • Água para dissolver o caldo e a gelatina
  • 2 placas de petri, esse material transparente que você vê na foto. Se você não tiver, pode usar duas tampas de maionese.

Os alunos devem passar o cotonete no chão ou entre os dentes, ou ainda entre os dedos dos pés (de preferência depois de eles ficarem por um bom tempo fechados dentro dos tênis e meias). Existem outras opções, como usar as mãos sujas ou uma nota de dinheiro. O cotonete é esfregado levemente sobre o meio de cultura para contaminá-lo. Tampe as placas de petri ou envolva as tampas de maionese com filme plástico. Depois de três dias, observe as alterações.

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Uma de nossas turmas, esperando a “mágica” acontecer! ❤

Após prepararmos os meios de cultura, era hora de colher as bactérias para a reprodução.

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As bactérias também estão presentes em nossa boca, principalmente se, após as refeições, não fizermos a higiene apropriada! Bora escovar muito bem esses dentinhos, pessoal! 😀
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E lá estávamos nós, colhendo bactérias! =o

As bactérias coletadas foram colocadas no meio de cultura através dos cotonetes.

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A cor da cultura é referente ao caldo de carne, que fornecerá as condições para o desenvolvimento dos microrganismos

Agora estamos aguardando nosso “milagre particular da multiplicação”. São 3 dias de espera para o próximo capítulo. Estamos na expectativa. E você? Já fez experiências semelhantes na sua escola? Se ainda não fez, queremos saber o que você acha dessas atividades em sala de aula.

Por enquanto, acompanhe o desenrolar desta aventura com a nossa turminha.

Até a próxima!

Sistema Circulatório: experiência em sala de aula

Saudações, Pensadores de Ciências!

Nossos estudos e experimentos não param. São tantas ideias que a cabeça chega até a ferver e o coração bate acelerado… falando em coração, este é o assunto que estamos tratando nos 4º anos do ensino fundamental, porque o corpo humano e o sistema circulatório não param, não é mesmo?

Aliás, se você não viu outros experimentos e estudos sobre o corpo humano, pode ver o que fizemos em sala de aula aqui e aqui

Iniciamos nossa conversa sobre Sistema Circulatório com uma pequena roda a fim de saber o que nossos alunos já conheciam a respeito. O conhecimento prévio é sempre aliado em nossas mediações.

Encerrada a roda de conversa, entramos com o livro didático, recurso que complementa nossa jornada.

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Este é o livro que usamos com nossos alunos

Falamos sobre o coração, os vasos sanguíneos e pulsação, a partir desses conceitos fizemos o experimento para verificar os batimentos cardíacos.

Mostramos para as crianças onde poderiam sentir uma artéria, pois são vasos do sistema cardiovascular por onde passa o sangue que sai do coração. A musculatura das artérias é espessa, formando um tecido muscular bastante elástico, permitindo dessa maneira, que as paredes se contraiam e relaxem a cada batimento cardíaco. Assim ficaria mais fácil sentir a pulsação.

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Olha só o momento de concentração

Depois de verificarem os batimentos em repouso (uma frequência cardíaca de 60-100 por minuto é considerada normal) e fazerem uma pequena anotação, passamos para o conceito de Pressão Arterial. Nesse momento, turminha soube de uma forma bem simples que a Pressão Arterial é a força que o próprio sangue exerce sobre as paredes dos vasos sanguíneos, após ser bombeado pelo músculo cardíaco. É, minha gente, o coração é um músculo.

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Mostramos também essa imagem de um coração humano

Vimos também que a pressão é medida em dois tipos, a sistólica (máxima) e a diastólica (mínima), os dois valores são importantes para definir a pressão pois ela sofre oscilações ao longo do caminho pelo corpo humano. Uma pressão considerada normal para um adulto tem a máxima de 120 mmHg e a mínima de 80 mmHg.

