Trabalho com reportagem de TV e produção de textos

Saudações,  Pensadores de Ciências!

O post de hoje é pra falar de uma experiência que tivemos em sala e que achamos que corresponde ao que queremos para nossas aulas. Sempre falamos por aqui que nosso maior objetivo é levar conhecimento aos alunos para que eles aprendam a observar e cuidar do meio ambiente.

E foi assim que, discutindo entre nós, uma reportagem do Programa Globo Rural, veiculada pela Rede Globo de Televisão, vimos que tínhamos uma boa oportunidade de praticar essa observação consciente com nossas turmas  dos 5° anos e que você também pode fazer aí na sua escola, com qualquer turma e sobre qualquer conteúdo.  Desenvolvemos um plano de aula que foi dividido nas etapas que você verá a seguir.  Vem com a gente! 😉

 

1ª Etapa: Pra começar, roda de conversa

Conversando com as turmas dos 5º anos sobre os Ecossistemas Brasileiros, chegamos a um ponto que muito nos incomodou: o desmatamento para a criação de gado. Debatemos sobre as áreas que mais sofrem com essa ambição: região do Pantanal e Floresta Amazônica e os estragos para o meio ambiente que a super população de bovinos faz ao nosso planeta. Falamos um pouco sobre as leis de desmatamento e como elas acabam favorecendo “sem querer”, ainda que sem intenção, a extração de nossa flora.
Você pode consultar dados sobre o desmatamento no Brasil nestes artigos aqui e aqui.
2ª Etapa: Trazer mais elementos para o debate
Após a discussão inicial, mostramos o vídeo da reportagem do Globo Rural sobre o Biogás e as vantagens que ele tem levado para a população que o utiliza e como pode amenizar os problemas ambientais envolvidos, contribuindo, inclusive para geração de renda em comunidades rurais.
Assista a reportagem neste link aqui.
3ª Etapa: Produção de Textos
Após assistirem a reportagem e conversarmos sobre o que já sabíamos e o que vimos na matéria, os alunos tinham que escrever pequenas conclusões sobre o que viram. Vejam as primeiras produções da turminha:
Eu achei uma idéia criativa e muito boa, pois ajuda muita gente, a camada de ozônio e as plantas.
Ajudou também várias famílias e o procedimento é simples e prático. Bianca Lopes
E olha o Pedro!
Se reparar, parece nojento, mas na verdade há um processo de pureza que resultou em um gás
limpo, puro, menos poluente e que não fede, ou seja, muito melhor. Pedro Jaqueta
Aqui colocamos também algumas fotos dos textos dos pequenos:
Alguns dos relatórios produzidos em sala
Alguns dos relatórios produzidos em sala
Muito bom, né gente? Nossa proposta era envolver os alunos com uma produção de texto contextualizada e significativa, dando a eles a oportunidade de dizer o que pensam de um tema apresentado.
Os alunos foram estimulados a observar e dar sua opinião sobre o que vimos na reportagem
Os alunos foram estimulados a observar e dar sua opinião sobre o que vimos na reportagem
Todos tiveram a chance de falar e, principalmente, de ouvir o outro, de ver uma produção sobre o tema, de analisar, comparar os dados que levamos para a sala e tirar suas conclusões. E, no momento seguinte, compartilhar suas conclusões com a turma. Toda a contribuição é válida e é isso que queremos mostrar.
Mais relatórios
Mais relatórios

Por isso, no primeiro momento, deixamos a escrita livre. Somente no segundo momento, faremos as correções ortográficas e gramaticais para que eles passem a limpo, no caderno, a versão final dos seus textos.

Os alunos conseguiram perceber que os problemas do meio ambiente são complexos e que devemos buscar soluções criativas
Os alunos conseguiram perceber que os problemas do meio ambiente são complexos e que devemos buscar soluções criativas
Compartilhar conhecimento é sempre bom. Por isso, deixe você também suas impressões e experiências aí nos comentários. Queremos saber como você anda Pensando Ciências! 😉
Que venham as próximas atividades! Até lá

Como funciona um rim?

