Sistema Solar: As turmas do 5° ano e o desafio do seminário

Salve, Pensadores de Ciências!

O post de hoje é pra falar duas coisas ao mesmo tempo: o conteúdo previsto para nossas turmas do 5° ano dos anos iniciais do ensino fundamental e a dificuldade de trabalhar com o modelo de seminário com os alunos menores. As apresentações orais nos dão oportunidade de desenvolver muitas competências dos alunos, então, por que será que não exploramos tanto essa modalidade? Você tem alguma hipótese? Então, vai pensando daí, que vamos pensando daqui…

Vem com a gente que mostraremos como trabalhamos o conteúdo com as turmas e depois falamos mais um pouco sobre isso.

Estabelecemos algumas etapas para o trabalho e ficou assim:

A proposta:
As duas salas dos 5º anos foram divididas em 4 grupos cada e cada grupo ficou de fazer uma pesquisa sobre um planeta que foi sorteado em sala.
Mas, como a gente gosta mesmo é de um bom desafio, colocamos um “algo mais” no trabalho. A ideia era que cada grupo trouxesse o que está além dos livros didáticos, uma curiosidade ou algo inusitado de cada planeta. Queríamos, com isso, que as crianças se mantivessem atentas aos detalhes. Não podíamos correr o risco de cair o famigerado “copiar e colar”. A exigência de trazer uma curiosidade, faria com que lessem de maneira mais atenta, que relacionassem com o conteúdo estudado sobre os outros planetas e que, ao comparar os dados, concluíssem o que havia de diferente entre um astro e outro.
Além das rodas de conversa e imagens do livro que usamos em sala de aula, fizemos várias visitas ao laboratório de informática e pudemos ver o site do Planetário do Rio de Janeiro. Lembra que nós falamos dele aqui neste post? A pesquisa inicial foi fundamental para revisar o que os alunos já sabiam e para dar ideias para a apresentação dos trabalhos.
E lá fomos nós! \o/
Chegou o grande dia! Além do trabalho as crianças deveriam trazer um cartaz com as ideias mais relevantes e também uma representação plana do planeta em escala. E saiu cada trabalho lindo! Desse jeito, nossos pequenos cientistas, vão acabar virando pequenos astronautas! 😀

Aí as apresentações começaram e foi aquele “desfile” de planetas! rsrsrs

Com o cartaz repleto de informações, não foi difícil saber um pouco mais sobre o planeta Mercúrio
Com o cartaz repleto de informações, não foi difícil saber um pouco mais sobre o planeta Mercúrio

A turminha de Urano também preparou um cartaz especial, cheio de informações:

Um close de Urano! 😉
Um close de Urano! 😉
Também vimos curiosidades sobre Vênus
Também vimos curiosidades sobre Vênus
Saturno e seus anéis sempre despertam a atenção de todo mundo
Saturno e seus anéis sempre despertam a atenção de todo mundo
A pesquisa de imagens serviu de apoio às explicações dos seminários
A pesquisa de imagens serviu de apoio às explicações dos seminários
Além da representação do planeta, das imagens e do cartaz, cada grupo tinha que entregar um registro escrito. Dá uma olhada nas capas! ❤
Os corações provam a alegria da turma! 😊
Os corações provam a alegria da turma! 😊
Olha essa capa!! 😍
Todos os grupos se dedicaram e o resultado não poderia ter sido melhor! 😍
 Legal, né?!

Para finalizar nosso plano de aula, pedimos que fosse apresentado um seminário, prática que não é muito constante no 5º ano, muito menos um trabalho deste nível. O nosso propósito é desafiar os alunos não só com novas maneiras de tratar o conteúdo mas também nas práticas em sala de aula. O desafio é para nós, mas também para eles.

