Bactéria e fungos parte III: a gente não desiste nunca!

Saudações, Pensadores de Ciências!

Nós continuamos nossas pesquisas com a experiência que realizamos com nossas turmas do quarto ano do ensino fundamental, no Laboratório de Ciências. Agora, nossa tentativa é de acabar com as colônias de bactérias e fungos do nosso último experimento.

Você não viu? Clica aqui e aqui.

No último post contamos para vocês que tínhamos colocados alguns produtos encontrados na escola para provarmos a existência de bactérias na cultura que criamos, esperamos por um sinal, um halo de inibição, porém… nada aconteceu. 🙁

Experiência em sala de aula microrganismos vírus fungos bactérias meio de cultura anos iniciais ensino fundamental ensino de ciências
Aqui podemos ver que a cultura está mais escura e as colônias de fungo aumentaram

Só que nossos alunos são persistentes e Pensadores de Ciências muito criativos e surgiu a ideia de usarmos produtos bem mais poderosos, pois acreditamos que os que são comprados para uso da escola sofrem diluição para não causar alergias ou intoxicações.

Decidimos investigar o armário de produtos químicos do Laboratório de Ciências da escola, lá encontramos:

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Sim, é verdade, alguns produtos estavam vencidos mas resolvemos usar assim mesmo. Até porque, não deixava de ser interessante descobrir se os produtos ainda tinham alguma ação sobre os microrganismos

Aproveitamos para anotar todos os produtos vencidos e encaminhar o pedido de reposição à direção. Agora é só aguardar.

Enquanto isso, por se tratarem de produtos fortes e, como dissemos, alguns deles fora do prazo de validade, não permitimos que os alunos manuseassem nenhum componente dessa experiência. Prevenção é tudo!

O Ácido Clorídrico é uma solução ácida e que pode causar queimaduras, devendo ser manuseado apenas por adultos e sempre com uso de luvas. É o mesmo ácido que o corpo humano fabrica no processo digestório, o P.A. que você viu no rótulo, aí na foto, vem de pureza analítica.

Já o Hipoclorito de Sódio é usado como desinfetante, sendo também distribuído em postos de saúde para purificar a água para nosso consumo. O hipoclorito de sódio é conhecido popularmente como água sanitária, que é vendida em solução de 2,0 a 2,5%. A solução que estava em nosso laboratório tem 5% de concentração. Vamos ver o que ela é capaz de fazer.

O Hidróxido de Amônio (Amoníaco Líquido) é encontrado em produtos de limpeza nos quais é utilizado o amoníaco. Ele é um ótimo complemento na limpeza doméstica e além de tudo não é poluente.

O Detergente Neutro é um grande auxiliar na remoção de impurezas, possibilita um melhor contato entre as partículas de sujeira e de água. A sujeira, na maioria das vezes, está rodeada por uma película gordurosa. Com o uso do detergente, as suas moléculas acabam eliminando essa camada de gordura, depositando-a na água, onde ela irá flutuar, podendo assim então retirar com mais facilidade a sujeira.

O álcool benzílico ou fenilmetanol, é o álcool mais simples da série aromática. Este encontra-se livre na natureza, por exemplo, na essência de jasmim e na essência de cravo. É um líquido incolor e aromático, usado principalmente como solvente.

Lugol Forte, conhecido por suas propriedades de desinfetante e antisséptico.

Sugerimos aos professores que queiram fazer esse tipo de experiência com os alunos que incluam no seu trabalho uma etapa de pesquisa sobre essas substâncias e seus usos mais comuns. Assim, a turminha aprende ainda mais.

Preparamos tudo o que íamos usar: papel filtro, conta-gotas, luvas e uma distância segura para a turminha.

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Usamos também uma bandeja plástica para evitar muita sujeira e controlar o uso das substancias
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O pessoal não ficou muito contente em não poder mexer nos materiais, mas segurança é nosso lema

Começamos, então, nosso “novo-velho” experimento.

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A manipulação dessas substâncias tem que ser feita com cuidado
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Ficou combinado que, durante a manipulação das substâncias, os alunos ficariam bem longe da bancada. Isso porque…

Ao colocarmos o primeiro produto, o ácido clorídrico, digamos que foi assim… uma loucura!!!!!