Saudações, Pensadores de Ciências!
Para fecharmos com chave de ouro os estudos sobre os sistemas do corpo humano estudados nos 4º anos, resolvemos mostrar para as crianças a estrutura interna dos rins, pois além de fazer um papel muito importante no Sistema Circulatório,  ele filtra o sangue do nosso corpo e também tem sua participação no Sistema Urinário, liberando as impurezas do sangue para a bexiga e, consequentemente, eliminando-as na urina.
Descobrimos que o rim de porco tem uma semelhança genética com o rim humano e…adivinha? Começamos a pesquisar material que pudéssemos apresentar aos alunos.
Começamos com este aqui e trouxemos a figura abaixo:
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E era mais ou menos isso que esperávamos encontrar em nossa experiência
Além da foto, trouxemos uma ilustração:
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Esse esquema também foi usado para explicar o funcionamento do rim.
Era hora de começar nossa tarefa do dia. 😀 Fomos ao mercado municipal e compramos um rim de porco para mostrar aos alunos as estruturas internas. Vem ver!
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E como a gente gosta de trabalhar “de verdade”, passamos as mãos para sentir a textura e também usamos o olfato para sabermos qual cheiro poderia ter um órgão que além de filtrar o sangue elimina impurezas. 
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Olha a turminha aí, cheia de curiosidade
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Usamos também nosso livro didático, para auxiliar com o trabalho de abertura do rim.
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E não é que encontramos exatamente as estruturas que tínhamos estudado? Ponto pra nós! 😉
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E ainda identificamos o canal do uréter.
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Observem, mais de perto:
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Claro que a farra não parou por aí, tive que abrir mais alguns rins para comprovar o que tinha dentro.
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E as mãos não paravam de tocar, como você pode ver aí em cima. Todo mundo queria sentir a textura do rim.  Ao final pedi que cada aluno fizesse suas observações no caderno.

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Ficou bom, né? Adoramos! \o/

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E demos por encerrado nosso conteúdo sobre o corpo humano, com mais uma experiência marcante. E agora, o que será que vamos inventar????

Se você tem um palpite, deixe aí nos comentários. Quem sabe você acerta? rsrsrs!

 

Até a próxima!!

Sequência Didática: trabalhando a classificação de animais

Saudações, queridos Pensadores de Ciências!
Hoje é dia de dividirmos com vocês mais uma sequência didática. Já mostramos uma parecida nesse post aqui, com destaque para os répteis. Mas falando de estudo e classificação de animais, um tema que sempre atrai os pequenos, pensamos em criar mais uma, envolvendo pássaros, que também têm lugar cativo na curiosidade dos alunos.
Quer ver como ficou? Já sabe o esquema, né? A gente gosta de explicar tudo bem direitinho! Então… segura na nossa mão e vem!
Tema: Classificação dos animais.
Turmas: 3º ano do ciclo I
Conteúdos participantes: Língua Portuguesa, Ciências e Artes
Texto Norteador: Mil pássaros pelos céus, Ruth Rocha, São Paulo: Ática, 2004
Capa do livro de Ruth Rocha
Capa do livro de Ruth Rocha
Você pode pesquisar a compra deste livro nesse link.
 1ª Etapa:
Leitura Visual
* Quais os animais que aparecem na capa?
* O que já sabemos sobre eles?
2ª Etapa:
Leitura Interpretativa
* Por que a cidade chama-se Passaredo?
* O que significa a palavra arvoredo?
* O que significa gorjeiam, chiam, e etc? (palavras da segunda estrofe)
* Conhecem mais algum pássaro que não esta descrito no texto?
* Por que os pássaros foram embora?
* Por que tudo ficou uma grande tristeza?
* Para que serve uma luneta?
* O que significa a palavra peremptório?
* Por que o sábio pediu para as pessoas tocarem músicas?
* Por que as aves voltaram?
* As pessoas ficaram felizes com a volta das aves?
3ª Etapa:
Leituras Complementares
* O Galo Aluado, no Livro Boi da Cara Preta, Sérgio Caparelli, Porto Alegre, L&PM, 2004
Mais uma obra de Sérgio Caparelli
Você encontra esse livro aqui

Sugerimos trabalhar com os alunos, uma atividade de contação de histórias, para envolver ainda mais a turma com o conteúdo estudado. Além dos livros acima, é muito bom ter alguns materiais lúdicos, que nos apoiem durante a contação. Aqui, tem uma sugestão nossa, mas você pode confeccionar outros itens, com outros materiais. Tudo depende da nossa imaginação! 😉