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Cada aluno teve sua pressão aferida e anotada

E agora, qual era nossa proposta?

Fomos brincar, correr e, na volta à sala, uma nova anotação seria feita, agora, depois do corpo exercer algum tipo de atividade física.

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Teve gente que exagerou só um pouquinho nos exercícios…:D

Passamos para a segunda rodada de medições e anotações sobre os batimentos cardíacos que agora, certamente, apresentavam diferenças. Também aferimos, novamente, a pressão de alguns alunos.

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A gente gosta de relatório assim: detalhado e colorido!
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Mais um experimento concluído com sucesso! \o/

Por enquanto é isso ai pessoal!

E você já verificou seus batimentos cardíacos?

E sua pressão arterial, como anda? Não se esqueça de fazer seus exames periódicos, praticar exercícios físicos e cuidar da alimentação. Proteja seu sistema circulatório! Ame o seu coração! ❤

Até a próxima!

Sistema Digestório: experiência com ácido clorídrico

Saudações, Pensadores de Ciências!

E não é que as aulas voltaram e a gente já entrou no ritmo do “não para, não para, não para, não”?

Você já viu aqui que estamos trabalhando com as turmas dos 4º anos com o Sistema Digestório, e como o tempo urge e a curiosidade sempre bate a nossa porta, fizemos mais uma experiência em sala de aula.

Resolvemos trabalhar a digestão química. Sim nosso organismo tem 2 processos digestivos, o mecânico, que ocorre através da deglutição, mastigação, movimento peristáltico, e contrações musculares e o processo químico, que ocorre através dos os sucos digestivos que ajudam no processo de quebra das moléculas dos alimentos para serem absorvidas pelo nosso organismo.

Anota aí como fizemos essa experiência. Quem sabe você, aluno, mostra para o seu professor. E se você é professor, que tal fazer algo parecido com os pequenos aí, da sua turma?

Material:

01 Copo de leite

Vinagre

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A experiência é muito simples e conta somente com esses dois itens: o leite e o vinagre

Aqui vamos simular a etapa que ocorre dentro do estômago onde as células da parede do órgão secretam o suco gástrico, esse suco contém o ácido clorídrico, que auxilia no controle da acidez estomacal e na absorção do Ferro.

Temos a proteína, que é o leite, e usamos o vinagre como o meio ácido.

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Já começamos a ver a reação química

Misturamos o leite e o vinagre, no mesmo momento vemos o leite coalhar.

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O ácido seguiu com seu processo de quebra de moléculas da proteína

Resolvemos esperar algumas horas para comprovar o processo no estômago, e olha o que aconteceu:

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Com o passar do tempo, vimos a separação da água contida no leite
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Os alunos pediram para tirar a água e ver como ficaria o leite

Vemos aqui a separação do líquido do sólido. No organismo, a parte mais sólida continua seu caminho para o duodeno, primeira parte do intestino delgado, lá recebe outros sucos e começa a absorção dos nutrientes pelo corpo humano. A água passa para o intestino grosso onde serão absorvidos os sais minerais e o restante será descartado, junto com as fezes.

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Mas, antes, vimos, na imagem, as partes do intestino para observar os locais de absorção dos diferentes nutrientes
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Agora sim, o resultado final da nossa experiência

 

E foi assim o nosso dia! É muito bom quando temos a oportunidade de mostrar tudo o que foi explicado e visto, na teoria do livro didático, de forma que as crianças entendam e se interessem em descobrir mais sobre os incríveis processos que se dão no interior do corpo humano. Com esse experimento, ficou muito claro para os alunos toda a exposição feita anteriormente. Os nomes que, a princípio, pareciam complicados, não assustavam mais as crianças. O conteúdo, dessa forma, ficou significativo, facilitando o entendimento e a aprendizagem. E não parou por aqui! \o/

A criançada até repetiu em casa o experimento. Foi muito gratificante ver o envolvimento de cada um em todos as etapas da atividade e saber que dividiram com a família o conhecimento adquirido.