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…olha aí, a fumaça liberada pelo ácido clorídrico

Uma nuvem de fumaça branca subiu e sentimos o cheiro da reação química no mesmo momento. Ainda bem que a turminha estava a uma distância segura e nosso laboratório é bem ventilado. Também avisamos que, se necessário, algum aluno que se sentisse incomodado com algum cheiro,  poderia deixar o laboratório e retornar alguns minutos depois. Nós já prevíamos algum acontecimento inusitado.

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Aos poucos, fomos aplicando cada um dos produtos

A fumaça durou apenas alguns instantes. Continuamos o experimento, utilizando as demais substâncias. Chegamos ao último produto e já podíamos ver as primeiras reações.

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Olha só…não é que começamos a ver os efeitos? Conseguem ver a espuma em volta da solução 56?

A solução 47, é o Hipoclorito de Sódio 5%. Notamos um clareamento na cultura na região onde foi colocado o papel filtro.

Também houve alteração na região onde foi colocado o detergente neutro, solução 56. A espuma surgiu no mesmo momento e o meio de cultura começou a clarear.

E o último local a apresentar modificação foi a do Lugol. Também notamos o início do clareamento na cultura.

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Alguns minutos após o termino do experimento

E a criançada foi tirar suas conclusões:

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Finalmente, depois de uns minutos, a turminha podia se aproximar. Só não valia tocar em nada!
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Algumas análises
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Hipóteses sendo levantadas

E qual foi a conclusão a que nossa turma chegou? Que o melhor sempre é o bom e famoso sabão.

A reação do detergente neutro foi a que mais impressionou, pois fez espuma e começou a clarear, sugerindo uma ação mais eficiente no combate aos fungos e bactérias da cultura. E os alunos imediatamente já lembraram do que dizemos a eles quando acontece algum ferimento: água e sabão. Lembraram também do que discutimos inúmeras vezes em sala de aula e até já mostramos aqui. Isto quer dizer que se lembraram da importância dos bons hábitos de higiene. Entre eles, lavar sempre as mãos. Falando nisso…

…como diria a música de Arnaldo Antunes,

“Uma

Lava outra, lava uma

Lava outra, lava uma mão

Lava outra mão, lava uma mão

Lava outra mão

Lava uma

 

Depois de brincar no chão de areia a tarde inteira

Antes de comer, beber, lamber, pegar na mamadeira

Lava uma (mão), lava outra (mão)

Lava uma, lava outra (mão)

Lava uma

 A doença vai embora junto com a sujeira

Verme, bactéria, mando embora embaixo da torneira

Água uma, água outra

Água uma (mão), água outra

Água uma…”

É Arnaldo, só faltou o sabão. rsrsrs

Foi um dia bem divertido no Laboratório de Ciências. Esperamos que você tenha gostado desta experiência e que esteja bem animado para fazer a sua própria cultura de fungos e bactérias! Se fizer algo parecido, que tal mandar fotos ou vídeos na nossa página no Facebook? Estamos te esperando!

Até a próxima!

Continuando a experiência com microrganismos: vírus, bactérias e fungos

Saudações, Pensadores de Ciências!

Lembram aqui no nosso penúltimo post? Aquele que falava de microrganismos? Os 3 dias se passaram e fomos verificar nossa experiência e vejam só o que encontramos.

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Além de bactérias também tínhamos várias colônias de fungos

Olha a cara do pessoal com a novidade…

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A criançada anda se sentindo muito importante! Brincando e Pensando Ciências <3
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Podemos dizer que nosso amigo aí está tentando disfarçar, porque o cheiro é terrível… =0

Além das bactérias, presentes pela quantidade de material orgânico e dos fungos que apareceram, pois estão em um meio propício com umidade e pouca luz, também sentimos um forte cheiro, resultante de um fungo chamado Candida albicans, que está entre os muitos organismos que vivem na boca e no sistema digestório do nosso corpo. Em circunstâncias normais, a Candida albicans pode ser encontrada em 80% da população sem que cause problemas a saúde.

E agora, o que fazer com esse material tão interessante?

Vamos tentar provar a existência das bactérias com ajuda de alguns produtos que podem ser bactericidas. Separamos, água sanitária, enxaguante bucal, desinfetante, álcool, vinagre e desengordurante.

Para evitarmos problemas de contaminação e ajudar na manipulação dos produtos, usamos uma pinça e papel filtro, que é muito parecido com o filtro de café que você usa em casa.