 Material para ajudar na contação das histórias.
Pássaro de papel, como um recurso da contação de histórias
Pássaro de papel, como um recurso da contação de histórias. Nossa escolha foi o E.V.A
O pássaro também pode ser feito com pano
O pássaro também pode ser feito com tecido e enchimento também com retalhos.
Após trabalharmos de modo bem lúdico, podemos explorar com os alunos os conteúdos que envolvem o estudo das aves. podemos partir de uma roda de conversa e verificar o que eles sabem sobre o tema.
4ª Etapa:
Conhecimentos Específicos
* O que são aves?
* Como nascem as aves? Como são classificadas quanto a reprodução?
* Existem aves que não voam?
* Do que é coberto o corpo das aves?
* Como são classificadas quanto sua alimentação?
 Após essas perguntas e de conversar com os alunos sobre suas hipóteses, pode-se usar uma sequência lógica para mostrar o desenvolvimento do embrião dentro do ovo.
Com essa sequência, é fácil entender o desenvolvimento das aves
Com as imagens, é mais fácil entender o desenvolvimento das aves
5ª Etapa:
Construção de ficha técnica
* “Ficha do bicho” é uma atividade que pode fazer levando vários textos de pássaros e suas características e pedir que as crianças construam ou completem a ficha abaixo ou outra que você elabore, de acordo com o trabalho a ser desenvolvido. Dessa forma, podemos estimular a escrita de nossos alunos. Deixamos aqui alguns exemplos de ficha e de textos que podem ser levados para sala:
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Existe um aplicativo Aves do Brasil–Amazônia, do Planeta Sustentável, (disponível para Android) que pode ser muito útil na classificação de pássaros se houver uma proposta de estudo do meio ou visita a um museu de ciências.

6ª Etapa
Construção de material lúdico:
* Usando figuras de pássaros pode-se construir quebra cabeças. É possível oferecer uma base para que a imagem seja colada ou as próprias crianças com o uso de régua podem riscar e recortar seus quebra cabeças.
E se você quiser criar novos desafios para sua turma. Você pode acessar esse link aqui, que achamos no Pinterest
E se quiser mais informações sobre pássaros, veja esse outro aqui.
Aqui estão algumas atividades bem simples, para montarmos em sala.
É possível montarmos quebra - cabeça em sala
É possível montarmos quebra – cabeça em sala
Mais um exemplo de quebra - cabeças
Mais um exemplo de quebra – cabeças
7ª Etapa:
Avaliação
* Pode-se desenvolver uma avaliação escrita, roda de conversa e avaliação do material produzido. Se você desenvolver com os alunos outros tipos de recursos visuais, que tal uma exposição em sua escola? Ou quem sabe, montar uma pequena apresentação dos seus alunos para outras turmas ou para os pais? Mais uma vez, o que vai mandar aqui é a sua criatividade!
E assim, fizemos mais um plano de aula que você pode modificar, (re)planejar de acordo com o perfil de suas turmas e os materiais que você tiver. O mais importante é acreditar que um trabalho como esse pode ser feito em sua escola, em parceria com outras turmas e, no fim, a meninada vai saber muito mais e de modo significativo sobre as aves. Você pode ainda pensar em sequências semelhantes para outros animais. Que tal?
Ah! Você pode, durante as atividades, colocar CD com sons de pássaro para tornar mais ilustrada e real a atividade.
Olha aí um exemplo de CD!

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Deixe no comentários as suas experiências. Já fez algo parecido? Colabore com outros professores. A ideia deste espaço é ser uma grande troca de ideias e reflexões sobre o nosso trabalho cotidiano. Não deixe de Pensar Ciências!
Até a próxima!

Sistema Solar: As turmas do 5° ano e o desafio do seminário

Salve, Pensadores de Ciências!

O post de hoje é pra falar duas coisas ao mesmo tempo: o conteúdo previsto para nossas turmas do 5° ano dos anos iniciais do ensino fundamental e a dificuldade de trabalhar com o modelo de seminário com os alunos menores. As apresentações orais nos dão oportunidade de desenvolver muitas competências dos alunos, então, por que será que não exploramos tanto essa modalidade? Você tem alguma hipótese? Então, vai pensando daí, que vamos pensando daqui…

Vem com a gente que mostraremos como trabalhamos o conteúdo com as turmas e depois falamos mais um pouco sobre isso.