 

E foi um desafio daqueles, pois, mesmo explicando algumas vezes, alguns grupos tiveram dificuldades em realizar a atividades. Isso nos faz ter certeza de que queremos continuar estimulando essa prática, que por vezes, é negligenciada no ensino fundamental, mas é extremamente cobrada nos níveis médio e superior.
Acreditamos que a dificuldade dos professores em trabalhar com o seminário pode ser um pouco de receio da resposta por parte dos alunos que, quando muito jovens, têm mais medo de se expor no grupo. Muitos são extremamente tímidos na infância e, por isso mesmo, achamos que essa atividade deve sempre ser considerada. Como dissemos lá em cima, ela pode desenvolver várias habilidades dos alunos que, a nosso ver, justificam “correr o risco” de montar um seminário com os alunos.
A exposição oral trabalha, desde o início, a organização dos alunos, a divisão de tarefas e o estímulo ao desenvolvimento da liderança. Alternando os líderes nos grupos, os alunos têm a chance de aprender a planejar e delegar tarefas, ouvir e respeitar as opiniões de todos e também de propor soluções para a execução do trabalho. Temos também as vantagens mais “óbvias” de se trabalhar com seminários: aprender a falar em público, aprender a ouvir uma apresentação e fazer perguntas, refletir sobre o que acabou de ouvir, comparar com o que já se sabe e pensar sobre a própria maneira de falar e apresentar.
Tá vendo? O trabalho com seminários só traz vantagens para a sala de aula. Não há motivos para não fazer! E você? O que acha? Como aluno, qual sua maior dificuldade com apresentações orais? E você, professor? O que vê de positivo no trabalho com seminários? Compartilhe conosco as suas opiniões. Será um prazer trocarmos ideias sobre este e outros temas que aparecem na sala de aula.
Até a próxima!

Experiência: Misturas e Separação de Misturas

Saudações, queridos Pensadores de Ciências!

A experiência que trazemos hoje foi feita com nossa turminha de 3° ano. O conteúdo prevê o estudo de misturas homogêneas e heterogêneas, além do estudo dos processos de filtragem e separação das misturas.

Vem ver como ficou!!

Começamos a aula com uma boa roda de conversa, perguntando o que eles sabiam sobre “misturar coisas” e como eles achavam que  algumas substâncias se comportariam se fossem misturadas com água. Depois dessa conversa inicial, fizemos a leitura de um texto, que foi, posteriormente colado no caderno dos alunos para as consultas futuras.

Leitura feita em sala para introduzir o tema
Leitura feita em sala para introduzir o tema
À medida que eu ia fazendo as misturas eles observavam e diziam se era homogênea e heterogênea. Aí, para facilitar as explicações, fomos construindo, na lousa, cada uma das misturas e sua definição como homogênea ou heterogênea.
Início da explicação
Início da explicação e primeira mistura
A primeira mistura foi com água e sal
A primeira mistura foi com água e sal
Resolvemos acrescentar terra à mistura
Resolvemos acrescentar areia à água
Resultado
Resultado
Depois da areia, já desenhamos a mistura com álcool
Depois da areia, já desenhamos a mistura com álcool
E já fizemos a mistura com álcool
E já fizemos a mistura com álcool
Mais uma mistura pra fazer
Mais uma mistura pra fazer: areia e sal
Mais uma mistura na lousa
Mais uma mistura na lousa
Água e óleo
Água e óleo
Resultado de mistura heterogênea
Resultado de mistura heterogênea
Resultado de nossas experiências representado na lousa
Resultado de nossas experiências representado na lousa