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O filtro foi cortado em pequenos círculos para que todas as substâncias coubessem na placa. Logo acima, é possível ver os copinhos que usamos para separar e identificar as substâncias utilizadas.
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Aí foi só chamar a criançada para ver a colocação das substâncias no meio de cultura
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E ninguém queria perder nenhum detalhe! Dá pra ver a Marina, nossa “fotógrafa oficial” arrumando o celular para fazer os registros dela

As iniciais dos produtos foram anotadas nos círculos de papel para a identificação.

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Uma boa organização vale muito 😉

Agora, vamos aguardar para ver a reação dos materiais que colocamos em nossa cultura…

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Vejam só como ficou… Agora é só esperar!

Nossa observação se dará para ver se surgirá em volta de cada papel um halo de inibição, que vai nos mostrar a atividade antimicrobiana (halo de inibição é um círculo que se formará em torno do papel mostrando que não há mais crescimento microbiano), no nosso caso, atividade bacteriana.

O que será que vamos encontrar quando retornarmos às amostras? Estão curiosos? Nós também! Continue ligadinho aqui no blog e acompanhe as cenas dos próximos capítulos próximas etapas desta investigação. E se você já fez algo parecido, que tal compartilhar conosco as suas descobertas?

Até a próxima!

Processo Digestório: o início

Bem, amigos da Rede Glo… rsrsrs

Saudações, Pensadores de Ciências!

Ahá! Agora que voltamos a nossa “programação normal”… bora ver o que nossos alunos aprenderam hoje?

Voltamos ao nosso conteúdo do Sistema Digestório, parte do conteúdo programático do quarto ano do ensino fundamental, e muitas dúvidas ficaram no ar;

  • Repetir o que foi feito o ano passado?

OU….

  • Fazer algo inovador? Mas o quê?

Resolvemos complementar o que foi dito o ano passado com o que não foi dito. E lá vamos nós.

Se você quer saber o que fizemos ano passado clique aqui e aqui.

Iniciamos com o primeiro órgão do Sistema Digestório, a Boca. Além de falar da saliva, língua, mucosa, dentes e suas funções, palato, gengiva também foram apresentados aos alunos e conversamos muito sobre o maxilar e a mandíbula.

sistema digestório maxilar boca aula de ciências
Representação gráfica da boca
sistema digestório boca dentes
Função dos dentes

E pra tudo ficar mais fácil fomos ao nosso laboratório de Ciências encontrar com o “Sr. Zeferino”, ver o que ele podia fazer por nós. Afinal, queríamos ver de perto do que estávamos falando.

sistema digestório boca dentes
“Zeferino”, apelido carinhoso dado pelas crianças, parece ter gostado de receber visitas. Olha o sorriso! 😉
sistema digestório boca dentes
É isso aí, gente, não perde nenhum detalhe, não!

Os alunos puderam observar a mandíbula e o maxilar e o movimento que fazemos para mastigar, puderam perceber porque nossa arcada dentária  não é fixa totalmente e também notaram as doenças causadas por traumas, como a disfunção de ATM (A Disfunção da ATM é o funcionamento anormal da articulação temporo-mandibular, ligamentos, músculos da mastigação, ossos maxilar-mandíbula, dentes e estruturas de suporte dentário) e outras mais. Quer saber mais sobre esses traumas? Dá uma olhadinha aqui. 

sistema digestório boca dentes
Pausa para foto dos dentes do “Zeferino”. Será que estão bem escovados? 😀
sistema digestório boca dentes
Com a arcada móvel fica mais fácil entender o processo de mastigação
sistema digestório boca dentes
Encontro da mandíbula com o maxilar
sistema digestório boca dentes
Representação gráfica da mandíbula

E para terminar fizemos alguns movimentos para percepção da nossa mandíbula e ATM.

sistema digestório boca dentes
Abrindo e fechando a boca para sentir a articulação que acabamos de ver
sistema digestório boca dentes
Só empolgação!
sistema digestório boca dentes
Todo mundo tentando sentir, direitinho, a junção do maxilar com a mandíbula

E aí? Gostaram? Nós adoramos mais essa visita ao laboratório da nossa escola e a chance de dividir mais conhecimento com essa turminha. Ficou com alguma dúvida? Deixe seu recadinho aí nos comentários e nos ajude a continuar Pensando Ciências!