Estabelecemos algumas etapas para o trabalho e ficou assim:

A proposta:
As duas salas dos 5º anos foram divididas em 4 grupos cada e cada grupo ficou de fazer uma pesquisa sobre um planeta que foi sorteado em sala.
Mas, como a gente gosta mesmo é de um bom desafio, colocamos um “algo mais” no trabalho. A ideia era que cada grupo trouxesse o que está além dos livros didáticos, uma curiosidade ou algo inusitado de cada planeta. Queríamos, com isso, que as crianças se mantivessem atentas aos detalhes. Não podíamos correr o risco de cair o famigerado “copiar e colar”. A exigência de trazer uma curiosidade, faria com que lessem de maneira mais atenta, que relacionassem com o conteúdo estudado sobre os outros planetas e que, ao comparar os dados, concluíssem o que havia de diferente entre um astro e outro.
Além das rodas de conversa e imagens do livro que usamos em sala de aula, fizemos várias visitas ao laboratório de informática e pudemos ver o site do Planetário do Rio de Janeiro. Lembra que nós falamos dele aqui neste post? A pesquisa inicial foi fundamental para revisar o que os alunos já sabiam e para dar ideias para a apresentação dos trabalhos.
E lá fomos nós! \o/
Chegou o grande dia! Além do trabalho as crianças deveriam trazer um cartaz com as ideias mais relevantes e também uma representação plana do planeta em escala. E saiu cada trabalho lindo! Desse jeito, nossos pequenos cientistas, vão acabar virando pequenos astronautas! 😀

Aí as apresentações começaram e foi aquele “desfile” de planetas! rsrsrs

Com o cartaz repleto de informações, não foi difícil saber um pouco mais sobre o planeta Mercúrio
Com o cartaz repleto de informações, não foi difícil saber um pouco mais sobre o planeta Mercúrio

A turminha de Urano também preparou um cartaz especial, cheio de informações:

Um close de Urano! 😉
Um close de Urano! 😉
Também vimos curiosidades sobre Vênus
Também vimos curiosidades sobre Vênus
Saturno e seus anéis sempre despertam a atenção de todo mundo
Saturno e seus anéis sempre despertam a atenção de todo mundo
A pesquisa de imagens serviu de apoio às explicações dos seminários
A pesquisa de imagens serviu de apoio às explicações dos seminários
Além da representação do planeta, das imagens e do cartaz, cada grupo tinha que entregar um registro escrito. Dá uma olhada nas capas! ❤
Os corações provam a alegria da turma! 😊
Os corações provam a alegria da turma! 😊
Olha essa capa!! 😍
Todos os grupos se dedicaram e o resultado não poderia ter sido melhor! 😍
 Legal, né?!

Para finalizar nosso plano de aula, pedimos que fosse apresentado um seminário, prática que não é muito constante no 5º ano, muito menos um trabalho deste nível. O nosso propósito é desafiar os alunos não só com novas maneiras de tratar o conteúdo mas também nas práticas em sala de aula. O desafio é para nós, mas também para eles.

 

E foi um desafio daqueles, pois, mesmo explicando algumas vezes, alguns grupos tiveram dificuldades em realizar a atividades. Isso nos faz ter certeza de que queremos continuar estimulando essa prática, que por vezes, é negligenciada no ensino fundamental, mas é extremamente cobrada nos níveis médio e superior.
Acreditamos que a dificuldade dos professores em trabalhar com o seminário pode ser um pouco de receio da resposta por parte dos alunos que, quando muito jovens, têm mais medo de se expor no grupo. Muitos são extremamente tímidos na infância e, por isso mesmo, achamos que essa atividade deve sempre ser considerada. Como dissemos lá em cima, ela pode desenvolver várias habilidades dos alunos que, a nosso ver, justificam “correr o risco” de montar um seminário com os alunos.
A exposição oral trabalha, desde o início, a organização dos alunos, a divisão de tarefas e o estímulo ao desenvolvimento da liderança. Alternando os líderes nos grupos, os alunos têm a chance de aprender a planejar e delegar tarefas, ouvir e respeitar as opiniões de todos e também de propor soluções para a execução do trabalho. Temos também as vantagens mais “óbvias” de se trabalhar com seminários: aprender a falar em público, aprender a ouvir uma apresentação e fazer perguntas, refletir sobre o que acabou de ouvir, comparar com o que já se sabe e pensar sobre a própria maneira de falar e apresentar.
Tá vendo? O trabalho com seminários só traz vantagens para a sala de aula. Não há motivos para não fazer! E você? O que acha? Como aluno, qual sua maior dificuldade com apresentações orais? E você, professor? O que vê de positivo no trabalho com seminários? Compartilhe conosco as suas opiniões. Será um prazer trocarmos ideias sobre este e outros temas que aparecem na sala de aula.
Até a próxima!

Experiência: Misturas e Separação de Misturas

Saudações, queridos Pensadores de Ciências!

A experiência que trazemos hoje foi feita com nossa turminha de 3° ano. O conteúdo prevê o estudo de misturas homogêneas e heterogêneas, além do estudo dos processos de filtragem e separação das misturas.