E você? Já está animado a repetir essa experiência em casa ou na sua escola? Quando fizer, volte aqui e deixe seu comentário sobre tudo que viu. Estaremos esperando!

Até a próxima!

 

Sistema Digestório: movimento peristáltico

Saudações, Pensadores de Ciências!

Nosso experimento de hoje segue o conteúdo previsto no currículo da rede municipal de educação de Campinas. Apresentamos o Sistema Digestório do corpo humano, para as turmas do 4º ano do ensino fundamental. Tenho certeza que você já deu uma espiadinha em alguns experimentos que mostramos aqui. Ainda não? Então aproveita. Alguns deles estão aqui e aqui.

Depois de aprendermos mais sobre o primeiro órgão do Aparelho Digestório, a boca, começamos a empurrar nosso bolo alimentar para os outros órgãos, afinal precisamos aproveitar a energia contida nele.

Mas o que é bolo alimentar? O alimento, ao chegar à boca, já inicia o processo de digestão. Primeiramente, ele é quebrado pelos dentes e começa a ser misturado, com a ajuda da língua, à saliva, que provoca sua umidificação. A saliva possui uma enzima chamada de amilase salivar, muco, sais e outras substâncias. Em virtude da presença da amilase, que é capaz de quebrar o amido, a digestão dos carboidratos inicia-se na boca.

Com a ação da saliva, da língua e dos dentes, o alimento torna-se uma pasta mole, que recebe o nome de bolo alimentar. O bolo alimentar é o nome dado, portanto, ao alimento mastigado e misturado à saliva.

E aí chegamos onde queríamos, o bolo alimentar formado na boca é impulsionado pela língua até a faringe e depois para o esôfago que através dos movimentos peristálticos chegam até o estômago.

E como funciona o movimento peristáltico? Também conhecidos como peristaltismo, consistem em movimentos involuntários realizados pelos órgãos do tubo digestivo (intestinos e esôfago). Esses movimentos são responsáveis por fazer com que o bolo alimentar caminhe ao longo destes, para que a digestão ocorra no devido local. Trocando em miúdos, é o ato de contrair e relaxar das paredes do nosso esôfago para empurrar o bolo alimentar até o estômago.

E olha o que fizemos…

sistema digestório movimento peristáltico
Esse pequeno esquema gráfico nos ajudou a entender o caminho percorrido
sistema digestório movimento peristáltico
Quem não tem esôfago, usa meia e arroz mesmo, foi assim que simulamos o órgão e seus movimentos
sistema digestório movimento peristáltico
E olha o interesse no nosso “esôfago”. Todos os alunos manipularam o experimento e simularam os movimentos peristálticos
sistema digestório movimento peristáltico
Com ajuda tudo fica mais fácil. Enquanto um contraía, outro relaxava. E viva o trabalho em equipe! ❤

E foi isso, gente!

Na verdade, amigos pensadores, essa foi uma das experimentações mais difíceis que fizemos. Não encontrávamos material que nos possibilitasse simular com precisão o movimento que queríamos. Usamos bexiga mais farinha, bexiga mais água, bexiga fina, larga… o pessoal do quinto ano tentando ajudar, foi uma correria, mas no fim tudo deu certo. Tudo acaba bem quando termina bem, não é mesmo? 😉

E você tem alguma sugestão de material? Como você, professor, demonstraria para seus alunos essa parte do corpo humano? Conte pra gente!

Até a próxima!

 

Experiência sobre alimentação: estudando o amido

Salve, Pensadores de Ciências!

O post de hoje é sobre uma experiência que fizemos com nossas turmas dos quarto ano do ensino fundamental. Como o conteúdo prevê o estudo da relação da alimentação com as defesas naturais do corpo, tenho mostrado algumas coisas “erradas” que ingerimos por aí e também o que pode estar contido em alguns alimentos do nosso dia a dia.