Até a próxima!

Brincando com Ciências Parte II

Saudações, Pensadores de Ciências!

Aproveitando muito o Carnaval? Sinceramente, esperamos que sim! Mas, aqui no blog, fiquem vocês sabendo que, apesar do Reinado de Momo, nós continuamos trabalhando! É muita vontade de Pensar Ciências, Braseeelll!

Então, aproveita que estamos em pleno feriado e vem conferir a segunda parte da nossa seleção de brinquedos educativos voltados para o ensino de Ciências.

Clica aqui se você estava fazendo planos para os dias de folia e perdeu a primeira parte das nossas dicas!

Na semana passada, falamos exclusivamente de quebra-cabeças, mas se você quiser variar um pouco o repertório dos pequenos, dá pra escolher alguns jogos bem legais! Vem ver!

Um jogo de tabuleiro também estimula o raciocínio e a curiosidade dos pequenos
Um jogo de tabuleiro também estimula o raciocínio e a curiosidade dos pequenos

Explorando o Corpo Humano é um desafio de perguntas e respostas. Enquanto brinca, a criança aprende sobre saúde, descobre o corpo humano e desenvolve o seu raciocínio.

Quer saber mais? É só clicar!

Esse jogo ensina o que acontece dentro de nosso corpo e como enfrentamos as doenças
Esse jogo ensina o que acontece dentro de nosso corpo e como enfrentamos as doenças

Batalha no Corpo Humano. Esse jogo pode Incentivar interesse em Ciências brincando e conhecendo um pouco do interior de nosso corpo humano. “Dentro de você está acontecendo uma batalha neste momento. Ajude seu corpo a vencer esta briga. Jogo de percurso, onde a criança vai desvendar os segredos do interior do corpo humano e ainda vai ajudar a combater as doenças. O vencedor será aquele que chegar em primeiro lugar, novamente saudável.”

Tiramos as informações deste site aqui.

Com o "Cidade Limpa" já podemos falar de desperdício e cuidado com o Meio Ambiente
Com o “Cidade Limpa”, podemos falar de desperdício e de cuidados com o Meio Ambiente

O Cidade Limpa é jogo didático em que a criança será responsável por coletar o lixo para reciclagem, desenvolvendo conceitos de preservação do Meio Ambiente e consciência ecológica. Cada jogador recebe um caminhão de plástico, que percorre a cidade (tabuleiro) recolhendo o lixo. Mais informações? Estão bem aqui.

Cuidar de criaturas aquáticas vindas direto da pré-história? Por quê não? ;)
Cuidar de criaturas aquáticas vindas direto da pré-história? Por quê não? 😉

Olha esse jogo, gente!!! Já vamos logo dizendo que adoramos o site deles! Com o Cria os teus Triops as crianças vão descobrir animais aquáticos da pré-história! \o/ O jogo ainda traz “ovos verdadeiros” para acompanhar o nascimento das espécies! Ficamos curiosas! 😀

E, para encerrar, aquela sessão nostalgia, direto do túnel do tempo dos anos 80. Quem também queria ter um desses, levanta a mão, por favor! o/

Um laboratório de química!! <3
Um laboratório de química!! <3
Com esse microscópio, já dá pra se sentir um pouco cientista né? :D
Com esse microscópio, dá pra se sentir um pouco cientista né? 😀
E com uma pequena luneta, é possível sonhar com as estrelas...
E com uma pequena luneta, é possível sonhar com as estrelas…<3

Esperamos que vocês tenham gostado e se comprarem alguns desses, voltem aqui para comentar o que acharam.

Até a próxima!

Sistema Solar: a despedida do 3º ano

Salve, Pensadores de Ciências!

Não sabemos se você já reparou, mas o clima dos últimos posts tem sido esse, de despedida, encerramento…não tem jeito pessoal, dezembrão tá aí, férias chegando… vamos ver, então, como foi a conclusão do conteúdo da turma do terceiro ano, lembrando, claro, de abrir novas perspectivas já pensando no trabalho do próximo ano.

Já conhece o esquema, né? Segura a nossa a mão e vem!

Para terminarmos o ano com tudo certo na nossa turminha, ainda faltava o conteúdo de Sistema Solar.