Vem ver como ficou!!

Começamos a aula com uma boa roda de conversa, perguntando o que eles sabiam sobre “misturar coisas” e como eles achavam que  algumas substâncias se comportariam se fossem misturadas com água. Depois dessa conversa inicial, fizemos a leitura de um texto, que foi, posteriormente colado no caderno dos alunos para as consultas futuras.

Leitura feita em sala para introduzir o tema
Leitura feita em sala para introduzir o tema
À medida que eu ia fazendo as misturas eles observavam e diziam se era homogênea e heterogênea. Aí, para facilitar as explicações, fomos construindo, na lousa, cada uma das misturas e sua definição como homogênea ou heterogênea.
Início da explicação
Início da explicação e primeira mistura
A primeira mistura foi com água e sal
A primeira mistura foi com água e sal
Resolvemos acrescentar terra à mistura
Resolvemos acrescentar areia à água
Resultado
Resultado
Depois da areia, já desenhamos a mistura com álcool
Depois da areia, já desenhamos a mistura com álcool
E já fizemos a mistura com álcool
E já fizemos a mistura com álcool
Mais uma mistura pra fazer
Mais uma mistura pra fazer: areia e sal
Mais uma mistura na lousa
Mais uma mistura na lousa
Água e óleo
Água e óleo
Resultado de mistura heterogênea
Resultado de mistura heterogênea
Resultado de nossas experiências representado na lousa
Resultado de nossas experiências representado na lousa

Agora, estava na hora de falar da separação das misturas

Processos de separação de misturas
Processos de separação de misturas
Fazendo a filtragem, foi possível fixar o conceito de mistura
Fazendo a filtragem, foi possível fixar o conceito de mistura
Os alunos puderam ver o resultado final da separação da mistura
Os alunos puderam ver o resultado final da separação da mistura
O que despertou mais curiosidade foi o processo de filtração. Eles queriam saber se podia ser consumida a água, ai cai na besteira de dizer que
existem mais processos de filtração e um bastante comum que temos em casa é o de filtro de carvão. Disse que se passássemos a água do filtro no carvão e depois colocássemos o Hipoclorito de sódio acreditava que estaria ok para o consumo. Daí lembraram da série “Largados e Pelados”, no Canal Discovery e me disseram que se a água fosse fervida também estaria ok.
Perguntei porquê a água deveria ser fervida?
-Pq tem vermes e bactérias que não dá pra ver e dão dor de barriga, Professora!
Depois dessa resposta de-fi-ni-ti-va, só me restava declarar:
Caso encerrado!  😀
Como sempre dizemos por aqui. Atividades simples, quando apresentadas de maneira que envolva os alunos, rendem bons resultados. Já tinha aluno dizendo que ia fazer em casa. Só esperamos que as mães não fiquem zangadas com toda essa “mistureba”! rsrsrsrs
Como você ensinou sobre misturas e separações em sua turma? Conte pra gente aí nos comentários!
Até a próxima!

 