Fizemos uma experiência com o amido e pudemos observar a presença de açúcares em alguns alimentos. O amido é um açúcar Polissacarídeo.

Para a experiência utilizamos alguns produtos e os organizamos na mesa para que os alunos acompanhassem

experiência amido nos alimentos
Tudo pronto e a criançada em volta da mesa. Era só começar!

Como você pode ver na foto aí em cima, nós usamos:

1 pedaço de pão;

1 torrada;

1 pedaço de batata;

1 punhado de sal;

1 sequilho:   

1 punhado de farinha de trigo;

1 colher de creme de ricota;

1 pedaço de manga ;

1 biscoito;

1 pouco de iogurte

iodo

Começamos nosso experimento pingando um pouco de iodo em todos os nossos produtos… vem ver o que aconteceu:

experiência amido nos alimentos
A batata, com alta concentração de amido, logo apresentou a coloração escura ao entrar em contato com o iodo

A batata apresentou reação com iodo. Os carboidratos são alimentos energéticos, que dão energia para o nosso corpo, essa energia vem dos açúcares que são encontrados nesses alimentos.

experiência amido nos alimentos
Torrada, assim como o pão, também contém amido
experiência amido nos alimentos
O biscoito reagiu rapidamente, na presença do iodo

A torrada e o biscoito também apresentaram reação ao iodo, pois em sua composição, apresentam a farinha de trigo e a aveia que também são carboidratos.

Na sequência tínhamos o sal, o sequilho (biscoito feito de amido de milho) e a farinha de trigo. O único alimento que não apresentou reação foi o sal. O sal é um alimento de origem mineral livre totalmente de açucares.

experiência amido nos alimentos
À esquerda, vemos o sal, o único que não apresentou a coloração escura visto que se trata de um composto mineral

Após colocarmos o iodo no pedaço de manga… A criançada ficou espantada! Houve reação!!! E foram logo perguntando: “se a manga é fruta, onde entra o amido aí?”

experiência amido nos alimentos
Todo mundo de cara séria… ninguém aqui tá pra brincadeira, não! 🙂

O jeito foi explicar…

A fruta tem todo aquele sabor doce devido ao conteúdo de carboidratos. Existem muitas variedades de manga, a maioria delas tem um alto valor de carboidratos. Para cada 100 gramas de manga, existem em média 14 gramas de carboidratos. Não existe quase nenhum conteúdo de gordura ou proteína nas mangas. Ela fornece mais do que suas necessidades diárias de Vitamina A e Vitamina C. Ela também contém fibra, magnésio, ferro e antioxidantes. Portanto, você pode ver que a manga é uma fruta nutritiva no geral, como a maioria das frutas ela tem baixo conteúdo de gordura e é livre de colesterol. Quer saber mais? Experimente esse link.

experiência amido nos alimentos
Mistério da manga? Resolvido! 😉

Deixamos os dois derivados de leite para o final, o creme de ricota não apresentou reação, mas, o iogurte, deixou todo mundo de cabelo em pé… \o/

experiência amido nos alimentos
A ricota, como um produto do leite, não reagiu ao iodo

Uma dica, pessoal: usem conta-gotas para essa experiência. nós esquecemos de levar e foi uma lambança… 😀

experiência amido nos alimentos
Mas, o iogurte… quanta diferença…

Teve aluno fechando os olhos, não queria acreditar no que estava vendo. Nem nós…

experiência amido nos alimentos
E os alunos seguiam concentrados! A gente ❤

Mas o que aconteceu com o iogurte, que ficou com uma coloração escura tão intensa? Por que ele apresentou reação ao iodo e o creme de ricota não?

Depois de muito barulho, hipótese e questionamentos, alguém grita:

– Meu Deus, tem farinha no iogurte!!!!

Aí, minha gente, foi aquele desespero:

– Estão enganando a gente, Prô!