Após nossas conversas sobre o que as crianças já sabiam e algumas leituras… era hora de por a mão na massa!

Esses foram os livros que escolhemos:

O livro é Estrelas e Planetas, de Pierre Winters, publicado pela Editora Brinque Book e você pode comprá-lo aqui.

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O livro aí em cima é O Mais Sensacional Guia Intergaláctico do Espaço – Por Ideias Brilhantes,de Carlos Stott com ilustrações de Lisa Swerling e Ralph Lazar, Companhia das Letrinhas e você pode encontrá-lo aqui.

Com esse material em mãos, a turminha pôde ampliar seus conhecimentos e, no segundo momento, trabalhamos os seguintes pontos:

  • Identificar os planetas que compõem o Sistema Solar;
  •  Evidenciar a amplitude e complexidade do universo;
  • Desenvolver as capacidades de observação, comparação e classificação;
  • Aguçar os sentidos e expressões por meio das observações em relação ao Sistema Solar.

E claro que, depois disso tudo, vieram algumas questões sobre a movimentação da Terra e lá fomos nós aproveitar, mais uma vez, o Laboratório de Ciências da escola.

Usei um material chamado Planetário Escolar. Olha que legal:

Esse aparelho, além de mostrar o sistema de Rotação e Translação da Terra, também mostra como funcionam a estações do ano.

Precisa dizer que a turma ficou empolgada? Acho que não, né? 😀

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E começaram os comentários, até que alguém gritou quando acendemos a lâmpada:

Olha que legal, é o sol no meio!

E muitos “UAUS” tomaram conta do pedaço, quando a Terra começou a se mexer.

Os alunos puderam entender melhor questões bem simples como a alternância entre o dia e a noite, além de verificar o que havíamos visto em sala, com as leituras, e ainda aprender sobre as estações do ano. <3

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Pelas carinhas acredito que a aula foi muito interessante.

E é com esses sorrisos e o “positivo” que você está vendo aí, que a gente deixa essa turminha. Já estamos morrendo de saudade!

Mas, se eles pensam que se livraram de nós… estão muito enganados! Descansem bastante nas férias, pessoal. O quarto ano vem aí e estaremos esperando por todos vocês!!

Estaremos esperando por eles e por vocês né, queridos leitores? Não deixem de acompanhar nossas turminhas. E se você é novo por aqui e quer saber o que mais o nosso terceiro ano fez, é só dar uma olhada em posts como esse, esse aqui ou esse

Deixe suas dúvidas e sugestões aí nos comentários. Divida conosco sua experiência com o estudo do sistema solar e continue nos ajudando a Pensar Ciências!

Até a próxima!

 

 

Classificando os animais

Saudações, Pensadores de Ciências!

O post de hoje é pra falar da nossa incrível sorte da classificação de animais.
Vocês viram aqui, como foi a nossa visita ao ZUEC–Museu de Zoologia da Unicamp? Pois é, acontece que fomos lá novamente para levar uma segunda turma e aí… conversa vai, conversa vem…. descobrimos que há um acervo de animais taxidermizados para empréstimos! É ou não é sorte demais, Brasil?!

 

E, com isso, não é que pintou uma nova ideia?!

 

Nossas turmas já tinham visto o conteúdo de classificação dos animais, mas nada melhor do que poder ver e tocar para fixar ainda mais o que aprendemos. Aí, sabe como é, a equipe do museu ofereceu e nós…
…pegamos quase todos os grupos de animais! 😀

 

Ao chegar na escola e encontrar todo esse acervo, você pode imaginar a euforia das turmas né? Mostramos mesmo para as turmas que não tinham visitado o museu. Então, nossos tímpanos ficaram seriamente abalados! rsrsrs

 

Aqui, nós decidimos apresentar os animais em grupos, pois foi assim que apresentamos também. Montamos nossa pequena exposição no laboratório de Ciências da escola.

 

Vem ver o tanto que essa garotada curtiu:

 

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Um macaco, uma preguiça e um morcego

Os mamíferos são animais vertebrados, que nascem do ventre materno e se alimentam de leite materno na 1ª fase da vida. Os morcegos são mamíferos voadores que possuem os membros anteriores transformados em asas. Podem ser encontrados em quase todas as regiões do planeta Terra, com exceção das regiões mais frias, como os polos. No Brasil, há 138 espécies de morcegos. Como todos os mamíferos, esses animais possuem o corpo coberto por pelos e alimentam seus filhotes com leite produzido nas glândulas mamárias das fêmeas.