Sequência Didática: Classificação dos Animais

Salve, Pensadores de Ciências!
Vocês já sabem que, por aqui, a gente não para de ler, de pensar propostas para nossos alunos. Uma das coisas que a gente mais gosta é revirar os arquivos do que já lemos, de cursos e palestras e, com novo olhar, reformular atividades de acordo com o perfil das salas com que trabalhamos no momento. 😉
Daí, que revirando um desses arquivos, e aproveitando o momento de aulas multidisciplinares e até transdisciplinares, resolvemos montar um plano de aula para o ciclo I, no qual  utilizaremos várias linguagens para que os alunos possam absorver de maneira lúdica e transparente todo o conteúdo que desejamos transmitir.
Existem cinco níveis de leitura e como trabalhamos com crianças do 3º ano, o nível aqui indicado é o interpretativo, onde o aluno evolui da simples compreensão imediata à interpretação das ideias do texto, adquirindo fluência no ato de ler. A aquisição de conceitos de espaço, tempo e causa, bem como o desenvolvimento das capacidades de classificar, ordenar e enumerar dados permitem que o estudante adentrem mais no texto e exija leituras mais complexas. Porém pode-se aplicar a sequência em alunos do 2º ano sem maiores problemas.
Quer ver como ficou? Então, segura na nossa mão porque esse post ficou longo. Mas a gente promete que vai valer a pena ❤
Sequência Didática
Conteúdo trabalhado: Classificação dos Animais
Livro Paradidático utilizado: Lelé, o jacaré maluco. Gontijo, Solange Avelar Fonseca,
Companhia Editora Nacional / Miguilim 2004.
Capa do livro
Capa do livro que nos deu a ideia desta sequência
 1ª Etapa
Atividade Introdutória à recepção do texto:
O professor inicia um dialogo com os alunos, centrado na identificação de animais selvagens/domésticos. Para chegar ao nome do jacaré, o professor poderá propor alusões referentes a ele, por exemplo; jeito de andar, boca com dentes afiados, ora fica na água, ora fica naterra,tipo de cobertura de seu corpo, alimentação (Estamos aqui classificando os animais de acordo com seu habitat, alimentação e classificação).
Nomeando esse animal selvagem, o professor interroga seus alunos a respeito do conhecimento prévio, com o intuito de prepará-los para o cômico da figura representada no texto (a maluquice do jacaré). A seguir o professor mostra a capa do livro e lê o título para os alunos.
O professor desafia os alunos com a seguinte pergunta:
Quais as palavras do título que têm o mesmo significado (sentido)?
Quais as palavras do título rimam (terminam com o mesmo som)?
2ª Etapa
Leitura compreensiva e interpretativa do texto
O professor lê a narrativa para os alunos e, simultaneamente, mostra as ilustrações. Em seguida. O professor relê a narrativa, questionando os alunos a respeito do texto. Por exemplo:
Qual é o modo de andar de Lelé?
O que acontece quando Lelé passa?
Por que Lelé usa óculos?
Para que Lelé lê jornal?
Pode-se ir aprofundando nas questões dependendo do nível das crianças:
 Como é o jacaré?
Seu corpo é coberto de que?
Como nascem os jacarés?
Qual sua alimentação?
Existe predador para ele na cadeia alimentar?
O que faz o jacaré Lelé?
Por que Lelé ficou mesmo biruta?
Por que a bicharada se diverte com Lelé?
Para você, Lelé é mesmo lelé?
Quais as palavras do texto têm o mesmo sentido de maluco?
3ª Etapa
Transferência e aplicação da leitura
Nomeando esse animal selvagem, o professor interroga seus alunos a respeito do
conhecimento prévio, com o intuito de prepará-los para o cômico da figura representada no texto (
a maluquice do jacaré).
A seguir o professor mostra a capa do livro e lê o título para os alunos.
O professor desafia os alunos com a seguinte pergunta:
Quais as palavras do título que têm o mesmo significado (sentido)?
Quais as palavras do título rimam (terminam com o mesmo som)?
Leitura compreensiva e interpretativa do texto
O professor lê a narrativa para os alunos e, simultaneamente, mostra as ilustrações.
Em seguida. O professor relê a narrativa, questionando os alunos a respeito do texto.
Por exemplo:
Qual é o modo de andar de Lelé?
O que acontece quando Lelé passa?
Por que Lelé usa óculos?
Para que Lelé lê jornal?
Pode-se ir aprofundando nas questões dependendo do nível das crianças:
Como é o jacaré?
Seu corpo é coberto de que?
Como nascem os jacarés?
Qual sua alimentação?
Existe predador para ele na cadeia alimentar?
O que faz o jacaré Lelé?
Por que Lelé ficou mesmo biruta?
Por que a bicharada se diverte com Lelé?
Para você, Lelé é mesmo lelé?
Quais as palavras do texto tem o mesmo sentido de maluco?
Transferência e aplicação da leitura
Após a exploração do texto, o professor estimula os alunos a apresentarem outras invenções de Lelé. Pode-se apresentar o poema “Jacaré Letrado” de Sérgio Capparelli e, em seguida, questionar se eles acham que Lelé é letrado e por quê. Pode-se apresentar também os poemas:
Outra obra que pode ser utilizada com os alunos
Outra obra que pode ser utilizada com os alunos
Jacaré de papo amarelo de Lalau e Laurabeatriz, encontrado no livro, Brasileirinhos poesia para os bichos mais especiais da nossa fauna. Editora COSAC & NAIFY
Esta obra também oferece uma boa oportunidade de trabalho em sala
Esta obra também oferece uma boa oportunidade de trabalho em sala
Os dentes do jacaré de Sergio Caparelli, encontrado no livro Boi da Cara preta, editora L&PM
Mais uma obra de Sérgio Caparelli
Mais uma obra de Sérgio Caparelli
Pode-se usar o livro-imagem: “Vitor e o Jacaré”, de Mariana Massarani, editora Studio Nobel.
Mais uma sugestão, da editora Studio Nobel
Mais uma sugestão, com o livro imagem da editora Studio Nobel
4ª Etapa
Proposta de trabalho visual
O professor pode pedir que os alunos desenhem um jacaré em seu habitat natural. Pode-se fazer uma colagem de jornal, ou outro material que possa simular a cobertura do animal.
Rascunho, para montarmos os jacarés com os pequenos
Rascunho, para montarmos os jacarés com os pequenos
5ª Etapa
Conscientização
Nesta última parte, podemos falar do risco que corre esse animal, pelo seu couro usado em roupas e acessórios e pela caça por diversão e a ocupação do seu habitat.
Pode-se trazer artigos sobre animais em extinção. Para isso, separamos alguns links
Apoio visual para os trabalhos:

O site do Boticário oferece material de apoioO site da Fundação Grupo Boticário oferece material de apoio

 

 E depois de tanta pesquisa, que tal ter o nosso próprio jacaré?
Com nosso jacaré montado, é só diversão!
Jacaré construído com arame e tecido, para que as crianças possam manipular o “animal”
As crianças conseguem aprender e se divertir com criatividade
As crianças conseguem aprender e se divertir com criatividade
6ª Etapa
Avaliação:
Achamos que o meio mais adequado para avaliação nessa etapa do desenvolvimento (2° ou 3° ano dos anos iniciais) é a roda de conversa. Com esse procedimento, entendemos que é possível oferecer às crianças a oportunidade de socializar todo o conhecimento adquirido e a opinião a respeito de tudo que viram durante a execução da sequência didática.
E aí? Gostaram das dicas? Você, aluno, já fez algo parecido em sua escola? E você, professor? Gostaria de tentar? Deixe suas sugestões aí nos comentários. Divulgue esta e outras de nossas atividades em suas redes sociais!
Até a próxima!

Aulas do quarto ano: Funcionamento do rim

Saudações, Pensadores de Ciências!

Hoje falaremos da nossa turminha do quarto ano e suas experiências com os sistemas do corpo humano. Hoje é o dia de falarmos sobre os rins e seu importante papel de filtro do nosso sangue.

Para começar, fizemos uma recapitulação dos sistemas vistos anteriormente: digestivo, circulatório e respiratório e como estão interligados entre si e também o papel dos rins para o funcionamento de todo o organismo.

Ao falarmos do sistema respiratório, lembramos de seu papel nas trocas gasosas de O2 e CO2 no sangue. Falamos, em seguida, do próprio sangue e de sua tarefa de captar os nutrientes do intestino delgado e aí começamos a falar do rim e de sua função na filtragem do sangue. Afinal, nem tudo é aproveitado no processo de nutrição e o material que sobra é levado ao rim, para filtragem.

Para embasar nosso trabalho usamos o documento da Academia Brasileira de Ciências (ABC), produzido pelo projeto Mão na Massa, um grupo de estudos da ABC que propõe o ensino a partir da perspectiva investigativa e não meramente expositiva. Já falamos do site da ABC aqui.

Imaginem o quanto gostamos desse pessoal da Academia? ❤

Resolvemos postar o texto da ABC para que os amigos professores que consultam nosso blog possam conhecer o nosso ponto de partida.

Sequência didática ABC

Conforme a sequência didática propõe, falamos também das doenças que podem afetar o rim e os males causados pela falta de água no organismo

Agora vamos às imagens da nossa turminha! \o/

Material usado para experiência
Material usado para experiência
A primeira parte da atividade conta com a filtragem feita pelo rim
A primeira parte da atividade conta com a filtragem feita pelo rim
observe o algodão, com a função de ajudar na filtragem
Observe o algodão exercendo a função dos néfrons, auxiliares da filtragem do sangue
Café usado para representar as substâncias que nosso rim precisa fltrar
Café usado para representar as substâncias que nosso rim precisa filtrar
Começando o trabalho de filtragem do rim
Começando o trabalho de filtragem do rim
Com a filtragem em andamento, podemos ver o resultado do trabalho do rim, a produção de urina
Com a filtragem em andamento, podemos ver o resultado do trabalho do rim, a produção de urina

Ao final, da experiência, observamos resíduos que, se não forem eliminados totalmente, podem ocasionar o cálculo renal. A famosa “pedra no rim”.

As substâncias, após a filtragem
Para evitar acúmulo que possa levar à formação de “pedras” nos rins, o ideal é beber bastante água diariamente

E é claro que não poderíamos deixar de registrar no caderno essa experiência!