Foi preciso intervir mais uma vez:

– Calma aí, pessoal! Pode sim ser uma mistura para deixar o produto mais “grossinho” (espesso), mas vamos pesquisar…

Segundo o guia  Amidos: fontes, estruturas e propriedades funcionais:

“Na indústria de iogurtes, o amido é utilizado com o objetivo de substituir a gelatina para obtenção de um produto final cremoso.”

Agora ficamos com uma dúvida no ar, não seria a gelatina mais saudável que o amido na mistura do iogurte?

Deixamos a pergunta no ar e vamos ter que continuar investigando.

Agora queremos saber o que achou dessa experiência. Já sabia como investigar a presença do amido nos alimentos? O que você acha do uso do amido na indústria alimentícia para alterar a nossa percepção dos produtos? Divida suas impressões conosco e continue, Pensando Ciências.

Até a próxima!

 

Decompositores: Conclusão da experiência com pães e fungos

Salve, Pensadores de Ciências!

Acreditamos que muita gente tem se perguntado o que aconteceu com o pão que estava em processo de decomposição… pois é o que será que aconteceu?
Você se lembra como começou essa história? Falamos da primeira etapa dessa experiência aqui e depois fizemos mais algumas observações que dividimos com vocês aqui.
Pois é… hoje é dia de finalizar esta que, aliás, foi a nossa primeira experiência. É muito amor envolvido, Brasil!<3
Mas… não vivemos só de amor, né? O que será que nossa turma descobriu com esse longo processo? Vem ver!
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Foi preciso uma certa dose de coragem pra pegar essas embalagens no armário! 😀

Resolvemos abrir as embalagens e ver como seria o fim do processo na natureza.  Montamos uma caixa com terra e um pouco de umidade. Queríamos simular o destino final de nossa matéria orgânica, após a ação dos fungos.

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Caixa de terra

Demos inicio a abertura dos pacotes, pensa numa coisa fedida com odor muito forte? Multiplica por 100, você terá uma pequena ideia do sufoco que passamos de como era o cheiro das matérias em decomposição.

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Olha a cara da Beatriz, aí em cima, comprovando o relato.

Pegamos também duas folhas no pátio da escola, uma ainda presa à árvore e outra já seca que estava no chão, afinal agora iríamos ver o processo por completo, toda a matéria morta transformando-se em nutrientes para a terra.

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E nossa montagem da caixa de decomposição começou.

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Um “close” nos nossos pães!

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Aguardamos mais três dias e fomos verificar a quantas andava nossa caixa.

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Olha aí, nossos pães terminando seu ciclo na natureza e os agentes decompositores cumprindo sua missão. 😉

Os alunos estão impressionados como o processo acelerou depois que retiramos os pães da embalagem. Agora, conseguimos compreender melhor todo o processo de decomposição e da absorção pela terra dos nutrientes que serão incorporados ao solo.

E você? O que achou? Lembrando que essa experiência teve início ainda no primeiro semestre e, com ela, pudemos mostrar aos alunos a importância de se respeitar o tempo da natureza, observar essa máquina maravilhosa em seu trabalho diário e como ela nos mantém vivos.

De tudo que fizemos esse ano, essa atividade tem lugar especial em nossa memória. Afinal, foi a primeira que compartilhamos com vocês aqui no blog e, vendo que ela foi finalizada, já vai dando aquele gostinho de saudade, e também de alegria por tudo que nossos alunos aprenderam e que também nos ensinaram em 2016. Ao mesmo tempo, a cabeça fervilha de planos pra 2017.

Péra, acho que caiu uma lagriminha aqui no teclado!

Aproveite os comentários para deixar suas impressões sobre esta e as outras experiências que você já viu aqui. Ajude-nos. Queremos, cada dia mais, seguir, Pensando Ciências!

Até a próxima!

 

 

Experiência: Calculando o desperdício de água

Salve, Pensadores  de Ciências!