O morcego é um animal que sai à caça no período do amanhecer, anoitecer ou da noite. Por viver em total escuridão, ele utiliza a ecolocalização para se orientar, conseguindo localizar obstáculos e também suas presas. Na ecolocalização, esse animal emite sons com frequências muito altas (impossíveis de serem ouvidas pelo ser humano). Essas frequências, quando batem em algum obstáculo, voltam ao animal em forma de eco, e assim ele consegue se orientar e saber a que distância se encontra o obstáculo à sua frente.

Dentre as várias espécies de morcegos que existem, muitas são benéficas e aliadas dos seres humanos. Dentre essas espécies aliadas, podemos citar a do morcego frugívoro. Esse animal se alimenta somente de frutas; e com esses hábitos alimentares ele consegue espalhar as sementes das árvores, que, quando caem no chão, germinam e se tornam uma árvore. Dessa forma, esse morcego ajuda no reflorestamento, recuperando matas e florestas destruídas pelo homem. Há inúmeras espécies de plantas que dependem exclusivamente do morcego para espalhar suas sementes.

Quer saber mais sobre morcegos e não sabe onde procurar? Ahá! A gente já deixa um link pra você começar suas pesquisas.

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Um lagarto e um jabuti

Depois dos mamíferos, era hora de lembrar as principais características dos répteis. Falamos um pouco desses animais que têm o corpo coberto por escamas ou carapaça, nascem de ovos e nadam ou andam.

E tem anfíbio também.

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Um sapo

Os anfíbios tem a pele úmida e nua, respiram por pulmões e pela pele e também nascem de ovos.

Vai um peixinho aí?

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Cação, piranha e um peixe (esquecemos de anotar o nome :\) )

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O que esse cavalo marinho tá fazendo aqui?

Cavalo marinho é peixe? É sim é um peixe ósseo. Vivem em águas temperadas e tropicais e são conhecidos facilmente por possuírem uma cabeça alongada com filamentos que lembram a crina de um cavalo. Os cavalos marinhos têm uma peculiaridade na reprodução, pois a os machos é que realiza a incubação dos ovos e gera os filhotes. Os filhotes são muito sensíveis, medem cerca de 1 cm e são muito transparentes. Apesar disso, já se tornam completamente independentes assim que nascem. Aqui no Brasil temos duas espécies de cavalo marinho: Hippocampus erectuseHippocampus reidi.

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Hippocampus erectus

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Hippocampus reidi

Já sei, você tá aí morrendo de vontade de saber mais sobre esses peixinhos? Olha aqui.

E como todo mundo sabe, os peixes tem o corpo coberto de escamas, algumas espécies podem ter o corpo coberto por couro, barbatana para nadar, respiram por guelras (asbrânquiasouguelrasessencialmente podem ser encontradas em diversos tipos de organismos).

Por exemplo, no caso dos peixes, ajuda nas trocas gasosas (respiração), mas também é um órgão que pode ajudar naclassificação taxonômicade espécies, ou seja, na identificação de espécies de peixes) e nascem de ovos.

Adivinha? Aqui tem mais um link sobre peixes.

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Um pingüim e um gavião

As aves tem o corpo coberto de penas, têm asas, a boca com bico e nascem de ovos. O Pinguim é uma ave marinha típica do polo sul, principalmente da região da Antártida. São encontrados também nas regiões da Terra do Fogo, Ilhas Malvinas e Galápagos. Estão adaptados para viverem em temperatura baixíssimas (até – 50° C). Possuem uma coloração preta e branca, sendo que algumas espécies possuem detalhes em amarelo.  Estas aves vivem, em média, de 25 a 32 anos.

Apesar de serem aves, os Pinguins não possuem a capacidade do voar. Suas asas são atrofiadas, possuindo a função de barbatanas.  São ótimos nadadores, podem atingir até 40 quilômetros por hora de velocidade. Passam grande parte do tempo dentro da água. A maior parte das espécies possuem hábitos diurnos.  As pernas destas aves secretam uma espécie de óleo, que serve como impermeabilizante contra o frio.