Agora, estava na hora de falar da separação das misturas

Processos de separação de misturas
Processos de separação de misturas
Fazendo a filtragem, foi possível fixar o conceito de mistura
Fazendo a filtragem, foi possível fixar o conceito de mistura
Os alunos puderam ver o resultado final da separação da mistura
Os alunos puderam ver o resultado final da separação da mistura
O que despertou mais curiosidade foi o processo de filtração. Eles queriam saber se podia ser consumida a água, ai cai na besteira de dizer que
existem mais processos de filtração e um bastante comum que temos em casa é o de filtro de carvão. Disse que se passássemos a água do filtro no carvão e depois colocássemos o Hipoclorito de sódio acreditava que estaria ok para o consumo. Daí lembraram da série “Largados e Pelados”, no Canal Discovery e me disseram que se a água fosse fervida também estaria ok.
Perguntei porquê a água deveria ser fervida?
-Pq tem vermes e bactérias que não dá pra ver e dão dor de barriga, Professora!
Depois dessa resposta de-fi-ni-ti-va, só me restava declarar:
Caso encerrado!  😀
Como sempre dizemos por aqui. Atividades simples, quando apresentadas de maneira que envolva os alunos, rendem bons resultados. Já tinha aluno dizendo que ia fazer em casa. Só esperamos que as mães não fiquem zangadas com toda essa “mistureba”! rsrsrsrs
Como você ensinou sobre misturas e separações em sua turma? Conte pra gente aí nos comentários!
Até a próxima!

 