O assunto do post de hoje é muito sério e merece atenção: vamos falar sobre o desperdício de água em ações cotidianas e de uma experiência cujo resultado nos deixou assustados. Convidamos duas turmas para mostrar os cálculos que eles fizeram para sabermos o quanto gastamos de água em um único uso do bebedouro. O desperdício que eles encontraram nos fez (re)pensar nossos hábitos.

Mas, vem com a gente, vamos contar tudo, desde o início. O post tá enorme, mas vai valer a pena!

 

A experiência que mostraremos hoje foi realizada na EMEF Maria Pavanatti Fávaro, batizado de Projeto: Minha Garrafinha ? (será que preciso?), para fazer com que os alunos entendam o quanto somos responsáveis pelo meio ambiente no nosso dia a dia. A atividade foi desenvolvida pelo professor Daniel Lourenço, com alunos do 6º ano do ensino fundamental.

 

Ainda não tínhamos convidado ninguém dos anos finais, mas quando o professor falou da experiência que ia desenvolver, não tivemos dúvida. Esse assunto é tão sério que fizemos questão de trazer aqui. Afinal, essa experiência é simples e também pode ser executada com nossas turmas de anos iniciais, para nos conscientizarmos sobre a impacto de pequenos gestos no cuidado com o meio ambiente.

 

Proposta de experimento: os alunos foram provocados pelo professor com as seguintes perguntas: Quanto nós gastamos toda vez que bebemos água? Quanto de água realmente bebemos e quanto desperdiçamos?

A princípio, os alunos não tinham se dado conta de que o professor falava do momento em que bebemos água naqueles bebedouros em que temos que colher água com as mãos. Depois, conversando, lembraram que, de fato, sempre “escapa” um pouco da água enquanto bebemos. E era esse “pouco de água” que deveria ser calculado pelos alunos. Será que era “pouco” mesmo?

As turmas estabeleceram, então, algumas regras e escolheram as ferramentas que usariam para a experiência. Ficou assim:

  • Um balde para coletar a água que caía enquanto os alunos bebessem;
  • Uma proveta para realizar a medição
  • um cronômetro, do próprio celular, para medir o tempo que cada pessoa gastou bebendo água
  • cadernos e lápis para anotar o tempo e a medida de água desperdiçada
Material para experiência
Material para experiência
Material utilizado para experiência
Proveta utilizada no trabalho

Com o material em mãos, o professor traçou a estratégia do trabalho: os alunos iriam, um a um, beber água, pelo tempo que quisessem. Esse tempo seria anotado na tabela e a água que caísse das mãos dos alunos seria colhida no balde e medida na proveta. A quantidade de água também seria anotada na tabela que os alunos fizeram no caderno, segundo o que foi pedido pelo professor.

O professor apresentou a tabela que os alunos teriam que preencher
O professor apresentou a tabela que os alunos teriam que preencher
Alunos começaram a beber água e coletar o excedente no balde
Alunos começaram a beber água e coletar o excedente no balde
A água excedente de cada aluno era coletada...
A água excedente de cada aluno era coletada…
... e medida com a ajuda da proveta
… e medida com a ajuda da proveta

 

Como vimos nas imagens acima, os alunos colheram os dados da turma toda. Na aula seguinte, fizeram as contas para descobrir o quanto de água consumida não foi, de fato, bebida pelos alunos.

E o professor foi coordenando os trabalhos
E o professor foi coordenando os trabalhos
Com os primeiros dados, era hora de começar a preencher a tabela
Com os primeiros dados, era hora de começar a preencher a tabela

 

Tabela preenchida
Tabela preenchida
E o resultado de uma das turmas. Mais de 6 litros de água foram perdidos :(
E o resultado de uma das turmas. Mais de 6 litros de água foram perdidos 😦

Em seguida os alunos tinham que produzir um relatório que sintetizasse todos os dados descobertos no experimento.