A alimentação dos Pinguins baseia-se em peixes de pequeno porte e algumas espécies de crustáceos como, por exemplo, o krill.  Os principais predadores dos Pinguins são as orcas, tubarões e as focas-leopardo.  A reprodução destas aves varia de acordo com a espécie. Algumas possuem uma época definida para reprodução, enquanto outras se reproduzem durante o ano todo. Na grande parte das espécies, o macho colabora guardando (chocando) os ovos e oferecendo cuidados aos filhotes. Fazem ninhos nas pedras ou em buracos cavados por eles.  O tamanho varia de acordo com a espécie, podendo chegar até 1, 2 metro de altura (caso do Pinguim-imperador). No caso desta espécie, podem pesar até 30 quilos.

E o link sobre pinguins hein, cadê?

Calma, pessoal. Já providenciamos bem aqui. 😉

A vantagem desta atividade foi a oportunidade de oferecer aos alunos a experiência de tocar e sentir a textura da pele dos animais, observar mais de perto e notar detalhes que em fotografias e livro didático ficariam difíceis de serem explicados. E TODOS ficaram muito interessados! <3

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Alguém avisa que eles podem piscar? 😀

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E assim, encerramos mais uma atividade que também serviu de revisão e não deixou de ser uma experiência incrível para os alunos. A visita ao museu foi programada somente para as turmas de 5º ano. Então, se nem todas as turmas puderam ir ao museu… o museu foi até todas as turmas! \o/

Conta pra gente nos comentários o que você achou desta atividade? Tem mais algum site sobre animais ou sobre museus de história natural na sua cidade? Compartilha também. Vem Pensar Ciências!

Até a próxima!

 

 

 

Como funciona um rim?

Saudações, Pensadores de Ciências!
Para fecharmos com chave de ouro os estudos sobre os sistemas do corpo humano estudados nos 4º anos, resolvemos mostrar para as crianças a estrutura interna dos rins, pois além de fazer um papel muito importante no Sistema Circulatório,  ele filtra o sangue do nosso corpo e também tem sua participação no Sistema Urinário, liberando as impurezas do sangue para a bexiga e, consequentemente, eliminando-as na urina.
Descobrimos que o rim de porco tem uma semelhança genética com o rim humano e…adivinha? Começamos a pesquisar material que pudéssemos apresentar aos alunos.
Começamos com este aqui e trouxemos a figura abaixo:
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E era mais ou menos isso que esperávamos encontrar em nossa experiência
Além da foto, trouxemos uma ilustração:
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Esse esquema também foi usado para explicar o funcionamento do rim.
Era hora de começar nossa tarefa do dia. 😀 Fomos ao mercado municipal e compramos um rim de porco para mostrar aos alunos as estruturas internas. Vem ver!
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E como a gente gosta de trabalhar “de verdade”, passamos as mãos para sentir a textura e também usamos o olfato para sabermos qual cheiro poderia ter um órgão que além de filtrar o sangue elimina impurezas. 
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Olha a turminha aí, cheia de curiosidade
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Usamos também nosso livro didático, para auxiliar com o trabalho de abertura do rim.
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E não é que encontramos exatamente as estruturas que tínhamos estudado? Ponto pra nós! 😉
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E ainda identificamos o canal do uréter.
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Observem, mais de perto:
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Claro que a farra não parou por aí, tive que abrir mais alguns rins para comprovar o que tinha dentro.
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E as mãos não paravam de tocar, como você pode ver aí em cima. Todo mundo queria sentir a textura do rim.  Ao final pedi que cada aluno fizesse suas observações no caderno.

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Ficou bom, né? Adoramos! \o/

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E demos por encerrado nosso conteúdo sobre o corpo humano, com mais uma experiência marcante. E agora, o que será que vamos inventar????

Se você tem um palpite, deixe aí nos comentários. Quem sabe você acerta? rsrsrs!

 

Até a próxima!!

Laboratório de Ciências: conhecendo o esqueleto

A atividade que mostramos hoje foi realizada com  a turma do 3° ano, durante o mês de março, entre os dias 16 e 30. Falar sobre corpo humano em aulas de Ciências nos anos iniciais sempre desperta muita curiosidade e interesse dos alunos e com essa atividade não foi diferente.  Ainda mais, quando os alunos souberam que iriam ao laboratório de Ciências.Depois de uma informação dessas, é só preparar os ouvidos pra gritaria geral. 🙉😆

O conteúdo tratava da relação entre esqueleto, articulações e músculoscorpo e movimento. Já no livro, a atenção de todos era grande. Eles queriam saber como somos “por dentro”. Avisamos a eles que havia uma playlist com alguns vídeos em nosso canal. Tivemos aulas com rodas de conversa e, com o apoio das leituras feitas, a  turma concluiu que somos como “geleia sem forma”, na ausência do esqueleto. Marcamos, então, a visita ao laboratório.