Sequência Didática: Classificação dos Animais

Salve, Pensadores de Ciências!
Vocês já sabem que, por aqui, a gente não para de ler, de pensar propostas para nossos alunos. Uma das coisas que a gente mais gosta é revirar os arquivos do que já lemos, de cursos e palestras e, com novo olhar, reformular atividades de acordo com o perfil das salas com que trabalhamos no momento. 😉
Daí, que revirando um desses arquivos, e aproveitando o momento de aulas multidisciplinares e até transdisciplinares, resolvemos montar um plano de aula para o ciclo I, no qual  utilizaremos várias linguagens para que os alunos possam absorver de maneira lúdica e transparente todo o conteúdo que desejamos transmitir.
Existem cinco níveis de leitura e como trabalhamos com crianças do 3º ano, o nível aqui indicado é o interpretativo, onde o aluno evolui da simples compreensão imediata à interpretação das ideias do texto, adquirindo fluência no ato de ler. A aquisição de conceitos de espaço, tempo e causa, bem como o desenvolvimento das capacidades de classificar, ordenar e enumerar dados permitem que o estudante adentrem mais no texto e exija leituras mais complexas. Porém pode-se aplicar a sequência em alunos do 2º ano sem maiores problemas.
Quer ver como ficou? Então, segura na nossa mão porque esse post ficou longo. Mas a gente promete que vai valer a pena ❤
Sequência Didática
Conteúdo trabalhado: Classificação dos Animais
Livro Paradidático utilizado: Lelé, o jacaré maluco. Gontijo, Solange Avelar Fonseca,
Companhia Editora Nacional / Miguilim 2004.
Capa do livro
Capa do livro que nos deu a ideia desta sequência
 1ª Etapa
Atividade Introdutória à recepção do texto:
O professor inicia um dialogo com os alunos, centrado na identificação de animais selvagens/domésticos. Para chegar ao nome do jacaré, o professor poderá propor alusões referentes a ele, por exemplo; jeito de andar, boca com dentes afiados, ora fica na água, ora fica naterra,tipo de cobertura de seu corpo, alimentação (Estamos aqui classificando os animais de acordo com seu habitat, alimentação e classificação).
Nomeando esse animal selvagem, o professor interroga seus alunos a respeito do conhecimento prévio, com o intuito de prepará-los para o cômico da figura representada no texto (a maluquice do jacaré). A seguir o professor mostra a capa do livro e lê o título para os alunos.
O professor desafia os alunos com a seguinte pergunta:
Quais as palavras do título que têm o mesmo significado (sentido)?
Quais as palavras do título rimam (terminam com o mesmo som)?
2ª Etapa
Leitura compreensiva e interpretativa do texto
O professor lê a narrativa para os alunos e, simultaneamente, mostra as ilustrações. Em seguida. O professor relê a narrativa, questionando os alunos a respeito do texto. Por exemplo:
Qual é o modo de andar de Lelé?
O que acontece quando Lelé passa?
Por que Lelé usa óculos?
Para que Lelé lê jornal?
Pode-se ir aprofundando nas questões dependendo do nível das crianças:
 Como é o jacaré?
Seu corpo é coberto de que?
Como nascem os jacarés?
Qual sua alimentação?
Existe predador para ele na cadeia alimentar?
O que faz o jacaré Lelé?
Por que Lelé ficou mesmo biruta?
Por que a bicharada se diverte com Lelé?
Para você, Lelé é mesmo lelé?
Quais as palavras do texto têm o mesmo sentido de maluco?
3ª Etapa
Transferência e aplicação da leitura
Nomeando esse animal selvagem, o professor interroga seus alunos a respeito do
conhecimento prévio, com o intuito de prepará-los para o cômico da figura representada no texto (
a maluquice do jacaré).
A seguir o professor mostra a capa do livro e lê o título para os alunos.
O professor desafia os alunos com a seguinte pergunta:
Quais as palavras do título que têm o mesmo significado (sentido)?
Quais as palavras do título rimam (terminam com o mesmo som)?
Leitura compreensiva e interpretativa do texto
O professor lê a narrativa para os alunos e, simultaneamente, mostra as ilustrações.
Em seguida. O professor relê a narrativa, questionando os alunos a respeito do texto.
Por exemplo:
Qual é o modo de andar de Lelé?
O que acontece quando Lelé passa?
Por que Lelé usa óculos?
Para que Lelé lê jornal?
Pode-se ir aprofundando nas questões dependendo do nível das crianças:
Como é o jacaré?
Seu corpo é coberto de que?
Como nascem os jacarés?
Qual sua alimentação?
Existe predador para ele na cadeia alimentar?
O que faz o jacaré Lelé?
Por que Lelé ficou mesmo biruta?
Por que a bicharada se diverte com Lelé?
Para você, Lelé é mesmo lelé?
Quais as palavras do texto tem o mesmo sentido de maluco?
Transferência e aplicação da leitura
Após a exploração do texto, o professor estimula os alunos a apresentarem outras invenções de Lelé. Pode-se apresentar o poema “Jacaré Letrado” de Sérgio Capparelli e, em seguida, questionar se eles acham que Lelé é letrado e por quê. Pode-se apresentar também os poemas:
Outra obra que pode ser utilizada com os alunos
Outra obra que pode ser utilizada com os alunos
Jacaré de papo amarelo de Lalau e Laurabeatriz, encontrado no livro, Brasileirinhos poesia para os bichos mais especiais da nossa fauna. Editora COSAC & NAIFY
Esta obra também oferece uma boa oportunidade de trabalho em sala
Esta obra também oferece uma boa oportunidade de trabalho em sala
Os dentes do jacaré de Sergio Caparelli, encontrado no livro Boi da Cara preta, editora L&PM
Mais uma obra de Sérgio Caparelli
Mais uma obra de Sérgio Caparelli
Pode-se usar o livro-imagem: “Vitor e o Jacaré”, de Mariana Massarani, editora Studio Nobel.
Mais uma sugestão, da editora Studio Nobel
Mais uma sugestão, com o livro imagem da editora Studio Nobel
4ª Etapa
Proposta de trabalho visual
O professor pode pedir que os alunos desenhem um jacaré em seu habitat natural. Pode-se fazer uma colagem de jornal, ou outro material que possa simular a cobertura do animal.
Rascunho, para montarmos os jacarés com os pequenos
Rascunho, para montarmos os jacarés com os pequenos
5ª Etapa
Conscientização
Nesta última parte, podemos falar do risco que corre esse animal, pelo seu couro usado em roupas e acessórios e pela caça por diversão e a ocupação do seu habitat.
Pode-se trazer artigos sobre animais em extinção. Para isso, separamos alguns links
Apoio visual para os trabalhos:

O site do Boticário oferece material de apoioO site da Fundação Grupo Boticário oferece material de apoio

 