Na sala de aula, a segunda etapa: produzir relatório
De volta à sala de aula, a segunda etapa: produzir relatório

Com a tabela em mãos, a turminha se organizou em duplas para apresentar a versão inicial do relatório.

Itens do relatório
Alguns itens do relatório

 

Para a etapa seguinte, o professor propôs que os alunos revisassem os relatórios, corrigissem os erros de ortografia e apresentem a versão final dentro de alguns dias. Nós já trouxemos para vocês para podermos refletir sobre esses dados obtidos.

E os resultados vieram
E os resultados vieram. Nesta sala, os resultados mostram mais de 7 litros de água foram descartados

Como dissemos, os números nos surpreenderam. Já sabíamos que há o desperdício, mas quando calculamos e visualizamos com mais precisão é que descobrimos o quanto uma mudança de hábitos como levar garrafas ou canecas para beber água podem fazer a diferença. Afinal, os valores medidos referem-se a uma ÚNICA visita ao bebedouro, com apenas UMA turma por vez. Vocês podem imaginar o quanto isso representa em um dia em nossa escola ou mesmo nas empresas, e até nos shoppings?

Mais relatórios
Mais relatórios

Pois é…o professor Daniel sugeriu ainda que, se quiséssemos, poderíamos aprofundar essa pesquisa, com cálculos que medissem, em reais, o custo do desperdício. Para isso, mediríamos a água em metros cúbicos e usaríamos o valor do metro cúbico que consta em nossa conta de água. Tudo isso é agua tratada, custa para os nossos bolsos e, principalmente para o meio ambiente!! E, para estudar mais sobre a complexidade do tratamento de água, essa mesma turminha vai visitar uma estação de tratamento nos próximos dias. Claro, que vamos contar sobre essa visita aqui em um novo post muito em breve.

Estamos certos de que, após essa experiência e a visita à estação de tratamento, os alunos darão muito mais valor à água que chega em nossas torneiras e farão de tudo para evitar o desperdício.

 

E você? Imaginava que uma experiência como essa fosse revelar dados tão significativos? Deixe nos comentários as suas impressões sobre esta e outras experiências que mostramos. E se tiverem perguntas para o professor Daniel, mande pra nós que ele terá prazer em responder.

Até a próxima!

 

 

 

Como funciona um rim?

Saudações, Pensadores de Ciências!
Para fecharmos com chave de ouro os estudos sobre os sistemas do corpo humano estudados nos 4º anos, resolvemos mostrar para as crianças a estrutura interna dos rins, pois além de fazer um papel muito importante no Sistema Circulatório,  ele filtra o sangue do nosso corpo e também tem sua participação no Sistema Urinário, liberando as impurezas do sangue para a bexiga e, consequentemente, eliminando-as na urina.
Descobrimos que o rim de porco tem uma semelhança genética com o rim humano e…adivinha? Começamos a pesquisar material que pudéssemos apresentar aos alunos.
Começamos com este aqui e trouxemos a figura abaixo:
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E era mais ou menos isso que esperávamos encontrar em nossa experiência
Além da foto, trouxemos uma ilustração:
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Esse esquema também foi usado para explicar o funcionamento do rim.
Era hora de começar nossa tarefa do dia. 😀 Fomos ao mercado municipal e compramos um rim de porco para mostrar aos alunos as estruturas internas. Vem ver!
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E como a gente gosta de trabalhar “de verdade”, passamos as mãos para sentir a textura e também usamos o olfato para sabermos qual cheiro poderia ter um órgão que além de filtrar o sangue elimina impurezas. 
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Olha a turminha aí, cheia de curiosidade
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Usamos também nosso livro didático, para auxiliar com o trabalho de abertura do rim.
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E não é que encontramos exatamente as estruturas que tínhamos estudado? Ponto pra nós! 😉
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E ainda identificamos o canal do uréter.
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Observem, mais de perto:
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Claro que a farra não parou por aí, tive que abrir mais alguns rins para comprovar o que tinha dentro.
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E as mãos não paravam de tocar, como você pode ver aí em cima. Todo mundo queria sentir a textura do rim.  Ao final pedi que cada aluno fizesse suas observações no caderno.