Felizmente, nossa escola conta com um espaço razoável, com peças e equipamentos que têm permitido um bom trabalho para todos da área de Ciências.  E a visita ao laboratório é um acontecimento para os alunos. Costumamos brincar dizendo que é nosso “dia de cientista”.

Para os professores, o laboratório representa um espaço para consolidar o aprendizado em sala e para despertar novas perguntas que voltem para a sala de aula, gerando novas atividades no futuro. Esse é o nosso ideal de “ciclo virtuoso”.

No dia da visita, pedi aos alunos que observassem com atenção as estruturas ósseas e articulações e vissem como dependemos do esqueleto para viver.  As turmas começaram a perguntar sobre a alimentação e seu impacto para a saúde dos ossos. “O que faz bem?” “O que pode prejudicar os ossos?” Talvez, retomemos o assunto em outra oportunidade. Essa discussão pode render… (olha o efeito do laboratório aí)

Na chegada ao laboratório, pausa para foto!! 🙂

Aula de Ciências, alunos observam sistema esquelético humano
A visita ao laboratório de Ciências para a observação dos ossos e articulações.

Durante a visita ao laboratório, o que mais chamou a atenção dos alunos foi a aparência geral do esqueleto. Logo começaram a reconhecer os ossos vistos no livro e lembraram todos os nomes. Foi uma euforia!

E todos quiseram ver como somos, comparando o próprio corpo com as estruturas ósseas.

Aula de Ciências, alunos observam sistema esquelético humano
Alunos observam esqueleto no laboratório de ciências

As comparações não paravam. Todos se divertiram.

Aula de Ciências, alunos observam sistema esquelético humano
Alunos observam cada detalhe do corpo humano

 

Aula de Ciências, alunos observam sistema esquelético humano
Alunos verificam as estruturas ósseas
Aula de Ciências, alunos observam sistema esquelético humano
Alunos analisam as estruturas ósseas e articulações

Voltando para a sala de aula, fizemos nova roda de conversa com tudo que foi observado e os alunos registraram no caderno algumas questões sobre medidas para a saúde dos ossos e articulações. Fizemos também a leitura de textos complementares e partimos para prática. Fizemos a montagem de esqueletos. Primeiro de papel, depois de argila.

 

Esqueleto de papel já montado
Esqueleto montado por um dos alunos

E, com a argila, a empolgação dos alunos só aumentou.

Argila usada para representar o esqueleto humano
Aluna trabalhando com argila
Argila usada para representar o esqueleto humano
Aluno usa argila para representar o esqueleto e suas articulações
Argila usada para representar o esqueleto humano
Um exemplo de representação de esqueleto.
Argila usada para representar o esqueleto humano
Mais um exemplo de representação do esqueleto humano e suas articulações
Argila usada para representar o esqueleto humano
Esqueleto produzido por um dos alunos.

Ao final, podemos dizer, com certeza, que todas as expectativas foram superadas. As produções ficaram lindas, as crianças terminaram as aulas respondendo aos exercícios propostos com segurança e nomeando perfeitamente os ossos. Vejam o que a mãe de uma aluna postou no Facebook:

Ensinamentos de Ana Luiza…
“Mãe, vc sabe pra que serve os ossos???
EU – não, e VC? sabe???
AL – pra sustentar nosso corpo, proteger nossos órgãos (pulmão, tripas, coração…) , e se a gente não tivesse ossos, a gente seria como marionete, toda mole… , e o maior osso do corpo e o fêmur…
EU – aham… 😱
Aprendeu direitinho, Janaina Beltram Duarte

Sabemos que o post ficou enooorme, mas….Isso é o que se pode chamar de “missão cumprida”. Foi demais!

Deixe nos comentários sua impressão sobre esta e as demais atividades que já postamos no blog. Sua opinião é muito importante para nós!

Até a próxima!!