 E depois de tanta pesquisa, que tal ter o nosso próprio jacaré?
Com nosso jacaré montado, é só diversão!
Jacaré construído com arame e tecido, para que as crianças possam manipular o “animal”
As crianças conseguem aprender e se divertir com criatividade
As crianças conseguem aprender e se divertir com criatividade
6ª Etapa
Avaliação:
Achamos que o meio mais adequado para avaliação nessa etapa do desenvolvimento (2° ou 3° ano dos anos iniciais) é a roda de conversa. Com esse procedimento, entendemos que é possível oferecer às crianças a oportunidade de socializar todo o conhecimento adquirido e a opinião a respeito de tudo que viram durante a execução da sequência didática.
E aí? Gostaram das dicas? Você, aluno, já fez algo parecido em sua escola? E você, professor? Gostaria de tentar? Deixe suas sugestões aí nos comentários. Divulgue esta e outras de nossas atividades em suas redes sociais!
Até a próxima!

Aulas do quarto ano: Funcionamento do rim

Saudações, Pensadores de Ciências!

Hoje falaremos da nossa turminha do quarto ano e suas experiências com os sistemas do corpo humano. Hoje é o dia de falarmos sobre os rins e seu importante papel de filtro do nosso sangue.

Para começar, fizemos uma recapitulação dos sistemas vistos anteriormente: digestivo, circulatório e respiratório e como estão interligados entre si e também o papel dos rins para o funcionamento de todo o organismo.

Ao falarmos do sistema respiratório, lembramos de seu papel nas trocas gasosas de O2 e CO2 no sangue. Falamos, em seguida, do próprio sangue e de sua tarefa de captar os nutrientes do intestino delgado e aí começamos a falar do rim e de sua função na filtragem do sangue. Afinal, nem tudo é aproveitado no processo de nutrição e o material que sobra é levado ao rim, para filtragem.

Para embasar nosso trabalho usamos o documento da Academia Brasileira de Ciências (ABC), produzido pelo projeto Mão na Massa, um grupo de estudos da ABC que propõe o ensino a partir da perspectiva investigativa e não meramente expositiva. Já falamos do site da ABC aqui.

Imaginem o quanto gostamos desse pessoal da Academia? ❤

Resolvemos postar o texto da ABC para que os amigos professores que consultam nosso blog possam conhecer o nosso ponto de partida.

Sequência didática ABC

Conforme a sequência didática propõe, falamos também das doenças que podem afetar o rim e os males causados pela falta de água no organismo

Agora vamos às imagens da nossa turminha! \o/

Material usado para experiência
Material usado para experiência
A primeira parte da atividade conta com a filtragem feita pelo rim
A primeira parte da atividade conta com a filtragem feita pelo rim
observe o algodão, com a função de ajudar na filtragem
Observe o algodão exercendo a função dos néfrons, auxiliares da filtragem do sangue
Café usado para representar as substâncias que nosso rim precisa fltrar
Café usado para representar as substâncias que nosso rim precisa filtrar
Começando o trabalho de filtragem do rim
Começando o trabalho de filtragem do rim
Com a filtragem em andamento, podemos ver o resultado do trabalho do rim, a produção de urina
Com a filtragem em andamento, podemos ver o resultado do trabalho do rim, a produção de urina

Ao final, da experiência, observamos resíduos que, se não forem eliminados totalmente, podem ocasionar o cálculo renal. A famosa “pedra no rim”.

As substâncias, após a filtragem
Para evitar acúmulo que possa levar à formação de “pedras” nos rins, o ideal é beber bastante água diariamente

E é claro que não poderíamos deixar de registrar no caderno essa experiência!

Nossos alunos registram cada etapa da experiência
Nossos alunos registram cada etapa do trabalho
A representação em desenho também é muito importante
A representação com imagens do fenômeno observado é fundamental para a compreensão dos alunos

Os alunos ficaram tão animados com essa experiência que logo, logo, faremos mais uma ligada ao funcionamento dos rins. Mas…por enquanto é segredo!! 😀

Continue acompanhando nosso blog e deixando seus comentários e sugestões.

Até a próxima!

 

Aulas do quarto ano: sistema respiratório

Salve, Pensadores de Ciências!