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Ficou bom, né? Adoramos! \o/

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E demos por encerrado nosso conteúdo sobre o corpo humano, com mais uma experiência marcante. E agora, o que será que vamos inventar????

Se você tem um palpite, deixe aí nos comentários. Quem sabe você acerta? rsrsrs!

 

Até a próxima!!

Experiência: Misturas e Separação de Misturas

Saudações, queridos Pensadores de Ciências!

A experiência que trazemos hoje foi feita com nossa turminha de 3° ano. O conteúdo prevê o estudo de misturas homogêneas e heterogêneas, além do estudo dos processos de filtragem e separação das misturas.

Vem ver como ficou!!

Começamos a aula com uma boa roda de conversa, perguntando o que eles sabiam sobre “misturar coisas” e como eles achavam que  algumas substâncias se comportariam se fossem misturadas com água. Depois dessa conversa inicial, fizemos a leitura de um texto, que foi, posteriormente colado no caderno dos alunos para as consultas futuras.

Leitura feita em sala para introduzir o tema
Leitura feita em sala para introduzir o tema
À medida que eu ia fazendo as misturas eles observavam e diziam se era homogênea e heterogênea. Aí, para facilitar as explicações, fomos construindo, na lousa, cada uma das misturas e sua definição como homogênea ou heterogênea.
Início da explicação
Início da explicação e primeira mistura
A primeira mistura foi com água e sal
A primeira mistura foi com água e sal
Resolvemos acrescentar terra à mistura
Resolvemos acrescentar areia à água
Resultado
Resultado
Depois da areia, já desenhamos a mistura com álcool
Depois da areia, já desenhamos a mistura com álcool
E já fizemos a mistura com álcool
E já fizemos a mistura com álcool
Mais uma mistura pra fazer
Mais uma mistura pra fazer: areia e sal
Mais uma mistura na lousa
Mais uma mistura na lousa
Água e óleo
Água e óleo
Resultado de mistura heterogênea
Resultado de mistura heterogênea
Resultado de nossas experiências representado na lousa
Resultado de nossas experiências representado na lousa

Agora, estava na hora de falar da separação das misturas

Processos de separação de misturas
Processos de separação de misturas
Fazendo a filtragem, foi possível fixar o conceito de mistura
Fazendo a filtragem, foi possível fixar o conceito de mistura
Os alunos puderam ver o resultado final da separação da mistura
Os alunos puderam ver o resultado final da separação da mistura
O que despertou mais curiosidade foi o processo de filtração. Eles queriam saber se podia ser consumida a água, ai cai na besteira de dizer que
existem mais processos de filtração e um bastante comum que temos em casa é o de filtro de carvão. Disse que se passássemos a água do filtro no carvão e depois colocássemos o Hipoclorito de sódio acreditava que estaria ok para o consumo. Daí lembraram da série “Largados e Pelados”, no Canal Discovery e me disseram que se a água fosse fervida também estaria ok.
Perguntei porquê a água deveria ser fervida?
-Pq tem vermes e bactérias que não dá pra ver e dão dor de barriga, Professora!
Depois dessa resposta de-fi-ni-ti-va, só me restava declarar:
Caso encerrado!  😀
Como sempre dizemos por aqui. Atividades simples, quando apresentadas de maneira que envolva os alunos, rendem bons resultados. Já tinha aluno dizendo que ia fazer em casa. Só esperamos que as mães não fiquem zangadas com toda essa “mistureba”! rsrsrsrs
Como você ensinou sobre misturas e separações em sua turma? Conte pra gente aí nos comentários!
Até a próxima!