Nossos alunos registram cada etapa da experiência
Nossos alunos registram cada etapa do trabalho
A representação em desenho também é muito importante
A representação com imagens do fenômeno observado é fundamental para a compreensão dos alunos

Os alunos ficaram tão animados com essa experiência que logo, logo, faremos mais uma ligada ao funcionamento dos rins. Mas…por enquanto é segredo!! 😀

Continue acompanhando nosso blog e deixando seus comentários e sugestões.

Até a próxima!

 

Aulas do quarto ano: sistema respiratório

Salve, Pensadores de Ciências!

No post de hoje, falaremos das aulas das nossas turminhas do quarto ano. O conteúdo está centrado no funcionamento do corpo humano e seus sistemas. Para quem não lembra ou não acompanhou, já mostramos algumas das atividades que fizemos com eles aqui e aqui.

Começamos a aula com uma breve revisão sobre os sistemas digestório e circulatório. Para seguir com a sequência didática que montamos, partimos para um levantamento de hipóteses sobre a nossa respiração. Nossas rodas de conversa, sempre muito animadas, começaram com aquele “agito” que a gente conhece. Todos querendo falar, ao mesmo tempo, o que sabiam. E não é que a meninada já sabia de várias coisas? 😉 Vem ver!

Os alunos sabiam que o órgão inicial do sistema era o nariz e que o mais importante era o pulmão!

Mas não conheciam ainda a importância dos pelos do nariz e nem a função dos alvéolos pulmonares e diafragma. E foi daí que partimos. Além de observarmos o quanto é importante o sistema respiratório, falamos de algumas curiosidades sobre essa parte do nosso corpo. Perguntando a importância dos pelos do nariz, por exemplo, chegamos ao espirro!

E tudo funciona mais ou menos assim: quando pedacinhos de sujeira fazem nosso nariz coçar, o corpo respira fundo e fecha as cordas vocais. Quando elas se abrem de novo, o ar sai de lá a uma velocidade de até 160 quilômetros por hora! Isso é o que chamamos de espirro. Imaginem a carinha de espanto dos alunos! 😀

Mas para que tudo isso corra bem, a Inspiração, Expiração, o Espirro e etc., necessitamos do Diafragma, que é uma grande camada de músculos que fica bem abaixo dos pulmões e tem papel importante na inspiração e expiração.

Bom, a ideia já estava mais clara para os alunos, todos tinham percebido a importância do sistema respiratório e de sua ligação com os demais sistemas do corpo humano. Também colocamos, em nosso canal no YouTube, vídeos que davam mais explicações sobre tudo que vimos.

Nosso plano de aula previa ainda um trabalho em sala sobre os movimentos de Inspiração e Expiração. Em duplas, os alunos puderam sentir o movimento do corpo e do diafragma para que o processo da respiração aconteça:

Alunos observam movimentos do sistema respiratório
Alunos veem a diferença dos movimentos respiratórios

 

Alunos observam movimentos do sistema respiratório
Alunos observam com auxílio de uma bexiga

Mas como, por aqui, nós gostamos mesmo é de “mão na massa”, claro que tratamos de propor uma atividade prática! Bastou dizer: “Vamos fazer um pulmão?” pra euforia (e a gritaria) tomar contada sala!! rsrs

Veja o material que utilizamos. Você vai precisar de:

  • Uma garrafa plástica pequena, que será recortada
  • Tesoura
  • Uma bexiga para ficar dentro da garrafa, simulando o pulmão
  • Uma bexiga na parte externa da garrafa, simulando o diafragma
Garrafa plástica usada para experiência com sistema respiratório
Corte a parte de baixo da garrafa
Bexiga usada para experiência com sistema respiratório
Você precisará de uma bexiga na parte interna

 

Bexiga usada para experiência com sistema respiratório
E uma outra bexiga ficará na parte externa da garrafa

Agora, montado:

Simulação de sistema respiratorio
Seu “pulmão” ficará assim
Pulmão artificial para experiência com sistema respiratório
Observe como funcionará nosso pulmão

Na foto acima, dá pra ver como fica o nosso sistema, com o diafragma fazendo os movimentos que permitem inspirar e expirar.

Chegamos ao final desta atividade, com os alunos muito contentes. Todos, partindo do que já sabiam, puderam entender facilmente o funcionamento do sistema. Missão cumprida por hoje! Quem aí já quer saber qual é a próxima? o/

Ficou com alguma dúvida? Quer sugerir alguma experiência ligada ao sistema respiratório? Fez algo parecido na sua escola? Fale com a gente aí nos comentários!

Até a próxima!