No post de hoje, falaremos das aulas das nossas turminhas do quarto ano. O conteúdo está centrado no funcionamento do corpo humano e seus sistemas. Para quem não lembra ou não acompanhou, já mostramos algumas das atividades que fizemos com eles aqui e aqui.

Começamos a aula com uma breve revisão sobre os sistemas digestório e circulatório. Para seguir com a sequência didática que montamos, partimos para um levantamento de hipóteses sobre a nossa respiração. Nossas rodas de conversa, sempre muito animadas, começaram com aquele “agito” que a gente conhece. Todos querendo falar, ao mesmo tempo, o que sabiam. E não é que a meninada já sabia de várias coisas? 😉 Vem ver!

Os alunos sabiam que o órgão inicial do sistema era o nariz e que o mais importante era o pulmão!

Mas não conheciam ainda a importância dos pelos do nariz e nem a função dos alvéolos pulmonares e diafragma. E foi daí que partimos. Além de observarmos o quanto é importante o sistema respiratório, falamos de algumas curiosidades sobre essa parte do nosso corpo. Perguntando a importância dos pelos do nariz, por exemplo, chegamos ao espirro!

E tudo funciona mais ou menos assim: quando pedacinhos de sujeira fazem nosso nariz coçar, o corpo respira fundo e fecha as cordas vocais. Quando elas se abrem de novo, o ar sai de lá a uma velocidade de até 160 quilômetros por hora! Isso é o que chamamos de espirro. Imaginem a carinha de espanto dos alunos! 😀

Mas para que tudo isso corra bem, a Inspiração, Expiração, o Espirro e etc., necessitamos do Diafragma, que é uma grande camada de músculos que fica bem abaixo dos pulmões e tem papel importante na inspiração e expiração.

Bom, a ideia já estava mais clara para os alunos, todos tinham percebido a importância do sistema respiratório e de sua ligação com os demais sistemas do corpo humano. Também colocamos, em nosso canal no YouTube, vídeos que davam mais explicações sobre tudo que vimos.

Nosso plano de aula previa ainda um trabalho em sala sobre os movimentos de Inspiração e Expiração. Em duplas, os alunos puderam sentir o movimento do corpo e do diafragma para que o processo da respiração aconteça:

Alunos observam movimentos do sistema respiratório
Alunos veem a diferença dos movimentos respiratórios

 

Alunos observam movimentos do sistema respiratório
Alunos observam com auxílio de uma bexiga

Mas como, por aqui, nós gostamos mesmo é de “mão na massa”, claro que tratamos de propor uma atividade prática! Bastou dizer: “Vamos fazer um pulmão?” pra euforia (e a gritaria) tomar contada sala!! rsrs

Veja o material que utilizamos. Você vai precisar de:

  • Uma garrafa plástica pequena, que será recortada
  • Tesoura
  • Uma bexiga para ficar dentro da garrafa, simulando o pulmão
  • Uma bexiga na parte externa da garrafa, simulando o diafragma
Garrafa plástica usada para experiência com sistema respiratório
Corte a parte de baixo da garrafa
Bexiga usada para experiência com sistema respiratório
Você precisará de uma bexiga na parte interna

 

Bexiga usada para experiência com sistema respiratório
E uma outra bexiga ficará na parte externa da garrafa

Agora, montado:

Simulação de sistema respiratorio
Seu “pulmão” ficará assim
Pulmão artificial para experiência com sistema respiratório
Observe como funcionará nosso pulmão

Na foto acima, dá pra ver como fica o nosso sistema, com o diafragma fazendo os movimentos que permitem inspirar e expirar.

Chegamos ao final desta atividade, com os alunos muito contentes. Todos, partindo do que já sabiam, puderam entender facilmente o funcionamento do sistema. Missão cumprida por hoje! Quem aí já quer saber qual é a próxima? o/

Ficou com alguma dúvida? Quer sugerir alguma experiência ligada ao sistema respiratório? Fez algo parecido na sua escola? Fale com a gente aí nos comentários!

Até a próxima!